A Brasil Insurance comprou o controle da paulistana Omega Corretora, que movimenta prêmios anuais de R$ 20 milhões, com a venda de apólices de benefícios, como saúde, vida, viagem e dental. O valor a ser pago é de R$ 13 milhões, dos quais 40% serão pagos em dinheiro e o restante em ações da Brasil Insurance, informou a empresa em comunicado ontem. Esta é a 21a. aquisição da holding de corretores listada em bolsa, com investimentos de R$ 375 milhões.
BR Insurance compra Omega, por R$ 13 milhões
Generali tem lucro 6,3% maior no mundo e arruma a casa para crescer no Brasil
A Generali divulgou lucro líquido de € 603 milhões (U$ 792 milhões) no primeiro trimestre de 2013, 6,3% acima dos € 567 milhões no mesmo período de 2012. O CEO mundial, Mario Greco, afirmou ser o melhor resultado do grupo em quatro anos. O segmento de seguros gerais registrou melhora de 1,8 ponto percentuais no índice combinado, para 93,6%.
O crescimento do lucro veio apesar de uma queda de 5% nos prêmios ganhos, para € 16,2 bilhões e uma queda de 11,5% no total das receitas, para € 22,3 bilhões. A redução nas receitas foi compensada por uma queda de € 3 bilhões em despesas para € 21,3 bilhões. Ao assumir a empresa em agosto de 2012, Greco revelou planos de vender, no valor de € 4 bilhões, ativos não ess enciais como parte de seu plano de recuperação. A empresa está em processo de venda da operação de vida nos EUA. A francesa SCOR e a americana RGA estão competindo para comprar a resseguradora da Generali. “Estamos nos estágios iniciais de nossa jornada e estamos no caminho certo para entregar nossas meta”, disse Greco em comunicado.
Apesar de não citar o Brasil, país visitado recentemente e que conhece muito bem por ter sido o CEO da América Latina da Zurich, Greco tem boas as expectativas com a operação local, comandada pelo português, responsável pelo início das operações do Lloyd`s of London no Brasil, José Ribeiro, que assumiu a presidência da Generali no Brasil há quase um ano. “Nossa meta é atingir R$ 1 bilhão em receita até o fim de 2014”, promete ele, que quer reduzir o gap de ser uma das maiores do mundo e uma das menores do Brasil.
Para conquistar tal meta, Ribeiro arrumou a casa, contratou novos executivos, se desfez de contratos deficitários e definiu como estratégia “pescar num mar com menos pescadores”. Segundo ele, o foco é criar produtos diferenciados e atuar em segmentos com poucos competidores, transformando riscos ruins em bons negócios. “Para tudo há um preço. Riscos ruins podem ser bons riscos se forem bem gerenciados”, diz. A equipe já está em busca de riscos que hoje não encontram coberturas para serem estudados e precificados.
O grupo também ousou em absorver as carteiras de seguro de carros das cooperativas, conhecidas como “seguro pirata”no mercado. A Susep vem fechando o certo às cooperativas, pois elas atuam como seguradoras sem serem fiscalizadas e reguladas. Diante disso, a Generali aproveita o momento e, por meio de parceria com associações, fez sua atuação em seguro de carro praticamente crescer 100% em 2012 em massificados, avanço liderado por automóveis. “Em 2013 vamos crescer 100% também, comprando as carteiras das associações. Começamos por Minas Gerais, mas vamos avançar em todo o Brasil. É um mercado imenso, com mais de 2 milhões de itens”, assegura o CEO da Generali no Brasil.
Já os riscos corporativos ficaram estáveis, em razão da limpeza feita na carteira.Mas a expectativa é grande para os próximos anos. O grupo renegociou contratos de resseguro, triplicando a capacidade para assumir riscos, para atender mais rapidamente as demandas de grandes e médios riscos e já se preparou para conquistar boa parte das micro e pequenas empresas com contratos sob medida. Além disso, o grupo vai buscar clientes mundiais da Generali presentes no Brasil, o que deverá ajudar a fortalecer o grupo localmente, uma vez que a seguradora é uma das maiores do mundo.
Microsseguro é uma área nova no Brasil e que requer muito investimento, segundo Ribeiro. Por isso, o projeto de entrar nesse segmento deverá aguardar um pouco mais. Pelo menos até a seguradora atingir o break even, ou seja, a dar lucro no Brasil. “Em 2013 vamos reverter o prejuízo em lucro”, aposta. Em 2012, a companhia registou uma receita com prêmio de seguro de R$ 433 milhões, avanço de 42,4% em relação ao ano anterior. A seguradora, porém, apresentou um prejuízo de R$ 45,5 milhões no período. O índice combinado sinaliza que em 2013 a situação deve melhorar, ao recuar dez pontos, para 78%, de 2011 para 2012.
O grupo italiano também pretende trazer ao Brasil inovações, tanto para clientes como para corretores, o principal canal de distribuição da companhia. “Sem inovação é praticamente impossível crescer num mercado tão concorrido”, reconhece. Neste ano, o grupo pretende abrir 22 escritórios de atendimento ao corretor, em mercados onde nunca atuou, do Nordeste ao Sul do Brasil. Por enquanto, a meta é crescer de forma orgânica. Porém, bons negócios serão sempre analisados, informa Ribeiro.
Um dos projetos pilotos vem sendo testado na Itália e outros importantes países em que está presente, como o “pay how you driver”. Trata-se de um seguro de carro calculado de acordo com o modo de dirigir da pessoa, já usado na Itália e Inglaterra. Um chip armazena dados como brecadas bruscas, velocidade entre outros, gerando um valor de seguro mais adequado ao tipo de motorista. Obviamente beneficia os bons motoristas, alvo de todas as seguradoras.Quem pouco usa o carro também será beneficiado, pois a quilometragem rodada tem importante peso na precificação.
Mongeral Aegon promove programa de intercâmbio Summer Job
A Mongeral Aegon, uma das dez maiores seguradoras independentes do Brasil, promove um intercâmbio diferenciado para os brasileiros que cursam MBA no exterior. Durante os três meses das férias de verão nos países em que estudam, alunos de grandes universidades estrangeiras, como University of Navarra – IESE Business School, na Espanha, Duke University – Fuqua School of Business e University of Pennsylvania – The Wharton School, nos Estados Unidos, trocam o descanso por um contrato de trabalho temporário na sede da seguradora, por meio do programa Summer Job.
“O objetivo é permitir que esses brasileiros, em curso de especialização no exterior, coloquem em prática esse conhecimento diferenciado que estão absorvendo em sala de aula, importando o know hall adquirido aos projetos estratégicos nos quais atuarão em nossa companhia. destaca a gerente de RH, Luciana Rosa.
Para o superintendente financeiro da Mongeral Aegon, Cláudio Pires, que será um dos primeiros gestores a receber um profissional vindo de fora, a expectativa é grande. “É interessante poder contar com o conhecimento de um profissional que chega à empresa trazendo a experiência adquirida em algumas das maiores universidades do mundo”.
O programa começou a ser estruturado no final de 2011 e, no ano passado, foram promovidos encontros com os alunos das universidades. Os interessados participaram de uma seleção que incluiu desde a análise do currículo até uma entrevista, feita por videoconferência, com os profissionais da seguradora. A depender do desempenho, os profissionais têm possibilidade de efetivação após a conclusão do curso.
Brasilcap traz objetos pessoais de Elvis para Porto Alegre
Release
A Brasilcap, empresa líder em capitalização, está patrocinando a vinda da exposição The Elvis Presley Experience para o Brasil. A partir da próxima quarta, diversos objetos pessoais do cantor estarão expostos em Porto Alegre: o telefone de ouro do seu quarto, a sua carteira com os cartões, os seus discos, as luvas de boxe que ganhou de Muhamad Ali, a farda usada no exército e até o emblemático carro MG vermelho usado no filme “Blue Hawaii”. Vários outros objetos pessoais estão incluídos na exposição, que está sendo realizada em parceria com a Elvis Presley Enterprise Inc, que administra todo o acervo do cantor no museu de Graceland, e a 2Share Entertainment, empresa que viabilizou a vinda ao Brasil da exposição.
Allianz patrocina Encontro Econômico Brasil-Alemanha
A Alemanha é o principal parceiro europeu do Brasil e o quarto maior no mundo. Nos últimos oito anos, o comércio entre os dois países obteve resultados positivos: passando de US$ 11,2 bilhões em 2005 para US$ 21,5 bilhões em 2012. Período em que o país alemão reduziu suas exportações para a União Europeia e passou a investir em novos mercados, principalmente entre as economias emergentes. Em 2012, o Brasil exportou US$ 7,2 bilhões e importou US$ 14,2 bilhões, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O potencial comercial entre os dois países será tema do Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2013, realizado pela CNI em conjunto com a congênere alemã, Bundesverband der Deutchen Industries (BDI), com apoio da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK).
No Brasil há 109 anos, a Allianz é patrocinadora do evento e apoia o estreitamento das relações econômicas entre os dois países. “O Encontro Brasil-Alemanha reúne empresariado de duas importantes economias, que se complementam entre si, para que as parcerias resultem em ganhos para ambos os lados. A Allianz está disposta a auxiliar o debate entre o governo brasileiro e o governo alemão junto à classe empresarial de ambos os países de forma a favorecer acordos comerciais”, afirma o diretor de Relações Institucionais da Allianz, Ingo Dietz.
Para abertura do encontro são esperados o presidente da Alemanha, Joachim Gauck, e a presidente Dilma Rousseff. Os dois representantes vão dar início, oficialmente, a programação do ano da Alemanha no Brasil. Durante os dois dias de evento, políticos, empresários e especialistas de ambos os países debaterão temas como oportunidades de negócios para pequenas e médias empresas, infraestrutura, energia e inovação.
Serviço:
31º Encontro Brasil Econômico Brasil Alemanha
Data: 13 e 14 de maio
Local: Centro de Convenções World Trade Center, em São Paulo
Reservas da capitalização crescem 15,5%
O mercado de capitalização ultrapassou os R$ 23 bilhões em reservas técnicas já no primeiro trimestre do ano. O valor total aplicado, e que garante a devolução dos recursos dos clientes dos títulos de capitalização, cresceu 15,5% em relação ao mesmo período de 2012. De janeiro a março, o faturamento do setor avançou 18,4% em comparação ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 4,5 bilhões.
No mesmo período, foram distribuídos mais de R$ 219 milhões em premiações, cerca de 12,5%, a mais que em 2012. O valor devolvido aos clientes em forma de resgate alcançou R$ 2,8 bilhões nestes três primeiros meses do ano. Apesar das incertezas a capitalização continua uma trajetória de crescimento, apresentando resultados históricos como das reservas. Foi o maior crescimento dos últimos cinco anos. Nossa expectativa é continuar nesse ritmo, com produtos flexíveis e acessíveis, particularmente para as classes C e D”, assinala Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap – Federação Nacional de Capitalização.
Ciclofaixa de Lazer terá pedalada especial em comemoração ao Dia das Mães
Em comemoração ao Dia das Mães, a Ciclofaixa de Lazer São Paulo terá uma atividade especial neste domingo, 12: uma pedalada pelo Centro Histórico da cidade. A atividade contará com a presença da primeira-dama, Ana Estela Haddad, e integra o projeto Ser Mãe em São Paulo que conta ainda com atrações musicais, atividades esportivas, feira gastronômica, brincadeiras, oficinas, diálogos e palestras entre os dias 10 e 12 de maio. O passeio ciclístico, promovido pela Secretaria de Esportes do Município, conta com o apoio do Grupo Bradesco Seguros e terá início às 10 horas, em frente à sede da prefeitura, no Viaduto do Chá, e terminará em frente ao prédio dos Correios.
O horário de funcionamento da Ciclofaixa de Lazer será normal: das 7 às 16h. O projeto é coordenado pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Transportes (SMT) e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e conta com o apoio do Grupo Bradesco Seguros desde o início do projeto, em 2009.
O Grupo Bradesco Seguros também disponibilizará o serviço SOS Bike em tendas localizadas no Viaduto do Chá, Praça do Ciclista, Praça Heróis da F.E.B. e Parque Itiquatira. Outros 40 mecânicos irão circular ao longo do trajeto da CicloFaixa para auxiliar os ciclistas que necessitarem de pequenos reparos nas bicicletas, como troca de corrente, acerto na altura do banco e calibragem de pneu.
Neste domingo, a Ciclofaixa Operacional de Lazer Centro-Luz será alterada e ampliada em 700 metros, em atendimento às solicitações de usuários. A partir do Largo de São Bento, o ciclista poderá optar por dois ramais: um em direção ao Parque da Luz e outro em direção ao Largo do Arouche, não havendo mais ligação entre os dois extremos. A finalidade é promover o acesso por bicicletas aos pontos de interesse turístico e cultural situados nesta região, em especial aos finais de semana e feriados nacionais, facilitada pela permissão de entrada de bicicletas no metrô, uma vez que nesta região estão situadas as estações Republica e Luz e estações de trem da CPTM Luz e Júlio Prestes.
Com isso, São Paulo passa a contar com 120,4 km de ciclofaixas (ida e volta) que reúnem em média 150 mil pessoas a cada domingo ou feriado nacional, segundo a CET. O Grupo Bradesco Seguros apoia o projeto desde a sua inauguração, em 2009. A Ciclofaixa de Lazer São Paulo integra movimento Conviva, uma iniciativa do Grupo Segurador, que visa promover a convivência harmoniosa entre motoristas, ciclistas e pedestres. É uma maneira de pensar e agir com cidadania.
Os 119,7 km de ciclofaixas estão distribuídos da seguinte forma:
Ciclofaixa de Lazer entre Parques Sul/Oeste – liga os parques das Bicicletas, do Ibirapuera, do Povo, Villa-Lobos, Avenida Chedid Jafet, Rua Funchal, Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini e Avenida Jornalista Roberto Marinho (até o futuro Parque Clube do Chuvisco) – 45 quilômetros de extensão;
Ciclofaixa de Lazer da Zona Norte – liga a Praça Heróis da F.E.B. à Estação do Metrô Parada Inglesa, permitindo acessar também o Parque da Juventude – 8 quilômetros de extensão (4 Km em cada sentido); em Outubro/2012, entrou em operação o prolongamento interligando a ciclofaixa à Ciclovia Braz Leme. O percurso é feito pela Avenida Santos Dumont e possui 500 metros de extensão nos dois sentidos;
Ciclofaixa de Lazer da Zona Leste – liga a Avenida Governador Carvalho Pinto ao Parque Linear Engenheiro Werner Zulauf-Tiquatira – 14 km de extensão (7 Km em cada sentido);
Ciclofaixa de Lazer Paulista-Centro – Ambos os sentidos da Avenida Paulista, ligando a Rua da Consolação à Praça Osvaldo Cruz. Esse trecho é interligado ao Centro da cidade através do eixo Vergueiro-Liberdade. Ao chegar à região central, o percurso passa por pontos turísticos históricos, como o Teatro Municipal, Viaduto do Chá, Mosteiro São Bento, praças Dom José Gaspar, Franklin Roosevelt e da Luz, conectando-se ao Elevado Costa e Silva, totalizando 22,5 Km de extensão;
Ciclofaixa de Lazer Paulista-Ibirapuera – liga a Praça Osvaldo Cruz (região da Paulista) ao Parque do Ibirapuera pelo eixo Vergueiro-Domingos de Morais-Jabaquara-Indianópolis, com 19,2 Km;
Ciclofaixa de Lazer em Guarapiranga liga a Ciclofaixa de Lazer Sul/Oeste à Represa Guarapiranga, passando pela Ciclovia do Rio Pinheiros e chegando à Ciclovia Parque Praia São Paulo, em Guarapiranga. Extensão de 41,2 Km nos dois sentidos, sendo 11,2 Km de ciclofaixa propriamente e 30 Km de ciclovia Rio Pinheiros.
Marsh aponta aumento na demanda pelo seguro de risco transacional entre o público global de fusões e aquisições
A demanda global pelo seguro de Risco Transacional cresceu 41% em 2012, decorrente a maior demanda das companhias com a intenção de protegerem seus grandes negócios, fusões e aquisições em outros países. De acordo com o estudo da Prática de Private Equity and Mergers & Acquisitions (PEMA) da Marsh, as coberturas dos seguros da corretora em 2012, em comparação com 2011, geograficamente foram: Europa, Oriente Médio e África, US$ 2,2 bilhões (US$ 1,7 bilhão); Ásia-Pacífico, US$ 423 milhões (US$ 387 milhões); e Américas, US$ 1,4 bilhão (US$ 768 milhões).
O maior aumento nos limites das apólices de seguro de risco transacional foi na América do Norte, com 86%. De acordo com o relatório da Marsh, esta tendência se apóia no aumento do uso desse tipo de seguro em negócios que excedem US$ 100 milhões.
Para Lorraine Lloyd-Thomas, da Prática de PEMA da Marsh e chefe da equipe de Risco Transacional da Grã Bretanha, os compradores em busca de aquisições na América do Norte estão cada vez mais cautelosos ao entrarem no mercado, devido às incertezas que cercam a recuperação econômica e a maior ênfase na regulamentação. “Temos também muitos clientes norte-americanos que estão em negociação na região da EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e Ásia-Pacífico com o mesmo receio. Como resultado, esses compradores têm sentido uma maior necessidade em seguros de risco transacional para mitigar seus riscos e prover o conforto necessário para prosseguirem com suas transações”, completa.
O estudo também aponta o crescimento popular do seguro garantia e de indenização (Surety & Indemnity) na indústria global de infraestrutura, que cobre desde ofertas a parques eólicos, até ativos complexos, como aqueles pertencentes a concessionárias e regulados por agências do governo.
“A demanda pelo seguro garantia e de indenização está crescendo significativamente perante o público global que investe em infraestrutura. Ela proporciona a saída dos investimentos com exposição mínima e faz com que os negócios se tornem mais atraentes para os potenciais concorrentes, resultando em um preço mais elevado. Há uma grande competição entre as seguradoras para estes riscos e a Marsh estruturou uma série de programas que excedem US$ 300 milhões em coberturas em seguro ano passado”, acrescenta Lloyd-Thomas.
Saúde movimentou R$ 96,5 bi em 2012
Mais um estudo da consultoria Siscorp. Desta vez o tema é saúde. Veja a análise feita pelo diretor presidente, Flavio Faggion, dos números de 2012. Boa leitura!
A atividade de saúde suplementar no Brasil no final de 2012 contava com 1.539 operadoras registradas na ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar e 66,5 milhões de beneficiários de planos de saúde (35% da população), dos quais 52% eram mulheres e 48% homens. Durante o ano, os beneficiários desembolsaram R$ 96,5 bilhões (2,2% do PIB) com planos de saúde de assistência médica e odontológica e as operadoras com essa massa de recursos, pagaram R$ 79,4 bilhões (82% dos valores arrecadados) em eventos médicos e odontológicos. Na gestão dos planos de saúde, as operadoras despenderam R$ 17,0 bilhões, ou seja, 18% dos recursos angariados.
A ANS classifica as operadoras em 8 modalidades: Autogestão-administra exclusivamente planos de saúde de empresas ou entidades; Cooperativa Médica-sem fim lucrativo; Cooperativa Odontológica-sem fim lucrativo e opera exclusivamente com planos odontológicos; Filantropia-sem fim lucrativo e certificada como entidade filantrópica; Administradora-apenas administra planos que são financiados por outra operadora; Seguradora Especializada em Saúde-seguradora autorizada a operar exclusivamente em planos de saúde; Odontologia de Grupo-demais empresas que operam exclusivamente, planos odontológicos; e Medicina de Grupo-demais empresas que operam planos de saúde.
As operadoras de medicina de grupo congregam o maior número de beneficiários de planos de saúde, com 30% do total, que pagam em média R$ 1.364 por indivíduo/plano. Por sua vez, as operadoras desembolsam a média de R$ 1.092 com eventos médicos e odontológicos por beneficiário, ou seja, 80% da angariação com os planos.
As seguradoras especializadas em saúde pagam a maior média com eventos médicos e odontológicos por indivíduo/plano: R$2.499, e cobram o maior valor médio por plano: R$ 2.983, sendo a segunda maior relação (84%) entre a despesa com eventos médicos e odontológicos dividida pela receita com os planos.
As cooperativas médicas angariam a maior massa de receitas com os planos de saúde, mais de R$ 34 bilhões. Seus beneficiários pagam em média R$ 1.915 por indivíduo/plano e as cooperativas pagam R$ 1.565 em média por evento médico e odontológico por beneficiário e a relação entre a despesa com eventos médicos e odontológicos dividida pela receita com os planos é de 82%.
As operadoras de odontologia de grupo e as cooperativas odontológicas comercializam planos com valores médios de R$ 148 e R$ 188, respectivamente por indivíduo/plano. As operadoras de odontologia de grupo desembolsam R$ 63 por evento odontológico/indivíduo, que representa 42% da receita com planos, enquanto que as cooperativas odontológicas pagam R$ 119 por evento, e a relação sobre a receita é de 63%.
As operadoras de autogestão mantém a relação (95%) mais próxima entre o valor dos eventos médicos e odontológicos e a correspondente receita com os planos. Tem os segundos maiores valores médios dos preços dos planos e dos eventos médicos e odontológicos por beneficiários: R$ 1.951 e R$ 1.844, respectivamente.
São Paulo reúne a maior concentração dos beneficiários do planos de saúde, com 38% total de beneficiários, representando 61% da população do Estado. Os demais estados da região sudeste tem uma concentração de 25% dos beneficiários, totalizando na região sudeste 63% de todos os beneficiários.
A população dos beneficiários por faixa etária se distribuiu uniformemente pelas regiões, com 24% dos beneficiários com até 19 anos, 56% dos beneficiários entre 20 e 49 anos, 13% entre 50 e 64 anos e 6% com 65 anos ou mais.
A região norte tem maior concentração na faixa até 19 anos, com 29% dos beneficiários totais da região, compensada pela menor concentração nas faixas com idade de 50 anos ou mais. O Nordeste tem a maior concentração de beneficiários de 20 a 49 anos, com 59% do total dos beneficiários dessa região.
A maior concentração de beneficiários com 65 anos ou mais está na região sudeste, exclusive o estado de São Paulo, com 8% dos beneficiários da região. 68% dos beneficiários dessa faixa etária estão concentrados na região sudeste.
Resseguradora local Terra Brasis recebe rating “bbb” da AMBest e ‘brA+’ da Standard & Poor’s
Depois de divulgar em fevereiro que foi aceita pela UNEP Fi (programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), como a mais nova signatária dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros – PSI, ação voltada para a indústria global de seguros e lançado em 2012, durante a Rio+20, a Terra Brasis, a primeira resseguradora brasileira a aderir ao PSI, integrando o seleto grupo de resseguradoras signatárias, ao lado das resseguradoras Munich Re (Alemã), Swiss Re (Suíça) e Scor (Francesa), recebeu dois ratings. A A.M. Best Co. atribuiu um rating de força financeira de B++ (Bom) e um rating de crédito de emissor de “bbb” a Terra Brasis Resseguros (Terra Brasis) (Brasil). A perspectiva para ambos os ratings é estável. Ganhou também ‘brA+’ da Standard & Poor’s.
Leia a íntegra dos comunicados
Os ratings atribuídos à Terra Brasis refletem seu forte plano de negócios e adequado capital de risco ajustado, que são baseados nos planos apresentados pelos seus dirigentes e a análise realizada pela A.M. Best. Terra Brasis é registrada como uma empresa de resseguros “local” no Brasil e planeja concentrar-se exclusivamente ao crescente mercado de resseguros no Brasil subscrevendo uma combinação ampla de negócios de vida e de ramos elementares.
Contrabalançando parcialmente estes atributos de avaliação positiva temos o perfil limitado da Terra Brasis no mercado, o potencial para mudanças regulatórias que podem afetar negativamente a empresa e o risco inerente associado a uma empresa nova de executar os seus planos de negócios. O mercado brasileiro de resseguros é um mercado altamente competitivo dominado por empresas significativamente maiores, algumas sendo apoiadas por grandes (re) seguradoras globais que possuem uma flexibilidade financeira mais substancial e recursos operacionais contra os quais Terra Brasis terá que competir.
Nos últimos anos, o mercado de resseguros Brasileiro transitou para um mercado mais aberto. Na América Latina, o Brasil é o maior mercado de (re)seguros e o país tem atualmente um ambiente econômico favorável o que representa um potencial significativo para crescimento continuo. À medida que o mercado de (re)seguros tem crescido, a competição também tem aumentado.
Pelo fato da Terra Brasis ser uma empresa de resseguros nova, A.M. Best irá acompanhar de perto o desempenho da empresa e a execução dos seus planos de negócio. Fatores de rating que poderiam levar a uma melhoria dos ratings ou a uma perspectiva mais positiva seriam rentabilidade sustentada e estável, forte capital de risco ajustado e indicações de que a empresa alcançou um perfil mais sólido no mercado. Fatores que poderiam levar a um rebaixamento dos ratings ou a uma revisão da perspectiva para negativa incluem uma perda significativa do capital de risco ajustado, volatilidade relacionada a subscrição de prêmios ou a incapacidade da empresa a atingir as suas metas de rentabilidade, conforme descrito no seu plano de negócios. Outros fatores que podem afetar negativamente as classificações da Terra Brasis seriam a saída de executivos-chave ou indicações de que a gestão de risco empresarial não está desenvolvendo de acordo com seu perfil de risco.
Rating ‘brA+’ atribuído à Terra Brasis Resseguros S.A. na Escala Nacional Brasil; Perspectiva é estável
Resumo
Acreditamos que a empresa resseguradora brasileira Terra Brasis atingirá suas metas de crescimento e de receitas com base em sua estratégia conservadora e na expectativa de resultados operacionais adequados. Atribuímos o rating de crédito de contraparte ‘brA+’ na Escala Nacional Brasil à empresa. A perspectiva estável incorpora nossas expectativas de que a empresa crescerá de forma conservadora e manterá bons níveis de capital.
Ação de Rating
Em 9 de maio de 2013, a Standard & Poor’s Ratings Services atribuiu o rating de crédito de contraparte ‘brA+’ na Escala Nacional Brasil à Terra Brasis Resseguros S.A. (“Terra Brasis”). A perspectiva é estável.
Fundamentos
Os ratings refletem nossa visão do perfil de risco de negócios “vulnerável” da empresa e de seu perfil de risco financeiro “adequado superior”. O perfil de risco de negócios “vulnerável” reflete nossa avaliação do risco-país da indústria seguradora do segmento brasileiro de negócios de ramos elementares (P&C, na sigla em inglês para Property & Casualty), o status de início de operações (start-up) da empresa e o mercado de resseguros relativamente pequeno no Brasil, altamente concentrado em poucos participantes e um ambiente muito competitivo. O perfil de risco financeiro “adequado superior” se baseia na avaliação de capital e rentabilidade “moderadamente forte” da empresa.
A Terra Brasis é uma companhia de resseguros que iniciou suas atividades com um montante de capital de R$ 100 milhões, certificada com licença definitiva pelo órgão regulador em outubro de 2012. A companhia opera em todos os segmentos do mercado de seguros do Brasil com retenções diversificadas, em conformidade com a sua estrutura de capital.
Nossa avaliação do risco-país da indústria seguradora para o segmento de P&C indica um “risco intermediário”. Isso reflete o risco normalmente enfrentado pelos seguradores do setor de P&C que operam no país, e é derivado de nossa avaliação de risco-país “intermediária” e “baixo” risco da indústria para o segmento de P&C. Nossa classificação de risco-país se baseia nos riscos dos sistemas econômico, político e financeiro do Brasil, a qual deriva de nossos critérios soberanos para os primeiros dois elementos, e dos critérios do BICRA para o último (veja “BICRA do Brasil permanece no Grupo ‘4’; Perspectiva de seis bancos alterada para negativa pelo aumento no risco econômico e no risco da indústria” e “Rating ‘BBB’ de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil reafirmado; perspectiva permanece estável”).
A nossa avaliação de risco “baixo” da indústria se ampara nos níveis bons e estáveis de rentabilidade do setor, somados aos padrões adequados de subscrição, com exposições de risco administráveis. Também consideramos que os potenciais riscos em geral provenientes de catástrofes são moderados, dadas a composição do portfólio da indústria e a baixa incidência de desastres naturais no país.
Em nossa visão, o mercado brasileiro mostra barreiras importantes para entrada, não pelo lado regulatório, mas sim como um resultado da composição do mercado, o qual é integrado por grandes e bem estabelecidos participantes. Consideramos que a supervisão regulatória local e o histórico são adequados, visto que temos previsto um desempenho satisfatório do mercado e crescente competição nos últimos anos; adicionalmente o regulador monitora com frequência e adequadamente toda a indústria.
A avaliação do perfil de risco de negócios “vulnerável” se baseia também em uma posição competitiva “menos do que adequada”. A Terra Brasis está operando há menos de um ano e detém uma pequena posição de mercado em um mercado de resseguros muito pequeno no Brasil, dominado pelo IRB-Brasil Resseguros S.A. Sua estratégia é operar em todos os segmentos de seguros no mercado brasileiro, mas esperamos que o segmento de P&C permaneça sendo a principal linha de negócios.
Embora os mercados ainda sejam muito pequenos, eles têm bom potencial para crescimento, especialmente em função da importante necessidade para desenvolver a infraestrutura no Brasil. Não esperamos que a empresa atinja desempenho operacional estável até construir uma marca reconhecida, diversificar sua base de clientes e estabilizar o crescimento.
Avaliamos a adequação de capital da Terra Brasis como “extremamente forte”, no entanto, como toda empresa start-up, os planos de crescimento são muito importantes nos primeiros dois anos das operações, os quais deverão consumir capital à medida que os lucros permanecem voláteis. Contudo, esperamos que a empresa mantenha pelo menos redundâncias de capital no nível ‘AAA’ até 2015. Isso está vinculado as nossas expectativas de melhor desempenho operacional e resultados finais positivos após a empresa atingir o breakeven (ponto de equilibrio) no início de 2015.
Em nossa visão, a posição de risco da Terra Brasis reflete o “risco moderado” que se beneficiam dos baixos riscos que ela detém como uma empresa start-up e a nossa visão de que a empresa não tomará riscos significativos à medida que cresce. Embora o portfólio de investimentos da empresa seja principalmente composto por títulos públicos, ela é administrada por meio de um fundo, o qual poderia expô-la aos riscos de contraparte do fundo. A flexibilidade financeira da empresa é adequada em decorrência de nenhuma dívida em seu balanço patrimonial e de nenhuma expectativa de que dívida será levantada nos próximos três anos.
Consideramos a gestão integrada de risco, a administração e as práticas de governança corporativa da Terra Brasis como consistentes com o rating. Nossa avaliação da gestão integrada de risco “adequada” se baseia em nossa visão de que a empresa tem estabelecido controles de risco adequados para gerir o crescimento. A avaliação da administração e governança da empresa é “regular” em nossa visão e reflete principalmente o seu status start-up, em que há certos fatores como, por exemplo, como a estratégia será convertida em ação construtiva, e a tolerância a risco da empresa frente a pressões de mercado.
No entanto, sua estrutura acionária é composta por profissionais experientes com boa expertise e profundo conhecimento dos mercados financeiros. A International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial para o setor privado, detém uma participação minoritária na companhia e, em nossa visão, poderia suportar a governança corporativa. A forte liquidez da Terra Brasis também se deve a seu status start-up e ao montante de capital disponível para crescimento.
Perspectiva
A perspectiva estável reflete nossa visão de que a adequação de capital da empresa permanecerá forte apesar do rápido crescimento esperado em função de a empresa estar em início das operações e dos desafios que enfrenta em termos de construir uma marca diferenciada, posição de mercado e diversificação. Embora não antecipemos que um breakeven seja atingido até 2015, esperamos que o desempenho operacional permaneça consistente com o nosso cenário de caso-base.
Poderemos rebaixar o rating se, diferente de nossas expectativas:
As perdas da empresa excederem o que consideramos em nossas projeções afetando o capital.
Percebermos aumento no risco sobre como o fundo gerencia os investimentos.
Se percebermos agressividade por parte da administração voltada ao crescimento.
Uma ação de rating positiva é uma possibilidade remota nos próximos dois anos, visto que a empresa precisa construir forte histórico e provar capacidade para enfrentar riscos inesperados.
CRITÉRIOS E ARTIGOS RELACIONADOS
Insurance Rating Methodology, 7 de maio de 2013.
BICRA do Brasil permanece no Grupo ‘4’; Perspectiva de seis bancos alterada para negativa pelo aumento no risco econômico e no risco da indústria, 13 de março de 2013.
Rating ‘BBB’ de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil reafirmado; perspectiva permanece estável, 18 de dezembro de 2012.






