O período de férias é um dos mais desejados do ano. É hora de planejar viagens e momentos de diversão, comprar passagens e reservar hospedagens. No entanto, além de organizar todos esses detalhes, algumas medidas devem ser levadas em conta para que o retorno das férias não se torne um pesadelo.
Durante as viagens, é comum que as residências fiquem vazias. De acordo com a Secretária de Segurança Pública de São Paulo, os roubos aumentam 30% durante as férias. Devido a esses fatores, o seguro viagem da AIG, o Travel Guard, oferece proteção para o patrimônio de seus clientes, garantindo a cobertura residencial para roubo ou furto durante o período.
Com logotipo recém reformulado, o Travel Guard também possui coberturas tradicionais para os viajantes, como seguro bagagem e assistência médica em caso de acidente e doença súbita e carteira protegida, que garante despesas para reposição de documentos, além do valor da carteira.
Além de centrais de atendimento próprias com atendentes que falam português, o seguro possui atuação global, com redes credenciadas nos cinco continentes. A apólice atende às especificações do Acordo de Schengen, convenção que obriga viajantes que não são cidadãos da Comunidade Econômica Europeia a contar com determinadas coberturas para visitarem esses países.
Atentos às mudanças tecnológicas e sociais que impactam o mercado de seguros, representantes de seguradoras e líderes do segmento de TI se reúnem durante o Insurance Service Meeting 2013 para debater o “Mercado de Seguros: a tecnologia pavimentando a estrada para o futuro”. O evento, realizado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), acontece entre os dias 8 e 10 de novembro, no Club Med Rio das Pedras, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
As palestras abordarão temas como a captura de dados à distância (telemática) e seu impacto para as indústrias automotivas e de saúde; a posição do Brasil na geopolítica; a importância da análise preditiva para a subscrição automática de riscos corporativos e pessoais; as utilidades do iCloud e como ele pode auxiliar o mercado de seguros; os aspectos relevantes do Big Data – termo popular usado para descrever o crescimento, a disponibilidade e o uso exponencial de informações; a transição de linhas de negócio para a segmentação de clientes; e a posição no Brasil no desenvolvimento mundial.
Segundo o superintendente de Regulação da CNseg, Alexandre Leal, o objetivo do evento é estimular ainda mais o mercado de seguros brasileiro a investir em soluções de tecnologia. “Esta edição está muito focada na questão de captura, armazenagem e acesso a um grande volume de dados, e em como as empresas podem utilizar essa gama de informações para refinar seus modelos de precificação e identificar cada vez melhor as preferências, necessidades e características dos clientes”, explicou.
Outro destaque do uso da tecnologia no mercado de seguros é o aprimoramento das operações e do diálogo das empresas de seguro com os consumidores e corretores. “Com os instrumentos de coleta, armazenagem e acesso aos dados, a relação das empresas com seus clientes e também com corretores de seguros ganhará cada vez mais agilidade e dinâmica, ambos fundamentais para a criação de produtos e serviços cada vez mais adequados às necessidades de diferentes públicos”, ressalta Leal.
Em sua 7ª edição, o evento contará com palestras do estrategista sênior da Zurich Global, James Moffatt, o gerente do IDC, Alexandre Campos Silva, o diretor de Pesquisas da Gartner Lisboa, João Tapadinhas, o executivo da R18 Tecnologia e Comunicação, Rodrigo Arrigoni, o sócio-diretor do Data Popular, Renato Meirelles, o diretor do RC Consultores, Paulo Rabello de Castro e o jornalista e apresentador da CNN Internacional, Andrés Oppenheimer.
Serviço:
Insurance Service Meeting 2013
Data: 8 a 10 de novembro de 2013
Local: Club Med Rio das Pedras – Angra dos Reis, Rio de Janeiro
Horário: 12h30 às 18h (sexta-feira) e 9h30 às 18h (sábado)
Em comemoração aos seus 150 anos de fundação, a resseguradora Swiss Re acaba de divulgar o estudo “A History of US Insurance”, analisando a evolução histórica do seguro nos Estados Unidos, alerta o consultor Francisco Galiza. Ele destaca a foto da capa da revista Time, de março de 1986, comentando sobre o aumento das ações judiciais de responsabilidade civil (sobretudo pelas indenizações na área de saúde), e o conseqüente desinteresse das seguradoras em comercializar produtos relacionados a esse tipo de risco. “É difícil não fazer certa analogia histórica desse fato com o ocorrido no mercado de seguro saúde individual no Brasil nos últimos anos”, comenta. Para quem se interessar, segue o link: http://media.150.swissre.com/documents/150Y_Markt_Broschuere_USA_EN_Inhalt.pdf
A partir do mês de novembro, a SulAmérica Seguros, Previdência, Investimentos e Capitalização, em parceria com a Autoglass, vai oferecer aos clientes SulAmérica Auto um novo benefício: o Serviço de Reparo de Arranhões. A novidade estará disponível em oito centros de atendimento C.A.S.A. espalhados em todo o Brasil, e também em lojas próprias da Autoglass.
O serviço consiste em um sistema de polimento com uma tinta especial, aplicável nos arranhões da lataria dos veículos. Este beneficio é exclusivo da Autoglass Brasil e ainda colabora com a sustentabilidade pois aplica o produto diretamente no arranhão, reduzindo o uso de tintas que poluem o meio ambiente. Os clientes SulAmérica Auto contarão com desconto, arcando com apenas parte do valor.
“A SulAmérica está constantemente buscando parcerias com grandes prestadoras de serviço para compor a oferta de benefícios aos segurados. Esses ´mimos´ nos permitem oferecer uma experiência ao segurado além do acionamento do seguro” diz o diretor de Automóvel, Eduardo Dal Ri.
Para testar a aceitação do serviço, entre os meses de maio e junho, o benefício foi oferecido na capital carioca em projeto piloto. Recebida positivamente pelos clientes, a companhia lança a novidade já com aprovação de muitos atendimentos realizados nos processos de testes.
O segurado que quiser aproveitar essa vantagem deve agendar o atendimento pelo telefone 0800 721 7055. A lista completa dos locais do benefício pode ser acessada em www.sulamerica.com.br
A revista Fortune acaba de divulgar o Global Fortune 500, renomado ranking com a classificação das 500 maiores corporações em todo o mundo, que leva em consideração a receita das empresas. E a Zurich Seguros, multinacional de origem suíça que tem atuação em mais de 170 países, subiu 55 posições no ranking e agora ocupa a posição a 123ª colocação. Com Receita fechada em US$ 70,4 bilhões, o grupo apresentou Lucro de US$ 3,9 bilhões e US$ 409,27 bilhões em ativos.
No Brasil desde 1982, atualmente é o 4º maior grupo segurador no país e possui 66 sucursais. Desde 2008, a Zurich Seguros adquiriu a companhia de Seguros Minas Brasil e a Minas Brasil Vida e Previdência e avançou em seu processo estratégico de expansão de sua presença no Brasil, seus canais de distribuição e a operação na área de massificados, especialmente Automóvel e Vida. Já em 2011, ano que marcou a abertura da sua Resseguradora Local no Brasil – num investimento de R$ 100 mi –, Zurich Seguros deu novo salto no Brasil a partir da parceria firmada com o Grupo Santander para a criação de uma joint venture na área de seguros.
“É uma honra continuarmos figurando entre os maiores players do mercado mundial o desempenho global claramente repercute de forma positiva para o mercado brasileira e nos deixa mais próximos da ambição de se tornar a melhor seguradora global para os nossos acionistas, clientes e funcionários”, diz Antonio Cássio dos Santos, Chairman da América Latina e CEO Regional da Zurich Seguros para Automóvel e Ramos Elementares, que completa: “A América Latina é um dos focos de nossa equipe e estamos trabalhando duro para alcançar um desenvolvimento sustentável e robusto na região. A joint venture estratégica de 25 anos com o Banco Santander em cinco países da região, o desenvolvimento de uma gestão altamente profissional, lançamento de novos produtos em vários países, a minha presença aqui, entre outras coisas, são exemplos claros de forte interesse e compromisso Zurich com esta parte do mundo”.
Para visualizar os detalhes do ranking da seguradora, basta acessar: http://money.cnn.com/magazines/fortune/global500/2013/snapshots/7745.html?iid=G500_fl_list
Quem faz parte? O ranking da Global Fortune 500 classifica empresas por receita total para os respectivos exercícios sociais encerrados em, ou antes, de 31 de março de 2013. Todas as empresas da lista devem publicar os dados financeiros parciais ou integrais aos órgãos governamentais de cada país. Para as companhias de seguros, a receita considera os prêmios e a receita anual, investimentos, ganhos ou perdas de capital, além de outras receitas e exclui os depósitos.
Cada dia uma novidade bacana em seguros. A boa do dia vem da parceria entre a Bradesco Seguros, que junto com a Harley-Davidson Financial Services (HDFS) anunciará no dia 12 de novembro o lançamento de um seguro sob medida para os amantes das motocicletas Harley-Davidson. O evento acontecerá na Sala São Paulo 1, no Sheraton São Paulo WTC Hotel, na capital paulista, a partir das 9h30. Nessa oportunidade também será apresentado o balanço das operações da Harley-Davidson no Brasil, inclusive os resultados de 2013 até o momento.
A Harley-Davidson Financial Services foi fundada em 1992, nos Estados Unidos, e está presente globalmente com o objetivo de promover uma experiência ainda mais completa com a marca oferecendo produtos que vão de financiamentos e seguros a cartões de crédito e garantia estendida. Presente no País desde dezembro de 2011, as operações nacionais contam com a parceria do banco Bradesco para a comercialização de financiamentos para as motos da marca.
Parabéns querida Kelly Lubiato (seu sapato nude estava um arraso!!!!) e Max Thiermann por apoiar esse prêmio por sete anos!!!
Release – Já é possível conhecer as nove reportagens vencedoras da sétima edição do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo: elas foram reveladas na noite desta quarta-feira, 6, durante evento ocorrido na nova sede da Allianz, em São Paulo. As ganhadoras foram escolhidas a partir de 2.157 inscrições vindas de 63 cidades, com trabalhos sobre os temas Seguros e Sustentabilidade – Mudanças Ambientais.
No tema Seguros, as reportagens escolhidas foram: “Seguro de carro usado é muito caro e nem sempre vale a pena”, de Sílvio Ribas, do Correio Braziliense; “A palavra é eficiência”, de Kelly Lubiato, da revista Apólice; Minimizar os riscos para salvar vidas”, de Felipe Datt, da revista Valor Financeiro; e “Apesar de caro, seguro para celular pode valer a pena?”, de Priscila Yazbek, do site Exame.com.
No tema Sustentabilidade – Mudanças Ambientais, foram contempladas “A água que ninguém vê”, de Alice Giraldi, da Unesp Ciência; “Rastros do mercúrio”, de Henrique Kugler e coautores, do Ciência Hoje On-line; “Gás de xisto: problema ou solução?”, de André Trigueiro, com reportagem de Jorge Pontual e coautores, transmitida no programa Cidades e Soluções, da GloboNews; e “Reciclagem: do combate ao desperdício à oportunidade de negócio”, de Ana Lúcia Caldas e coautores, transmitida nos programas Repórter Brasil e Repórter Nacional, da Rádio Nacional.
As matérias citadas ganharam um troféu, um certificado e um prêmio no valor de R$ 15 mil.
O jornal Folha de S.Paulo e a revista Consumidor Moderno receberam menções honrosas por terem sido os veículos que mais deram espaço a notícias relacionadas ao mercado segurador, considerando apenas as matérias inscritas na subcategoria Impresso Nacional e Regional. A Folha de S.Paulo concedeu 4 mil cm/col a esse tipo de matéria, e a Consumidor Moderno, 7,4 mil cm/col. Na subcategoria Especial Comunicação Corporativa, do tema Sustentabilidade – Mudanças Ambientais, a matéria “Energia do bem”, de Ricardo Soncini Cazarino e equipe, publicada na revista On Brasil, também recebeu menção honrosa.
Os trabalhos selecionados passaram por rigorosa análise de dois comitês, formados por pesquisadores e acadêmicos de instituições como o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a USP (Universidade de São Paulo) e a Universidade Metodista de São Paulo, além de jornalistas consagrados da grande imprensa e atuantes em organizações como WWF (World Wide Fund for Nature) e SOS Mata Atlântica.
Durante a cerimônia, Max Thiermann, presidente do conselho de administração da Allianz Seguros, afirmou que a informação é um fator chave para qualquer mudança. “Foi uma verdadeira surpresa receber 2.157 inscrições nesta sétima edição do Prêmio. Somente quando a gente conhece as causas e consequências das nossas atitudes é que conseguimos mudá-las. Premiar o jornalista que se dedica, é investir na disseminação do conhecimento para a população, empresas e setor público”.
Criado em 2007, o prêmio tem como objetivo incentivar e valorizar o trabalho da imprensa na cobertura do setor de seguros. O tema Sustentabilidade – Mudanças Ambientais passou a integrá-lo em 2008, quando a Allianz assumiu compromisso mundial com o assunto. Como reconhecimento desse esforço, a seguradora foi eleita este ano líder do setor de seguros no Índice Dow Jones de Sustentabilidade (Dow Jones Sustainability Index – DJSI).
Veja abaixo lista dos vencedores da sétima edição do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo:
Tema Seguros
Categoria Linguagem Escrita
Impresso Nacional e Regional
“Seguro de carro usado é muito caro e nem sempre vale a pena”, de Sílvio Ribas – Correio Braziliense
Impresso Especializado em Seguros
“A palavra é eficiência”, de Kelly Lubiato – Apólice
Impresso Economia e Finanças
“Minimizar os riscos para salvar vidas”, de Felipe Datt – Valor Financeiro
On-line
“Apesar de caro, seguro para celular pode valer a pena?”, de Priscila Yazbek – Exame.com
Tema Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Categoria Linguagem Escrita
Impresso Nacional e Regional
“A água que ninguém vê”, de Alice Giraldi – Unesp Ciência
On-line
“Rastros do mercúrio (série)”, de Henrique Kugler e coautores – Ciência Hoje On-line
Categoria Linguagem Audiovisual
Telejornalismo
“Gás de xisto: problema ou solução?”, de André Trigueiro, com reportagem de Jorge Pontual – GloboNews
Equipe de reportagem: Klara Duccini, Pascale Pfann, Vladimir Ribeiro, Bruno Torres e Magno Mendonça.
Radiojornalismo
“Reciclagem: do combate ao desperdício à oportunidade de negócio”, de Ana Lúcia Caldas e coautores – Rádio Nacional
Dezesseis anos depois do primeiro livro sobre os seguros de Responsabilidade Civil – que se tornou um clássico, o maior especialista do país na matéria, Walter Polido, lança agora a sua mais completa obra “Seguros de Responsabilidade Civil – Manual Prático e Teórico”, recém editado pela Juruá Editora.
“Não se trata de atualização do livro anterior, mas de uma nova obra totalmente revigorada”, esclarece Polido. Desde 1997, ano de edição do primeiro livro, diversos fatores influenciaram as transformações e evolução do seguro de RC no país. Entre os principais estão a substituição do Código Civil, a consolidação do Código de Defesa do Consumidor, a abertura do mercado de resseguros, o crescimento da economia e, principalmente, o surgimento de novos direitos, que mudaram a forma de pensar e aplicar a responsabilidade no país.
Resultado de 39 anos de pesquisa e prática na área, o livro se constitui, segundo o próprio Polido, em seu “legado ao mercado segurador brasileiro”. Em 1.304 páginas e sete capítulos, o autor aborda a realidade da responsabilidade por perdas e danos e os riscos garantidos pelo seguro de responsabilidade civil; a estrutura, características e princípios que norteiam o seguro de RC; as modalidades de seguro do ramo de RC Geral; o seguro de RC de riscos profissionais; os riscos de poluição ambiental; os riscos decorrentes de ensaios ou experimentos clínicos em seres humanos; e, por fim, a regulação e liquidação dos sinistros.
No prefácio do livro, o jurista Bruno Miragem destaca a sua abrangência. “É indisfarçável seu compromisso com a completude do exame a que se propõe. Porém, não de qualquer forma, mas com uma refinada e profunda análise do que de mais importante há a se dizer sobre o seguro de responsabilidade civil”.
Miragem também assimila a mensagem de transformação transmitida pelo autor. “Walter Polido parece nos dizer: atenção, o mundo mudou! As exigências sociais e econômicas relativas ao mercado segurador em geral também mudaram! E no caso do seguro de responsabilidade civil, também os riscos garantidos sofreram enormes transformações. E os modelos estatísticos que fundamentam o negócio pouco servem se não houver a correta interpretação destes riscos”, observou.
Polido revela que escreveu sobre os seguros de RC sem se ater a quaisquer limites, apenas com o olhar para a técnica e o Direito, com conceitos e situações alinhadas às práticas internacionais dos mercados mais experimentados que o brasileiro nessa área. “Esta obra esmiuça os novos contornos na busca da justificação da responsabilidade civil, segundo a pós-modernidade. O mercado segurador deve estar atento e atuar em conformidade com os novos contornos e anseios da sociedade”, diz.
O livro “Seguros de Responsabilidade Civil – Manual Prático e Teórico” pode ser adquirido em livrarias de Direito e também pela internet, na Juruá Editora: www.jurua.com.br ou pelo televendas (41) 3352-1200.
– Informações à imprensa com Márcia Alves – (11) 2293 1854 / 9.9882 4780 – madlis@uol.com.br
Entrevista
Walter Polido fala sobre o seu recém-editado livro “Seguros de Responsabilidade Civil – Manual Prático e Teórico”.
• Como surgiu a ideia de lançar o livro?
Walter Polido: Este livro nasceu a partir da vontade de elaborar a segunda edição da obra Seguros de Responsabilidade Civil Geral no Brasil & Aspectos Internacionais, referente à primeira edição de 1997. Contudo, as mudanças foram de tamanho alcance de lá para cá, que tornaram impossível a manutenção do desejo inicial. O Código Civil de 1916 foi substituído em 2002; o mercado de resseguro foi desmonopolizado em 2007; o CDC de 1990 se solidificou no país; a economia brasileira se globalizou de forma maximizada, também encurtando as fronteiras antes existentes nos mercados de seguros e de resseguros do país.
A sociedade brasileira passou a rumar no caminho da evolução e conhece e exige e também compra, cada vez mais, sendo que o país inteiro após o processo de redemocratização se voltou para a conquista dos direitos dos cidadãos, antes adormecidos. As pessoas passaram a contratar muito mais seguros de responsabilidade civil, buscando a garantia em face de seus múltiplos interesses, além dos seguros para os bens materiais que antes prevaleciam de maneira quase que exclusiva (automóvel e propriedades).
Novas situações ou mesmo novos direitos surgiram ou foram exacerbados neste período: dano moral individual e também coletivo; do dano existencial; a perda de uma chance ou de oportunidade; direito da informática e internet; da biotecnologia e o biodireito; da exacerbação do direito ambiental; da responsabilidade compartilhada e a logística reversa em relação aos resíduos sólidos; e tantos outros.
Em razão de todos esses fatores modificadores e construtivistas de um novo pensar não seria possível apenas atualizar os textos daquele primeiro livro. Nova obra precisou nascer totalmente revigorada.
• Em comparação à sua obra anterior sobre seguros RC, em que esta difere?
Polido: Este livro é muito mais profundo na pesquisa e nas explicações exegéticas dos fundamentos dos seguros RC em relação ao anterior. Aquele, na verdade retratou a realidade de uma época em face do mercado fechado, apenas apresentando reflexões pontuais sobre as práticas internacionais.
Havia, portanto, moldura firme e muito respaldada nas deliberações unilaterais do ressegurador monopolista sobre os contornos e os limites da carteira RCG. Fui muito além, agora, e desbordei aquelas molduras encontradas na tarifa referencial de RCG que existiu e que era utilizada de forma universal pelo mercado brasileiro para fins de resseguro em 1997, a qual perdurou até muito recentemente.
Realizei pesquisas da evolução do instituto jurídico da responsabilidade civil, indicando sucintamente os principais pontos deste trabalho acadêmico neste livro, e todos eles em face dos seguros de responsabilidade civil, uma vez que esta obra versa sobre a técnica do seguro e não especificamente sobre o Direito.
Impossível, de qualquer maneira, relatar a evolução dos seguros de RC ignorando a sua base fundamental e jurídica, sem a qual o seguro em si não teria razão de ser. Escrevi sobre os seguros de RC sem limite algum, apenas com o olhar para a técnica e o Direito, certamente com conceitos e situações alinhadas às práticas internacionais daqueles mercados mais experimentados do que o nosso nesta área. Não há como ser doméstico em seguros de RC. Ele é muito mais amplo do que este limite. Não há como padronizá-lo unilateralmente também.
• O livro explora um novo e amplo conceito dos seguros de RC, que parte de sua concepção e função, como um dever ou necessidade social. Como explica essa função de dever social?
Polido: Os seguros de responsabilidade civil diferem de outros ramos de seguros da área de danos, os quais têm como objeto a reparação ou reposição dos próprios bens afetados por uma situação de risco acontecida. Seria muito conveniente se todos os cidadãos pudessem contratar os mais variados seguros de responsabilidade civil, de modo que todo e qualquer dano causado aos membros de uma sociedade pudesse ser efetivamente indenizado.
Essa ideia de dever social decorre da necessidade social. O plexo relacional de indivíduos, cada qual podendo causar danos e perdas a outro membro da coletividade e cada indivíduo lesado repercutindo o seu prejuízo também a outras pessoas, necessita de garantia de indenização, de modo a manter o equilíbrio econômico e social.
Qualquer dano causado à outra pessoa gera conflito social, pois que repercute na sociedade como um todo. Dificilmente uma pessoa é afetada sozinha, quando prejudicada por um dano. A família sofrerá privações, a partir do momento em que seu provedor deixar de exercer a atividade que a sustenta; cada cidadão é um elo que afeta toda a sociedade organizada – o plexo social.
• Considerando esse aspecto social dos seguros de RC, então seria o caso de torná-los obrigatórios?
Polido: Nos países europeus há forte socialização dos prejuízos, via instituição de seguros obrigatórios na área de responsabilidade civil. Esse princípio está longe de ser aplicado com eficácia no Brasil, apesar das razões favoráveis que fundamentam sua adoção, não pela ausência da necessidade social, mas em consideração ao fato de que a sociedade brasileira não tem e não terá o mesmo comportamento dos europeus.
Também o mercado segurador nacional não alcançou maturidade suficiente a ponto de poder articular-se frente à instituição desenfreada de vários seguros de responsabilidade civil de natureza obrigatória, ao mesmo tempo. De mais a mais, o brasileiro ainda não reclama indenizações na mesma intensidade que os europeus, muito menos ainda se comparado aos norte-americanos. Pesa contra os brasileiros o fato de a justiça local ser burocratizada e lenta, além da considerável onerosidade representada por um processo judicial. Não está no ideário do brasileiro receber com naturalidade a instituição de seguros obrigatórios, sejam eles de responsabilidade civil ou não. Os seguros obrigatórios já existentes no Brasil não funcionam adequadamente, com raras exceções.
• A obra promove a análise da responsabilidade civil muito além de sua figura jurídica e função reparatória. Essa análise reflete o atual estágio da sociedade brasileira?
Polido: Não há como, modernamente, analisar a responsabilidade civil como apenas uma figura jurídica estanque, que pode ser acionada como moldura para a resolução de um problema relativo ao pagamento de uma indenização, em razão de um dano sofrido. Esta obra esmiuça os novos contornos na busca da justificação da responsabilidade civil, segundo a pós-modernidade. O mercado segurador deve estar atento e conforme os novos contornos e anseios da sociedade.
A responsabilidade civil não se situa apenas na moldura apertada da pretensão de obter a reparação ou a compensação, se determinada situação de injustiça social, p.ex., não puder ser reconduzida ao estado anterior (ainda de injustiça). A aplicação desse instituto, portanto, transcende à indenização do dano. É neste campo, muito mais amplo, e com vistas à concretude dos direitos sociais que a moderna doutrina conduz a responsabilidade civil.
Através dessa nova visão epistemológica da responsabilidade civil, de vertente ética e política, o campo de ação se amplia e muito, abrangendo mesmo situações que certamente são alheias ao segmento de atuação do mercado securitário, mais voltado a aspectos patrimonialistas, sim, e também da integridade moral e física dos cidadãos, pelo menos no atual momento da sociedade brasileira.
Este é o novo lume da crista da onda, a nortear todos os caminhos inerentes à responsabilidade civil. Com base nos anseios da atual sociedade, o princípio da dignidade humana parece ser o ideal almejado. Desta forma, deixa de causar eventual perplexidade o fato de o princípio da dignidade humana motivar também as relações contratuais.
• Sobre os seguros de responsabilidade civil de riscos profissionais, o livro destaca a questão da responsabilidade pela confiança. Explique
Polido: Considerando-se que este trabalho visa justamente não só apresentar a técnica dos seguros de RC, mas também o fundamento jurídico subjacente ao conjunto delas; tem também por princípio difundir ideias e pensamentos norteadores do Direito, todos eles focados especialmente no consumidor de seguros. Necessário, portanto, explorar com maior detalhamento a questão da responsabilidade pela confiança.
Nos seguros de RC, a questão da expectativa da confiança está mais alinhada em face da obrigação da seguradora para com os segurados dela e não muito em relação aos segurados e os terceiros, em se tratando de seguros RC. Pode acontecer, todavia, da referida teoria ser lembrada em se tratando de riscos profissionais, pois que certamente o fator confiança é primordial quando da escolha de qualquer prestador de serviços. Mas o adquirente de produtos também o compra com base no fator confiança que ele tem naquele determinado bem de consumo.
• O livro analisa as transformações do seguro de responsabilidade civil operadas pela legislação, doutrina e jurisprudência. Foi proposital a exclusão das mudanças regulatórias?
Polido: Nesta obra, é necessário ressaltar, que não me ative ao padrão Susep em termos contratuais, o que limitaria consideravelmente o meu trabalho intelectual, caso permanece nele como real e único paradigma vinculante do ramo RCG no país. Ao contrário disso, retratei os seguros RC e seus elementos configuradores de forma livre e aberta, buscando retratar o estágio atual de desenvolvimento encontrado nos diversos mercados, dentre eles os mais desenvolvidos no segmento.
O ramo, de aberta interrelação com outros mercados, deve buscar parâmetros estruturantes encontrados em outros países e de modo a não ficar apartado da realidade mundial. O Brasil cresce e se desenvolve, exportando cada vez mais seus produtos e serviços, inclusive com a criação de filiais de empresas nacionais no exterior ou de empresas domésticas que adquirem empresas estrangeiras, as chamadas transnacionais com controle brasileiro.
Este segmento exige a formatação de produtos específicos de programas mundiais de coberturas RC. Também as empresas estrangeiras aqui representadas necessitam da formatação de programas locais de seguros RC sob a égide dos programas mundiais das matrizes delas. Qualquer intervenção estatal mal dimensionada neste sentido pode coibir este tipo de procedimento, inclusive prejudicando a formação de maior volume de prêmios no Brasil. Cada caso constitui modelo “tailor made”, o que inviabiliza qualquer tipo de estratificação padronizada sobre eles.
Mais sobre o autor
Walter Polido atuou por 23 anos no IRB-Brasil Re (1974-1998); dez anos na Munich Re do Brasil (1998-2008) e, voltando a estudar academicamente, realizou pós-gradução strictu sensu em Direitos Sociais, com concentração em Direitos Difusos e Coletivos pela PUC-SP (2006-2008).
Outros livros de Walter Polido
Seguro de Responsabilidade Civil Geral no Brasil & Aspectos Internacionais. São Paulo: Editora Manuais Técnicos de Seguros, 1997 [esgotado].
Uma introdução ao Seguro de Responsabilidade Civil Poluição Ambiental. São Paulo: Editora Manuais Técnicos de Seguros, 1995 [esgotado].
Seguros para Riscos Ambientais. São Paulo: RT, 2005
Cláusulas Contratuais de Resseguro – princípios técnicos e jurídicos. Particularidades sobre Responsabilidade Civil. 1ª ed. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Seguros, 2008
Contrato de seguro: novos paradigmas. São Paulo: Roncarati, 2010 [pode ser adquirido via reembolso através da própria Editora – 11-30711086 ou pelos sites da Cultura, Saraiva]
Cláusulas Contratuais de Resseguro – princípios técnicos e jurídicos. Particularidades sobre Responsabilidade Civil. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Seguros, 2011. [pode ser adquirido nas unidades da Escola Nacional de Seguros – www.funenseg.org.br]
Programas de Seguros de Riscos Ambientais no Brasil: estágio de desenvolvimento atual. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Seguros, 2012. [pode ser adquirido nas unidades da Escola Nacional de Seguros – www.funenseg.org.br]
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, divulgou na quarta-feira, 6, os dados da indústria automobilística referentes ao mês de outubro e do acumulado do ano. A produção no mês – recorde histórico para o período – foi de 323,8 mil unidades, alta de 0,5% com relação as 322,2 mil de outubro de 2012 e redução de 2,5 contra as 332 mil de setembro passado.
Na soma dos dez meses transcorridos do ano o acréscimo é de 12,4% quando confrontadas as 3,17 milhões deste ano com as 2,82 milhões de 2012. Foi a primeira vez na história que a marca de três milhões de unidades foi superada ainda no mês de outubro – nos últimos três anos tal marco foi atingido somente em novembro.
De acordo com Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, as exportações e o Inovar-Auto são preponderantes no desempenho da produção: “O aquecimento dos mercados externos é um dos motivos, mas o Inovar-Auto, que incentiva a produção local, sem dúvida é outro importante fator que sustenta o crescimento da produção. A queda na participação dos importados no licenciamento, que em outubro foi de 18,8%, comprova que o acerto do programa”.
As exportações ascenderam 30,6% no acumulado do ano, com 480 mil unidades em 2013 ante 367,4 mil do ano anterior – o volume deste ano até outubro já superou o resultado completo de 2012. Só em outubro 51,8 mil unidades deixaram o País, o que representa aumento de 22,9% frente as 42,2 mil do mesmo mês do ano passado e de 13,9% com relação as 45,5 mil de setembro de 2013.
O licenciamento de outubro deste ano, de 2012 com 330,2 mil unidades, avançou 6,6% quando comparado com o mês anterior, que registrou 309,9 mil, e recuou 3,3% com relação as 341,6 mil de outubro de 2012 – o resultado está acima da média de 308,9 mil unidades comercializadas dos primeiros nove meses do ano. No acumulado de 2013 a retração foi de 0,7%: foram 3,11 milhões de unidades licenciadas contra 3,13 milhões de 2012.
Máquinas agrícolas
Assim como nas exportações de autoveículos, o resultado das vendas internas de máquinas agrícolas de janeiro a outubro já superou todo o ano de 2012. Nestes dez meses foram vendidas 71,2 mil máquinas, 21,7% acima das 58,5 mil do ano passado. No comparativo mês a mês, as 7,3 mil unidades comercializadas em outubro de 2013 representam redução de 2,4% com relação ao mesmo mês de 2012 e de 0,9% perante setembro deste ano.
Na produção novo recorde foi superado: as 10 mil unidades colocam outubro de 2013 como o melhor mês da história. O resultado representa ainda aumento de 29,4% contra as 7,7 mil de outubro de 2012 e de 13,9% quando defrontado com as 8,8 mil de setembro deste ano. No acumulado, também recorde histórico, a alta é de 20,8%: foram 85,8 mil unidades produzidas nos dez meses de 2013 enquanto no mesmo período de 2012 este número era de 71,1 mil.
Em outubro de 2013 as associadas da Anfavea agregaram quase 1,5 mil pessoas em sua força de trabalho, o que elevou o nível de emprego da indústria automobilística para 156,1 mil profissionais – 4,4% a mais que outubro do ano passado e 0,9% se comparado com setembro deste ano.
A SulAmérica Seguros, Previdência, Investimentos e Capitalização já está organizando sua agenda de sustentabilidade para 2014. A companhia é a primeira marca a confirmar patrocínio da Conferência Internacional Sustainable Brands Rio 2014. A Sustainable Brands é a maior comunidade internacional voltada para discussão de ações e estratégias para associar marcas à modelos de negócios sustentáveis. O evento faz parte de uma programação global de conferências, que além do Rio de Janeiro, inclui San Diego, Londres e Istambul. A agenda ainda está sendo fechada e promete trazer especialistas de vários países para enriquecer os debates.
“A conferência da Sustainable Brands é o que há de mais atual no debate sobre como sustentabilidade empresarial pode gerar valor à marca. O patrocínio da SulAmérica reforça a preocupação da companhia em disseminar as melhores práticas de sustentabilidade” diz a superintendente de Sustentabilidade Empresarial, Adriana Boscov.
O evento será realizado nos dias 24 e 25 de abril no Centro de Convenções SulAmérica no Rio de Janeiro.
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