Seguradora selecionará escolas para participar do projeto que tem o objetivo de difundir boas práticas de mobilidade urbana nos centros urbanos. A iniciativa, que se estenderá a 10 cidades-sede da Copa do Mundo da FIFA 2014™, tem como frentes de atuação a mobilidade verde, fluidez e segurança no trânsito
A Liberty Seguros abriu as inscrições para as escolas públicas de Salvador, Belo Horizonte e Rio de Janeiro interessadas em participar do processo seletivo para serem parceiras do projeto Sinal Livre – Andar com responsabilidade é andar seguro, iniciativa da seguradora que tem o objetivo de difundir boas práticas para estimular o engajamento e a conscientização das pessoas para uma locomoção mais segura. As solicitações de inscrições podem ser feitas de 16 a 30 de abril pelo e-mail transformeconosco@lynxconsultoria.com da Lynx, consultoria de projetos socioambientais que está responsável pela realização do projeto.
A adoção da causa está em linha com a missão da empresa, que é ajudar as pessoas a viverem vidas mais seguras e tranquilas, e também endereça uma grande problemática atual que afeta a todos os brasileiros que moram em grandes centros urbanos.
Dentro da iniciativa, a Liberty terá o papel de: educar jovens de escolas na comunidade ao redor dos estádios e oferecer a eles uma formação para que se tornem multiplicadores das atitudes positivas; engajar a população e torcedores durante os jogos da Copa das Confederações FIFA 2013 e Copa do Mundo da FIFA 2014™; influenciar políticas públicas promovendo a troca de informações entre as comunidades ao redor dos estádios e entidades responsáveis pela mobilidade urbana local; e reconhecer boas práticas por meio do lançamento do Prêmio Nacional de Mobilidade Urbana para incentivar projetos na área.
A atuação do Sinal Livre será baseada em três temáticas: a mobilidade verde, fluidez e segurança no trânsito. Além disso, o projeto contempla questões tangentes ao comportamento individual, seja do motorista no trânsito, do pedestre, dos ciclistas, motociclistas ou dos usuários de transporte público.
Para saber mais sobre o projeto, assista o vídeo do Manifesto Sinal Livre: http://youtu.be/QBtMCe2FfiU ou acesse o site www.projetosinallivre.com.br
A Argo Seguros consolidou seu balanço financeiro com R$ 101,6 milhões de prêmios reportados em seu primeiro ano em atividade no Brasil, contando com 17 produtos em três áreas de negócios. Os volumes de prêmios foram bastante positivos através da estratégia da Argo de focar em diferentes nichos especializados da área de seguros. Foram R$ 26,8 milhões em Transportes, R$ 24,9 milhões em Riscos Patrimoniais e R$ 21,1 milhões em Linhas Financeiras – que inclui R$ 13,6 mi em Garantia e R$ 7,5 mi em Responsabilidades.
“Neste primeiro ano de operações, atingimos a meta de volume de prêmios estabelecida em nosso plano de negócios para 2012”, afirma Pedro Purm, CEO da Argo Seguros Brasil. “Através do desenvolvimento de negócios baseado na oferta de soluções de seguros específicas definidas em função da identificação das necessidades dos clientes, a Argo sedimentou, em seu ano inicial, sua estratégia de negócios em diferentes nichos do mercado de seguros no País.”
A estratégia vem dando bons resultados. Além de trabalhar com mais de 100 corretores parceiros, a Argo se posicionou no mercado segmentado entre as 20 maiores seguradoras em quatro linhas de atuação, com um market-share acima de 1%. As linhas são: E&O com 2,1% (11ª posição entre o top 20), Garantias 1,7% (14ª), Transportes com 1,2% (17ª) e Engenharia 1,1% (19ª).
“Identificamos espaços no mercado brasileiro para estabelecer uma seguradora especializada em nichos. Assim, a Argo criou soluções especificas e um relacionamento bem próximo e direto com os corretores, conseguindo gerar um ritmo consistente de negócio”, analisa Purm.
“As nossas atividades foram planejadas refletindo essa estratégia e após um primeiro ano de sucesso, a Argo está estabelecida no mercado de seguros e sedimentada de acordo com o que assumimos no começo da implementação da empresa no País.”
Os resultados obtidos e o posicionamento de mercado alcançado no primeiro ano de atuação, conjugados com a previsão de um crescimento maior da economia brasileira permitem otimismo quanto às perspectivas de desenvolvimento da Argo para os próximos anos. Para 2013, a expectativa é fechar o ano crescendo cerca de 25% acima do mercado.
SOBRE A ARGO SEGUROS BRASIL
A Argo Seguros Brasil S.A., empresa do Argo Group International, iniciou suas atividades no Brasil em dezembro de 2011, após autorização da SUSEP para operar com seguros de danos em todo o território nacional. A Argo é uma seguradora especializada, cuja atuação tem principal foco estratégico nos segmentos de pequenas e médias empresas, oferecendo uma ampla gama de produtos e serviços nas linhas de Responsabilidade Civil e Profissional, Garantia, Transportes, Riscos Patrimoniais e de Engenharia.
Argo Group International é um grupo internacional com atuação no mercado de Seguros Gerais, especializado em subscrição de Seguros e Resseguros, com origem nos EUA e exposição a riscos em 134 países.
SEGUE A NOTA CORRIGIDO O CARGO DE OSVALDO DO NASCIMENTO
Osvaldo do Nascimento aposentou-se do cargo de diretor do Itaú Unibanco por chegar a idade limite estabelecida na convenção da instituição financeira. O executivo se mantém no quadro de conselheiros de fundos de pensão patrocinados pelo conglomerado e como diretor estatutário da Itaú Vida e Previdência. Nascimento permanece na presidência da Fenaprevi, entidade na qual tem vários desafios pela frente, sendo a educação financeira a prioridade do segmento.
“As pessoas estão cada dia mais conscientes de que precisam poupar para o futuro. Agora a meta é mostrar que o cenário de juros baixo exige delas uma disciplina ainda maior, uma vez que o rendimento das aplicações tem um peso bem menor na formação de reservas do que tinha no passado recente”, diz. Entre outros desafios da Fenaprevi, Nascimento cita conseguir agilizar a aprovação do VGBL Saúde, enviado pela Susep para análise da Receita Federal, bem como incorporar o uso da reserva previdenciária como garantia para empréstimos, reduzindo assim os saques nos planos, bem como o custo dos financiamentos.
Osvaldo do Nascimento aposentou-se do cargo de diretor de previdência do Itaú Unibanco por chegar a idade limite estabelecida na convenção da instituição financeira. O executivo se mantém no quadro de conselheiros de fundos de investimentos e como diretor estatutário do banco. Nascimento permanece na presidência da Fenaprevi, entidade na qual tem vários desafios pela frente, sendo a educação financeira a prioridade do segmento. “As pessoas estão cada dia mais conscientes de que precisam poupar para o futuro. Agora a meta é mostrar que o cenário de juros baixo exige delas uma disciplina ainda maior, uma vez que o rendimento das aplicações tem um peso bem menor na formação de reservas do que tinha no passado recente”, diz.
Entre outros desafios da Fenaprevi, Nascimento cita conseguir agilizar a aprovação do VGBL Saúde, enviado pela Susep para análise da Receita Federal, bem como incorporar o uso da reserva previdenciária como garantia para empréstimos, reduzindo assim os saques nos planos, bem como o custo dos financiamentos.
Rita Batista, ex-Bradesco Capitalização, assume cargo na Capemisa
Rita Batista assume a nova área criada pela Capemisa Capitalização, a Superintendência de Capitalização. Com mais de 30 anos de carreira, Rita já atuou em empresas do setor desenvolvendo e implementando diversos produtos, além de presidir comissões da Fenacap e CNseg, além de participar grupos de trabalho com técnicos e diretores na Susep.
Na próxima sexta-feira, dia 26 de abril, a Sancor Seguros realizará a inauguração formal da empresa no Brasil, com sede em Maringá, estado do Paraná. A empresa do Grupo Segurador argentino homônimo se constitui como nova opção em matéria de coberturas de seguros no país. O empreendimento tem como parceiro estratégico o Sicoob Paraná (Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil).
No fim de 2012 a Sancor recebeu a autorização formal da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) para operar nos ramos de Seguros Patrimoniais, de Pessoas e Agropecuários. A nova seguradora desenvolverá inicialmente suas atividades nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Posteriormente, se expandirá para todo o país, mas mantendo sempre seu escritório central em Maringá.
O Grupo Sancor Seguros considera a abertura desta seguradora no Brasil um dos acontecimentos mais importantes na sua história, tanto que na próxima semana estarão em Maringá os membros do Conselho Administrativo e os funcionários que ocupam os mais altos cargos dentro do grupo. Além dos conselheiros e executivos da Sancor Seguros, estarão presentes na inauguração, lideranças políticas e empresariais.
A empresa adiantou que, além dos pontos de venda nas agências do Sicoob, também considera fundamental o papel dos corretores de seguros como canal comercial. Assim, a Sancor replica a estratégia de comercialização que mantém na Argentina, onde os corretores representam quase 80% de suas operações.
O Grupo Sancor Seguros nasceu em 1945 em Sunchales, província de Santa Fé (Argentina), como Sancor Cooperativa de Seguros Ltda. Hoje, com mais de 65 anos de trajetória, é o grupo segurador número um da Argentina, com presença direta no Uruguai, Paraguai e agora também no Brasil.
Com uma ampla estrutura de escritórios, funcionários e corretores, o grupo cresceu tendo como base a inovação em matéria de produtos e serviços, orientando suas atividades ao desenvolvimento de soluções de segurança para os diversos segmentos. Com essa mesma filosofia, iniciará suas operações no Brasil a partir da próxima semana.
Números do Grupo Sancor Seguros
(Argentina, Uruguai e Paraguai)
Funcionários: 1.887
Corretores: 5.400
Corretoras Associadas: 480
Escritórios próprios: 50
Segurados: 3.140.000
Faturamento: R$ 3.154.894.412
Disponibilidades e Investimentos: R$ 1.425.933.859
Patrimônio Líquido: R$ 414.842.795
Participação no mercado argentino de seguros: 9,93%
Posição no mercado argentino de seguros: primeira
Empresa especializada na venda online de seguro para carro, a Smartia lança hoje, dia 19 de abril, uma ferramenta para a cotação e contratação de seguro de automóvel no Facebook (www.facebook.com/smartiaseguros). Com essa interface o cliente não precisa sair da página da rede social para fazer a consulta, assim com mais facilidade contratar o seguro do carro.
Segundo Rodrigo Caixeta, CEO da Smartia, “desenvolvemos uma plataforma voltada para a rede social porque percebemos que esse é um espaço que está sendo cada vez mais valorizado pelo consumidor. Muitos produtos e serviços são oferecidos pela internet. Nossa expertise é a venda do seguro pela internet. Acreditamos que o seguro online representará 10% do mercado segurador dentro de cinco anos”.
Quem estiver visitando a página da Smartia no Facebook poderá fazer a cotação e também a contratação em até oito seguradoras à escolha que são: Allianz, BNP Paribas – Cardif, Bradesco Seguros, HDI Seguros, Liberty Seguros, Marítima Seguros, Tokio Marine Seguradora e Zurich Seguros. A empresa, que já teve mais de um milhão de acessos no site, está desenvolvendo conteúdo específico para o Facebook e vem aumentando também a base de fãs nas mídias digitais.
A RSA Seguros, um dos maiores grupos seguradores do mundo, anuncia balanço anual de sua operação no Brasil em 2012. Com índice de sinistralidade abaixo da média de mercado, a Companhia encerrou o ano registrando a marca de R$ 531 milhões em prêmios emitidos e crescimento nos prêmios retidos, que atingiram R$ 471 milhões.
A carteira de Transportes, principal segmento de atuação da empresa no Brasil, é a primeira maior no mercado nacional em seguros para embarcadores (Nacional e Internacional) e, durante o ano de 2012, o ramo totalizou R$ 225 milhões em prêmios retidos para a Companhia, registrando 16% de crescimento em relação ao ano anterior.
A carteira de Auto Frotas registrou crescimento de 28% em prêmios retidos, totalizando R$ 108 milhões. Os bons resultados alcançados, mesmo em um cenário competitivo, são reflexo de um produto diferenciado, que oferece ampla variedade de assistências, aliado ao atendimento ágil por profissionais especializados.
O crescimento alcançado pela carteira de Transportes durante o ano de 2012 é fruto de uma proposta de valor bem posicionada, integração com as melhores práticas de mercado, excelência em gerenciamento de riscos, ferramentas de tecnologia da informação e suporte técnico aos corretores, afirma Thomas Batt, CEO da RSA Seguros no Brasil.
Outro destaque da Companhia no período foi a área de Afinidades, que se posicionou como um importante canal de venda de seguros massificados, alcançando um crescimento de 80% em relação ao ano anterior.
Como parte do plano da Companhia de ampliar sua atuação em regiões estratégicas no Brasil e potencializar a geração de negócios, em 2012 inauguramos três novos escritórios, nas cidades de Goiânia (GO), Ribeirão Preto (SP) e Fortaleza (CE), para reforçar a oferta do nosso conhecimento em seguros corporativos e de afinidade ao mercado regional e contribuir decisivamente para impulsionar nossos negócios e aumentar a capilaridade da RSA Seguros no País, diz Thomas Batt, CEO da RSA Seguros no Brasil.
No balanço anual, o Grupo RSA apresentou resultado operacional de £ 684 milhões e prêmios retidos de £ 8 bilhões e 353 milhões, o que representa um aumento de 5%, com taxa de câmbio constante, em relação ao ano anterior. Na América Latina, onde o Grupo vem conquistando crescente visibilidade, os prêmios atingiram a marca de £ 766 milhões e registraram alta em todos os países, com resultado de subscrição de £ 21 milhões com forte contribuição da Argentina, do Chile e do México, e a liderança brasileira em seguros marítimos.
Sobre a RSA Seguros
A RSA Seguros é uma das principais seguradoras de capital aberto do mundo, com um legado de mais de 300 anos, negócios em mais de 140 localidades e operações em 33 países. A Companhia tem cerca de 23 mil funcionários e mais de 17 milhões de clientes e, em 2012, registrou prêmios de £ 8,3 bilhões. Os negócios da companhia são divididos estrategicamente em quatro regiões: Reino Unido e Europa Ocidental, Escandinávia, Canadá e Mercados Emergentes.
A RSA Seguros atua, no Brasil, com foco em seguros de Transportes, Auto Frotas, Vida em Grupo, Patrimoniais, Responsabilidade Civil, Riscos de Engenharia e seguros de Afinidade.
Em 2012, a RSA Seguros recebeu o prêmio de Melhor Performance Econômico-Financeira na carteira de Transportes Internacional, e foi premiada também pelo talk show Debater e pela webserie sobre Energia Renovável.
Em 2012, a RSA Seguros foi eleita, pelo segundo ano consecutivo, uma das Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil pelo Instituto Great Place to Work. O prêmio é fruto do reconhecimento das diversas ações promovidas pela Companhia e coloca a RSA Seguros como referência às mais modernas pra´ticas de gestão de pessoas.
Mais informações estão disponíveis no site http://www.rsaseguros.com.br/.
A Allianz Seguros informa que está em fase de negociações avançadas com a WTorre para ter o direito de nomear a Nova Arena com a marca Allianz. Segundo divulgou o jornal Estado de São Paulo, para ter o “naming rights” da Arena Palestra pelos próximos 20 anos, com a possibilidade de renovação por mais 10, totalizando o período que a arena ficará sob a responsabilidade da construtora, os números, extraoficiais, seriam em torno de R$ 300 milhões pelo contrato.
O Grupo Allianz atualmente possui quatro estádios com a sua marca: Allianz Arena, na Alemanha; a Allianz Stadium, na Austrália; Allianz Park, na Inglaterra, e Allianz Riviera, na França. Sendo que a Allianz Arena em Munique é hoje o estádio multiuso de maior sucesso do mundo. A ação, se concluída, reforça a estratégia de crescimento da empresa no país e se revela no principal investimento em marca pela Allianz realizado até o momento.
Sobre a Allianz Seguros
No país há 109 anos, a Allianz Seguros está presente em todo o território nacional por meio de suas 60 filiais, 1300 funcionários e com o apoio de cerca de 13 mil corretores ativos, os responsáveis pela comercialização de seus produtos e serviços para pessoas e empresas. A Allianz Seguros atua no Brasil em ramos elementares e saúde empresarial.
A Allianz Seguros é uma empresa do Grupo Allianz SE, um dos líderes mundiais em seguros e o maior da Europa. O grupo conta com 151 mil funcionários que atendem 76 milhões de clientes em mais de 70 países. Além de oferecer produtos e serviços, a Allianz também se destaca na área de pesquisa de grandes riscos, estudos de sustentabilidade e nos investimentos em fontes renováveis de energia.
A Allianz SE é membro da Transparência Internacional e apóia os princípios do Pacto Global das Nações Unidas e as Diretrizes da OCDE para Multinacionais por meio de seu Código de Conduta. A organização é uma das líderes do setor de seguros no índice Dow Jones de Sustentabilidade, listado no FTSE4GOOD e no Carbon Disclosure Leadership Index (Carbon Disclosure Project, CDP6).
A Allianz é a marca global mais sustentável no setor de serviços financeiros. A seguradora aparece na 21ª posição geral no relatório Best Global Green Brands feito pela consultoria Interbrand, líder mundial em avaliação de marcas.
O projeto do programa da Solvência II deveria estar em vigência no ano passado, mas os efeitos da crise financeira adiaram a implantação do conjunto de normas para ampliar a solidez do setor. O próximo ano, antes o prazo para a estreia integral dos regulamentos agrupados na Solvência II, agora servirá de preparação para que as empresas do bloco comecem a adotar gradualmente as práticas prudenciais recomendadas para seguradoras e resseguradoras.
Nessa altura, um conjunto de medidas será selecionado pela EIOPA, cabendo aos órgãos de supervisão de seguros dos países membro da União Europeia adotar ou não imediatamente. No caso de implantação postergada, caberá à cada Susep europeia explicar o motivo do retardo perante a EIOPA, disse Gabriel Bernardino, ao participar, nesta segunda-feira (15), no auditório da Escola Nacional de Seguros-Funenseg, no Rio, do Seminário Supervisão e Regulação Baseada em Riscos.
O encontro, promovido pela EIOPA, Susep e CNseg, reuniu representantes da alta administração das seguradoras, membros de Conselho de Administração e do comitê de auditoria das empresas, além dos staffs da Susep e da EIOPA, para traçar um balanço da implantação progressiva da Solvência II na União Europeia e no Brasil.
Além de conhecer a realidade do mercado brasileiro, Gabriel Bernardino aproveita a viagem para iniciar tratativas com a Susep a fim de aferir que as normas prudenciais ou de solvência adotadas no País equivalem-se ao regime Solvência II. Até agora, o processo de equivalência do marco regulatório da EU foi validado apenas com Suíça, Bermudas (sede de várias empresas de resseguros) e Japão.
Mas existe uma lista de países na lista de análise das legislações (gap analysis) pela EU, como Austrália, Chile, Israel, Hong Kong e México, por exemplo. Como este processo pode ser concluído em até sete anos, Gabriel Bernardino deixou claro que deseja iniciar logo acordo com a Susep para validar os respectivos marcos regulatórios. “O reconhecimento da equivalência traz consigo diversos benefícios, como evitar a duplicação de ações de supervisão; reduzir a arbitragem regulamentar e facilitar o mercado global de seguros e de resseguros”, informou ele. Portanto, para as empresas globais, a equivalência representa alguma economia nos custos regulatórios.
Presente à solenidade de abertura do encontro, superintendente da Susep, Luciano Portal Santanna, fez um resumo das principais ações da autarquia em prol da implantação das normas da Solvência II. “A Susep já vem fazendo há algum tempo um trabalho em linha com o movimento mundial de aprimoramento das regras de supervisão e regulação dos mercados e podemos dizer que estamos em estágio avançado da implantação da Solvência II no Brasil, naturalmente adaptado às características do País”, declarou ele, acrescentando que “estamos atentos para aproveitar a experiência da Europa na implantação da Solvência II”.
Ele enumerou, de forma sucinta, ações da autarquia relacionadas aos três pilares da Solvência II, destacando procedimentos sobre requerimento de capital baseado em risco (Pilar 1), de atividades de supervisão e de controles internos com foco em riscos (Pilar 2), e de reporte financeiro (Pilar 3). “Hoje, por exemplo, já temos todos os requerimentos de capitais baseados em riscos (de subscrição, de crédito, operacional, e de mercado), implantados”, assinalou ele, frisando que o de mercado ainda é facultativo neste ano, mas será obrigatório em 2014, quando da adoção do modelo padrão. E ainda: o teste de adequação de passivos, implementado há algum tempo com algumas importantes reformulações para adaptá-lo às características do mercado brasileiro, parâmetros nacionais globalizados para previdência, e estrutura a termo de taxas de juros.
Apesar das mudanças significativas do marco regulatório, o superintendente lembrou que o movimento de alinhamento do Brasil às melhores práticas mundiais do setor é feito com cuidado. “Todo este movimento que requer capital, que exige mais das empresas em termos de solvência, é precedido de amplo debate, para ser um processo transparente e haver participação efetiva dos atores. Nós temos vários fóruns de debates, como comissões consultivas, as audiências públicas, até chegar ao referendo do CNSP. Nesse processo, é natural que haja um determinado gradualismo das ações, porque esses normativos atingem empresas de diferentes portes e produzem impactos diferenciados entre pequenas, médias e grandes corporações”, afirmou ele, reconhecendo que, por uma questão de natureza fiscal e tributária, os interesses podem ser antagônicos.
No encontro do Rio, Gabriel Bernardino fez questão de frisar que a Solvência II planeja consolidar as melhores práticas de governança da indústria mundial de seguros, para aumentar a proteção do consumidor, mas não deve ser vista como uma tentativa de impor o modelo europeu aos demais países. “Na verdade, a Solvência II é uma resposta às fragilidades que existiam no modelo europeu. Daí porque, na sua arquitetura, incorporamos ao nosso modelo partes de normas de regulação e de supervisão de importantes mercados, como o americano, o canadense ou australiano, por exemplo, para reunirmos uma súmula das melhores práticas da indústria global de seguros. Não é, contudo, um regime perfeito, porque a realidade é mais complexa do que qualquer modelo. Mas é uma contribuição efetiva para melhorar a qualidade da regulação do setor e de assegurar a robustez financeira das seguradoras e entidades de previdência privada, além de aumentar o grau de proteção dos consumidores”, lembrou Gabriel Bernardino.
A EIOPA compõe uma parte do Sistema Europeu de Supervisores Financeiros, formado por três Autoridades Europeias de Supervisão. Ou seja, além da própria EIOPA, para seguros e pensões complementares, há uma para o setor bancário; e outra para o mercado de capitais, além do Comitê Europeu do Risco Sistêmico.
Bela entrevista publicada pelo portal da CNseg. Vale a pena acompanhar este assunto.
Segue a íntegra da entrevista exclusiva concedida a CNseg, por Gabriel Bernardino, que destaca importância do Orsa e prevê aumento da concentração do setor
Autoridade máxima do mercado de seguros na zona do euro, o presidente da European Insurance and Occupational Pensions Authority (EIOPA), Gabriel Bernardino, classifica a Avaliação dos Próprios Riscos e da Solvência (Orsa, na sigla em inglês) como a espinha dorsal da Solvência II, o regime que visa a aumentar a solidez das seguradoras e, em consequência, a confiança dos consumidores. Em entrevista exclusiva ao portal da CNseg, concedida durante viagem de três dias ao País, em abril, ele explica também as razões de mais um adiamento do regime de Solvência II, agora para 2016, prevê avanço da concentração do setor, independente deste novo marco regulatório, e admite problemas para as reservas técnicas dos seguros de longo prazo, em virtude da temporada de juros baixos na União Europeia. Está convencido de que a Solvência II, uma vez implantada, contribuirá para reduzir os casos de falência em escala mundial e vê as multinacionais europeias mais dependentes dos mercados emergentes na busca de resultados operacionais. Confira a entrevista abaixo:
Gabriel Bernardino – Presidente da EIOPA
Por que o senhor costumar chamar o Orsa (* ) do coração da Solvência II?
O Orsa é um requisito que permite combinar os riscos (e a análise de riscos que a empresa deve fazer) com a estratégia de negócios da seguradora. Portanto, por meio das proposições do Orsa, a empresa acaba por fazer a projeção dos capitais necessários para executar sua estratégia. E isso se torna a primeira linha de defesa dos consumidores, já que, se houver uma boa análise dos capitais exigidos perante os riscos assumidos, a probabilidade de o segurador cumprir as obrigações assumidas é muito maior. Então, o Orsa é mesmo o coração da Solvência II.
Em razão da crise mundial, há fundos de pensão europeus em dificuldades para pagar benefícios. Isso porque ocorrer com as seguradoras da União Europeia?
Na área de fundos de pensão, cujo regulamento difere do das seguradoras, há algumas situações realmente sérias. Os primeiros sinais de dificuldades já são dados por fundos de pensão da Holanda. Não há milagres e será preciso dizer coisas que não são agradáveis aos ouvidos: ou o contribuinte aceita pagar mais daqui em diante ou terá de conviver com aposentadorias menores lá na frente. As seguradoras também podem ter problemas no atual quadro de juros baixos da zona do euro? Podem, já que todos os anos há seguradoras que ficam em dificuldades e até vão à falência em todo o mundo. Mas não acreditamos que um quadro, como o dos fundos de pensão, vá se repetir no mercado segurador, até porque a supervisão e a regulação baseada em riscos, como é a proposta da Solvência II, visam a ampliar a segurança do mercado e evitar situações extremas na nossa indústria. Então, com a Solvência II, estamos oferecendo mais segurança aos nossos consumidores.
Mas a vigência plena da Solvência II está sendo adiada mais uma vez… como serão os novos prazos?
Em relação ao regime da Solvência II, o processo legislativo europeu previa, inicialmente, a vigência integral de seus termos em janeiro de 2012. Entretanto, em virtude da crise mundial, houve necessidade de mais alguns testes da Solvência II. Então, apesar de a data atual na mesa de negociação ser 2014, é mais factível trabalhar com janeiro de 2016 para a implementação plena do normativo, até porque alguns de seus preceitos dependem de votação do Parlamento Europeu, de audiências públicas com o mercado, havendo ainda um período para a EIOPA regulamentar as propostas técnicas e dar orientações aos órgãos supervisores e estes vão precisar de algum tempo para fazer a adaptação para os mercados locais.
Há grandes dificuldades financeiras para as seguradoras cumprirem as regras da Solvência II na Europa?
Obviamente, quando da estreia de um novo marco regulatório, há grupos que estão bem capitalizados e outros que não para atender às exigências adicionais. Mas, na média, nossa avaliação é de que as empresas europeias estão bem capitalizadas e não haverá necessidade de aportes expressivos para cumprir as regras da Solvência II. Naturalmente, haverá casos de empresas que terão de elevar seus capitais porque estão em desacordo com os riscos assumidos.
O fantasma da concentração do mercado ainda acompanha a implantação da Solvência II?
Sejamos sinceros: o risco varia de mercado para mercado, mas a tendência é que, com ou sem Solvência II, haja maior concentração da indústria mundial de seguros. Mas a solvência II não será determinante para isso no mercado europeu. Além do mais, a concentração, se não for exagerada, deve ser vista como um processo racional, já que o mercado de seguros é de dimensão, e a Lei dos Grandes Números funciona estatisticamente bem na nossa indústria- quanto maior a base menor é a volatilidade experimentada pela empresa. Mas há espaço para todos na indústria de seguros.
Até para as pequenas e médias?
Claro que sim. As empresas pequenas e médias têm de apostar em especialização ou atuação regional, porque, tendo modelos internos adequados, podem atuar em pé de igualdade. A ideia de que a Solvência II destrói as pequenas e médias seguradoras é uma falácia.
Tanto na Europa como no Brasil há uma grande dificuldade do consumidor de entender o que é seguro…
Trata-se de um grande desafio para a indústria mundial de seguros e é uma questão de fato muito importante. Esta questão é realmente complexa e passa pela educação financeira do consumidor. Além de juros, ações e poupança, o consumidor precisa ser alertado sobre os conceitos de riscos. Há riscos quando ele dirige, dentro de sua casa e ele pode perder seus bens em um incêndio ou roubo. Tentar desde a juventude despertar a noção de riscos, então, deve constar de qualquer programa de educação financeira. É fato que a cultura do seguro precisa ser ampliada, até para que o consumidor tenha conhecimento do que está contratando. Ele precisa saber o que são riscos cobertos e riscos excluídos e conhecer a rentabilidade dos nossos produtos. Mas devemos ser cuidadosos, porque inundá-lo de informações também não dá o resultado esperado, já que não vai ler páginas e páginas dos contratos. As informações devem ser seletivas e qualificadas.
Como está o mercado de seguros na Europa neste ano?
Os seguros de property estão muito bem, com resultados bastante robustos e nível de solvência adequado. Na parte de vida, a questão das taxas de juros reduzidas preocupa, apesar do nível de solvência ainda ser confortável. Na verdade, o comportamento é muito diferente entre os países do bloco. Há aqueles que estão com forte queda, como Portugal e Espanha, por causa dos impactos mais severos da crise da zona do euro, e aqueles que apresentam reação, como a Itália. Mas na média o mercado de seguros da zona do euro cresce, mas um crescimento mais substancial só ocorrerá quando a economia do bloco se recuperar de fato.
Em mercados em crise, tradicionalmente aumentam as fraudes contra as seguradoras…
As fraudes estão abaixo do tradicionalmente esperado em um cenário de crise financeira, porque as seguradoras aperfeiçoaram seus mecanismos de controle nos últimos anos e estão agora mais bem preparadas para barrar os pedidos irregulares.
As seguradoras de grandes riscos europeias estão mais dependentes dos mercados externos?
A Europa concentra grandes seguradores e resseguradores. É normal, portanto, que busquem atuar em todos os continentes, para diversificar negócios, pulverizar seus riscos e ter melhores resultados. É uma típica ação de gestão. Esse movimento de internacionalização torna os grandes grupos menos dependentes do mercado europeu, e de fato faz que haja uma participação crescente, nos resultados globais desses grupos, da América Latina ou Ásia, cujas economias estão mais dinâmicas neste momento.
(*) O Orsa (Own Risk and Solvency Assessment- Avaliação dos Próprios Riscos e Solvência) integra as ações do Pilar 2 do regime de Solvência II, ao lado de outros requisitos qualitativos, como governança, incluindo-se aí mecanismos de gestão dos riscos, de controles internos, funções-chave). O ORSA é tido como o principal motor para a incorporação de Solvência II pela empresa, por exigir um olhar prospectivo das seguradoras dos próprios riscos e das suas implicações no centro da tomada de decisão. Ou seja, uma ferramenta de gestão para tomada de decisão e análise estratégica, destinada a avaliar continuamente o nível de solvência e os riscos específicos das seguradoras.
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