APTS discutirá o incremento de receita para o seguro gerado por grandes obras

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As grandes obras de infraestrutura já em curso e outras previstas pelo governo e iniciativa privada para os eventos esportivos mundiais – Copa do Mundo e Olimpíadas –, além do PAC e a exploração de petróleo no pré-sal, estão movimentando a economia e, consequentemente, o setor de seguros. Mas, resta saber qual será, de fato, o impacto desses grandes riscos para o mercado de seguros. Haverá incremento de receita para os principais agentes do setor (resseguradoras, seguradoras e corretores)? O mercado dispõe de coberturas de seguros adequadas para esses eventos?

Estas e outras questões serão respondidas no Debate do Meio-Dia da APTS “Incremento da receita de seguros por conta de novos Eventos”, marcado para 31 e outubro, na sede da entidade, em São Paulo. O diretor de Eventos da APTS e coordenador do debate, José Cesar Caiafa Junior, também diretor da Flex Corretora de Seguros, convidou três especialistas da área: José Marcelino Risden, da Berkley Brasil; Luiz Pestana e Paulo Hayakawa, ambos da Terra Brasis; e Carlos Barros de Moura, da Barros de Moura Corretora de Seguros.

Inscrições: pelo telefone: (11) 3227 4217, 3229 6503 ou pelo e-mail: apts@apts.org.br. Investimento: R$ 50 (incluso lanche). Associados da APTS têm participação gratuita. Patrocinadores: participações gratuitas.

Local: Sede da APTS – Endereço: Largo do Paissandu, 72, conj. 1704. – 17º andar – Centro – São Paulo (SP). Horário: 12h às 12h30 – Serviço de lanche (Buffet) – 12h30 às 13h30 – Apresentação do debate.

Aconseg-RJ faz reunião e adia decisão da criação do SindiAconseg

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A reunião da Aconseg-RJ teve como principal tema a minuta de resolução do CNSP/SUSEP, que foi alterada. As assessorias saíram do artigo 16, onde estavam juntas com os agentes e passaram para o artigo 17 na condição de “representantes”.

O assunto é polêmico. Alguns especialistas dizem que nada mudou, outros que a distinção foi apropriada, mas que a categoria representante não consta do Código Civil, conforme constam os agentes.

A assembléia aprovou, por unanimidade, que uma nova consulta e parecer deverão ser obtidos junto ao advogado Luis Felipe Pellon, titular do escritório Pellon & Associados, considerado o mais gabaritado do País e que vem acompanhando o caso e assessorando a Aconseg-RJ.

Ao contrário da primeira minuta, a segunda ainda não foi colocada em audiência pública para apresentação de sugestões.

Com isso, a votação para a criação do SINDIACONSEG, que vem sendo proposta pelo presidente da Aconseg-RS, Celso Azevedo, com algumas adesões de outras Aconsegs, foi adiada até que a situação da Resolução CNSP/SUSEP seja resolvida. “A assembléia considera esta definição mais importante no momento e, por isso, vamos acatar a decisão dos nossos associados e aguardar”, disse o presidente Olívio Américo.

Na reunião foi anunciada a participação da diretora da Porto Seguro/Itaú/Azul, Solange Zaquem, no próximo “Café da Tarde”, programação recém inaugurada, com sucesso, pela Tokio Marine. “É uma oportunidade de nos reunirmos mais informalmente, sem discursos, apresentações, etc, dos nossos parceiros comerciais. Isso não só agrega valor às nossas operações como nos aproxima”, explicou Américo.

Foi anunciado também o almoço de final de ano da Aconseg-RJ, que será realizado no dia 11 de dezembro, no Clube Comercial. Cada um dos associados poderá convidar dois ou três gerentes parceiros e mais próximos do seu relacionamento.

“Microfinaças: Microcrédito e Microsseguros no Brasil” será lançado nesta terça pela CEBDS

multidao 2A Câmara Temática de Finanças Sustentáveis do Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) promove lançamento da publicação “Microfinaças: Microcrédito e Microsseguros no Brasil”, na próxima terça-feira (29), em São Paulo. O evento reunirá cerca de 50 profissionais dos mercados financeiro e segurador para debater os desafios e oportunidades de negócios para atender as classes C, D e E da população.

Hoje há 1 bilhão de pessoas no mundo que poderiam ser incluídas no sistema financeiro e no Brasil também existe um grande potencial, como evidencia a publicação. Segundo dados do Banco Central, um quarto da população brasileira é composta por microempreendedores, que com crédito orientado poderiam fazer crescer seus negócios. Apesar de um cenário favorável, ainda há uma série de dificuldades e peculiaridades regionais que dificultam essa inclusão.

Para discutir o assunto estarão presentes no evento Marina Grossi, presidente do CEBDS; Cláudio Boechat, professor da Fundação Dom Cabral; Ueliton Rolim, do Santander Microcrédito e Maria Elena Bidino, Superintendente de Relações com o Mercado da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

Inscrições devem ser feitas pelo e-mail cebds@cebds.org.

Serviço – Lançamento “Microfinaças: Microcrédito e Microsseguros no Brasil
Dia: 29/10/2013

Hora: 9h30 às 11h30

Local: Sede Allianz Seguros (Rua eugênio Medeiros, 303, Pinheiros, SP)

Essor Seguros terá o Seguro Garantia de Entrega de Obra, junto a Caixa Econômica Federal, para Programa MCMV

fabio pinhoRelease

No mês de outubro, foi anunciado na abertura do 85º Enic – Encontro Nacional da Indústria da Construção, a assinatura de um termo de parceria entre a CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção e a Caixa Econômica Federal. Através desta iniciativa, é viável que as construtoras para o Programa Social Minha Casa Minha Vida (MCMV), também terão a possibilidade de contar com o Seguro Garantia de Entrega de Obra desenvolvido pela CBIC e garantida pela Essor Seguros. Permitirá o cumprimento do prazo determinado e ainda possibilita aos consumidores receberem Certificados Individuais, onde constarão as informações do seu imóvel e o prazo da entrega, respeitando todos os prazos pactuados.

A parceria formaliza o compromisso e a credibilidade dos produtos com o consumidor brasileiro. De acordo com Fabio Pinho, Diretor Executivo da Essor Seguros, esta operação foi positiva e trará novas oportunidades de explorar o nicho de mercado no que se refere ao Seguro Garantia de Entrega de Obra no Brasil. “Oferecemos o único produto que garante a entrega do empreendimento ao consumidor brasileiro. O mercado segurador precisa olhar para o consumidor, acima de tudo. Um produto desenvolvido e criado pela CBIC, quem realmente entende do mercado de construções”.

O Programa Minha Casa Minha Vida atualmente possui uma elevada demanda de empreendimentos em atraso. A partir de agora, será possível adquirir uma apólice garantindo a entrega do imóvel, dentro do prazo determinado no contrato.

Corretores de seguros estão satisfeitos com o comissionamento das companhias

mario sergioRelease

A política de comissionamento é o motivo de maior satisfação dos corretores de seguros em relação às companhias seguradoras. Já a precificação dos seguros é motivo de insatisfação. Essas são as principais conclusões da Pesquisa para Melhoria Contínua do Mercado de Seguros – PMC 2013, desenvolvida pelo Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP).

Além desses dois itens, a PMC 2013 colheu a avaliação dos corretores a respeito da eficiência na cotação; eficiência na liquidação de sinistro; padrão de atendimento comercial e, ainda, competência na emissão das apólices. Para cada item pesquisado, os corretores atribuíram graduações na seguinte escala: excelente (10), muito boa (8), boa (6), regular (4) e ruim (2). A tabela abaixo mostra as avaliações gerais.

Veja a nota média obtida em:

Política de comissionamento – 7,3

Eficiência na cotação – 7,1

Competência na emissão das apólices – 7,0

Eficiência na liquidação de sinistro – 6,9

Padrão de atendimento comercial – 6,7

Produtos oferecidos aos segurados – 6,7

Precificação dos seguros – 6,4

Média total – 6,9

De acordo com Mário Sérgio de Almeida Santos, presidente do Sincor-SP, a boa prestação de serviços ao consumidor está diretamente ligada à maneira como o corretor interage com a companhia seguradora. “Os resultados dessa pesquisa nos permitirão propor ações que visam promover o aperfeiçoamento da relação entre os corretores e as companhias seguradoras, cujos reflexos, certamente, se estenderão aos consumidores”, afirma.

Participaram da pesquisa 1.957 corretores, sendo 1.445 sócios do Sincor-SP e 512 não sindicalizados. O número total representa 6% de toda a categoria no Estado de São Paulo. As melhores avaliações foram apontadas nas regiões de Barretos, Nova Alta Paulista e São João da Boa Vista; já as regiões de Assis, Bauru e ABC registraram os maiores índices de insatisfação. “A próxima etapa desta pesquisa será interpretar esses índices, verificar o andamento das operações nos locais com os melhores resultados e, na sequência, levar soluções práticas para as regiões com os piores indicadores”, conclui o presidente do Sincor-SP.

Sai nova regra para a venda de seguros pelo varejo

valorOlha só o que o Valor online divulgou:

O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, aprovou ontem regras para a distribuição de seguros por meio de lojas de varejo, com uma norma específica para o seguro garantia estendida. As normas visam proteger o consumidor e, para isso, colocar essa atividade no varejo sob a tutela da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Antes, a loja que vendia seguros era considerado “estipulante” da apólice, ou seja, representava o cliente perante a seguradora. Pelas novas regras, a loja varejista agora é considerada representante da seguradora, passando a cumprir as regras do setor. O varejista poderá, inclusive, sofrer as penalidades previstas em caso de infrações.

“O varejista hoje se coloca como se fosse um representante dos consumidores, quando na verdade trabalha como um distribuidor do produto, do seguro”, disse Dyogo Oliveira, secretário-executivo interino do Ministério da Fazenda.

A Susep também vai limitar a remuneração do varejo na venda de seguro quando considerar que for excessiva. Segundo o superintendente da Susep, Luciano Santanna, as normas que serão publicadas no “Diário Oficial da União” na semana que vem não trazem percentuais ou estabelecem limites. O que será feito é uma avaliação dos produtos e das remunerações. Se a Susep julga-lá exagerada pode pedir explicações e, no limite, vetar a distribuição do seguro.

Também foi limitado o tipo de seguro que poderá ser vendido no varejo. São eles: garantia estendida, seguro viagem, prestamista (garantia para o pagamento de parcelas em caso de produto financiado), seguro de desemprego ou perda de renda, além dos microsseguros de pessoas (vida), danos (seguro residencial) e previdência.

“Estamos limitando [a venda de seguros no varejo] para esses seguros mais simples ou de baixo valor, que são os microsseguros para garantir que haja informação adequada na venda”, disse Oliveira.

“É um mundo completamente novo, que todos vocês precisam entender e compartilhar”

conseguro EthevaldoPrivacidade? Esqueça! Todos bisbilhotam tudo e todos. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é acusado de invadir e-mails da presidente Dilma Rousseff e de grampear o celular da Primeira Ministra da Alemanha, Angela Merkel, o que mostra a revolução que a tecnologia trouxe para a vida pessoal e corporativa. A revolução promovida pela tecnologia foi tema da palestra “Distribuição/Canais Digitais”, do jornalista Ethevaldo Siqueira.

Se nem personalidades das nações mais poderosas do mundo estão livres de ter sua privacidade invadida, imagina o consumidor. Este é o ambiente que as empresas precisam entender para ofertar produtos e serviços sob medida. “É um mundo completamente novo, que todos precisam entender e compartilhar”, disse o especialista em mídias digitais para cerca de 500 executivos do mercado segurador.

O grande desafio é saber captar as informações que interessam e interpretá-las diante do grande volume de dados disponíveis na rede. Em 1992, a internet tinha 1 milhão de usuários; em 2012, chegou a 2 bilhões; e a previsão para 2023 é 7 bilhões. “O impacto da internet em nossas vidas será avassalador”, garante o jornalista de 82 anos, conhecedor e adepto das mais modernas tecnologias do mundo virtual.

O Big Data, soma de todos os dados digitalizados, é importante do ponto de vista de negócios para trabalhar dados de várias origens. Em 2012, o volume de dados armazenados nas nuvens superou 3,1 zettabytes – ou o equivalente ao conteúdo de 420 quatrilhões de livros. Desse total, menos de 1% dos dados é analisado e menos de 20% são protegidos.

E os números permanecem grandiosos quando o assunto são as mídias sociais. “Há mais de 2,5 bilhões de usuários nas três principais redes: Facebook, Twitter e Linkedin. E cerca de 35% de todas as fotos feitas no mundo são postadas no Facebook”, contabilizou Ethevaldo Siqueira.

Os brasileiros têm hoje o maior número de amigos nas redes sociais, com uma média de 560 pessoas, seguidos pelos japoneses, com 377 amigos, em média. A cada segundo são expedidas 100 mil mensagens pelo Twitter. Metade da receita do Facebook provém de dispositivos móveis. A cada segundo são postadas 48 horas de vídeo no Youtube.

Para participar desse mundo virtual, os brasileiros compram smartphones. O Brasil tem hoje 259 milhões de celulares. A estimativa é chegar ao final de 2013 com 280 milhões de aparelhos em serviço e, em 2025, com 400 milhões. No mundo, são 6,4 bilhões de celulares em uso. “Há mais celulares em serviços no mundo do que usuários de escova de dente”, informou Siqueira, citando um estudo da ONU.

Telefonia celular: Brasil é o quarto mercado do mundo
(dados de junho de 2013)
1º) China 1,101 milhão
2º) Índia 930 milhões
3º) EUA 344 milhões
4º) Brasil 259 milhões
5º) Indonésia 252 milhões
6º) Rússia 228 milhões
7º) Japão 135 milhões

Internet: a rede que conecta o planeta
(Número de usuários)
2005 – 1 bilhão
2010 – 2 bilhões
2014 – 3 bilhões
2019 – 5 bilhões
2023 – 7 bilhões

conseguro ethefaldoA opinião dos debatedores

Rafael Rosas, superintendente de Marketing da Mongeral AEGON:
“Não há verdade absoluta, para canais digitais somos todos aprendizes. É incontestável que precisaremos fazer um investimento pesado em mídia, assim como os países da Europa e os Estados Unidos, para atingir níveis elevados de venda de seguro por canais remotos. No Brasil, antes de investirmos na venda precisamos criar um ambiente digital para difundir a cultura de seguros. Primeiro, a pessoa precisa ter conhecimento da importância do seguro, para depois ser sensibilizar pela oferta de produtos.”

Marco Antônio Antunes da Silva, vice-presidente de Operações da SulAmérica
“Não são as empresas que são digitais, o consumidor também é digital. O Brasil usa mais o celular, 59 minutos em ligações, do que a média mundial, que é de 49 minutos. E o uso da internet é de 89 minutos, em tablets ou smartphones. Isso mostra como é importante estar onde o consumidor estiver. É vital ter produtos e preços mais direcionados a esse consumidor, a cada dia mais criterioso. E precisamos considerar essa revolução tecnologia na subscrição de riscos. Na carteira de automóveis, por exemplo, 13% das batidas acontecem quando o motorista falava ao celular. Em saúde, o melhor médico é o Dr. Google, que tem respostas para tudo. E é preciso também investir na segurança das informações. A grande estratégia da seguradora é estabelecer os limites e os canais que quer oferecer ao cliente.”

Gilberto Lourenço da Aparecida, diretor Comercial da Brasilcap
“O mundo digital tem de ser entendido pelo off-line. As vendas eletrônicas já movimentam R$ 21 bilhões e tem 8 milhões de novos entrantes. Nos bancos, 39% das transações são executadas pela Internet. Já temos um contingente de usuários muito significativo no portal da companhia. No entanto, esse canal é usado para entender o cliente, tendo como foco o negócio futuro. O desafio é entender o comportamento para alavancar negócios. Na Brasilcap, é inexpressivo o volume de vendas pelos canais digitais, mas ele é uma ferramenta de fidelizar o cliente. O usuário quer simplicidade e o desafio do setor está em transformar a complexidade dos contratos em oportunidade de vendas na Web.

Eugênio Velasques, diretor da Bradesco Seguros
“Temos um desafio inexorável, que é explorar esse mundo apresentado por Ethevaldo. Muitas vezes ignoramos que o mercado financeiro cresceu com a tecnologia e não nos lembramos de alguns detalhes importantes. É um caminho sem volta, seja pela Resolução 294 da Susep, que criou a venda remota de seguros, seja pelo barateamento da operação, ou pela defesa da sustentabilidade ao evitar que milhões de árvores sejam eliminadas com a substituição de apólices e contratos em papel para a web. Temos clientes que querem comodidade e preço. Ele precisa ter meios para acessar o canal de compra e ter produtos viáveis. Se isso vai ser usado é uma decisão do cliente. O consumidor é quem vai definir como quer ser abordado, onde e como.”

Antonio Penteado Mendonça, consultor, advogado e jornalista
“Vamos precisar cada vez mais dessas ferramentas, embora ainda não saibamos ao certo como ela será usada. Cada companhia vai ter um desenho. Mas é certo que todas vão usar. Isso vai se transformar em diferencial de custo e de preço.”

“Brasil está recuperando o ritmo de crescimento”, afirma economista-chefe do Grupo Allianz

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O economista-chefe do Grupo Allianz no mundo, Michael Heise, acredita que o Brasil está começando a superar o ciclo “decepcionante” de crescimento apresentado nos últimos dois anos. Considerado um dos principais economistas da Alemanha, com passagens pelo governo e grandes bancos daquele país, Heise esteve em São Paulo nesta quinta-feira, 24.10, para participar do Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas da Allianz, cujo tema deste foi “Mudanças demográficas, um problema mundial: como minimizar seus efeitos na economia”.

De acordo com Heise, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá ser de 2,6% para 2013, mantendo um nível de crescimento de pelo menos 2,5% a partir de 2014. “O Brasil não manterá os mesmo níveis de expansão de alguns anos atrás, quando chegou ao seu pico, mas sem dúvida mostra capacidade de crescimento daqui para frente, cumprindo um papel importante para a recuperação da economia mundial”, afirma o economista.

Um dos fatores importantes para essa mudança de cenários, para Heise, são os sinais de melhora nos indicadores econômicos dos países desenvolvidos, especialmente os Estados Unidos, que sinaliza com uma forte recuperação de sua indústria, puxada pela queda dos custos de energia com a exploração do gás de xisto e um novo ciclo de pujança corporativa, em segmentos como o automotivo. Heise, lançou recentemente o livro “Emerging from the Euro Debt Crisis” (Emergindo da Crise do Euro), também é otimista com o cenário da União Europeia, destacando que os ajustes macroeconômicos na eurozona estão começando a surtir efeito.

“Para o Brasil, também pesa bastante a recuperação da atividade na China”, afirma Heise. Na opinião do economista-chefe do Grupo Allianz, os grandes países emergentes, depois de ter sofrido os efeitos da crise de 2008, irão aumentar seu peso na economia mundial e serão beneficiados ainda pela retomada do fluxo de capital de investimento, que sofreu uma forte retração pós-crise.

Mídias sociais fazem a reputação ser o único capital, diz professor Massimo Di Felice

conseguro feliceDa filosofia à aplicação prática. Massimo Di Felice, coordenador do Centro de Pesquisa ATOPOS, da Universidade de São Paulo, apresentou conceitos tão complexos e interessantes em sua palestra no painel Redes Sociais, que levou os executivos presente na 6. Conseguro a uma reflexão. As redes sociais representam um desafio permanente para qualquer empresa que pretenda estar entre as competidoras do mercado segurador em 2025, na avaliação de Massimo Di Felice, coordenador do Centro de Pesquisa Atopos, da Universidade de São Paulo, autor de palestra sobre o tema. “A interatividade é a forma como construímos nossas relações no mundo de hoje e qualquer pessoa pode oferecer conteúdo online e conectividade. Mas saber interagir é uma arte e é isso que fará a diferença”, explicou.

A interação é um exercício que precisará ser praticado pelas empresas de todo o mundo, segundo afirmou o professor Massimo Di Felice, ressaltando que qualquer ponto de vista pode ser debatido nas redes sociais, que serviram de ponto de encontro de milhões de brasileiros que foram às ruas, em junho, exigir melhores serviços do governo, na maior manifestação já realizada no Brasil. “Informações antes restritas a grupos agora podem ser compartilhadas. A consequência disso é a alteração do relacionamento entre todos”, avaliou.

Mediador do debate, o presidente da FenaCap, Marcos Barros, perguntou como as redes sociais podem ajudar o segmento de títulos de capitalização. Massimo explicou que as redes não são uma forma de comunicação, mas de interações cotidianas, deixando claro que dificilmente haverá venda de produtos pelas redes sociais. “É preciso interagir com o consumidor, que pode vir a comprar um produto ou não, dependendo do sentimento gerado após os debates com a rede de amigos nas comunidades digitais”.

Para Di Felice o tema precisa ser pensado e repensado, mas, ainda assim, requer mudanças de rumo a todo instante. “A pessoa pode se preparar para passear na floresta, considerando os diversos riscos que enfrentará. Mas, se aparecer um urso pelo caminho, terá de mudar a ação. Se chover, também”, exemplificou. “O verdadeiro e único capital é a reputação, que agora é construída através da troca continua de informações com a sociedade”, finalizou o professor.

É fundamental que o governo passe a trabalhar em conjunto com as seguradoras em busca de soluções que reduzam o impacto do envelhecimento

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Uma combinação entre aumento da expectativa média de vida e recuo expressivo da taxa de natalidade vem fazendo com que a população brasileira entre em um processo acelerado de envelhecimento. O fenômeno, já registrado em grande parte da Europa, Japão e mesmo em países vizinhos como Argentina e Uruguai, ocorre numa velocidade muito maior por aqui, o que representa enormes desafios nos campos econômico, social e da saúde. A conclusão é dos especialistas convidados no 8º Fórum internacional de seguros para jornalistas, organizado pela Allianz Seguros, e realizado nesta quinta-feira, 24.

Michael Heise, economista-chefe do Grupo Allianz, Marcelo Caetano, economista e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), André Portela, especialista em Economia Social, Economia do Trabalho e coordenador do Centro de Microeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) participaram do debate e concordam que o maior desafio é criar agenda público-privada que sustente o crescimento e o ganho de produtividade da economia no futuro breve.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2001 e 2011, o percentual de habitantes do país com 60 anos ou mais saltou de 9% para 12%. Em números absolutos, isso significa que, em uma década, o contingente de idosos subiu de 15,5 milhões para 23,5 milhões. E o movimento continuará ganhando intensidade nas próximas décadas. De acordo com as projeções do Global AgeWatch Index, em 2050, 29% da população brasileira terá pelo menos 60 anos.

Caetano avalia que a rapidez com que vem acontecendo a inversão da pirâmide demográfica torna o fenômeno brasileiro mais complexo, uma vez que a renda per capita não acompanhou o mesmo ritmo do avanço da idade da população. “Enquanto países como Itália, Holanda e França levaram mais de 40 anos para ver a população com mais de 60 anos dobrar de 10% para 20%, o Brasil não terá esse tempo todo e ainda conservará níveis de renda de país médio quando isso acontecer”, compara.

O ranking do Banco Mundial mostra que, enquanto os países da Zona do Euro têm Renda per capita anual de US$ 30 mil, a brasileira é de cerca de apenas US$ 10 mil. “Melhorar esse quadro exige crescimento e adoção de políticas públicas, temas que terão de entrar na agenda econômica dos países da América Latina já nas próximas décadas”, completa.

O economista do IPEA destaca, entretanto, que, sozinho, o Estado não terá como dar conta de custos tão expressivos. “Principalmente nas áreas de saúde e previdência, será preciso que existam complementações público-privadas, até para que as contas do governo não sofram uma pressão ainda maior com a alocação de gastos para a população”.

Para que as possibilidades de cooperação entre Estado e iniciativa privada se concretizem, contudo, é importante fazer com que a discussão sobre o tema – hoje em estágio inicial – ganhe outra dinâmica. “É fundamental dar esse primeiro passo para que o governo passe a trabalhar em conjunto com as seguradoras em busca de soluções que reduzam o impacto do envelhecimento populacional”, afirma Ingo Dietz, diretor executivo da Allianz Seguros, responsável pelas áreas de Relações Institucionais, Sustentabilidade e Global Automotive.

Do ponto de vista do mercado de trabalho, encontrar formas para diminuir os impactos que a maior longevidade representará terá de passar, necessariamente, pelo aumento da produtividade do trabalhador brasileiro. “Com uma parcela menor de pessoas aptas a trabalhar, renda de país médio e estrutura etária de nação rica, o aumento da produtividade no Brasil tem de ser brutal para garantir o crescimento econômico nas próximas décadas”, projeta Portela, da FGV-SP.

Além dessa tarefa obrigatória, o acadêmico recomenda que o governo retome, o quanto antes, a agenda de reformas trabalhistas e previdenciárias. “As reformas, assim como a adoção de uma política de abertura e incentivo à imigração qualificada, são maneiras de mitigar a carga que a rápida inversão de nossa pirâmide etária representa.”