A Aon divulgou há pouco faturamento de US$ 11,8 bilhões em 2013, com crescimento orgânico de 3% em comissões e taxas e um aumento de 1 % em comissões e taxas resultantes de aquisições. A divisão Risk Solutions gerou receita total de US$ 7,8 bilhões, com alta de 2%, e a divisão de benefícios foi responsável por US$ 4,1 bilhões, avanço de 3%.
O lucro líquido atribuível aos acionistas da Aon em 2013 aumentou 12%, para US $ 1,1 bilhão. No ano passado, o grupo recomprou aproximadamente 16,8 milhões de ações ordinárias classe A por US $ 1,1 bilhão no preço médio de US$ 65,65 por ação.
“Nossos resultados refletem um forte final de ano com a melhoria em cada métrica financeira chave tanto para o trimestre como para o ano todo”, disse Greg Case, presidente e diretor executivo da Aon. “Em 2013 fizemos investimentos estratégicos significativos em toda a empresa, resultando em fluxo de caixa recorde nas operações de US $ 1,6 bilhão, o que criou valor significativo para os acionistas por meio da recompra de mais de US $ 1,1 bilhão em ações ordinárias. Quando olhamos para 2014, nossa plataforma como líder de mercado está posicionada para dar continuidade no crescimento a longo prazo, com melhor desempenho operacional, forte geração de fluxo de caixa livre e aumento significativo da flexibilidade financeira”.
A Report Sustentabilidade lançou no dia 29 a publicação Materialidade no Brasil: um ensaio qualitativo, uma análise detalhada dos processos de materialidade de quatro empresas brasileiras: Banco do Brasil, Cosan, EDP – Energias do Brasil e SulAmérica. No texto, são apresentados os desafios que essas empresas enfrentaram para implantar seus processos de materialidade, assim como iniciativas adotadas e os resultados que elas trouxeram. Também se destaca a visão da materialidade como um processo de melhoria contínua.
Segue o texto referente a SulAmérica. O relatório na íntegra pode ser visto no link http://reportsustentabilidade.com.br/rpt_estudomaterialidade_20140127_final.pdf
Mais que atualizar sua matriz de materialidade para direcionar o relatório de sustentabilidade 2012, a SulAmérica, companhia de capital aberto que atua nos ramos de seguros e gestão de ativos, atrelou esse processo ao de desenvolvimento da política e da estratégia de sustentabilidade da empresa. Abrangendo todas as operações, o processo contou com análise documental, entrevistas com 11 membros da alta gestão (presidente, vice-presidente e diretores), pesquisa para o mapeamento de temas ambientais, sociais e de governança vinculados ao setor de seguros e a própria companhia e outras seis entrevistas com representantes do governo, agências reguladoras, sociedade civil, clientes, corretores e prestadores de serviço.
Em busca de uma percepção mais qualitativa e por se tratar de uma atualização, a empresa optou por reduzir o número de consultas em 2012. Como resultado, foram identificados cinco temas prioritários: qualidade do serviço e atendimento; inovação em produtos e serviços; desenvolvimento do capital humano; responsabilidade na cadeia de valor; e educação financeira e uso consciente do seguro.
O destaque foi o alinhamento com o processo trianual de revisão do planejamento estratégico da companhia, que também teve início em 2012. A medida que a atualização da estratégia da SulAmérica progredia, os direcionamentos obtidos nessa revisão eram considerados na elaboração da política de sustentabilidade e, consequentemente, também impactava o processo de materialidade. Assim, os cinco temas prioritários apontados são reflexos dos quatro pilares estratégicos que nortearão a atuação da SulAmérica nos próximos cinco anos. Esses pilares se relacionam às áreas-foco: clientes, operação escultura organizacional e segmentos. Também ficou estabelecido que a sustentabilidade estará integrada em toda iniciativa derivada do novo planejamento estratégico.
Mesmo com o envolvimento da liderança da empresa desde o primeiro processo de materialidade, em 2012 a SulAmérica aprofundou essa participação, incluindo os membros do Comitê de Sustentabilidade (presidente, diretor financeiro e quatro vice-presidentes das principais unidades de negócio), que foram os responsáveis pela aprovação final da política e da estratégia de sustentabilidade.
Além do relatório corporativo, que busca refletir a percepção dos stakeholders a partir do resultado da materialidade, a companhia se vale de outros meios para responder às expectativas de seus públicos de relacionamento, caso dos eventos e encontros específicos com stakeholders que acontecem ao longo do ano e do acesso da equipe da área de sustentabilidade a outros meios de diálogo, como o canal de denúncias e a ouvidoria.
Como tudo começou
Desde 2008, a SulAmérica publica relatórios de sustentabilidade se- guindo as diretrizes da GRI. Como um dos dez princípios norteadores do relato corporativo, estabelecidos pela GRI, a primeira materialidade da SulAmérica foi realizada dois anos depois, em 2010. Vista como consequência de um processo contínuo de maturidade, a consulta aos principais stakeholders ocorreu apos a definição da sustentabilidade como valor corporativo e objetivo estratégico da companhia e a estruturação da Superintendência de Sustentabilidade Empresarial, em 2009.
Nesse primeiro processo, 85 pessoas foram consultadas. Para a construção do eixo interno da materialidade, foram realizadas oficinas com representantes de todas as unidades da companhia, incluindo membros do Conselho de Administração. No eixo externo, a empresa utilizou questionários (entrevistas presenciais e via e-mail) para colher as percepções de representantes de órgãos reguladores, acionistas, clientes, corretores, prestadores de serviço, fornecedores e integrantes de ONGs e de outras instituições parceiras. Ao final, foram elencados quatro temas prioritários – desempenho dos negócios, satisfação dos clientes, desenvolvimento de pessoas e governança e combate a fraudes –, que, além de servirem de base para a estruturação do relatório de desempenho, pretendiam ser incorporados no planejamento da gestão da sustentabilidade da companhia.
No ano seguinte, houve um novo processo de materialidade, desta vez com uma mudança na metodologia adotada. A partir de 43 temas levantados como relevantes em um estudo que incluiu dados sobre a SulAmérica, seu setor de atuação e os indicadores GRI, foram organizados dois painéis para a análise e priorização desses tópicos, com um total de 52 participantes. Entre os públicos de relacionamento consultados estavam gestores, executivos e membros do Conselho de Administração, e prestadores de serviços, investidores, acionistas e representantes de entidades de classe e da sociedade civil. O processo também considerou questões apontadas em outras instâncias por outros stakeholders, caso do Conselho de Clientes e dos Encontros com Corretores. Dos 43 tópicos iniciais, oito foram apontados como de alta relevância e, por isso, mais bem detalhados ao longo do relatório de 2011. São eles: atendimento e satisfação de clientes, gestão de riscos e corrupção, crescimento e mudanças no setor de seguros, perfil setorial, produtos e serviços, produtos e serviços com viés socioambiental e educação financeira.
Em evolução contínua
A construção da materialidade da SulAmérica vem evoluindo no decorrer dos anos. A diversidade de públicos consultados ao longo dos processos trouxe elementos relevantes para a análise, favorecendo a condução da estratégia de sustentabilidade de maneira consistente.
No processo mais recente, houve um forte envolvimento da alta gestão na aprovação final da política e da estratégia de sustentabilidade. Dessa forma, os temas definidos como prioritários caminham para estar intrinsecamente ligados à estratégia do negócio.
Outro elemento de destaque é a permanência do processo de materialidade na organização. No último ano, as consultas não foram extensivas como nos anteriores, entretanto, públicos-chave continuaram a ser ouvidos para atestar a validade dos temas críticos. Além de demonstrar o compromisso da organização com a sustentabilidade, esse fato fortalece o entendimento de que os aspectos são dinâmicos e que as percepções dos públicos de relacionamento devem ser sempre atualizadas.
O banco Santander Brasil anunciou nesta quinta-feira lucro líquido consolidado de R$ 5,848 bilhões em 2013, alta de 6,5% em relação ao ano anterior. Desse valor, R$ 1,8 bilhão veio da venda de seguros, referente a comissões e produtos da Santander Zurich distribuídos no balcão do banco, conforme parceria das duas instituições no segmento de seguros. Ou seja, seguro gerou ganho equivalente a 31% do lucro do banco espanhol no Brasil.
O ganho com seguro representa alta de 24,5% em 12 meses. Segundo informações do banco ao blog Sonho Seguro, esse valor inclui o efeito extraordinário de mudanças na regulamentação da Susep em marco de 2013, que determina o reconhecimento do resultado das apólices no próprio ano. Sem o efeito extraordinário, o crescimento no ganho com a operação de seguros teria sido de 15,7% em 12 meses.
Os ativos totais do Santander Brasil encerraram dezembro em R$ 485,8 bilhões, alta de 8,2% em relação ao visto um ano anterior. A carteira de crédito do banco somou R$ 227,48 bilhões, alta anual de 7,3%.
No mundo, o banco espanhol, maior banco da zona do euro, divulgou lucro de 4,37 bilhões de euros (US$ 5,96 bilhões) em 2013, quase o dobro do que ganhou um ano antes. O banco disse que a receita líquida de juros caiu 13,3% ante 2012, para 25,94 bilhões de euros.
Parceira – Em fevereiro de 2011, o Grupo Santander anunciou acordo para a formação de parceria com a seguradora Zurich Financial Services Group, com meta de potencializar o negócio de seguros no Brasil, no Chile, no México, na Argentina e no Uruguai. A integração da produção de seguros se deu por meio da holding Santander Zurich, com sede na Espanha, sendo 51% do capital bem como gestão das empresas ficou por conta da Zurich.
O Santander manteve 49% do capital dessa holding e assinou um acordo de distribuição para a venda de produtos de seguro em cada país durante 25 anos. Na época, a operação foi avaliada em US$ 3,275 bilhões. A parceria contempla todas as modalidades de seguros, exceto automóveis, que segue de forma independente, com parceiros como Porto Seguro, Marítima e SulAmérica, além, claro, da oferta também do produto da Zurich. A operação de títulos de capitalização também ficou fora da parceria.
A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), promove de 06 a 09 de fevereiro, o VII Encontro Nacional FenaPrevi. O tradicional encontro, que acontece na Praia do Forte, Bahia, reunirá executivos e especialistas para debater tendências e perspectivas para os mercados de seguros de pessoas e previdência complementar aberta.
De janeiro a novembro de 2013, a arrecadação da previdência aberta registrou alta de 5,37% em relação o mesmo período do ano passado, com um total de R$ 65,2 bilhões. Já no ramo de seguro de vida, no acumulado de 2013 até novembro, o mercado de seguros de pessoas arrecadou R$ 23,5 bilhões em prêmios, 17,96% acima do que o obtido em mesmo período de 2012.
Um dos grandes desafios do Brasil, segundo apurou o blog Sonho Seguro, é lidar com o envelhecimento da população. A população de idosos no Brasil será multiplicada por quatro até 2050, segundo o livro “Melhores Aposentadorias, Melhores Trabalhos: Em Direção à Cobertura Universal na América Latina e no Caribe”, editado pela Unidade de Mercado de Trabalho e Seguridade Social do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID).
Durante o lançamento do estudo, realizado no último dia 29, o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, afirmou que manter a sustentabilidade do sistema previdenciário e, ao mesmo tempo, garantir a inclusão social da população nos benefícios previdenciários são as principais preocupações do Brasil diante do envelhecimento da população. As estimativas apontam que até 2050 a população com mais de 65 anos no país passará de 13 milhões para 51 milhões. Hoje, para cada aposentado, existem 10 trabalhadores potenciais. Em 2050, a proporção diminuirá para um aposentado para cada três trabalhadores potenciais. Ou seja, 40% não terão uma aposentadoria contributiva e dependerão do estado ou de suas famílias.
O estudo lista dez itens relevantes sobre a aposentadoria no Brasil:
– Três em cada dez pessoas com mais de 65 anos não têm aposentadoria
– A maioria dos aposentados recebe US$ 20 ou menos por dia
– 40% dos trabalhadores não contribuem para a Previdência Social
– Em 2050, quadruplicará o número de pessoas com 65 anos ou mais
– Hoje, para cada aposentado existem dez trabalhadores potenciais. Em 2050, essa proporção cairá para um aposentado para cada três trabalhadores potenciais
– 25% dos trabalhadores da classe média são informais
– Menos de três em cada dez trabalhadores autônomos estão poupando para a aposentadoria
– Em 2050 somente sete em cada dez adultos em idade de se aposentar terão economizado para o futuro
– No mínimo 15 milhões e no máximo 22 milhões de pessoas não terão economizado para a aposentadoria em 2050
– Apenas três em cada 20 trabalhadores de baixa renda poupam para a aposentadoria
O Banco Bradesco divulgou há pouco lucro líquido ajustado de R$ 12,202 bilhões em 2013, alta de 5,9% em relação ao resultado obtido no ano anterior, correspondendo a R$ 2,91 por ação, e rentabilidade de 18% sobre o Patrimônio Líquido Médio Ajustado. As atividades financeiras corresponderam a 69,3% do total e seguros, previdência e capitalização, representaram 30,7% do total.
O lucro líquido do braço segurador em 2013, de R$ 3,74 bilhões, superou em 4,3% o ganho apurado no mesmo período do ano anterior, em função do crescimento no faturamento de 12,3%; da melhora no resultado financeiro e patrimonial; e da manutenção dos índices de sinistralidade e de eficiência administrativa, informa o banco, segundo o blog Sonho Seguro.
Os prêmios emitidos de seguros, contribuição de previdência e receitas de capitalização atingiram R$ 49,752 bilhões em 2013, evolução de 12,3% em relação ao ano de 2012. O resultado foi creditado ao bom desempenho dos produtos de “Saúde”, “Capitalização” e “Vida e Previdência”, que apresentaram crescimento de 21,8%, 21% e 7,7%, respectivamente. O total pago em indenizações e benefícios, em 2013, pelo Grupo Bradesco Seguros atingiu R$ 33,8 bilhões, evolução de 27,95% em relação aos R$ 26,4 bilhões registrados em 2012. As Provisões Técnicas alcançaram R$ 136,229 bilhões, apresentando uma evolução de 9,7% em relação a dezembro de 2012. O retorno anualizado sobre o Patrimônio Líquido Ajustado ficou em 27,3%.
No 4o trimestre de 2013, o faturamento total apresentou crescimento de 30,9% em relação ao trimestre anterior, com destaque para o segmento de “Vida e Previdência”, que foi impulsionado pela maior concentração de contribuições de previdência privada no período. O lucro líquido do 4o trimestre de 2013 foi 14% superior ao resultado apurado no trimestre anterior, decorrente, basicamente: do crescimento de 30,9% no faturamento; da redução de 1,6 ponto percentual na sinistralidade; da melhora no resultado financeiro e patrimonial; e da melhora no índice de eficiência administrativa.
O comunicado ressalta que o Grupo Bradesco Seguros mantém os níveis de capital em compliance com os requerimentos regulatórios e adequados para fazer face aos padrões mundiais (Solvency II), apresentando uma alavancagem de 2,9 vezes o seu patrimônio líquido. A Bradesco Seguros encerrou 2013 com 45,675 milhões de clientes, com elevação de 383 mil segurados em relação a setembro e mais 2,610 milhões ante dezembro de 2012. O market share da companhia ficou em 24,2% no quarto trimestre contra 23,8% no terceiro e 24,8% em um ano.
Com investimento de R$ 3,4 milhões durante dois anos, o novo Data Center do grupo da JMalucelli está pronto. Alexandre Malucelli, presidente do grupo, destaca que foi um projeto avançado e que deverá ser sentido cada vez mais pelas empresas e funcionários que dependem de uma tecnologia de alta disponibilidade, avançada e presente, com operação e monitoramento 24 horas x 7 dias por semana. “O projeto se tornou enxuto pela expertise no direcionamento do nosso Comitê, da Travelers, e dos parceiros que caminharam conosco para atingirmos este grau de equilíbrio tecnológico”, destaca.
Os dois anos direcionados para a construção do novo centro de processamento de dados foram absorvidos entre planejamento, primeira fase destinada à construção civil do local que abriga os mais modernos equipamentos tecnológicos, até a implantação total, finalizada neste mês de janeiro.
Para o acompanhamento de todas as fases do projeto e implantação foi criado um Comitê Corporativo de TI, formado por técnicos da área escolhidos criteriosamente dentro das empresas para atuar na convergência das soluções técnicas entre as áreas de TI do Grupo, que pela sinergia busca a otimização dos custos globais. E que alcançou, logo no primeiro ano, uma economia de R$ 500 mil, traduzidos em benefícios para as empresas.
O potencial do novo Data Center, além da vantagem da redução do investimento descentralizado e de contribuir para uma maior e mais eficiente produtividade das empresas, traz estabilidade ao orçamento de TI, porque dispensa maiores investimento a médio prazo. O projeto foi idealizado de forma que as empresas não precisarão realizar grandes investimentos ao longo dos próximos anos para suportar a expansão, considerando que houve um aumento de quase 80% de usuários dos serviços tecnológicos no Grupo nos últimos anos.
Segundo a empresa, o novo Data Center representa segurança nos mais diversos níveis, e seu desenvolvimento foi acompanhado passo a passo pelos melhores parceiros, especializados na construção e implantação de modernos Data Centers. “Muitos parceiros se engajaram na nossa necessidade e vislumbraram o que já podemos usufruir no Grupo Segurador JMalucelli, Paraná Banco, CSC, JMalucelli Construtora, JMaluceli Energia, JMalucelli Equipamentos e Rental”, destacam os membros do Comitê Corporativo, Oscar Valliatti, Luciano Santos e Leandro Horning Carvalho.
A Susep divulgou no portal um boletim chamado de Retrospectiva 2013, produzido pela assessoria de imprensa FSB. Apesar de passar só a visão do cliente, há informações interessantes, que servem para executivos e analistas do setor. Por isso, vou compartilhar aqui. Mas é bom lembrar que essa é a visão que a diretoria da Susep quer passar sobre a gestão de Luciano Santanna, cotado a deixar o cargo quando a reforma de governo for finalizada pela presidente Dilma Rousseff. Boatos dão conta de que Luciano vai para a vice-presidência do Banco do Brasil e o secretário adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo de Oliveira, assume o comando da autarquia. Tal bastidor ainda não foi confirmado pelo governo.
Os destaques ficaram por conta do avanço do microsseguro, da inovação ao possibilitar o cadastramento de corretores via internet, a obrigatoriedade de ouvidorias pelas empresas do setor, a consolidação da implementação das regras de Solvência II, iniciada duas gestões antes, e na adoção de regras de fiscalização mais transparentes. Fica a critério de cada um julgar o conteúdo.
Segue a íntegra de alguns trechos do boletim disponível no portal www.susep.org.br ou no link http://www.susep.gov.br/setores-susep/seger/retrospectiva_susep_4.pdf
À frente da autarquia há pouco mais de dois anos e meio, Luciano Portal Santanna responde pela gestão que mais alte- rou normas no setor, sempre com foco principal no consumidor. Com sistemas mais transparentes e ágeis, o órgão comandado por ele hoje é reconhecido por sua eficiência administrativa.
A Susep tem priorizado a maior atenção ao consumidor?
A proteção ao consumidor é um dever do estado previsto na Constituição e uma prioridade deste Governo, que criou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e adotou diver- sas medias que resguardam seus direitos. Portanto, acredito que seja um dever também das autoridades reguladoras. Diria, neste sentido, que a própria existência da Susep se propõe a isso. Protegemos o consumidor quando zelamos, por exemplo, pela adequada constituição de reservas e aplicação dos ativos das companhias e quando exigimos o cumprimento dos contratos.
Quais medidas podem ser destacadas nesse sentido?
Implementamos uma série de ações de natureza específica. Entre elas, cito a mudança nas regras do seguro de garantia estendida, com a previsão de punição administrativa nas situa- ções de venda casada ou indução do consumidor à contratação e previsão de desistência do contrato. Vale mencionar também a criação de regras mais rígidas no setor de títulos de capitalização e, em breve, também no seguro viagem, segmento que cresceu muito nos últimos anos. Tomamos ainda outras importantes medidas de caráter geral em prol dos consumidores, como a simplificação do clausulado do seguro, estimulando a utilização de bilhetes que tornam mais claros os direitos e obrigações dos contratantes. Há também a questão da obrigatoriedade de ouvidoria nas empresas, departamento que tem autonomia decisória para revisão de casos de até R$ 100 mil e se comunica com a Susep no atendimento ao consumidor.
Quais alterações a Susep estuda para o seguro garantia?
Queremos um produto que seja efetivo no sentido de garantir a conclusão das obras de infraestrutura. Desta forma, o mercado de seguros pode dar uma contribuição maior, não apenas com o pagamento de uma indenização, hoje prevista em um percentual baixo em relação ao empreendimento, mas garantindo que a obra seja concluída. Uma alteração na legislação está sendo avaliada por um grupo de trabalho do Governo, no qual colaboramos tecnicamente.
Quais são hoje os principais projetos da Susep?
Temos muitos projetos em execução atualmente. Destaco o trabalho feito no âmbito do Conselho Nacional de Educação Financeira, no qual estruturamos um material didático com conteúdo de seguros e previdência complementar que, com o apoio do Ministério da Educação, poderá ser utilizado em todas as escolas de nível médio do País. Isso será fundamental para a formação do cidadão consciente da importância dos produtos de seguro e previdência complementar aberta, das suas características e dos seus direitos.
Qual tem sido a contribuição da Susep para o crescimento do mercado?
Um bom exemplo da nossa contribuição é a resolução que regulamentou a contratação de seguros e previdência complementar aberta por meios remotos, isto é, via internet e telefone. No Brasil, esse canal de distribuição não responde sequer por 1% dos contratos. Na Argentina, por exemplo, gira em torno de 17%, e em alguns países da Europa já atingem 30% dos con- tratos. Esse é um processo irreversível, propiciado pelo uso de novas tecnologias, que garantem proteção e redução de custos de contratação para o consumidor. As medidas que adotamos representarão um salto desse segmento no mercado brasileiro se seguros nos próximos anos.
Setor cresce
O conjunto dos mercados supervisionados pela Susep cresceu 13,5% de janeiro a novembro, em 2013, em relação ao mesmo período do ano anterior, em uma evolução inédita para o setor. Para Luciano Portal Santanna trata-se, sem nenhuma dúvida, de um dos segmentos que mais cresce na economia: o total das reservas técnicas, que são ativos garantidores dos contratos exigidos pela Susep, ultrapassou a cifra de R$ 472 bilhões.
”Esses recursos têm sido vitais para o alongamento da dívida pública. Estamos estudando ainda medidas que tenham um papel crescente nos investimentos privados de longo prazo, como infraestrutura. Fizemos isso, por exemplo, ao permitir que as seguradoras pudessem criar e controlar empresas para atuar em outros segmentos da economia”, destaca.
O ano de 2013 foi marcado por um forte crescimento do merca- do segurador. De acordo com dados do setor, o período foi en- cerrado com faturamento 14% maior do que o registrado no ano anterior, com cerca de R$ 290 bilhões em vendas de seguros, previdência, capitalização e saúde. Para a autarquia, o período foi marcado por uma gestão com foco no consumidor, com um trabalho consistente na área de ouvidorias e fiscalização das empresas do setor.
De acordo com dados de balanço da Susep, o ano de 2013 en- cerrou com 273 sociedades autorizadas a operar no Brasil. É um número muito expressivo – uma vez que a abertura do merca- do ressegurador aconteceu em 2007 e, atualmente, mais de 100 resseguradoras estão operando no mercado nacional.
Para 2014, há uma expectativa ainda maior para todo setor, principalmente em razão da edição da Resolução CNSP 294, de 2013, que disciplina a utilização de meios remotos nas opera- ções relacionadas a seguro e previdência complementar aberta. ”Assim ampliamos as formas de oferta de produtos, permitindo a redução dos custos e, em consequência, a ampliação da con- corrência”, conclui o superintendente.
Aposta na gestão Online
Para agilizar os processos de um mercado em constante crescimento – operado hoje por 119 sociedades segurado- ras, 18 sociedades de capitalização e 24 entidades abertas de previdência complementar – a Susep, em 2013, passou a receber e tramitar via online os pedidos de aprovação de pro- dutos das empresas.
Com uma significativa evolução registrada no último ano, de cerca de 20,7% em relação ao ano anterior, a quantidade de processos referentes a novos produtos protocolizados na au- tarquia passou de 1.914, em 2012, para 2.311, em 2013. Foram migrados, ainda, 2.388 produtos físicos para o sistema, totali- zando 4.699 produtos registrados eletronicamente no período.
De acordo com Regina Simões (foto), coordenadora responsável pela área de Produtos, o uso da nova ferramenta vai permitir maior controle, agilidade, redução de custos e transparência no processo. ”Este trâmite viabiliza o acompanhamento a dis- tância. O registro eletrônico possibilita a emissão de relatórios instantâneos sobre os produtos protocolados pelas empresas,
possibilitando suporte à fiscalização e às respostas encami- nhadas aos Órgãos de Governo e do Poder Judiciário, em tempo real, das análises e das decisões administrativas”, relata.
Com relação aos objetivos traçados em 2012 para este ano, merece destaque, também, a publicação da primeira versão do Relatório de Análise e Acompanhamento dos Mercados Supervisionados, que toma como base os dados estatísticos e contábeis encaminhados pelas companhias supervisiona- das. Este material apresenta a evolução histórica de receitas e provisões, análises de resultados, concentração e desempe- nho dos mercados supervisionados no primeiro semestre de 2013, além de projeções para o período subsequente.
”Faremos o mesmo na área de autorizações para novas em- presas e demais atos societários, bem como para os proces- sos administrativos sancionadores. Essas medidas darão maior eficiência administrativa, com enormes benefícios aos agentes de mercado”, conta Cássio Kelly, que coordena a área de Autorizações.
Microsseguros
A Susep, em linha com a política econômi- ca implementada pelo Governo Federal, iniciou um processo de inclusão social e financeira, criando condições adequadas para o ingresso de milhões de pessoas no mercado de seguros e previdência complementar aberta. Segundo Luciano Portal Santanna, superintendente da Susep, isso é algo extremamente signi- ficativo para a proteção da família brasi- leira, seja nos momentos de adversidade ou no planejamento da aposentadoria.
”Trabalhamos para tornar o seguro acessível à população, tanto pelo es- tímulo à redução do valor dos prêmios – já que o preço alto é o principal fator de exclusão – quanto pela viabilização de novos canais de acesso do segu- ro a todos. Fizemos isso por meio de medidas regulatórias, como o aumento da capacidade de retenção das segu- radoras e da edição de regras que não inviabilizassem a atuação de pequenas e médias empresas no setor, criando condições que permitem a efetiva con- corrência”, explica.
De acordo com pesquisas realizadas por conceituadas instituições internacionais, enquanto nos países desenvolvidos a maior parte da população está cober- ta por algum tipo de seguro, nos países emergentes e em desenvolvimento ape- nas um pequeno percentual de pessoas possui algum tipo de cobertura – sendo que as famílias pobres são as mais vul- neráveis aos riscos.
Para o superintendente, uma das medi- das mais importantes de sua gestão foi a edição do marco regulatório que esti- mulou o desenvolvimento do micros- seguro no País, criando condições para que milhões de novos consumidores ingressassem nesse mercado. Luciano
acredita que essas medidas garantirão a continuidade do crescimento do setor pelos próximos anos. Outra medida re- levante foi a publicação das resoluções que disciplinam as novas regras para a comercialização dos seguros massifica- dos pelo varejo.
”O varejo é um canal fabuloso de distri- buição de microsseguro. Para que te- nhamos uma ideia dos números, atual- mente existem apenas 45 mil corretores de seguros, que são responsáveis por mais de 80% dos contratos existentes no mercado. Se considerarmos que o Brasil conta com uma população superior a 200 milhões de pessoas, vamos verificar que o canal de corretagem de seguros não pode ser o único. Especialmente quando o valor dos prêmios não é atrativo para esses profissionais, como no caso do mi- crosseguros, de valor baixo. O varejo tem hoje cerca de 2,4 milhões de postos de venda. Mudamos, portanto, radicalmen- te, a dimensão da rede de distribuição de microsseguro no País”, comenta Luciano
O grupo segurador BB e Mapfre é a seguradora líder na área de vida no Brasil e na América Latina, com 23 milhões de pessoas seguradas. A companhia continua mantendo a primeira colocação no ranking de seguros de pessoas da Susep, tendo aumentado sua participação de mercado de 19,5% para 20,1% nos últimos 12 meses divulgados pelo órgão regulador, com R$ 4,7 bilhões em prêmios emitidos entre janeiro e novembro de 2013.
Em bases anuais, de novembro de 2012 a novembro de 2013 os dados da SUSEP mostram que o mercado para esse segmento, que engloba todo o conjunto de seguros de vida, como o seguro prestamista, os educacionais, de vida individual e em grupo, cresceu 17,9%. No mesmo período, o Grupo BB MAPFRE cresceu ainda mais: 22,2%.
O bom desempenho se deve ao amplo portfólio de produtos, que inclui desde os seguros populares até produtos feitos sob medida para os segmentos de alta renda, além de soluções corporativas para empresas de todos os portes.
“A empresa está sempre atenta e pronta a atender a novas demandas, como, por exemplo, as surgidas com o crescimento das classes C e D e o amadurecimento da cultura de seguros entre as classes mais altas, o que nos permite manter nossa liderança e crescer acima do mercado”, diz Bento Zanzini, diretor geral da área de Pessoas do grupo BB E Mapfre. “Temos uma forte presença em praticamente todos os nichos de mercado, porque nossa orientação é voltada para a busca permanente de soluções inovadoras para os nossos parceiros e clientes”, completa.
A construção de sólidas parcerias para alcançar cada um dos nichos de mercado também é apontada pelo diretor como um importante fator de sucesso. O Grupo tem investido na distribuição de seguros de vida por meio suas parcerias com mais de 16 mil corretores, pela utilização da rede bancária e de outros canais alternativos, visando fazer com que os produtos cheguem aos clientes da forma mais conveniente para eles.
Um exemplo dessa conveniência é a utilização de terminais de auto-atendimento de agências bancárias, que permitem aos seus usuários a aquisição de seguros de forma simples e rápida. Este canal precisa de planos competitivos e acessíveis e os produtos devem oferecer coberturas para os riscos percebidos pelos clientes como sendo os mais significativos, como morte e invalidez e perda de renda, além de um conjunto de benefícios e assistências que atendem às principais aspirações das famílias.
O público feminino, que está cada vez mais presente no mercado de trabalho, também tem apresentado um importante crescimento na busca por proteções pessoais e familiares. Para esse público, o destaque do Grupo é o Seguro Vida Mulher, que, além das proteções tradicionais, oferece cobertura para casos de câncer de mama, útero e ovário, que são as principais incidências e focos da preocupação feminina.
A instabilidade e a incerteza criadas pela Primavera Árabe aumentaram significativamente o nível do risco político dinâmico para os investidores estrangeiros diretos que operam no Oriente Médio e no Norte da África, a região conhecida como MENA, de acordo com o Mapa de Risco Político 2014 da Marsh e Maplecroft. Mais de 60% dos países da região têm experimentado um aumento significativo no nível de violência política desde 2010, refletindo as implicações do risco político a longo prazo na sociedade, proveniente de uma mudança de regime forçado.
Produzido em parceria com a Prática Global de Crédito & Risco Político da Marsh e com a empresa de análise de risco e mapeamento, Maplecroft, o mapa divulgado anualmente reúne os dados do relatório “Political Risk Atlas 2014”, que destaca os riscos políticos em 197 países, incluindo conflitos, terrorismo, estabilidade macroeconômica, Estado de Direito e os ambientes regulatórios e de negócios.
De acordo com o mapa, desde 2010 17 países sofreram um aumento significativo de risco político, sendo que mais da metade estão localizados na região do MENA. A Síria foi palco do aumento mais significativo no risco e agora é classificada como o segundo país de maior risco, atrás apenas da Somália. Pela primeira vez o Egito foi categorizado como risco “extremo” no quesito violência política, uma deterioração impulsionada pela violência pós-golpe e aumento da atividade terrorista na Península do Sinai. Em 2012, a África Oriental fez parte da maioria dos países com aumento da violência política.
“O aumento da violência política na África Oriental apresenta desafios significativos aos investidores estrangeiros, que procuram a região após a descoberta de reservas substanciais de Petróleo e Gás”, diz o CEO da Maplecroft , Alyson Warhurst. Ainda completa que o risco social associado de acordo com o “Political Risk Atlas 2014” da Maplecroft é o principal incentivo ao aumento no risco político da região do MENA e em outros países.
Apesar destes riscos, investidores podem encontrar oportunidades nos mercados em crescimento. O risco político geral tem melhorado significativamente desde 2010 em seis mercados hoje em crescimento: Filipinas, Índia, Uganda, Gana, Israel e Malásia. Esta constante melhoria se reflete, em parte, a uma queda na violência política nas Filipinas, Índia e Uganda e a melhorias significativas nos níveis de governança na Malásia e Israel. Um cenário positivo aos negócios e à economia também ajudou a diminuir o nível geral de risco nessas principais economias, observam a Marsh e a Maplecroft.
“As empresas com investimentos estrangeiros diretos e os contratos transfronteiros continuam a operar a uma rápida mudança, a paisagem política global altamente volátil que pode sofrer com consequências negativas”, comenta o Líder Global das Práticas de Crédito e Risco Político da Marsh, Evan Freely. Para ele, é indispensável que as empresas estejam a par das principais questões que afetam as regiões em que atuam e tenham planos para proteger os seus interesses estratégicos das ameaças de mudanças políticas e violência imprevistas.
O cenário econômico em 2013 não foi dos melhores, com fraco desempenho do PIB, alta da inflação e elevação da taxa de juros. Mas o setor de seguros manteve-se em crescimento, apesar do aumento da incidência do roubo de veículos e do decepcionante desempenho das grandes obras (PAC, Copa do Mundo, pré-sal etc.), que não geraram o volume de negócios esperados. Neste ano, em que haverá Copa do Mundo e eleição, como se comportará a economia? Quais as perspectivas para o setor de seguros? Estas e outras perguntas serão respondidas pelo economista Francisco Galiza, da Rating Consultoria, em Palestra do Meio-Dia da APTS, dia 11 de fevereiro, na sede da entidade.
Galiza apresentará um resumo dos principais estudos econômicos realizados recentemente sobre o setor de seguros e analisará os principais fatos que impactaram o mercado segurador em 2013. Considerando o atual cenário de incertezas econômicas, ele também fará projeções para o setor em 2014, baseado no retrato atual dos principais indicadores, e comentará as tendências internacionais.
Galiza é mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas, engenheiro Naval pela UFRJ e autor de diversos trabalhos publicados na área de seguros. Mensalmente, ele calcula e publica o ICES, que é um índice indicativo do grau de confiança do mercado de seguros. Atualmente, Galiza é um dos consultores mais requisitados pelas grandes corporações para a definição de estratégias na área de seguros.
Serviço
Palestra do Meio-Dia “O mercado segurador brasileiro em 2013 e perspectivas para 2014”
Apresentação: Francisco Galiza
Data: 11 de fevereiro de 2014 – Horário: das 12h às 13h30
Local: Sede da APTS – Largo do Paissandu, nº 72, 17º andar, conj. 1704, Centro, S. Paulo, SP.
Informações e inscrições pelos telefones (11) 3227 4217 e 3229 6503 ou pelo e-mail apts@apts.org.br com Laine.
Informações à imprensa com Márcia Alves – (11) 2293 1854 – madlis@uol.com.br
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