O crescimento do mercado de seguros tem estimulado que analistas de bancos passem a cobrir o setor, mesmo tendo apenas duas seguradoras com ações negociadas na bolsa brasileira, além da Odontoprev, a maior em planos odontológicos, controlada pela Bradesco Saúde. O mais novo banco a emitir relatório sobre o setor foi o britânico Barclays Capital. Em março foi a vez do americano Goldman Sachs dar início a cobertura da indústria de seguros, recomendando a compra das ações da SulAmérica e mantendo posição neutra para a Porto Seguro.
Tanto para a Porto Seguro como para a SulAmérica os analistas do Barclays fazem recomendação de compra, com classificação overweight, ou seja, exposição acima da média do mercado. Os analistas projetam evolução do lucro de 60% para SulAmérica e de 21% para a Porto Seguro no segundo semestre deste ano comparado ao primeiro semestre. Segundo o relatório, os papéis da Porto Seguro são negociados sob um múltiplo Preço por Lucro estimado de 11,5 vezes, enquanto os da SulAmérica são negociados a 11,8 vezes para 2011. O lucro viria da aposta dos analistas, que projetam multiplos de 14 para a Porto e de 13,4 vezes para a SulAmérica.
Assim como o Brasil, a indústria de seguros atrai o interesse dos investidores, cada dia mais familiarizados com o custo benefício dos projetos nos quais pretendem apostar. A notícia de hoje vem da Tempo Participações. Depois de matéria publicada pelo Valor Econômico nesta sexta-feira, a empresa disparou um comunicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para afirmar que as negociações ainda estão em andamento. “A Companhia informa que não há no presente momento qualquer definição com relação às oportunidades ora avaliadas”, diz a nota.
O banco de capital suíço UBS foi contratado para negociar a venda de até 100% do capital da empresa, avaliada em mais de R$ 900 milhões. Segundo o Valor, o grupo GP Investimentos já tem vários compradores para a Tempo Assist, uma empresa de prestação de serviços de saúde e de assistência 24 horas que abriu capital no final de 2007, ano do boom da bolsa brasileira.
Desde a oferta inicial até ontem, as ações da Tempo caíram 21,4%. Nesse mesmo período, o Ibovespa foi positivo em 17,3%. Segundo analista entrevistado pelo Valor, o fraco desempenho é fruto “do mercado brasileiro ainda não tem maturidade para entender esse tipo de empresa, mais comum lá fora”. Quem acompanha de fato o mercado de seguros sabe que as seguradoras internalizaram a assistência 24 horas por acharem este um momento único de ter contato com os clientes e assim diferenciarem o serviço prestado num mercado altamente competitivo.
Isso fez com que a Tempo não tivesse muitos clientes na área de assistência. Já na área de saúde, com a aquisição da carteira da Unibanco Seguros, há grande interessse, segundo fontes do setor. A Mapfre, por exemplo, tem interesse em entrar em saúde, único ramo em que não atua no Brasil. Já Bradesco e SulAmérica, as maiores em seguro saúde, buscam escala, assim como Amil. Apesar de rentável, o setor de saúde no Brasil é amarrado por uma regulamentação rígida, onde o preço dos produtos individuais é controlado pelo governo, o que conta pontos negativos para a entrada de novos investimentos.
Mas uma coisa atrai. A parceria com a Caixa Econômica Federal, com 2 mil agências espalhadas pelo Brasil. A parceria é para a criação de uma seguradora de planos de saúde e odontológicos que começa a operar em janeiro. Mas há um risco com a mudança de governo e este contrato sofrer mudanças, segundo analistas do setor.
Chegaram a analisar a empresa a operadora de planos de saúde Amil; as seguradoras Bradesco Saúde, Mapfre e SulAmérica; a corretora de saúde Qualicorp, adquirida em julho pelo fundo americano Carlyle; além da gigante United Healthcare, empresa de saúde dos Estados Unidos que há algum tempo tenta entrar no mercado brasileiro.
Veja abaixo a íntegra do comunicado divulgado na CVM.
A TEMPO PARTICIPAÇÕES S.A. (“Companhia”), em cumprimento ao disposto no artigo 157 da Lei nº 6.404/76 e na Instrução CVM nº 358/2002 e com base nas notícias veiculadas na imprensa sobre uma possível transação envolvendo a Companhia, vem a público informar que esta sendo assessorada pelo Banco BTG Pactual S.A. e UBS Securities LLC na avaliação e prospecção de oportunidades de combinação de negócios, investimentos e desinvestimentos para seus diversos segmentos de negócios.
A Companhia informa que não há no presente momento qualquer definição com relação às oportunidades ora avaliadas.
A Companhia manterá o mercado informado do assunto.
Ministério de Seguros. Está foi a idéia lançada por Jorge Hilário, presidente da CNSeg, em seu discurso de abertura do XIV Conec, que acontece nesta manhã no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo. A idéia foi aplaudida pelos corretores que lotam o auditório principal do evento.
Segundo Hilário, a idéia vem de 25 anos, quando comandou o IRB e o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). Quando o ministro da Fazenda, na época o grande Dornelles, me empossou nos dois cargos me disse que queria um ministro de seguros para comandar o crescimento da indústria”, relembrou.
A medida, na época, gerou a mudança da presidência do CNSP, passado a ser presidida por um membro do mercado, ou seja, o presidente do IRB, e não mais pelo Ministro da Fazenda. “Agora lanço o nome de Armando Vergílio, para ser o novo ministro”.
Segundo Paulo Santos, titular da Susep, caso a idéia de criação de um ministério não consiga emplacar no próximo governo, “desejo que pelo menos consigamos trabalhar juntos no planejamento do crescimento sustentável da indústria de seguros”.
Independentemente de Ministério, o fato é que a indústria de seguros cresce de forma acelerada, podendo dobrar de tamanho num curto espaço de tempo. “Temos um potencial muito grande e para crescermos como pretendemos será necessário criarmos uma aliança para mapear e vencer todos os desafios que temos pela frente”, ressalta Jorge Hilário.
Veja a seguir a íntegra do discurso do presidente da CNSeg.
São muitos os marcos na trajetória do seguro no Brasil em que a sensibilidade dos principais agentes do mercado para identificar as necessidades do consumidor foi decisiva e contribuiu para vislumbrar espaços de crescimento e a criação de produtos que agregaram valor ao seguro e melhoraram a performance do mercado. Um exemplo disso foi o que ocorreu com o seguro de automóveis, em que foi fundamental o papel do corretor de seguros para perceber as oportunidades de aperfeiçoamento do produto. Juntos, precisamos fazer o mesmo com o segmento Vida e com outras modalidades de grande relevância para o mercado.
Digo ‘juntos’ porque identificar as necessidades e levar segurança ao consumidor é função de todos nós, seguradores e corretores. Faz parte da missão da CNSeg promover o desenvolvimento do mercado visando ao atendimento das necessidades de coberturas securitárias das instituições, das empresas e dos cidadãos. Queremos ser um indutor do mercado, agregando valor para a economia, a sociedade e a opinião pública. É por isso que convoco as lideranças e proponho uma grande aliança, para elaborarmos juntos um planejamento estratégico para o setor.
Estamos diante de uma sociedade e de um consumidor cada vez mais exigentes. Para atendê-los, precisamos conhecer os interesses comuns entre os vários atores do mercado e trabalhar nossa estratégia de crescimento em cima das nossas convergências. Assim, nos tornaremos mais fortes para reconhecer e combater os inimigos comuns.
Essa aliança pode e deve se estender também aos órgãos reguladores. Devemos prestar bons serviços e ser vistos pelos reguladores como aliados, para que eles entrem atuando apenas para corrigir os eventuais desvios.
É por isso que convoco uma força-tarefa entre todos nós, agentes de seguro, no sentido de estarmos permanentemente focados nas necessidades do mercado e na proteção do consumidor.
Aqui e agora, estamos todos do mesmo lado e queremos o choque do desenvolvimento do mercado de seguros no Brasil.
Tudo pronto para a abertura do XIV Conec, que será realizado entre os dias 7 e 9 de outubro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. O evento começa com um debate entre os porta-vozes da Susep, Fenacor e CNSeg, debate sobre automóveis e também marketing simples e objetivo. Os três acontecem simultaneamente entre as 9h e 10h30.
Às 7 horas da manhã o único movimento era da enorme equipe de funcionários responsáveis pela montagem do megaevento. Eu, que vim cedo para não ficar estressada no trânsito e assim ter um dia bem gentil, e Ricardo Saad, presidente da Bradesco RE, erámos os únicos por aqui.
O dia terá doze palestras simultâneas. Além dos debates, acontece a Exposeg, com estande das diversas seguradoras, que buscam levar aos corretores um pouco mais de informações sobre a estratégica de vendas adotada para este final de ano. Além, é claro, da tradicional distribuição de brindes, sorteios e relacionamento.
A Porto Seguro aproveitará o evento para ressaltar as três marcas oferecidas pela companhia: Porto Seguro, Azul Seguros e Itaú Seguros de Auto e Residência. O diretor do Porto Seguro Auto, Marcelo Sebastião, apresenta a palestra “Automóvel – Tendências e Expectativas”, as 9 horas de hoje. A seguradora patrocinará o sorteio de 13 automóveis ‘Novo Uno’ e de um ‘Smart Conversível, durante os intervalos do Congresso.
A Liberty Seguros enfatizará a necessidade de mostrar as pequenas e medias empresas a importância do seguro e que a companhia tem produtos segmentados para atender necessidades específicas de cada setor. A seguradora também apresentará as novidades de sua campanha de incentivo aos corretores, intitulada Embarque Nessa. O estande segue o tom da campanha e é inspirado na arquitetura e cultura orientais, uma menção à viagem para o país da incrível Hagia Sophia, um marco do Império Bizantino. No estande, os corretores poderão se inteirar sobre a dinâmica do novo programa e também sobre prêmios, além de poderem aproveitar a oportunidade para compartilhar experiências e análises sobre o setor.
No estande da Allianz, o clima é do automobilismo, com dois simuladores de carros da Fórmula 1 que contam com pedais, volante e marcador de velocidade. Os participantes da simulação da corrida ganharão brindes com o tema da Fórmula 1. Já o campeão de cada dia do evento leva para casa uma miniatura do carro da Williams. Os corretores também poderão tirar fotos no interior de um carro virtual da equipe, dos pilotos Rubens Barrichello e Nico Hülkenberg.
A SulAmérica, que traz ao evento seu novo vice-presidente comercial, Matias de Ávila, aproveita para fazer relacioamento e aprofundar o relacioamento com o corretor sobre o que ele espera da centenária companhia. Para atrair os corretores para um bate papo, a SulAmerica oferecerá um bar, a Pizzaria SulAmérica, estações para recarga de celulares, serviço de concierge, computadores para acesso à internet e lounge para descanso. Os visitantes também receberão brindes, como adesivos e car freshs, e poderão concorrer a um Kia Soul zero quilômetro.
Os executivos da SulAmérica participarão como palestrantes de diversas temas. No dia 8 de outubro, o diretor de Operações da SulAmérica Saúde, Marco Antunes, estará presente no debate “Saúde e Odonto: Valem a pena?”. Já no dia seguinte, o presidente da companhia, Thomaz Cabral de Menezes, será um dos convidados do painel “Seguradoras: Tendências”, que abordará as perspectivas para o futuro do mercado segurador no país e no mundo.
A HDI Seguros participará do painel “Tecnologia: Facilite seus Negócios!”, enfatizando que as novas ferramentas e tecnologias oferecidas pela internet, são aliados aliados para fomentar novos negócios e agregar mais qualidade no relacionamento entre os corretores, seus clientes e as companhias de seguros.
A ACE aproveita o Conec para mostrar aos corretores o imenso mercado de pequenas e medias empresas que há no Brasil para ser conquistado. Para isso, a seguradora coloca no ar o seu novo portal de internet, que, segundo ela, permite a venda online de seus produtos de forma rápida e desburocratizada, a qualquer momento e de qualquer lugar do mundo. Um dos principais atrativos da nova ferramenta da ACE é a sua capacidade de incluir os profissionais de pequeno e médio porte em nichos de mercado antes inacessíveis a eles em razão de custos e operacionalização. O Portal ACE Seguros disponibilizará inicialmente mais de 20 tipos de produtos, com inúmeras combinações de planos, modalidades e coberturas. O portal é totalmente online e não requer instalação de programas, atalhos ou chaves eletrônicas.
A Generali optou por trazer a feira todos os produtos oferecidos para os riscos envolvidos na proteção da vida, do patrimônio e da responsabilidade civil, com seus riscos inerentes ao desenvolvimento econômico.
Mais de 60 mil pessoas no estadio do Morumbi ontem para assistir o show de Bon Jovi. Nada de acidentes. Lucro para todos, inclusive para a seguradora do evento. Adorei o show. Valeu Cassio, Lourdes e Eduardo por me ajudarem a dar um tempo do trabalho e relaxar neste maravilhoso show. Amanha tem Conec.
Mais uma etapa vencida rumo ao crescimento da indústria de seguros brasileira, que a cada dia encontra formas de ajudar a baratear os financiamentos para as obras de infraestrutura que o Brasil precisa para dar sequência ao crescimento da economia. Ontem o ministro da Fazenda Guido Mantega informou que a criação da Agencia Brasileira de Garantias será instituída por medida provisória.
A decisão vem contra o que os executivos de seguros aguardavam. Era previsto que a agência seria criada por Projeto de Lei, que levaria algum tempo para entrar em vigor, e não como Medida Provisória, com chances de entrar em vigor em até 30 dias. Segundo o ministro, a MP será escrita e, após assinada pelo presidente da República, o Brasil terá uma agência de fomento que ajudará a baratear o custo financeiro dos empréstimos para as obras de infraestrutura do Brasil, estimada em algo próximo de R$ 1 trilhão, segundo levantamento do PAC-2.
O interesse em fazer o Brasil dar certo gerou outra grande notícia ontem. Interessada em dar garantias ao crescimento do país, a Swiss Re e o IFC, braço financeiro do Banco Mundial, aportaram R$ 40 milhões na UBF Seguros. Especializada em seguro garantia e agrícola, a seguradora estava fora do mercado a espera de capital. Capitalizada, o presidente Roberto Foz, auxiliado pelo jovem Felipe Bonetti, que o ajudará neste período de transição, colocará a equipe da UBF para arquitetar programas de seguros para projetos, tendo como garantia a credibilidade da Swiss Re, com 80% do capital, e o IFC, com 20%.
A parceria entre Swiss Re e IFC foi iniciada no alto escalão. “O assunto começou a ser discutido pelo president do IFC e pelo presidente da Swiss Re”, contou Rudi Flunger, diretor da divisão de seguros e linhas especiais da Swiss Re. O investimento do megainvestidor Warren Buffett, que tem boa parte da sua fortuna vinda do controle do grupo segurador Berkshire Hathway, em resseguradoras concorrentes em 2009 e 2010, especialmente na Swiss Re e na Munich Re, foi um estimulo e tanto para o IFC olhar com mais atenção a indústria de seguros, acredita Pedro Mader Meloni, advisor do IFC para a America Latina e Caribe.
Durante coquetel realizado ontem, a resseguradora Swiss Re informou que vai atuar como seguradora e também resseguradora nesses dois nichos. Mundialmente, apenas 10% do faturamento do grupo suíço vem de seguro, sendo resseguro a atividade principal. “Isso mostra o interesse do grupo no Brasil, que tem ainda duas resseguradoras admitidas”, diz Foz.
Para a Swiss Re, o mercado de seguros brasileiro é de extrema importância. Segundo Fluger além do aporte de capital, o grupo empenha-se em compartilhar conhecimentos e capacidades técnicas e assim auxiliar a expansão da UBF Seguros para outras linhas de negócios. “A transação reflete o compromisso da Swiss Re com o mercado brasileiro, que tem importância estratégica destacada e onde estamos fazendo negócios há mais de 80 anos. Além disso, estamos satisfeitos por este investimento criar a oportunidade de fortalecer nossa parceria com a IFC ao redor do mundo.”
O IFC ressaltou a força do mercado de seguros no Brasil. “Decidimos fazer este investimento porque acreditamos no crescimento da indústria de seguros como um fator chave para dar sustentabilidade ao desenvolvimento do Brasil”, disse Meloni. O foco do IFC é investir em setores que, embora tenham boas perspectivas de crescimento e rentabilidade precisam ganhar mais eficiência em termos de competição.
Este é o primeiro investimento da agência de fomento em seguros no Brasil. O IFC opera em mais de 100 países e no Brasil contava com investimentos apenas em bancos. O próximo passo no mercado de seguros poderá ser em microsseguro. “Estamos com projetos em microfinanças e quando este estiver viabilizado pode ser um passo natural apoiar o microsseguro, que complementa a microfinança”, disse.
A Allianz é a patrocinadora do 2º seminário CC+I (Climate Change and Insurance), promovido pela Geneva Association, realizado nos dias 27 e 28, em São Paulo. O encontro é destinado ao debate das mudanças climáticas na América Latina e Caribe e suas relações com o mercado de seguros. Uma grande preocupação da indústria é com o aumento de ocorrências de catástrofes naturais no Brasil, que até poucos anos atrás eram praticamente inexistentes. Neste ano, por exemplo, já podemos citar o excesso de chuvas em São Paulo, no Rio de Janeiro e nos estados do Nordeste, com prejuízos econômicos significativos para os governos, famílias e seguradoras.
Esta é a primeira vez que o evento acontece no país e discute especificamente os impactos do aquecimento global na região. “É um grande orgulho para nós realizar este evento em São Paulo e assim promover o debate de novas alternativas e gestão de negócios que colaborem para todos terem um futuro melhor”, diz Max Thiermann, presidente da Allianz, na abertura do encontro patrocinado pela subsidiária brasileira do grupo alemão.
Entre os temas prioritários temos a saúde das populações locais, assim como os novos seguros que podem ser desenvolvidos para reduzir as perdas da sociedade e das empresas com as mudanças globais. A grande discussão entre os quase 50 participantes está em como a indústria de seguros pode ajudar o planeta a sofrer menos com o consumo desenfreado, que retira da natureza mais do que esta pode lhe dar. Além disso, como viabilizar produtos que ajudem as pessoas a refazer a vida após a ocorrência de uma catástrofe.
Os debates sobre mudanças climáticas dão uma noção clara do poder das seguradoras em estimular a mudança de relação da sociedade, dos indivíduos, das empresas e dos governos com a qualidade de vida de todos. Além do interesse em criar produtos para mitigar os riscos, o objetivo do encontro é também reunir ideias que possam colaborar para a mudança de atitude das pessoas num apelo que vai além dos benefícios econômicos.
Se nada for feito, a vida na terra ficará comprometida, afirma o professor Germán Poveda, da Universidad Nacional de Colombia, um dos palestrantes do evento. E isso não é apenas conversa de cientista ou ativista. Aliás, o que se constatou até agora é que os estragos na terra já superam as mais catastróficas previsões feitas anos atrás. “O número de furacões e o aumento da intensidade tem sido significativa nos últimos 30 anos”, informou.
Reduzir a emissão de CO2 é uma missão que pode ser perseguida por todos a partir de um consumo mais consciente. “A educação financeira pode ter uma forte contribuição para minimizar os efeitos climáticos e isso pode ajudar a causar menos mortes e direcionar recursos governamentais para investimentos e não para consertar o que está sendo aniquilado”, diz Adriana Boscov, superitendente de sustentabilidade da SulAmérica.
Ela citou como exemplo a iniciativa de ONGs para o recolhimento de óleo nas residências. Somente a ONG Ecoleo.org.br, conseguiu no bairro de Cerqueira Cesar, em São Paulo, fazer com que mais de 1 milhão de litros por mês deixem de ir para esgoto com uma simples atitude de estimular a população a reciclar. “Foi entregue um folheto junto com a conta de água e a adesão foi impressioante”, conta. Com isso, a economia gerada com a manutenção do custo de drenagem da rede de esgoto chegou a 25%, verba que pode ser usada para investimentos na ampliação do sistema de água.
Isso mostra que muito pode ser feito para educar a sociedade e fazer com que o país continue sendo o destino de milhões de turistas. O Brasil do futuro sequer lembrará este país maravilhoso, livre de catástrofes naturais de grandes efeitos e frequência, como outros continentes se a agressão ao planeta continuar. “O norte virará um deserto e o sul um alagado, com pessoas doentes e sem infraestrutura, devastado pelos efeitos das mudanças climáticas. São Paulo corre o risco de sofrer com grandes enchentes, trazendo perdas para todos”, ressalta Juan England, diretor da corretora Willis.
Globalmente, 2010 tem sido o ano mais quente desde que os registros começaram, há mais de 130 anos, sendo que os dez mais quentes caem todos no período dos últimos 12 anos, informa Peter Hoeppe, especialista do departamento de mudanças climáticas da Munich Re. Segundo ele, 725 desastres naturais ligados ao clima no mundo nos primeiros nove meses desde ano trouxeram impactos significativos para o mundo. Este é o segundo maior número em 30 anos. As perdas econômicas ligadas ao clima chegam a um total superior a US$ 65 bilhões nos primeiros nove meses. O valor está abaixo da média dos últimos dez anos, mas as indenizações cobradas das empresas de seguro chegaram a US$ 18 bilhões.
O seminário CC+I é parte integrante do Programa de Gerenciamento de Riscos, criado pela Geneva Association, com o objetivo de dialogar com diversos setores econômicos para enfatizar o papel do seguro na sociedade.
A UBF Seguros anunciou hoje que a Swiss Re e a International Finance Corporation (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, concordaram em investir US$ 40 milhões na companhia, passando a resseguradora a ser a acionista majoritária controladora da UBF Seguros e a IFC o único investidor minoritário. O anúncio ao mercado será feito nesta noite, em coquetel no restaurante Leopoldo, em São Paulo, com a presença de pesos pesados da indústria local e internacional de seguros e de resseguros.
Sediada em São Paulo, a UBF Seguros atua com seguro garantia e agrícola. O capital adicional fortalecerá a capacidade da empresa para concorrer no mercado de seguros de linhas especiais no Brasil, em rápido crescimento, onde a demanda está sendo impulsionada por investimentos significativos em infraestrutura, energia e agricultura, diz a seguradora em nota divulgada.
“Esta é uma transação bastante atraente dos pontos de vista estratégico e financeiro, que cria valor significativo para a UBF Seguros”, declarou Luiz Foz (foto), Diretor Presidente da UBF Seguros, na nota. “O endosso de um líder setorial global como a Swiss Re e de um investidor com a reputação da IFC proporciona uma combinação de negócios poderosa, que oferece uma oportunidade extraordinária para fortalecer nossos negócios e fornecer soluções para o mercado brasileiro.”
A liberalização do mercado brasileiro de (res)seguros aumentou a concorrência e a necessidade por inovação de produtos, experiência em subscrição e gestão de riscos. “A UBF Seguros foi pioneira no desenvolvimento dos mercados de garantias e seguros agrícolas no Brasil”, declarou Rudi Flunger, Diretor da Divisão de Seguros e Linhas Especiais da Swiss Re.
“A Swiss Re apoiou a companhia desde sua fundação e continuará a fazê-lo cada vez mais, fortalecendo sua base de capital, implementando ainda mais nossos conhecimentos e capacidades técnicas e auxiliando a expansão da UBF Seguros para outras linhas de negócios. A transação reflete o compromisso da Swiss Re com o mercado brasileiro, que tem importância estratégica destacada e onde estamos fazendo negócios há mais de 80 anos. Além disso, estamos satisfeitos por este investimento criar a oportunidade de fortalecer nossa parceria com a IFC.
O primeiro investimento da IFC no setor segurador brasileiro facilitará o desenvolvimento de projetos de infraestrutura por meio da expansão do mercado de garantias, além de ajudar também o desenvolvimento de novos produtos de seguros agrícolas, ampliando o acesso a esquemas de seguros públicos e privados de mais de 2 milhões de agricultores.
Loy Pires, Gerente da IFC para o Brasil, declarou na nota: “Este investimento acionário na UBF fortalece o relacionamento estratégico global entre a IFC e a Swiss Re. Facilitando a expansão do mercado de garantias, esperamos ajudar a aliviar os gargalos de infraestrutura no Brasil e a apoiar os produtos agrícolas, colaborando assim para aumentar a renda nas regiões rurais de todo o país.”
Em conexão com a capitalização, a UBF Seguros anunciou hoje também que Filipe Bonetti e José Cullen passarão a participar de sua alta administração. Bonetti é Vice-presidente Sênior da Swiss Re e conta com mais de 15 anos de experiência internacional em crédito, garantias e infraestrutura. Cullen é Vice-presidente da Swiss Re e conta com mais de 15 anos de experiência internacional em seguros agrícolas e ambientais e no mercado de commodities. Ambos irão se unir a Luís Pestana, executivo com grande experiência nos mercados locais de garantias e riscos de engenharia, contratado recentemente pela UBF.
Samy Hazan, especialista em seguro de vida e um inveterado divulgador do produto, postou recentemente em seu blog um artigo que recebeu sobre seguro de vida. O autor é desconhecido, mas pelo estilo, parece ter sido escrito há algum tempo, informou. Gostei tanto do artigo, assim como sempre gosto das interessantes iniciativas de Samy para difundir a cultura do seguro, que vou repetir o texto aqui e assim ajudá-lo nesta empreitada de levar proteção às famílias.
Segundo diz Samy, o seguro de vida com certeza não está dentre as prioridades da maioria das pessoas neste país. “Muita gente, incluindo corretores e seguradores, não entende o que o seguro de vida de fato oferece a nossas famílias e à nação. Algum cliente já telefonou para você para dizer que estava com dinheiro sobrando após um caso de invalidez permanente, ou algum beneficiário já lhe disse que não precisava ou não queria receber uma indenização por morte? Provavelmente não”, diz.
Veja a íntegra do artigo
Apenas um seguro de vida – Autor desconhecido
Sou um pedaço de papel, uma gota de tinta e alguns centavos de prêmio.
Sou uma promessa de pagamento.
Ajudo as pessoas a terem visões, sonharem seus sonhos, e atingirem a imortalidade econômica.
Sou uma poupança.
Sou um bem que aumenta de valor ano após ano.
Forneço dinheiro quando você mais precisa.
Faço quitação de hipotecas, para que a família possa permanecer unida em sua própria casa.
Asseguro às pessoas a coragem de viver e o direito moral de morrer.
Crio recursos onde nada existia.
Sou aquele que liberta as pessoas da privação.
Garanto a continuidade do negócio.
Preservo o investimento do empresário.
Sou uma prova tangível de que um homem é um bom marido e um bom pai, e a mulher, uma boa mulher e boa mãe.
Sou uma declaração de independência financeira e liberdade econômica.
Sou a diferença entre um velhinho ou velhinha e um senhor ou uma senhora de idade.
Forneço dinheiro quando uma doença, acidente, a velhice ou morte acaba com a renda do provedor da família.
Sou a única coisa que você pode comprar a prestação e que sua família não vai ter que acabar de pagar no seu lugar.
Sou protegido por leis que impedem os credores de ter acesso ao dinheiro que deixo para seus entes queridos.
Trago dignidade, tranqüilidade e segurança para sua família.
Forneço capital para investimento que faz as engrenagens trabalharem e os motores funcionarem.
Garanto a condição financeira para se ter boas festas de final de ano e crianças contentes – mesmo na falta do pai ou da mãe.
O Bradesco Seguros lançou hoje o Bradesco Bilhete Residencial Estou Seguro, produto precursor e desenvolvido exclusivamente para atender os moradores do Dona Marta, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo nota divulgada pelo grupo, o seguro, que tem contratação simplificada e desburocratizada – custo anual a partir de R$ 9,90 -, integra projeto de educação financeira Estou Seguro, criado a partir de convênio assinado, em dezembro de 2009, entre a Confederação Nacional de Seguros (CNSeg) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
“Nosso principal objetivo é proporcionar aos moradores do Dona Marta a oportunidade de contar com a cobertura de um seguro para suas residências. Esse novo produto atende especificamente uma classe social que está começando a conhecer os benefícios do seguro”, explica Marco Antonio Gonçalves, diretor gerente do Bradesco, na nota divulgada.
Utilizando como piloto o Dona Marta, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o projeto Estou Seguro foi iniciado com uma pesquisa socioeconômica para levantar os riscos que esses moradores estão sujeitos e a percepção que eles têm do seguro. Atualmente, desenvolve a educação financeira do seguro para os moradores e testa a sua eficiência com a oferta de produtos de seguros para aquela comunidade, como o Bradesco Bilhete Residencial Estou Seguro.
A Casa do Seguro, instalada na Rua do Sol Nascente, nº 7, foi criada para ser um posto de informações e vendas de seguros. A comercialização dos produtos é feita pelos voluntários da comunidade, que receberam treinamento do Grupo Bradesco Seguros para conhecer o seguro, sua definição, finalidade e importância na sociedade.
Para divulgar o seguro entre os moradores, a Bradesco elaborou uma cartilha com linguagem objetiva, distribuída gratuitamente, que ajuda a entender melhor os conceitos e especificamente do Bradesco Bilhete Residencial Estou Seguro.
Veja abaixo as principais explicações dadas aos consumidores
Quanto custa o Bradesco Bilhete Residencial Estou Seguro?
A partir de R$ 9,90 (custo único e anual), pagos em uma única vez, é possível contratar o seguro pelo prazo de um ano.
Quem pode contratar o seguro residencial?
O seguro residencial pode ser contratado pelo proprietário, esteja ele morando ou não no imóvel, ou pelo locatário (inquilino) do imóvel.
Que tipo de imóvel pode ser segurado pelo Bradesco Bilhete Residencial Estou Seguro?
Este seguro destina-se a segurar imóveis ocupados exclusivamente por moradia, ou seja, em que não seja desenvolvida no imóvel nenhum tipo de atividade comercial (compra, venda ou estocagem de material), industrial (fabricação) ou prestação de serviços.
O que o Bradesco Bilhete Residencial Estou Seguro oferece de proteção?
Além da cobertura de incêndio, queda de raio e explosão de qualquer natureza, este seguro oferece também as seguintes coberturas: perda ou pagamento de aluguel, vendaval, furacão, ciclone, tornado, granizo, queda de aeronaves, impactos de veículos terrestres e fumaça e responsabilidade civil familiar.
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