Icatu Seguros mira nas pequenas e médias empresas

Pessoal, coloco alguns releases só para registrar a informação e assim que tiver um tempinho volto para fazer uma matéria mais abrangente do assunto. Sorry, mas tenho muitas entrevistas e matérias para escrever essa semana. Estou na luta desde às 5h30 hoje e só devo parar umas 2 da matina para cumprir prazos de editores.

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De olho em um mercado que representa cerca de 98% das empresas em operação no Brasil e que deve crescer mais de 50% até 2015, a Icatu Seguros lança esse mês a família de produtos Contrate Fácil, focada nas pequenas e médias empresas. O Contrate Fácil engloba produtos de Seguros de Vida e de Previdência para atender empresas de 3 a 499 funcionários.

“Com um mercado cada vez mais competitivo, é imprescindível que as empresas de pequeno e médio porte busquem se diferenciar para atrair e reter talentos. Uma das formas é oferecendo ou ampliando o pacote de benefícios aos seus empregados. A previdência complementar, por exemplo, já é oferecida por cerca de 70% das grandes empresas” – afirma Aura Rebelo, diretora de Produtos e Marketing da Icatu Seguros

A executiva comenta que o Contrate Fácil foi desenvolvido para facilitar e simplificar o processo de contratação e manutenção desses produtos pelas PMEs, facilitando, também, a venda por parte do corretor. No ramo de Vida, compõem o portfólio do Contrate Fácil produtos com diversas opções de coberturas e assistências. Em Previdência, Contrate Fácil permite que a empresa escolha o plano ideal conforme seu perfil.

Resseguradoras locais detém 53% do mercado até abril, afirma Terra Brasis

A Terra Brasis, resseguradora local que aguarda autorização da Susep para atuar, divulgou um report sobre resseguros hoje. Durante os quatro primeiros meses de 2012, o mercado segurador brasileiro gerou R$ 1,93 bi de prêmio de resseguros, bruto de comissão, volume similar ao ano anterior. Deste total perto de 53% foi colocado em Resseguradores Locais.

• A falta de uniformidade na contabilização dos prêmios emitidos pelas Resseguradoras Locais permanece. Na Demonstração de Resultados, dentro da rubrica “Prêmios Emitidos” aparece um novo item, “prêmio – riscos vigentes não emitidos”, com significativa importância. Provavelmente representa o volume estimado de prêmios de tratados proporcionais cujas contas técnicas ainda não foram recebidas.

• Foi feita uma análise de sazonalidade para as estimativas de fluxo anual de prêmios de resseguro. Foi estimado para 2012 um volume de R$ 6,2 bi em prêmios de resseguros cedidos por cedentes brasileiras, um crescimento de 5,0% em relação a 2011. Destes, R$ 4,3 bi deverão ser direcionados a Resseguradoras Locais, um crescimento de 10,4% relativo a 2011.

• O lucro líquido das Resseguradoras Locais apresentou crescimento expressivo. O retorno sobre o capital apresenta recuperação, mesmo após a entrada massiva de recursos no mercado local de resseguros.

Este relatório esta disponível na nossa página da internet www.terrabrasis.com.br

Zurich – O desafio de reter talentos

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Como parte da programação exclusiva que a Zurich Seguros levou para o 38º CONARH-ABRH (Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas), a seguradora levou o jornalista Gilberto Dimenstein, colunista da Folha de S. Paulo e idealizador do Portal Catraca Livre, para proferir uma palestra sobre “aposentadoria da vida”. A consultora de negócios Béia Carvalho falou sobre inovação, enquanto o filósofo Mario Sérgio Cortella trouxe à discussão o fato de “Não nascemos prontos”. Para fechar o ciclo de palestras, a Zurich Seguros tratou de um assunto bastante comentado dentro dos departamentos de Recursos Humanos e de Gestão de Pessoas das grandes organizações: “orgulho como fator de resultados das empresas”. Este assunto foi abordado pelo administrador Mauro Mercadante, e também sócio-diretor do LAB SSJ, consultoria dedicada à construção de soluções de aprendizagem que possam alavancar a excelência profissional nos mercados.

Gilberto Dimenstein fez sua palestra para o auditório lotado. Seu tema “aposentadoria da vida” foi debatido de maneira fácil e atrativa. O jornalista trouxe exemplos particulares, além de outros famosos com idade avançada e vida ativa. Segundo ele, esperar a aposentadoria é esperar a morte. “Você deve planejar a aposentadoria só por um motivo: para não se aposentar. Porque a pior coisa do mundo é você fazer a vida esperando este momento. Isso não é projeto de vida. Ninguém vai te aguentar”, disse Dimenstein.

Após sua palestra, o colunista da Folha de S. Paulo visitou o estande da Zurich Seguros para conversar com visitantes e espectadores de sua apresentação. “Aposentadoria para mim pode ser a melhor versão do meu eu. Nela, posso falar não para tudo que me desagrada e fazer só o que me faz bem. Todos devem pensar assim e não ficar esperando por ela”, comentou o jornalista.

Assim como Gilberto Dimenstein, o filósofo Mario Sérgio Cortella teve as 140 cadeiras do auditório preenchidas. “Não nascemos prontos”. “Heráclito [filósofo grego] já dizia que a única coisa permanente é a mudança”, citou Cortella, no início da palestra. “Homens e mulheres, vocês têm que ter consciência de sua incompletude”, disse o professor da PUC-SP. Para Cortella, é necessário evoluir, que, em grego, significa mudança.

Béia Carvalho, sócia e consultora da empresa 5 Years From Now, falou sobre inovação. “A receita para inovar é voltar-se para o futuro e mergulhar numa tendência. Uma das tendências é a longevidade. Cada tendência cria oportunidades de negócios”, afirmou Béia. A consultora de negócios lembrou que, nesse contexto, é possível pensar na criação de uma agência de viagens, na elaboração de revistas especializadas em roupas e sapatos para a 4ª idade.

No último dia do evento, foi a vez de Mauro Mercadante apresentar o tema “O Desafio da Retenção de talentos”. O administrador trouxe uma pergunta, que hoje é estudo dentro de grandes empresas. “O que é orgulho?”, “Por quê orgulho?”. Todas as pessoas têm orgulho, e segundo ele, este pode ser o ponto exato para conseguir entender o baixo ou alto rendimento de uma empresa.

O orgulho para Mercadante está ligado a engajamento. Segundo a Pesquisa Gallup Employee Engagement Index, realizada em 2009 com 42 mil pessoas, 67% dos profissionais não estão felizes com o que fazem. Isso, para Mercadante, tem relação com a falta de conexão das pessoas com empresas em que o desempenho não é apoiado nem reconhecido. “O engajamento é um indicador consciente de performance individual e resultados. Todas as empresas precisam dele”, disse Mercadante.

“Trazer informações e oportunidades de ouvir especialistas sobre assuntos que estão na mente dos profissionais de RH e é essencial para o seu dia a dia. É assim, planejamento futuro, que a Zurich pretende agregar valor”, enfatiza Mauricio Amaral, vice-presidente de Vida & Previdência Corporativa da Zurich Seguros, que comemora a participação de quase 600 espectadores durante os quatro dias de palestras, que foram oferecidas, gratuitamente, pela Zurich Seguros, multinacional de origem suíça e que já está presente no Brasil há mais de 30 anos.

“Sabemos da importância em investir em pessoas. A experiência acumulada nos permite dizer que conceder altos salários não é a única, nem a melhor, forma de reter funcionários e conquistar novas aquisições para as empresas. É preciso cativar, incentivar, reconhecer as atividades do presente, mas com a atenção redobrada para situações do futuro dessas pessoas, quando elas não mais estiverem ativas no mercado de trabalho”, comentou o Moisés Correia da Silva, diretor de Recursos Humanos da Zurich Seguros.

Generali em saúde? A conferir

Uma fonte me contou hoje que a Generali deverá anunciar nos próximos dias o retorno ao seguro saúde. Ela irá alugar a rede da Gama Saúde (Grupo Tempo). O líder do projeto, Valter Hime, já está montando as equipes da nova operação que deverá ter o seu QG em São Paulo. Será? Vamos checar!

Itaú ressalta importância da proteção em nova campanha

Enquanto filósofos debatem o ser e ter, as seguradoras abusam do “ter” para “ser”em rentáveis. Depois do sucesso da campanha da Bradesco Seguros “melhor ter”, a Itaú surge com “Você é importante demais para não ter”

Segue release da Itaú Seguros

Sob o mote “Você é importante demais para não ter”, o Itaú lança sua nova campanha de marketing para seguro de vida. Assinada pela DM9DDB, a campanha é parte de um grande trabalho que vem sendo feito pela seguradora com o objetivo de mudar a visão das pessoas sobre seguros e conscientizá-las sobre a importância da proteção.

Uma família real, com pai, mãe e três filhos, protagoniza a campanha, o que dá veracidade às cenas mostradas, que remetem ao dia a dia e a registros de momentos importantes da família. No ano passado, os protagonistas da campanha também eram pai e filha na vida real. Toda a comunicação é permeada por tons emocionais, dando sequência a um trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Itaú nos dois últimos anos. A mensagem da campanha é dirigida especialmente aos pais, que se preocupam em proporcionar o melhor a seus filhos e, nesse sentido, precisam também preparar o futuro caso não estejam mais presentes.

Enquanto o filme mostra cenas do cotidiano da família, o narrador fala: “Eles chegam tão frágeis e indefesos que nos partem o coração. E nós os aquecemos, alimentamos, entregamos nosso amor e nossa liberdade para que eles um dia sigam seu caminho. Damos tudo sem querer nada em troca. E nada na vida terá sido mais recompensador. Seguro de vida Itaú: você é importante demais para não ter”.

“Às vezes nos empenhamos tanto em proteger nossa família que acabamos só pensando no agora e deixamos coisas muito importantes de lado. Esta campanha tem a intenção de mostrar às pessoas que o seguro de vida é algo tão indispensável como manter os filhos na escola ou ter um plano de saúde para eles. É um dos principais atos de proteção e amor que os pais podem fazer pelos seus filhos”, afirma Cristiane Magalhães, diretora de Marketing de Negócios do Itaú Unibanco.

A campanha será composta por filmes para cinema e TV, canais abertos e fechados, mídia impressa, on-line, spot de rádio e merchandising nas agências.

Agenda: 3ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros e Ouvidoria

Segue programa do evento, copiado do site da CNseg

3ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros e Ouvidoria

11 e 12 de setembro de 2012,
Hotel Sheraton WTC, São Paulo

1º Dia – Terça

8h30 – Credenciamento e café

9h – Abertura do Evento

Jorge Hilário Gouvêa Vieira, Presidente da CNseg
Solange Beatriz Palheiro Mendes, Diretora Executiva da CNseg
– Exibição do filme sobre a evolução das Relações de Consumo nos últimos 22 anos
– Apresentação dos Pontos-Chave

– Apresentação do Jogo Caminhoneiro Estou Seguro (filme)

9h30 Palestra: CDC – 21 anos depois: atualidade ou atualização?

Ricardo Morishita Wada, Professor de Responsabilidade Civil e Direito do Consumidor na graduação da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas/RJ

10h15 Palestra: Ética, Consumo e Sustentabilidade

Moderador: Pedro Bulcão, Presidente do Conselho de Ética da CNseg
Palestrante:
Hélio Mattar, Presidente da AKATU

11h Intervalo para café

11h30 Painel 1 – Nós na Rede e Microsseguro

Moderador: Eugênio Liberatori Velasques, Presidente da Comissão de Microsseguros e Seguros Populares da CNseg
Painelista: Daniel Domeneghetti, Diretor da DOM Strategy Partners

12h30 Almoço

14h Talk Show – Consumidor Consciente
(Votação Eletrônica)

Moderador: Caco Barcellos, Jornalista, repórter de televisão e escritor
Participantes: Marco Antônio da Silva Barros, Presidente da Federação Nacional de Capitalização – FenaCap
Marcio Serôa de A. Coriolano, Presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar – Fenasaúde
André Longo, Diretor de Gestão da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS
Getúlio Souza Rego, Secretário Geral da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP

15h30 Palestra: Marketing de Relacionamento

Palestrante: Martha Gabriel, Escritora, palestrante internacional, consultora e professora de MBA

16h30 Intervalo para café

17h Painel 2 – Evolução das Relações de Consumo no Mercado Segurador

Moderador:Antônio Penteado Mendonça, Advogado de Seguros e Relações de Consumo
Painelistas: Marco Antonio Rossi, Presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – FenaPrevi
Jayme Garfinkel, Presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais – FenSeg
– Lançamento do Guia de Boas Práticas do Seguro de Garantia Estendida e Assinatura do Termo de Adesão

18h30 Coquetel

2º Dia – Quarta

9h Abertura dos trabalhos

Solange Beatriz Palheiro Mendes, Diretora Executiva da CNseg
– Exibição do filme sobre a evolução das Relações de Consumo nos últimos 22 anos
– Apresentação do Guia de Acesso às Ouvidorias do Mercado Segurador

9h15 Talk Show – Ouvidoria na Estratégia das Empresas

Moderadora: Ângela Crespo, Jornalista Especializada em Defesa do Consumidor e Ouvidoria do Instituto de Pesos e Medidas – IPEM de São Paulo
Palestrantes:Paulo Arthur Lencioni Góes, Diretor Executivo do PROCON
Silas Rivelle Junior, Ouvidor da Seguros Unimed

10h45 Intervalo para café

11h15 Palestra: A evolução das Ouvidorias e as Perspectivas para o Consumidor do Futuro

Moderador: Mario de Almeida Rossi, Presidente Comissão de Ouvidoria da CNseg
Palestrante: Roberto Meir, Publisher & CEO do Grupo Padrão, Revista Consumidor Moderno e Revista CM NOVAREJO

12h10 Palestra: O Papel do Corretor de Seguros no Ambiente Digital

Palestrante: Armando Virgílio Jr. , Presidente da Fenacor
Debatedor: Renato Campos Martins Filho, Diretor Executivo da Escola Nacional de Seguros

12h30 Almoço

14h Painel 3 – Construindo o Futuro em parceria

Moderador: Edson Vismona, Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Ouvidores – ABO
Painelistas: Juliana Pereira da Silva, Secretária Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça
Luiz Antônio Rizzatto Nunes, Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo

15h30 Painel 4 – A visão dos Órgãos Reguladores

Moderador: Luiz Celso Dias Lopes, Presidente da Comissão de Relações de Consumo da CNseg
Painelistas: Marco Antonio Zanellato, Ministério Público de São Paulo, Stael Riani, Ouvidora da ANS, Gabriel Costa, Coordenador do Setor de Atendimento ao Público da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP

16h30 Intervalo para café

17h Painel 5 – Os Novos Consumidores

Palestrante: Ricardo Amorim, Economista, apresentador do Programa Manhattan Connection da GloboNews, Presidente da Ricam Consultoria e Colunista da Revista Isto É

18h Encerramento

Solange Beatriz Palheiro Mendes, Diretora Executiva da CNseg

SulAmérica abre edital para captação de novos parceiros para projetos sociais

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A SulAmérica divulgará, no próximo dia 3 de setembro, o edital para captação de novos parceiros para atuarem em projetos sociais com a companhia. As iniciativas devem englobar ações sociais que atendam as comunidades do Jardim Panorama , Real Parque, Jaguaré, Americana, Aricanduva, Bandeirantes, Santana e Campos Elísios, locais próximos aos endereços das unidades da seguradora, e Jardim Irene II, Grajaú, Lajeado, Jardim Ângela, Jaguaré, Paraisópolis, Jardim Olinda, Vergueirinho, Vitotoma, Santo Eduardo e Haia do Carrão, comunidades atendidas pelo projeto Praças da Paz SulAmérica.

A SulAmérica avaliará as propostas com capacidade de apoio financeiro até o limite de R$ 300 mil. Podem participar da avaliação as organizações não governamentais ou da sociedade civil sem fins lucrativos e organizações formalmente estabelecidas há pelo menos cinco anos. Todos os projetos deverão estar devidamente registrados na Lei do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, no Município de São Paulo.

Serão priorizados os projetos que demonstrem impacto no longo prazo, que sejam concebidos em alianças ou redes com outras organizações do território, que promovam a participação ativa dos jovens e que apresentem descrição das ações planejadas, garantindo a continuidade do projeto após o término do apoio da SulAmérica.

“A SulAmérica acredita na força da iniciativa privada como um importante agente provedor e transformador da sociedade. Como empresa comprometida com o desenvolvimento sustentável, além de gerar empregos e recolher impostos, também contribui para o desenvolvimento do País, estimulando e apoiando projetos voltados para a educação, saúde e meio ambiente”, explica a executiva.

Fitch vai monitorar efeito da atuação da Segurobrás sobre o setor

A recente aprovação pelo presidente da República, Dilma Rousseff, da criação da Agência Brasileira de Gestão de Fundos e Garantias SA (ABGF), apelidada pelo mercado de Segurobrás, pode representar riscos para o setor de seguros, afirma relatório da Fitch divulgado hoje. Segundo a análise, caso a nova seguradora venha a conduzir a distorções na concorrência de preços e práticas de subscrição em determinados segmentos. “Embora o governo tenha anunciado que ABGF vai atuar apenas sobre os riscos e segmentos onde há pouca ou nenhuma capacidade, vai levar algum tempo para se ter mais clareza no escopo da AGBF. Estaremos acompanhado de perto a evolução desse risco e as suas potenciais conseqüências nas empresas e no setor”, afirma o estudo.

A análise do setor de seguros divulgada pela Fitch abrange o primeiro semestre de 2012. Para a agecia, apesar da retração da atividade econômica, os prêmios de seguros e contribuições para previdência cresceram mais rápido do que as expectativas. De acordo com dados publicados pela Susep, os prêmios de seguros e contribuições (excluindo os prêmios de seguros de saúde) totalizou R$ 74,1 bilhões, com avanço de 21%.

Segundo o estudo, o crescimento foi impulsionado principalmente pelo produto líder de seguro de vida no país, Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL, um fundo de previdência privada para os indivíduos que normalmente é comparado com o americano 401k. Os prêmios de VGBL cresceram 38,1%, refletindo a demanda alta para este produto que representa cerca de um terço de todos os prêmios e contribuições. A Fitch acredita que o crescimento permanecerá sólido, dado os programas de estímulo do governo e da recuperação esperada no crescimento econômico nos próximos períodos.

Na opinião da agência de classificação de risco, o forte crescimento é explicado por uma série de fatores. Em primeiro lugar, apesar da rápida expansão observada nos últimos anos, a penetração de produtos de seguros e previdência ainda continua muito baixa no Brasil (cerca de 3,5% do PIB em 2011). Baixa penetração, combinada com indicadores macroeconômicos relativamente estáveis, bem como taxas baixa de desemprego estimulam a demanda por produtos de longo prazo no país.

Segundo a Fitch, em um ambiente de taxas de juros em queda e, conseqüentemente, diminuição dos rendimentos financeiros nos últimos trimestres, as companhias de seguros passaram a priorizar a subscrição técnica, deixando de lado a concorrência por preço, abrindo caminho para o crescimento saudável. Para a Fitch, os índices de sinistralidade foram mantidos no primeiro semestre, com algumas exceções. O segmento de automóveis foi um dos que registrou aumento nas taxas de sinistralidade, para 67,3% (65,9% e 63,9%, em 2011 e 2010, respectivamente). O aumento é explicado pela maior freqüência de roubos e alta da inflação para peças do veículo.

Outros segmentos em rápida expansão foram os que beneficiaram de incentivos governamentais e as mudanças nos padrões de consumo individuais, tais como: riscos especiais, principalmente os relacionados com a indústria do petróleo (39,2%); vida individual (32,4%); rural riscos (32%); capitalização; e riscos residenciais (31%), que é um segmento que está altamente correlacionada com as tendências de empréstimos hipotecários e, portanto, que se beneficiou do programa do governo de estímulo econômico.

O segmento de seguros de automóveis também retomou o crescimento, com expansão de 12,4% no comparativo anual (6,5% em 2011). Este resultado, principalmente, gerado pelo aumento de preços, compensou as vendas de carros, que evoluiram num ritmo menor. .Segundo a Fitch, é importante notar que o segmento de seguros de automóveis é bastante saturado e, portanto, é altamente correlacionado com as vendas de veículos novos no país. “O incentivo fiscal do IPI, introduzido pelo governo em maio de 2012 e prorrogado até novembro de 2012, deverá afetar positivamente as vendas de veículos e deve beneficiar o segmento de seguro de automóvel.

Um dos segmentos que registrou uma surpresa queda nos prêmios em comparação com o ano passado foi o de garantia, onde os prêmios caíram 8,4% no comparativo anual. O desempenho decepcionante pode ser culpa do excesso de capacidade, derrubando as taxas, e atrasos em projetos importantes. “Tendo em conta que este segmento é altamente correlacionada com os projetos de investimento público de infra-estrutura, a segunda metade do ano deve ver um crescimento muito mais rápido dado o programa de investimentos anunciado recentemente pelo governo em projetos de infra-estrutura de R$ 133 bilhões e com a eliminação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 7,38% para as apólices de garantia.

Perspectiva da Fitch para o setor de seguros permanece estável. A agência acredita que os fundamentos do setor de crédito são suportados pelo potencial sólida para o crescimento, a rentabilidade razoável, a capitalização suficiente, e o ambiente regulatório prudente garantem a constituição de reserva adequada e alocação de investimentos relativamente conservador. Por outro lado, embora a Fitch acredita que a tendência de alta nos índices de perda em determinados segmentos vai ser contida através de preços mais eficazes e mais foco no controle de custos, a tendência positiva precisa ser monitorada, especialmente considerando a queda observada e esperada na receita financeira.

O ambiente de taxa de juros mais baixa deve continuar a induzir a busca mais intensa por eficiência de custos. Além disso, esse cenário de taxas baixas também pode levar à Susep a autorizar que as empresas de seguros possam investir em uma ampla gama de títulos, abrindo o caminho para ganhar rendimentos mais elevados. No geral, a Fitch espera uma ligeira queda, mas não significativa, na rentabilidade do setor, que tem se caracterizado por um retorno médio de 3% sobre os ativos (ROA) nos últimos três anos (2,7% em 2011).

Sustentabilidade: da teoria à prática, prometem líderes

Pelos discursos realizados no período da manhã do seminário “Princípios para a Sustentabilidade em Seguros, da teoria para a prática”, promovido pela CNseg e que acontece hoje no Rio de Janeiro, teremos muitas notícias, fatos em si, para divulgar daqui para frente sobre o tema sustentabilidade. Não apenas informações e compromissos. Pelo visto, o setor deixa a teoria para implementar medidas práticas que vão além de tudo o que já foi feito até agora. Temos muitas histórias já para contar, mas ainda é muito pouco diante do papel fundamental que o setor pode exercer para termos um mundo melhor.

Jorge Hilário, presidente da CNseg:Prevenção e gerenciamento de riscos estão no DNA de nossas empresas. É dever das seguradoras incorporar, cada vez mais, o importante papel de indutor de boas práticas junto a clientes, fornecedores e parceiros. Não somente na oferta de soluções de seguro para cobertura de riscos ambientais e sociais, mas também na inclusão de novos segmentos da sociedade pela oferta de produtos adaptados a essas realidades. Não é só plantar árvores. Temos que considerar práticas e temos de unir forças para tornar o setor um indutor do crescimento sustentável do Brasil. Hoje também assinaremos um termo aditivo ao Protocolo do Seguro Verde, um convênio firmado entre a CNseg e o Ministério do Meio Ambiente, em 2009, que estabelece regras rígidas para a contratação de seguros por empresas que tenham práticas socioambientais inadequadas. Entre os principais pontos estabelecidos pelo documento, destaco o compromisso das empresas em oferecer produtos de seguros, previdência privada complementar e de capitalização que fomentem a qualidade de vida da população e o uso sustentável do meio ambiente. Outra questão importante é o nosso compromisso adotar critérios ambientais, sociais e de governança na seleção e avaliação de fornecedores, prestadores de serviços e parceiros comerciais. Ressalto ainda que devem ser considerados, na aplicação de ativos garantidores das provisões técnicas, a exclusão de títulos emitidos por empresas com padrões de desenvolvimento ambientais, sociais e de governança inferiores aos aceitáveis. A Susep, Secretaria Municipal do Meio Ambiente e o Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e Espírito Santo estão selando conosco o compromisso para o cumprimento destas metas. Mais uma vez, a união de forças produz algo de extremo valor para a nossa sociedade e o desenvolvimento socioeconômico do país.

Jayme Garfinkel, presidente da FenSeg e presidente do conselho de administração da Porto Seguro: Eu tenho uma visão fatalista das coisas. Parece até que não dá mais tempo. A preocupação com sustentabilidade é inevitável. Se não fizermos nada, em dois anos a situação pode ficar irreversível. Ou seja, temos de correr. Na FenSeg, temos pensado nesse assunto e nas formas de induzirmos nossos fornecedores e clientes a adotarem attitudes sustentáveis. Temos mantido contato com oficinas e desmanches, por exemplo, para levantar os riscos e o que podemos fazer para contribuir. Um dos pontos, por exemplo, foi identificar o descarte incorreto pelos desmanches, como jogar oleo dos carros recuperados no esgoto. As seguradoras estão preocupadas em agir de forma ativa para corrigir essas ações.

Marcio Coriolano, presidente da Fenasaúde e presidente da Bradesco Seguros: Numa alusão a frase de Garfinkel, enfatizo que correr é muito positivo para a saúde das pessoas e também das empresas que atuam em medicina complementar. Por isso, corram mesmo. Esse seminário é muito mais do que oportuno. Em saúde, temos grandes desafios. Me arrisco a dizer que temos três dimensões: ambiente, coleta dos resíduos hospitalares e longevidade. Todas elas nos instigam a buscar soluções para um crescimento sustentável do setor e consequentemente do país. Ao ajudar a reduzir a poluição, os seres humanos, considerados uma esponja, tenderão a ter mais saúde a assim poderá haver um alívio a pressão de custos, com a redução do uso dos serviços medicos e hospitalares. Meu desejo é que todas essas questões sejam discutidas e que consigamos ter contribuições relevantes durante os debates que acontecerão ao longo do dia.

Solange Beatriz, diretora da CNseg: A realização deste seminário visa refletirmos sobre as ações que as seguradoras podem tomar, bem como reestruturar processos arraigados com vista a implementar os princípios da sustentabilidade. Muitos tem em mente que a sustentabildiade é um tema caro, mas ele realmente precisa ser prioritário. Vamos dar um passo para dar efetividade do Protocolo do Seguro Verde, de 2009. A sociedade está mais exigente com a postura das empresas, o que faz desse um bom momento par ao nosso setor, que tem o papel de lidar com gerenciamento de risco.

Luiz Tavares, presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e executivo da Bradesco Seguros: Fico feliz de estar aqui e ver um auditório tão cheio. Lembro que o Protocolo do Seguro Verde surgiu durante um almoço realizado no Sindicato com o Carlos Minc, então ministro do Meio Ambiente, em 2009. Me alegra ter participado disso e da implementação de várias medidas. Já demos um passo, mas ainda temos muitas ações para implementar, muitos processos para mudar, muitos clientes e fornecedores para apoiarmos na geração de atitudes que vão fazer grande diferença na vida de todos.

Osvaldo do Nascimento, vice presidente da Fenaprevi e diretor do Itaú seguros: A regulação da previdência complemtnar comecou em 1977. Em 1993, 20 anos depois, o setor tinha apenas R$ 3 bilhões em reservas técnicas. Somente depois de uma ação mais focada, com regulação que trouxe transparência e produtos modernos, o setor conseguiu crescer e hoje temos mais de R$ 300 bilhões em ativos administrado. Ou seja, uma regulação mais focada na sustentabilidade surte efeito no longo prazo. Por isso acredito que sempre é hora de agir e adotar medidas que visem aprimorar o nosso sistema, mesmo que o reflexo seja percebido somente no longo prazo.

Hoje é o dia da Amazônia

Para comemorar o Dia da Amazonia, vou compartilhar aqui uma entrevista muito interessante que li no site Sustentabilidade Allianz. Vale a pena a leitura. O professor e pesquisador brasileiro Thiago Rangel, da Universidade Federal de Goiás (UFG), comentou um artigo publicado na edição da Science, que mede o impacto da perda de habitat nas espécies nativas. O bom é saber que ainda há tempo para reverter esse quadro. “Temos tempo para agi, mas não podemos esperar mais”, diz Rangel.

Segue o texto publicado pela Allianz, escrito por Carolina Pasquali. A newsletter pode ser acessada no linl http://sustentabilidade.allianz.com.br/?2006%2Fuma-janela-para-salvar-varias-especies-da-extincao

Como o “débito de extinção” foi calculado na Amazônia?

É importante frisar que o desaparecimento de espécies de um determinado lugar não ocorre imediatamente após esse lugar sofrer um impacto. Ao total de espécies já condenada ao desaparecimento por impactos do passado, dá-se o nome de débito de extinção, que na Amazônia foi calculado para centenas de regiões com 2.500 quilômetros quadrados (50 km x 50 km).
Para cada uma dessas regiões, foram usados dados de distribuição de espécies de aves, mamíferos e anfíbios para contabilizar quantas espécies naturalmente ocorriam naquela região antes de haver qualquer impacto. Depois, subtraiu-se a área da região que já foi desmatada (desde 1970 até 2010) e que, estima-se, será desmatada até 2030, 2040 e 2050. Em função dessa perda de floresta por desmatamento é possível estimar quanto do total de espécies naturais de cada região se perderia. A diferença entre o número de espécies que atualmente existe e o número de espécies esperado em função da proporção de floresta intacta é o débito de extinção.

Você propõe um “calote” no débito de extinção. Como isso se daria?

Existem diversas maneiras de evitar com que este débito (ou dívida) seja efetivamente pago, ou seja, que as espécies eventualmente venham a desaparecer da região em função de desmatamento já ocorrido. Por exemplo, pode-se investir em regeneração da floresta em áreas com débito de extinção mais grave. Regeneração da floresta costuma apresentar resultados em algumas décadas, mas por vezes é o suficiente para evitar que algumas espécies realmente desapareçam da região. Além disso, pode-se investir em medidas que favoreçam a recuperação da biota de uma área por efeito de resgate. Por exemplo, a recuperação de áreas degradadas é muito mais dinâmica se houver corredores que as liguem a áreas preservadas. Daí a importância de pensarmos não em unidades de conservação isoladas, mas em redes de unidades de conservação que se complementem.

O ritmo de devastação na Amazônia tem caído nos últimos anos. Independentemente disso, o débito de extinção acontece? Como freá-lo?

Se nenhuma nova árvore for derrubada na Amazônia, mas nada mais além disso for feito, o débito de extinção acumulado desde a década de 70 será eventualmente pago. Ou seja, espécies vão acabar desaparecendo de parte da área que anteriormente ocupavam. Para evitar que o débito continue acumulando, é preciso seguir diminuindo o ritmo de desmatamento na Amazônia. Além disso, é preciso que haja um melhor planejamento/zoneamento da Amazônia para evitar que regiões com maior biodiversidade estejam vulneráveis à expansão da fronteira agrícola. Preservar uma região de alta biodiversidade é evitar que o débito de extinção siga em ritmo galopante.

Como a sua pesquisa pode contribuir para a preservação da Amazônia?

A indicação de regiões onde há maior risco de perda de espécies, em função de desmatamento que já aconteceu ou é iminente, serve de indicador para a tomada de decisão sobre políticas de estratégia de conservação. Quanto mais informação houver, e quanto mais bem delineada for a estratégia de conservação, mais bem alocados serão os escassos recursos para preservação que dispomos para a Amazônia.

Como o desmatamento na Amazônia é “recente”, em quais casos já ultrapassamos o tempo do débito de extinção?

Até agora há muito poucos relatos de espécies que desapareceram de regiões onde anteriormente estavam presentes (extinção local). Como você bem disse, o desmatamento na Amazônia é muito recente e, portanto, esse débito ainda não começou a ser pago. A cada nova extinção local, esse débito vai sendo pago. A cada nova árvore no chão, esse débito vai aumentando. A cada nova árvore plantada, cada hectare regenerado, esse débito vai diminuindo.

Ainda estamos em tempo de reverter o quadro – ou de dar “calote”?

Difícil dizer. Em algumas áreas já ocorreram algumas extinções. Existe uma grande falta de informação a respeito de extinções, pois em geral a confirmação demanda estudo de muito longo prazo. Entretanto, o quadro geral é otimista para boa parte da Amazônia, pois ainda seria possível dar o calote na maior parte da dívida, na maior parte da Amazônia. Eventualmente parte da dívida terá de ser paga. Mais importante é evitar que ela continue aumentando…