O consultor Francisco Galiza traz aos seus leitores um seguro inusitado. Ele compartilha um texto do jornal americano “Star Tribune”, que faz uma reportagem sobre “Planning a wedding? Insurance firms sell policies covering weather, illness, change of heart”.
O texto fala dos riscos mais comuns existentes em um casamento, como mudanças climáticas, doença na família, falhas na organização, deslocamento militar de um dos noivos etc. Porém, a cobertura mais curiosa é a que permite reembolso no caso de desistência de um dos noivos, por motivos de foro íntimo (ou por “change of heart”, como cita o artigo). Nesse caso, por risco de fraude, a seguradora toma certas precauções, como exigir que o casamento tenha sido programado com muita antecedência, etc. De qualquer maneira, o critério de taxação não deixa de ser interessante.
Nos EUA, existem atualmente 2 milhões de casamentos por ano, a um custo médio por cerimônia de US$ 26 mil. Estima-se que esse seguro ainda tenha um pequena presença (aparece em menos de 1% das festas).
Em nota a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o Itaú Unibanco confirmou ontem que pretende vender sua operação de seguros de grandes riscos, conforme vem sendo divulgado pela imprensa desde dezembro último. O Valor informa que a carteira de grandes riscos fatura cerca de R$ 1,7 bilhão em prêmios de seguros por ano e tem grandes empresas como clientes. O banco explica que tem interesse em vender o negócio por uma questão de custo de capital. Pelas regras de Basileia 3, que entraram em vigor em 2013, as atividades de seguro passaram a pesar mais sobre o capital dos bancos.
Segundo apurou o Valor, a equipe de analistas do J. Safra avalia que essa é uma decisão estratégica do banco e parece preservar seu capital. Os analistas Francisco Kops e Giovanna Rosa estimam que, considerando a rentabilidade da divisão, a venda deva ser efetuada por aproximadamente seu valor patrimonial: em torno de R$ 1 bilhão. Os analistas informam que o segmento de seguros de grandes riscos foi responsável por 10,8% do total de receitas com prêmios (R$ 242 milhões) da área de seguros do Itaú no terceiro trimestre, e por 17,6% das indenizações pagas (R$ 164 milhões) no período.
“À primeira vista, tal estratégia parece fazer sentido, devido especialmente: à grande necessidade de resseguros, segmento no qual o Itaú não é um player relevante; ao ROE menor que a média do banco (cerca de 10%); ao mercado muito competitivo; e à ampla volatilidade de seus resultados”, afirmam os analistas.
Em tempo: o Itaú é um dos principais sócios do IRB Brasil Re, que detém mais de 50% das market share entre as resseguradoras locais no Brasil.
Veja a íntegra:
São Paulo-SP, 22 de janeiro de 2014.
À BM&FBOVESPA S.A. Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros Gerência de Acompanhamento de Empresas
São Paulo-SP
Prezados Senhores,
Assunto: Solicitação de Esclarecimentos – GAE 0116-14
O Itaú Unibanco Holding S.A. (“Itaú Unibanco”) esclarece, em resposta ao Ofício da Gerência de Acompanhamento de Empresas da BM&FBOVESPA S.A. Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (GAE 0116-14), e em razão da notícia veiculada em 22/01/2014 pelo jornal Valor Econômico, de título “Itaú coloca seguradora de grandes riscos à venda”, que pretende vender sua operação de seguros de grandes riscos, porém, diferentemente do que foi noticiado, o processo ainda não foi iniciado, o que deve ocorrer nos próximos dias.
A MDS Consultores de Seguros e Riscos, uma das maiores corretoras globais, com carteira, somente no Brasil, de cerca de 9 mil clientes empresariais e 700 mil individuais, acaba de lançar no País um produto destinado a proporcionar tranquilidade àqueles que vão viajar para qualquer lugar do território nacional ou do mundo, seja a passeio ou a negócios. Trata-se do Assistência Viagem, um serviço contratado online em apenas seis passos pelo site www.mdsbr.com.br, que além das tradicionais coberturas de despesas médicas, acidentes e vida, este serviço cobre também eventos como: assistência jurídica, perda e/ou localização de bagagem, antecipação de fundos para fianças, gastos por atraso ou cancelamento de voos, diferença de tarifa por viagem de retorno adiada ou antecipada, entre outros. Para disponibilizar o produto ao mercado, a MDS associou-se à tradicional Assist Card, empresa multinacional com larga experiência neste segmento.
”Estamos felizes por oferecer esse serviço às pessoas, já clientes ou não da MDS, neste período de férias, quando as viagens são comuns. O motivo é simples: quando viajamos, queremos nos concentrar no que vamos fazer, seja lazer ou trabalho, com tranquilidade. Para isto, precisamos estar preparados para o caso de ocorrer algum imprevisto, como a perda da nossa bagagem, por exemplo, precisamos que os problemas sejam resolvidos de forma rápida, sem burocracia, comenta Hélio Novaes”, CEO da MDS.
A contratação do Assistência Viagem é feita on line pelo próprio cliente de forma simples, rápida e por um preço competitivo. São apenas seis passos definição de destino, pacote de cobertura, dados dos passageiros, pagamento, confirmação da operação e impressão de voucher , inclusive com possibilidade de upgrades de cobertura, como assistência à gravidez, esporte de aventura e compra protegida. Estamos felizes por passar a oferecer este produto que, a nosso ver, trata-se de um gênero de primeira necessidade para quem vai viajar, reforça.
O momento em que a MDS lança o Assistência Viagem é apropriado, não só porque estamos em um período de férias escolares e quase nas vésperas do Carnaval, mas também porque o setor de turismo mostra-se aquecido em função da proximidade da Copa do Mundo de Futebol, na qual as viagens entram na cesta de consumo do brasileiro. É o que aponta o Documento Referencial Turismo no Brasil 2011-2014, segundo o qual os desembarques domésticos, que em 2009 somaram 56 milhões, devem atingir 73 milhões em 2014.
O mesmo estudo aponta que as divisas internacionais devem totalizar R$ 8,9 bilhões neste ano, face ao R$ 6,4 bilhões de cinco anos atrás, um crescimento de 55% no período. Coordenada por um Comitê Gestor, formado por membros do Ministério do Turismo (MTur), Embratur, Conselho Nacional de Turismo e do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), a pesquisa foi feita com o apoio da Fundação Getulio Vargas (FGV).
A Mapfre Warranty, Unidade no Brasil da Mapfre Asistencia – multinacional de Seguros, Resseguros e Serviços e líder mundial na prestação de serviços de Assistência e Gestão de Serviços – lança a campanha “Viagem mais segura”, pensando no aumento expressivo de viagens de carro ou moto durante os meses de verão. O objetivo da empresa é compartilhar dicas e um check list com seus clientes para que previnam situações de risco que parecem simples, mas que podem gerar grandes dores de cabeça.
“Com a correria do dia-a-dia, muitas vezes esquecemos de verificar detalhes como a calibragem de pneus ou as condições do estepe. Se essa já não é uma situação desejável na cidade, ela se torna potencialmente mais perigosa quando se está no meio da estrada, muitas vezes a quilômetros de um posto de serviços ou da assistência mais próxima”, explica Fábio Leiva, gerente de Sinistro da Mapfre Warranty.
Por conta do verão e das férias escolares, o número de viagens com veículos próprios aumenta consideravelmente nos primeiros meses do ano, por isso, para evitar surpresas na estrada que podem atrapalhar o passeio, a manutenção preventiva é fundamental. “Preparamos uma campanha que auxilia nossos clientes a lembrar de detalhes que muitas vezes passam despercebidos”, reforça Leiva, que ensina: “A verificação deve ser feita em cinco etapas: luzes, óleos e fluídos, pneus, itens obrigatórios e documentações”.
Check list para viagem de auto ou moto
De acordo com o especialista, a sinalização dos veículos é muito importante para que todos os condutores possam ver e ser vistos. Por isso, antes de qualquer viagem, é imprescindível verificar o bom funcionamento das lanternas, faróis, setas, luzes de freio e de ré.
Entre os óleos e fluídos, é importante checar o reservatório de partida frio (comum em veículos flex e a álcool) pela luz no painel ou no próprio reservatório em modelos que não dispõem do indicador. Para evitar superaquecimento do motor, deve-se averiguar o nível de arrefecimento por meio da marcação máxima ou mínima indicada no próprio reservatório. “Levando em consideração que as viagens podem contar com serra e longas distâncias, o melhor é deixar o nível do líquido na marcação máxima do reservatório. E para evitar riscos de queimadura, nunca abra o reservatório com o motor quente”, alerta o gerente da Mapfre Warranty.
O nível de óleo do motor também deve ser verificado. Para isso, é preciso puxar a vareta e confirmar se o óleo está compreendido entre a faixa mínima e máxima. Segundo Leiva, esta checagem também deve ser realizada com o motor desligado e frio. O fluído do freio deve estar compreendido entre a faixa máxima e mínima do reservatório, de acordo com as especificações do manual do veículo. Carros com direção hidráulica também precisam de checagem do nível do óleo da direção por meio do reservatório.
Além da parte mecânica, há ainda o reservatório de água do limpador de para-brisa que precisa estar abastecido. “E palhetas em bom estado, não ressecadas, são de extrema importância, principalmente em casos de baixa visibilidade”, completa o gerente.
Verificar o funcionamento do desembaçador e limpador traseiro, quando houver, e manter os vidros limpos também é essencial. A dica do especialista para que os vidros não embacem na chuva ou à noite é usar um pano limpo, que não solte pelos, principalmente em veículos sem ar condicionado.
Já para checar o nível de desgaste dos pneus, é preciso observar uma marcação na lateral externa de cada um que indica o nível de desgaste. A calibragem também é fundamental e geralmente é inscrita em etiquetas na porta ou na tampa do reservatório do tanque de combustível. “É importantíssimo manter o estepe também calibrado e em bom estado”, evidencia.
Entre os itens obrigatórios estão o extintor, macaco, chave de roda e triângulo. Também é importante ficar atento à documentação do veículo e carteira de habilitação, certificando-se de que estão dentro da validade e não vencerão no período da viagem. “Mesmo para viagens curtas, é ainda recomendável ter um seguro ou plano de assistência 24hs para os imprevistos tanto com o veículo quanto com os passageiros”, antecipa.
Assistência 24 horas
A Mapfre Warranty dispõe de assistência 24hs para autos e motos que garantem ao cliente toda a tranquilidade nos casos de imprevistos como falta de combustível, pane mecânica ou perda das chaves, 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias por ano, em todo território nacional. Os serviços de assistência da MAPFRE Warranty são prestados pela Brasil Assistência, empresa do Grupo Mapfre, líder em seu segmento, realizando mais de um milhão de atendimentos por ano.
Para outras informações, acesse www.mapfre-warranty.com.br ou consulte seu corretor.
A Willis Brasil, uma das corretoras líderes nacionais pertencentes ao Willis Group, anuncia Anthony Harvey como novo head Comercial e de Marketing da Willis América Latina. Desde 2010, o executivo coordena as estratégias de vendas, marketing e retenção de clientes no Brasil e, a partir deste ano, tem como missão ampliar as linhas de negócios da empresa na América Latina. Harvey irá se reportar a Luis Maurette, CEO Regional Latam.
Administrador de empresas formado na PUC-RJ, Anthony começou sua carreira na General Accident PLC em 1994, onde exerceu diversos cargos de gerência, principalmente com responsabilidade pelo relacionamento com corretores. O novo líder regional da AL ingressou na empresa em 2002 e atuou como Diretor de Clientes Internacionais, Diretor da unidade Corporate e recentemente atuava como CCO da Willis Brasil.
Pelo sétimo ano consecutivo, a agência de classificação de risco Moody’s Investors mantém a perspectiva da Chubb do Brasil em Aaa.br na escala local, o mais alto grau de investimento. A agência vê positivamente a disciplina de subscrição da seguradora no Brasil e seu foco em rentabilidade. A companhia possui o histórico de identificar e descontinuar linhas não rentáveis com eficácia, permanecendo sólida de forma geral. O rating reflete a favorável distribuição de produtos, a sólida capitalização e a distribuição eficiente por meio de múltiplos canais. A capacidade operacional da Chubb do Brasil é suportada por sua bem estabelecida infraestrutura local e pela troca de experiências com sua última acionista The Chubb Corporation e afiliadas nas áreas de Subscrição, Finanças, Atuarial e Sinistros.
As vendas de seguros e aportes em previdência aberta e títulos de capitalização totalizaram R$ 159,1 bilhões de janeiro a novembro de 2013, 13% superior ao resultado obtido no mesmo período anterior, quando o mercado segurador acumulou receitas de R$ 140,4 bilhões, segundo resenha de novembro elaborada pela consultoria Siscorp com base nos números da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
As indenizações pagas pelas seguradoras aos clientes totalizou R$ 46 bilhões. O lucro líquido das empresas de seguros, previdência e capitalização ficou em R$ 11,7 bilhões no período analisado, com avanço de 7%. Os dez maiores grupos responderam pela maioria do resultado auferido. A Bradesco Seguros mantém a liderança na categoria lucro líquido, com R$ 3,3 bilhões de janeiro a novembro, 9% superior ao registrado em 12 meses. A Itaú Seguros registrou o segundo maior ganho, com R$ 2,7 bilhões até novembro, conforme demonstra a resenha da Siscorp de novembro. O patrimônio liquido até novembro avançou 3%, para R$ 60,7 bilhões. O retorno sobre o patrimônio liquido anualizado ficou em 19%.
“Esse ano, a previsão é que o crescimento chegue a 15%, com 6% de participação no PIB. Os números demonstram que o trabalho tem sido feito. Nós temos o compromisso de a cada dia mais pensarmos cada vez mais alto. Podemos fazer mais para a construção de um mercado de seguros melhor”, comentou o presidente da CNseg, Marco Antonio Rossi.
O segmento de previdência privada aberta e vida mantém a liderança, com R$ 88,7 bilhões, liderado pelas contribuições no VGBL, com arrecadação de 55,6 bilhões até novembro, crescimento de apenas 6%. Este foi o primeiro ano em que o VGBL registrou avanço de um dígito desde o seu lançamento, em 2003. Em seguro de vida, as vendas registraram incremento de 18%, para R$ 23,5 bilhões. Microsseguros de pessoas também está contabilizado nos cálculos da Siscorp, com prêmios de R$ 6,9 milhões.
A previdência sofreu um forte momento de volatilidade de julho a setembro, o que reduziu as expectativas de crescimento em 2013. Mesmo assim, a captação dos fundos de previdência tiveram um bom desempenho nos últimos dois meses do ano e a expectativa da Fenaprevi é que 2013 feche com avanço acima de 10%. Osvaldo do Nascimento, presidente da Fenaprevi, acredita que os investidores compreenderam as causas da volatilidade verificada no meio do ano e retomaram os investimentos.
“Os incentivos fiscais dos planos continuam sendo o grande diferencial para quem investe no longo prazo”, avalia. Segundo ele, a expectativa para 2014 é de avanço de 15%, sujeita à volatilidade de eventos importantes da economia, como a redução dos estímulos da economia americana, Copa 2014 e eleições no Brasil”, comenta Nascimento.
O segmento de seguros gerais foi responsável por R$ 75 bilhões, A maior expansão, de 52%, foi registrada no seguro rural, com prêmios de R$ 2 bilhões de janeiro a novembro em relação ao mesmo período do ano passado. Riscos especiais, que envolvem vários tipos de coberturas, como as da Petrobras, por exemplo, avançaram 39%. Riscos financeiros e seguro habitacional também registraram resultado positivo, com alta de 25% e 24%, respectivamente.
O seguro de automóvel continuou com a maior participação na carteira de seguros gerais, respondendo por 51,3% das vendas de seguros gerais, o que significou R$ 26,5 bilhões em prêmios até novembro, alta de 19% em relação a igual período de 2012. A expectativa é encerrar 2013 com esse patamar de crescimento, principalmente em razão das vendas de carros terem batido recorde de vendas em dezembro, ultimo mês do IPI reduzido e com os consumidores investindo o décimo terceiro nas promoções das concessionárias para reduzir os estoques de veículos zero quilômetro.
Paulo Marraccini, presidente da FenSeg, comentou que 2013 foi um ano em que os executivos envolvidos com seguros gerais seguiram a meta de tentar aumentar a penetração de seguros na sociedade brasileira. Ele comemorou a lei que regulamenta o desmanche de carros no Estado de São Paulo pelo governador Geraldo Alckmin e ressaltou o nicho de garantias de obras, que em breve deverá ter a aprovação do percentual de participação em contratos de 10% atual para 30% no valor total da obra.
O segmento de capitalização manteve a estabilidade do ritmo de crescimento verificada durante o ano. As vendas de títulos totalizaram R$ 18,8 bilhões até novembro, com alta de 25% em relação ao ano anterior. Os resgates somaram R$ 15,8 bilhões. Do lucro liquido total do setor de R$ 11,7 bilhões, capitalização foi responsável por R$ 1,2 bilhão, segundo resenha de novembro da Siscorp, queda de 13% em relação ao período de janeiro a novembro de 2012.
Resseguro – Os prêmios de resseguros totalizaram R$ 3.7 bilhões de janeiro a outubro (há um mês de atraso na divulgação dos dados de resseguro por parte da Susep). O IRB Brasil Re mantém a liderança entre as resseguradoras locais, com prêmios de R$ 2 bilhões nos dez primeiros meses de 2013, seguido pela Zurich, com R$ 277 milhões. O lucro líquido das companhias chegou a R$ 62,3 milhões, sendo o IRB responsável por R$ 51 milhões. O patrimônio liquido das locais totalizou R$ 51,9 bilhões no período.
A arrecadação dos planos de previdência complementar aberta contabilizou em novembro R$ 7 bilhões em novos depósitos, alta de 3,18% na comparação com os R$ 6,8 bilhões registrados no mês de outubro. O segmento possui atualmente 13.487.031 contratos ativos e 94.666 pessoas usufruindo dos benefícios (aposentadorias complementares, pecúlios, por morte e por invalidez, e pensões, por morte e por invalidez).
No acumulado de janeiro a novembro, os recursos arrecadados pelo sistema também tiveram alta. Ingressaram R$ 65,2 bilhões, valor 5,37% maior que o verificado no mesmo período do ano anterior. Na análise por tipo de produto, os planos individuais tiveram incremento de 6,59% em relação ao mesmo período do ano anterior, tendo arrecadado R$ 57,6 bilhões. Os planos coletivos (empresariais) registram R$ 6 bilhões, com leve retração de 0,48%, e os planos para menores, por sua vez, arrecadaram R$ 1,5 bilhão, com retração de 12,34% em relação ao acumulado do ano anterior.
“O volume de novas contribuições para a previdência complementar aberta em novembro reflete a preocupação das pessoas com a qualidade de vida no futuro, principalmente após a aposentadoria. Quem investe em previdência busca oportunidades de maiores ganhos no longo prazo, pois a vantagem tributária é o grande diferencial comparativamente a outras modalidades de investimentos”, afirma Osvaldo do Nascimento, presidente da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).
A captação líquida (diferença entre arrecadação e resgates), desde o mês de setembro, registra saldo positivo e fechou o mês de novembro com R$ 3,9 bilhões, 6,69% acima dos R$ 3,6 bilhões registrados no mês de outubro, segundo a FenaPrevi, entidade que representa 62 seguradoras e 13 entidades abertas de previdência complementar no país.
“Com as ações de orientação e educação financeira das empresas do setor, principalmente em relação à importância de uma visão de longo prazo, quem tem, ou pretende ter, um plano de previdência complementar aberta está começando a entender os benefícios e a importância da adequação destas aplicações ao momento de sua vida e ao seu perfil de risco”, explica o presidente da FenaPrevi.
Os planos empresariais foram destaque, com expansão de R$ 605,3 milhões, alta de 8,54% frente ao mesmo mês em 2012. Os planos individuais registraram captação de R$ 6,3 bilhões no período, leve retração de 5,94% frente ao resultado de novembro de 2012. Já os planos para menores fecharam o mês com arrecadação de R$ 138,5 milhões, retração de 19,69% frente ao mesmo período do ano anterior.
Carteira de Investimento
No mês de novembro, a carteira de investimentos do segmento de planos de caráter previdenciário apresentou saldo de R$ 367,9 bilhões, alta de 10,97% em relação aos R$ 331,5 bilhões computados no mesmo mês do ano anterior.
Ranking das Empresas – Carteira de Investimentos (R$ 367,8 bilhões)
A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking no período, com 32,14% do total das reservas; Itaú Vida e Previdência (23,86%); BrasilPrev Seg. e Previdência (22,36%); Zurich Santander Seg. e Prev. (5,83%); Caixa Vida e Previdência (5,82%); HSBC Vida e Previdência (3,07%); Icatu Seguros (2,04%); Sul América Seg. e Previdência (1,23%); Safra Vida e Prev. (0,92%); Porto Seguro Vida e Prev. (0,66%). As demais entidades somam, no total, 2,07% da carteira de investimentos.
As provisões (recursos acumulados pelos titulares dos planos de caráter previdenciário) apresentaram saldo de R$ 358,2 bilhões em novembro, 12,83% maior que o valor registrado (R$ 317,4 bilhões) no mesmo mês em 2012.
As provisões do VGBL tiveram crescimento de 16,35% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, passando de R$ 203,3 bilhões em novembro de 2012 para R$ 236,5 bilhões em novembro de 2013. Já as provisões dos planos PGBL cresceram 7,20% no mesmo período, passando de R$ 73,2 bilhões em novembro de 2012 para R$ 78,5 bilhões em novembro de 2013. As reservas dos planos tradicionais, por sua vez, passaram de R$ 40,4 bilhões para R$ 42,6 bilhões em novembro de 2013, expansão de 5,49%.
Com relação ao market share, os planos VGBL mantiveram a liderança no volume de provisões entre os planos de caráter previdenciário, com 66,03% do total, seguidos pelos PGBL, com 21,93% do volume total, enquanto os planos tradicionais contaram com 11,89%. Outros produtos – incluindo os FAPI – completam a equação, com 0,15%.
O tratamento fiscal
A opção por planos de previdência privada deve considerar e priorizar uma visão de longo prazo, dada a tributação diferenciada para o poupador. No PGBL, modalidade de plano indicada para quem declara o Imposto de Renda (IR) pelo formulário completo, o poupador pode deduzir, anualmente, da base de cálculo do tributo, o valor total dos aportes efetuados no plano, durante o exercício social, até o limite de 12% da sua renda bruta, reduzindo o imposto a pagar ou, até mesmo, podendo ter direito à restituição. “É o chamado diferimento fiscal, ou seja, o pagamento do IR devido sobre esses recursos, acrescidos dos rendimentos auferidos, é realizado apenas no momento do resgate total ou parcial, ou do recebimento do benefício”, diz Nascimento.
Para usufruir da dedução, o investidor em previdência privada aberta tem de estar contribuindo para a previdência oficial, inclusive no caso do titular, com mais de 16 anos, ser dependente de quem faz a declaração.
Já no VGBL, modalidade de plano indicada para quem declara o Imposto de Renda pelo formulário simplificado, para quem se encontra na faixa de isenção do IR, ou para quem já atingiu o limite de dedução previsto para a previdência complementar aberta (12% da renda bruta), não é possível deduzir da base de cálculo do IR os valores dos aportes realizados ao plano. “No entanto, no momento do resgate ou do recebimento do benefício, o IR incide apenas sobre o valor dos rendimentos auferidos, e não sobre o valor total do resgate ou do benefício recebido, como ocorre no PGBL”, afirma o presidente da entidade.
De acordo com o presidente da FenaPrevi, é importante destacar que, para ambas as modalidades de planos (PGBL e VGBL), não há cobrança do imposto de renda a cada seis meses, sobre os rendimentos obtidos, como ocorre em outras aplicações, à exceção da caderneta de poupança.
Outra característica do PGBL e do VGBL é a possiblidade do poupador optar pelo regime de alíquotas regressivas do imposto de renda, significando, deste modo, que, quanto mais tempo os recursos permanecerem aplicados, menor será a alíquota do Imposto de Renda incidente.
O escritório de advocacia Pellon & Associados está entre os 250 melhores do mundo, segundo ranking divulgado este mês pela InterContinental Finance Magazine, líder do segmento, que destaca, anualmente, as melhores empresas nas áreas de Direito, Finanças e Consultoria do mundo. O prêmio foi baseado em pesquisas com cerca de 100 mil leitores da publicação nos cinco continentes.
“Ficamos muito felizes com esta honrosa distinção internacional. As nossas atividades compreendem o acompanhamento da regulação de sinistros nos mais variados ramos, o que nos faz referência internacional em seguros e resseguros. Acredito que tudo isso aliado ao nível dos profissionais que atuam em nossa banca tenham contribuído para esta premiação”, afirma Luis Felipe Pellon, titular do escritório.
Com 22 anos de atuação, o escritório Pellon & Associados possui mais de 450 profissionais, entre advogados, suporte operacional, administrativo, TI e estagiários, distribuídos nos escritórios do Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Brasília e Recife. Atualmente, o escritório trabalha em cerca de 60 mil processos judiciais, além de consultoria em contratos e outros assuntos relevantes de natureza cível, tributária e societária.
Uma surpresa para os executivos da saúde suplementar, que movimenta mais de R$ 70 bilhões em planos de saúde anualmente: Arthur Chioro (PT), secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, para suceder Alexandre Padilha no Ministério da Saúde?
Segundo o Correio Braziliense informou hoje, em setembro do ano passado, a promotora Taciana Trevisoli Panagio, que atua em São Bernardo do Campo, instaurou inquérito civil público para apurar a denúncia de que Chioro, além de comandar a pasta municipal, é dono de uma empresa da área que prestava consultorias para prefeituras petistas.
Ainda segundo o jornal de Brasília, a Consaúde Consultoria, Auditoria e Planejamento LTDA., que tem Chioro como sócio majoritário, manteve contratos sem licitação com várias prefeituras de São Paulo, incluindo administrações do seu próprio partido. A empresa prestou serviços, por exemplo, para a Prefeitura de Ubatuba, comandada pelo petista Maurício Morozimato. Também foi firmado contrato com o município de Botucatu, durante a gestão do petista Antônio Mário de Paula Ferreira. A Lei Orgânica do Município (LOM) de São Bernardo do Campo não permite secretários municipais serem donos de empresas que mantêm contratos com entes públicos.
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