Eis uma cara que fez história. Um cara muito bacana. Um cara que deixa saudades! Com amor, siga em paz!!!
Comunicado oficial
É com pesar que comunicamos o falecimento na tarde desta quinta-feira, 29/12, de Leoncio de Arruda, ex-presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor–SP).
Aos 56 anos, Leoncio estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde lutava contra um câncer de intestino.
Um dos mais atuantes presidentes da entidade, Leoncio de Arruda esteve à frente do Sincor-SP por quatro gestões (1992/95; 1995/98; 2004/07 e 2007/10). Nesse período, Leoncio modernizou o sindicato e conseguiu fazer do Sincor-SP uma dos mais atuantes e respeitadas entidades do setor de Seguros.
Formado em Administração de Empresas pela Faculdade São Judas Tadeu, de São Paulo, Leoncio de Arruda presidiu também a Fundação Escola Nacional de Seguros (Funenseg) entre 1997 e 2000.
O sepultamento está marcado para amanhã (30/12), ao meio dia no cemitério de Congonhas, localizado à Rua Ministro Álvaro de Souza Lima, 101 – Jardim Marajoara. O velório acontece a partir das 21h desta quinta-feira (29/12) no Velório do Cemitério Congonhas.
Notas de pesames
A Liberty Seguros recebeu com tristeza a notícia do falecimento de Leoncio de Arruda, uma grande perda para todo o mercado de seguros. A companhia se solidariza com os familiares e amigos desse ilustre profissional que deixou como legado uma contribuição ímpar em suas gestões frente a FENACOR e ao SINCOR-SP.
É com profundo pesar que nós, da SulAmérica Seguros, lamentamos o falecimento de nosso grande amigo Leôncio Arruda. Uma das maiores lideranças da história do setor segurador, Leôncio, com sua atitude empreendedora e habilidade nata para a comunicação, soube como ninguém desenvolver projetos grandiosos que contribuíram de forma ímpar para a cultura do seguro no Brasil.
Leôncio deixará um grande legado para as novas gerações de corretores de seguros e profundas saudades em todos que tiveram o privilégio de conviver com ele.
Em 2012, uns pagarão mais e outros menos. Essa é a conclusão de um estudo da Marsh divulgado hoje. A pesquisa revela que as taxas de seguros globais continuaram a subir na maioria dos locais e linhas de negócios, afetadas por perdas no quarto trimestre de 2011; por outro lado, quedas nas taxas ainda são possíveis em muitas linhas de negócios, de acordo com um relatório publicado pela Marsh.
Apesar dos recordes de prejuízos segurados resultantes de catástrofes de mais de US$ 100 bilhões em 2011, a capacidade do mercado segurador global continua abundante e aumentos generalizados de taxas não estão sendo observados, de acordo com o Global Insurance Market Quarterly Briefing: Q4 2011 (Briefing Trimestral do Mercado Global de Seguros: 4o Trimestre de 2011).
As seguradoras, no entanto, estão respondendo aos recordes de perdas buscando aumentos de taxas em contas com perdas significativas e com exposições a catástrofes. Por exemplo, quase metade dos clientes de seguros patrimoniais da Marsh nos EUA tiveram aumentos de taxas na renovação durante o segundo semestre de 2011, em comparação com 31 por cento no primeiro semestre. Enquanto a maioria dos aumentos de taxa foram aplicados a programas com exposição a catástrofes, as contas com pouca ou nenhuma exposição ou perdas tiveram, em diversas ocasiões, redução de taxas durante a segunda metade do ano.
“O mercado global de seguros permanece bem capitalizado e, em geral, competitivo”, disse Dean Klisura, Líder das Práticas de Risco da Marsh EUA. “Este ano, o recorde em perdas catastróficas está resultando em uma rigidez de preços em contas sujeitas a catástrofes e perdas, mas não houve nenhuma alteração geral nos preços de mercado. Os fundamentos do mercado permanecem, de forma geral, robustos”.
Segundo o relatório da Marsh, os países afetados pelas maiores catástrofes durante o ano tiveram as maiores altas nas taxas de catástrofes patrimoniais no trimestre. No Japão, os programas com riscos de terremotos geralmente renovaram com aumentos de até 50 por cento. Na Tailândia, onde as perdas seguradas resultantes de inundações ao redor de Bangkok são estimadas em mais de US$ 10 bilhões, os programas estão sendo renovados com aumentos de até 30 por cento.
Globalmente, os custos de benefícios a empregados aumentaram significativamente durante o trimestre como resultado do aumento dos custos médicos. Na Índia, por exemplo, os empregadores tiveram um aumento de preço de 20 por cento no trimestre. O estudo diz também que as taxas para Seguros de responsabilidade de D&O (Directos & Officers) em grandes mercados emergentes como a China e Índia continuaram a subir, enquanto as taxas em todos os outros grandes mercados permaneceram estáveis ou declinaram.
Este é o prognóstico de todos os executivos do setor, entrevistados pela Revista Apólice durante a XVI Exposeg, que aconteceu em Brasília
“Neste ano iniciamos a operação de Vida e Previdência. Obtivemos crescimento de 70% na carteira, e devemos continuar neste ritmo. No ramo de pessoas, acho que o brasileiro vai apostar mais no seguro de vida individual. Em afinidades, o seguro vendido atrelado a um bem também deve crescer, bem como a previdência individual. No primeiro semestre de 2012, a empresa de resseguros do Grupo deve iniciar sua operação, assim como outras linhas de negócios que estamos analisando. Queremos ser uma seguradora completa para atender todos os corretores e clientes.”
João Gilberto Possiede | Presidente da L. Malucelli
“O ano de 2011 foi bom. Nossa carteira tem crescido anualmente e o resultado operacional foi excelente. Nossa sinistralidade foi muito baixa. Alcançamos nossa meta. Nesta feira decidimos participar com estande. Até então, participávamos do nacional e do paulista indiretamente, mas desta vez resolvemos mostrar a cara. Com relação a 2012, aumentamos as esperanças de que teremos um ano extraordinário, não só pelo tão encantado mundial de futebol, as Olimpíadas, mas acontece que junto com estes eventos vem o desenvolvimento do País com obras de infraestrutura, principalmente no que se refere à geração de energia. Inúmeros são os locais em que há condição de se construir uma usina e elas são necessárias, porque o País sempre terá demanda.”
Francisco Vidigal Filho | Vice Presidente da Marítima Seguros
“O ano de 2011 foi bom e teremos um crescimento de 20%, impulsionado no segundo semestre pela carteira de automóvel e, durante o ano inteiro, pela carteira de ramos elementares. Para 2012, apostamos nestas carteiras. A Marítima acredita bastante na expansão regional. Este ano, abrimos Goiânia e, até o fi nal, abriremos Recife e Brasília. Estas praças devem impulsionar o crescimento da companhia no próximo ano. O Brasil está num momento bom e o mundo inteiro está voltado para cá. O mercado de seguros vai explodir nos próximos 5 ou 10 anos e ele terá mais que o dobro da participação que tem hoje. Estamos no mercado certo e no momento certo. Apesar de ainda ser necessário aculturar a população em relação ao seguro de pessoas, acho que o seguro de vida tem um potencial de crescimento muito grande, mas que ainda levará algum tempo para o seu crescimento aparecer com força.”
Ricardo Saad | Presidente da Bradesco Auto/RE
“O ano está terminando de forma bastante positiva. Todas as empresas do Grupo tiveram crescimento signifi cativo. A Bradesco Auto/RE teve um desempenho muito bom. No ramo de auto, devemos terminar o ano com crescimento dentro das nossas projeções. Em ramos elementares, o foco foram os produtos massificados, em especial o residencial. O mercado cresceu na faixa de 15% e a companhia cresceu 45%. Estamos terminando o ano com quase 2 milhões de residências seguradas. Crescemos muito também no ramo empresarial, com foco no seguro de transporte. Para o ano que vem, estamos imaginando um crescimento em torno de 10 a 15% nas áreas de auto e RE, também focados nos produtos massificados. O Brasil está apresentando várias oportunidades para o mercado de seguros, principalmente com o crescimento do consumo interno, das famílias brasileiras, que hoje representa quase 60% do crescimento do PIB brasileiro.”
“Vamos continuar apostando no empresarial e no residencial, além dos riscos diversos com foco nos equipamentos. Em automóvel haverá uma recomposição dos preços, pois houve uma forte demanda da área de reparação automotiva pelo aumento dos custos, principalmente por conta dos preços das peças e da mão de obra. Pode ser que isso se reflita nos preços.”
João Francisco Borges | Presidente da HDI Seguros
“O ano foi muito bom. Fechamos o primeiro semestre com 20% de crescimento, baseado na expansão geográfi ca da companhia, que entrou em regiões e cidades onde ainda não atuávamos. O resultado do primeiro semestre foi 25% maior que do mesmo período do ano anterior e ainda alimentamos a perspectiva de fechar o ano bem, embora a queda da taxa de juros já comece a afetar um pouco o resultado fi nanceiro das companhias e do mercado como um todo. Estimamos fechar o ano com faturamento de R$ 1,85 bilhão, com quase 1,5 milhão de veículos segurados. Para 2012, tudo vai depender da economia e, em nosso caso, em função do desenvolvimento do mercado interno, do nível de emprego no País, da confi ança do consumidor e das vendas de novos veículos. Estamos otimistas e achamos que existe um trabalho da equipe econômica para manter a indústria automobilística com mesma performance positiva. Com isso, esperamos crescer cerca de 15% no próximo ano.”
Marcus Vinicius Martins | CEO da Zurich Seguros
“A empresa sempre foi muito conhecida em grandes riscos e continuamos muito bem nisso. Para se ter uma ideia, temos em nosso portfolio três estádios segurados e mais um que será anunciado em breve. Tomamos foco para crescer no segmento de affi nity, através de distribuidores de varejo, como garantia estendida. Na parte de varejo, no seguro de automóveis, fi zemos um trabalho forte de aproximação com o corretor para mostrar os diferenciais da companhia. Para atender o corretor criamos o ZAC em diversas localidades, o que nos trouxe crescimento forte com resultado. Oferecemos agora benefícios que realmente agregam valor ao seguro, como o auto com desemprego, que só a Zurich tem. O cliente que compra o seguro auto da Zurich se fi car desempregado, não precisa pagar as prestações restantes. Em dezembro lançamos a cobertura para doenças graves: o segurado que for acometido de AVC, infarto, transplante de órgãos ou câncer, o seguro está quitado.”
Marcio Magnaboschi | Diretor Comercial da MetLife
“Temos como perspectiva fechar 2011 com 30% a mais de lucro do que no ano anterior, baseado na carteira de vida, que apresentou sinistralidade muito boa e com volume de prêmios que nos dá tranquilidade para não fi car dependente da oscilação da sinistralidade. Chegamos ao equilíbrio técnico e estamos ganhando efi ciência administrativa, investindo em sistemas de cotação online, faturamento e angariação. Na parte de planos odontológicos, fechamos o ano com 500 mil vidas na carteira. Ainda estamos na fase de investimentos em tecnologia , em sistemas e processos e vamos entrar no break-even em 2012. Apesar da crise, o Brasil está vivendo um momento especial e o setor de seguros continuará crescendo na casa de dois dígitos, com vida aumentando até 14%, principalmente nos produtos para pequena e média empresa. Em 2012, vamos investir fortemente em produtos para PME e vamos retrabalhar a questão de custos e facilidades para o pequeno empresário.”
Laerte Tavares | Diretor Comercial da Capemisa
“No ano de 2011, a Capemisa experimentou o maior crescimento da sua história, demonstrando que a política adotada por nosso Conselho e pelo presidente está nos levando para um caminho bastante promissor. 2011 foi um ano de muitas realizações, culminando com o lançamento da Capemisa Capitalização. Agora, a empresa fi ca completa no segmento de pessoas, no tripé que suporta todas as nossas ações comerciais. A princípio, nós vamos trabalhar nestes três segmentos – vida, previdência e capitalização. Naturalmente, como toda empresa que pensa em crescer, é possível que haja uma expansão em outros segmentos, mas não é o nosso foco. Com a chegada da capitalização, naturalmente agregamos mais um valor aos produtos de previdência e também fazemos todos os negócios de capitalização dentro de casa. Para 2012, nossa meta de crescimento é de, no mínimo, 30%.”
Thiago Leão de Moura | Diretor Comercial do Banco Fator Seguradora
“A Fator é uma seguradora nova, com três anos de mercado. Acompanhando o desenvolvimento da indústria de infraestrutura no Brasil, desde o início de 2011 colocamos novos produtos no mercado para dar suporte ao setor. Criamos o seguro de engenharia, RC Obras e Equipamentos, Aeronáutica, Off -Shore, Eventos e Petróleo para builders. Estamos lançando um novo jeito de fazer seguro garantia, para pequenas e médias empresas. Queremos dar suporte às empresas que fazem obras para grandes empresas. Fazemos tudo online e rápido, com agilidade, para não ter complicação. Queremos facilitar a vida das empresas e dos corretores. A partir do primeiro semestre do ano que vem já iniciamos esta atividade.”
Francisco Coutinho | Superintendente Operacional de Associações e Representações da Rodobens
“2011 foi um ano de grandes conquistas, com consecutivos recordes de vendas. Ele foi surpreendente, vantajoso para o consórcio. As perspectivas para 2012 são ainda melhores. Estamos vendo o cenário mundial, mas acreditamos no mercado interno. Consórcio é um produto que sofre com qualquer tipo de alteração que possa haver no mercado, mas é muito consolidado e está ligado a poupança, planejamento. Participamos pela segunda vez da feira por acreditarmos no potencial dos corretores de seguros. 47% da base de distribuição é feita via corretores. Vamos disponibilizar novos produtos para o corretor, sem tirar o foco dele do produto principal, mas agregando valor ao negócio para que ele possa ter melhores ganhos.”
Dirceu Tiegs | Diretor geral Rede Comercial da Mapfre Seguros
“Em 2011 já temos fechados três trimestres, com o Grupo Mapfre crescendo 12% em faturamento no mundo, atingindo 22 bilhões de euros, com crescimento do lucro na casa de 10%, acima de 1 bilhão de euros de volume líquido. O ano foi complicado na Europa, mas a vantagem da Mapfre foi ter deixado a Espanha como único país em 1984 e estar hoje em 43 países, e a Espanha representa 43% de participação. O Brasil tem papel prioritário entre todas as operações internacionais (Ásia, EUA e Leste Europeu).”
“O ano também foi excelente para o Grupo Mapfre no Brasil. Fizemos a integração com o BB e hoje temos produto único tanto pelo canal corretor quanto no balcão, com marcas diferentes, mas com condições e preços compatíveis. Isso nos fez crescer mesmo no ano de integração, com índice de 19% na produção da Mapfre. Melhoramos os processos e produtos e ampliamos a quantidade de corretores em 1200, durante 2011. Chegamos a 14500 corretores e inauguramos mais fi liais. Para o próximo ano, temos uma expectativa importante que não muda em nada nossa postura de abrir novas fi liais, trazendo mais corretores e elaborando melhores processos.”
“Já somos uma empresa focada no canal corretor, para o qual sempre temos um programa que se encaixa à sua necessidade. Atendemos o corretor que está chegando no mercado, o corretor médio, o grande corretor e o broker. Como a gestão dos produtos é da Mapfre, produzimos ferramentas com assertividade. São 2,5 milhões de carros na frota, com quantidade grande de residências seguradas. Trabalhando com 600 regiões tarifárias, conseguimos precifi car os produtos de forma mais adequada e atrativa para o consumidor fi nal. O cenário internacional não vai ser fácil, mas temos em nosso planejamento estratégico crescer mais que o mercado, através de serviços e investimentos em mais distribuidores.”
Marcos Machini | Vice-presidente da Liberty
“Nos últimos 7 anos, crescemos em média 22% ao ano e em 2011 devemos chegar a 15%. Para o ano que vem o cenário é positivo. Temos trabalhado com várias informações econômicas de mercado e há muitos indicadores positivos, como o crescimento da classe C que deve impulsionar o mercado segurador, não só para 2012 mas para os próximos anos também. Vamos ter muitos novos consumidores. O desafio é como trazer este novo consumidor para o produto ideal, para o canal do corretor e para a companhia. Há 35 milhões de empregos criados nos últimos 3 anos.”
“Eles são de todos os segmentos, independente da área e mostra que o crescimento do consumo vai continuar nos próximos anos. Tem também o crescimento imobiliário, independente de bolha, há muita gente comprando imóvel e ele é patrimônio e foco de seguro. Tudo isso é positivo para o mercado e nós estamos olhando para estas informações. Temos que olhar para a rentabilidade, que ainda foi positiva em 2011, mas que sofreu um pouco. Nos seguros de automóvel, a média da sinistralidade subiu um pouco, mas acreditamos que ela vai se recuperar no ano que vem.”
Edson Santiago Soares | Diretor Comercial e de Marketing da Santamália
“Nossa expectativa é das melhores possíveis. Apostamos francamente nas classes C e D e acreditamos que a expertise desenvolvida por nossa empresa garante, de fato, o reconhecimento de nossos clientes, o que ajuda muito a propagação de nossa marca nas regiões em que já atuamos. Não obstante ao cenário de crise que se anuncia, achamos nossos produtos excelentes alternativas para o RH que pretende reduzir seus custos sem abrir mão da qualidade.”
“Vamos investir mais forte no conceito de “Saúde total” propondo ao profissional gestor de RH uma solução completa que envolva PCMSO, ODONTO, SAÚDE “linkados” aos nossos serviços próprios. Vamos ampliar nossa participação no segmento de PMEs com a mesma proposta acima e focar os Coletivos por Adesão. Para 2012, no mínimo, esperamos crescer 30%, mas sempre vamos crescer na mesma proporção em que nossa rede possa atender a demanda. Não podemos e não precisamos pedalar nas vendas, não podemos crescer sem sustentar tal crescimento. Saúde é coisa séria. Não passa pelos nossos planos fugir da nossa história, assim não creio em possíveis aquisições de nossa parte, porém dada a nossa característica regional, sempre vejo com bons olhos parcerias onde expertises se somem para ampliar perspectivas de mercado.”
Valmir Rodrigues | Diretor Executivo Nacional da Tokio Marine
“Fechamos o ano de 2011 batendo todas as metas de produção, com perspectivas de atingir uma super meta, que é dobrar o resultado que assumimos com o Japão. O ano foi maravilhoso sob todos os aspectos. A Tokio evoluiu muito em tecnologia e nossos serviços, processos e produtos melhoraram bastante. Conseguimos aumentar a grade de corretores e estamos encerrando o ano com um trabalho intenso para dar continuidade em 2012. Considerando tudo que está acontecendo no País – obras do PAC, Pré-sal, Copa do Mundo e Olimpíadas – nós estamos nos fortalecendo nos riscos de engenharia, garantia, mas o carro chefe ainda é o automóvel. A Tokio tem 54 sucursais pelo Brasil todo, mas estamos preparados para crescer em vida, em bens – empresarial, transporte, riscos de engenharia, garantia – e no automóvel, que temos muitas novidades. Tanto a Europa quanto os EUA vivem uma crise muito grande e a nossa expectativa é que cada vez venham mais recursos para cá, mais investimentos, e a Tokio quer fazer parte deste trabalho.”
Jayme Garfinkel | Presidente da Porto Seguro
“Acreditamos que 2012 será uma repetição de 2011. Tem coisas positivas: achamos que haverá aumento de prêmios que deve gerar receita nova. Em 2011 houve aumento da sinistralidade, aumento dos custos. O mercado está reagindo neste fi nal de ano tentando realinhar suas margens. Por outro lado – e eu sou um pessimista – é melhor esperar o pior. Esta crise internacional é muito grave e nós temos que olhar com calma. Dentro da Porto, os investimentos que temos que fazer são apenas de continuidade, como um prédio que estamos construindo, investimento em infraestrutura, mas com muita cautela. Não sabemos qual será o impacto da crise na rentabilidade da empresa. Em 2011, lançamos alguns projetos, como a empresa de telefonia celular virtual. É uma forma de apoiar as vendas. Isso já é emoção suficiente para entrar e ver o que dá certo.”
Thomaz Menezes | Presidente SulAmérica
“Mudança é uma constante e nós temos que nos acostumar que o mundo muda sempre, em função das pessoas, da economia cada vez mais globalizada, de novas tecnologias, novas ferramentas, produtos. O mercado como um todo tem que se acostumar com esta realidade. As perspectivas para o próximo ano são positivas. Talvez um pouco mais desafiadoras em função da crise global e dos desafi os do mundo para resolvê-las. O desafio é um pouco maior porque a crise não é só fi nanceira, mas política também, de acreditar que as medidas severas e duras devem ser tomadas.”
“O que aconteceu na Grécia serviu de lição para os outros países da Europa. Para o Brasil será um ano de crescimento, principalmente para a indústria de seguros, não só em termos de desenvolvimento de produtos, tecnologia, mercado, segmentação. Temos o privilégio de sermos uma companhia independente, multiproduto e multicanal, sempre através dos corretores de seguros. Vamos ter oportunidade em quase todos os segmentos. O automóvel tem possibilidades de crescimento. O desafio é disputar o mercado com preço justo. A estratégia de crescimento baseada apenas em preço não é sustentável. Portanto, 2012 é um ano de escolhas para as seguradoras.”
2011, com certeza, foi o ano em que a indústria de seguros mais apostou na mídia. As seguradoras e corretoras se conscientizaram de que precisam investir em atitudes que gerem notícias e em campanhas publicitárias para promover a imagem do setor, do produto e delas mesmas. O ano foi um marco na divulgação. Seguro no rádio, na novela, nos jornais, nas revistas, no cinema, no ponto de önibus, nas redes sociais, em outdoors fora de São Paulo, na bicicleta para alugar na orla carioca, na farmácia, na banca de jornal e nas comunidades. Para qualquer lugar que se olha, tem alguém com dicas para o consumidor se proteger dos riscos do dia a dia.
Além dos anúncios, as seguradoras geraram muitas notícias. O ano começou com uma grande revolta, que chegou as esferas internacionais. Todos, com exceção dos acionistas do IRB Brasil Re, rechaçaram as mudanças promovidas pelo governo na regulamentação de resseguros.
No começo do ano também tivemos catástrofes, como o deslizamento de terra na região serrana do Rio de Janeiro. Em fevereiro, o anúncio da parceria entre Zurich e Santander. E aí não parou mais. Notícias e mais notícias interessantes sobre a oferta de serviços e produtos inovadores, troca de executivos, fusões e aquisições.
Realmente, quem acompanha o setor ficou impressionado. Fruto do investimento de anos na imagem do setor, tivemos vários eventos internacionais, sendo dois deles nunca antes realizados no Brasil: Geneva Association, Seminário da ABGR e Conferência Internacional de Microsseguros. Nunca vi tanto estrangeiro no Brasil. Desde técnicos até os principais CEOs e investidores do mundo.
A perspectiva para 2012 é manter um ritmo intenso de notícias. Ainda bem, pois adoro trabalhar e levar notícia de qualidade aos leitores. O meu muito obrigada a todos os executivos que apostaram na indústria de seguros investindo na abertura de empresas, na criação de seguros e serviços diferenciados, no treinamento de funcionários, no tempo dedicado a criar um relacionamento harmonioso com os jornalistas.
Desejo a todos um Feliz Natal e um 2012 prá lá de sustentável.
Abaixo, listo algumas sutilezas de 2011 que realmente tive grande prazer em divulgar ou ler na mídia nacional e especializada.
Heroi – Eugënio Velasques – Realmente o diretor da Bradesco Vida e Previdência foi um grande herói na minha visão. Se dedicou de corpo e alma para aprovar a regulamentação de microsseguros e conseguiu. Assim como trazer para o Brasil a 7a Conferência Internacional de Microsseguros. Divulgou a imagem do setor nas comunidades carentes do pais e para os conselheiros mundiais das maiores seguradoras, resseguradoras, corretoras e investidores do mundo. Com certeza acumulou milhas para toda a família.
Vilão – O governo e os acionistas do IRB Brasil Re, por terem mudado as regras do jogo da abertura do resseguro sem conversas, debates ou negociações depois de anos realizando reuniões e audiências para a construção do arcabouço inicial, aprovado em 2008.
Empresa – A Zurich começou o ano com tudo, anunciando a parceria com o Santander. Depois não parou mais. Lançou muitas novidades, como o D&O One, para pessoas físicas, o seguro de risco político e as coberturas de desemprego e doenças graves acopladas gratuitamente no seguro de automóvel.
Comunicação – Parabéns a todas as seguradoras e corretoras que entenderam a importância da mídia especializada, até então desprezada por boa parte das empresas. Também foi legal encontrar boa parte das companhias nas mídias sociais
Marketing – Liberty Seguros ser a seguradora oficial da Copa 2014.
Foto – Gostei muito dessa foto de Lucio Flavio de Oliveira – o presidente da Bradesco Vida e Previdência: fala e faz (crédito da foto Luis Ushirobira/Valor).
Carreira – Norton Glabes Labes – presidente da Bradesco Previdência. Uma lição de vida sobre como conviver com as pessoas. Comemorou 50 anos de grupo Bradesco com muitos amigos e uma alegria impressionante de fazer o que faz. Um feito e tanto.
Amizade – 2011 foi um ano marcante em amizade. Fiz muitos amigos e curti muito os amigos. João Gilberto Possiede, Angela Cunha, Kelly Lubiato, Clau Duarte, Jose Rubens Alonso, Rene Garcia, Marcelo Blay, Claudio Sa e Henrique Oliveira. Minha eterna gratidão pelos conselhos, carinho e por abrirem minha mente para novos desafios. Se fosse citar todos… ficaria aqui ate o ano novo…
Tecnologia – Porto Seguro entrar em telefonia móvel e Bradesco começar a vender seguro por meio do celular e POS
Corretoras – O investimento da Brasil Insurance na consolidação do setor, o lançamento da Minuto Seguros e das corretoras online. Só falta elas realmente serem online!
Tristeza – A morte de João Leopoldo Bracco e de Leôncio Arruda.
Alegria – Ter ido com minha filha e marido para a Disney e ter curtido com eles todas aquelas montanhas russas e compras baratinhas!!!!
Desafio – Manter a qualidade do trabalho, do relacionamento com a família e amigos, a disciplina do esporte para manter a saúde ao mesmo tempo em que me esforço para fazer o MBA de Mercados Financeiros com dedicação.
Luis Maurette aproveitou o final de 2011 para se ambientar em seu novo desafio profissional. Deixou a Liberty Seguros para ser o CEO da América Latina da Willis, terceira maior corretora de seguros do mundo. Desde então, não parou de viajar para conhecer todos os especialistas que vão ajudá-lo a conquistar clientes na região. “Estou satisfeito por estar à frente da Willis América Latina e aviso que temos muito trabalho pelo frente para atender a demanda deste país que cresce forte˜, diz.
Para enfrentar a forte concorrëncia do setor, que passa por um período de intensa consolidação, ele conta com a equipe de especialistas e também com recursos internacionais para investir no treinamento dos profissionais e em sistemas que facilitem o dia a dia de seus clientes. Veja abaixo alguns trechos da entrevista concedida ao Blog Sonho Seguro e um video sobre suas impressões sobre o Brasil em evento da Swiss Re.
Conte o que a Willis, tanto America Latina quanto Brasil, espera para o ano de 2012
Em relação ao Brasil, ainda há muito o que ser feito para que a indústria de seguros conquiste o coração e a confiança dos brasileiros. Isso porque a penetração de seguros no País ainda é baixa, devido, principalmente à falta de conhecimento e entendimento dos riscos potenciais associados com os negócios e até mesmo com a vida dos consumidores. Nós da Willis estamos nos preparando para reverter esse atual cenário de baixa entrada de seguros no País. Para isso, estamos definindo metas para aproximação cada vez maior de nossa carteira de clientes, bem como com os parceiros que compõem nosso sistema.
O crescimento será orgänico ou envolve aquisições?
Temos planos de expandir nossa presença para outras regiões do país que extrapolem o eixo da região Sudeste e não descartamos a possibilidade de atrelar ao crescimento orgânico uma expansão ocasionada por aquisições.
Em sua opinião, como os preços vão se comportar no próximo ano?
As seguradoras no Brasil ainda estão muito focadas em grande risco e especialidade, não prestando atenção suficiente no segmento das PME. Isto é evidenciado pelos números: de 3000 mil empresas no Brasil, 25% são grandes empresas e representam 75% do premio, enquanto 75% são PME, que representam apenas 25% do prêmio.
Você acredita que haverá uma farta capacidade de seguro e resseguro para a demanda dos clientes brasileiros?
O cenário atual no país ainda é favorável pois, apenas nos últimos dois anos, cerca de 40 milhões de brasileiros “migraram” para a economia formal, o que representou maior acesso a contas bancárias e créditos para compra de ativos fixos. Esta crescente classe média vai precisar, e muito, de seguro e movimentará toda a indústria e varejo. Esta parcela do mercado formal é que irá representar uma grande oportunidade neste futuro próximo. Se as seguradoras criarem fortes estratégias de médio prazo, que devem ser revistas periodicamente, e se forem capazes de desenvolver cenários para entenderem melhor os movimentos dos concorrentes e seu históricos, elas estarão aptas para acompanhar as demandas crescentes no País e também para competir.
O economista Francisco Galiza listou oito motivos para os corretores terem um sentimento de otimismo com 2012. Veja abaixo:
1) Diversas pesquisas com seguradoras no Brasil (feitas de forma independente e confidencial) mostram que o corretor é o canal que vai mais crescer nos próximos anos. Ou seja, as seguradoras acreditam nas corretoras e estão montando uma estratégia nesse sentido para o futuro.
2) Apesar da crise, economia brasileira segue em crescimento. Além disso, o seguro, por suas características – em economia, diz-se que esse tipo de produto tem elasticidade renda maior do que 1) -, vai crescer em uma proporção maior, devendo atingir patamares internacionais nos próximos anos.
3) Há uns 10 anos, as taxas de comissionamento de seguros estavam em processo de queda, preocupando muitos profissionais da área. Entretanto, nos últimos anos, tudo indica que elas atingiram um patamar de estabilidade. Exemplo principal: Seguro de Automóvel.
4) Aumento do nível profissional dos corretores, favorecido por um ambiente propício para adquirir mais conhecimentos. Hoje, por exemplo, a produção bibliográfica e de cursos da Funenseg (a Escola de Seguros) é intensa, a maioria a preços muito baixos (alguns até de graça). Ou seja, sinceramente, só não aprende quem não quer.
5) Novos produtos no mercado de seguros surgiram e continuam a surgir para o consumidor. Para esses profissionais, isso amplia as possibilidades estratégicas. Exemplo: Microsseguro (a regulamentação acabou de sair), Odontológico, VGBL Saúde, etc.
6) Corretores estão descobrindo, cada vez mais, a oportunidade de vender novos produtos que são ligados de forma indireta ao seguro, e, com isso, se re-inventar e criar novos mercados!!! Há inúmeros exemplos para dar, desde cartão de crédito a produtos financeiros. Um, particularmente, tem chamado a atenção (apresentamos recentemente palestra a respeito), que é o mercado de certificação digital (um documento eletrônico que possibilita comprovar a identidade nas transações “on line”). Já existem diversas corretoras oferecendo esse produto em sua carteira. Teoricamente, há dois ganhos importantes. Primeiro, um ganho direto (estimado em uns 20 a 25% da sua receita original). Segundo, um ganho indireto, com novos segurados que podem ser obtidos a partir desses contatos.
7) “Internet”, quando surgiu com força há uns 10 ou 15 anos, era uma ameaça potencial. Sinceramente, até parcialmente justificada pelo momento em questão, muitos corretores disseram que a “internet” poderia dificultar em muito a corretagem de seguros, monopolizando o setor. Hoje, o que se vê é que muitas corretoras já estão bem mais familiarizadas com esse mecanismo, montando estratégias a respeito. Ou seja, elas próprias criando seus endereços, em um processo complementar de vendas, sem a existência de concentração econômica. No final, os corretores viram que a “internet” se tornou uma aliada, não uma inimiga!
8 Transformação no mercado de distribuição, com a formação de conglomerados de corretores. Pala análise dos dados públicos, a avaliação desse tipo de empresa é favorável (pois vemos a manutenção dos preços de suas ações na bolsa de valores, apesar da crise nesses mercados). Ou seja, não vai ser a seguradora, o cliente ou o seu vizinho que precisam dizer isso. É o próprio mercado financeiro (nacional e internacional) é que acha que ter corretora de seguros é um bom negócio!
As mulheres avançam em cargos de comando para gerenciar crises. Desta vez a notícia vem da maior seguradora do mundo. O Conselho Fiscal da Allianz SE nomeou Helga Jung para o Conselho Administrativo. Ela será responsável pelos negócios do setor de seguros na Espanha, Portugal e América Latina, que envolvem participações estratégicas, fusões e aquisições, além de jurídico e compliance.
Este é um anúncio que passa a ser um marco na história dos 121 anos da Allianz: Helga Jung, nascida em 1961, solteira, é a primeira mulher a ser nomeada para o Conselho. Segundo entrevista publicada no portal da seguradora, Helga diz que não planejou chegar tão longe. “Minha prioridade sempre foi fazer o meu trabalho com o máximo da minha capacidade”, diz.
Há 17 anos na Allianz, Helga esteve nos últimos dez como chefe de Fusões & Aquisições, tendo sido peça fundamental na reestruturação do grupo, como na fusão da empresa italiana RAS, na compra da participação minoritária da empresa francesa AGF, na conversão da Allianz em um Societas Europaea (SE) e na compra e venda do Dresdner Bank. “Essas operações requerem não apenas fatos, mas também sensibilidade e inteligência emocional para tomar a decisão mais correta”, diz Helga.
Para descontrair e manter o equilíbrio, Helga toca violoncelo e piano.”É preciso ter equilíbrio para adaptar as expectativas à realidade e reajustar a estratégia traçada a cada vez que considerar os objetivos específicos de seu parceiro de negócios”. Esse perfil de Helga, doutorada em administração de empresas, a levaram a conquistar a posição que passa a exercer a partir do a partir de 1º de janeiro de 2012.
Vamos aguardar agora ela vir ao Brasil, país repleto de negócios para alavancar a operação do grupo na América Latina.
“Seguros em mercados emergentes: fatores de crescimento e rentabilidade” é o mais novo estudo da Sigma, da Seiss Re. O estudo concentra-se em duas das regiões que deram a maior contribuição para o crescimento dos prêmios nos mercados emergentes, a Ásia Emergente e a América Latina. Nos últimos dez anos, os prêmios de seguro nos mercados emergentes apresentaram o robusto crescimento real de 11,0% ao ano, em comparação com 1,3% nas economias industrializadas. É esperado que esse desempenho superior dos mercados emergentes se mantenha na próxima década e ele está atraindo a atenção das seguradoras globais, que examinam os mercados emergentes em busca de crescimento rentável, superior ao dos mercados maduros mais saturados.
Oliver Futterknecht, coautor do novo estudo sigma, comenta em nota: “Devido a seu porte, em termos absolutos os países industrializados continuam a dar a maior contribuição aos prêmios de seguros, mas os mercados emergentes estão se aproximando rapidamente. Em 2010, por exemplo, em termos nominais as economias industrializadas contribuíram com US$ 120 bilhões em prêmios adicionais, enquanto os mercados emergentes as seguiram de perto, com US$ 109 bilhões.
Nos últimos dez anos, a Ásia Emergente e a América Latina foram as regiões que mais contribuíram para o crescimento dos prêmios nos mercados emergentes. Isso foi determinado por diversos fatores, inclusive um ambiente econômico saudável, aprimoramento na regulamentação de seguros, inovação de produtos e aproveitamento de diversos canais de distribuição.
Segundo Futterknecht, “o ambiente econômico saudável, com inflação baixa, teve um efeito positivo sobre o crescimento dos prêmios de seguros na Ásia Emergente e na América Latina”. Além disso, em uma tentativa de estimular uma competição salutar, alguns mercados reduziram o envolvimento estatal e adotaram medidas regulamentares favoráveis ao setor. A inovação nos produtos também impulsionou o ritmo do crescimento de alguns setores, inclusive microsseguro e os seguros baseados nos preceitos islâmicos (takaful). O uso de múltiplos canais de distribuição também ajudou o setor segurador a atingir um público maior nos mercados emergentes.
Por exemplo, a distribuição pelo setor bancário, conceito virtualmente inexistente antes do ano 2000, ganhou importância em diversos países, principalmente no ramo vida. Seu rápido crescimento foi impulsionado principalmente por alterações regulamentares nos principais mercados emergentes, inclusive a Índia e a China. Amit Kalra, coautor do estudo sigma, comentou: “Na Índia, a distribuição via setor bancário respondeu por 22% dos prêmios gerados pelas empresas do setor privado em 2010. Com uma classe média em crescimento e mais de 70.000 agências bancárias no país, esse canal de distribuição tem muito espaço para expansão.”
Embora as seguradoras tenham obtido um excelente crescimento dos prêmios nos mercados emergentes, conseguir crescimento rentável está longe de ser normal. Por exemplo, 46% das seguradoras de uma amostra de 174 empresas do ramo vida dos mercados da Ásia Emergente e da América Latina não conseguiram apresentar resultados regulares entre 2006 e 2009, e apenas 20% delas apresentaram margem de lucro (lucro líquido dividido pelos prêmios diretos) superior a 10%. Nos demais ramos, 49% de todas as seguradoras dessa amostra apresentaram margem de subscrição negativa (resultados de subscrição divididos pelos prêmios diretos) e 36% obtiveram margens na faixa de 0% a 10%.
A rentabilidade baixa pode indicar uma atenção exagerada das seguradoras ao crescimento da receita bruta em detrimento do crescimento rentável. O estudo sigma examina a rentabilidade nos mercados emergentes e analisa se a estrutura de controle, afiliação a conglomerados financeiros ou economias de escala podem levar a uma tendência de alta na rentabilidade.
Kalra observa que “no ramo vida, as seguradoras locais e as sucursais e subsidiárias de empresas estrangeiras geralmente obtêm rentabilidade maior que as joint ventures. O sucesso das seguradoras locais pode ser devido a suas grandes redes de distribuição, seu conhecimento do mercado interno e os custos possivelmente menores resultantes das economias de escala. Comparativamente, muitas joint ventures têm um histórico operacional curto e ainda estão incorrendo em pesados custos de organização e início de operações. Nos demais ramos, o quadro é menos claro, não existindo diferenças aparentes entre as seguradoras com diferentes estruturas de controle.”
É esperado que, entre hoje e 2021, mais da metade do crescimento da economia global venha dos mercados emergentes. Está previsto que, nesses mercados, os prêmios dos ramos não vida cresçam numa velocidade mais de duas vezes maior que nos países industrializados. Também é esperado que os prêmios de seguro de vida superem os dos países industrializados.
Embora enfrentando a concorrência acirrada das companhias locais, muitas seguradoras internacionais planejam buscar ativamente oportunidades nos mercados emergentes em rápido crescimento. É provável que os bancos aproveitem suas redes de agências para aumentar ainda mais sua penetração nesses mercados. Contudo, dada a expectativa de que os juros continuem baixos por um período prolongado, tanto nos mercados desenvolvidos quanto nos países emergentes, as seguradoras encontrarão cada vez mais dificuldade em conseguir crescimento rentável.
“Daqui para frente, para beneficiar-se das perspectivas de crescimento saudável nos mercados emergentes e operar de forma sustentável, as seguradoras terão de dar grande importância à subscrição profissional e disciplinada. A gestão do capital também será essencial para sustentar o crescimento e atender aos requisitos mais rígidos de solvência”, afirma Kalra.
As autoridades econômicas podem desempenhar um papel de destaque no fortalecimento dos incentivos ao setor privado, destinando recursos suficientes à infraestrutura jurídica, educacional e regulamentar. Elas também podem dar apoio a esforços específicos do setor de seguros, permitindo a previdência privada, tornando obrigatório o seguro de acidentes do trabalho e introduzindo novas linhas de negócios e exigindo sua operacionalização. Por exemplo, o seguro de responsabilidade civil obrigatório assegura que existam recursos para compensar as vítimas de acidentes e o seguro compulsório contra terremotos ajuda a evitar a seleção adversa.
Nesta manhã, as 11 horas, acontece o enterro de um dos executivos mais gentis da indústria de seguros, João Leopoldo Bracco Lima, 69 anos. Ele dedicou a vida na divulgação da cultura do seguro. Sempre bem informado de tudo que acontecia, buscava compartilhar seu conhecimento e levar informação que agregasse qualidade ao trabalho do corretor. ”
Se um dia quiser publicar um livro eu tenho todas as suas matérias arquivadas comigo”, me dizia sempre que ligava para comentar uma reportagem. Realmente ele não perdia uma. Nem minha e nem dos outros jornalistas que passaram a cobrir o setor nos últimos anos. Tinha sempre tudo na ponta da língua. Tinha sempre também algum comentário para estimular uma nova reportagem. Com certeza foi meu mais fiel leitor e fonte. Boa parte do meu conhecimento do setor vem da paciência de João Leopoldo em me ensinar como funcionava tecnicamente e politicamente esse complexo setor.
Ele foi presidente do Sincor-SP, além de ter ocupado cargos de direção na Escola Nacional de Seguros, Fenacor, Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS) e Clube dos Corretores de São Paulo (CCS-SP). Durante a década de 60, ele trabalhou na Companhia de Seguros Boa Vista e na Companhia Internacional de Seguros. Em 1970, criou a Libre Corretora, até hoje administrada por seus dois filhos. Desde 2004 assumiu a Diretoria Regional São Paulo da Funenseg em São Paulo, provomendo mudanças significativas.
O sepultamento sera no Cemitério Gethsemani (Praça da Ressureição, 1 – Vila Sônia – São Paulo – SP – Fone: 11 3742-5322).
A ACE Resseguradora contratou o executivo Hélio Noguti para liderar a área comercial de suas operações no Brasil. Noguti tem 24 anos de experiência no mercado de resseguros. Como Diretor Comercial da ACE Re, o executivo prevê um crescimento expressivo para a empresa nos próximos anos. Existem no Brasil vários projetos que visam atender as demandas do pré-sal, Olimpíadas e Copa do Mundo, entre outras várias oportunidades que buscamos aproveitar, considera. Vamos trabalhar em várias frentes. Em uma delas, será atender com rapidez e eficácia as operações facultativas do mercado – tanto das grandes como das pequenas e médias seguradoras, comenta.
Uma de suas primeiras ações será a ampliação do atual quadro de funcionários da ACE Re. Nós já contamos com profissionais altamente capacitados, que atuam regionalmente em todas as linhas de negócios, unindo as operações dos três tipos de resseguradores do Grupo: Local, Admitido e Eventual, destaca.
Sobre a ACE Re, Noguti considera que a companhia faz parte de um grupo sólido, que respalda as operações locais, com forte reputação, marca amplamente reconhecida e produtos diversificados. A ACE obteve o rating máximo da Moodys nos últimos 3 anos, além de resultados crescentes e uma das mais baixas sinistralidades do mercado, finaliza.
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