Há cerca de três meses, a imprensa noticiou vários protestos realizados em diversos estados do país. Durante as manifestações, foram cobrados dos governantes melhorias nas áreas da saúde, educação, transportes, entre outras. Nessas ocasiões, o mercado segurador precisa estar atento aos possíveis danos que tais situações podem gerar à imagem do setor. Com cautela, precisamos reforçar nossa cultura e nossos princípios, que visam a proteção, em suas diversas formas, dos nossos clientes e seus bens materiais.
Vale ressaltar que, em casos de manifestações e protestos, o segurado pode contratar uma cobertura específica para tumultos pagando um valor adicional. Mas, cada caso deve ser analisado detalhadamente, para checar se os danos não foram causados pela ação premeditada de um grupo de vândalos, situação esta que o seguro não cobre os danos.
Nesta edição do Seguro em Pauta, convidamos a articulista Denise Bueno para falar sobre o assunto. Além disso, abordamos a Semana Nacional de Trânsito realizada no Distrito Federal, e a visita do presidente do Sindseg ao CESVI, na Argentina.
Também apresentamos o novo site do Sindseg, que agora conta com layout composto por ferramentas de interação com o usuário, como a integração com as redes sociais e a possibilidade de o site ser acessado em plataformas do iPad e iPhone. Outros destaques são as informações sobre o ‘Ciclo de Palestras’, que trazem temas atuais relacionados ao mercado segurador.
A Brasilprev, empresa de previdência da BB Seguridade, encerrou novembro com captação liquida de R$ 11,7 bi no acumulado do ano, conta o presidente Miguel Cícero Terra Lima. “Esse volume nos dá um market share de 55,9% no mês”, disse durante almoço com jornalistas promovido nesta quinta-feira, em São Paulo. “Nossa meta é ter a liderança do ranking de ativos, que ainda não é nosso”, acrescentou.
O grupo tem apresentando um crescimento muito acima do mercado, segundo dados apresentados pelo presidente do grupo. Enquanto a arrecadação total do mercado até outubro apresentou captação líquida negativa de 28,2%, ou seja, mais retiradas do que depósitos, a Brasilprev, segundo ele, foi a única a apresentar captação líquida positiva durante todos os meses do ano. Até outubro, a captação ficou positiva em 6,9%. “Isso é resultado da nossa venda consultiva, do esforço da equipe de vendas do Banco do Brasil e dos resultados que temos obtido em levar conveniência, produtos e educação financeira a toda a nossa base de clientes potenciais”, acredita Terra Lima.
A penetração de previdência na base geral de clientes hoje é de apenas 4%. Na linha de clientes private chega a 45%. “Veja que grande potencial temos pela frente”, diz ele com muita disposição de avançar no ranking de ativos, hoje liderado pelo Itaú. Para conquistar mais clientes, a Brasilprev lançou em fevereiro deste ano um novo portfolio de produtos para pessoas físicas e em outubro para pequenas e médias empresas.
O executivo, que construiu boa parte de sua carreira na área comercial, faz contas simples para mostrar o potencial da Brasilprev. Nas pequenas empresas, o programa de venda cruzada detectou 120 mil empresas com perfil e propensão de compra de previdência. “Conquistamos R$ 100 milhões em vendas de planos de previdência aberta para as pequenas empresas neste ano após termos mapeado a base de clientes potenciais do banco por perfil e propensão de compra. Imagina a hora que tivermos finalizado o mapeamento da base de médias empresas e clientes pessoas físicas”, comenta. “Para 2014 aguardamos uma expansão do portfolio para outros públicos empresariais”, afirma.
Uma das estratégias para manter os clientes confiantes e calmos com a volatilidade na rentabilidade dos fundos neste ano, uma equipe de consultores e economistas realizou road show em 11 cidades brasileiras sobre o cenário econômico, visando contribuir com a educação financeira. “Nossa meta é conscientizar as pessoas que o amanhã existe e a melhor idade chega para todo mundo”, diz Terra Lima. Mais de mil clientes participaram dos eventos e puderam entender melhor a volatilidade que gerou rentabilidade negativa para vários fundos de previdência.
Segundo ele, o incremento de renda da população, a ascensão social das classes emergentes, o aumento da longevidade e a mudança de hábitos dos brasileiros em relação à poupança são de extrema relevância para o crescimento da indústria. “O mercado financeiro como um todo sofreu com a volatilidade dos fundos, porém a previdência privada manteve o seu crescimento em 2013 pois o nosso esforço em mostrar aos clientes que previdência é um produto de longo prazo tem dado certo”, comentou.
São várias iniciativas do grupo em educação financeira. O E-learning de Educação Financeira envolve a plataforma Meu Projeto de Vida, que disponibiliza aos clientes corporativos um curso on-line de educação financeira. O conteúdo aborda a importância do planejamento orçamentário para o equilíbrio da vida financeira, além de juros, despesas, entre outros temas.
No canais digitais, a BrasilPrev conta com vídeos explicativos. O projeto, iniciado em novembro de 2012, visa a esclarecer as dúvidas mais frequentes do público em relação à previdência complementar e serviços oferecidos aos clientes por meio de vídeos divulgados por um canal no Youtube.
A empresa também lançou em junho de 2013 um hotsite chamado Previdência sem Mistério (www.previdenciasemmisterio.com.br) com o objetivo de informar o público de maneira simples e didática sobre como funciona a previdência, seus conceitos e possibilidades. Os usuários também encontrarão no hotsite os vídeos do projeto “Brasilprev Explica”, que complementam o conteúdo de modo dinâmico e acessível.
O “Projetos de Vida na Ponta do Lápis”(PVPL), iniciativa social da Brasilprev para levar a conscientização financeira para jovens e adultos, acaba de completar três anos com resultados positivos. Até o momento, mais de 39 mil pessoas já foram beneficiadas, entre estudantes de escolas públicas e privadas, membros de associações de bairro e outras entidades da capital e do ABC paulista.
Entre janeiro e outubro, a previdência aberta acumulou arrecadação de R$ 58 bilhões, alta de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo projeções divulgadas ontem por Osvaldo do Nascimento, presidente da Fenaprevi, a perspectiva de crescimento para este ano é de 10% e de 15% para 2014 no volume de arrecadação. A carteira de investimento do setor de previdência aberta já supera R$ 350 bilhões, segundo a Fenaprevi.
A Caixa Seguros lançou nesta quinta-feira o Auto Fácil 24 horas, um novo produto que fará parte do portfólio de seguros populares da instituição. O seguro custará R$ 220 por ano, valor que poderá ser pago em até 10 vezes sem juros, segundo nota divulgada no Yahoo.
A apólice terá coberturas de danos corporais a terceiros e acidentes pessoais de passageiros, serviço de assistência 24 horas, que inclui reboque, troca de pneus, envio de chaveiro e hospedagem em caso de pane ou acidente. Além disso, o segurado também contará com o serviço “Motorista Legal”, que leva o veículo e o cliente de volta para casa quando ele não está em condições de dirigir.
De acordo com a assessoria de imprensa da Caixa, para adquirir a assistência não é preciso ser cliente do banco. Vale lembrar, contudo, que o novo produto não cobre o patrimônio. Ou seja, no caso de uma batida ou roubo, o prejuízo não será coberto.
“A nossa aposta é que este produto competitivo, com valor acessível e um pacote de assistências completo, permita que milhões de pessoas tenham um seguro para o veículo pela primeira vez”, diz o diretor de riscos diversos da Caixa Seguros, Luis Alberto Charry.
A Tokio Marine Seguradora facilita os processos de cotações on-line para seus Corretores e Assessorias com a inclusão dos Seguros de Riscos de Engenharia e RC Obras no sistema de Cálculo Web. A Seguradora vem automatizando seus processos, com foco na produtividade do Corretor, proporcionando ferramentas que garantem mais agilidade no dia a dia, aumentam o controle e concentram todas as informações em um único lugar: o Portal Nosso Corretor.
“Com a inclusão dos produtos Riscos de Engenharia e RC Obras no Cálculo Web, proporcionamos mais facilidade aos nossos parceiros de negócios. Também seguimos com as ações de inovação de nossos produtos e serviços, que contribuem para que os Corretores fechem bons negócios”, afirma o Diretor de Operações e Tecnologia da Tokio Marine, Adilson Lavrador.
Segundo o executivo, por meio do sistema de cálculo web, o Corretor pode cotar produtos Engenharia enquadrados no Grupo I (com valor de risco até R$10 milhões), como: obras de construção, ampliação ou reforma de casas residenciais, edifícios de características verticais/horizontais comerciais e residenciais, hotéis, hospitais, sanatórios, asilos, igrejas, clínicas, shopping centers, lojas de departamentos, cinemas, teatros, auditórios, colégios e similares. O kit cálculo também cota seguros para ginásio de esportes, clubes e praças esportivas, armazéns, depósitos, hangar e demais construções com estruturas construtivas convencionais.
Entre as facilidades e a praticidade oferecidas pela ferramenta, destaca-se a emissão automática da apólice. “Outros benefícios são a mobilidade para efetuar ou consultar o cálculo de qualquer computador, armazenamento das cotações e propostas no servidor da Tokio Marine e relatório on line para consulta”, explica o diretor.
Quanto ao produto RC Obras, os benefícios incluem limite de contratação de até R$ 500 mil e seis coberturas disponíveis, cotação e transmissão das propostas direto pelo Cálculo Web, primeira impressão da proposta transmitida e boleto para pagamento da primeira parcela (somente para obras de reforma/ampliação sem reforço estrutural).
Para incentivar os seus segurados a fazerem deste Natal uma comemoração mais solidária, o Grupo BB e Mapfre lançou a campanha “Natal Mais Humano”. Para isso, foi criado um site exclusivo, em que os segurados são estimulados a escolher uma das 33 organizações sociais apoiadas pelo Grupo.
Para participar, basta acessar os sites do banco (www.bbseguros.com.br) ou da Mapfre Seguros (www.mapfre.com.br). Ao entrar, será possível visualizar uma árvore de Natal com os nomes e os descritivos das organizações sociais apoiadas com suas cores correspondentes. Ao clicar em uma delas, uma luz se acende na árvore, na cor correspondente à organização social escolhida. Quanto mais cliques, mais luzes coloridas se acenderão.
As seis organizações que receberem o maior número de cliques receberão a doação nos valores correspondentes à sua posição, sendo: R$ 25.000 para os dois primeiros lugares, R$ 15.000 para as duas instituições que ficarem na segunda colocação e R$ 10.000 para as que ficarem em terceiro lugar.
“Além de incentivar o trabalho desenvolvido pelas instituições sociais apoiadas pelo GRUPO, esperamos que essa ação contribua para disseminar entre nossos clientes a importância das iniciativas sociais e seus impactos positivos na sociedade”, enfatiza Fátima Lima, executiva de Sustentabilidade do Grupo BB e Mapfre. “A ideia é mostrar que, com apenas um clique, os nossos segurados ajudarão a tornar o Natal de quem precisa mais iluminado, mais feliz e mais humano”, afirma Euler Mathias, superintendente executivo de Clientes do Grupo BB e Mapfre.
Ao final da ação, os participantes que se cadastrarem receberão um e-mail marketing com a árvore toda iluminada e a sugestão de utilizar a imagem como wallpaper. Eles também terão a opção de curtir sua participação na campanha e compartilhar seu voto no Facebook. A participação do público na campanha é gratuita. O prazo de votação encerra-se em 03/01/2014.
A Allianz Global Corporate & Specialty, braço de resseguros do Grupo Allianz, foi reconhecida como melhor seguradora global nas categorias de Sinistros em Linhas Financeiras pela revista americana Global Finance.
Nas divisões por região, a empresa foi eleita nas categorias Geral e Responsabilidade Civil na Europa. Já na Europa Central, a empresa foi vencedora em categorias como Linhas Patrimoniais e Financeiras. Na Ásia e no Oriente Médio, foi considerada a melhor na divisão de Responsabilidade Civil.
Os participantes da pesquisa foram convidados a escolher as seguradoras de acordo com os seguintes critérios: inovação e criatividade; capacidade, preço e cobertura; segurança e estabilidade financeira; alcance e prestação de serviços.
A Brasil Assistência, Unidade do Grupo MAPFRE no Brasil responsável pelos serviços de Assistência e Gestão de Riscos Especiais, recebe o reforço dos executivos Angel De La Riva, Marcelo Amaral e Marcelo Kussama no seu time comercial. Sob o comando de André Cuque, superintendente de Novos Negócios Corporativos, a nova equipe atuará com foco no desenvolvimento de negócios B2B nos mercados Affinity, Financeiro e Auto, respectivamente.
O novo time completa a equipe que já conta com Fátima Moalla, responsável pelo setor de Seguros, e Marcos Rogério de Souza, responsável pelo setor de Turismo. “Os novos executivos possuem vasta experiência nestes setores estratégicos, além de grande vivência em vendas consultivas, com habilidade em prospecção e negociações”, avalia Cuque.
Angel De La Riva, gerente de Negócios Affinity/Varejo/Outros
Com 14 anos de experiência em seguros massificados para os canais de varejo, De La Riva foi responsável pelo start up de operações de affinity nos segmentos de automóveis, eletroeletrônicos e instituições financeiras, em empresas como Aon Warranty Services, Itaú Seguros e Cardif Seguros. Em sua experiência profissional, desenvolveu parcerias comerciais com grandes empresas como Honda Automóveis do Brasil, Banco GMAC, Banco VW, Renault e Grupo Pão de Açúcar.
Marcelo Amaral, gerente de Negócios Financeiros
Amaral possui mais de 20 anos de experiência em desenvolvimento de equipes multidisciplinares, treinamentos, produtos, vendas, projetos, operação e criação de processos. Com atuação em grandes companhias como Aon Corretora de Seguros, Citibanke AXA Seguros, é generalista em carteiras de Auto e Multi-ramos e especialista em Mass Market (Produtos Massificados), em segmento baixa renda (utilities, retail) e alta renda (cards e banking).
Marcelo Kussama, gerente de Negócios Automotivo
Há 22 anos na área Comercial de multinacionais de grande porte do mercado Automobilístico e de Seguros, Kussama tem passagem pelo Banco PSA (Peugeot Citroën), Willis Corretora de Seguros, Assurant Seguradora, Toyota, Volkswagen, Pirelli Pneus e Isuzu Motors, no Japão. Foi o responsável pela adaptação e implantação bem-sucedida da operação automotiva no mercado nacional, com modelo inovador de F&I (Finance and Insurance), por meio da comercialização dos produtos de seguros massificados de garantia estendida e proteção financeira.
Veja a íntegra da Portaria nº 576, de 10 de dezembro de 2013
O MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos II e IV do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal e o art. 2º -A do Decreto nº. 2.824, de 27 de outubro de 1998, incluído pelo Decreto nº 8.051, de 11 de julho de 2013, e tendo em vista o disposto no art. 36 do Decreto nº 7.482, de 16 de maio de 2011, resolve:
Art. 1º Fica criada a Câmara Extraordinária do Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados, Previdência Privada Aberta e Capitalização (CRSNSP), para auxiliar na redução da quantidade de recursos pendentes de julgamento e para acelerar o julgamento dos recursos submetidos ao Conselho.
Parágrafo único. A Câmara Extraordinária será composta pelos conselheiros suplentes e presidida pelo representante do Ministério da Fazenda suplente do Presidente titular do Conselho.
Art. 2º Nas hipóteses de impedimento ou suspeição de conselheiro integrante da Câmara Extraordinária para julgar processo, o conselheiro titular da respectiva representação será convocado para participar do julgamento.
Parágrafo único. Nas circunstâncias em que o tanto o conselheiro suplente como o titular convocado nos termos do caput estiverem impedidos, suspeitos ou ausentes, o julgamento do processo prosseguirá respeitando-se o quorum mínimo regimental.
Art. 3º Caso haja divergência de entendimento entre a Câmara Ordinária, composta pelos conselheiros titulares, e Câmara Extraordinária, o conflito será solucionado por decisão a ser proferida pelos integrantes dos dois órgãos colegiados, em sessão conjunta, observado o procedimento previsto no Capítulo IV do Regimento Interno do CRSNSP.
§1º O prazo para suscitar incidente de divergência será de 30 (trinta) dias, a contar da data da publicação do extrato da ata da sessão de julgamento em que o processo for julgado.
§2º O Presidente do Conselho examinará a admissibilidade do incidente de divergência, depois de ouvido o Presidente da Câmara Extraordinária.
§3º O incidente de divergência admitido será distribuído a conselheiro distinto do que proferiu o voto vencedor contestado.
§4º O quórum mínimo para deliberação dos incidentes de divergência, em consonância com o Regimento Interno do CRSNSP, será de 8 conselheiros.
Art. 4º A Câmara Extraordinária poderá funcionar pelo prazo de 2 (dois) anos, prorrogáveis por igual período, mediante ato do Presidente do Conselho, caso julgue necessária a extensão de seu funcionamento para atingir os objetivos definidos no caput.
Art. 5º Ao Procurador da Fazenda Nacional junto ao CRSNSP incumbe comparecer às reuniões da Câmara Extraordinária para cumprimento das atribuições regimentais.
Art. 6º Os critérios para encaminhamento dos processos para julgamento pela Câmara Extraordinária serão fixados por ato do Presidente do Conselho.
Art. 7º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
O Grupo CESCE, empresa espanhola especializada em soluções para gestão dos riscos de crédito e seguro garantia, nomeou em 1º de dezembro de 2013, o espanhol Rafael Garcia Sanz para a função de Diretor Comercial da CESCEBRASIL. A contratação do executivo tem o objetivo de potencializar a estratégia e a atividade comercial do Grupo CESCE no Brasil, ampliando ainda mais seu posicionamento no país. Formado em Economia, o executivo atuou como Gerente do Grupo CESCE na região de Valencia, Alicante e Castellón no território Leste da Espanha, onde desenvolveu, desde 1999, extensa carreira comercial.
2013 chega ao fim como mais um ano de crescimento do mercado segurador. A previsão é encerrar 2013 com faturamento 14% maior do que o registrado no ano anterior, com R$ 290,6 bilhões em vendas de seguros, previdência, capitalização e saúde. O volume chega a representar 6% do Produto Interno Bruto (PIB). O percentual é menor do que os 17% projetados no inicio do ano, revisados em função da previdência privada, que sofreu com a volatilidade dos mercados financeiros durante o ano, afetando o volume de captação de recursos.
“Expansão da classe média, novos consumidores, taxa de desemprego baixa e a expansão do crédito são os fatores que ajudaram que o mercado segurador registrasse esse bom desempenho”, ressaltou Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg, confederação das seguradoras, e também da Bradesco Seguros, durante almoço de final de ano com jornalistas, realizado em São Paulo. O presidente da CNseg também creditou o crescimento do setor à comunicação das seguradoras, que nos últimos quatro anos tem sido mais “light”, facilitando o entendimento dos produtos pelos clientes, bem como avançado no sentido de popularizar o seguro. “Várias ações das seguradoras mostram que o seguro é um produto para todos e não vemos mais aquele rótulo de que seguro é coisa para rico”.
Rossi comemorou o crescimento da carteira de investimentos do mercado segurador, que chega a representar 12,9% do PIB, com R$ 559 bilhões até outubro de 2013. Desse valor, R$ 456,3 bilhões em reservas técnicas e R$ 103,4 bilhões em patrimônio líquido das empresas.
Segundo balanço da CNseg, neste ano o consumo per capita de seguros no Brasil foi de R$ 719,00. A região Sudeste é que a apresenta a maior arrecadação per capita, R$ 1.117,00, seguida pela Sul R$ 828,00, Centro-Oeste com R$ 640,00, Nordeste com R$ 248,00 e Norte, com apenas R$ 173,00. Comparado com as economias mais maduras, o mercado de seguros no Brasil ainda tem muito espaço para crescer. A título de comparação, nos Estados Unidos o gasto per capita com seguro é de US$ 3,8 mil e de US$ 4,5 mil no Reino Unido.
Entre outros destaques do ano, além do ritmo chinês de crescimento, Rossi citou a posse da nova diretoria da CNseg em maio; o Brasil assumir o comando da Fides, representada por 18 países da América Latina, Estados Unidos e Península Ibérica, tendo como objetivo estimular o desenvolvimento do mercado segurador; a Escola Nacional de Seguros estar entre as melhores escolas do país; e a abertura do capital da BB Seguridade, um dos maiores IPO do mundo, o que mostra a força do segmento e agrega novos analistas e investidores ao setor.
Para 2014, a aposta é avançar 15,6% em vendas totais, mantendo o percentual de crescimento acima da média de 10% apresentado nos últimos anos. Dentro dessas expectativas, seguro gerais deve avançar 12,8% no próximo ano, permanecendo o seguro de carro o líder do segmento, com 50% das vendas; 15% em previdência, com o VGBL na liderança e avanço dos seguros de vida ligados a viagem, prestamista e funeral; 23% em capitalização com aposta dos produtos de incentivo e que substituem o fiador em aluguel; e 16,7% de crescimento na venda de planos de saúde suplementar. Microsseguros avança timidamente, mas os seguros considerados pelas seguradoras como populares têm apresentado um crescimento constante, segundo Rossi.
Todas essas previsões tem como base um cenário otimista da economia. O principal temor dos seguradores, assim como dos economistas, investidores e empresários, é de que o Brasil perca o grau de investimento diante da deteriorização de indicadores macroeconômicos. “Se isso acontecer, o que não acreditamos, complicará muito a situação da economia brasileira, uma vez que os investimentos ficam restritos, dificultando todo e qualquer esforço de crescimento”, comentou Osvaldo do Nascimento, presidente da Fenaprevi. Quanto a inflação, o executivo não aposta em uma alta exagerada. “Pode subir um pouco, mas ficará dentro da meta”, aposta. A questão fiscal também está no radar das seguradoras. “Como esse é um tema prioritário para a presidente Dilma Rousseff acreditamos que terá uma boa solução”.
A previdência aberta deverá fechar 2013 com alta de 10% no volume das contribuições e de 15% em 2014. “Vemos o próximo ano com um ano de oportunidades. Temos na mesa investimentos muito atrativos com prêmio de longo prazo”, ressaltou. Nascimento destacou que a previdência faz parte do cenário econômico. O setor tem hoje R$ 350 bilhões. Se somarmos os fundos fechados, o patrimônio previdenciário é próximo de R$ 1 trilhão. ”O desafio do setor está ligado ao do país. Manter um crescimento sustentável do PIB e manter um cenário mais estável do que a volatildiade que observamos em 2013 será benéfico para todos, assim como para a previdência”, ressaltou o presidente da Fenaprevi.
Ele acredita que o volume de contribuições voltará a crescer, uma vez que a volatilidade já está mais disseminada entre os investidores brasileiros, bem como ser um momento propício para invesitmentos do longo prazo. “Temos títulos do Tesouro pagando 6% ao ano mais IPCA. Isso é um rendimento extremamente confortável no mundo hoje”, comentou. No entanto, lembra, o cenário mundial é volátil. Por outro lado, a incerteza eleitoral e mesmo a Copa do Mundo no Brasil podem adiar a decisão de consumo das pessoas. “Em eventos importantes como a Copa, as pessoas normalmente optam por investir em viagens, aparelhos de TV, por exemplo, em vez de poupar para o longo prazo”, afirma o presidente da Fenaprevi.
Paulo Marraccini, presidente da FenSeg, comentou que 2013 foi um ano em que os executivos envolvidos com seguros gerais seguiram a meta de tentar aumentar a penetração de seguros na sociedade brasileira. “Temos 15 comissões técnicas trabalhando para isso”, disse, ressaltando o seguro de garantia estendida, um dos que mais foi alvo de críticas por parte dos órgãos reguladores e de consumidores. “Por ser um produto novo sofreu, mas os ajustes já foram feitos para que o produto seja útll para o consumidor”, comentou.
Outra área de destaque dentro da FenSeg, segundo Marraccini, é a de garantias de obras, que em breve deverá ter a aprovação do percentual de participação em contratos de 10% atual para 30% no valor total da obra. O presidente da FenSeg também está esperançoso com o seguro popular de automóvel. Segundo ele, a inibiçao dos desmanches ilegais está no radar da federação. “Isso ajuda a reduzir o preço e salva o ambiente, com o descarte adequado das peças”, afirmou. Os seguros financeiro, marítimo e transporte são outros nichos aprimorados com o trabalho das comissões, tornando o produto mais visivel aos consumidores e, consequentemente, deverão apresentar bons resultados em 2014.
Marcos Barros, presidente da Fenacap, ressaltou que mais importante do que o crescimento de 25,7% nas receitas de vendas até outubro, é o crescimento qualitativo do mercado com a consolidação do entendimento da população em relação ao títulos de capitalização. “2013 também marca a maturação dos produtos lançados em 2010, como o fiador, que vem ganhando espaço, assim como os produtos ligados a incentivos, usados pelo marketing para alavancar as vendas de seus clientes”, frisou.
José Cechin, diretor da FenaSaúde, que substituiu o presidente Marcio Coriolano que não pode comparecer, afirmou que o grande desafio está em manter o crescimento de 2013 diante dos cenários previstos para a economia em 2014. “O setor de saúde suplementar cresce a taxas de 11,2%, para R$ 52,5 bilhões até junho. “Temos problemas na saúde, mas todos estão empenhados em resolver”, afirmou. Em ternos de beneficiários, o ano acumula crescimento de apenas 2%. Em 2014, as projeções são de manutenção do desempenho de 2013, uma vez que os planos de saúde são sensiveis a emprego e renda. “A persistir o desemprego baixo, o setor continua a crescer”, finalizou.
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