Endereços para doações às vítimas do Rio

42-22681797A CNSeg divulgou em seu site (www.viverseguro.org.br os endereços onde pessoas interessadas em ajudar os desabrigados das chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio podem fazer doações. No momento, os desabrigados precisam de colchões, alimentos não-perecíveis, água, leite em pó e material de higiene pessoal. Uma conta foi aberta no Banco do Brasil para quem preferir fazer doações em dinheiro (S.O.S. Teresópolis – Agência 0741 conta/corrente 110000-9).

Confira onde fazer sua doação:

– Na Sede da ONG Viva Rio – Rua do Russel, 76, Glória, Tel:(21) 2555-3750, ou por meio de uma conta no Banco do Brasil, Agência 1769-8 conta/corrente 411396-9, CNPJ 00343941/001-28.
– Na Cruz Vermelha – Praça da Cruz Vermelha, 10 – Centro
– Nos Batalhões da Polícia Militar de todo o Estado
– Na rede de supermercados Pão de Açúcar (Sendas, ABC,Extra, Assaí e Comprebem)
– O HemoRio também precisa de doações de sangue para suprir a demanda dos hospitais da região. O endereço é Rua Frei Caneca, 8, junto à Praça da República, no Centro do Rio – todos os dias, das 7 horas às 18 horas. Tel: 0800 282 0708

Planeta requer novas atitudes para riscos globais

42-22693359A crise financeira reduziu a capacidade do mundo de lidar com choques. A severidade e a frequência dos riscos para a estabilidade econômica global cresceram enquanto a capacidade dos sistemas de governança global de enfrentar esses riscos estagnou. Essas são as conclusões da sexta edição do relatório Riscos Globais 2011 do World Economic Forum, lançado hoje.

“Os sistemas do século 20 não conseguem administrar os riscos do século 21; precisamos de novos sistemas em rede capazes de identificar e resolver riscos globais antes que se tornem crises globais,” afirma Robert Greenhill, Managing Director e Chief Business Office do World Economic Fórum, segundo nota distribuída a imprensa.

Publicado em cooperação com a Marsh & McLennan Companies, a Swiss Reinsurance Company, Wharton Center for Risk Management e Zurich Financial Services, o relatório Riscos Globais 2011 representa a experiência de 580 profissionais de vários grupos e regiões que responderam à Pesquisa de Riscos Globais 2010 do World Economic Forum, mensurando a percepção da probabilidade de risco, seu impacto e suas interconexões em relação a 37 riscos globais em um prazo de 10 anos. Os resultados da pesquisa são incluídos no relatório. Riscos Globais 2011 também analisa uma série de riscos emergentes e resultados atípicos do cenário de risco global desse ano que podem nos surpreender no futuro.

Veja a seguir um resumo do estudo divulgado pela Swiss Re:

Aspectos específicos, como a disparidade global e as falhas da governança global estão moldando a evolução de muitos outros riscos mundiais e reduzem a nossa capacidade de enfrentá-los. A interconexão e complexidade dessas questões levam à consequências imprevistas, e, com frequência, os mecanismos tradicionais de responder a esses riscos simplesmente transferem os riscos para outras partes interessadas ou áreas da sociedade.

Combinando metodologias de pesquisa quantitativa e qualitativa, Riscos Globais 2011 revela três principais grupos de riscos que estão criando grandes problemas para a próxima década:

· Riscos Macroeconômicos: a crise financeira global nasceu de fraquezas estruturais de longo prazo da economia global. Os desequilíbrios macroeconômicos, as crises fiscais em economias desenvolvidas, imensos prejuízos sociais e mercados financeiros enfraquecidos representam um eixo complexo de riscos econômicos. O endividamento causado pela crise reduziu a capacidade de enfrentar choques futuros a níveis extremamente baixos. “Na maioria dos países industrializados as atuais políticas fiscais não são sustentáveis. Na ausência de correções estruturais mais profundas, enfrentamos um risco muito alto de calotes em dívidas soberanas”, explica Daniel M. Hofmann, Economista Chefe da Zurich Financial Services. Christian Mumenthaler, Chief Marketing Officer, Resseguro e Membro do Conselho Executivo da Swiss Re, da Suíça, comentou que: “As despesas no longo prazo que carecem de recursos, criadas pelo envelhecimento da população, sinalizam o crescimento contínuo das pressões fiscais. É somente com a adoção de parcerias público-privadas que podemos garantir uma resolução para os desafios financeiros associados a esse fenômeno e assegurar que a questão de maior longevidade continue sendo uma tendência positiva para a sociedade.”

· O mercado paralelo: um número maior de Estados frágeis e fracassados, o crescimento do mercado negro, o crime organizado e a corrupção representam um eixo de risco criminal. Um mundo em rede, falhas de governança e desequilíbrios econômicos criam oportunidades para o crescimento da ilegalidade. Em 2009, o valor do comércio ilegal no mundo foi estimado em US$ 1,3 trilhão e está crescendo. Esses riscos criam custos muito altos para atividades econômicas legítimas, enfraquecem Estados, ameaçam oportunidades de desenvolvimento, desmoralizam a lei e mantêm países em um ciclo de pobreza e instabilidade. Precisamos de cooperação internacional efetiva com urgência.

· Crescimento limitado por recursos: o mundo enfrenta limites rígidos em relação à água, alimentos e a energia. O crescimento da população e o consumo, junto com as mudanças climáticas, criam esse desafio enquanto as ligações entre essas questões dificultam uma reação. Grande parte das intervenções simplesmente criam problemas novos e piores ou transferem o risco para uma outra área. A escassez de recursos básicos deve criar mais conflito entre os grupos sociais, as nações e as indústrias que precisam deles.

“A demanda por alimentos, água e energia está crescendo em dois dígitos. Mesmo assim, déficits fiscais crônicos estão ameaçando investimentos importantes em infra-estrutura para aumentar a disponibilidade e o acesso a esses recursos. A escassez resultante é uma ameaça para a prosperidade global”, afirma John Drzik, Presidente e CEO do Oliver Wyman Group (Marsh & McLennan Companies).

Além desses três grupos, o relatório Riscos Globais 2011 identifica cinco riscos emergentes:

Segurança de redes: a nova fronteira para o controle da informação, desde hackers até falhas de serviços em grande escala e a possibilidade de ciberataques entre países.

Alto crescimento populacional: em países frágeis e com poucos recursos, o crescimento da população deve levar a “bombas populacionais”, maior violência e ao colapso de estados

Escassez de recursos: as limitações nas áreas de commodities, água e energia criam limites para o o crescimento e criam pontos de conflito.

Redução da globalização: com a crescente desigualdade econômica, uma reação populista contra a globalização pode romper a integração econômica e política

As ameaças de armas nucleares e biológicas: representam uma preocupação renovada para um mundo frágil.Nesse contexto, o World Economic Forum planeja o lançamento de uma nova Rede de Resposta ao Risco durante a reunião Anual 2011 do World Economic Forum, em Davos-Klosters, na Suíça, que será realizada entre os dias 26 e 30 de janeiro.

A nova rede deve criar uma nova abordagem para lidar com os riscos complexos enfrentados pelos líderes e permitir que capturem o lado positivo desses riscos. “Se os líderes empresariais e tomadores de decisões conseguem superar a tendência comportamental de adotar soluções imediatas e de curto prazo e começam a pensar no longo prazo, isso será um grande passo no sentido de adotar uma atitude condizente com a maior complexidade e interconexão dos riscos globais”, afirma Howard Kunreuther, Diretor Conjunto do Wharton Risk Management and Decision Processes Center.

A íntegra do relatório pode ser acessada no http://scpro.streamuk.com/uk/player/Default.aspx?g=21ddc642

Geneva Association lista prioridades de 2011

42-17773657*matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

Quatro assuntos preocupam os principais CEOs da indústria de seguros mundial: regulação, estabilidade dos mercados financeiros, mudanças climáticas e o desafio demográfico, informa recente boletim divulgado pela Geneva Association, entidade que reúne os principais executivos do setor no mundo, ao listar os temas da agenda das maiores seguradoras, resseguradoras e corretoras de seguros em 2011.

“O rumo da regulamentação da atividade de seguro internacional vai ser crítico para a indústria neste ano. Os grandes projetos regionais, como Solvência II, que ganharam status de referência mesmo fora da Europa, e projetos globais, tais como International Financial Reporting Standards (IFRS) e várias reformas da Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS), vão pautar as principais iniciativas das empresas de seguros em 2011”, diz Patrick Liedtke, secretário geral da Geneva Association.

Segundo o executivo, a associação tem atuado junto com reguladores internacionais e organismos de normalização, como a IAIS, o International Accounting Standards Board (IASB) e outros para ajudar a resolver questões complexas sobre como melhorar a regulamentação e a fiscalização da indústria de seguros. “Uma das formas é fornecer aos reguladores informações sobre o funcionamento do setor, de forma a deixar claro como opera e quais são os riscos sistêmicos da indústria de seguros”, explica Liedtke no comunicado.

Em relação à estabilidade financeira, a Geneva Association tem buscado esclarecer aos reguladores o quanto os riscos sistêmicos de seguradoras diferem dos riscos dos bancos.”Estamos envolvidos diretamente com os reguladores, alertando sobre os distintos papéis que as seguradoras e os bancos desempenham no sistema econômico de hoje. A chave é assegurar o bom funcionamento da indústria e preservar os interesses sociais que ela garante”.

Já o tema “mudanças climáticas” tem desafios enormes, o que significa dizer que há muitas oportunidades de trabalhos neste tema. As empresas do setor, por sua natureza de gerenciar riscos e estudar probabilidades, têm um banco de dados rico para poder ajudar o governo sobre as ações que podem ser tomadas para minimizar os impactos financeiros e sociais causados pelos efeitos climáticos nas economias dos países.

“Enquanto as negociações entre os governos dos países desenvolvidos estão praticamente paralisadas, com resultados desapontadores na reunião de Copenhagen e mais recentemente na reunião de Cancun, o desafio de buscar mecanismos para reduzir os efeitos causados continuam. O setor de seguros está disposto a desempenhar um papel mais significativo na direção de gestão de riscos e medidas de prevenção”, afirma Patrick Liedtke.

Por fim, o desafio demográfico. O aumento da longevidade e a queda da natalidade exigem não só a atenção das seguradoras, principalmente as de saúde e de previdência, como também dos governos e das empresas. Segundo a Geneva Association, a longevidade vai alterar a forma de organização da sociedade e, por isso, é preciso mensurar quais os novos riscos de ter mais idosos do que jovens no mundo, como organizar o mercado de trabalho, como estimular o acúmulo de recursos pelos jovens para que eles cheguem à velhice com recursos para viver com qualidade e até mesmo a infraestrutura do pais para atender a uma maior população de idosos.

“As soluções atuais de segurança para a velhice muitas vezes não são sustentáveis e precisam de reformas. A indústria de seguros pode trazer importantes contribuições para essas questões, que foram deixadas um pouco de lado pelos governos e empresas, em razão de outras questões mais urgentes como as já citadas. Mas este é um desafio de todos, que requer atenção desde já para não se tornar um tema ainda mais prioritário no futuro”, finaliza o diretor da Geneva Association.

Itaú renova garantia estendida com Casas Bahia

42-26239934*nota extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

Por meio de fato relevante publicado na Bolsa de Valores de São Paulo, o Itaú Unibanco anunciou a conclusão de acordo, nesta terça-feira, para a ofertar do seguro de garantia estendida para a Globex, que passou a concentrar os ativos de eletroeletrônicos do Grupo Pão de Açúcar após a formação da Nova Casas Bahia. O acordo prevê que a Nova Casas Bahia receba, por meio da Itauseg, R$ 260 milhões até 15 de janeiro pela cessão de suas unidades. O acordo para prestação de serviços na contratação de seguro de garantia estendida diferenciada é válido até 31 de dezembro de 2015, sendo prorrogável por três anos. Com a compra pelo Grupo Pão de Açúcar, a Nova Casas Bahia incorporou a bandeira Ponto Frio, ocorrendo as sinergias da integração das operações de Ponto Frio e Casas Bahia, agora formam a Nova Globex.

Relatório Global Risks será divulgado dia 12

42-17773546Nesta quarta-feira acontece o Fórum Econômico Mundial e haverá uma apresentação virtual da sexta edição do relatório Global Risks 2011. Este relatório é elaborado por especialista do Fórum Econômico Mundial junto com a corretora de seguros Marsh & McLennan Companies, a resseguradora Swiss Reinsurance Company, e a seguradora Zurich Financial Services Group.

As conclusões do relatório serão apresentadas por John Drzik, presidente e Chief Executive Officer, Grupo Oliver Wyman (Marsh & McLennan Companies), Robert Greenhill, Diretor Executivo e Diretor de Negócios Chefe do Fórum Econômico Mundial, Daniel M. Hofmann, Economista Chefe do Grupo, Zurich Financial Services, e Christian Mumenthaler, Diretor de Marketing, Resseguro e membro do Comitê Executivo, Swiss Reinsurance Company.

A apresentação poderá ser acompanhada amanhã a partir das 9h30 neste link: http://scpro.streamuk.com/uk/player/Default.aspx?g=21ddc642

ABGR quer revogação das normas de resseguro

atendimentoA Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR), que reúne os maiores compradores de seguros do Brasil, espera a imediata revogação das duas Resoluções, 224 e 225, editadas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), em dezembro de 2010, que mudaram as regras de negociação de resseguro, o seguro das seguradoras.

De acordo com comunicado divulgado hoje, a diretoria executiva da ABGR afirma que as mudanças são altamente nocivas aos interesses do Brasil. Nelas, o governo proibe que o resseguro seja feito entre empresas do mesmo grupo e determina que a oferta de 40% dos contratos, antes tida como preferencial, passe a ser agora obrigatória para as resseguradoras locais.

Segundo a nota, as duas Resoluções, além de contraditórias em relação aos textos que visam alterar, são utópicas e não levam em conta a realidade da atividade resseguradora internacional. Como se não bastasse, ainda alteram texto de lei complementar o que é absolutamente vedado pelo arcabouço jurídico pátrio.

Em 2007 o Brasil deu um importante passo no sentido de modernizar, ampliar as garantias e reduzir o preço das apólices de seguros. Através da Lei-Complementar 126/07 o país colocou fim a quase 70 anos de monopólio da atividade resseguradora. Com a abertura do mercado nacional para outras resseguradoras, brasileiras e estrangeiras, atuarem no segmento, as seguradoras em menos de três anos passaram a contar com produtos mais afinados com as necessidades da sociedade e das empresas de todos os tamanhos.

O resultado desta abertura oportuna e necessária foi o redesenho do setor segurador, com companhias voltadas para os mais diversos campos da atividade oferecendo produtos de alta qualidade, solidez e confiança para todos os públicos.

Para a ABGR, a entrada em vigor das Resoluções ameaça estas conquistas. Na melhor das hipóteses o seguro brasileiro custará mais caro. Na pior as grande obras a serem realizadas nos próximos anos não terão suporte de seguro, o que pode inviabilizar inclusive a prospecção do Pré-sal, a realização da Copa do Mundo de Futebol e dos Jogos Olímpicos de 2016.

A diretoria da ABGR se diz confiante na sensibilidade do Governo Federal quanto a importância da nação ter um sistema de seguros moderno, baseado nas melhores práticas da atividade, inserido no contexto internacional e capaz de dar as garantias necessárias ao desenvolvimento sustentável nacional.

Catástrofes naturais custam US$ 37 bi em 2010

42-26202217Os desastres naturais fizeram as seguradoras desembolsar mais de US$ 37 bilhões em indenizações no ano passado, segundo estudo da Munich Re divulgado nesta terça-feira. O valor significa dizer que as companhias pagaram US$ 22 bilhões a mais de indenizações no ano passado do que em 2009. Esse número representa menos de 30% das perdas econômicas totais geradas pelas 950 catástrofes naturais, sendo boa parte delas causadas por água, com tempestades e inundações. Apesar disso, o evento mais caro de 2010 foi o terremoto no Chile, com indenizações de US$ 8 bilhões para perdas econômicas de US$ 30 bilhões.

O custo das perdas econômicas para os países chegou a US$ 130 bilhões, muito acima dos US$ 60 bilhões do ano anterior. 2010 foi o segundo maior registro de catástrofes naturais desde 1980, periodo em que a indústria de seguros contabilizou uma média de 785 eventos por ano. Em pagamento de indenizações, 2010 foi o sexto ano mais caro para a indústria de seguros nos últimos 30 anos.

Que 2011 seja tudo de bom para todos!!!

ano-novo2Desejo do fundo da alma que todas as pessoas sejam felizes, tenham saúde física e mental e Deus em seus corações. Desejo que todas as pessoas tenham um trabalho que lhes traga satisfação pessoal, profissional e financeira. Que tenham brilho no olhar. Desejo que todas as pessoas tenham como mantra respeitar a si mesmo, o próximo e o planeta. Desejo que em 2011 esse pensamento simples possa orientar a atitude de todos. Assim, construiremos um mundo melhor para nossos filhos e filhos melhores para o nosso mundo. Feliz Ano Novo!!!

Novas regras devem ser questionadas na Justiça

42-17992394O consultor jurídico e membro da Comissão de Seguro e Resseguro da OAB-RJ, Fábio Torres, afirmou em nota, nesta quinta-feira, que as resoluções que alteraram as regras nas operações de resseguro, aprovadas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), não têm “amparo legal”. Segundo ele, empresas afetadas por essas regras podem recorrer à Justiça para assegurar os seus direitos. “O CNSP deve revogar tais resoluções, evitando conflitos judiciais, aumento da insegurança jurídica e que sejam retardados os investimentos previstos pelos grupos estrangeiros no País”, comentou Fábio Torres.

Ele explicou que a resolução que veda as operações intergrupos é inconstitucional porque “agride a livre iniciativa, favorece grupos econômicos e prejudica o consumidor, pois encarece o preço do produto final”. Fábio Torres assegura ainda que a resolução que tornar compulsória a colocação de 40% do risco em resseguradoras locais não tem valor jurídico, pois vai de encontro ao que estabelece a Lei Complementar 126, que regulamentou as operações de resseguro no Brasil.

A quem interessa a mudança no resseguro?

polidoAs novas regras para estimular o mercado de resseguros não melhoram as operações de resseguro no país. “Muito pelo contrário. Podem, inclusive, diminuir a oferta de capacidade de resseguro ao país”, diz o advogado especializado em seguros, Walter Polido. Segundo ele, quando a lei que abriu o mercado foi feita, houve debate. Agora, mudam procedimentos significativos e sequer discutem com o mercado? Veja abaixo a íntegra da entrevista com Polido.

O que mudou no resseguro?

As Resoluções do Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP – n.ºs 224 e 225, de 17.12.2010, mudarão, drasticamente, as regras determinadas em 2008 quando da regulamentação das operações de resseguro no Brasil, após a edição da Lei Complementar 126/2007.

Mas isso não foi discutido anteriormente?

As normas iniciais e anteriores foram objeto de ampla discussão prévia com os agentes pertencentes ao mercado segurador e seus principais “players” interessados: resseguradores internacionais e o nacional IRB-Brasil Re, seguradoras, brokers de resseguro, segurados, entidades representativas de classes, segurados, sociedade civil. Assim, o Órgão Regulador (a Susep) promoveu audiência pública na ocasião, democratizando de maneira ampla a regulamentação do processo de abertura do resseguro no Brasil, após os 69 anos de monopólio estatal no setor. As mencionadas Resoluções, surpreendentemente, foram apenas publicadas no DOU, sem que tivessem sido previamente discutidas com os seus principais interessados.

O que efetivamente essa regras mudam na vida das empresas e dos clientes?

O CNSP alterou substancialmente o teor do processo de retrocessão, na medida em que impediu – já com vigência a partir de 31.01.2011, que os Resseguradores Locais retrocedam a outros Resseguradores ligados ou pertencentes ao mesmo conglomerado financeiro sediado no exterior. Vários Resseguradores Locais com capital internacional e estabelecidos no Brasil se enquadram nessa nova regra.

E quem se beneficia?

Apenas os Resseguradores Locais, com capital brasileiro, estarão livres da nova norma, podendo retroceder para quem eles quiserem (daqueles registrados na Susep). É sabido que os Resseguradores Internacionais aportaram no Brasil para fazerem negócios e terem lucros, não há nenhuma dúvida sobre isso. É bem verdade, também, que aqueles que decidiram se estabelecer como Locais tomaram essa decisão baseados nas regras vigentes: percentual significativo das ofertas obrigatórias (60% nos dois primeiros anos e 40% nos demais) e a possibilidade de retrocessão às suas respectivas matrizes sediadas no exterior. O resseguro, enquanto operação financeira especialmente constituída tem caráter internacional por excelência, em face mesmo da requerida pulverização dos riscos em diversos mercados, cuja transferência minimiza a possibilidade de haver concentração de perdas em apenas uma área geográfica. Não é diferente no Brasil, apesar da possibilidade mais reduzida de que o país tem em relação aos eventos naturais.

As medidas terão efeito benéfico para o Brasil?

Pretender que os Resseguradores Locais Internacionais se capitalizem suficientemente no Brasil para então poderem tomar mais riscos, diante das novas regras que vigerão, é algo extremamente improvável e que certamente contraria as bases mais elementares da indústria mundial de resseguro, a qual não pulveriza o capital pelos países onde opera. Não seria diferente no Brasil, apesar dos anseios mais populistas e conservadores que podem movimentar as regras do jogo, colocando até mesmo o país em situação de desvantagem competitiva no âmbito internacional. Não é bom para o Brasil ser diferente em resseguro do resto do mundo internacional. Não ganhamos nada com isso. Muito pelo contrário. As novas regras, portanto, são aproveitadas por poucos, se de fato tiver como tirar algum proveito delas.

Quem então as aproveita? A quem interessa?…

O Brasil precisa de competição saudável no setor, propugnando mesmo pela modernização da atividade securitária, a qual se situa muito aquém contemporaneamente do nível de qualidade exigido. Os modelos de procedimentos (da angariação até o pagamento dos sinistros) e também os produtos de seguros nacionais foram todos esgotados nas décadas de monopólio, tendo encerrado este ciclo conservador e atrasado com a edição da Lei Complementar 126/2007. O mercado de resseguro deve ser livre em ofertas e precificação, de maneira que este sistema possa propiciar que o benefício da livre concorrência chegue até o consumidor final de seguros: o segurado.

Então, conclui-se, que as novas regras não melhoram as operações de resseguro no país.

Muito pelo contrário. Podem, inclusive, diminuir a oferta de capacidade de resseguro ao país, tão decantada nos últimos tempos e em razão dos grandes eventos esportivos que acontecerão no Brasil nos próximos anos.

Por que então foram determinadas pelo CNSP e de maneira tão solitária?

Que o próprio Órgão responda às questões que têm sido levantadas desde o “susto” inicial com a publicação das Resoluções no DOU de sexta-feira passada. A insegurança jurídica, acarretada por este tipo de ação do poder público, não contribui em nada para o desenvolvimento do país. Que possa prevalecer o bom senso, reconduzindo o tema ao seu devido lugar.

Walter Polido, consultor em seguros e resseguros. www.polidoconsultoria.com.br