Setor de seguros encerra a semana em ritmo de festa, comemorando o imposto zero para o seguro garantia. Segundo informa a repórter Aline Bronzati no jornal Estado de São Paulo, a partir do dia 16 de novembro os consumidores brasileiros pagarão menos para contratar um seguro garantia. O governo decidiu zerar a alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre os prêmios pagos pelos segurados nesse tipo de produto, através do Decreto 7.787/12, publicado na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União. Atualmente, essa alíquota é de 7,38%.
A decisão está relacionada ao lançamento do Programa de Investimento de Logística, na quarta-feira. Pela legislação em vigor, os investidores podem usar o seguro ou a fiança locatícia como garantia no financiamento público ou privado de um projeto de infraestrutura. E os bancos estavam levando a melhor, conta o Valor Econômico. Segundo o jornal, um episódio recente mostra que a fiança bancária tem força para ser um adversário importante ao seguro. Na disputa pelas garantias do leilão das licenças de quarta geração de telefonia móvel (4G), os bancos levaram a melhor sobre as seguradoras. Nas garantias de proposta, a fiança foi usada na maior parte dos casos. Para as garantias de performance, que têm tíquetes e duração maiores e ainda não foram emitidas, uma disputa silenciosa tem sido travada, apurou o Valor com pessoas próximas das negociações.
Entrevistado por Aline, do Estadão, Alexandre Malucelli, presidente da JMalucelli, comemorou. “A notícia é superpositiva. O IOF onerava o seguro-garantia e não fazia sentido, uma vez que a fiança bancária não tinha o imposto”, afirmou. Ele avalia que a isenção do tributo deve ser repassada integralmente ao consumidor.
De acordo com os dados divulgados pela FenaCap – Federação Nacional de Capitalização – o mercado de títulos de capitalização faturou no primeiro semestre do ano cerca R$ 7,9 bilhões, registrando um crescimento de 19,2% em relação ao primeiro semestre de 2011, um crescimento recorde.
O volume das reservas técnicas – montante relativo a depósitos efetuados por clientes de títulos de capitalização ativos– cresceu 13,6%, atingindo a marca de R$ 20,8 bilhões. No mesmo período, foram distribuídos mais de R$ 420 milhões em premiações, cerca de 30% a mais do que ano passado. O valor devolvido aos clientes aumentou de R$ 4,3 bilhões em 2011 para R$ 5,1 bilhões nestes seis primeiros meses do ano.
“Estimamos que o mercado de capitalização, com sua capacidade de apresentar soluções criativas e flexíveis, tanto para o consumidor final quanto para o segmento empresarial, manterá uma média de crescimento anual na faixa dos 20% pelo menos pelos próximos três anos, impulsionado pelo aumento do emprego e da renda e também pela chegada dos microsseguros premiados”, assinala Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap.
Uma em cada cinco apólices de seguro viagem vendidas pelo Itaú são contratadas pela internet. A facilidade foi lançada em janeiro deste ano e, ao final de junho, 19% das apólices no ano tinham sido comercializadas pela web.
“Esse canal vem ao encontro da necessidade do cliente que vai viajar e precisa contratar o seguro rapidamente. Pela internet, ele consegue obter a proteção no mesmo dia da viagem”, afirma André Vasco, superintendente de Produtos de Seguro para Pessoa Física do Itaú.
E esse mercado está em expansão: as vendas de seguro viagem cresceram 39,7% no 1º semestre deste ano, segundo dados da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). Líder do segmento, com 22% de participação nas vendas, o Itaú teve uma expansão ainda maior na venda total de seguro viagem: 97% de crescimento de janeiro a junho em relação ao mesmo período do ano passado.
“O brasileiro está mais atento à necessidade de contratar seguro para se proteger de imprevistos nas suas viagens, seja a trabalho ou lazer”, diz Vasco. Para o executivo, os diferenciais do Seguro Viagem do Itaú, como atendimento especial para gestantes, não haver limite de idade para contratação do seguro e a possibilidade de contratação pela internet, contribuíram para esse bom desempenho da companhia.
O Seguro Viagem do Itaú pode ser contratado para viagens nacionais e internacionais, e o cliente conta com uma central de atendimento 24 horas e com coberturas de assistência médica e odontológica; reembolso de despesas em caso de atraso de voo; indenização por perda, extravio, furto ou destruição de bagagem; dentre outras. No caso de viagens internacionais, o segurado pode optar entre utilizar a rede credenciada ou solicitar reembolso de despesas médicas hospitalares, o que lhe for mais conveniente.
O produto oferece ainda atendimento emergencial para gestantes, até a 28ª semana de gestação, tanto para pacotes nacionais quanto para internacionais, dentro da cobertura de despesas Emergenciais Médicas e Hospitalares. Com o serviço, caso a gestante necessite de qualquer atendimento emergencial, inclusive parto, o Seguro Viagem do Itaú cobrirá todos os gastos dentro da cobertura e dos limites estipulados.
A Brasil Insurance, primeira holding de corretagem de seguros a abrir capital e uma das líderes em corretagem de seguros no país, reportou lucro líquido de R$ 28,6 milhões no segundo trimestre de 2012, um crescimento de 15% em relação ao mesmo período de 2011 e 17% comparado ao primeiro trimestre de 2012. A receita bruta da empresa no período foi de R$ 59 milhões. O patrimônio líquido registrado foi de R$ 363,6 milhões, contra R$ 332,8 milhões do mesmo período de 2011.
Desde seu IPO realizado em 2010, a companhia acompanhou uma valorização de 19% de suas ações contra uma queda de 24% no Ibovespa. O lucro por ação no segundo trimestre de 2012 foi de R$ 0,30. O volume médio diário de negociação das ações da Brasil Insurance atingiu R$ 7,4 milhões, contra R$ 4,4 milhões no segundo trimestre de 2011, e a base acionária da empresa passou de 333 investidores institucionais (2011) para 714 no último trimestre.
Para se manter à frente do setor, a Brasil Insurance seguiu no segundo trimestre de 2012 sua estratégia de aquisições. Apenas neste período, duas novas corretoras foram adquiridas, somando investimentos da ordem de R$ 20,5 milhões e R$ 20 milhões em prêmios. As corretoras adquiridas nesse período foram Kalassa e Coelho dos Santos, ambas de São Paulo. Atualmente, a holding Brasil Insurance é formada por 43 corretoras localizadas em todo território nacional. Do total, 11 empresas incorporadas a Brasil Insurance em 2011 foram compradas com investimento de R$ 239 milhões após o IPO da companhia.
“O desempenho da Brasil Insurance em relação as suas receitas foi muito expressivo neste período. Em relação a novas aquisições, estamos com tratativas avançadas com mais cinco corretoras sólidas que irão comportar os R$ 200 milhões de investimentos previstos para aquisições em 2012”, afirma Tuca Ramos, diretor presidente da Brasil Insurance.
Com o objetivo de reforçar os esforços comerciais de seus corretores, a diretoria da empresa dividiu as 43 corretoras em sete grupos regionais organizados como Ceará/Pernambuco, Bahia/Sergipe, Minas Gerais, São Paulo, São Paulo e região sul, São Paulo/Rio de Janeiro e Rio de Janeiro/Espírito Santos. Os núcleos são liderados por sete dos principais sócios da holding permitindo assim que as unidades regionais estejam alinhadas em relação a novos produtos e oportunidades de cross-selling (venda cruzada), modalidade que representou 9,9% do volume de vendas da companhia no segundo trimestre de 2012, 5% a mais em relação ao segundo trimestre de 2011.
Em um único contrato fechado através de cross-selling – Hospital Santa Catarina (São Paulo) -, a empresa acrescentou cinco mil vidas à sua carteira de clientes no segmento de saúde corporativo. Outro contrato de seguro saúde fechado com a Natura Cosméticos beneficiará aproximadamente 12 mil funcionários da marca. A atual distribuição em prêmios da companhia no período está dividida em saúde (45%), auto (16%), P&C 15%, vida (8%), affinity (6%), transporte (5%), garantia (4%) e previdência (1%).
.O potencial de mercado e de inclusão social dos microsseguros e do microcrédito – impulsionado agora pela nova regulamentação da modalidade – está no centro das discussões do seminário Microsseguros e Microcrédito, Fatores de Inclusão Social, que o jornal Valor Econômico promove no próximo dia 16/8 (quinta) com patrocínio da BB Mapfre. A inscrição para o público é gratuita e pode ser feita pelo telefone (11) 3895-6819. LOCAL: Mercure Grand Hotel (antigo Sofitel) – Rua Sena Madureira, 1.355, Bloco 1, sala Versailles I e II.
“O Desenvolvimento econômico para a população de baixa renda – Microsseguros e Microcrédito como fatores de inclusão social”
9:30 – Professor Antonio Delfim Neto
10:30 – Coffee break
11:00 – Painel I – O que muda com a nova regulamentação Apresentador: Nelson Victor Le Coq D´Oliveira, diretor de autorizações da SUSEP – Debatedores: Mario Sergio de Almeida Santos, presidente do SINCOR SP, e Marco Antonio da Silva Barros, presidente da FENACAP
12:00 – ALMOÇO
13:30 – PAINEL II – Os benefícios do microcrédito e do microsseguro ao Produtor Rural Apresentadores: Delsa Moreno Cepero, diretora de Seguros Agroindustriales da MAPFRE Colômbia Pedro Loyola, coordenador Técnico e Econômico da FAEP
14:45 – COFFEE BREAK
15:15 – PAINEL III – A contratação de microsseguros por meios remotos na visão de especialistas: os avanços da nova regulamentação Apresentadores: Raphael Araujo, sócio-diretor da Accenture Mauricio Ferreira Agudo Romão, diretor de Produtos e Serviços Verticais da Telefônica Brasil S.A.
16:00 – PAINEL IV – Canais de distribuição: as novas perspectivas para o mercado Apresentadores: Claudemir Alledo, diretor da Unidade de Canais Parceiros do Banco do Brasil José Antonio Rodrigues, diretor do Grupo Riachuelo Rubens Nogueira, presidente da Classic Corretora de Seguros/Brasil Insurance
16:45 – Encerramento
A Caixa Seguros alcançou neste mês o número de 20 milhões de bilhetes vendidos nos ramos de vida e residencial. O mais procurado é também o mais antigo do mercado: o que oferece cobertura de assistentes pessoais, disponível desde 1995. Outro produto de destaque é seguro com assistência funeral – que vem ocupando espaço no planejamento das famílias integrantes da nova classe média brasileira – nos primeiros sete meses de 2012, foram vendidas mais de 100 mil apólices, número duas vezes maior do que o obtido ano passado.
“Há uma forte tendência na popularização dos seguros, que pode se fortalecer ainda mais a partir da regulamentação dos novos microsseguros”, explica o presidente do Grupo CAIXA SEGUROS, Thierry Claudon. “Para nós, esse trabalho já está em andamento há anos, pois o foco nos segmentos mais populares sempre esteve no DNA da companhia”, comenta em comunicado distribuído pelo grupo.
Os seguros populares baseiam-se em três pilares: preço baixo, ampla rede de distribuição e processo de venda simplificado. “A Caixa Seguros atende a todos esses requisitos, com preços mensais equivalentes a R$ 2,50, 60 mil pontos de venda e processos simplificados que permitem a aquisição de uma apólice em questão de segundos”, explica a diretora de Vida da Caixa Seguros, Rosana Techima, na nota.
A executiva, que representa a companhia na discussão dos microsseguros, ressalta a importância socioeconômica do produto: “Em famílias com rendas mais baixas, uma eventualidade pode ter um efeito financeiro em cadeia e envolver parentes, pequenos comerciantes e até vizinhos”, explica Rosana. Segundo ela, a população já percebeu que é preciso estar pronta para imprevistos. “Só em indenizações, esses produtos populares já distribuíram R$ 75 milhões”.
Outra característica dos produtos que atraem os consumidores é a grande oferta de benefícios acoplados, que vão desde sorteios de prêmios em dinheiro a assistências, como funeral, domésticos (como encanadores e eletricistas), recolocação profissional, assistência viagem e planos de medicamentos. “O mercado já percebeu que os consumidores querem proteção, mas precisam dos benefícios para usufruir em vida”, conclui Rosana Techima.
A corretora Flow CCTVM inicia nesta segunda-feira a cobertura do setor de seguros no Brasil. Os analistas da corretora Flow examinaram o atual cenário do setor e o desempenho das seguradoras, atribuindo recomendação de compra para Porto Seguro e neutra para SulAmérica. Segundo eles, após vários meses de competição acirrada, o ciclo de aumento de preços dos seguros de automóveis está começando, o que deverá permitir a retomada da rentabilidade das empresas do setor.
Como 72% da receita da Porto Seguro é proveniente do segmento de automóveis, os analistas da Flow consideram o momento favorável à compra de ações da companhia. Já a SulAmérica deriva 66% de sua receita da área de saúde. Em geral, o panorama cíclico para seguros de automóveis está começando a melhorar. Com as taxas de juros mais baixas, os resultados financeiros das seguradoras deverão ser afetados, forçando todas as seguradoras de automóveis a aumentar os preços e melhorar os resultados operacionais para recompor rentabilidade, arrefecendo as pressões competitivas de precificação. Neste cenário, a Porto Seguro deverá se beneficiar: além de acompanhar o aumento de preços, a empresa poderá ganhar mercado de outras seguradoras, principalmente daquelas que oferecem menos qualidade de serviço ou têm uma marca com menos força.
Além dos segmentos de automóveis e saúde, existem outros produtos com boa dinâmica no setor, como vida, residencial e prestamista, acreditam os analistas da corretora Flow. Esses produtos apresentam baixa sinistralidade e, portanto, bons retornos. Produtos de seguros que necessitam de pouco consumo de capital alocado também são rentáveis, como previdência e capitalização. No entanto, esses produtos de alta rentabilidade geralmente são distribuídos pelas seguradoras cativas dos grandes bancos, como Bradesco, Itaú e Banco do Brasil. Isso ocorre devido à grande sinergia na rede de agências dos bancos e à potencial alavancagem de vendas sobre a grande base de clientes.
A corretora Flow conta com uma área de análise de empresas altamente qualificada e especializada. A corretora é uma das dez maiores da BM&FBovespa e atua no mercado de ações e câmbio. Opera também na intermediação de negócios com títulos públicos, negociados no sistema Selic, e privados, registrados na Cetip.
Para mais informações sobre a cobertura do setor de seguros, a corretora Flow CCTVM conta com os analistas Eduardo Nishio, Felipe Salomão e Pedro Zabeu.
A Porto Seguro apresentou lucro líquido de R$ 143 milhões no segundo trimestre de 2012, alta de 40 % em relação ao mesmo período de 2011. As receitas totais cresceram 13%, para R$ 2,7 bilhões, impulsionado principalmente pelo desempenho dos produtos Auto da marca Itaú (+12%) e da Azul (+16%). Boa parte do incremento do valor das vendas veio do reajuste de preços, segundo comunicado do grupo. O resultado financeiro avançou 26% no trimestre em comparação ao mesmo período de 2011, para R$ 231 milhões. Os prêmios ganhos aumentaram 10%, para R$ 2,2 bilhões e o índice de sinistralidade apresentou queda de um ponto percentual, passando de 61,6% para 60,3%.
Veja o comunicado oficial
No segundo trimestre de 2012 crescemos 13% nas receitas totais, principalmente impusionados pelo desempenho dos produtos Auto da marca Itaú (+12%) e da Azul (+16%), grande parte em função dos reajuste de preços necessários para contemplar o cenário atual. No produto Saúde os prêmios auferidos subiram mais de 18%, resultado do desempenho de pequenas e médias empresas e do produto Odontológico. No segmento Patrimonial, as vendas dos produtos de Residência foram superiores a 19%, dando continuidade a tendência de crescimento. Também crescemos significativamente em outros negócios (não seguros), em particular a receita com operações de crédito aumentou quase 60%, devido ao crescimento do faturamento e carteira do cartão de crédito.
O lucro do trimestre sem os efeitos do intangível cresceu 40% (2T12 x 2T11), atingindo R$ 143 milhões, a despeito da queda do CDI médio no período (2,1% no 2T12 vs. 2,6% no 2T11). O retorno sobre o patrimônio alcançou 14,5%, 3 p.p. maior, principalmente em função do desempenho do resultado financeiro, que atingiu 128% do CDI (ex Previdência), contribuindo com R$231 milhões (+26%). Neste contexto, nossa estratégia de alocação de ativos financeiros funcionou compensando parcialmente a queda nos juros, através de posições pré-fixadas, em juro real e inflação.
O desempenho operacional foi impactado pelo aumento da sinistralidade total, principalmente do produto Auto da marca Porto (56,6% no 2T12 e 53,3% no 2T11), explicado pelo aumento da frequencia de furto e roubo no país, sobretudo na cidade de São Paulo. Reajustamos os preços, adequamos as regras de subsrição de riscos, intensificamos as instalações de rastreadores de veículos com o objetivo de conter o aumento da sinistralidade. De fato, a sinistralidade no 2T12 já apresenta redução (vs 1T12).
Por outro lado, o indíce de despesas administrativas de seguros reduziu 1,8 p.p., resultado dos nossos esforços para melhorar a eficiência operacional. Entendemos que o aprimoramento de processos e investimentos em tecnologia são fundamentais para a competividade e a diferenciação da Empresa.
Também inauguramos 9 centros médicos, 7 centros automotivos (CAPS), 5 centros de atendimento rápido de sinistro (CARS) e lançamos novos produtos. Destes destacamos o plano empresarial de saúde da operadora PortoMed; o produto Porto Seguro Auto Sênior para pessoas a partir de 60 anos; o Alarmes Monitorados Pós Pago, produto inovador que cobra do cliente somente quando utilizado. Adicionalmente, lançamos o negócio Porto Seguro Serviços Avulsos, que permite a qualquer cliente, mesmo sem ter seguro na Companhia, a contratação de serviços para veículos, residências e pets, incluindo serviços de conveniência, como serviços de portador(PortoBoy), inspeção veicular com motorista, leva e traz para revisão de carros, instalação de ornamentos decorativos entre outros.
Nesse trimestre ganhamos o prêmio de empresa mais amada pelos consumidores, publicado pela revista Consumidor Moderno e realizado pela Shopper Experience, fato que nos orgulha e que reflete nosso compromisso com a excelência de atendimento aos nossos clientes.
Assim, estamos otimistas e investindo no potencial do mercado brasileiro, acreditando na nossa capacidade de oferta de produtos e serviços com qualidade, sempre alicerçados na parceria com nossos corretores de seguros, funcionários, prestadores de serviços e acionistas.
A BNP Paribas Cardif do Brasil, subsidiária do BNP Paribas Cardif, braço segurador do BNP Paribas, anuncia mudança na sua estrutura organizacional. Adriano Romano assume como novo presidente e CEO da companhia no Brasil em substituição a Alexandre Boccia, que passa a ser o novo head da BNP Paribas Cardif na Península Ibérica (Espanha e Portugal). “Nossa história no Brasil é de crescimento, ritmo, energia, criatividade e inovação. Assim somos e assim seguiremos.
Somos absolutamente comprometidos com nossos valores, nossa cultura, nosso ambiente; gostamos de trabalhar aqui e temos orgulho da empresa que fomos capazes de criar”, destaca Romano. “Temos grandes expectativas e objetivos para o futuro e assumimos com prazer essa responsabilidade.”, completa.
Adriano Romano está na companhia desde janeiro de 2007, quando assumiu a vice-presidência. Desde o ano passado, acumulava também o cargo de diretor de Desenvolvimento de Negócios Individuais para a Cardif América Latina. Em 2010, tornou-se presidente da Cardif Capitalização, uma das quatro empresas da BNP Paribas Cardif do Brasil – que também conta com a Cardif Vida, Cardif Garantias e LuizaSeg (joint-venture formada com o Magazine Luiza).
Graduado em Administração de empresas e Ciências Atuariais pela PUC-SP, o executivo também possui MBA pelo Instituto de Empresa de Madrid-Espanha. Anteriormente, ocupou diversos cargos de direção no Brasil e no exterior, nas Seguradoras Cigna e ACE.
A participação do ex-dono da seguradora Atlântica Boavista e criador do banco Icatu foi o responsável pela introdução do patrocínio corporativo aos atletas brasileiros. Também pela autorização do então ministro Delfim Netto para bancos poderem controlar seguradoras e atuarem juntos. Bela matéria da revista. Melhor ler no site, pois tem as fotos que ilustram a reportagem (http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/91742_AS+AVENTURAS+OLIMPICAS+DE+BRAGUINHA). Mas quem estiver com pressa pode ler aqui mesmo.
As aventuras olímpicas de Braguinha
Primeiro e maior mecenas do esporte no país, o ex-dono da seguradora Atlântica Boavista e criador do banco Icatu foi o responsável pela introdução do patrocínio corporativo aos atletas brasileiros.
Por Luiz Fernando SÁ, enviado especial a Londres
A televisão está ligada na suíte do nono andar do sofisticado Hotel Savoy, tradicional ponto de encontro da nobreza em Londres. As cortinas fechadas protegem o ambiente da luz de um raro dia ensolarado na capital inglesa. “Com o reflexo, não consigo enxergar a tevê”, explica o hóspede. Na tela, uma transmissão da BBC com as eliminatórias da competição olímpica de levantamento de peso. Sentado em uma poltrona de frente para o aparelho, Antonio Carlos de Almeida Braga, o paulista mais carioca do Brasil, exercita um dos maiores prazeres de sua vida. Para onde houver esporte, estarão voltados os olhos desse empresário que deixou seu nome marcado na história das finanças do Brasil.
Sonho dourado: Braguinha esteve em todas as Olimpíadas
desde 1972, em Munique. Agora, aos 86 anos, quer estar
nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016.
Horas mais tarde, naquela segunda-feira 30 de julho, ele estava sob o sol nas tribunas da arena do vôlei de praia, montada na Horses Guard Parade, torcendo pela dupla brasileira Juliana e Larissa. Encerrado o jogo, correu para a Earls Court, sede dos jogos de vôlei de quadra, onde as meninas da seleção nacional perderam para as americanas. Braguinha, como é conhecido desde os tempos em que dava as cartas no setor de seguros no País, saiu de lá chateado. “Nunca vi errarem tanto saque”, disse. “Podíamos ter endurecido o jogo.” Essa será a rotina de Braguinha até o domingo 12, quando a Olimpíada de Londres chega ao seu final. Esporte pela tevê de manhã; ao vivo, à tarde, em pelo menos duas competições. Ele não se cansa. Tem sido assim há décadas.
O homem não perde uma Copa do Mundo desde 1950 e foi a todos os Jogos Olímpicos desde 1972, em Munique. Viaja o mundo seguindo os circuitos internacionais de tênis (tem seu próprio camarote em Roland Garros, em Paris) e de Fórmula 1, duas de suas maiores paixões. Não seria exagero dizer que se trata do maior torcedor da história do esporte nacional. Só não se trata de uma inteira verdade porque um simples torcedor não investe tanto dinheiro como ele na sua paixão. Braguinha sempre o fez – e ainda faz. Com isso, tornou-se o maior mecenas do esporte brasileiro em todos os tempos. E mais: foi o grande responsável pela introdução do patrocínio corporativo às modalidades esportivas, usando não apenas seus recursos, mas a influência, a capacidade de articulação e o círculo de amizades que vai de Pelé e Bernardinho a Lázaro Brandão e Gustavo Kuerten.
Foi também amigo do tricampeão de F1, Ayrton Senna. Por isso, em Londres, como em qualquer lugar do mundo onde se encontre, é festejado por dirigentes e atletas. Circula com uma credencial fornecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro, presidido por seu amigo Carlos Arthur Nuzman, com quem divide o mérito de ter transformado o vôlei nacional em uma potência global. Mesmo com alguma dificuldade para caminhar, em função de uma cirurgia no joelho feita no ano passado, ele mantém o fôlego. “Até hoje nado todo dia”, diz. “Em todo lugar que fico tem de haver uma piscina aquecida.” Um dos responsáveis pela consolidação do mercado nacional de seguros, ele começou comprando pequenas companhias e reuniu-as sob o nome de Atlântica Boavista, uma das maiores do setor, nos anos 1970.
No início da década seguinte, vendeu-a ao Bradesco, cujo conselho de administração passou a presidir, na condição de um dos maiores acionistas individuais. Deixou o banco da Cidade de Deus em 1986 e criou o Icatu, grife dos investimentos sediada no Rio de Janeiro. Mas não esquentou a cadeira lá. Deixou o comando nas mãos da filha Kati de Almeida Braga e foi fazer o que mais gosta: viver junto ao esporte. Aos 86 anos, recém-completados, ele torcepara realizar um último sonho, conforme contou nesta rara entrevista, concedida à DINHEIRO: estar na arquibancada na Olimpíada do Rio de Janeiro.
Promessa: o golfista Felipe Navarro é seu atual protegido. “Ele é um fenômeno da natureza”.
Quando foi que o sr. decidiu investir seu dinheiro no patrocínio do esporte?
Tudo começou em 1980, quando fui à Olimpíada de Moscou. O Brasil foi quinto colocado no vôlei masculino. Na saída do jogo encontrei com o Nuzman (na época presidente da Confederação Brasileira de Voleibol) e perguntei: “O que precisamos fazer para segurar os jogadores no Brasil?” Ele me disse que precisávamos criar um time forte. Como não havia dinheiro no vôlei nacional, todos iriam embora, jogar nos campeonatos da Europa, principalmente na Itália e nos Estados Unidos.
O que o sr. fez então?
Na volta ao Brasil, comecei a patrocinar o time de vôlei do Fluminense. Na camisa do clube apareceu pela primeira vez o nome da Atlântica, que era a minha seguradora na época. Depois é que virou Atlântica Boavista. O interessante é que na ocasião a iniciativa não foi bem-aceita pelas emissoras de tevê. A Globo punha uma tarja preta em cima do nome do patrocinador. Eu encontrei com o Roberto Marinho, que era um grande amigo, e disse brincando: “Você vai ver que ainda vou fazer um time com o nome da empresa e você vai ter que mostrar.” Foi o que fiz, tempos depois, e aí começou a sair tudo direitinho. Nessa altura eu já tinha certeza de que daria certo, porque via como as empresas dos Estados Unidos aproveitavam o esporte para fazer publicidade.
Quando o sr. vendeu a Atlântica Boavista para o Bradesco, o banco manteve sua filosofia de patrocinar o esporte?
Eu vendi a empresa e passei a fazer parte do conselho de administração do Bradesco, que manteve tudo como estava antes. Mas havia um fato curioso. O Amador Aguiar (fundador e então presidente do banco, já falecido) era o único que torcia pelo time da Atlântica Boavista. Os outros da diretoria que eram paulistas torciam pelos times de São Paulo, como a Pirelli.
Bernardinho: amigo desde a época da Atlântica Boavista.
“Ele ainda faz a maior onda comigo”.
Todos os times paulistas, inclusive o da Pirelli, são posteriores ao da Atlântica…
Sim, são posteriores. Até porque fui eu que consegui, na época, fazer com que o Conselho Nacional de Desportos mudasse a lei para permitir que empresas entrassem no esporte e criassem seus times. Antes disso, apenas os clubes é que podiam fazer.
Os seus concorrentes também o seguiram e investiram em patrocínio?
Esse é outro fato curioso. A Sul América, que era meu maior concorrente, fazia um campeonato de tênis na Bahia. Eu sempre adorei tênis, tenho até mesmo um camarote em Roland Garros, para onde vou todo ano. Quando viu que o meu investimento estava dando certo, o Leonildo Ribeiro, que era presidente da Sul América e meu amigo, me fez uma proposta: “Sr. Braga, o sr. fica com todos os outros esportes, mas o tênis fica comigo, certo?” Então fizemos uma divisão do esporte. Também a Previdência mais tarde usou o Bernard (uma das estrelas da seleção brasileira de vôlei nos anos 1980) como garoto-propaganda numa campanha em que distribuía prêmios para os clientes. Ele tinha aquele saque “jornada nas estrelas” que era algo excepcional.
Aquela geração do vôlei ajudou muito no marketing ao criar jogadas que ficaram mundialmente famosas.
Eles deram muita visibilidade para o vôlei e para quem investia neles. Eram especiais não apenas na quadra. Veja o Bernardinho, que hoje é o técnico mais premiado do vôlei mundial. Ele era o levantador da Atlântica e até hoje somos amicíssimos. Ainda ontem (domingo, 29 de julho) fui assistir ao jogo do Brasil contra a Tunísia e ele fez a maior onda comigo. É um rapaz espetacular.
O seu modelo de patrocínio era o americano?
Era uma forma abrasileirada do modelo americano. Mas eu fiz coisas até antes disso que eram completamente malucas.
Joaquim Cruz: o medalhista olímpico recusou presente em dinheiro.
“Dr. Braga, estou bem de vida”.
Por exemplo…
Eu gostava muito do Emerson Fittipaldi (piloto brasileiro bicampeão mundial de Fórmula 1, nos anos 1970). Um dia resolvi que podia ajudá-lo. Fui para São Paulo para uma reunião no Bradesco, em São Paulo, na segunda-feira, mas ainda no domingo decidi procurar por ele. Não o conhecia, mas descobri onde era a casa dele e toquei a campainha. Ele me atendeu e eu disse: “Eu vim aqui para te ajudar.” Nunca antes nenhuma companhia de seguros havia patrocinado qualquer coisa com corrida, que é um esporte associado a risco. Então, no início, eu ajudava com dinheiro, mas sem poder aproveitar, porque preferia não expor minha marca em corridas.
O sr. não pediu nada em troca?
Não pedi, mas fiquei procurando uma forma de obter retorno. Um dia, descobri que poderia usar a boa imagem do Fittipaldi em um filmezinho de dois ou três minutos em que ele dizia: “Quando eu ando na cidade, dirijo dessa maneira. Na estrada, dirijo dessa maneira. Na corrida é dessa maneira. Uma coisa é correr na pista. Na cidade é preciso dirigir com mais cuidado.” Acabou sendo um negócio muito interessante e inovador. Hoje em dia, a Allianz, que é a maior seguradora da Europa e da qual fui o único brasileiro a ser diretor, é uma das principais patrocinadoras da Fórmula 1. Só se vê Allianz nas corridas.
Do ponto de vista do negócio, e não do seu amor pelo esporte, os investimentos valeram à pena?
Foram a melhor coisa para tornar as marcas conhecidas. Eu, modéstia à parte, fiz algumas coisas na minha vida de empresário. Comprei 30 companhias de seguro, ajudei a limpar o mercado brasileiro. Naquele tempo havia cento e tantas seguradoras. O Delfim Netto, que era o ministro da Fazenda, me chamou e disse: “Braga, eu quero fazer nossa economia ser como a japonesa, com grupos fortes em setores estratégicos. Então preciso diminuir o número de companhias.” E disse que cada um que comprasse três companhias pequenas e juntasse numa só ganharia uma carta-patente para operar no mercado. Eu, de 30, fiz dez. Teve até uma briga grande porque, nessa mesma altura, eu fiz a sociedade com o Bradesco, para vender seguros pela rede do banco. Isso era proibido, mas também consegui que a lei fosse mudada. Quando fomos ao Delfim falar sobre esse assunto ele fechou a porta com a chave. E, como era brincalhão, falou: “Eu vou dizer uma coisa para vocês, mas para evitar que saiam correndo e não me escutem até o final, achei melhor trancar a porta.” Então ele nos disse que iria permitir que seguradoras e bancos trabalhassem juntos.
Gustavo Kuerten: ao lado do tricampeão de Roland Garros, onde tem um camarote cativo.
Desde quando o sr. frequenta os grandes eventos esportivos?
Vou a todas as Olimpíadas, desde Munique, em 1972. Nas de inverno, só faltei duas. Nas Copas do Mundo, fui a todas, desde 1950, sem exceção. Fiquei amicíssimo do João Havelange (ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol e da Fifa), que era um dos meus vice-presidentes na seguradora. O escritório da Fifa no Brasil, durante um tempo, funcionou num andar meu, num prédio na rua Pio X, no Rio de Janeiro. Eu dava de graça para a Fifa. O João agora teve seus problemas, mas sempre foi um sujeito excepcional. Ele está sendo muito criticado, mas é preciso lembrar que foi ele que elevou o futebol à posição que ocupa hoje no mundo. Ele construiu a Fifa. No tempo dos ingleses, aquilo era muito limitado. E a Fifa pagava tudo para os ingleses. O Stanley Rous, que veio antes dele, tinha casa, empregados, tudo pago pela Fifa.
Como o sr. analisa esses problemas de corrupção no esporte? Não deveria haver mecanismos mais claros de governança em grandes entidades, como a Fifa e o Comitê Olímpico Internacional?
Eu nunca me dediquei a pensar muito sobre isso, mas não há dúvidas de que alguma coisa está errada.
O sr. acompanha de perto a organização da Rio-2016? Com a experiência de quem foi a tantas Olimpíadas, já foi consultado pelos organizadores?
Eles me fizeram uma série de homenagens, mas não me envolvi com nada. Quando surgiu pela primeira vez a ideia de lançar a candidatura brasileira para sediar a Olimpíada, nem me lembro há quanto tempo, me chamaram para ser o presidente do comitê organizador. Disse que não queria ser o presidente, mas concordava em ajudar. Puseram o Rafael de Almeida Magalhães (ex-ministro da Previdência, falecido em 2011), que trabalhou comigo. Fiquei algum tempo no grupo, mas saí porque percebi que muita gente estava ali só para tirar vantagem. Logo depois encontrei um amigo meu, riquíssimo, que estava também no comitê e comentei: “Só nós dois é que estamos nisso como amadores, por gostar do esporte, por querer ajudar.” Ele me disse: “Braga, você está enganado. Eu estou aqui porque quero fazer o trem-bala, estou aqui para ganhar dinheiro”.
Quem era ele?
Prefiro não revelar, ainda é meu amigo e gosto muito dele.
Trio de ouro: Braguinha (à esq.) com Amador Aguiar e Lázaro Brandão,
na época da fusão com o Bradesco.
De todas as Olimpíadas a que o sr. assistiu, qual o momento que julga mais emocionante?
Tive vários momentos incríveis, como o primeiro ouro do vôlei, em Barcelona, em 1992. Me lembro também daquele rapaz que ganhou do Coe (Sebastian Coe, ex-recordista mundial dos 1.500 metros rasos e atual presidente do Comitê Organizador das Olimpíadas de Londres), em Los Angeles, em 1984.
O Joaquim Cruz…
Exatamente. Muitas vezes, quando acabavam as provas e um brasileiro ganhava medalha, eu ia encontrá-lo e levava US$ 5 mil, US$ 10 mil e dava para ele. Não era por nada não, apenas porque me davam tanta alegria. Então com esse rapaz foi a mesma coisa. Depois da corrida, que foi emocionante, com recorde olímpico, fui até ele e ofereci esse prêmio. Ele me disse: “Dr. Braga, muito obrigado, mas não precisa me dar nada. Eu já estou bem de vida.” Falou tudo de uma maneira muito agradável.
Foi o único que não aceitou sua oferta?
Os outros todos aceitaram. Teve um grande atleta brasileiro, sem citar nomes, que ganhou um bronze em Moscou, mas que muitos diziam que poderia ter sido ouro se não tivesse sido prejudicado pela arbitragem. Eu estava no voo de volta para o Brasil, na primeira classe, e o vi lá no avião. Então o chamei e disse que queria conversar. Falei: “Eu vou te dar um automóvel.” Ele agradeceu muito e voltou lá para trás. Depois de algum tempo veio até mim o técnico dele e disse: “Dr. Braga, automóvel ele já tem, ele quer é uma casa.” Fiquei chateado com aquilo e respondi: “Então ele não vai ganhar nem automóvel nem a casa.”
Ayrton Senna: era frequentador assíduo da casa de Braguinha, em Portugal.
Ou seja, antes mesmo de começar a patrocinar equipes, o sr. já atuava informalmente no apoio ao esporte.
Isso eu sempre fiz. Por exemplo, ajudei até mesmo o Pelé, logo que ele explodiu. Aliás, quando o Pelé fez o milésimo gol, no Maracanã, ele havia passado o dia comigo. Fui ao Delfim com ele, porque ele tinha ganho um automóvel no Exterior, mas naquele tempo não podia trazer para cá de jeito nenhum. Na hora, o Delfim despachou e permitiu que ele trouxesse, já que era um presente e que não se destinava a ser vendido no Brasil.
Houve outros casos em que o sr. ficou arrependido por ter tentado ajudar um atleta?
Tive pouquíssimos arrependimentos. Um deles foi quando comecei a investir em tênis. Aquele meu acordo com a Sul América já não valia mais, porque eles estavam começando a entrar em outros esportes. Por isso, chamei o Paulo da Silva Costa, um amigo que sabia muito de tênis, e o Thomas Koch (ex-tenista brasileiro de sucesso nos anos 1970) para me ajudar a organizar um torneio nos moldes da Taça Davis, com jovens tenistas do Brasil e dos Estados Unidos. Na época, havia um garoto do interior de São Paulo que jogava muito e que poderia ter sido um dos melhores do mundo. E ele ganhou de todos os americanos com facilidade. Passei a apoiar esse garoto e mais alguns juvenis, até que um dia um deles me procurou e disse que deixaria a minha equipe, porque tinha muita droga entre eles. Então eu chamei o Paulo e disse que ia parar, porque não estava ali para patrocinar o vício dos jovens. O pai de um dos tenistas até me procurou para saber por que eu estava deixando de investir. Contei a verdade, inclusive que o filho dele também estava envolvido. No começo ele não aceitou, mas depois foi até ótimo. Ele me pediu desculpas e disse que o fato de eu ter contado o ajudou a consertar a situação. Acabei com a equipe, mas também com o princípio de vício do rapaz.
Ainda hoje o sr. apoia alguns atletas, isoladamente?
Há uns quatro ou cinco que eu ajudo, mas informalmente. Agora eu sou pessoa física, então o que mais faço é abrir portas para os atletas junto a empresários amigos. Não posso mais ficar a vida toda ajudando, então eu dou aquele empurrão e depois a pessoa administra o resto junto ao patrocinador. Agora mesmo estou ajudando um piloto a chegar na Fórmula 1. A própria Globo está procurando um novo nome e tem um rapaz excepcional, o Nicolas Costa, que eu já apresentei para eles.
Londres, 2012: Braguinha não perde a chance de assistir ao vivo aos jogos com os atletas que admira.
O sr. mantém ligação com o vôlei?
Não, diretamente não. Há um caso, digamos, indireto. A Isabel (ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei nos anos 1980) me pediu ajuda para suas filhas, Maria Clara e Carolina, que são jogadoras de vôlei de praia. Respondi que podia dar um pouco, mas que uma coisa grande não poderia. Mas a levei ao Xandy Negrão, que é piloto e tinha uma indústria de medicamentos (a Medley, vendida em 2009 para o grupo francês Sanofi-Aventis). Ele virou o patrocinador das duas garotas e depois do Pedro, outro filho de Isabel e também jogador de vôlei de praia. Quando o Xandy vendeu a empresa, o patrocínio foi cortado. Então eu falei com o Eike Batista, que nunca tinha se metido em esporte. Disse: “Essas garotas são lindas e podem dar muito certo”. Na hora ele fez um contrato com elas. E a Isabel tinha falado comigo, mas esquecido do Pedro. Quando ela foi falar com o Eike para agradecer, acabou conseguindo patrocínio para o Pedro também. Tem um caso agora interessante que é o Felipe Navarro, jogador de golfe. É um fenômeno da natureza, tem 21 anos. Esse eu estou ajudando totalmente. Também arranjei para ele fazer um contrato com o Eike, mas até agora sou só eu. Ele vai ser grande.
O que o sr. gostaria de ver no esporte que ainda não viu?
Um sonho é a Olimpíada, no Brasil. Se eu chegar até lá, vou realizá-lo.
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