Allianz supera meta do lucro operacional, que ultrapassa 9,5 bilhões de euros em 2012

Release distribuído aos jornalistas

O Grupo Allianz – que atua no Brasil por meio da Allianz Seguros – anunciou resultados sólidos para o exercício financeiro de 2012. A receita atingiu 106,4 bilhões de euros para o ano, um aumento de 2,7% comparado com os 103,6 bilhões de euros do ano anterior. O lucro operacional aumentou 20,8% em 2012 para 9,5 bilhões de euros, em comparação aos 7,9 bilhões de euros em 2011. A Allianz atingiu a sua meta para o lucro operacional, que tinha sido aumentada em outubro de 2012 para mais de 9 bilhões de euros. Até então, a Allianz tinha a expectativa de obter um lucro operacional de 8,2 bilhões de euros, 500 milhões de euros.

Todos os ramos de negócios tiveram um crescimento de dois dígitos em termos de lucro operacional em 2012. O ramo de Property & Casualty se beneficiou de um melhor resultado de subscrição, incluindo menos perdas por parte de catástrofes naturais. O ramo de seguros de Vida e Saúde manteve o curso e foi bem sucedido ao batalhar um ambiente muito competitivo e desafiador de juros baixos. A Gestão de Ativos registrou outro ano excelente.

Lucro líquido atribuível aos acionistas mais que dobrou em 2012, alcançando 5,2 bilhões de euros, depois de 2,5 bilhões de euros em 2011, um aumento de 103,1%. Em 2011, o resultado tinha sido impactado por deteriorações relacionadas à dívida soberana grega e investimentos, especialmente em financeiras.

O patrimônio líquido aumentou para 53,553 bilhões de euros, de 44,915 bilhões de euros em 2011. No final de 2012, o índice de solvência conglomerado era de 197%, um aumento de 18 pontos percentuais sobre o 179% atingido no exercício anterior.

“O nosso negócio evoluiu tão bem nos primeiros três trimestres que tivemos que aumentar a nossa previsão de lucro. Apesar do impacto da tempestade Sandy, conseguimos superar a nossa previsão,” afirmou Michael Diekmann, CEO da Allianz SE. “Os nossos resultados demonstram como o nosso modelo de negócio consegue enfrentar bem as várias turbulências da crise financeira. A sustentabilidade e continuidade do nosso negócio estão também refletidas na nossa política de dividendos. É por isso que estamos novamente recomendando um dividendo de 4,50 euros por ação, que representa um índice de pagamento de 40%.”

O valor bruto de prêmios emitidos no ramo de Property & Casualty – todos os ramos, exceto Vida, Saúde e Previdência – aumentou 4,7% em 2012 para 46,9 bilhões de euros, em comparação a 44,8 bilhões de euros no ano anterior. Ajustado para efeitos de divisas e consolidação, o crescimento de receita interna de 2,5% foi devido praticamente em partes iguais a efeitos de preço e volume. Prêmios aumentaram em praticamente todos os mercados, com destaque para ocrescimento acentuado na Austrália, na unidade global Allianz Global Corporate & Specialty e na região da América Latina. A Alemanha também aumentou a sua receita pela primeira vez em vários anos.

O lucro operacional em Property & Casualty aumentou 12,5% em 2012 para 4,7 bilhões de euros, em comparação aos 4,2 bilhões de euros em 2011. O motivoprincipal para esse resultado foi um robusto aumento de 701 milhões de euros no resultado da subscrição, apoiado por uma evolução positiva no índice de sinistralidade.

Em praticamente todos os mercados, o índice combinado estava bem abaixo de 100% em 2012. O índice combinado do Grupo melhorou em 1,5 pontos percentuais para 96,3%, em relação ao 97,8% atingido em 2011. Apesar dos efeitos da tempestade Sandy, as catástrofes naturais contribuíram somente 1,7 pontos percentuais ao índice de sinistralidade em 2012, comparados aos 4,4 pontos percentuais do ano anterior.O índice de sinistralidade de acidentes para o ano de 2012 caiu para 71,2% de 74,1% no ano precedente. O coeficiente de despesas de 28% permaneceu invariável em relação ao anoprecedente, 27,9%.

“Estou animado com o forte crescimento em termos de prêmios, especialmente devido à recuperação de mercados europeus chave. Essa evolução demonstra que somos um parceiro de risco atraente,” afirmou Dieter Wemmer, Diretor Financeiro da Allianz SE. “Não podemos influenciar riscos como catástrofes naturais, porém podemos influenciar a proteção dos nossos clientes.”

O ramo de Vida e Saúde registrou uma evolução estável em prêmios estatutários, gerando 52,3 bilhões de euros em 2012, comparado a 52,9 bilhões de euros no ano precedente. O mercado permaneceu difícil para todo o setor em 2012, em particular na área de produtos direcionados a investimento.

O lucro operacional aumentou 22,1% em 2012 para 3 bilhões de euros, de 2,4 bilhões de euros, devido, em particular, a um melhor resultado de investimento operacional com ganhos realizados superiores e deteriorações inferiores em comparação ao ano precedente.

A receita de juros e afins também aumentou de acordo com o crescimento da base de ativos, que compensou o efeito de rendimentos levemente inferiores. A base de ativos operacionais aumentou para 475,9 bilhões de euros de 431,1 bilhões de euros em 2011.

A margem de novos negócios foi de 1,8% em 2012, comparado a 2,3% no ano anterior. Esse resultado reflete a persistência dos juros baixos. Consequentemente, o valor de novos negócios foi de 790 milhões de euros, comparado a 940 milhões de euros em 2011.

“Os resultados do nosso ramo de seguros de Vida e Saúde superaram as nossas expectativas de um ano atrás. Estamos muitos satisfeitos com a situação, especialmente levando em conta a persistência dos juros baixos, um crescimento econômico nulo e os efeitos da repressão financeira,” disse Dieter Wemmer. “Conseguimos realizar pagamentos de mais de 20 bilhões de euros aos nossos clientes neste ramo no ano passado. Os nossos números de desempenho confirmam não somente o valor a curto prazo para clientes e acionistas, mas também a sustentabilidade do nosso modelo de negócios.”

O negócio de Gestão de Ativos na Allianz teve um dos desempenhos mais sólidos do mercado em 2012. A receita de taxas e comissões líquidas cresceu 23,1% para 6,7 bilhões de euros de 5,5 bilhões de euros em 2011. O crescimento interno foi de 15,0%.

O lucro operacional de 3 bilhões de euros em 2012 foi 33,6% superior aos 2,3 bilhões de euros realizados em 2011. O crescimento interno atingiu 24,9%. A relação custo-rendimento para 2012 continuou a melhorar, caindo para 55,6%, de 59% no ano anterior, e está bem abaixo da meta de 65% do ano passado.

O total de ativos sob administração atingiu 1,8 trilhão de euros no final de 2012, um aumento de 11,8% sobre o valor de 1,6 trilhão de euros no final do ano precedente. Ativos de terceiros sob administração subiram para 1,438 trilhão de euros, de 1,281 trilhão de euros no final de 2011.

Entradas líquidas de terceiros aumentaram de forma significativa em 2012, atingindo 113,6 bilhões de euros, um aumento de 38,3 bilhões de euros em comparação ao ano anterior. A divisão regional da origem dessas entradas líquidas se tornou mais equilibrada, com a contribuição da Europa mais do que triplicando para compor um terço do total para 2012.

“A Allianz Asset Management continuou a fortalecer a sua posição entre os principais gestores de ativos no mundo e agora contribui com quase um terço do lucro operacional do nosso grupo. Trata-se de uma conquista excelente,” disse Dieter Wemmer. “A nova estrutura do negócio tem sido um sucesso total, potencializando os perfis da Allianz Global Investors e da PIMCO para atender as exigências de clientes individuais de forma ainda mais aprimorada em todo o mundo.”

Perspectiva para 2013

“Parece que temos os primeiros indícios de estabilidade na zona euro, e alguns observadores preveem que a economia mundial irá recuperar um pouco mais de fôlego perto do final do ano. A previsão, porém, é que os juros vão permanecer baixos, e ainda há muitas incertezas – especialmente em relação aos níveis de dívida soberana e a falta de crescimento forte nos mercados desenvolvidos,” disse Michael Diekmann.

“Não obstante, estou confiante que novamente em 2013 a Allianz irá manter a sua rentabilidade e continuar a ser uma empresa sólida para os nossos clientes e acionistas. Com otimismo cauteloso e supondo que as catástrofes naturais e a turbulência dos mercados de capital não superem os níveis previstos, a nossa perspectiva de lucro operacional para 2013 é de 9,2 bilhões de euros, mais/menos 500 milhões de euros,” continua Diekmann. “Essa previsão é consistente com o nosso sólido lucro operacional em 2012, ajustado de acordo com a nossa nova apresentação para a reestruturação de taxas, implementada no começo de 2013.”

Marcio Schettini assume a área de seguros do Itaú Unibanco no lugar de Marcos Lisboa

Marcio Schettini (foto) assume a área de seguros no Itaú Unibanco, com a saída de Marcos Lisboa, que estava a frente das operações. Segundo notícia do Valor Econômico, Lisboa deve voltar para a vida acadêmica pelo Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa, em São Paulo). Schettini tem uma carreira de sucesso dentro do Itaú, vindo da área de cartões do Unibanco. Hoje ele cuida de Cartões, Redecard, Veículos e Crédito Imobiliário, áreas de maior aposta do Itaú no varejo.

A nomeação de Schettini vem junto com mudanças importantes no Itaú. Segundo comentou Zeca Rudge na entrevista do Valor, o objetivo é simplificar a estrutura, dar maior agilidade às decisões e promover ganhos de eficiência. A principal novidade, não esperada pelos analistas, é a permanência de Roberto Setubal além da data limite de 60 anos. Hoje com 58, Setubal poderá atuar até os 62. José Rudge, que começou no Itaú após a fusão com o Unibanco cuidando de seguros, previdência, pessoa jurídica, capitalização e relações institucionais, amplia sua área de atuação, agora é o vice-presidente responsável por marketing, relações institucionais, imprensa, pessoas, eficiência, cuida agora também de compras, participando do comitê executivo ao lado dos herdeiros do banco.

Swiss Re, Allianz e AXA divulgam balanço

Hoje temos importantes balanços, com o resultado das maiores empresas da indústria de seguros mundial. Só para antecipar, seguem dados de lucro e faturamento. Ao longo do dia mais detalhes sobre todos eles. A Swiss Re divulgou lucro líquido de U$ 4,2 bilhões em 2012, alta de 60% sobre 2011. O volume de prêmios avançou 15%, para US$ 25,4 bilhões. Os ganhos com investimentos totalizaram US$ 4,5 bilhões. O índice combinado ficou em 83,1%. O retorno sobre o investimento chegou a 4%, abaixo dos 4,4% de 2011. Já a AXA lucrou US$ 5,6 bilhões, queda de 1% sobre o resultado de 2011. O faturamento avançou 5%, para US$ 86 bilhões. A Allianz praticamente dobrou o ganho em 2012, para US$ 6,85 bilhões,. O faturamento cresceu 2,7%, para US$ 103 bilhões.

BB tem lucro líquido recorde nominal de R$ 12,2 bilhões em 2012

O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 12,2 bilhões em 2012, o que corresponde a retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (RSPL) de 19,8%. O lucro líquido sem Previ em 2012 foi de R$ 11,4 bilhões, aumento de 10,2% em relação a 2011, marca recorde. A expansão da carteira de crédito foi o principal fator para o crescimento durante o ano. Provavelmente em razão do IPO da BB Seguros, o tema seguridade não aparece entre os destaques do balanço no comunicado distribuído à imprensa.Nos últimos anos, o ganho com seguridade estava, em média, equivalente a 10% do ganho da instituição.

Comunicado oficial

O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 12,2 bilhões em 2012, o que corresponde a retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (RSPL) de 19,8%. O lucro líquido sem Previ em 2012 foi de R$ 11,4 bilhões, aumento de 10,2% em relação a 2011, marca recorde.

No quarto trimestre o lucro líquido foi de R$ 4,0 bilhões, alta de 45,5% em relação ao trimestre anterior com RSPL de 27,0%. Desconsiderando a Previ, o lucro líquido no período ficou em R$ 3,8 bilhões.

A remuneração aos acionistas no exercício somou R$ 4,9 bilhões, equivalente a 40% do lucro líquido (payout), sendo R$ 3,3 bilhões na forma de juros sobre capital próprio (JCP) e R$ 1,6 bilhão em dividendos.

BB mantém crescimento em ativos após atingir marca histórica
O Banco do Brasil, primeiro banco brasileiro a atingir marca de R$ 1,0 trilhão em ativos, manteve sua trajetória de crescimento no ano, alcançando ao final de 2012 o valor de R$ 1,15 trilhão, evolução de 17,2% em relação a 2011 e de 4,2% em relação ao final do 3T12. A expansão da carteira de crédito foi o principal fator para o crescimento durante o ano.

Carteira de crédito atinge R$ 581 bilhões
A carteira de crédito ampliada, que inclui TVM Privados e garantias prestadas, atingiu R$ 581 bilhões em dez/2012, crescimento de 9,1% em relação ao trimestre anterior e 24,9% em 12 meses. Destaque para carteira PJ, com crescimento de 30,3% em 12 meses. O BB encerrou o ano mais uma vez como líder em crédito no Sistema Financeiro Nacional, atingindo patamar histórico de 20,4% de participação de mercado, contra 19,2% em dez/11.

Inadimplência em queda
Ao final de 2012 os índices de inadimplência do BB se mantiveram menores do que os observados no SFN. O índice de operações vencidas há mais de 90 dias ficou em 2,05% da carteira de crédito, abaixo dos 2,19% registrados em set/2012 e 2,16% em dez/2011. No mesmo período, o SFN registrou aumento no seu índice, de 3,60% em dez/2011 para 3,64% em dez/2012. As operações classificadas na faixa de risco AA-C representaram 94,5% do total da carteira ao final de dez/2012, contra 92,4% observados no SFN. O nível de cobertura da carteira de crédito, que demonstra a provisão existente sobre operações vencidas há mais de 90 dias, encerrou dezembro em 196,5%.

Desembolso para investimento atinge R$ 42,8 bilhões
Em 2012, o BB consolidou sua posição como um dos mais importantes agentes financiadores do crédito para investimento no País. No ano, foram analisados grandes projetos em áreas como Energia, Petróleo, Infraestrutura Rodoviária e Setor Naval, onde R$ 47,5 bilhões já foram contratados ou estão em fase de contratação.
O desembolso de crédito para investimento atingiu no ano o montante de R$ 42,8 bilhões (crescimento de 27% em relação a 2011), com destaque para as linhas de repasse de recursos do BNDES, Pronaf, Investimento Agropecuário, FCO e PROGER. Nas linhas de repasse do BNDES, desde 2008 o BB é o agente financeiro líder no repasse global de recursos. Em 2012, o Banco do Brasil atingiu participação de mercado de 28,6%, com a realização de 572 mil operações. Destaca-se também a liderança absoluta do BB no cartão BNDES, com desembolso de R$ 6,9 bilhões, equivalente a 72% do total da linha no BNDES.

BOMPRATODOS incrementa negócios do Banco do Brasil
No ano de 2012 o Banco do Brasil estabeleceu uma nova forma de se relacionar com seus clientes. Ao lançar o BOMPRATODOS em abril, o BB iniciou um movimento que estimulou a mudança de comportamento do consumidor ao tomar crédito de forma consciente com taxas melhores, além de registrar incremento substancial no volume de negócios. O sucesso das medidas BOMPRATODOS tem permitido ao Banco do Brasil ampliar as melhorias nas condições negociais, proporcionando perenidade e sustentabilidade no relacionamento com seus clientes PF e PJ.

Carteira de Crédito PF cresce 26% no ano
A Carteira de Crédito PF Orgânica, que corresponde à carteira de crédito classificada do Banco do Brasil excluindo-se as operações provenientes do Banco Votorantim e de carteiras adquiridas, finalizou o ano com saldo de R$ 115,6 bilhões, crescimento de 7,1% no trimestre e de 25,9% sobre o mesmo período do ano anterior. Desse total, 74,1% estão concentrados nas linhas de crédito de menor risco (Crédito Consignado, CDC Salário, Financiamento de Veículos e Crédito Imobiliário). Destaques para as carteiras de Financiamento de Veículos e de Crédito Consignado, com crescimentos nos últimos 12 meses de 134,9% e 20,4% respectivamente.

Crédito imobiliário atinge R$ 12,9 bilhões
O crédito imobiliário (PF e PJ), segmento em que o BB começou a operar em 2008, finalizou o ano com saldo de R$ 12,9 bilhões, expansão de 68,5% em 12 meses. O volume contratado no 4º trimestre de 2012 atingiu R$ 3,1 bilhões, 89% a mais do que o observado no mesmo período de 2011. O volume de negócios com pessoas físicas no trimestre chegou a R$ 1,9 bilhão e de pessoas jurídicas a R$ 1,2 bilhão. A carteira PF se destaca mais uma vez, com crescimento de 69,0% em um ano, finalizando 2012 com saldo de R$ 10,2 bilhões. Ao todo, foram contratadas 12.144 operações no último trimestre, com crescimento de 59,1% sobre o trimestre anterior.

O BB também superou a meta estabelecida do Programa Minha Casa Minha Vida para 2012, ultrapassando 114 mil unidades habitacionais contratadas nas faixas 1, 2 e 3. Os primeiros projetos da faixa 1 (renda familiar mensal até R$ 1.600,00) foram iniciados em junho e o banco já conta com 50.349 unidades habitacionais contratadas, em empreendimentos localizados em 17 Estados brasileiros.

Crédito PJ mantém crescimento
O BB registrou crescimento de 30,3% em 12 meses na carteira de crédito PJ, apresentando saldo de R$ 273,8 bilhões ao final de 2012. Destaque para as operações de capital de giro, que apresentaram crescimento de 39,7% em 12 meses e de 17,3% em relação ao trimestre anterior, influenciado pelo grande volume de contratações de empresas do segmento corporate e large corporate. As operações com MPE finalizaram o ano com crescimento de 30,7% em relação ao mesmo período de 2011 e as Médias e Grandes empresas apresentaram alta de 30,1% em 2012.

Carteira de Agronegócios alcança a marca de R$ 108 bilhões
O Banco do Brasil encerrou o ano alcançando a marca de R$ 108,0 bilhões em sua carteira de agronegócios, valor 20,8% maior do que o registrado em 2011 e 9,8% em relação ao trimestre anterior, proporcionando 62,5% de participação no Sistema Nacional de Crédito Rural. Destaques para o Pronaf, que finalizou o ano com saldo de R$ 24,2 bilhões, crescimento de 20,7% em 12 meses e o Pronamp, que apresentou crescimento de 66,1% em relação a dez/11. O Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) já teve R$ 1,6 bilhão contratado na safra 2012/2013, o que corresponde a cerca de 88% dos valores contratados no Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR).

Mais um ano como líder no Comércio Exterior
O Banco do Brasil, principal parceiro do comércio exterior brasileiro, finalizou mais um ano como líder no mercado de câmbio de exportação e importação. No câmbio de exportação o volume contratado no 4T12 foi de US$ 13,3 bilhões, com participação de mercado de 26,2%. No câmbio de importação o volume contratado foi de US$ 13,2 bilhões, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 9,4% em relação ao trimestre anterior, finalizando o ano com 23,1% de participação de mercado. As operações de ACC/ACE encerraram o ano com participação de mercado de 32,1%. O BB consolidou em 2012 sua liderança no ranking mensal dos repasses do BNDES Exim, com participação de 27,9% (R$ 1,8 bilhão).

Captações Comerciais atingem R$ 516 bilhões
O saldo de depósitos totais finalizou 2012 em R$ 472 bilhões, montante 6,7% superior ao registrado em 2011. O BB, com sua base de mais de 58,5 milhões de clientes e 64.192 pontos de atendimento, manteve a liderança no Sistema Financeiro Nacional. O Banco registrou no ano R$ 516 bilhões em Captações Comerciais (que incluem Depósitos Totais, LCA, LCI e Operações Compromissadas com Títulos Privados), apresentando evolução de 14,5% em relação a dez/2011. As captações em Letras de Crédito do Agronegócio finalizaram 2012 com saldo de R$ 34 bilhões, crescimento de 358,2% em 12 meses e 49,1% em relação ao último trimestre.

Maior captação externa já realizada
Em jan/2013, o BB concluiu a maior captação já realizada pela instituição no mercado externo de capitais. Trata-se de emissão de dívida perpétua subordinada no montante de US$ 2,0 bilhões, nos mesmos moldes das transações realizadas no primeiro trimestre de 2012. Em 2012, o Banco do Brasil recebeu três premiações internacionais pela realização de captações nestes moldes, sendo o “Deal of the Year” na modalidade de Financing Innovation, pela Latin Finance, “Latin American Bond of the Year”, pela IFR e FIG Capital Raising, pela The Banker.

Líder em administração de recursos de terceiros
Líder no ranking Anbima desde 1994, com participação de mercado de 20,0%, a BB DTVM atingiu o volume de R$ 444 bilhões em recursos administrados, crescimento de 6,8% em relação a dezembro de 2011. Considerando os 50% dos recursos administrados pela Votorantim Asset Management – VAM, o BB administra R$ 461 bilhões, equivalentes a 20,7% do mercado.

Liderança em Mercado de Capitais
O Banco do Brasil obteve em 12 meses variação de 29,9% em suas receitas com Mercado de Capitais, proporcionando ao final de dez/2012 a liderança no Ranking Anbima em quantidade de operações de Renda Fixa no Curto Prazo e de Renda Variável. No mesmo Ranking, o BB passou do 9º lugar em dez/2011 em volume de operações de Renda Variável para o 3º lugar em dez/2012.

Fundo Imobiliário tem demanda mais de 12 vezes superior à oferta
Encerrada em dez/2012, a oferta secundária do Fundo Imobiliário Progressivo II (constituído por 64 imóveis utilizados pelo Banco do Brasil, entre agências e prédios administrativos, para locação ao próprio BB pelo prazo inicial de 10 anos), teve demanda superior a R$ 20 bilhões, finalizando o processo com captação de R$ 1,6 bilhão. Do total de 48.789 investidores, 95,0% eram pessoas físicas.

Faturamento com cartões de crédito mantém ritmo de crescimento
O faturamento com cartões de crédito cresceu 23,0% em 12 meses e 26,4% no 4º trimestre de 2012 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Com uma base ativa de 21 milhões de cartões, a evolução do faturamento reflete o consumo impulsionado pelas datas comemorativas e uma maior utilização dos cartões como instrumento de acesso às linhas tradicionais de crédito do Banco. Destaca-se no 4º trimestre a intensa utilização dos cartões como meio de pagamento junto ao segmento empresarial, que resultou em crescimento de 61,4% em relação ao mesmo trimestre de 2011.

Rede Mais Banco do Brasil tem atuação recorde em 2012
A Rede de Correspondentes Mais Banco do Brasil, que inclui o Banco Postal, propiciou em 2012 o acolhimento de mais de 2,3 milhões de propostas de abertura de conta-corrente, 556 mil adesões ao cartão de crédito e R$ 7,446 bilhões de desembolso em crédito, totalizando 1,5 milhão de operações. Comparando com o ano de 2011, foi observado um incremento de 146% em desembolso de crédito. Desse montante, o crédito consignado respondeu por 35% do total.

Índice de Basileia fortalecido
O Banco do Brasil encerrou dezembro de 2012 com Patrimônio de Referência 34,1% superior ao observado no mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 107.925 milhões. O Índice de Basileia encerrou o ano em 14,83%. Em janeiro de 2013, o BB realizou emissões de Letras Financeiras Subordinadas no País totalizando R$ 5,2 bilhões e captação externa sob a forma de Instrumento Híbrido de Capital e Dívida no montante de US$ 2,0 bilhões. Caso o total dessas emissões seja autorizado pelo Banco Central a compor o capital do BB, haverá aumento de cerca de 128 bps no seu Índice de Basileia, tendo como base os números publicados em dezembro/2012.

BB atualiza seu Plano de Sustentabilidade – Agenda 21
A partir da consulta aos seus públicos de relacionamento – funcionários, clientes, acionistas, fornecedores, sociedade civil, especialistas e executivos do Banco – o BB atualizou, no final de 2012, o seu Plano de Sustentabilidade, a Agenda 21 Empresarial, para o período 2013-2015. A Agenda 21 tem o intuito de aprimorar, constantemente, os negócios, práticas administrativas e investimentos sociais da Organização, alinhando-os às melhores práticas mundiais e contribuindo para que a Empresa seja referência no tema. A listagem do BB no Índice Dow Jones de Sustentabilidade da Bolsa de Nova Iorque (DJSI), e pela oitava vez consecutiva no Índice de Sustentabilidade Empresarial BM&FBovespa (ISE), são reconhecimentos que evidenciam os avanços do BB nos últimos anos.

Reconhecimentos
No quarto trimestre de 2012, o Banco do Brasil foi eleito o Banco que mais respeita o cliente, de acordo com pesquisa realizada pela Shopper experience, e publicada pela revista Consumidor Moderno. O BB também foi eleito a Instituição que mais agrada aos correntistas, na pesquisa realizada pela CVA Solutions e publicada pela revista Exame. Foi ainda 1º lugar na categoria especial Top Intangíveis Brasil, do Prêmio Intangíveis Brasil 2012, realizado pelo Grupo Padrão e Dom Strategy Partners. O Banco também apareceu em 1º lugar no ranking América Economia Intelligence – Os 250 maiores
Bancos da América Latina.

Em 2012, o BB continuou sendo a marca mais lembrada na categoria “Banco”, no prêmio Folha Top of Mind, o que acontece consecutivamente desde a primeira edição do prêmio, em 1992. Foi também o mais lembrado na categoria “Finanças” e, entre instituições financeiras, é o que aparece em primeiro quando o assunto é Copa do Mundo e Olimpíadas. A Instituição também se destacou como 1º lugar na categoria Bancos no prêmio Marcas de Confiança 2012- Ranking Seleções do Reader´s Digest, e 3º lugar no ranking geral.

Se a moda pega, governos serão mais comprometidos com ações para reduzir enchentes

Geralmente as pessoas e governos mudam quando alguém mexe no bolso deles. Por exemplo, só se conseguiu reduzir o número de acidentes nas estradas no período de Carnaval com severas penalidades e aumento da fiscalização. Muitas pessoas buscam ressarcimento dos governos para danos causados por mazelas da administração pública, como um carro que é sugado pelo buraco aberto em vias públicas.

Mas a grande maioria desiste de pedir indenização ao governo dada a demora no julgamento do processo. Mas parece que tudo está mudando. Os governos tem perdido causas importantes e a sociedade está mais organizada para ajudar a difundir a cultura de responsabilidade civil, sendo cada um responsável pelos prejuízos que causam a terceiros. A notícia fresca a esse respeito vem da Porto Seguro, que ganhou a setença abaixo. Com a recuperação do valor, o preço do seguro pode melhorar e muito, pois trará mais equilíbrio para a carteira de automóvel. Adorei ler esta setença, na qual a Porto Seguros consegue ressarcimento do governo pelos danos causados a uma cliente durante uma enchente. Vale a pena ler.

15ª vara de Fazenda Pública do RJ
Município deve reembolsar seguradora por indenização paga em razão de alagamento

Fonte: Migalhas on line – Processo: 0222362-87.2012.8.19.0001

O juiz de Direito João Felipe Nunes Ferreira Mourão, da 15ª vara de Fazenda Pública do RJ, condenou o município a reembolsar uma seguradora pelo valor pago em indenização em razão de alagamento provocado por chuva. A seguradora propôs ação de regresso pleiteando a condenação do município ao pagamento de R$ 10.830,46 a título de ressarcimento da indenização securitária.

Em sua defesa, o município alegou excludente de responsabilidade (força maior/caso fortuito) ao argumento de que a chuva ocorrida no dia do sinistro figurou entre as dez maiores precipitações dos últimos dez anos, tendo chovido em uma hora quase a totalidade da precipitação daquele mês.

O magistrado considerou que as enchentes como a ocorrida “há muito são previsíveis, constituindo fato notório, de amplo conhecimento da população munícepe e das autoridades constituídas há várias décadas”. Para ele, a teoria do risco administrativo importa atribuir ao Estado a responsabilidade pelo risco criado pela sua atividade administrativa. “O Estado responde porque causou o dano ao seu administrado, simplesmente porque há relação de causalidade entre a atividade administrativa e o dano sofrido pelo particular”, ressaltou.

A seguradora foi representada no caso pelo advogado João Darc Costa de Souza Moraes, do escritório Darc Costa Advocacia.

Íntegra da sentença:

http://www.migalhas.com.br/arquivo_artigo/art20130220-03.pdf

Fundacíon Mapfre e Cufa investem em comunidades brasileiras

Comunicado

Nas favelas das cidades brasileiras, também conhecidas como comunidades, a pobreza e a exclusão social se alimentam de um círculo vicioso: falta de formação, desemprego, ausência de oportunidades, perspectivas de futuro e vulnerabilidade.Empenhadas em reverter esse cenário, a Fundacíon Mapfre e a Cufa (Central Única das Favelas) desenvolvem em parceria desde 2011, projetos que buscam melhorar a qualidade de vida nessas comunidades e contribuir para a disseminação do conceito de cidadania.

O apoio da Mapfre é viabilizado a partir do programa Formando Comunidades, criado com o objetivo de promover assistência continuada a crianças e adolescentes que vivem em comunidades carentes. Para isso, a instituição destina recursos a diversos projetos de educação integral, com iniciativas focadas em educação, saúde e nutrição. “Ao apoiar a realização de projetos sociais dessa natureza, estamos investindo e contribuindo para a construção de um futuro melhor para essas comunidades. Temos consciência da nossa responsabilidade com esse público e da importância do nosso auxílio, que cada vez mais tem contribuído para a redução dos riscos sociais aos quais esse público está exposto”, destaca Fátima Lima (foto), diretora da Fundacíon Mapfre no Brasil.

O foco de atuação principal dos projetos desenvolvidos em parceria pela Fundacíon e pela Cufa está orientado para a formação de jovens, com o objetivo de romper o círculo vicioso já instalado, gerar novas perspectivas de vida e inclusão social.

Em Salvador, esse posicionamento é materializado com a formação de guias turísticos, um setor em plena expansão no Brasil, nas comunidades periféricas à cidade. Em Manaus, considerando as demandas das empresas do pólo industrial da cidade, foi criado um balcão de empregos para orientar, acompanhar e encaminhar os participantes ao mercado de trabalho. Além disso, em 2013 serão realizados cursos paralelos sobre empreendedorismo, cidadania, comunicação, resolução de conflitos, trabalho em equipe, etc.

Em 2013, os projetos seguirão a estratégia de êxito já utilizada, baseando-se no aproveitamento das potencialidades dos jovens, em apoiar a liderança da própria comunidade e em adaptar parte da formação profissionalizante às necessidades do mercado de trabalho, uma vez que a geração de renda é uma prioridade dos projetos.

Desde o início da parceria em 2011, as instituições já atenderam mais de 1.600 jovens e adultos em comunidades de Manaus e Salvador, com resultados que superaram as expectativas: 115 participantes conseguiram um emprego formal; 7 foram aprovados em vestibular para universidades; mais de 1.500 jovens receberam orientação laboral e mais de 150 cursos de formação profissional titulada foram realizados no período.

“Atuamos em linha com o Objetivo do Milênio número 1 ‘Reduzir a pobreza extrema e a fome’ e trabalhamos onde a desigualdade está concentrada: nas favelas. O eixo central é gerar autonomia nestas comunidades, a partir do empoderamento dos líderes locais, aproximando-os a uma rede de contatos que viabilize os seus projetos e co-criando soluções para que estas agreguem o máximo valor a todos os grupos de interesse”, ressalta Leonardo Martins Dias, assessor estratégicoem Sustentabilidade da CUFA.

A ideia é dinamizar a mobilidade social e formar sociedades mais igualitárias, baseadas na igualdade de oportunidades, em um ambiente de ampliação de perspectivas, consciência e cidadania. Porque a igualdade beneficia absolutamente a todos.

Desafio: Como criar nos brasileiros a cultura de projetar seu futuro financeiro?

Belo artigo de Marcelo Blay publicado em algumas mídias, entre elas o portal Investimentos e Notícias (http://www.investimentosenoticias.com.br)

Vale a leitura, mas além de pensar em educação em escolas, é preciso aprimorar produtos, preço e atendimento ao cliente, o que, consequentemente, vai melhorar a percepção da sociedade em relação ao conforto de ter seguradoras como parceiras na transferência de riscos.

Quando buscamos uma resposta para entender por que o brasileiro ainda estranha o mundo dos seguros, surgem algumas ideias. Esse comportamento teria algo a ver com a educação fundamental nas escolas? Existe algo que possa ser feito? Será que estamos deixando de fazer alguma coisa ou de melhorar algum ensinamento para que nossas crianças aprendam desde cedo a importância da precaução e visualizem melhor as vantagens de se programarem financeiramente para sua vida adulta? As pessoas poderiam perceber desde cedo a importância de proteger aquilo que conquistaram.

Muito se discute sobre as condições da educação brasileira, especialmente a de base. Nessas horas, é fácil fazer críticas vazias, sem reconhecer que, em vários aspectos, a direção da mudança tem sido positiva. Além disso, apontar as falhas sem oferecer uma solução jamais fará o Brasil atingir o que acreditamos ser nosso potencial como nação em um horizonte de curto prazo – e, com isso, quero dizer uma geração, algo próximo a 20 anos. Se demorarmos mais tempo, poderá ser tarde demais para o País, uma vez que o chamado bônus demográfico de nossa população se encaminha para o fim, em outras palavras, o Brasil corre o sério risco de se tornar “idoso” antes de se tornar rico.

Mas é fato que algo deve ser feito para que nossas crianças, desde pequenas, tenham sua curiosidade despertada para o futuro e os riscos a que estamos sujeitos, pois todos acabamos vivenciando no decorrer da vida situações diversas das desejadas. Neste ponto, cabe refletir com base em outros casos: uma cultura juvenil como a norte-americana, na qual o conceito de seguros e sua importância são mais bem compreendidos, poderia ser estimulada no Brasil?

Certamente, análises estatísticas mais aprofundadas não fazem parte do currículo do ensino fundamental, mesmo nas nações mais desenvolvidas. Mas algo de diferente é percebido em outros países quando vemos o gosto das crianças por esportes, seus times e jogadores. Nos EUA, por exemplo, um jogo de beisebol mostra, a cada lance, antes de uma rebatida importante, estatísticas relevantes com informações que impressionam. Esses dados não são complexos. Pelo contrário, ajudam a criança a construir suas próprias estimativas intuitivamente e, sem perceber, entender quais as chances de seu jogador favorito rebater corretamente a bola e qual o risco de o adversário ganhar pontos importantes para o time. No basquete, a mesma coisa: em vários momentos do jogo, números são fornecidos e estimulam a criança a familiarizar-se com contas básicas, frações e o tal do percentual.

Fica claro que, mesmo que esses pequenos não se tornem engenheiros ou mestres em alguma ciência exata, estarão aptos a fazer um planejamento financeiro e a trabalhar com o conceito de juros. Além disso, saberão o que esperar de um “lance” ou de uma “jogada” importante em sua vida pessoal – como a compra de um automóvel ou de sua residência. É aí que o hábito de pensar sobre o futuro começa a ser elaborado. A criança conseguirá estimar riscos, o que nada mais é que perceber a possibilidade de algo não sair como foi planejado, seja um gol de seu time, seja a cesta de três pontos do adversário, seja, mais tarde, seu carro ser roubado e ela perder o investimento de anos de trabalho.

Resta a pergunta: o que podemos fazer no Brasil, com nossos recursos escassos e com uma educação que ainda tem um caminho longo a percorrer? Por que não introduzir no currículo de alunos das primeiras séries estratégias educacionais divertidas, utilizando esportes como o futebol e o vôlei? Poderíamos abordar temas como o percentual de passes de um jogador durante uma partida, a quantidade de defesas de pênalti de um goleiro em toda a sua carreira ou o percentual de contra-ataques iniciados na defesa por um time que chegam a gol. Essas e muitas outras são situações que indicam para as crianças estimativas rápidas sobre a probabilidade de algo sair como o desejado ou como o indesejado.

Alguém poderia argumentar que o futebol atingiria apenas meninos, mas mudanças do tipo que propomos raramente escolhem gênero, raça e opção sexual. Poderiam exercer alguma influência no nível social e educacional, mas, justamente por isso, sugerimos aqui o esporte como foco de aprendizado. Também poderiam ser as redes sociais, que, como os jogos, são manifestações que abrangem, praticamente, do mais rico ao mais pobre. Se considerarmos o Brasil de hoje, no qual a inclusão digital é crescente, ficará ainda mais fácil.

Adolescentes e jovens, por exemplo, poderiam aprender noções de seguro por meio dos relacionamentos estabelecidos nas mídias sociais: quantos de seus posts receberam um “curtir”, qual o percentual de amigos que comentaram ou marcaram suas fotos. A ideia é que as mudanças venham não somente de uma aula específica, na qual um professor utilize o vídeo de um jogo e forneça estatísticas relevantes, mas também da educação e dos hábitos cultivados dentro de casa.

Quando chegarem à idade adulta, essas crianças e jovens terão um bom embasamento para ponderar, por exemplo, se vale a pena investir 5% do valor total de um automóvel para fazer um seguro, se ele custou o equivalente a 20 salários para ser adquirido. A clareza no raciocínio para avaliar chances de um resultado acontecer poderá fazer com que a cultura do brasileiro se direcione mais rapidamente para uma cultura que valorize o planejamento pessoal e financeiro, atribuindo o valor correto a uma apólice de seguro que, muitas vezes, consideramos “cara” por simplesmente não termos parado para planejar o futuro ou estimar riscos.

Tenho certeza de que professores criativos terão outras ideias divertidas para ensinar uma disciplina que, quebrados os preconceitos, pode ser muito interessante. Talvez possamos contar com a ajuda das redes de TV que transmitem esportes para ampliar a quantidade e a qualidade das informações divulgadas durante as partidas. Esse pode ser um bom começo. Pelo menos, o assunto passaria a fazer parte das conversas nas escolas na segunda-feira.

Marcelo Blay é fundador e sócio-diretor da Minuto Seguros, está no mercado há mais de 20 anos e trouxe seu know how para montar a empresa. Blay é formado em Engenharia pela Escola de Engenharia Mauá com MBA em Finanças pela FGV e Columbia University (NY).

Brasileiro acredita que aposentadoria vai durar 23 anos, mas que dinheiro acaba 11 anos antes do previsto

Saiu a super interessante pesquisa realizada pelo HSBC sobre aposentadoria. A oitava edição da pesquisa “O Futuro da
Aposentadoria” tem muitos destaques interessantes para indivíduos, corporações, governo e insituições financeiras pararem para analisar e buscar o melhor dentro de cada negócio. Os indivíduos podem se conscientizar com as estatísticas e as insituições formularem produtos dentro das necessidades detectatas. Realmente essa pesquisa é prá lá de interessante para todos, e, por isso, para o jornalista.

Um dos destaques é que os brasileiros acreditam que seu período de aposentadoria será de 23 anos, mas poupam para somente 12 deles, ou seja, os outros 11 anos não sabem como irão se sustentar. E que os brasileiros poupam mais para as férias (49%) do que para a aposentadoria (41%).

Veja os dados divulgados em um release pelo HSBC

• Pesquisa global do HSBC ouviu 15 mil pessoas no mundo, sendo mais de mil no Brasil
• Somente 38% dos brasileiros poupam regularmente
• 49% dos brasileiros preferem poupar para férias do que para aposentadoria
• Planejamento financeiro formal ou informal levou 42% dos entrevistados a poupar mais

Ao contrário do que se imagina, o brasileiro começa a economizar para a aposentadoria quatro anos antes da média mundial. No entanto, essa constatação esconde o fato de que quase dois terços (64%) dos entrevistados nunca poupou para a aposentadoria. Essas são algumas das conclusões de um estudo global sobre o futuro da aposentadoria, realizado pelo HSBC com 15 mil pessoas em 15 países, sendo mais de mil entrevistados no Brasil.

O estudo “O Futuro da Aposentadoria – Uma Nova Realidade”, divulgado hoje, reúne informações inéditas sobre o hábito de poupar e a falta de planejamento dos brasileiros para a aposentadoria:

• Os brasileiros acreditam que a aposentadoria durará 23 anos, mas que suas economias acabam em apenas 12 anos, ou seja, 11 anos antes do previsto.

• Se o brasileiro tivesse que escolher poupar para as férias ou guardar o dinheiro para a aposentadoria, a maioria dos entrevistados escolheria economizar para as férias (49%).

• Dos brasileiros entrevistados, aproximadamente 59% julgam inadequada sua preparação para a aposentadoria: a maior parte (41%) admite não fazer o suficiente e uma parcela razoável (19%), na verdade, nem está se preparando.

• No Brasil apenas 38% são poupadores regulares, e dentre os que nunca pouparam para a aposentadoria, 42% dizem que não o fazem por causa do alto custo de vida. 24% revelaram nunca terem pensado no tema.

SAÍDA ESTÁ NO PLANEJAMENTO FINANCEIRO

A pesquisa mostrou também que o planejamento financeiro e a consultoria profissional têm efeito positivo sobre os níveis de poupança para a aposentadoria. 42% revelaram que pouparam mais a partir do momento em que começaram a se planejar formal ou informalmente. Entre aqueles que tiveram assessoria profissional, esse número chegou a 58%.
“Esses números revelam que a organização e a disciplina associadas ao planejamento já são um grande fator de impulso para uma aposentadoria com maior disponibilidade. Quando o planejamento é assistido os resultados são ainda melhores”, afirma Gilberto Poso, superintendente-executivo de Gestão de Patrimônio do HSBC.

O brasileiro, no entanto, não está sozinho nesta falta de planejamento para a aposentadoria. Segundo o estudo do HSBC, quase metade dos entrevistados em 15 países está despreparada para enfrentar esse período da vida. Alguns dos países com maior renda no mundo são os menos preocupados com a aposentadoria, como o Reino Unido, a França, o Canadá e a Austrália.

Como no resto do mundo, quando se aposentarem, 51% dos brasileiros querem passar mais tempo com a família e os amigos e 50% deles pretende viajar. Quando perguntados sobre seus receios na aposentadoria, as principais preocupações dos entrevistados foram ter condição para pagar assistência médica e as dificuldades financeiras. Parte dos respondentes também está preocupada em ter problemas de saúde. A pesquisa mostrou ainda que os brasileiros acreditam que poderão viver confortavelmente durante a aposentadoria com o equivalente a 70% da sua renda atual.

No Brasil, 37% consideram a previdência pública como uma importante fonte de renda na aposentadoria. Mesmo levando em conta outros recursos, os entrevistados consideram o apoio do Estado em elevada proporção (31) na composição de sua renda.

O principal motivo que leva 45% dos brasileiros a poupar para a aposentadoria é o receio de dificuldades financeiras. Embora não tão expressivo (22%), mas também importante, destaca-se a percepção de uma baixa qualidade de vida sobre familiares já aposentados.

Mongeral comemora liderança em ranking de rentabilidade de fundos RF

A Mongeral Aegon, que há pouco tempo ingressou na administração de ativos e também no segmento de previdência privada, comemora o resultado do esforço da equipe. Segundo nota divulgada, os fundos de renda fixa geridos pela Mongeral Aegon ocuparam as primeiras colocações do ranking de renda fixa da indústria de previdência privada do país, no mês de janeiro. Os dados foram organizados pela Economática, que tem como base estatística os dados captados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

O Top Previdência ficou em primeiro lugar, com desempenho equivalente a 125% do CDI; em seguida veio o Private Previdência, com 122% do benchmark, seguido pelo Previdência RF, com 110%. O desempenho mediano dos fundos que compõem o ranking foi de 78% do CDI.

A indústria de seguros e a tragédia de Santa Maria – Jornal do Commercio

Interessante artigo de Lauro Faria, professor da Escola Nacional de Seguros, publicado no Jornal do Commercio. Vale a leitura

O trágico incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, que vitimou mais de 200 pessoas, traz à tona o papel que o mercado de seguros pode exercer na proteção de bens e vidas. O público em geral entende que o seguro garante os valores dos bens materiais em casos de acidentes, mas poucos sabem que desempenha papel decisivo na prevenção dos mesmos, evitando, na maioria das vezes, que venham a ocorrer.

Na contratação do seguro multirrisco empresarial, as seguradoras realizariam previamente inspeções e examinariam os fatores que agravam situações de risco, como explosão, incêndio, roubo e vendaval. A verificação dessas situações ajuda a companhia a determinar o preço final do seguro e serve como sinal de alerta para o estabelecimento que quer contratar a garantia.

Se as condições agravarem o risco de acidentes, a aceitação do seguro somente ocorre depois que são acatadas as exigências de segurança feitas pelas seguradoras, o que diminui a probabilidade de acontecer uma catástrofe. No limite, se o estabelecimento não aceita diminuir o risco, o seguro pode ser recusado.

Na boate, um fator que certamente teria sido identificado numa inspeção de risco seria a utilização de material inflamável na cobertura do palco, bem como a existência de uma única entrada e, ao que parece, a inexistência de uma saída de emergência. O mercado de seguros disponibiliza produtos para estabelecimentos comerciais, como os seguros compreensivos empresariais, em que o segurado escolhe os capitais segurados para as diversas coberturas que necessita. No caso da boate, a cobertura básica abrangeria incêndio, que foi o causador do sinistro, explosões e queda de raio no edifício ou na área onde está localizada.

Devido à permanência de centenas de pessoas no local do incêndio, também seria importantíssima a contratação da cobertura adicional de responsabilidade civil, que cobre perdas resultantes de danos corporais e materiais causados a terceiros, desde que sejam involuntários e acidentais, pelas quais a empresa segurada possa vir a ser responsabilizada civilmente.

Contudo, mesmo havendo a contratação de seguro, para que as coberturas contratadas tenham validade e o sinistro seja indenizado, a legislação deve ser sempre respeitada, assim como as disposições constantes da apólice de seguro.

Segundo relatos, a boate Kiss funcionava sem estar em dia com o alvará de Plano de Prevenção de Combate à Incêndio, portanto não poderia funcionar. Tal fato já seria suficiente para negar a indenização, caso o local estivesse segurado. Também há a perda de direito à indenização sempre que o segurado agrava intencionalmente o risco. É de se perguntar se os donos da Kiss não o fizeram ao contratar uma banda que soltava fogos de artifício em um ambiente fechado e, além disso, instruíram os seguranças a trancar a única porta de saída.

Este lamentável acontecimento enlutou o Brasil e poderia ter sido evitado se todos os responsáveis agissem com bom senso. Esta tragédia representa uma péssima propaganda para um País se prepara para sediar eventos internacionais de massas, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.