Braço segurador colabora para crescimento do lucro anual do Itaú

itauPouco a pouco o banco Itaú ajusta as operações de seguros, previdência e capitalização, dando a cada uma delas maior destaque no dia a dia e na divulgação do balanço. Desde a associação com a Porto Seguro nos ramos automóveis e residencial, o tema seguro passou a ganhar status no banco. Neste ano — se não pelo interesse em negociar a operação de seguros de grandes riscos com potenciais grupos estrangeiros ávidos por um canal bancário –, o banco caprichou ao mencionar as operações de seguros, previdência e capitalização.

Veja abaixo os principais destaques do balanço divulgado nesta manhã:

O Itaú encerrou o quarto trimestre de 2013 com lucro líquido recorrente de R$ 4,680 bilhões. Em 2013 como um todo, a instituição apurou lucro líquido de R$ 15,695 bilhões, crescimento de 15,4% sobre o ganho de 2012. O lucro líquido recorrente das operações de seguros atingiu R$ 596 milhões no quarto trimestre de 2013, uma redução de 3,4% em relação ao trimestre anterior devida ao aumento das despesas não decorrentes de juros e das despesas de comercialização de seguros, compensado parcialmente pelo crescimento do resultado de seguros, previdência e capitalização antes das despesas com sinistros e comercialização.

O retorno recorrente das operações de seguros, previdência e capitalização atingiu 34,5% no quarto trimestre de 2013, considerando-se o lucro líquido em relação ao capital alocado calculado dessa operação. No quarto trimestre de 2013, o resultado de operações com seguros, previdência e capitalização atingiu R$ 1.4 bilhão, apresentando uma diminuição de R$ 19 milhões em relação ao terceiro trimestre de 2013, enquanto o índice de sinistralidade melhorou 2,5 pontos percentuais nesse mesmo período.

O crescimento de 19,4% das receitas de seguros, previdêmcia e capitalização em 2013 superaram as estimativas (entre 15% e 18%). Para 2014, as expectativas apontam para crescimento de receitas entre 12% e 14%. O índice de seguridade, que demonstra a participação do lucro líquido recorrente de Seguros, Previdência e Capitalização em relação ao lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco, desconsiderando-se o resultado do excesso de capital, atingiu 13,1%, redução de 2,8 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. A relação entre o produto bancário das operações de seguros e o produto bancário total alcançou 14,3%, redução de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

A rentabilidade da operação de bancassurance e a geração de resultado sem implicação de risco de crédito tornam esse serviço estratégico e cada vez mais relevante na diversificação de receitas. Atuamos em mercados selecionados, com foco na rentabilidade. Em 2013, expandimos a oferta de produtos para canais alternativos ao gerente, como canais digitais, ampliando o acesso às opções de contratação, e terminais de caixa e ATM, maximizando o retorno sobre o fluxo de clientes nas agências. Além da rede de agências e dos canais digitais, mantivemos parcerias com varejistas importantes, ampliando nosso mercado de atuação e nossa capilaridade por meio de acordos comerciais como a associação com a Porto Seguro e a recente aprovação pelos órgãos reguladores da aquisição de 99,996% das ações emitidas pela BMG Seguradora S.A.

Seguros – No quarto trimestre de 2013, o lucro líquido recorrente de Seguros atingiu R$ 354 milhões, redução de 1,1% em relação ao trimestre anterior devido principalmente a um aumento das despesas não decorrentes de juros, compensado parcialmente pelo crescimento na margem de underwriting. No quarto trimestre de 2013, os prêmios ganhos atingiram R$ 1.448 milhões, desconsiderando-se nossa participação de 30% na Porto Seguro, e se mantiveram praticamente estáveis em relação ao trimestre anterior. Considerando nossa participação de 30% na Porto Seguro, os prêmios ganhos totalizaram R$ 2.255 milhões, aumento de 0,8% em relação ao terceiro trimestre de 2013. O combined ratio ampliado, que indica a eficiência das despesas decorrentes da operação em relação à receita de prêmios ganhos e às receitas da margem financeira gerencial e de serviços atingiu 65,3% no quarto trimestre de 2013, apresentando melhora de 0,9 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, devido ao aumento das receitas de prestação de serviços e aos mesmos fatores que influenciaram o combined ratio.

Previdência – O lucro líquido recorrente do subsegmento de Previdência atingiu R$ 200 milhões, uma redução de 1,9% em relação ao trimestre anterior, influenciada principalmente pelo aumento das despesas não decorrentes de juros, e pela redução das receitas de prestação de serviços. A captação total dos planos de previdência no trimestre atingiu R$ 4.082 milhões, aumento de 39,6% quando comparado ao terceiro trimestre de 2013. A captação líquida do quarto trimestre atingiu R$ 1.596 milhões, retornando ao normal gradativamente, após um período de retração, impactado pelo movimento de alta nas taxas de juros futuras, com efeito sobre os fundos de renda fixa do mercado de previdência. O índice de resgates, que representa a relação entre resgates e o saldo das provisões técnicas para previdência atingiu 3,1%, apresentando redução de 0,9 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre de 2013. Essa variação deve-se à alta nas taxas de juros futuras ocorrida no terceiro trimestre, o quê causou maior volatilidade dos fundos de renda fixa do mercado de previdência. No quarto trimestre, verificou-se redução na volatilidade desses fundos.

Capitalização – O lucro líquido recorrente do subsegmento de Capitalização atingiu R$ 42 milhões, redução de 24,5% em relação ao trimestre anterior, influenciado principalmente pela redução do resultado de capitalização e pelo aumento das despesas não decorrentes de juros. Em 31 de dezembro de 2013, as provisões técnicas para capitalização alcançaram R$ 3.036 milhões, um aumento de 1,4% em relação ao terceiro trimestre de 2013, e, quando comparadas ao mesmo período do ano anterior, observa -se um crescimento de 5,0%. O negócio de capitalização atende um grande público, e encerrou o quarto trimestre com 14,5 milhões de títulos vigentes.. No período de janeiro a dezembro de 2013, distribuímos o montante de R$ 47,4 milhões em prêmios para 4.756 clientes sorteados.

SulAmérica tem nova diretora técnica de Saúde

Release

A SulAmérica recebe nova diretora técnica Médica e Relacionamento com Prestadores de Saúde e Odonto. Tereza Villas Boas Veloso chega à companhia como diretora e se reportará ao vice-presidente de Produtos de Saúde e Odonto, Maurício Lopes. A executiva terá sob sua gestão as superintendências de Medicina Preventiva; Desenvolvimento de Produtos; Controle de Preços de Sinistros e Relacionamento com Prestadores.

Tereza é formada em Medicina pela Universidade Federal da Bahia e possui MBA em Gestão Empresarial e Gestão em Saúde pela Fundação Getúlio Vargas. Com mais de 20 anos de carreira, possui experiência em gestão de empresas do setor e já liderou diversos projetos assistenciais.

Fitch revisa de estável para positiva as perspectivas da seguradora e resseguradora do BTG Pactual

A Fitch Ratings afirmou a Força Financeira de Seguradora (FFS) ratings do BTG Pactual Seguradora SA (BTG Seguradora) e BTG Pactual Resseguradora SA (BTG Resseguradora) e revisou as perspectivas sobre os ratings de estável para positiva. A ação de rating segue a recente revisão da perspectiva dos ratings do Banco BTG Pactual SA (BTG Pactual; moeda local de longo prazo IDR ‘BBB-‘ / Outlook Positivo).

CNseg indica Roberto Westenberger para a Susep, afirma revista Época

roberto pwcA coluna de Felipe Patury, na revista semanal Época, afirma que a Confederação Nacional das Empresas de Seguros indicou o engenheiro Roberto Westenberger para comandar a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Sócio da PwC, Westenberger atua no setor há anos, conduzindo estudos diferenciados. Segundo apurou o blog Sonho Seguro, a confirmação de Westenberger no Diário Oficial é aguardada para o início desta semana, segundo fontes do setor. Até então, boatos davam conta de que Luciano Portal Santanna, atual superintendente do órgão regulador de seguros, iria para a vice-presidência do Banco do Brasil e seria substituido pelo secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo de Oliveira. Vamos aguardar. Em política tudo é possível, ainda mais em ano eleitoral.

Susep e ANS vão compartilhar informações para melhorar supervisão

Comunicado

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) assinaram termo de cooperação técnica, com o intuito de instituir e disciplinar o intercâmbio de informações entre ambas autarquias, bem como a transferência mútua de tecnologia aplicada à supervisão das duas alçadas. O acordo, que tem como foco principal a proteção dos direitos dos consumidores, também prevê eventual coordenação nas ações de monitoramento de operadoras de saúde ligadas a grupos seguradores.

O intercâmbio de informações tem por objetivo prover as partes de dados, esclarecimentos e técnicas que permitam um melhor acompanhamento do desempenho operacional, econômico e financeiro das instituições sujeitas à fiscalização das duas autarquias.

O termo será administrado por uma comissão integrada por quatro servidores da Susep e outros quatro da ANS. Os servidores deverão se reunir, ordinariamente, pelo menos uma vez a cada semestre, a fim de avaliar o desempenho do termo.

Caberá tanto a Susep quanto à ANS fornecer informações válidas e atualizadas, quando solicitadas pela comissão, além de processar e fornecer, em tempo hábil, dados necessários à execução do termo.

Faturamento da Aon avança para US$ 11,8 bilhões em 2013

ano greg caseA Aon divulgou há pouco faturamento de US$ 11,8 bilhões em 2013, com crescimento orgânico de 3% em comissões e taxas e um aumento de 1 % em comissões e taxas resultantes de aquisições. A divisão Risk Solutions gerou receita total de US$ 7,8 bilhões, com alta de 2%, e a divisão de benefícios foi responsável por US$ 4,1 bilhões, avanço de 3%.

O lucro líquido atribuível aos acionistas da Aon em 2013 aumentou 12%, para US $ 1,1 bilhão. No ano passado, o grupo recomprou aproximadamente 16,8 milhões de ações ordinárias classe A por US $ 1,1 bilhão no preço médio de US$ 65,65 por ação.

“Nossos resultados refletem um forte final de ano com a melhoria em cada métrica financeira chave tanto para o trimestre como para o ano todo”, disse Greg Case, presidente e diretor executivo da Aon. “Em 2013 fizemos investimentos estratégicos significativos em toda a empresa, resultando em fluxo de caixa recorde nas operações de US $ 1,6 bilhão, o que criou valor significativo para os acionistas por meio da recompra de mais de US $ 1,1 bilhão em ações ordinárias. Quando olhamos para 2014, nossa plataforma como líder de mercado está posicionada para dar continuidade no crescimento a longo prazo, com melhor desempenho operacional, forte geração de fluxo de caixa livre e aumento significativo da flexibilidade financeira”.

SulAmérica é um dos cases do estudo Materialidade no Brasil: um ensaio qualitativo, da Report

sulamericaA Report Sustentabilidade lançou no dia 29 a publicação Materialidade no Brasil: um ensaio qualitativo, uma análise detalhada dos processos de materialidade de quatro empresas brasileiras: Banco do Brasil, Cosan, EDP – Energias do Brasil e SulAmérica. No texto, são apresentados os desafios que essas empresas enfrentaram para implantar seus processos de materialidade, assim como iniciativas adotadas e os resultados que elas trouxeram. Também se destaca a visão da materialidade como um processo de melhoria contínua.

Segue o texto referente a SulAmérica. O relatório na íntegra pode ser visto no link http://reportsustentabilidade.com.br/rpt_estudomaterialidade_20140127_final.pdf

Mais que atualizar sua matriz de materialidade para direcionar o relatório de sustentabilidade 2012, a SulAmérica, companhia de capital aberto que atua nos ramos de seguros e gestão de ativos, atrelou esse processo ao de desenvolvimento da política e da estratégia de sustentabilidade da empresa. Abrangendo todas as operações, o processo contou com análise documental, entrevistas com 11 membros da alta gestão (presidente, vice-presidente e diretores), pesquisa para o mapeamento de temas ambientais, sociais e de governança vinculados ao setor de seguros e a própria companhia e outras seis entrevistas com representantes do governo, agências reguladoras, sociedade civil, clientes, corretores e prestadores de serviço.

Em busca de uma percepção mais qualitativa e por se tratar de uma atualização, a empresa optou por reduzir o número de consultas em 2012. Como resultado, foram identificados cinco temas prioritários: qualidade do serviço e atendimento; inovação em produtos e serviços; desenvolvimento do capital humano; responsabilidade na cadeia de valor; e educação financeira e uso consciente do seguro.

O destaque foi o alinhamento com o processo trianual de revisão do planejamento estratégico da companhia, que também teve início em 2012. A medida que a atualização da estratégia da SulAmérica progredia, os direcionamentos obtidos nessa revisão eram considerados na elaboração da política de sustentabilidade e, consequentemente, também impactava o processo de materialidade. Assim, os cinco temas prioritários apontados são reflexos dos quatro pilares estratégicos que nortearão a atuação da SulAmérica nos próximos cinco anos. Esses pilares se relacionam às áreas-foco: clientes, operação escultura organizacional e segmentos. Também ficou estabelecido que a sustentabilidade estará integrada em toda iniciativa derivada do novo planejamento estratégico.

Mesmo com o envolvimento da liderança da empresa desde o primeiro processo de materialidade, em 2012 a SulAmérica aprofundou essa participação, incluindo os membros do Comitê de Sustentabilidade (presidente, diretor financeiro e quatro vice-presidentes das principais unidades de negócio), que foram os responsáveis pela aprovação final da política e da estratégia de sustentabilidade.

Além do relatório corporativo, que busca refletir a percepção dos stakeholders a partir do resultado da materialidade, a companhia se vale de outros meios para responder às expectativas de seus públicos de relacionamento, caso dos eventos e encontros específicos com stakeholders que acontecem ao longo do ano e do acesso da equipe da área de sustentabilidade a outros meios de diálogo, como o canal de denúncias e a ouvidoria.

Como tudo começou

Desde 2008, a SulAmérica publica relatórios de sustentabilidade se- guindo as diretrizes da GRI. Como um dos dez princípios norteadores do relato corporativo, estabelecidos pela GRI, a primeira materialidade da SulAmérica foi realizada dois anos depois, em 2010. Vista como consequência de um processo contínuo de maturidade, a consulta aos principais stakeholders ocorreu apos a definição da sustentabilidade como valor corporativo e objetivo estratégico da companhia e a estruturação da Superintendência de Sustentabilidade Empresarial, em 2009.

Nesse primeiro processo, 85 pessoas foram consultadas. Para a construção do eixo interno da materialidade, foram realizadas oficinas com representantes de todas as unidades da companhia, incluindo membros do Conselho de Administração. No eixo externo, a empresa utilizou questionários (entrevistas presenciais e via e-mail) para colher as percepções de representantes de órgãos reguladores, acionistas, clientes, corretores, prestadores de serviço, fornecedores e integrantes de ONGs e de outras instituições parceiras. Ao final, foram elencados quatro temas prioritários – desempenho dos negócios, satisfação dos clientes, desenvolvimento de pessoas e governança e combate a fraudes –, que, além de servirem de base para a estruturação do relatório de desempenho, pretendiam ser incorporados no planejamento da gestão da sustentabilidade da companhia.

No ano seguinte, houve um novo processo de materialidade, desta vez com uma mudança na metodologia adotada. A partir de 43 temas levantados como relevantes em um estudo que incluiu dados sobre a SulAmérica, seu setor de atuação e os indicadores GRI, foram organizados dois painéis para a análise e priorização desses tópicos, com um total de 52 participantes. Entre os públicos de relacionamento consultados estavam gestores, executivos e membros do Conselho de Administração, e prestadores de serviços, investidores, acionistas e representantes de entidades de classe e da sociedade civil. O processo também considerou questões apontadas em outras instâncias por outros stakeholders, caso do Conselho de Clientes e dos Encontros com Corretores. Dos 43 tópicos iniciais, oito foram apontados como de alta relevância e, por isso, mais bem detalhados ao longo do relatório de 2011. São eles: atendimento e satisfação de clientes, gestão de riscos e corrupção, crescimento e mudanças no setor de seguros, perfil setorial, produtos e serviços, produtos e serviços com viés socioambiental e educação financeira.

Em evolução contínua

A construção da materialidade da SulAmérica vem evoluindo no decorrer dos anos. A diversidade de públicos consultados ao longo dos processos trouxe elementos relevantes para a análise, favorecendo a condução da estratégia de sustentabilidade de maneira consistente.

No processo mais recente, houve um forte envolvimento da alta gestão na aprovação final da política e da estratégia de sustentabilidade. Dessa forma, os temas definidos como prioritários caminham para estar intrinsecamente ligados à estratégia do negócio.

Outro elemento de destaque é a permanência do processo de materialidade na organização. No último ano, as consultas não foram extensivas como nos anteriores, entretanto, públicos-chave continuaram a ser ouvidos para atestar a validade dos temas críticos. Além de demonstrar o compromisso da organização com a sustentabilidade, esse fato fortalece o entendimento de que os aspectos são dinâmicos e que as percepções dos públicos de relacionamento devem ser sempre atualizadas.

Seguros gera ganho equivalente a 31% do lucro do Santander Brasil

santanderO banco Santander Brasil anunciou nesta quinta-feira lucro líquido consolidado de R$ 5,848 bilhões em 2013, alta de 6,5% em relação ao ano anterior. Desse valor, R$ 1,8 bilhão veio da venda de seguros, referente a comissões e produtos da Santander Zurich distribuídos no balcão do banco, conforme parceria das duas instituições no segmento de seguros. Ou seja, seguro gerou ganho equivalente a 31% do lucro do banco espanhol no Brasil.

O ganho com seguro representa alta de 24,5% em 12 meses. Segundo informações do banco ao blog Sonho Seguro, esse valor inclui o efeito extraordinário de mudanças na regulamentação da Susep em marco de 2013, que determina o reconhecimento do resultado das apólices no próprio ano. Sem o efeito extraordinário, o crescimento no ganho com a operação de seguros teria sido de 15,7% em 12 meses.

Os ativos totais do Santander Brasil encerraram dezembro em R$ 485,8 bilhões, alta de 8,2% em relação ao visto um ano anterior. A carteira de crédito do banco somou R$ 227,48 bilhões, alta anual de 7,3%.

No mundo, o banco espanhol, maior banco da zona do euro, divulgou lucro de 4,37 bilhões de euros (US$ 5,96 bilhões) em 2013, quase o dobro do que ganhou um ano antes. O banco disse que a receita líquida de juros caiu 13,3% ante 2012, para 25,94 bilhões de euros.

Parceira – Em fevereiro de 2011, o Grupo Santander anunciou acordo para a formação de parceria com a seguradora Zurich Financial Services Group, com meta de potencializar o negócio de seguros no Brasil, no Chile, no México, na Argentina e no Uruguai. A integração da produção de seguros se deu por meio da holding Santander Zurich, com sede na Espanha, sendo 51% do capital bem como gestão das empresas ficou por conta da Zurich.

O Santander manteve 49% do capital dessa holding e assinou um acordo de distribuição para a venda de produtos de seguro em cada país durante 25 anos. Na época, a operação foi avaliada em US$ 3,275 bilhões. A parceria contempla todas as modalidades de seguros, exceto automóveis, que segue de forma independente, com parceiros como Porto Seguro, Marítima e SulAmérica, além, claro, da oferta também do produto da Zurich. A operação de títulos de capitalização também ficou fora da parceria.

FenaPrevi discutirá desafios e estratégias do setor no VII Encontro Nacional

© Copyright 2011 CorbisCorporationA Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), promove de 06 a 09 de fevereiro, o VII Encontro Nacional FenaPrevi. O tradicional encontro, que acontece na Praia do Forte, Bahia, reunirá executivos e especialistas para debater tendências e perspectivas para os mercados de seguros de pessoas e previdência complementar aberta.

De janeiro a novembro de 2013, a arrecadação da previdência aberta registrou alta de 5,37% em relação o mesmo período do ano passado, com um total de R$ 65,2 bilhões. Já no ramo de seguro de vida, no acumulado de 2013 até novembro, o mercado de seguros de pessoas arrecadou R$ 23,5 bilhões em prêmios, 17,96% acima do que o obtido em mesmo período de 2012.

Um dos grandes desafios do Brasil, segundo apurou o blog Sonho Seguro, é lidar com o envelhecimento da população. A população de idosos no Brasil será multiplicada por quatro até 2050, segundo o livro “Melhores Aposentadorias, Melhores Trabalhos: Em Direção à Cobertura Universal na América Latina e no Caribe”, editado pela Unidade de Mercado de Trabalho e Seguridade Social do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID).

Durante o lançamento do estudo, realizado no último dia 29, o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, afirmou que manter a sustentabilidade do sistema previdenciário e, ao mesmo tempo, garantir a inclusão social da população nos benefícios previdenciários são as principais preocupações do Brasil diante do envelhecimento da população. As estimativas apontam que até 2050 a população com mais de 65 anos no país passará de 13 milhões para 51 milhões. Hoje, para cada aposentado, existem 10 trabalhadores potenciais. Em 2050, a proporção diminuirá para um aposentado para cada três trabalhadores potenciais. Ou seja, 40% não terão uma aposentadoria contributiva e dependerão do estado ou de suas famílias.

O estudo lista dez itens relevantes sobre a aposentadoria no Brasil:

– Três em cada dez pessoas com mais de 65 anos não têm aposentadoria
– A maioria dos aposentados recebe US$ 20 ou menos por dia
– 40% dos trabalhadores não contribuem para a Previdência Social
– Em 2050, quadruplicará o número de pessoas com 65 anos ou mais
– Hoje, para cada aposentado existem dez trabalhadores potenciais. Em 2050, essa proporção cairá para um aposentado para cada três trabalhadores potenciais
– 25% dos trabalhadores da classe média são informais
– Menos de três em cada dez trabalhadores autônomos estão poupando para a aposentadoria
– Em 2050 somente sete em cada dez adultos em idade de se aposentar terão economizado para o futuro
– No mínimo 15 milhões e no máximo 22 milhões de pessoas não terão economizado para a aposentadoria em 2050
– Apenas três em cada 20 trabalhadores de baixa renda poupam para a aposentadoria

Bradesco Seguros responde por 30,7% do lucro de R$ 12,2 bi do banco em 2013

bradescoO Banco Bradesco divulgou há pouco lucro líquido ajustado de R$ 12,202 bilhões em 2013, alta de 5,9% em relação ao resultado obtido no ano anterior, correspondendo a R$ 2,91 por ação, e rentabilidade de 18% sobre o Patrimônio Líquido Médio Ajustado. As atividades financeiras corresponderam a 69,3% do total e seguros, previdência e capitalização, representaram 30,7% do total.

O lucro líquido do braço segurador em 2013, de R$ 3,74 bilhões, superou em 4,3% o ganho apurado no mesmo período do ano anterior, em função do crescimento no faturamento de 12,3%; da melhora no resultado financeiro e patrimonial; e da manutenção dos índices de sinistralidade e de eficiência administrativa, informa o banco, segundo o blog Sonho Seguro.

Os prêmios emitidos de seguros, contribuição de previdência e receitas de capitalização atingiram R$ 49,752 bilhões em 2013, evolução de 12,3% em relação ao ano de 2012. O resultado foi creditado ao bom desempenho dos produtos de “Saúde”, “Capitalização” e “Vida e Previdência”, que apresentaram crescimento de 21,8%, 21% e 7,7%, respectivamente. O total pago em indenizações e benefícios, em 2013, pelo Grupo Bradesco Seguros atingiu R$ 33,8 bilhões, evolução de 27,95% em relação aos R$ 26,4 bilhões registrados em 2012. As Provisões Técnicas alcançaram R$ 136,229 bilhões, apresentando uma evolução de 9,7% em relação a dezembro de 2012. O retorno anualizado sobre o Patrimônio Líquido Ajustado ficou em 27,3%.

No 4o trimestre de 2013, o faturamento total apresentou crescimento de 30,9% em relação ao trimestre anterior, com destaque para o segmento de “Vida e Previdência”, que foi impulsionado pela maior concentração de contribuições de previdência privada no período. O lucro líquido do 4o trimestre de 2013 foi 14% superior ao resultado apurado no trimestre anterior, decorrente, basicamente: do crescimento de 30,9% no faturamento; da redução de 1,6 ponto percentual na sinistralidade; da melhora no resultado financeiro e patrimonial; e da melhora no índice de eficiência administrativa.

O comunicado ressalta que o Grupo Bradesco Seguros mantém os níveis de capital em compliance com os requerimentos regulatórios e adequados para fazer face aos padrões mundiais (Solvency II), apresentando uma alavancagem de 2,9 vezes o seu patrimônio líquido. A Bradesco Seguros encerrou 2013 com 45,675 milhões de clientes, com elevação de 383 mil segurados em relação a setembro e mais 2,610 milhões ante dezembro de 2012. O market share da companhia ficou em 24,2% no quarto trimestre contra 23,8% no terceiro e 24,8% em um ano.