Setor cresce 21,6% no primeiro semestre

Veja abaixo o comunicado distribuido pela Susep sobre o desempenho do setor no primeiro semestre.

As vendas de seguros gerais e de vida (incluíndo VGBL) alcançaram quase R$ 50 bilhões no primeiro semestre, acaba de informar a Susep, para quem a expansão foi de 21,6% sobre o resultado apurado no mesmo período de 2010. Neste parcial, não constam as receitas geradas pelo seguro saúde, que está sob a alçada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), nem dos planos de previdência privada complementar aberta e a capitalização.

Segundo a Susep, a taxa média de sinistralidade do mercado caiu de 51% para 46%, muito embora tenha havido um incremento de 19% dos sinistros, que somaram cerca de R$ 13,1 bilhões nos seis primeiros meses do ano. Ou seja, nos seis primeiros meses do ano, o mercado devolveu para a sociedade, na forma de indenizações, benefícios e resgates, algo em torno de R$ 72,7 milhões por dia, incluindo finais de semana e feriados, ou ainda, R$ 3 milhões a cada hora. Os dados completos estão no site: www.susep.gov.br e podem ser acessados no link: http://www.susep.gov.br/menuestatistica/SES/premiosesinistros.aspx?id=54

Previdência privada aberta arrecada R$ 3,7 bilhões em julho

Segue a íntegra do comunicado distribuído pela Fenaprevi

O mercado de previdência privada aberta fechou o mês de julho com arrecadação de R$ 3,7 bilhões. O volume de aportes no sistema é 12,81% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando R$ 3,3 bilhões ingressaram nessa modalidade de poupança de longo prazo.

No mês de julho, os dados da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que reúne 64 seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar no país, mostram que os planos empresariais cresceram 28,62% e novos depósitos totalizaram R$ 507,9 milhões. Os planos para menores obtiveram alta de 13,95% e aportes de R$ 129 milhões. Já os planos individuais receberam o maior volume de aportes: R$ 3,1 bilhões com expansão de 10,58%.

Segundo Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi, o crescimento a maior expansão na arrecadação dos planos empresariais deve-se ao aumento do emprego formal e com carteira assinada nesse período. “A previdência privada aberta tem sido um dos benefícios oferecido pelas empresas para dar mais segurança aos seus empregados e também para atrair e reter talentos”, afirma.

Na análise por tipo de plano, o VGBL, indicado principalmente para quem não declara imposto de renda pessoa física pelo modelo completo de declaração anual de ajustes, foi o produto preferido dos participantes. A modalidade cresceu 16,27% em julho com arrecadação total de R$ 3 bilhões. Já o PGBL, voltado para quem utiliza o modelo completo da declaração anual de ajustes do imposto de renda pessoa física, arrecadou R$ 475,5 milhões em julho, alta de 7,39% frente ao mesmo mês no ano passado.

Carteira de investimento

Com o desempenho, a carteira de investimento do sistema (total de recursos das diversas modalidades de ativos) contabilizou R$ 246,6 bilhões em julho, volume 22,16% maior que os R$ 201,8 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado.

De acordo com o balanço da Fenaprevi, a carteira do VGBL obteve alta de 30,02%, passando de R$ 108,7 bilhões para R$ 141,4 bilhões. Já o PGBL cresceu 15,93% no período. A carteira do produto passou de R$ 52 bilhões para R$ 60,4 bilhões. Por fim, a carteira de planos tradicionais passou de R$ 40,4 bilhões para R$ 44,1 bilhões, alta de 9,31%.

Provisões

As provisões — recursos acumulados pelos participantes do sistema de previdência complementar — somaram R$ 238 bilhões em julho de 2011, alta de 22,74% em relação a julho de 2010 quando as provisões totalizaram R$ 193,9 bilhões. As provisões dos planos VGBL, correspondendo a expectativa do mercado, tiveram o crescimento mais expressivo (30,02%), passando de R$ 109 bilhões em julho de 2010 para R$ 141,8 bilhões em julho de 2011.

As provisões de PGBL cresceram 15,78%, sendo que as provisões do produto passaram de R$ 51,8 bilhões em julho do ano passado para R$ 59,9 bilhões em julho deste ano. As provisões dos planos tradicionais passaram de R$ 32,5 bilhões em julho de 2010 para R$ 35,6 bilhões no mesmo mês em 2011 — alta de 9,74%.

Com relação a market share, os planos VGBL mantiveram a liderança no volume de depósitos no sistema de previdência complementar, com 59,59% do total, seguidos pelos PGBL, com 25,20% do volume total de provisões, enquanto os planos tradicionais contaram com 14,99% do volume total de provisões. Outros produtos – incluindo os Fapi — completam a equação, com 0,20%.

Ranking – Julho 2010

A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de arrecadação em julho com 31,23% do total arrecadado, seguida pela Itaú Vida e Previdência (25,54%), BrasilPrev (19,91%), Caixa Vida e Previdência (6,91%), Santander Seguros (6,47%), HSBC Vida e Previdência (4,64%), Safra Vida e Previdência (1,10%), Icatu Seguros (0,97%), Sul América (0,72%), Porto Seguros (0,61%. As demais seguradoras somam, no total, 1,91% da arrecadação.

Resultado Acumulado

Em relação ao resultado acumulado de janeiro a julho de 2011 os planos de previdência arrecadaram R$ 28,7 bilhões, crescimento de 23,80% na comparação com o acumulado do ano anterior. O crescimento foi puxado pelo VGBL que somou R$ 23,3 bilhões, alta de 28,06% frente ao acumulado de 2010.

Os planos PGBL apresentaram alta de 15,63% no período com arrecadação de R$ 3,4 bilhões. Já os planos tradicionais registraram queda de 3,60% e arrecadaram R$ 1,8 bilhões em comparação aos R$ 1,9 bilhões no acumulado de 2010.

No resultado acumulado do ano os planos individuais obtiveram o melhor desempenho com arrecadação de R$ 24,1 bilhões, um crescimento de 24,18%. Já os planos empresariais somaram R$ 3,6 bilhões, alta de 22,29%. Os planos para menores, por sua vez, acumularam 934,5 milhões, expansão de 20,38%.

Mercado acende luz amarela com temporada de furações no Atlântico

*matéria extraída do site da CNseg (www.viverseguro.org.br)

A temporada 2011 de formação de furacões no Atlântico começou com o Irene, cujos pedidos de indenizações de segurados já são estimados em US$ 3,5 bilhões. Semana passada foi a vez do Katia. Os especialistas preveem a formação de 14 a 19 tempestades tropicais nomeadas, das quais de sete a 10 podem se tornar furacões, durante 1º de junho a 30 de novembro. De três a cinco destes furacões seriam de grande intensidade ou pelo menos um de categoria 3 na escala Saffir-Simpson (de cinco níveis), o que representa ventos sustentados de pelo menos 179 km/horas.

Os estragos que eles podem causar são incalculáveis. A grande perda aconteceu em 2005, com a ocorrência de quatro furacões – Katrina, Rita, Wilma e Dennis-, com intensidade elevada. O furacão Katrina foi responsável pelo maior prejuízo financeiro. Segundo cálculos da Swiss Re, só esse furacão gerou perdas econômicas superiores a US$ 135 bilhões, sendo US$ 40 bilhões indenizadas pelas seguradoras, superando o furacão Andrew, ocorrido em 1992, com indenizações de US$ 22 bilhões e os atentados terroristas de Nova York, em 11 de setembro de 2001, com US$ 21 bilhões.

A principal preocupação das seguradoras está com o Golfo do México, local de grande concentração de plataformas de petróleo, que consumiu metade das indenizações do Katrina. O setor de energia, que engloba riscos de petróleo, embarcações e mineração, movimenta prêmios anuais de US$ 4 bilhões.

Os nomes dos furacões são retirados de uma lista de mais de 100 nomes, que são repetidos em um ciclo de 6 anos. Segundo explicam os especialistas, os nomes dos furacões e das tempestades tropicais são dados sempre que seus ventos atingem 62 quilômetros por hora. Quando um furacão causa danos excessivos seu nome é retirado da lista. Isso já aconteceu com mais de 60 nomes, entre eles o Katrina.

Cerca de 5 mil moradores pediram indenização por danos causados às suas residências, atingindo o montante de US$ 9,1 milhões. Além deles, 2.128 motoristas exigiram indenização por ferimentos sofridos nos acidentes provocados pelas chuvas e outros 252 motoristas reivindicaram US$ 656 mil pelos danos aos seus veículos. Estas indenizações somaram US$ 5,1 milhões. Os prejuízos causados a 1.555 estabelecimentos comerciais custaram quase US$ 4,5 milhões em indenizações.

Classificação. Existe uma escala que mede o poder de destruição dos furacões a partir da intensidade dos ventos. A escala vai de 1 a 5, sendo o quinto grau o mais violento e arrasador. Segundo o site apolo11.com, somente três furacões categoria 5 atingiram a costa dos EUA no século passado: um deles, sem nome, atingiu a Flórida em 1935, Furacão Camille em 1969 e Furacão Andrew em 1992.

Categoria 1 – ventos entre 119 e 153 km/h

Categoria 2 – ventos entre 154 e 177 km/h

Categoria 3 – ventos entre 178 e 209 km/h

Categoria 4 – ventos entre 210 e 249 km/h

Categoria 5 – ventos maiores que 249 km/h

Mais da matade das notificações do Coaf vem das seguradoras

*matéria extraída do site da CNseg (www.viverseguro.org.br)

O presidente da Canadian Life and Health Insurance Association, Frank Swedlove, admitiu que o mercado segurador é alvo de menos tentativas de lavagem de dinheiro do que outros setores financeiros em todo o mundo, em razão da própria natureza da atividade. Ele classifica a atividade de seguros como de baixo risco para lavagem de dinheiro ou ações de financiamento ao terrorismo.

Swedlove já presidiu Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (GAFI ou FATF). Este órgão é responsável por 40 recomendações de combate à lavagem de dinheiro no mundo e de outras nove contra o financiamento ao terrorismo (são as 40 Recomendações + 9 Recomendações Especiais), seguidas por 34 países signatários da entidade, inclusive o Brasil.

Swedlove veio ao Brasil para o V Seminário de Controles Internos, Auditoria e Gestão de Riscos, promovido pela CNseg, nesta quinta-feira. Ele tratou da prevenção de lavagem de dinheiro no mercado de seguros. No encontro, o especialista assinalou que a tentativa de lavagem de dinheiro no mercado de seguros fica mais concentrada em ramos que acumulam capital. Ou seja, planos de previdência e seguros de vida com cláusula de sobrevivência. Nos demais ramos, como saúde, capitalização e apólices com baixos valores de importância seguradora, é incomum haver lavagem de dinheiro.

No Brasil, todas as modalidades de seguros, inclusive saúde, têm de notificar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) movimentações consideradas atípicas, tendo em vista as normas ditadas pela Susep e ANS. Entre os seis setores que têm órgão regulador exclusivo, o mercado de seguros é o líder em comunicados, superando com folgas atividades como instituições bancárias e mercado de capitais. O último levantamento do Coaf, de 31 de julho, revela que as notificações partidas de seguradoras somaram 177.178, bem mais da metade das 204.706 computadas no período. Desse total, bancos fizeram 31.283 notificações no período e o mercado de capitais, 1.475. No teto, o mercado segurador chegou a repassar mais de 1,3 milhões de comunicados, como ocorreu em 2009, ano de um total de 1,4 milhão de notificações ao Coaf dos seis que contam com órgãos de supervisão e fiscalização exclusivos.

O excesso de notificações das seguradoras tem relação direta com a falta de uniformidade da legislação.”O banco não precisa comunicar um CDB de um milhão, mas a seguradora tem de informar um VGBL do mesmo valor, embora ambos sejam investimentos”, exemplifica o presidente da Comissão de Controles Internos de CNseg, Assízio Oliveira, presidente da Comissão Técnca de Controles Internos da CNseg.

– Estamos precisando estudar melhor isso. Não diria que estamos usando uma bala de canhão, mas com certeza há alguma coisa de errada, porque o mercado bancário, que oferece mais risco de lavagem de dinheiro, comunica menos ao Coaf que o setor de seguros. Então, alguma coisa precisa ser melhor balanceada. Ainda mais porque o nível de aproveitamento de nossos comunicados é muito pequeno- acrescenta ele.

Assízio Oliveira lembra que as comunicações do mercado geram custos e, em razão disso, o ideal seria buscar mecanismos para haver um melhor aproveitamento das notificações. Sua comissão concluiu recentemente um trabalho técnico sobre o tema, incluindo-se aí um comparativo entre a legislação de combate à lavagem de dinheiro no mercado de seguros brasileiro e regulamentos equivalentes em outros países. O documento foi encaminhado à diretoria da CNseg para conhecimento e futuras ações perante o governo.

Lucro da HDI cresce 24%, para R$ 30,9 milhões no semestre

A HDI Seguros encerrou o primeiro semestre de 2011 com um lucro, antes dos impostos e participações de R$ 45,6 milhões — uma alta de 26%, se comparado ao mesmo período de 2010. O lucro líquido da companhia também cresceu neste primeiro semestre, atingindo a casa dos R$ 30,9 milhões, ante os R$ 24,9 milhões registrados em 2010 — crescimento de 24%. A seguradora alcançou R$ 785 milhões de prêmios emitidos líquidos, representando crescimento de 19% em relação ao ano anterior. Hoje, a HDI Seguros possui em carteira 1.245.625 veículos segurados, sendo a sétima seguradora do ramo de automóveis (dados da Susep de maio de 2011).

“A exemplo dos anos anteriores, 2011 vem se revelando extremante positivo para a HDI Seguros. Apesar das turbulências em outros países, a economia brasileira continua aquecida e a perspectiva é que no segundo semestre mantenhamos o ritmo de crescimento. Os bons resultados que temos alcançados resultam de nossa acertada estratégia de mercado. Queremos avançar ainda mais e para isso nossos investimentos na expansão dos serviços continuarão crescendo”, destaca o presidente da HDI Seguros no Brasil, João Francisco Borges da Costa, em comunicado divulgado a imprensa.

Segundo informou o grupo, neste primeiro semestre, a HDI Seguros inaugurou duas novas filias: uma em Aracaju (SE) e outra em João Pessoa (PB), além de mais uma central HDI Bate Pronto em Cuiabá (MT). A companhia conta hoje com uma estrutura formada por 52 filiais, 12 escritórios comerciais, 37 centrais HDI Bate-Pronto, e uma equipe de 1.218 funcionários.

Allianz entre as mais sustentáveis do mundo

As iniciativas verdes da Allianz, que já ajudam o planeta há tempos, começam a trazer retorno para a imagem do grupo. A seguradora aparece na 21ª posição geral no relatório Best Global Green Brands, que mostra as marcas mais sustentáveis do mundo, feito pela consultoria Interbrand, líder mundial em avaliação de marcas. A análise se baseia em informações e dados de acesso público. Os elementos avaliados incluem autenticidade, relevância, diferenciação, consistência, presença e compreensão. O Grupo Allianz já desenvolveu cerca de 70 produtos e serviços que ajudam a mitigar a mudança climática ou levam em conta o impacto ambiental. Essas soluções abrangem desde a gestão de patrimônio até seguros e assistência. Faça você também a sua parte. Sugira produtos verdes para a sua empresa e cuide dia a dia do planeta com pequenas atitudes, como reciclar lixo, economizar energia ou consumir conscientemente.

Possiede projeta forte expansão do mercado paranaense

*Matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

Apesar do ritmo de crescimento econômico mais lento, as perspectivas da atividade de seguros paranaense em 2011 são animadoras. Presidente do Sindseg-PR/MS, João Gilberto Possiede estima que a indústria de seguros no estado continuará demonstrando vigor no fechamento do ano, com índice de dois dígitos, alinhando-se à evolução do mercado nacional.

Dados da Susep até agora conhecidos, referentes aos cinco primeiros meses de 2011, apontam o Paraná com produção de prêmios próxima de R$ 2,5 bilhões, 18,6% a mais do que no mesmo período de 2010, quando as seguradoras captaram receita pouco superior a R$ 2 bilhões. O faturamento até maio está coerente com as projeções, na avaliação do Sindseg-PR/MS, entidade que comemora 87 anos de existência no próximo dia 29, em almoço solene para mais de 250 convidados no tradicional Buffet du Batel, no centro de Curitiba.

Na avaliação de Possiede, o mercado de seguros paranaense, o quarto maior do País, encerrará o ano girando receita de pelo menos R$ 6,5 bilhões, 18,2% acima dos R$ 5,5 bilhões contabilizados no ano passado. A firme atuação do Sindseg, para ele, tem papel fundamental como indutor desse crescimento. “São investimentos em ações para divulgar e levar conhecimento do seguro para as diversas camadas da população: estudantes, autoridades, órgãos estaduais e municipais, Detran, as Polícias Civil e Militar, Escola de Magistratura do Paraná, entre outros”, conta o executivo, ressaltando que o seguro tem fatia de 2,6% do PIB estadual.

No mix de negócios do mercado segurador paranaense, a linha de produtos de pessoas e benefícios responde por 51,5% da receita de prêmios movimentada no estado. A vitalidade dos seguros de pessoas vem seguida do segmento automotivo, com fatia de 30,8%, enquanto os seguros patrimoniais respondem por 9,4%. Na composição da receita do setor, circulam ainda 3,1% proporcionados pelo seguro rural, 2% originados dos seguros de transportes e 1,3% motivado dos seguros de garantia e crédito.

Tem coisa que a gente nunca esquece

Tem coisas que a gente nunca esquece. Ela fica lá guardada e de repente aparece. Quando faço esporte, não sei porque, lembro de cada coisa; Ai uma vai puxando outra e dai parece que tudo se liga numa única conexão. Começamos o Tour de France na Gustavo Borges. Um campeonato igual ao que acontece na França, com centenas de ciclistas, os melhores do mundo, percorrendo 3.380 km em 21 dias.

Durante as provas fico pensando em várias coisas. Essa semana minha mente estava ocupada com a principal “fofoca” do mês: a possível saída de Thomaz Menezes do comando da SulAmérica. Notícia desmentida por executivos do grupo, que alegaram a saída do CFO Sérgio Borrielo como informação original, e que acabou por despertar rumores sobre Thomaz. No entanto, o assunto corre de boca em boca nos bastidores da indústria de seguros.

Lembro bem o que Thomaz Menezes disse aos amigos em sua festa de 40 anos. “Pode escrever ai. Vou trabalhar muito e aos 50 anos vou ter dinheiro suficiente para reduzir o ritmo de trabalho”. Na época, ele era CEO da Marsh Brasil, subsidiária de uma das maiores corretoras de seguros do mundo, na qual trabalhou 23 anos. De 2004 a 2010 foi CEO para a América Latina. Pelo que dizem, os acionistas da Marsh colocaram tantas metas, algumas praticamente impossíveis, que em 2010 Thomaz preferiu fazer o seu pé de meia na SulAmérica, seduzido por um cachê irrecusável e um desafio prá lá de interessante do ponto de vista de um gestor.

Contam que sua missão é fazer a transição da centenária seguradora de forma tranquila para um novo sócio, uma vez que o ING decidiu desde a crise financeira de 2008 que venderia as operações de seguros para fazer caixa e se levantar. A SulAmérica é uma das maiores seguradoras do setor, tem uma das principais marcas da América Latina, é negociada em bolsa e as negociações em andamento envolvem empresas estrangeiras, de diversas nacionalidades. Isso trará um peso e tanto para a carreira profissional de Thomaz, que já tinha um histórico e tanto. Inclusive, de permanecer no cargo após a consolidação do que venha a ser definido nas próximas semanas. Ou meses.

Boa parte das operações do ING já foi vendida e também anunciado o comprador. No Brasil, o assunto ainda é um mistério. Todos querem entrar no Brasil ou aumentar a participação nesse país que é a bola da vez no cenário internacional. Falam da francesa Axa, da italiana Generali e da inglesa RSA. As três tem uma posição insignificante no Brasil há décadas, considerando-se que são as maiores em seus países nos ramos em que atuam.

A Axa chegou a ir embora. Vendeu parte para a Porto Seguro. Mas voltou em 2009, ao fazer um acordo de grandes riscos com a SulAmérica, que passou a atender os clientes franceses no Brasil. Desde o início deste ano, comenta-se que headhunters selecionam profissionais para a seguradora francesa. O presidente da Generali, Frederico Baroglio, acaba de voltar para a Itália, deixando o CEO da América Latina acumulando a função. RSA está com caixa suficiente para fazer aquisições de grande porte.

Pelo andar da carruagem, em breve os dois vão poder relaxar depois de tantos meses de uma dura e estressante rotina de negociações. Patrick Larragoiti, principal herdeiro e acionista da SulAmérica, estará mais livre para assistir o Le Tour de France de 2012, quem sabe velejando pela costa francesa. E Thomaz, com 45 anos, curtindo a vida ao lado da família, realizando o sonho de cruzar os Estados Unidos de leste a oeste em cima de uma moto com seus dois filhos, até encarar outro desafio, com sua aposentadoria robusta como planejou na festa dos 40 anos. Quem sabe na própria SulAmérica, onde vem fazendo um trabalho e tanto.

E eu continuarei por aqui, para contar um pouco mais da história desse setor. E claro, o desfecho dessa interessante história. O que já é um desafio e tanto. Para ter energia, estou no Le Tour de France indoor promovido pela academia Gustavo Borges. Na primeira edição completei o circuito. Na segunda, sucumbi ao cansaço. Nesta edição vou me empenhar. O que já é um bom começo! Afinal, são 3.380 quilômetros em 21 dias. Tempo para rememorar os melhores momentos do setor!

Claudio Afif volta a atuar em seguro com a Segurar.com

A prova de que a indústria de seguros está cada dia mais moderna é a aposta dos investidores na venda online, que há anos tenta avançar, mas acaba em “pizza” diante do lobby de corretores e seguradores inseguros com a concorrência. Agora ninguém segura mais o avanço do Brasil, que figura entre os principais indicadores de uso de mídias sociais, venda de celulares e acesso a internet, que esse novo canal de vendas.

A novidade do dia vem da segurar. com., a primeira empresa pontocom brasileira do segmento de seguro. A corretora acaba de ganhar um sócio de peso: Claudio Afif Domingos, que conseguiu criar uma das seguradoras mais modernas há mais de dez anos, a Indiana Seguros, quando tecnologia ainda era um assunto longe das prioridades do setor. Em meados de 2000, a avançada base tecnológica de venda e de pagamento de indenização despertou a atenção do Bradesco, que se tornou sócio da família Afif. Em 2008, a modernidade da companhia atraiu a americana Liberty Mutual, que comprou o controle da companhia.

Desde então, o inquieto Afif, um apaixonado pelo mercado de seguros há mais de 40 anos, vem buscando uma forma de investir no setor. E encontrou. Ele assume como Advisory Board da operadora comercial 100% online fundada pelos empreendedores José Augusto Correa, Oswaldo Romano Jr. e Rodrigo Veloso. Também fazem parte do grupo de acionistas investidores com expertise técnica do Vale do Silício e executivos da Catterton Partners, um dos maiores fundos de bens de consumo dos Estados Unidos, também fazem parte do negócio.

Segundo informações da corretora, a chegada de Afif Domingos completa o time da Segurar.com e está diretamente vinculada à estratégia da empresa de aceitar apenas investidores que tragam conhecimentos específicos e complementares ao negócio. Experiência é o que não falta ao novo conselheiro:

Além da vice-presidência da Indiana Seguros e da CNSeg (na época, Fenaseg), Afif presidiu o Sindicato das Empresas de Seguros de São Paulo e da Associação Nacional das Companhias de Seguros. Por 18 anos, Afif foi membro do Conselho Nacional de Seguros.

Frente à atual fase do mercado e ao potencial de vendas online, a entrada da família Claudio Afif Domingos no negócio é considerada estratégica pelos fundadores da empresa. “Além de contribuir com sua experiência de mercado, sua participação é vital na abordagem e diálogo com os principais grupos seguradores”, avalia Oswaldo Romano Jr., CEO da Segurar.com.

“Temos sido muito bem recebidos e estamos fechando bons negócios em praticamente todas as seguradoras para quem apresentamos nosso modelo”, revela. “Avançamos com as negociações da parte comercial e os resultados têm sido excelentes, a entrada de Claudio Afif Domingos era uma peça que nos faltava”, admite José Augusto Correa, Presidente do Conselho.

“O mercado segurador mantém, há muito tempo, uma postura conservadora na distribuição de seus produtos, não tendo como dinamizar suas vendas”, diz. Para ele, “a internet é uma realidade inegável e a Segurar.com pode ser o suporte perfeito para viabilizar esse grande avanço que é a venda online, favorecendo, inclusive, os próprios corretores que estiverem interessados em acompanhar o amadurecimento do setor”.

Por enquanto, a Segurar.com atua apenas no Brasil, mas o objetivo é estender seus serviços para a América Latina. De acordo com Romano, no início de 2012 diversas modalidades de seguros estarão disponíveis para aquisição via Internet. “A composição do time estratégico da Segurar.com é uma fase finalmente concluída, que abre caminho para aprofundar nossas ações de marketing e parcerias”, comenta Romano, em nota divulgada.