BTG e Caixa negociam ramo de seguros, informa jornal O Estado de S.Paulo

parceriasFONTE: Reuters

O BTG Pactual e a Caixa Econômica Federal negociam uma parceria no negócio de seguros, duas fontes com conhecimento direto do assunto disseram nesta sexta-feira, movimento que visa a fortalecer a sociedade de negócios existente.

BTG e Caixa estão considerando comprar a unidade do Banco Pan no qual são sócios, disseram as fontes, que pediram anonimato porque o negócio está em andamento. A primeira fonte observou que o BTG planeja fundir seguradora do Pan em sua própria divisão.

A Caixa também está estudando uma parceria mais ampla com BTG Pactual no ramo de seguros, as fontes acrescentaram, embora até agora os termos não tenham sido decididos. O banco Pan poderia usar os recursos da venda de sua seguradora, algo em torno de 600 milhões de reais, para dar sustentação ao seu negócio.

O BTG Pactual iniciou suas operações de seguros no ano passado, com foco em produtos como garantias de cumprimento de projetos de engenharia e petróleo e responsabilidade civil de obras de construção. Para a Caixa, pode ser a oportunidade de o banco diminuir a diferença que tem em relação aos principais bancos comerciais do país no ramo de seguros.

BTG e Caixa também estão concluindo os termos de uma injeção de capital de 1,5 bilhão reais no Banco Pan, como parte dos esforços para ajudá-lo a retornar à lucratividade, as fontes disseram. Tanto os negócios em seguros como a capitalização do Pan “andam de mãos dadas”, e podem ser anunciados de forma conjunta, disse a primeira fonte. O Banco Pan é 34 por cento detido pelo BTG Pactual enquanto Caixa tem uma fatia de 37 por cento.

Consultados, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal e Banco Pan disseram por meio de suas assessorias de imprensa que não comentariam o assunto. A possível venda da unidade de seguros PanAmericano ao BTG Pactual foi divulgada pelo jornal “O Estado de S.Paulo” nesta sexta-feira.

Icatu receberá cerca de R$ 240 milhões para transferir cessão de venda a Brasilcap

A BB Seguridade anunciou nesta sexta-feira que seu controlador Banco do Brasil, a BB Corretora de Seguros, a Icatu e a Brasilcap assinaram contrato de cessão de direitos para iniciar a venda de produtos de capitalização nas agências do Banco do Brasil originárias do Banco Nossa Caixa.

Segundo comunicado, o acordo prevê a cessão pela Icatu à Brasilcap de seus direitos e obrigações como parceira no acordo operacional para comercialização de títulos de capitalização com o Banco Nossa Caixa.

Também deve ocorrer a cessão pelo BB à BB Corretora dos direitos de venda de títulos de capitalização nas agências do BB oriundas do Nossa Caixa, o que permitirá à BB Corretora iniciar a venda de produtos de capitalização da Brasilcap Nas agências. Por fim, o acordo prevê também a obrigação da Brasilcap pagar à Icatu Cap R$ 61,6 milhões em quatro parcelas anuais, como preço da cessão.

Mongeral Aegon promove ações de conscientização durante a 1ª Semana Nacional de Educação Financeira

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Atenta à importância do tema, a companhia, que tem como propósito “ajudar as pessoas a assumirem a responsabilidade pelo seu futuro financeiro”, promoverá debates com seus colaboradores e corretores parceiros sobre o tema e divulgará vídeos de especialistas com dicas sobre educação financeira em seu canal doYouTube. No dia 07 de maio, quarta-feira, Helder Molina, presidente da companhia, falará sobre a educação financeira na cadeia de valor da empresa, no painel sobre “Iniciativas de educação financeira – o que é o seguro, para que serve, qual o valor para o segurado” durante a 4ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros. Helder apresentará como o seguro de vida e a previdência atuam como indutores diretos e indiretos de educação e planejamento financeiro junto aos principais públicos de relacionamento da empresa e sua cadeia de valor.

A empresa já desenvolve iniciativas como o portal Eu Planejo 360º, com dicas sobre planejamento e simuladores que permitem se programar para diversas fases da vida; orienta seus clientes a avaliarem seus perfis antes de iniciarem algum tipo de investimento; e promove o tema junto aos seus colaboradores e corretores parceiros.

Com a proposta de dar continuidade às ações realizadas durante esta semana, a empresa seguirá uma agenda de palestras e workshops para o público interno, ampliando o conhecimento dos funcionários sobre a importância da educação financeira e como é possível fazer este planejamento, e focando no Mongeral Aegon Fundo de Pensão, benefício exclusivo para funcionários.

“Torcedor Seguro” leva teatro, brindes e informação para quatro cidades brasileiras

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Como parte das ações que integram a Semana Nacional de Educação Financeira – ou Semana ENEF (www.semanaenef.gov.br) –, a iniciativa “Torcedor Seguro” vai levar para as ruas de quatro cidades brasileiras – Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre – apresentações teatrais que abordarão de forma lúdica a presença do seguro no dia-a-dia dos torcedores.

Com a proximidade da Copa do Mundo, o teatro chega como um meio atrativo para entreter e conscientizar financeiramente a população, lançando mão da mímica como principal forma de expressão. A ação é fruto de uma parceria entre a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), com patrocínio da Escola Nacional de Seguros (Funenseg) e da Caixa Econômica.

As apresentações, de aproximadamente quinze minutos, ilustrarão situações de risco que uma família de torcedores enfrenta – que vão desde o deslocamento de casa até o estádio, passando por confusões na arquibancada até a comemoração de um gol. Por ser uma ação de educação financeira com foco em seguros, o objetivo é mostrar que vencer também é uma questão de estar seguro, celebrando a vitória de um torcedor campeão que, acima de tudo, está protegido. Brindes e folders comunicativos serão distribuídos para o público, que poderá interagir com o mestre de cerimônia em uma arquibancada. Além disso, um caminhão personalizado com a identidade visual da campanha circulará pela cidade, levando todo o equipamento técnico, cenográfico, figurino e brindes.

Além desse, outro importante evento com foco em educação financeira que faz parte da agenda da Semana ENEF é a 4ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros. O evento acontece nos dias 6 e 7 de maio, no Hotel Caesar Business, em São Paulo, e terá entre os palestrantes o economista Eduardo Gianetti e o presidente da Microinsurance Innovation Facility da OIT, Craig Churchill.
Serviço:

“Torcedor Seguro”

Data: 05/05/2014 a 16/05/2014

Locais: Rio de Janeiro (Largo da Carioca – 05/05 e 06/05) / Belo Horizonte (Praça da Liberdade – 08/05 e 09/05) / Porto Alegre (Praça da Encol – 12/05 e 13/05) / São Paulo (Praça da Sé – 15/05 e 16/05)

Sobre a ENEF:

A Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), política pública instituída por decreto presidencial em 2010, nasceu com a finalidade de promover a educação financeira e previdenciária da população e fortalecer a cidadania, eficiência e solidez do mercado financeiro, de capitais, de seguros, de previdência e de capitalização. Com a ENEF, a educação financeira passa a ser uma política de Estado, de caráter permanente, envolvendo instituições, públicas e privadas, de âmbito federal, estadual e municipal. A Semana ENEF é coordenada pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF), instituído para coordenar a execução da ENEF e que reúne, entre outros órgãos e entidades, o Banco Central, a SUSEP, a CNseg, a BM&FBovespa e a Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), além dos Ministérios da Educação, da Justiça, da Previdência Social e da Fazenda.

Sobre a CNseg:

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) elevou em 2008 ao status de Confederação a Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização. A CNseg conta em sua formação com a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), a Federação Nacional de Previdência Privada (FenaPrevi), a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), e a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). A entidade reúne 189 das 196 seguradoras brasileiras e representa o mercado perante o Governo Federal, a sociedade em geral e as entidades nacionais e internacionais.

Associadas à FenaSaúde realizaram mais de 360 milhões procedimentos em 2013, com aumento de 7,9% em relação a 2012

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A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) acaba de lançar os dados assistenciais registrados pelas associadas à entidade. De acordo com o levantamento, foram realizados 366 milhões de procedimentos, entre consultas médicas, exames, terapias, atendimentos ambulatoriais e internações, registrando crescimento de 7,9% em relação ao ano de 2012. As internações e os exames complementares foram os eventos que mais aumentaram: 13,1% e 10%, respectivamente. No período, a quantidade de beneficiários das associadas à FenaSaúde expandiu em 8,6%, contra aumento de 4,6% do mercado de saúde suplementar.

O estudo mostra, também, a taxa de eventos por pessoa apta a utilizar o plano, ou seja, beneficiário que não está em período de carência. Os dados traçam o perfil de utilização dos usuários de planos de saúde por ano: em média 5,4 consultas; 15,4 exames; 1,1 terapias; 3,5 atendimentos ambulatoriais, e 15,4 internações (por cem beneficiários).

Para o diretor-executivo da FenaSaúde, José Cechin, os números apontam para um aumento de ocorrência de eventos mais custosos às operadoras. “Observamos que houve uma elevação significativa na realização de exames e de internações, que são os procedimentos mais caros à operação do setor, acima do crescimento do número de beneficiários, que foi de 8,6%.”

Um importante ponto que o estudo traz é o aumento constante, nos últimos três anos, no número de exames solicitados a cada consulta. Em 2011, havia a solicitação de 2,49 exames a cada consulta. Em 2013, o aumento foi de 16%, sendo 2,8 exames por consulta, em média.

A entidade fez um comparativo entre a realização de ressonância magnética e tomografia computadorizada feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pela Saúde Suplementar, pelas associadas à Federação, no Brasil e em países desenvolvidos, a cada mil habitantes. Os dados mostram que, enquanto o SUS realiza 4,5 ressonâncias, o setor privado registra 90,1. Quando analisadas apenas as operadoras associadas à FenaSaúde, a diferença é ainda maior: 144,9.

A média destes exames em países como Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, França e Reino Unido não chega a 50 ressonâncias a cada 1.000 habitantes.

Para a tomografia computadorizada, a diferença é menor, mas não menos chocante. Enquanto o SUS realiza 18,4 exames deste tipo a cada 1.000 habitantes, o mercado realiza 95,1 e as associadas à FenaSaúde, 145,7. Quando observada a média de outros países, o número se aproxima aos índices que a entidade registra e chega a 128,2, em média.

“Os números apontam que a saúde suplementar realiza mais de 20 vezes a quantidade de exames de ressonância magnética do que o SUS e cinco vezes mais tomografias que o sistema público. Quando analisamos a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, vemos que a média de realização destes dois exames fica mais próxima aos números da saúde suplementar”, afirma Cechin.

Dados econômicos

Segundo a FenaSaúde, as associadas registraram, em 2013, uma receita de R$ 44,3 bilhões. As despesas totais somaram R$ 42,5 bilhões, sendo R$ 35,7 bilhões os custos assistenciais das operadoras. O resultado operacional obtido no ano passado foi de R$ 1,8 bilhão.

As associadas encerraram 2013 alcançando R$ 12,1 bilhões em provisões técnicas, o que representa 50% de todo o mercado de saúde suplementar (R$ 24,2 bi). Esses valores são reservas financeiras constituídas ao longo dos anos e que devem ser mantidas, obrigatoriamente, pelas operadoras e seguradoras de saúde para garantir o custeio assistencial dos beneficiários do setor de saúde privada.

Guia da FenaSaúde traz informações para o consumidor

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) acaba de lançar um Guia do Consumidor que esclarece as principais questões referentes aos planos de saúde, utilizando uma linguagem didática, sem termos técnicos, para facilitar o entendimento. “Percebemos a necessidade de criar um guia que seja útil e claro para o cidadão, evitando jargões do setor e tirando dúvidas comuns que envolvem os contratos. São informações de grande utilidade tanto para quem já tem plano de saúde quanto para quem deseja adquirir,” explica o diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), José Cechin. A versão digital do guia pode ser obtida, gratuitamente, via download, no hotsite Plano de Saúde – O que Saber (http://www.planodesaudeoquesaber.com.br/).

O conteúdo traz as regras válidas na prestação do serviço de saúde suplementar do país, de acordo com a legislação em vigor e com as normas editadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Foram abordados temas importantes, como vigência de carências, redes de atendimento, procedimentos cobertos, reajustes de mensalidade, reembolso, portabilidade e tipos de planos quanto à cobertura assistencial.

De acordo com José Cechin, a FenaSaúde espera que o guia seja uma importante ferramenta para disseminar informações sobre o funcionamento do sistema privado de saúde, com agilidade e transparência. A inciativa faz parte de uma série de ações da Federação para melhorar o entendimento do setor que é bastante complexo em termos de regras e normativos. Dentro do projeto Plano de Saúde O Que Saber já foram criados hotsite, página do Facebook, colunas em jornais, workshops, além de boletins trimestrais com estatísticas. O guia segue a estratégia de atuação das associadas que se empenham em garantir a sustentabilidade do sistema e zelo pelas melhores práticas no relacionamento com fornecedores de serviços médicos e na prestação de serviços ao consumidor.

Caixa lança seguro residencial

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A Caixa Seguros lança o Caixa Seguro Lar+. Além das tradicionais coberturas dos produtos habitacionais danos físicos ao imóvel e morte e invalidez permanente , o novo seguro terá coberturas para danos internos no imóvel, como incêndio, raio, roubo e furto. O cliente contará ainda com outros benefícios exclusivos: a Assistência 24 horas para o lar, com serviços emergenciais de chaveiro, eletricista e encanador, e sorteios mensais. O produto será lançado na próxima sexta-feira, 2, em São Paulo, durante o Feirão CAIXA da Casa Própria.

A partir do dia 2, qualquer cliente que contratar um financiamento imobiliário na Caixa (FGTS e SBPE) poderá optar pelo Seguro Lar+, que custará em média apenas R$ 0 a mais que o seguro habitacional comum de aquisição obrigatória para quem faz financiamento. Os mutuários também concorrem a sorteios mensais de até R$ 750 mil, que poderão ser utilizados para quitação do saldo devedor.

O produto é o único seguro habitacional do mercado que protege também o que está dentro do imóvel, afirma Ricardo Talamini, diretor de seguros para financiamentos da Caixa Seguros. Por uma pequena quantia a mais, o cliente tem direito a um seguro residencial completo, com assistência 24h , explica.

Entenda a diferença

Seguro habitacional e seguro residencial não são a mesma coisa. O habitacional costuma cobrir apenas o dano físico à construção e quitar a dívida do financiamento em caso de invalidez ou morte do mutuário. O residencial protege o imóvel e o que está dentro dele de incêndios, explosões, vendavais e roubos, entre outras coisas.

O Seguro Lar+ é o único do mercado que oferece as principais vantagens dos dois tipos de seguro. O cliente garante o financiamento, protege a residência e ainda concorre a prêmios para quitar o financiamento. A partir do dia 2, o produto estará disponível em todas as agências CAIXA e durante as etapas do Feirão em todo o país.

Entrevista do titular da Susep para o Brasil Econômico

Brasil Econômico

Superintendente da Susep diz que mercado segurador pode dobrar em cinco anos

Rio – Roberto Westenberger, em sua primeira entrevista como superintendente da Susep, diz que o órgão vai trabalhar como fomentador do setor de seguros, inclusive desenvolvendo novos produtos. O executivo acredita que, em cinco anos, o mercado segurador é capaz de dobrar o tamanho.

O senhor tem um número do quanto o seguro tem a avançar?

O dever de casa é chegar a 10% do PIB do Brasil. Com o peso que a economia brasileira possui, nós não podemos nos satisfazer com menos. Hoje, algumas estatísticas envolvem a previdência, outras não, mas pode-se pensar em 5%. A grosso modo, esse é o número que não contempla a previdência fechada. Mas 10% é um número que está mais compatível com a realidade brasileira.

Em quanto tempo imagina o alcance dessa meta?

Não é irreal a gente pensar em uma faixa de três a cinco anos. Vai depender da velocidade da modernização do mercado e da utilização de novos canais (de venda de seguros). Eu considero como certo que, em cinco anos, a gente dobre o mercado. Como estamos devendo, não vamos precisar de inovações muito grandes para chegar.

No seu pronunciamento de posse, o senhor falou na Susep como agência de fomento.

Eu apresentei as linhas gerais filosóficas ou os princípios que vão orientar minha gestão. E esses princípios são seis, seis pilares, para fazer uma espécie de comparação bem humorada com a Solvência II, que é o paradigma regulatório que está sendo implementado na Europa. E que o Brasil, de certa forma, busca aderência ao modelo.

E então…

Então, eu falei na visão da Susep mais desenvolvimentista do que policialesca. Eu entendo que o papel da Susep, como autoridade reguladora no mercado de seguros, é contribuir mais com o desenvolvimento, com a ampliação. E o mercado brasileiro deve ampliação. Se você olhar o mercado no Brasil e comparar com outros mercados em outras partes do mundo, mesmo em países comparáveis em termos de desenvolvimento ao Brasil, você vai ver que nós estamos atrás.

Então, qual será a prioridade?

Eu diria assim: a prioridade da Susep nunca vai ser multar, fiscalizar, regular. Isso vai ser sempre uma consequência de um papel maior, de uma atuação no desenvolvimento e no crescimento do mercado. Como consequência, virá o seu papel regulatório. A atuação da Susep sempre vai se dar – pelo menos enquanto eu for o gestor – tendo em vista que seu papel é ajudar o mercado a se desenvolver. Evidentemente, nunca em detrimento do papel policialesco que tem. Sem perder de vista o seu papel legal de fiscalizador e de regulador.

Na prática, já tem algo em vista, pontos a serem atacados?

O próximo passo é fazer um planejamento. Nós já temos definida a dinâmica da criação de um grupo. Eu não vou chamar de planejamento estratégico, porque já existe um planejamento estratégico na Susep. Mas eu diria que seria um plano de ação, com ações de curto e médio prazos que vão buscar sempre a sintonia com o plano estratégico.

E o que o mercado pode esperar?

Pretendemos fazer com que o papel da Susep tenha um ingrediente de pró-atividade nessa área de produtos, ou seja, que a Susep atue efetivamente induzindo o desenvolvimento de produtos que o mercado não os tenha ainda. A Susep realmente pensar no produto que não existe no mercado, mas evidentemente seja um produto que atenda a necessidade do público consumidor.

A Susep como uma fábrica de produtos de seguros?

Temos um plano de criar um laboratório de produtos. Exatamente um grupo de pessoas aqui, que vai estar meio que fora da rotina, do dia a dia de aprovação, de autorização de produtos. Vamos chamar assim: serão cientistas de produtos. O laboratório, como o nome diz, tem cientistas dentro. Então, será um laboratório em que nós pretendemos induzir, com meios gerenciais, com meio de incentivos, a criação desses novos produtos.

E órgão vai buscar a colaboração do mercado?

A Susep vai trabalhar com as seguradoras, que são as fábricas desses produtos; vai trabalhar com o corretores, pois hoje é a classe, por excelência, que permite a intermediação do produto; e, evidentemente, com o consumidor no sentido de capturar as suas necessidades.

Em que ramos o senhor enxerga espaço para novos produtos

Se pegarmos os ramos considerados mais desenvolvidos no Brasil – saúde e automóvel – que são considerados, até erroneamente pelo mercado, como ramos quase que saturados. Se você olhar o tamanho da frota segurada no Brasil, você vai ver que não chega à metade dos carros. Então, ainda tem outra metade de carros circulando que não tem qualquer tipo de seguro. Será que não tem um produto específico para essa metade da frota brasileira? Esse laboratório vai ter essa finalidade. Claro que não é o produto do dia a dia que está sendo oferecido, porque essa metade da frota já não quis comprar. O pessoal diz que os carros mais antigos o mercado segurador não tem interesse em segurar. Mas será que se você desenvolver um produto especificamente voltado para essa categoria de carros não vai ter possibilidade de aceitação?

Há paralelo em outro país?

O paralelo lá fora que me ocorre é o mercado de riscos residuais de automóveis nos Estados Unidos. A propósito, lá o seguro de responsabilidade civil é obrigatório. Você não pode dirigir um carro se não tiver esse seguro. Consequentemente, um consumidor que não seja aceito por nenhuma seguradora, teoricamente, não poderia dirigir. Então, foi criado um produto que se chama, dentro desses ramos de seguros, risco residual, que é o risco que não conseguiu uma colocação dentro do mercado de seguros.

E qual foi a resposta do mercado?

Por uma dessas ironias do destino – e eu espero que isso até induza alguma seguradora brasileira a fazer o mesmo – essa empresa que começou a desenvolver esses produtos de risco residual, que eram novos e evidentemente adaptáveis a uma situação de rejeição geral por companhias, porque significavam maus riscos na visão das seguradoras, acabou se transformando hoje na segunda maior seguradora de automóveis nos Estados Unidos, que se chama Progressive.

A ideia se aplica a outros ramos?

A ideia do laboratório é enfocar esses ramos de segundo onde haja espaço de desenvolvimento, é olhar o segmento de mercado mal atendido, o produto que ainda não existe e que deveria existir. Vou dar outro exemplo: o seguro saúde – com uma grande linha divisória, porque seguro saúde é área regulamentada por outro órgão regulador, a ANS. Dentro de uma possível cooperação até com a ANS, nós imaginamos cobertura de saúde que a gente chama de segundo risco. Você pegar um indivíduo que tem um plano de saúde, por exemplo, numa grande empresa, mas que aquele plano não cubra suficientemente as necessidades de cobertura de risco de um determinado segurado. O mercado, então, oferece ao nível de uma segunda cobertura um produto que atenda a esse nicho. Universal life é outra área que carece também de um desenvolvimento maior. Seguro agrícola, seguro de crédito, resseguro pra riscos considerados de menor interesse residuais, como as destilarias de álcool, são outros áreas.

O senhor falou em seis pilares na sua gestão?

O primeiro pilar é a valorização do servidor. Tenho absoluta convicção que a Susep tem quadros de nível excelente e, tão logo esses recursos sejam objeto de motivação correta, a Susep terá meios de cumprir seu papel com sobra. O terceiro pilar (o primeiro citado foi a Susep como desenvolvedora) é a modernização da casa, induzindo a modernização do setor. Embora soe pretensioso, sonhar não custa nada. Nós vamos trabalhar para que a Susep trabalhe em um nível de automação jamais pensado. Tem uma questão de recursos, que vamos procurar equacionar. O quarto pilar é a internacionalização. Hoje, com o mundo globalizado, a Susep não pode mais ter a pretensão de trabalhar como uma ilha.

E a Susep já deu algum passo nesse sentido?

Nós assinamos protocolo de intenções, de fazer a ponte com Solvência II, com o órgão regulador europeu, que está implantando essa filosofia de regulação chamada Solvência II. Parte do princípio que a fiscalização deve se dar mais na gestão da empresa do que nos quantitativos. Um não significa a exclusão do outro. Mas se você atua garantindo que a empresa está bem gerida, em termos de seus riscos, significa que os seus quantitativos vão estar bem dimensionados.

E os dois últimos pilares?

O quinto pilar é a busca do equilíbrio, em todas as decisões da Susep, entre os interesses dos seguradores, corretores e consumidores, que constituem o tripé fundamental de atuação do órgão. A busca desse equilíbrio se dará sempre em prol de um interesse maior, que é o interesse público. O sexto pilar é a capacitação em todos os níveis. A valorização dos servidores, para que desenvolvam mais a potencialidade que já possuem; em relação a seguradoras e corretoras, com a cobrança e a implantação de programas de certificação; e a própria educação, a capacitação do próprio consumidor de seguros.

A prorrogação do prazo para adequação à 297 ocorreu dentro do princípio de equilíbrio?

Com certeza. O espírito da resolução é a criação e a expansão de um canal de venda importante. Por meio da criação dos representantes legais, você normatiza, viabiliza e regulariza a venda de seguros no canal do varejo. Evidentemente, também como subprodutos dessa regulamentação, você tem a coibição de abusos que estavam ocorrendo dentro desse processo. Com isso, você tem uma melhor eficiência desse canal de vendas. O adiamento da resolução 297 é um exemplo de que, sim, a Susep olha o desenvolvimento de canais alternativos dentro desse programa de expansão de mercado.

E qual foi o maior problema de ajustamento das empresas?

Foi a operacionalização como um todo. O adiamento do prazo, nesse caso, se deu muito mais em função do entendimento. Fomos procurados pelas seguradoras, pelos corretores; tivemos conhecimento que as o varejo tinha essa dificuldade. Articulamos com a Senacon – que congrega toda a questão dos Procons e materializa, em uma organização, o atendimento ao consumidor – no sentido de que se a gente permitisse o adiamento, sem mexer na resolução, teríamos atendimento melhor ao consumidor. Esse foi o espírito do adiamento: qualidade maior no atendimento ao próprio consumidor.

Com apoio da Allianz, Mozarteum estreia com concertos de Vivaldi e obras de Mozart e Bach

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Daniel Hope e a Arte del Mondo marcarão a abertura da programação. Juntos, o músico britânico e a orquestra alemã de corda executarão obras de Mozart e Bach e, pela primeira vez na América Latina, os concertos As Quatro Estações de Vivaldi “Recomposed” por Max Richter.

As apresentações da temporada de 2014 do Mozarteum Brasileiro começarão em 6 de maio e, as últimas, ocorrerão em 5 de novembro. A programação está concentrada na Sala São Paulo e inclui sete atrações com variação de estilos e culturas. A britânica Philharmonia Orchestra será a única a se apresentar, além da capital paulista, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 17 de setembro.

Pelo quarto ano consecutivo, a Allianz Seguros é patrocinadora do Mozarteum, que tem como objetivo central aproximar a música clássica da sociedade brasileira. “Com a programação do Mozarteum, os brasileiros têm oportunidade de assistir a apresentações de músicos de várias partes do mundo e de renome internacional sem sair do país”, ressalta Felipe Gomes, diretor de Gestão de Mercado e Estratégica da Allianz.

Confira a agenda completa

DANIEL HOPE, violino & ARTE DEL MONDO

6 e 7 de maio – Sala São Paulo

OSLO CAMERATA

Stephan Barratt-Due, direção e violino

Eivind Holtsmark Ringstad, viola

19 e 20 de maio – Sala São Paulo

NATALIE DESSAY, soprano, LAURENT NAOURI, barítono & MACIEJ PIKULSKI, piano

4 e 5 de agosto – Sala São Paulo

PHILHARMONIA ORCHESTRA

Vladimir Ashkenazy, regente

Nelson Freire, piano

15 e 16 de setembro – Sala São Paulo

17 de setembro – Theatro Municipal do Rio de Janeiro

BRUNO WALTER SYMPHONY ORCHESTRA

Jack Martin Händler, regente

Stefan Stroissnig, piano

30 de setembro e 1 de outubro – Sala São Paulo

MOSCOW SOLOISTS

Yuri Bashmet, viola

25 e 26 de outubro – Sala São Paulo

BEIJING SYMPHONY ORCHESTRA

Tan Lihua, regente

4 e 5 de novembro – Sala São Paulo

Serviço

Mozarteum Brasileiro

Local: Sala São Paulo – Praça Júlio Prestes, 16 – São Paulo

Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano, S/N

Informações e ingressos: Mozarteum Brasileiro – Rua Pedroso Alvarenga, 58

(11) 3815-6377 ingressos@mozarteum.org.br ou www.ingressorapido.com.br

Sobre o Mozarteum Brasileiro

O Mozarteum foi fundado em 1981 por Sabine Lovatelli e Claude Sanguszko, com o compromisso de manter a sociedade atualizada sobre os conceitos e expressões artísticas que se desenvolvem nos principais centros ao redor do mundo, tornando-se hoje uma das mais importantes associações culturais do país. Ao longo de sua trajetória, a instituição já trouxe ao Brasil importantes orquestras, como as filarmônicas de Berlim, Viena, Munique e de Nova York, companhias de dança, como o Bolshoi e o New York City Ballet e também renomados solistas, grupos de câmara, coros e regentes. A produção de grandes concertos é, no entanto, apenas uma das atividades que posicionam o Mozarteum entre as principais entidades promotoras da música clássica. O Projeto Mozarteum concentra atividades educativas voltadas ao desenvolvimento da excelência musical para jovens talentos e amantes da música. São Masterclasses e programas de intercâmbio e bolsas de estudo nas melhores academias internacionais para estudantes de música, palestras no Clube do Ouvinte aos espectadores da temporada de concertos, além de Matinês Clássicas para Crianças e Concertos ao Ar Livre em parques públicos.

AIG contribui para a Evolução dos Profissionais de Resseguros

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A partir do segundo Trimestre de 2014, o profissional do mercado ressegurador passará a ganhar uma certificação que permite identificar o nível de conhecimento técnico, qualificando-o para o mercado. A iniciativa da Fenaber em conjunto com a Funenseg, Escola Nacional de Seguros, teve o apoio da AIG, líder mundial em seguros gerais, patrimoniais e de responsabilidade civil, por meio da participação de Marcos Fugise, Diretor Técnico da Resseguradora AIG Brasil. O executivo liderou a Comissão de Certificação de Profissionais de Resseguros, a partir da percepção da necessidade de formação de profissionais qualificados na área.

“O principal objetivo dessa certificação é atestar a qualificação técnica dos profissionais da área de Resseguros. A partir de 2015, teremos os cursos preparatórios, no intuito de formar e capacitar mais pessoas e, como consequência, aumentar a oferta de profissionais qualificados no mercado”, disse Fugise.

Foram criadas duas certificações – CPR1 e CPR2 – com uma grade de matérias para cada nível. Os primeiros exames testes serão realizados no segundo semestre de 2014 e, a partir de 2015, a Escola Nacional de Seguros oferecerá cursos preparatórios presenciais para os dois níveis nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo Fugise, que também é um dos responsáveis pela criação do material didático e pelas questões dos exames, a certificação agrega grande conhecimento e qualificação aos profissionais da área.

Alexandre Camillo assume a presidência do Sincor-SP

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Alexandre Camillo tomou posse da presidência do Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP), em solenidade ocorrida na manhã desta quarta-feira, 30/04. A diretoria eleita no último dia 26 de março, com 55,8% dos votos, comandará pelos próximos quatro anos o maior sindicato da categoria no País, com mais de 11 mil associados.

“O setor de seguros nunca esteve tão pujante. Isso se traduz em novos desafios e oportunidades. Temos pela frente a missão de identificar e viabilizar essas oportunidades a fim de promover o perfeito e efetivo alinhamento do corretor de seguros em toda a cadeia produtiva desse importante mercado”, destacou Camillo.

A nova diretoria executiva é composta por Boris Ber (1º vice-presidente), Simone Cristina Favaro Martins (2ª vice-presidente), Marcos Abarca (1º secretário), Osmar Bertacini (2º secretário), Marcos Antonio Damiani (1º tesoureiro) e Carlos Aparecido Cunha (2º tesoureiro).

Alexandre Camillo começou sua carreira no mercado de seguros há 34 anos. Em 1990, fundou a Camillo Corretora de Seguros. Ingressou no Sincor-SP em 2005, a convite do então presidente Leoncio de Arruda, assumindo o cargo de diretor social. Dois anos depois, foi nomeado 2º vice-presidente da entidade. Em 2012, foi eleito mentor do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo. No início de 2014 se afastou do cargo para dedicar-se à campanha pelo Sincor-SP.