Empresa especializada na venda online de seguro para carro, a Smartia lança hoje, dia 19 de abril, uma ferramenta para a cotação e contratação de seguro de automóvel no Facebook (www.facebook.com/smartiaseguros). Com essa interface o cliente não precisa sair da página da rede social para fazer a consulta, assim com mais facilidade contratar o seguro do carro.
Segundo Rodrigo Caixeta, CEO da Smartia, “desenvolvemos uma plataforma voltada para a rede social porque percebemos que esse é um espaço que está sendo cada vez mais valorizado pelo consumidor. Muitos produtos e serviços são oferecidos pela internet. Nossa expertise é a venda do seguro pela internet. Acreditamos que o seguro online representará 10% do mercado segurador dentro de cinco anos”.
Quem estiver visitando a página da Smartia no Facebook poderá fazer a cotação e também a contratação em até oito seguradoras à escolha que são: Allianz, BNP Paribas – Cardif, Bradesco Seguros, HDI Seguros, Liberty Seguros, Marítima Seguros, Tokio Marine Seguradora e Zurich Seguros. A empresa, que já teve mais de um milhão de acessos no site, está desenvolvendo conteúdo específico para o Facebook e vem aumentando também a base de fãs nas mídias digitais.
A RSA Seguros, um dos maiores grupos seguradores do mundo, anuncia balanço anual de sua operação no Brasil em 2012. Com índice de sinistralidade abaixo da média de mercado, a Companhia encerrou o ano registrando a marca de R$ 531 milhões em prêmios emitidos e crescimento nos prêmios retidos, que atingiram R$ 471 milhões.
A carteira de Transportes, principal segmento de atuação da empresa no Brasil, é a primeira maior no mercado nacional em seguros para embarcadores (Nacional e Internacional) e, durante o ano de 2012, o ramo totalizou R$ 225 milhões em prêmios retidos para a Companhia, registrando 16% de crescimento em relação ao ano anterior.
A carteira de Auto Frotas registrou crescimento de 28% em prêmios retidos, totalizando R$ 108 milhões. Os bons resultados alcançados, mesmo em um cenário competitivo, são reflexo de um produto diferenciado, que oferece ampla variedade de assistências, aliado ao atendimento ágil por profissionais especializados.
O crescimento alcançado pela carteira de Transportes durante o ano de 2012 é fruto de uma proposta de valor bem posicionada, integração com as melhores práticas de mercado, excelência em gerenciamento de riscos, ferramentas de tecnologia da informação e suporte técnico aos corretores, afirma Thomas Batt, CEO da RSA Seguros no Brasil.
Outro destaque da Companhia no período foi a área de Afinidades, que se posicionou como um importante canal de venda de seguros massificados, alcançando um crescimento de 80% em relação ao ano anterior.
Como parte do plano da Companhia de ampliar sua atuação em regiões estratégicas no Brasil e potencializar a geração de negócios, em 2012 inauguramos três novos escritórios, nas cidades de Goiânia (GO), Ribeirão Preto (SP) e Fortaleza (CE), para reforçar a oferta do nosso conhecimento em seguros corporativos e de afinidade ao mercado regional e contribuir decisivamente para impulsionar nossos negócios e aumentar a capilaridade da RSA Seguros no País, diz Thomas Batt, CEO da RSA Seguros no Brasil.
No balanço anual, o Grupo RSA apresentou resultado operacional de £ 684 milhões e prêmios retidos de £ 8 bilhões e 353 milhões, o que representa um aumento de 5%, com taxa de câmbio constante, em relação ao ano anterior. Na América Latina, onde o Grupo vem conquistando crescente visibilidade, os prêmios atingiram a marca de £ 766 milhões e registraram alta em todos os países, com resultado de subscrição de £ 21 milhões com forte contribuição da Argentina, do Chile e do México, e a liderança brasileira em seguros marítimos.
Sobre a RSA Seguros
A RSA Seguros é uma das principais seguradoras de capital aberto do mundo, com um legado de mais de 300 anos, negócios em mais de 140 localidades e operações em 33 países. A Companhia tem cerca de 23 mil funcionários e mais de 17 milhões de clientes e, em 2012, registrou prêmios de £ 8,3 bilhões. Os negócios da companhia são divididos estrategicamente em quatro regiões: Reino Unido e Europa Ocidental, Escandinávia, Canadá e Mercados Emergentes.
A RSA Seguros atua, no Brasil, com foco em seguros de Transportes, Auto Frotas, Vida em Grupo, Patrimoniais, Responsabilidade Civil, Riscos de Engenharia e seguros de Afinidade.
Em 2012, a RSA Seguros recebeu o prêmio de Melhor Performance Econômico-Financeira na carteira de Transportes Internacional, e foi premiada também pelo talk show Debater e pela webserie sobre Energia Renovável.
Em 2012, a RSA Seguros foi eleita, pelo segundo ano consecutivo, uma das Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil pelo Instituto Great Place to Work. O prêmio é fruto do reconhecimento das diversas ações promovidas pela Companhia e coloca a RSA Seguros como referência às mais modernas pra´ticas de gestão de pessoas.
Mais informações estão disponíveis no site http://www.rsaseguros.com.br/.
A Allianz Seguros informa que está em fase de negociações avançadas com a WTorre para ter o direito de nomear a Nova Arena com a marca Allianz. Segundo divulgou o jornal Estado de São Paulo, para ter o “naming rights” da Arena Palestra pelos próximos 20 anos, com a possibilidade de renovação por mais 10, totalizando o período que a arena ficará sob a responsabilidade da construtora, os números, extraoficiais, seriam em torno de R$ 300 milhões pelo contrato.
O Grupo Allianz atualmente possui quatro estádios com a sua marca: Allianz Arena, na Alemanha; a Allianz Stadium, na Austrália; Allianz Park, na Inglaterra, e Allianz Riviera, na França. Sendo que a Allianz Arena em Munique é hoje o estádio multiuso de maior sucesso do mundo. A ação, se concluída, reforça a estratégia de crescimento da empresa no país e se revela no principal investimento em marca pela Allianz realizado até o momento.
Sobre a Allianz Seguros
No país há 109 anos, a Allianz Seguros está presente em todo o território nacional por meio de suas 60 filiais, 1300 funcionários e com o apoio de cerca de 13 mil corretores ativos, os responsáveis pela comercialização de seus produtos e serviços para pessoas e empresas. A Allianz Seguros atua no Brasil em ramos elementares e saúde empresarial.
A Allianz Seguros é uma empresa do Grupo Allianz SE, um dos líderes mundiais em seguros e o maior da Europa. O grupo conta com 151 mil funcionários que atendem 76 milhões de clientes em mais de 70 países. Além de oferecer produtos e serviços, a Allianz também se destaca na área de pesquisa de grandes riscos, estudos de sustentabilidade e nos investimentos em fontes renováveis de energia.
A Allianz SE é membro da Transparência Internacional e apóia os princípios do Pacto Global das Nações Unidas e as Diretrizes da OCDE para Multinacionais por meio de seu Código de Conduta. A organização é uma das líderes do setor de seguros no índice Dow Jones de Sustentabilidade, listado no FTSE4GOOD e no Carbon Disclosure Leadership Index (Carbon Disclosure Project, CDP6).
A Allianz é a marca global mais sustentável no setor de serviços financeiros. A seguradora aparece na 21ª posição geral no relatório Best Global Green Brands feito pela consultoria Interbrand, líder mundial em avaliação de marcas.
O projeto do programa da Solvência II deveria estar em vigência no ano passado, mas os efeitos da crise financeira adiaram a implantação do conjunto de normas para ampliar a solidez do setor. O próximo ano, antes o prazo para a estreia integral dos regulamentos agrupados na Solvência II, agora servirá de preparação para que as empresas do bloco comecem a adotar gradualmente as práticas prudenciais recomendadas para seguradoras e resseguradoras.
Nessa altura, um conjunto de medidas será selecionado pela EIOPA, cabendo aos órgãos de supervisão de seguros dos países membro da União Europeia adotar ou não imediatamente. No caso de implantação postergada, caberá à cada Susep europeia explicar o motivo do retardo perante a EIOPA, disse Gabriel Bernardino, ao participar, nesta segunda-feira (15), no auditório da Escola Nacional de Seguros-Funenseg, no Rio, do Seminário Supervisão e Regulação Baseada em Riscos.
O encontro, promovido pela EIOPA, Susep e CNseg, reuniu representantes da alta administração das seguradoras, membros de Conselho de Administração e do comitê de auditoria das empresas, além dos staffs da Susep e da EIOPA, para traçar um balanço da implantação progressiva da Solvência II na União Europeia e no Brasil.
Além de conhecer a realidade do mercado brasileiro, Gabriel Bernardino aproveita a viagem para iniciar tratativas com a Susep a fim de aferir que as normas prudenciais ou de solvência adotadas no País equivalem-se ao regime Solvência II. Até agora, o processo de equivalência do marco regulatório da EU foi validado apenas com Suíça, Bermudas (sede de várias empresas de resseguros) e Japão.
Mas existe uma lista de países na lista de análise das legislações (gap analysis) pela EU, como Austrália, Chile, Israel, Hong Kong e México, por exemplo. Como este processo pode ser concluído em até sete anos, Gabriel Bernardino deixou claro que deseja iniciar logo acordo com a Susep para validar os respectivos marcos regulatórios. “O reconhecimento da equivalência traz consigo diversos benefícios, como evitar a duplicação de ações de supervisão; reduzir a arbitragem regulamentar e facilitar o mercado global de seguros e de resseguros”, informou ele. Portanto, para as empresas globais, a equivalência representa alguma economia nos custos regulatórios.
Presente à solenidade de abertura do encontro, superintendente da Susep, Luciano Portal Santanna, fez um resumo das principais ações da autarquia em prol da implantação das normas da Solvência II. “A Susep já vem fazendo há algum tempo um trabalho em linha com o movimento mundial de aprimoramento das regras de supervisão e regulação dos mercados e podemos dizer que estamos em estágio avançado da implantação da Solvência II no Brasil, naturalmente adaptado às características do País”, declarou ele, acrescentando que “estamos atentos para aproveitar a experiência da Europa na implantação da Solvência II”.
Ele enumerou, de forma sucinta, ações da autarquia relacionadas aos três pilares da Solvência II, destacando procedimentos sobre requerimento de capital baseado em risco (Pilar 1), de atividades de supervisão e de controles internos com foco em riscos (Pilar 2), e de reporte financeiro (Pilar 3). “Hoje, por exemplo, já temos todos os requerimentos de capitais baseados em riscos (de subscrição, de crédito, operacional, e de mercado), implantados”, assinalou ele, frisando que o de mercado ainda é facultativo neste ano, mas será obrigatório em 2014, quando da adoção do modelo padrão. E ainda: o teste de adequação de passivos, implementado há algum tempo com algumas importantes reformulações para adaptá-lo às características do mercado brasileiro, parâmetros nacionais globalizados para previdência, e estrutura a termo de taxas de juros.
Apesar das mudanças significativas do marco regulatório, o superintendente lembrou que o movimento de alinhamento do Brasil às melhores práticas mundiais do setor é feito com cuidado. “Todo este movimento que requer capital, que exige mais das empresas em termos de solvência, é precedido de amplo debate, para ser um processo transparente e haver participação efetiva dos atores. Nós temos vários fóruns de debates, como comissões consultivas, as audiências públicas, até chegar ao referendo do CNSP. Nesse processo, é natural que haja um determinado gradualismo das ações, porque esses normativos atingem empresas de diferentes portes e produzem impactos diferenciados entre pequenas, médias e grandes corporações”, afirmou ele, reconhecendo que, por uma questão de natureza fiscal e tributária, os interesses podem ser antagônicos.
No encontro do Rio, Gabriel Bernardino fez questão de frisar que a Solvência II planeja consolidar as melhores práticas de governança da indústria mundial de seguros, para aumentar a proteção do consumidor, mas não deve ser vista como uma tentativa de impor o modelo europeu aos demais países. “Na verdade, a Solvência II é uma resposta às fragilidades que existiam no modelo europeu. Daí porque, na sua arquitetura, incorporamos ao nosso modelo partes de normas de regulação e de supervisão de importantes mercados, como o americano, o canadense ou australiano, por exemplo, para reunirmos uma súmula das melhores práticas da indústria global de seguros. Não é, contudo, um regime perfeito, porque a realidade é mais complexa do que qualquer modelo. Mas é uma contribuição efetiva para melhorar a qualidade da regulação do setor e de assegurar a robustez financeira das seguradoras e entidades de previdência privada, além de aumentar o grau de proteção dos consumidores”, lembrou Gabriel Bernardino.
A EIOPA compõe uma parte do Sistema Europeu de Supervisores Financeiros, formado por três Autoridades Europeias de Supervisão. Ou seja, além da própria EIOPA, para seguros e pensões complementares, há uma para o setor bancário; e outra para o mercado de capitais, além do Comitê Europeu do Risco Sistêmico.
Bela entrevista publicada pelo portal da CNseg. Vale a pena acompanhar este assunto.
Segue a íntegra da entrevista exclusiva concedida a CNseg, por Gabriel Bernardino, que destaca importância do Orsa e prevê aumento da concentração do setor
Autoridade máxima do mercado de seguros na zona do euro, o presidente da European Insurance and Occupational Pensions Authority (EIOPA), Gabriel Bernardino, classifica a Avaliação dos Próprios Riscos e da Solvência (Orsa, na sigla em inglês) como a espinha dorsal da Solvência II, o regime que visa a aumentar a solidez das seguradoras e, em consequência, a confiança dos consumidores. Em entrevista exclusiva ao portal da CNseg, concedida durante viagem de três dias ao País, em abril, ele explica também as razões de mais um adiamento do regime de Solvência II, agora para 2016, prevê avanço da concentração do setor, independente deste novo marco regulatório, e admite problemas para as reservas técnicas dos seguros de longo prazo, em virtude da temporada de juros baixos na União Europeia. Está convencido de que a Solvência II, uma vez implantada, contribuirá para reduzir os casos de falência em escala mundial e vê as multinacionais europeias mais dependentes dos mercados emergentes na busca de resultados operacionais. Confira a entrevista abaixo:
Gabriel Bernardino – Presidente da EIOPA
Por que o senhor costumar chamar o Orsa (* ) do coração da Solvência II?
O Orsa é um requisito que permite combinar os riscos (e a análise de riscos que a empresa deve fazer) com a estratégia de negócios da seguradora. Portanto, por meio das proposições do Orsa, a empresa acaba por fazer a projeção dos capitais necessários para executar sua estratégia. E isso se torna a primeira linha de defesa dos consumidores, já que, se houver uma boa análise dos capitais exigidos perante os riscos assumidos, a probabilidade de o segurador cumprir as obrigações assumidas é muito maior. Então, o Orsa é mesmo o coração da Solvência II.
Em razão da crise mundial, há fundos de pensão europeus em dificuldades para pagar benefícios. Isso porque ocorrer com as seguradoras da União Europeia?
Na área de fundos de pensão, cujo regulamento difere do das seguradoras, há algumas situações realmente sérias. Os primeiros sinais de dificuldades já são dados por fundos de pensão da Holanda. Não há milagres e será preciso dizer coisas que não são agradáveis aos ouvidos: ou o contribuinte aceita pagar mais daqui em diante ou terá de conviver com aposentadorias menores lá na frente. As seguradoras também podem ter problemas no atual quadro de juros baixos da zona do euro? Podem, já que todos os anos há seguradoras que ficam em dificuldades e até vão à falência em todo o mundo. Mas não acreditamos que um quadro, como o dos fundos de pensão, vá se repetir no mercado segurador, até porque a supervisão e a regulação baseada em riscos, como é a proposta da Solvência II, visam a ampliar a segurança do mercado e evitar situações extremas na nossa indústria. Então, com a Solvência II, estamos oferecendo mais segurança aos nossos consumidores.
Mas a vigência plena da Solvência II está sendo adiada mais uma vez… como serão os novos prazos?
Em relação ao regime da Solvência II, o processo legislativo europeu previa, inicialmente, a vigência integral de seus termos em janeiro de 2012. Entretanto, em virtude da crise mundial, houve necessidade de mais alguns testes da Solvência II. Então, apesar de a data atual na mesa de negociação ser 2014, é mais factível trabalhar com janeiro de 2016 para a implementação plena do normativo, até porque alguns de seus preceitos dependem de votação do Parlamento Europeu, de audiências públicas com o mercado, havendo ainda um período para a EIOPA regulamentar as propostas técnicas e dar orientações aos órgãos supervisores e estes vão precisar de algum tempo para fazer a adaptação para os mercados locais.
Há grandes dificuldades financeiras para as seguradoras cumprirem as regras da Solvência II na Europa?
Obviamente, quando da estreia de um novo marco regulatório, há grupos que estão bem capitalizados e outros que não para atender às exigências adicionais. Mas, na média, nossa avaliação é de que as empresas europeias estão bem capitalizadas e não haverá necessidade de aportes expressivos para cumprir as regras da Solvência II. Naturalmente, haverá casos de empresas que terão de elevar seus capitais porque estão em desacordo com os riscos assumidos.
O fantasma da concentração do mercado ainda acompanha a implantação da Solvência II?
Sejamos sinceros: o risco varia de mercado para mercado, mas a tendência é que, com ou sem Solvência II, haja maior concentração da indústria mundial de seguros. Mas a solvência II não será determinante para isso no mercado europeu. Além do mais, a concentração, se não for exagerada, deve ser vista como um processo racional, já que o mercado de seguros é de dimensão, e a Lei dos Grandes Números funciona estatisticamente bem na nossa indústria- quanto maior a base menor é a volatilidade experimentada pela empresa. Mas há espaço para todos na indústria de seguros.
Até para as pequenas e médias?
Claro que sim. As empresas pequenas e médias têm de apostar em especialização ou atuação regional, porque, tendo modelos internos adequados, podem atuar em pé de igualdade. A ideia de que a Solvência II destrói as pequenas e médias seguradoras é uma falácia.
Tanto na Europa como no Brasil há uma grande dificuldade do consumidor de entender o que é seguro…
Trata-se de um grande desafio para a indústria mundial de seguros e é uma questão de fato muito importante. Esta questão é realmente complexa e passa pela educação financeira do consumidor. Além de juros, ações e poupança, o consumidor precisa ser alertado sobre os conceitos de riscos. Há riscos quando ele dirige, dentro de sua casa e ele pode perder seus bens em um incêndio ou roubo. Tentar desde a juventude despertar a noção de riscos, então, deve constar de qualquer programa de educação financeira. É fato que a cultura do seguro precisa ser ampliada, até para que o consumidor tenha conhecimento do que está contratando. Ele precisa saber o que são riscos cobertos e riscos excluídos e conhecer a rentabilidade dos nossos produtos. Mas devemos ser cuidadosos, porque inundá-lo de informações também não dá o resultado esperado, já que não vai ler páginas e páginas dos contratos. As informações devem ser seletivas e qualificadas.
Como está o mercado de seguros na Europa neste ano?
Os seguros de property estão muito bem, com resultados bastante robustos e nível de solvência adequado. Na parte de vida, a questão das taxas de juros reduzidas preocupa, apesar do nível de solvência ainda ser confortável. Na verdade, o comportamento é muito diferente entre os países do bloco. Há aqueles que estão com forte queda, como Portugal e Espanha, por causa dos impactos mais severos da crise da zona do euro, e aqueles que apresentam reação, como a Itália. Mas na média o mercado de seguros da zona do euro cresce, mas um crescimento mais substancial só ocorrerá quando a economia do bloco se recuperar de fato.
Em mercados em crise, tradicionalmente aumentam as fraudes contra as seguradoras…
As fraudes estão abaixo do tradicionalmente esperado em um cenário de crise financeira, porque as seguradoras aperfeiçoaram seus mecanismos de controle nos últimos anos e estão agora mais bem preparadas para barrar os pedidos irregulares.
As seguradoras de grandes riscos europeias estão mais dependentes dos mercados externos?
A Europa concentra grandes seguradores e resseguradores. É normal, portanto, que busquem atuar em todos os continentes, para diversificar negócios, pulverizar seus riscos e ter melhores resultados. É uma típica ação de gestão. Esse movimento de internacionalização torna os grandes grupos menos dependentes do mercado europeu, e de fato faz que haja uma participação crescente, nos resultados globais desses grupos, da América Latina ou Ásia, cujas economias estão mais dinâmicas neste momento.
(*) O Orsa (Own Risk and Solvency Assessment- Avaliação dos Próprios Riscos e Solvência) integra as ações do Pilar 2 do regime de Solvência II, ao lado de outros requisitos qualitativos, como governança, incluindo-se aí mecanismos de gestão dos riscos, de controles internos, funções-chave). O ORSA é tido como o principal motor para a incorporação de Solvência II pela empresa, por exigir um olhar prospectivo das seguradoras dos próprios riscos e das suas implicações no centro da tomada de decisão. Ou seja, uma ferramenta de gestão para tomada de decisão e análise estratégica, destinada a avaliar continuamente o nível de solvência e os riscos específicos das seguradoras.
Dois assuntos tomam conta dos executivos da indústria de seguros mundial. O primeiro deles é em relação aos ataques com explosões durante a Maratona de Boston, a mais tradicional do mundo, ocorrido na segunda-feira. Mais de 100 pessoas ficaram feridas, três morreram e boa parte do comercio local sofreu danos materiais e também perdas financeiras com a interdição do local para investigação.
A demora em declarar que foi um ato de terrorismo tem a ver com o seguro também, assim quando acontece um furacão. Segundo o consultor em gerenciamento de riscos, Gustavo Cunha Mello, existe uma questão econômica antes de se definir se foi terrorismo ou não.
”Se for terrorismo, as seguradoras não pagam nada, cabendo ao governo americano indenizar vitimas, lucros cessantes das empresas e hotéis fechados, através da lei federal de atos terroristas de 2008. Mas se não for ato terrorista, classificado como ação de um psicopata americano, as seguradoras devem abrir os bolsos”, comenta em sua página no Facebook. O mesmo acontece com furacões, que tem um fundo de catástrofe do governo. Já ventos fortes estão incluídos nas principais coberturas de seguro.
Outro assunto do dia é a perda causada pelo Boeing 737, que procedia de Bandung, na vizinha ilha de Java, e que deveria aterrissar no aeroporto internacional de Denpasar às 15h locais (4h de Brasília). O avião ultrapassou a pista por motivos ainda desconhecidos, segundo as agências internacionais, As primeiras imagens do acidente mostram uma fratura na fuselagem à altura das asas do avião, que ficou boiando a cerca de 200 metros do final da pista de aterrissagem. Segundo Mello, o Boeing 737-800 avaliado em US$ 50 milhões, esta segurado na Global Aerospace.
Depois de uma maratona dos executivos envolvidos no IPO da BB Seguridade Participações, braço de seguros do Banco do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou hoje comunicado ao mercado informando que revogou a decisão “tendo em vista as razões e justificativas apresentadas e compromissos assumidos pelo coordenador líder perante a CVM”. Os coordenadores da oferta, pela qual a companhia de seguros poderá levantar até R$ 12,15 bilhões, são BB Investimentos (líder), JPMorgan, Bradesco BBI, Itaú BBA, BTG Pactual, Citi, Brasil Plural e Banco Votorantim.
A nova data de precificação das ações será 25 de abril – antes, seria dia 23 de abril. A obtenção do registro da operação perante a CVM será agora em 26 de abril, e não mais 24 de abril, e o início das negociações das ações da oferta na BM&FBovespa, , sob o código “BBSE3″que estava prevista para o dia 25, será em 29 de abril. A data de liquidação passa a ser 2 de maio, e não mais 29 de abril. Segundo comunicado da BB Seguridade, as reservas para investidores da oferta não institucional retomam hoje e vão até 24 de abril. Os investidores da oferta não institucional que realizaram reservas até as 19h45 do dia 12 de abril poderão desistir do investimento até as 18 horas de 23 de abril.
Os investidores da oferta não institucional que haviam realizado ordens de investimento após as 19h45 de 12 de abril, que tiveram seus pedidos de reserva cancelados, serão contatados pelas instituições participantes da oferta, até 24 de abril, para informar se desejam reapresentar seus pedidos.
O Grupo Bradesco Seguros, líder do mercado segurador brasileiro, inova mais uma vez e estreia na próxima segunda-feira (15/04), em horário nobre, a nova etapa da campanha publicitária “Vai que…”, que tem como mote o filme “Missão Impossível” e sua trilha sonora. Com filmes, mídia impressa, peças na web e no iPad, mídia alternativa e rádio, a nova fase da campanha destaca que o grupo segurador é especialista em todos os tipos de imprevistos e, especialmente, naqueles que ocorrem a cada um de seus clientes – sejam grandes, médios ou pequenos. Intitulada “Especialista em Imprevisto”, é uma evolução da comunicação desenvolvida para a marca a partir de 2010, quando lançou o conceito “Vai que…” e a assinatura “Bradesco Seguros. É melhor ter”.
Os comerciais “Especialista” (que estreia em 15/04) e “Menino ou Menina” (estreia em 22/04), criados pela agência AlmapBBDO, com 30 segundos cada, dão início à comunicação. No primeiro, o ator conversa com o público enquanto caminha, escapando de vários imprevistos, dos mais comuns aos mais estranhos. Já em “Menino ou Menina”, ouve-se a voz do ator enquanto um casal desce por um elevador panorâmico com uma mulher grávida. Quando o homem pergunta o sexo da criança, um rapaz desce de um helicóptero por um cabo e, em segundos, com um aparelho ultramoderno, dá a resposta e ainda revela a profissão que o bebê terá no futuro. A trilha sonora da série de cinema “Missão Impossível” embala os comerciais. A assinatura da campanha continua: “Bradesco Seguros. É melhor ter”.
Na primeira fase da comunicação, em 2010, o Grupo Segurador propôs uma nova maneira de abordar o segmento de seguros para o público, alertando-o que todos estão sujeitos a acontecimentos inesperados, sejam bons ou ruins, e que, por isso, é bom ter uma empresa especializada e de confiança ao lado. O comercial com o cantor Byafra foi um dos mais comentados nas redes sociais e, em 2011, levou o Grupo Segurador a conquistar o prêmio de melhor campanha do “Profissionais do Ano”, da TV Globo.
Segundo o diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros, Alexandre Nogueira, nesta nova etapa, o foco são os benefícios que os produtos do Grupo Bradesco Seguros oferecem e que permitem ao cliente contar com o acompanhamento de especialistas. “Até porque não se pode esperar, na vida real, que um agente de ‘Missão Impossível’ surja no caminho, mas pode-se contar com serviços que um seguro pode oferecer”, explica Nogueira. A campanha, além dos prêmios e do reconhecimento em pesquisas, contribuiu para que a comunicação do mercado segurador mudasse de forma ampla, evidenciando mais uma vez o pioneirismo do Grupo. A peça criada para iPad conquistou um “Leão de Ouro” no primeiro ano da categoria “Mobile” do prestigiado Festival Internacional de Publicidade de Cannes, no ano passado.
Além dos comerciais, a campanha “Especialista em Imprevisto”, que será veiculada até o final deste ano, prevê anúncios de mídia impressa, para jornais e revistas de grande circulação, anúncio de realidade aumentada, anúncios de iPad, intervenções nos principais portais, game, mídia alternativa e vários spots de rádio.
Ontem a Superintendência de Registro da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu por 30 dias a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da BB Seguridade, do Banco do Brasil. O motivo: utilização de materiais publicitários irregulares na divulgação da oferta. “Os vícios” que motivaram a suspensão deverão ser resolvidos sob pena de cancelamento da oferta. Há riscos da oferta ficar apenas para junho, caso o BB tenha de atualizar as informações aos investidores, com dados do primeiro trimestre.
Por meio de fato relevante, o Banco do Brasil informou estar “adotando as medidas corretivas cabíveis” para retomar a oferta pública inicial de ações da BB Seguridade e que irá divulgá-las hoje. No comunicado, a CVM não deu detalhes sobre as irregularidades apontadas.
Segundo divulgou o Valor Econômico, circulavam no mercado duas explicações para o vazamento das informações. Segundo uma delas, a CVM suspendeu a oferta de ações da BB Seguridade por causa do vazamento para a rede de agências do Banco do Brasil de um material publicitário que ainda não tinha sido aprovado pela autarquia. O material foi enviado pelo próprio BB a suas agências.
A Folha de SP afirma que dois gerentes avisavam a 66 clientes sobre oportunidade de comprar as ações, que iriam a mercado no dia 26. “Hoje [dia 10] foi lançado o maior IPO do ano. Vamos fazer a reserva”, dizia um dos e-mails.
O Brasil Econômico informa que “investidores de varejo ficam inseguros e receosos em participar de uma oferta suspensa pela CVM. Mas notícias como estas não deveriam fazê- los desistir de participar da oferta”, afirma Rodolfo Amstalden, analista da casa de análise independente Empiricus.
Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor, concorda que é possível que pequenos aplicadores desistam de adquirir ações da BB Seguridade, já que o mercado de capitais é pautado pela credibilidade e, uma vez perdida, é difícil recuperála. “O fato em si não é um problema para quem quer participar da operação. Não estamos falando em uma fraude ou algo similar, mas sim em uma conduta irregular na divulgação de material publicitário pela companhia”, segundo divulgou o Brasil Econômico.
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