O antenado consultor Francisco Galiza não deixou passar o editorial do Financial Times sobre a importância da indústria do seguros diante dos estragos causados pelo furação Sandy. “É oportuno destacar alguns pontos do texto”, diz ele em seu artigo semanal. Veja abaixo os trechos destacados:
O segmento como fator de bem estar social, compensando as perdas das pessoas e empresas em seus momentos mais críticos.
O seguro foi uma das grandes invenções da humanidade, proporcionando a transferência do risco daqueles que procuram proteção para aqueles com uma estratégia oposta.
O editorial ressalta a importância da regulação para a manutenção de um mercado com condições justas.
Para os países de menor renda, deve-se buscar o aumento da presença do seguro entre seus habitantes, sobretudo pelo fato de os meios de subsistência destes serem extremamente vulneráveis a desastres naturais ou a outros infortúnios.
Segue o texto original.
EDITORIAL, November 9, 2012
Praise to insurers
As residents of the US eastern seaboard patch up their lives amid the devastation wrought by Hurricane Sandy, one fact offers consolation: insurance will compensate many of them for at least a share of their material losses. It is a good occasion to acknowledge the good that financial businesses can do. While finance has been maligned as a “socially useless” activity, some financial services are essential contributors to human wellbeing. Insurance is among them.
The lost lives and vanished homes cannot be brought back. But for many storm victims, insurance companies may well end up covering half of the total material damage, estimated at up to $50bn. A functioning insurance market mitigates people’s losses and helps them to get back on their feet.
There is of course no need to be rosy-eyed about the insurance industry: the companies are in it for the money. The dispute on whether Sandy was a “hurricane” or a “post-tropical cyclone”, which determines the size of the deductibles, is unseemly albeit unavoidable. So, in the past, was the sorry quarrel about whether 9/11 attacks were two separate acts of terrorism or a single insurable event.
But overall, insurance companies make their profits by shifting risk from those seeking protection to those willing to take a risk. This is not only efficient. It also means that those afflicted by disaster receive more humane treatment than would be possible with only charity to rely on.
Next to technology, insurance is one of humanity’s great inventions to free itself from dominance by nature and vulnerability to acts of God. Its usefulness was starkly illustrated in 2010, when earthquakes hit Haiti and Chile only weeks apart. While tragic, Chile’s loss of life and property was tiny compared to Haiti’s. In part this was thanks to better construction rules. But Chileans were also better insured, and much of the monetary burden was lifted by an international insurance industry.
Insurance markets can still be improved, however. In the US, flood insurance is often subsidized, encouraging more people to live in flood-prone areas than would otherwise be the case. There and elsewhere, good regulation is essential.
But in many cases, the problem is lack of insurance, particularly among the world’s poorest. Part of what keeps them in poverty is that their livelihoods are so vulnerable to natural disasters or other misfortune. Millions could be released from poverty traps by deeper and broader insurance markets.
What is true of insurance applies to other fields of finance. The financial sector’s basic function is to shift risk from those who are unwilling to bear it to those who are, and to channel capital from savers to those with investments to fund. Finance is socially useful so long as it fulfils this mission.
Desbravar um mercado que ninguém se dispôs a conquistar. Esse foi o desafio que encorajou Fabio Pinho a trocar o comando de uma resseguradora local para ficar à frente da Essor Seguros. “O projeto me fascina dia após dia. Temos tanto a fazer. Meu maior concorrente hoje é a falta de cultura da indústria da construção com o seguro decenal”, comentou.
Até então o assunto era comovente. Uma história de vida profissional em ascensão, de um executivo que aos 48 anos chega ao comando de uma seguradora fruto da joint venture entre dois grupos franceses, Mutuelle des Architectes Français Assurances e Grupo Scor Global. Mas quando entrou a palavra “seguro decenal”, tudo ficou complicado. Afinal, o que significa isso? Me lembro que a SulAmérica lançou essa cobertura, mas faz tanto tempo e por não ter feito sucesso em razão do preço elevado por conta do monopólio de resseguro na época, que esqueci.
Logo se percebe que realmente é verdade quando o executivo comentou que acha a paternidade a melhor profissão do mundo. Pinho sorri e responde, como se fosse a primeira vez que dá uma aula sobre o assunto. “O seguro decenal protege o incorporador e o consumidor contra quaisquer danos estruturais da construção, como fundação alicerces, pilares, vigas, entre outros problemas que podem gerar perdas para a construtora.
O prazo de validade da cobertura é de 10 anos, sendo que cinco deles a seguradora indeniza a construtora, que legalmente é a responsável por erros técnicos segundo determina o Código Civil. “Quando acaba a garantia da construtora, os investidores dos empreendimentos residenciais contam com mais cinco anos de garantia para danos cobertos pelo contrato”, explica. Ele lamenta o grupo não ter começado no Brasil quando os estádios de futebol da Copa estavam sendo licitados. “Poderíamos contribuir muito”, lamenta, lembrando que sem esse seguro quaisquer rachaduras, por exemplo, terão de contar com recursos públicos caso venham a apresentar problemas após cinco anos.
Essa tem sido a rotina de Pinho nos últimos quatro meses. Explicar para as pessoas o funcionamento de um produto que é popular na França, país onde é comercializado há 40 anos. Espanha opera com o seguro há 20 anos, China há 10 anos e o México há cinco anos. “No Brasil, somos pioneiros, o que exige do grupo um grande esforço de divulgação e aculturamento dos engenheiros e investidores”, diz.
A aceitação do produto, segundo ele, tem sido muito boa. Afinal, ninguém faz um prédio para cair. Mas erros acontecem e podem causar perdas significativas para as construtoras e para os clientes. “Quem não se lembra do caso Palace, no Rio de Janeiro”, lembra. Trata-se do desabamento do edifício na Barra da Tijuca, em fevereiro de 1988, quando oito pessoas morreram soterradas e até hoje os proprietários lutam para reconstruir a perda do patrimônio.
Vários contatos já foram feitos e há grandes perspectivas de fechar negócios significativos em 2013 tanto do decenal, produto inédito na América Latina, como também do seguro de garantia, que foi o primeiro a ser lançado pelo grupo, em agosto deste ano. São seguros com um prazo médio de seis meses de maturação e que precisam ser incluídos no orçamento da obra desde o início.
É praticamente impossível fazer o seguro após as obras já terem sido iniciadas, uma vez que a subscrição do risco exige análises do solo, dos materiais utilizados e acompanhamento do processo de fundação. ˜São fases determinantes para garantir a rentabilidade da operação. Treinamos uma equipe de engenheiros, responsáveis por assessorar os responsáveis pela obra em todas as etapas. Eles acompanham e recomendam ações caso haja algo no andamento da obra que possa ocasionar problemas futuros”, explica.
Segundo Pinho, o custo do seguro decenal gira em torno de 1% do orçamento da obra. “A experiência nos mostra que ter o seguro é um grande facilitador de vendas, e que acaba se diluindo com a economia obtida pelo menor prazo de campanhas de vendas. A expectativa do grupo é atingir R$ 1,3 bilhão em contratos nos próximos cinco anos. Considerando-se que o Brasil é um verdadeiro canteiro de obra, a Essor tem um campo fértil para explorar.
A BM&FBovespa anunciou ontem (29/11) que a SulAmérica S.A. (BM&FBovespa: SULA11) integrará, pelo quarto ano consecutivo, a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). A companhia é a única seguradora listada no índice, que avalia como empresas tratam as questões ambientais, econômico-financeiras, sociais, mudanças climáticas e governança corporativa.
“Estar presente no ISE pelo quarto ano consecutivo é resultado de uma política de longo prazo de comprometimento com a sustentabilidade, que vem provocando mudanças sistêmicas na gestão e na governança da companhia. Esse ciclo virtuoso gera um valor agregado para todos os nossos públicos e contribui para a valorização das ações no longo prazo”, comenta o presidente da SulAmérica, Thomaz Cabral de Menezes.
Pelo segundo ano consecutivo, as empresas puderam optar pela publicação das respostas dos questionários. A SulAmérica foi uma das 14 companhias que autorizaram a divulgação das respostas de seus questionários, reafirmando seu compromisso com a transparência na divulgação de informações.
O ISE reflete o retorno de uma carteira composta por ações de empresas com os melhores desempenhos em todas as dimensões da sustentabilidade empresarial, atuando como uma referência para o investimento socialmente responsável e induzindo boas práticas no meio empresarial brasileiro. A nova carteira, anunciada ontem (29/11) pela BM&FBovespa, terá vigência de 07 de janeiro de 2013 a 03 de março de 2014 e conta com 51 ações de 37 companhias, que representam 16 setores.
De janeiro a setembro de 2012, registrou R$ 7,9 bilhões de receita em prêmios, o que representa crescimento de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com mais de 6,7 milhões de clientes, a SulAmérica atua em quatro diferentes segmentos: Saúde e Odontológico; Automóveis e Ramos Elementares; Seguros de Pessoas (Vida e Acidentes Pessoais) e Previdência Privada e Gestão de Ativos.
Release
A Liberty Seguros, Seguradora Oficial da Copa do Mundo da FIFA 2014™, lança o segundo vídeo da campanha com personagens que, no anonimato, também são responsáveis por contribuir na realização do maior evento esportivo do planeta, a Copa do Mundo da FIFA 2014™ no Brasil. Em parceria com a Revista Placar, o novo vídeo traz a história da dona Val, segurança do Pacaembu, o Estádio Municipal Roberto Machado de Carvalho, em São Paulo há cinco anos. Dona Val diz que no início não gostava de futebol, mas quando passou a trabalhar com o esporte a emoção aflorou e acabou se apaixonado. “Quando termina o jogo e deu tudo certo eu penso: eu ajudei, eu estava lá”, comenta. O vídeo pode ser acessado no link http://www.youtube.com/watch?v=i253O1nmrCs.
A Liberty também criou um infográfico que mostra as profissões “anônimas” que serão determinantes para a realização da Copa no Brasil e as ações que o mercado está tomando para qualificar esses profissionais. Entre elas estão: motorista, professor de inglês, garçom, policial e agente de viagem. Um dado que desperta atenção é o número de voluntários inscritos para ajudar na Copa do Mundo da FIFA™ no Brasil. Enquanto a Alemanha contou com 48 mil voluntários e a África do Sul com 70 mil, o Brasil conta com mais de 130 mil pessoas de 147 países se candidatando em diversas áreas. “Essa é a maior prova que o mote da nossa campanha, a responsabilidade compartilhada, é real no Brasil. O amor pelo futebol brasileiro ultrapassa nossas fronteiras”, comenta a diretora de marketing da Liberty Seguros, Adriana Gomes.
De um dia para o outro, a AIG deixou de ser sinônimo de sono tranqüilo para ser um pesadelo real para milhões de pessoas envolvidas com seguros no mundo. Em setembro de 2008, quando o governo dos Estados Unidos acabara de virar as costas para o Lehman Brothers, deixando o quinto maior banco de investimento do pais ir a falência, soube que teria outro imbróglio para resolver: a AIG. A pressão para socorrer a AIG veio de várias partes do mundo, uma vez que ela era a garantidora de milhões de contratos. Ou socorre ou o sistema financeiro mundial estará em risco. Esse foi o recado dos assessores a Ben Bernanke, presidente do FED, banco central dos EUA, no auge da crise financeira. Aparentemente, foi um choque para ele, que três meses antes afirmava categoricamente que o sistema bancário americano estava ”bem capitalizado”. A saída foi injetar mais de US$ 180 bilhões no grupo.
Quatro anos depois de ser socorrida, a AIG divulgou lucro de US$ 1,9 bilhão no terceiro trimestre de 2012, em seu primeiro balanço após o Tesouro dos EUA deixar de ser o sócio majoritário da companhia. Uma forte reversão do prejuízo de US$ 4 bilhões (US$ 2,10 por ação) apurado no mesmo período do ano anterior. Isso mostra que tão rapidamente como chegou ao fundo do poço, a AIG se repagina e em breve deve voltar ao posto de liderança que ocupou por tantos anos. Pelo menos na America Latina, região na qual nunca deixou de apostar. Em 2011, o grupo apareceu lá no fim do ranking das 20 maiores seguradoras da America Latina, elaborado pela Fundación Mapfre. “Ela sobe rápido”, aposta um ressegurador, que está entre os principais parceiros de negócios da AIG no mundo e que foi até o coquetel de apresentação de Jaime Calvo, novo CEO de operação de seguros da AIG no Brasil. Ele assumiu o lugar deixado pelo carismático Guillermo Leon, que passou a conduzir a operação local de resseguros.
Sobre Jaime Calvo pouco posso contar além do que leio e ouço. Não pude conversar com ele no evento por determinação da área de comunicação, que garantiu entrevistas exclusivas para a revista Exame e Valor Econômico. Sobre ele o leitor poderá ter mais informações nas matérias que serão publicadas pelas jornalistas Carolina Oms, do Valor Econômico, e Malu Fernandes, da Exame. Ambas estiveram com Calvo e com o chefe Peter Eastwood, presidente executivo da AIG para as Américas, pouco antes do início do evento que reuniu mais de 200 convidados. Enquanto isso, eu circulava entre clientes, corretores de seguros e de resseguros, bem como resseguradoras, advogados, consultores, engenheiros, executivos do mercado financeiro envolvidos em financiamentos estruturados e outros jornalistas especializados.
“Já o conheceu? Ele é bom para enfrentar a concorrência no Brasil, que tem até mesmo o governo como player?”, indaguei um de seus convidados que atua na área de resseguro. “Não sei sequer se é calvo”, brincou. Sabemos que ele é mexicano e estava atuando na Argentina. “Deve estar feliz da vida de ter vindo para o Brasil, pois trabalhar no mercado portenho está uma coisa de louco com as mudanças promovidas pela presidente Cristina Kirchner”, disse um outro convidado da área jurídica.
Realmente a situação na Argentina preocupa os brasileiros, que temem que a moda pegue no Brasil. Vale lembrar que apresidente Dilma Rousseff está com Cristina. A presidente da Argentina determinou, em cadeia nacional de rádio e televisão em outubro último, que as seguradoras terão que destinar uma porcentagem de seus recursos para “investimentos produtivos e de infraestrutura”. De acordo com Cristina, os fundos provenientes de seguros contra acidentes de trabalho terão que aplicar até 10% de seu total desta maneira. Os fundos de seguros gerais e de resseguros aplicarão até 20% de seu total. Já a porcentagem do total gerado pela venda de seguros de vida ficará em 30%. Segundo Cristina, em um ano a alocação para investimentos deverá atingir 7 bilhões de pesos argentinos, o equivalente a US$ 1,5 bilhão.
Exatamente neste momento Calvo deixa o país vizinho e chega ao Brasil, o país da moda para a indústria mundial de seguros. O mercado de seguros cresce ano a ano, independentemente da estagnação do PIB. As reservas se aproximam de R$ 400 bilhões e o governo agora prioriza o setor. A indústria passou a ser mais fiscalizada e o órgão regulador sofre menos influência privada e estatal, o que torna a concorrência mais leal. Nada daquele tempo em que o grupo perdeu algumas centenas de dólares ao apostar na área de automóvel no varejo no Brasil, com a seguradora American Home. A idéia de vender seguro de carro online e por telefone era tão boa que a empresa naufragou diante da força dos concorrentes e dos corretores, temerosos com tantas novidades que o grupo trazia para os consumidores locais.
Hoje é mais difícil conseguir tirar um concorrente do mercado. Tanto pela regulamentação como pelo voraz apetite dos estrangeiros pelo Brasil, uma vez que precisam recuperar a baixa rentabilidade mundial gerada pela recessão e perdas com catástrofes em países europeus, nos Estados Unidos e no Japão. “O Brasil é um dos principias mercados para o meu grupo”, afirma um importante ressegurador. Também não precisa mais afundar concorrentes. O Brasil cresceu tanto que há lugar para todos. Até mesmo para o governo, que prepara a estréia da “Segurobrás” para 2013.
São milhões de oportunidades de negócios, desde apólices simplificadas para o menor renda até sofisticados clausulados para garantir os riscos do pré-sal. A AIG está interessada em todos eles. Dentro deste escopo de negócios, todos trazem consigo boa chance de uma rentabilidade que chega a ser mais do que o dobro da obtida nos outros 90 países do mundo em que a AIG atua, nos quais tem uma rede de 62 mil funcionários para atender mais de 88 milhões de clientes. Em 2011, por exemplo, o ROE médio das seguradoras de seguros gerais nos Estados Unidos ficou por volta de 8%. No Brasil, acima de 20%.
Alem de ter a sorte de chegar num momento tão favorável ao Brasil, o mexicano Calvo ainda conta com o privilégio de trabalhar numa seguradora que tem uma marca imbatível. Mesmo tendo sido socorrida pelo governo americano, manteve seus clientes fieis a marca. Prova disso foi ter mudado o nome para Chartis, achando que teria problemas para se reerguer, e agora investir mais alguns milhões para relançar a marca AIG.
Realmente é um fenômeno a atuação da AIG. Há na internet centenas de teses de pós graduação a doutorado estudando o caso AIG, do pré-crise ao pós crise. No Brasil, ela era sócia do Unibanco. Uma parceria de sucesso. Uma das mais brilhantes, diziam os analistas. Durou 11 anos. Semana depois da AIG quase ir a bancarrota e ameaçar o sistema financeiro mundial, o banco Itaú comprou o Unibanco. Ou melhor. Foi uma fusão. O anúncio foi feito em 2 de novembro. Vinte e quatro dias depois, a parceira tão bem sucedida entre Unibanco e AIG foi desfeita.
Na época, Hamilton da Silva, presidente da AIG América Latina, afirmou que “a AIG espera continuar sendo uma fornecedora competitiva de serviços e produtos de seguros, tanto no Brasil como na América Latina.” E realmente conseguiu. Prova foi ter reunido pesos pesados da indústria de seguros, inclusive poderosos clientes, na festa em São Paulo. “Muitos acionistas queriam substituir a AIG nos contratos, mas a mantivemos e provamos agora que estávamos certos em acreditar que ela se manteria no mercado”, disse um cliente. Eastwood, chefe de Calvo, disse para a jornalista Carolina Oms, do Valor: “Estamos começando um novo capítulo no Brasil. Ter vendido a joint venture que tínhamos com o Unibanco foi um infortúnio. O país é muito importante para nós”.
Mas o que faz a AIG ser um objeto de desejo para clientes, corretores, seguradoras e atrair tantos talentos? A resposta é uma unanimidade. Quem trabalha com ela afirma que tem bons subscritores de risco, o que traz um conforto e tanto para os resseguradores. Afinal, um risco bem vistoriado traz mais chances de ganho e minimiza discussões futures sobre o que está ou não coberto no contrato.
A agilidade é outro atributo do grupo, segundo seus parceiros. “Enquanto uma concorrente dela está preenchendo o formulário para mandar para a matriz, a AIG já fez um conference call com os especialistas do risco em questão, e já retornou, por SMS, as bases do contrato para o cliente analisar”, conta outro convidado.
A inovação também está entre as virtudes dessa candidata a se tornar gigante novamente. “Eu não só peço coberturas diferenciadas e ela aceita, como os próprios executivos me sugerem garantias que sequer tínhamos pensado”, afirma um executivo que tem vários negócios com o grupo em todo o mundo. Foi a AIG, por exemplo, que trouxe para o Brasil o seguro ambiental e também o Directors & Officers (D&O).
Por essas e outras o grupo é tão querido no mercado de seguros e de resseguros mundial. Tem em carteira muitos contratos e boa parte deles vitais para a liberação de milionários valores por parte dos investidores de financiamentos estruturados. Ter a AIG em um contrato é sinal de que o risco foi analisado e é de boa qualidade, comentam subscritores do Lloyd`s of London, maior mercado de seguros do mundo. Os corretores procuram primeiro ofertar o risco a AIG. Se ela aceita, muitos outros seguem, facilitando a vida do corretor na conclusão da captação de capital para a cobertura do risco.
Mas ser tão querida também traz problemas. O Conselho de Supervisão de Estabilização Financeira (FSOC, na sigla em inglês) estuda considerar a empresa como uma instituição financeira sistemicamente importante, pela lei Dodd-Frank. Isso quer dizer que o grupo será severamente fiscalizado, pois o FSOC considera o nível de alavancagem da empresa, sua exposição extrapatrimonial e a importância da companhia como fonte de liquidez no sistema financeiro dos EUA, além de outros fatores, noticiaram as agências de notícias no mês passado.
Calvo vai enfrentar concorrentes de peso no Brasil. Inclusive Maurice “Hank” Greenberg, ex-presidente da AIG e que era a maior acionista da AIG na época do resgate. Ele sempre esteve de olho no Brasil e agora está de corpo presente. A Starr, da qual é o principal acionista, recebeu autorização da Susep para montar uma subsidiaria no Brasil.
Até nisso Calvo teve sorte. Chegou ao Brasil num momento em que o concorrente é também parceiro, diante da quantidade de riscos vultosos no país, o que faz com que as seguradoras se unirem em co-seguro para dar conta da necessidade de cobertura que o cliente necessita. Do Itaú, por exemplo, que tem a maior operação de seguros de grandes riscos, a AIG continua sendo a fiel parceira de negócios.
Além de atuar em grandes riscos, a AIG partiu para o varejo. Em recente entrevista ao Valor, Calvo informou que a meta do grupo é encerrar 2012 com US$ 300 milhões em receitas, saltando para US$ 1,3 bilhão em cinco anos. Se depender da admiração dos parceiros de negócios e manutenção das virtudes citadas, a cifra chega a ser prá lá de modesta para todos os projetos em andamento no Brasil, que vão do estádio do Corinthians até o seguro de carro online, projeto que retorna 20 anos depois com grandes chances de sucesso.
Bem-vindo a um mercado deslumbrante! Muito mais interessante do que tudo que já viu na Argentina!
A SulAmérica Seguros, Previdência e Investimentos está patrocinando mais uma temporada do Tihany, o maior circo da América Latina. O espetáculo faz parte do Circuito SulAmérica de Música e Movimento, iniciativa que tem como objetivo democratizar o acesso à cultura no país. Depois de passar por diversas cidades brasileiras, agora é a vez dos paulistanos assistirem o espetáculo “Abrakadabra”, que estreia hoje, dia 28 de novembro, no Parque Vila Lobos.
Na atual turnê, a companhia já levou o espetáculo a sete cidades brasileiras, incluindo a estreia em São Paulo. “Contribuir para a igualdade do acesso à cultura sempre foi um dos nossos maiores objetivos. O Tihany chega a São Paulo depois de passar por vários lugares que fogem do eixo das grandes cidades do Brasil. Isso mostra o quanto estamos comprometidos a levar cultura aos diferentes cantos desse país”, destaca o diretor de Marketing da SulAmérica, Zeca Vieira.
Com mais de 50 anos de história, a exibição traz um mix do tradicional mundo do circo, com palhaços, acrobatas, contorcionistas, malabaristas e ilusionistas. Agradável ao público adulto e infantil, a apresentação tem duração de duas horas e meia e conta com 68 artistas vindos de renomados festivais da Europa.
Merece destaque os recursos de tecnologia de ponta que envolvem as atrações e o conjunto de som e iluminação de alta qualidade.Tudo isso garante efeitos tridimensionais fazendo o público ultrapassar os limites da realidade entrando em uma viagem de pura magia.
Circo Tihany em São Paulo
Local : Parque Villa Lobos
Endereço: Av.Queiroz Filho 1557, Vila Leopoldina
Data: 28 de novembro de 2012 ( Duração prevista de três meses)
Sessões:
Terça à Quinta ás 21:00
Sexta e Sábados ás 17:00 e 21:00
Domingos : 11:30, 15:30 e 19:00
Preços: De 25 reais (geral) a 170 reais (camarotes). Todos os valores contam com meia entrada.
Meia Entrada – disponíveis para maiores de 60 anos, aposentados, professores, estudantes de qualquer idade ou grau , para crianças de 1 a 12 anos devidamente documentados.
Crianças até um ano não pagam, desde que fiquem no colo do responsável
Tendo como mote a “Economia da Longevidade”, o VII Fórum da Longevidade Bradesco Seguros discutiu oportunidades e desafios do envelhecimento no Brasil, como os impactos na economia e as mudanças necessárias para aprimorar a qualidade de vida da população com o aumento da expectativa de vida no Brasil e no Mundo. O evento reuniu cerca de 700 pessoas nesta terça-feira, 27 de novembro, no Hotel Transamérica, em São Paulo.
O vice-presidente do Conselho de Administração do Banco Bradesco, Antônio Bornia, abriu o evento destacando que hoje o sonho de uma vida centenária com qualidade é real. De acordo com Lúcio Flávio de Oliveira, presidente da Bradesco Vida e Previdência – empresa integrante do Grupo Bradesco Seguros, a participação de especialistas nos fóruns tem crescido de forma quantitativa e qualitativa. “Todos nós somos responsáveis por despertar a discussão sobre a longevidade e fomentar a cultura de investimentos de longo prazo”.
O palestrante David Bloom, professor de Economia da Universidade de Harvard, defendeu a necessidade de mudanças estruturais, sociais e políticas para minimizar os impactos do envelhecimento populacional. “Ao mesmo tempo em que a população envelheceu, a renda per capita dobrou, a expectativa de vida aumentou e a educação melhorou. Agora, precisamos retirar o envelhecimento das políticas restritivas. Ajustar o tempo mínimo para aposentadoria é o primeiro passo a ser tomado”, analisou em sua apresentação.
Opinião compartilhada pelo palestrante Jorge Félix, mestre em economia com a tese “Economia da Longevidade” e autor do livro “Viver Muito”. O especialista acredita que é possível evitar as visões catastróficas sobre o envelhecimento populacional. No entanto, o Brasil vai precisar enfrentar a discussão sobre a extensão da licença maternidade, horário de trabalho flexível, benefícios do segundo filho, entre outros, para incentivar a fertilidade. “Além disso, é necessário incentivar uma aposentadoria tardia por meio de estímulo por parte das empresas, entorno favorável, acessibilidade nas empresas e transporte público”.
Todas essas mudanças têm um impacto muito grande na economia brasileira. Em 2012, os idosos devem consumir mais de R$ 400 milhões, o que representa um quinto da renda somada de todos os brasileiros. “O tempo médio de estudo na terceira idade passou de 3,5 anos em 2000 para 4,2 em 2011.
Outra transformação na sociedade é a mudança de comportamento das pessoas em relação aos investimentos. Situação enfatizada pela jornalista Mara Luquet, especializada em assessoria e planejamento financeiro, que comentou que até 1994 as pessoas não se preocupavam com investimentos, pois qualquer aplicação era rentável. No entanto, com a queda dos juros os rendimentos também caíram e a diversificação dos investimentos passou a ser pauta cada vez mais constante entre a população.2010, e essas pessoas têm utilizado cada vez mais a internet. Além disso, o tempo médio gasto na internet é apenas 40 minutos menor do que o gasto pelos jovens. Resultado disso é um aumento de 200% nas compras online por este público, de 2007 a 2012, frente a um crescimento de 60% no comércio tradicional”, destacou Claudio Felisoni, professor da FIA e especialista em consumo de varejo e bens de consumo.
Mesmo com tantas mudanças, ainda há um longo caminho a percorrer em busca de uma sociedade mais preparada para receber os idosos. O gerontologista Alexandre Kalache, consultor do Grupo Bradesco Seguros desde 2006, quando foi realizado o I Fórum da Longevidade, foi um dos mediadores dessa edição e enfatizou a necessidade de prepararmos a sociedade, não para os idosos, mas para todas as idades. “Entre 1950 e 2050 a expectativa de vida da população do Brasil e de outros países vai aumentar mais de 30 anos. Precisamos encontrar uma maneira de aproveitar as oportunidades”, complementou o professor David Bloom.
Atrações especiais
A atriz Jane Fonda veio ao Brasil para participar do Fórum e lançar um livro, contou os segredos para viver e envelhecer com qualidade de vida. “Para envelhecer bem, você precisa ter senso de humor e ser fisicamente ativo. Além disso, algumas outras dicas são: manter-se curioso diante da vida, ter atitude e capacidade de perdoar, inclusive a si mesma”. A atriz, de 74 anos, é vencedora de dois Oscar, escritora e ativista política.
Os participantes também assistiram a um pocket show do espetáculo “Bibi, Histórias e Canções” da atriz e cantora de 90 anos, Bibi Ferreira, que entre uma canção e outra contou histórias da sua vida. Os convidados ainda tiveram a honra de presenciar o encontro de duas atrizes admiradas por seu trabalho e ícones da longevidade, que foram homenageadas pelo Grupo Bradesco Seguros.
Matéria extraída do portal da CNseg (viverseguro.org.br)
Para chegar aos 75 anos linda e bela como Jane Fonda, é preciso muito mais do que amor no coração, talento, comida saudável e prática de esporte. “É preciso poupar e investir sabiamente seus recursos”, disse a atriz e autora do livro “Jane Fonda, O melhor momento”. Ela admite, no entanto, que esse é um grande desafio das instituições financeiras. “Quando se é jovem, é difícil acreditar que você vai envelhecer”.
Ao ser indagada pelos jornalistas quanto investe mensalmente para se manter bela, Jane Fonda soltou um bela gargalhada. “Muito. O custo é muito elevado”, comentou. Para ela, há muito exagero em gastos com cirurgias plásticas e que esse é um tema que deve ser melhor avaliado pelas pessoas. “O Brasil é conhecido mundialmente pelas plásticas. Mas é preciso ter mais cuidado com esse assunto para não acabar ficando com um rosto jovem e um corpo velho.
Segundo ela, um dos motivos que a inspiraram a escrever o livro foi para tentar mostrar as pessoas que a vida fica ótima a partir dos 50 anos, considerando-se que não se tenha uma doença grave. “É preciso ter amor na sua vida. Não precisa ser sexual. Ajuda se for, claro. Mas o amor te mantém bonito e jovem. Não o jovem de cirurgia plástica. Mas jovem daquela forma que vem de dentro para fora”, diz ela.
Para ela, é preciso cultivar a resiliência, aceitando as limitações impostas pela idade. “Em 1988, quando estive aqui fui correr no parque do Ibirapuera. Hoje, não posso mais fazer. Meu joelho e meu quadril são próteses. Mas faço outros tipos de exercícios, que ajudam a não deixar o seu cérebro encolher”, diz ela, ressaltando alimentação saudável. “Tudo que coloca em sua boa tem valor nutritivo, que vai ajudar na luta contra as doença”, diz ela aos jornalistas.
Ela contou que não teve pânico de envelhecer, pois nunca imaginou que iria viver tanto. “Foi um choque envelhecer. Quando bati em 70 anos foi um choque. Estou mais feliz agora. Todos da minha família são deprimidos e eu estou cada dia melhor. Mas sei que muitas pessoas têm esse temor. Ter doenças como câncer ou demência senil. É muito triste. Viva o melhor da vida, aconselha Jane Fonda. “E poupe”, finaliza.
Jane Fonda participa do VII Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, realizado nesta terça-feira, no Hotel Transamérica, em São Paulo.
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) apresentou hoje (27/11), em São Paulo, durante o seminário internacional “Projeções do custo do envelhecimento no Brasil”, estimativas das despesas nas áreas de saúde pública e suplementar, além de previdência social, até 2030, geradas por conta da mudança demográfica que vai acontecer no País nos próximos anos.
Em 2010, o Brasil contava com 190,8 milhões de habitantes, sendo 11% de idosos (a partir de 60 anos de idade). Para 2030, a estimativa do IBGE é que o total de idosos atingirá 40,5 milhões de brasileiros, ou 19% da população, de 216,4 milhões. A projeção do IESS analisa, portanto, o momento posterior ao chamado “bônus demográfico”, período em que a parcela da população em idade ativa é maior do que a da população dependente. A previsão é que o bônus demográfico termine entre 2020 e 2025, como resultado do crescimento mais acelerado da população idosa.
Saúde pública
Os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com assistências ambulatorial e hospitalar podem atingir, em 2030, até R$ 63,5 bilhões, um crescimento de quase 150% em relação aos R$ 25,5 bilhões despendidos a estes serviços em 2010. A assistência ambulatorial compreende procedimentos realizados por profissionais de saúde no âmbito do ambulatório, sem necessidade de internação hospitalar, como consultas, exames diagnósticos, terapias e procedimentos clínicos e cirúrgicos. Já a assistência hospitalar abrange procedimentos com finalidade diagnóstica, procedimentos clínicos, cirúrgicos e transplantes de órgãos, tecidos e células realizados em regime de internação hospitalar.
Apenas como impacto do aumento e envelhecimento da população, os gastos com serviços ambulatoriais e hospitalares seriam de R$ 35,8 bilhões em 2030, um incremento de mais de 50% no período. Considerando, ainda, o crescimento das taxas de utilização do SUS e dos gastos médios por atendimento, projeta-se o cenário mais realista, no qual as despesas atingirão R$ 63,5 bilhões.
Previdência Social
Os gastos previdenciários e assistenciais do governo devem atingir 46,1% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2030. Um crescimento de 27,4 pontos porcentuais em relação ao patamar registrado em 2010, de 18,7% do PIB, segundo as estimativas do IESS.
A estimativa considera, na visão do IESS, um cenário realista, com crescimento médio do PIB de 2% ao ano, de 2010 a 2030, e manutenção da regra de reajuste do salário mínimo, sendo que o principal fator para o incremento dos gastos com o Regime Geral da Previdência Social (RGPS) e da Lei Ordinária de Assistência Social (LOAS) são a expansão demográfica e o envelhecimento da população. A projeção indica, ainda, que o total de aposentados e assistidos no Brasil deve crescer 89,77%, saltando de 20,65 milhões, em 2010, para 39,2 milhões, em 2030.
Se admitido um cenário mais otimista, com crescimento médio do PIB de 4% ao ano, no mesmo período considerado, os gastos previdenciários e assistenciais teriam um impulso ainda maior. Neste caso, os gastos do setor atingiriam 57,1% do PIB nacional.
Saúde suplementar
Os gastos do setor de saúde suplementar no País devem ultrapassar R$ 80 bilhões em 2030, o que representará um crescimento de mais de 35% em relação aos R$ 59,2 bilhões despendidos pelas operadoras em 2010, somente como consequência do crescimento do total de beneficiários de planos de saúde e, principalmente, da parcela de idosos.
Para projetar o avanço dos gastos do setor nas próximas décadas, o IESS construiu dois cenários considerando o “efeito demográfico puro”, sem aplicar qualquer indicador inflacionário ou de frequência de utilização dos serviços, o que elevaria ainda mais os valores projetados – os idosos realizam mais consultas do que os bebês de até quatro anos e o número de internações da população que tem entre 60 e 69 anos é o dobro daquela com idade entre 40 e 49 anos. No primeiro cenário, ao considerar a utilização de uma amostra de operadoras de planos individuais e a projetando para o conjunto de todo o mercado, concluiu-se que as despesas atingiriam R$ 83,1 bilhões em 2030 e, em 2050, saltariam para R$ 104,7 bilhões.
Já no segundo, valendo-se de uma amostragem de operadoras de autogestão e a extrapolando para todo o mercado, a estimativa atingiu patamares ainda mais elevados, de R$ 87,6 bilhões para 2030 e de R$ 117,5 bilhões em 2050. “O fato de a população envelhecer não é ruim para o negócio de saúde suplementar. Se houver equilíbrio financeiro entre o que se gasta e os valores recebidos pelas operadoras, estamos falando de um mercado muito significativo e, não por outro motivo, as grandes corporações globais do setor estão de olho no Brasil”, avalia o superintendente-executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro. “Enxergamos uma grande oportunidade, mas que poderá se tornar um risco, porque o problema não está em envelhecer, mas em não haver equilíbrio entre o valor cobrado e as despesas da área.”
Uma nova pesquisa do mercado de seguros especializados, o Lloyd’s de Londres, chama a atenção para o déficit anualizado de $168 bilhõesi em seguros, que deixa 17 países com alto crescimento gravemente expostos aos custos de longo prazo de eventos catastróficos. O novo estudo independente, realizado pelo Centre for Economics & Business Research [Centro de Pesquisa em Economia e Administração] e encomendado pelo Lloyd’s, ressalta claros riscos para países afetados por essa escassez, incluindo um ônus desnecessário cobrado do Estado e um custo mais alto de recuperação após desastres:
O Brasil enfrenta um déficit de seguro anualizado de $12,68 bilhões, significando que é severamente sub-segurado.
O Estado arca com uma proporção excessiva do custo de catástrofes naturais em países com um baixo nível de seguros. Um aumento de 1% na penetração de seguros em um país pode reduzir a responsabilidade do Estado em um percentual tão alto quanto 22%ii. Por exemplo, as enchentes na Tailândia em 2011 resultaram em danos estimados de $30 bilhões e ainda assim somente 3,47% foram cobertos por seguro. Devido a esse déficit de seguro o Governo Tailandês arcou com uma conta de $18 bilhões.
Os custos de recuperação pós-catástrofe são mais baixos em países que possuem níveis de seguro mais altos. Um aumento de 1% na penetração de seguros gera uma redução de 13% em sinistros não segurados.
O ritmo e a extensão do desenvolvimento econômico global viram o custo das catástrofes crescer em $870 bilhões em termos reais desde 1980. O nível de catástrofes naturais em 2011 produziu $107 bilhões em sinistros – o segundo ano mais custoso em geral para a indústria de seguros e o mais caro em sinistros de catástrofes naturais já registrado.
Richard Ward, Presidente do Lloyd’s , disse: “Com o Furacão Sandy ainda presente em nossas mentes, espero que essa pesquisa estimule um debate sobre como os governos – e empresas – gerenciam o risco de catástrofes naturais. Isso também levanta uma importante questão em relação ao mérito da transferência de riscos versus o uso de fundos públicos para cobrir o custo. O seguro existe por duas razões simples:- para ajudar a evitar a ocorrência de perdas, em primeiro lugar, mas também para aliviar as consequências financeiras se o desastre acontecer.
Como esta pesquisa enfatiza, um número excessivo de países com alto crescimento não está conseguindo tomar as providências necessárias para se preparar adequadamente para esse tipo de evento, deixando pessoas e empresas expostas. Com as economias de alto crescimento continuando a se desenvolver e as cadeias de fornecimento se tornando cada vez mais interconectadas, agora é o momento de nos perguntarmos: o mundo pode se dar ao luxo de assumir um risco tão grande?”Esse estudo abrangente é o primeiro desse tipo e cria uma nova medida de comparação de ‘sub-seguro’. Outras conclusões importantes incluem:
Uma análise dos cinco maiores desastres globais mostra que apenas 21% ($115 bilhões) de um prejuízo econômico total de $538 bilhões foram cobertos por seguro no mundo todo.
A China segurou apenas 1,4% dos sinistros decorrentes de catástrofes naturais de 2004 a 2011, com $208 bilhões em sinistros não segurados.
Em cinco dos 17 países identificados como severamente sub-segurados, o prejuízo médio não segurado médio para grandes catástrofes é de pelo menos 80%. O custo médio não segurado de catástrofes na China é de $18,91 bilhões; na Índia, de $1,96 bilhão e na Indonésia, de $1,45 bilhão.
Níveis de seguros mais elevados se correlacionam positivamente com o crescimento econômico. Um aumento de 1% na penetração de seguros está associado com o aumento do investimento de 2% do PIB.
Com o custo de danos de catástrofes naturais aumentando a cada ano, o Lloyd’s está convocando empresas, governos e companhias de seguro a agirem, a fim de se ajustarem às ameaças que essa escassez de seguros apresenta para empregos, domicílios e empresas nos países mais afetados:
As empresas precisam ter uma visão mais de longo prazo. A gestão de riscos tem que ser uma questão tratada em nível de conselho de administração e as empresas devem investir mais na preparação de curto prazo para proteção de longo prazo. Isso significa um melhor planejamento de contingências para proteger as cadeias de fornecimento. Um melhor planejamento e uma melhor gestão de riscos podem poupar recursos no longo prazo, liberar fundos para investimento e permitir que as empresas absorvam melhor os choques.
Os governos têm que investir mais em medidas de mitigação como barreiras contra inundações e defesas costeiras e promover, por exemplo códigos prediais urbanos mais fortes para minimizar os danos causados pela próxima grande catástrofe natural em um ambiente fiscal fraco. Os governos também podem ajudar suas economias abrindo mercados para seguradoras privadas, a fim de aumentar a capacidade disponível para subscrever riscos.
A indústria de seguros precisa tomar providências para entender melhor o risco em economias em crescimento, permitindo que possam perquisar e precificar novos riscos. Essas providências poderiam incluir investir em relações com seguradoras em territórios não familiares, em que o problema do sub-seguro é mais severo, e fazer mais para desenvolver uma gama de produtos e modelos para novos clientes em economias em crescimento.
Douglas McWilliams, fundador e Presidente do CEBR [Centro de Pesquisa em Economia e Administração], disse: “Esta lacuna em seguros tem um impacto enorme e duradouro sobre a capacidade de empresas, governos e indivíduos se recuperaram de terremotos, furacões, enchentes e incêndios em florestas, que nos afetam a todos a cada ano. Isso significa perda de pedidos, perda de empregos e desperdício de recursos do contribuinte devido à incapacidade de se preparar com antecipação para esses eventos, o que cria custos mais severos e impossíveis de administrar”.
i A cifra se baseia em uma redução de prêmios de seguro, exceto seguros de vida, em países subsegurados em 2011.
ii Com base em um exame aprofundado de cinco países em estudos de caso, representando 51% de todos os prêmios de seguro, exceto seguros de vida, em 2011 – discriminados em: EUA 33,9%, Japão 6,6%, Reino Unido 5,6%, China 4,4% e Tailândia 0,3%
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