Hannover tem lucro de 310,6 milhões de euros

A Hannover Re divulgou lucro líquido de 310,6 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, 28% abaixo do valor apurado em mesmo período do ano anterior, porém que confirma a previsão de lucro de 600 milhões de euros para 2010, informou Ulrich Wallin, CEO do grupo, em comunicado distribuído hoje pela manhã. O retorno sobre o patrimônio ficou em 15,6%. O faturamento avançou 7,9% no primeiro semestre, para 5,7 bilhões de euros. O índice combinado ficou em 99,5%, o que foi considerado como um bom indicador diante das perdas ocorridas neste ano, como terremoto no Chile, Haiti, explosão da plataforma no Golfo do México e enchentes na Europa.

Marcus Vinícius assume área de Automóvel da Generali

*nota extraída do site da CNSeg www.viverseguro.org.br

marcos-viniciusO executivo Marcus Vinícius Lopes Martins foi contratado pela Generali Brasil Seguros para comandar toda a gestão da área de Produto Automóvel, da emissão ao sinistro. Ele chega com o propósito de maximizar as operações da companhia no segmento automotivo, um mercado cujas vendas cresceram no país 16,5% no primeiro semestre deste ano.

Com a nova contratação, a Generali reforça a tradição de oferecer alto padrão de produtos, serviços e atendimento, seguindo a estratégia global da controladora Assicurazioni Generali, um dos maiores grupos seguradores do mundo, presente em 68 países e que em 2009 registrou faturamento recorde, ultrapassando 70 bilhões de euros em prêmios de seguros.

Marcus Vinícius tem larga experiência em seguro, adquirida em grandes corporações como a SulAmérica, onde foi vice-presidente de Auto por quatro anos e vice-presidente de Vendas e Marketing por mais dois anos. O executivo é formado em Engenharia Mecânica pelo IME(Instituto Militar de Engenharia), com mestrado em Administração pelo Instituto Coppead (UFRJ) e MBA em Gestão pelo Insead, o Instituto Europeu de Administração. “Estou bastante motivado com o novo desafio, pois não tenho dúvidas de que, nos próximos anos, a Generali tem plenas condições de crescer a taxas bem superiores à média do mercado e, principalmente, com rentabilidade”, diz ele, acrescentando que nessa nova trajetória conta com o apoio dos corretores de seguros, que é o canal de distribuição exclusivo da companhia.

Brasilprev lucra R$ 138 milhões no semestre

A Brasilprev Seguros e Previdência obteve lucro líquido de R$ 138,1 milhões nos seis primeiros meses do ano, 19,5% acima do totalizado no primeiro semestre de 2009. A arrecadação da companhia subiu 50,6%, para R$ 3,983 bilhões. Já os ativos sob gestão somaram R$ 30,8 bilhões, evolução de 32,2% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O destaque ficou para os planos da modalidade Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), na qual a Brasilprev arrecadou R$ 3,1 bilhões, crescimento de 73,3% em relação ao ano anterior.

Este resultado permitiu à empresa conquistar a vice-liderança do mercado em arrecadação na modalidade, registrando 19,6% de market share. Destaque também para a modalidade Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), na qual a Brasilprev foi líder em arrecadação no período, com R$ 705,8 milhões – um incremento de 13,9% que resultou em 27,5% de market share. Com isso, a companhia encerrou o período como vice-líder de todo o mercado vivo de previdência, ou seja, nas modalidades PGBL e VGBL.

Desde que foi fundada, há 17 anos, a Brasilprev vem registrando crescimento acima da média de mercado, fenômeno que se repetiu no primeiro semestre de 2010. “Essa trajetória está direta e intimamente ligada aos esforços da companhia para manter-se competitiva, dinâmica e inovadora, bem como à solidez e expertise de seus acionistas”, comenta o diretor de Planejamento e Controle, Alejandro Elizondo Rodríguez, em nota divulgada pela empresa. “De janeiro a junho de 2010 não foi diferente”, complementa o executivo na nota recebida pelo Blog Sonho Seguro.

De acordo com o executivo, para uma empresa que tem como missão viabilizar projetos de vida de seus clientes, crescer com sustentabilidade é essencial. E os resultados registrados pela Brasilprev a cada período reforçam esse compromisso. “Nesse sentido, continuaremos a investir no aprimoramento de nossos produtos, serviços, processos, controles e governança, buscando gerar cada vez mais valor para os nossos públicos estratégicos”, finaliza.

Ganho da SulAmérica recua para R$ 52 milhões

sulamericaA SulAmérica divulgou lucro líquido de R$ 52 milhões no segundo trimestre deste ano, recuo de 37,7% comparado aos R$ 83,4 milhões do mesmo período do ano anterior. Parte deste resultado se deve ao fim da parceria com o Banco do Brasil, com a venda da parte da Brasilveículos ocorrida neste ano e que por isso deixam de ser consolidados. Assim como a lucratividade foi afetada, o volume de prêmios também recuou 9,8%, para R$ 1,9 bilhão. ]

Sem considerar os números da parceria com o BB, a SulAmérica obteve vendas 9,4% maiores no período analisado. A maior alta veio de saúde, com 15,7%, para R$ 1,2 bilhão, que já representa 63% do total de prêmios do grupo. Automóvel vem em segundo lugar, com expansão de 15,7%, para R$ 497,3 milhões. A frota de veículos segurada chegou a 1,23 milhão de itens em junho, alta de 21,4% em relação ao mesmo mês de 2009.

Allianz prevê lucro de € 7,2 bi em 2010

allianzA Allianz, maior seguradora do mundo em valor de mercado, registrou alta de 35% no lucro líquido do primeiro semestre deste ano, para 2,5 bilhões de euros. No segundo trimestre, no entanto, o lucro líquido recuou 46% em relação a igual período do ano passado, para 1,02 bilhão de euros. O lucro operacional cresceu 23% no segundo trimestre, para 2,19 bilhões de euros e a meta de chegar a 7,2 bilhões foi mantida para 2010. O faturamento cresceu 15%, para 25 bilhões de euros. O índice combinado ficou em 96,3%.

Segundo dados divulgados pela seguradora, o resultado foi impactado pelos mais de 800 milhões de euros pagos em indenizações para as vitimas do terremoto no Chile, ressarcir danos causados pelo vazamento de óleo no golfo do México com a explosão da platamorma de British Petroleum, além das enchentes e inundações na Europa.

AIG tem prejuízo de US$ 2,6 bilhões no tri

A AIG, que se prepara para deixar de ser controlada pelo governo dos EUA ao pagar os recursos federais recebidos no auge da crise financeira, registrou prejuízo de US$ 2,66 bilhões no segundo trimestre deste ano, um resultado frustrante diante do lucro de US$ 1,82 bilhão conquistado em igual período do ano passado. O fraco desemenho se deu em razão da baixa contábil de US$ 3,3 bilhões na seguradora de vida Alico, vendida à MetLife por US$ 15,5 bilhões. O faturamento recuou 16%, para US$ 19,9 bilhões.

Lucro da Liberty avança 84,5%

A Liberty Mutual Group anunciou ontem lucro líquido US$ 535 milhões no primeiro semestre do ano, aumento de 84,5%. Os prêmios somaram US$ 14,4 bilhões, alta de 4% e o lucro operacional recuou 40%, para US$ 487 milhões. O índice combinado sem considerar os impactos das catástrofes ficou em 97%. Como os eventos catastróficos o índice situou-se em 103,5%. Edmund F. Kelly, presidente e CEO da Liberty Mutual Group Inc. disse que “os resultados operacionais refletem os benefícios do modelo operacional diversificado e global e o compromisso com a disciplina de subscrição de risco e de reserva de capital para manter nosso balanço sólido.”

Catástrofes reduzem o lucro da Zurich

A Zurich Financial Services registrou lucro liquido de US$ 1,64 bilhão no primeiro semestre do ano, queda de 16% em relação ao mesmo período anterior. Segundo nota, perdas globais relacionadas com o clima e o terremoto do Chile contribuíram com o declínio de 20% no lucro operacional, para US$ 1,38 bilhão no segmento de seguros gerais. O índice combinado piorou dois pontos percentuais, para 98%. Os prêmios emitidos em seguros gerais recuaram 2%, para US$ 17,9 bilhões. Em vida, ao contrario, a Zurich registrou alta de 13% no volume de prêmios, para US$ 13,1 bilhões. A Farmers Management Services registrou prêmios de US$ 1,4 bilhão, alta de 12%. Em comunicado, Martin Senn, CEO da Zurich, destacou o ambiente desafiador deste primeiro semester do ano e ressaltou que a companhia conseguiu obter um desempenho sólido mesmo com as adversidades.

Swiss Re desenha resseguro para governos

12281077459apk8w1Assim como os gargalos da infraestrutura comprometem o crescimento do Brasil, encontrar capacidade suficiente para o seguro garantia tem atrapalhado a concretização de estruturas financeiras complexas que financiam os empreendimentos brasileiros. A parte a incansável discussão sobre a criação ou não da seguradora estatal, há produtos no mundo que podem contribuir para mitigar os riscos inerentes de megaempreendimentos que não começam sem antes ter um seguro. Assim como no Jurassic Park. Toda a trama do filme começa com o empreendedor do projeto levando seguradores para o parque e assim conseguir o seguro que daria o aval para a abertura do local.

Como no filme, muitos empreendimentos só saem do papel depois de uma apólice de seguro que garanta o retorno dos investimentos, aconteça o que for. Muitas vezes, usar um exemplo de referência e adaptá-lo as necessidades do cliente pode ser uma boa solução. Assim como a indústria de seguros tem tropicalizado váris produtos de seguros, o mesmo pode ser feito no resseguro.

Recentemente, a Swiss Re anunciou um tipo de resseguro que pode ser adaptado para as necessidades brasileiras e assim estimular mais o uso de produtos da indústria de seguros na estruturação dos grandes financiamentos para empreendimentos de infraestrutura no Brasil. Em julho, foi assinado um acordo histórico com o Alabama State Insurance Fund (“SIF”), proporcionando três anos de cobertura de seguro paramétrico para a exposição primária a catástrofes decorrentes de furacões. As soluções paramétricas indenizam o segurado com base nas características físicas do desastre. O pagamento pode ser utilizado para qualquer fim, incluindo custos de medidas emergenciais, reposição da perda de receita de impostos e financiamento para cobrir o aumento dos custos de seguro.

Segundo nota da Swiss Re, este acordo assinala a primeira vez que o governo de um estado norte-americano utiliza uma modalidade tão inovadora para transferir ao setor privado sua exposição financeira advinda de catástrofes naturais. É um passo crucial para enfrentar os custos potencialmente enormes associados a desastres da natureza.

“Temos o prazer de trabalhar com o Alabama State Insurance Fund, apoiando suas necessidades de gestão de riscos através deste programa pioneiro em sua modalidade”, comenta Raj Singh, membro do Comitê Executivo e Diretor Executivo de Riscos da Swiss Re, em nota. “Até agora, os governos – e por fim os contribuintes – acabavam tendo que arcar com a responsabilidade de pagar as despesas emergenciais e de reconstrução bem depois de ocorrido o desastre. Em outros países, a Swiss Re tem trabalhado com êxito junto às organizações governamentais para dar conta dessa exposição.

Segundo a resseguradora, essas soluções inovadoras são aplicáveis a estados de quaisquer dimensões e podem ser adotadas em estados dos EUA onde haja exposição econômica a catástrofes – como furacões, incêndios florestais, terremotos, entre outras.”

Ben Spillers, Gestor de Riscos do Departamento de Finanças do Alabama, informou na nota que a negociação representa um marco para o estado do Alabama em termos de identificação e gestão dos principais riscos. “Simplesmente com base na velocidade dos ventos de um furacão, podemos agora receber rapidamente fundos para cobrir nossos custos imediatos. Nossa responsabilidade pela proteção dos cidadãos do Alabama nos inspira a trabalhar com uma indústria líder como a Swiss Re, que tem uma considerável experiência de cooperação com entidades governamentais.”

A Swiss Re tem uma longa história de sucesso na oferta de soluções inovadoras e individualizadas para a transferência de riscos a governos, bancos de desenvolvimento internacionais e organizações não governamentais, tendo em vista auxiliá-los a enfrentar as consequências financeiras dos maiores eventos catastróficos.

Em 2009, a Swiss Re colaborou com o Ministério das Finanças do México e o Banco Mundial para desenvolver o programa MultiCat Mexico, oferecendo uma cobertura de US$ 290 milhões para terremotos e furacões. A cobertura de seguro proporciona ao México fundos emergenciais após um grande desastre, dando apoio ao governo para responder às necessidades pós-desastre dos cidadãos.

A Swiss Re é também a resseguradora líder da Caribbean Catastrophe Risk Insurance Facility (CCRIF), a primeira solução de seguro paramétrico que cobre vários governos regionais do Caribe. Testemunhando as capacidades das soluções paramétricas, a apólice de CCRIF para o Haiti foi acionada em seguida ao terremoto de janeiro de 2010, fornecendo ao governo haitiano os fundos emergenciais mais necessários logo após o desastre.

Com a conclusão da negociação do State Insurance Fund, o governo do Alabama comprovou que soluções semelhantes podem ser disponibilizadas para cobrir os riscos de desastres nos Estados Unidos assim como em outras regiões.

Swiss Re lucra US$ 812 milhões no trimestre

lippeA Swiss Re reverteu o prejuízo do ano passado e divulgou lucro líquido de US$ 812 milhões no segundo trimestre de 2010, apesar do ambiente de mercado desafiador, com volatilidade nos mercados acionários, fraco crescimento econômico e dois importantes eventos catastróficos neste ano, como o terremoto no Chile e o pior desastre ecológico já registrado com a explosão da plataforma da British Petroleum no Golfo do México.

“Os negócios da Swiss Re tiveram bom desempenho no segundo trimestre de 2010. Nosso poder de geração de lucros continua forte e tiramos proveito, este trimestre, de um resultado excelente na área de Gestão de Ativos”, comentou Stefan Lippe (foto), executivo-chefe da Swiss Re em comunicado.

Nos últimos dois anos, a resseguradora reposicionou a carteira de (res)seguro para um mercado menos aquecido. “As renovações de julho de 2010 demonstraram que continuamos a nos concentrar na gestão de ciclos disciplinados, tendo a lucratividade com nossa prioridade clara”, acrescentou.

O patrimônio líquido aumentou em US$ 1,3 bilhão, chegando a US$ 27,5 bilhões no segundo trimestre de 2010. O retorno sobre o patrimônio no segundo trimestre de 2010 foi de 13,4%, em comparação com os –7,4% no mesmo período do ano anterior. Os ramos elementares registraram um resultado operacional de US$ 455 milhões, em comparação com os US$ 896 milhões no mesmo período do ano anterior, mantendo a lucratividade das subscrições, apesar das altas indenizações reclamadas.

Conforme divulgado, o resultado sofreu o impacto do aumento de US$ 130 milhões nos sinistros estimados devido ao terremoto no Chile, chegando a US$ 630 milhões, e sinistros estimados em cerca de US$ 200 milhões no caso da explosão da plataforma Deepwater Horizon, antes dos impostos, em ambos os casos. A sinistralidade combinada para o segundo trimestre de 2010 foi de 102,0% (ou 100,2% se excluirmos a reversão de descontos), em comparação com os 89,4% (87,6%) no mesmo período do ano anterior.

Os segmentos de vida e saúde alcançaram lucro operacional de US$ 142 milhões no segundo trimestre de 2010, em comparação com o prejuízo operacional de US$ 8 milhões no mesmo período do ano anterior. A melhora no resultado operacional se deve aos resultados visivelmente melhores em anuidades variáveis, compensados em parte pela queda dos retornos oferecidos pelos investimentos. A relação de benefícios aumentou para 93,5%, em comparação com os 78,6% no mesmo trimestre de 2009.

A gestão de ativos teve excelente desempenho, com resultado operacional de US$ 1,2 bilhão no período, em comparação com US$ 472 milhões no segundo trimestre de 2009. O retorno anualizado sobre os investimentos foi de 5,8% no segundo trimestre de 2010, comparado com 0,5% no segundo trimestre de 2009. O retorno total sobre o investimento durante o trimestre atingiu o excelente nível de 13,2%, em comparação com os 2,4% para o mesmo período no ano anterior. Os resultados também sofreram a influência positiva de ganhos de câmbio e ajustes dos investimentos ao mercado.

No segundo trimestre de 2010, a Swiss Re continuou a reduzir significativamente os riscos da carteira legada, com a venda de todas as posições restantes da antiga Structured CDS e a comutação de US$ 1 bilhão de exposição referencial na Financial Guarantee Re. No segundo trimestre de 2010, a carteira legada gerou um prejuízo operacional líquido de US$ 54 milhões.

Perspectivas – “No futuro, vamos continuar a consolidar nossos pontos fortes. A expectativa é de que o setor de resseguros tenha um crescimento moderado, porém estável, nos próximos anos. Prevemos que o mercado de ramos elementares cresça, em média, 6,5%, e o de vida e saúde, 3,7% ao ano na próxima década. A Swiss Re está bem posicionada para atender a demanda desses mercados e se tornar a participante líder no setor atacadista de (res)seguros”.