A Zurich Seguros apresentou, em evento realizado em 8 de abril, sua nova aposta em Linhas Financeiras com o lançamento de produtos voltados à proteção contra fraudes corporativas. A iniciativa amplia a oferta da seguradora para empresas e instituições financeiras em um momento de maior sofisticação dos golpes, avanço da digitalização e aumento da exposição a perdas financeiras e danos reputacionais.
Segundo Hellen Fernandes, gerente de Linhas Financeiras e Cyber da Zurich Seguros, a companhia identificou uma lacuna nas soluções disponíveis no mercado, que em geral estavam mais concentradas em fraudes com participação de funcionários, enquanto crescem os casos praticados exclusivamente por terceiros. “Fraudes corporativas seguem entre os riscos mais relevantes para empresas e instituições financeiras em todo o mundo. Para atender uma demanda crescente por proteção a esse tipo de risco, a Zurich Seguros está lançando em breve um novo produto voltado à proteção contra fraudes corporativas, com soluções para todos os segmentos e voltadas especificamente a instituições financeiras”, afirma.
A nova oferta foi estruturada em duas frentes. De um lado, o produto Fraudes Corporativas, voltado a empresas de diferentes setores. De outro, a solução BBB, desenhada para instituições financeiras, com coberturas adaptadas à complexidade operacional desse segmento. Em ambos os casos, a proteção inclui prejuízos decorrentes de crime interno, crime externo e crime eletrônico, além de extensões para custos de investigação, despesas jurídicas, recomposição de dados e medidas de mitigação de perdas.
A seguir, os principais pontos da entrevista:
O que levou a Zurich a lançar agora um produto voltado à proteção contra fraudes corporativas e que lacuna de mercado a seguradora identificou nessa frente?
Hellen Fernandes: Com a digitalização das operações e o aumento das interações financeiras, os golpes ficaram mais frequentes e sofisticados. O Global Fraud Report 2024 mostra que 96% dos profissionais de risco, fraude e compliance observaram aumento na complexidade das fraudes no último ano. Hoje vemos com mais recorrência casos de engenharia social, falsificação de identidade de fornecedores e manipulação de sistemas para autorizar pagamentos indevidos, situações que podem gerar perdas financeiras relevantes e afetar a reputação das empresas. Ao mesmo tempo, identificamos uma lacuna importante no mercado. As soluções disponíveis, em geral, estavam mais concentradas em fraudes com participação de funcionários, enquanto muitas ocorrências atuais envolvem exclusivamente terceiros. Esse tipo de risco vinha crescendo, mas ainda não era plenamente atendido pelas coberturas tradicionais. A partir desse entendimento, estruturamos uma solução mais abrangente, que amplia a proteção e apoia as empresas também na gestão desses eventos.
Quais são as principais coberturas do novo produto e como ele foi estruturado para atender perfis distintos de empresas, inclusive instituições financeiras?
Hellen Fernandes: Os produtos foram estruturados para oferecer proteção ampla contra prejuízos financeiros causados por fraudes. Ambos contemplam três pilares principais: crime interno, que cobre perdas decorrentes de atos desonestos de colaboradores; crime externo, voltado a fraudes cometidas por terceiros; e crime eletrônico, que trata de prejuízos causados por manipulação de sistemas e transações digitais.
Além disso, há extensões como custos de investigação, despesas jurídicas, recomposição de dados e medidas para reduzir perdas. O produto Fraudes Corporativas atende empresas de diversos setores, enquanto a solução BBB foi desenhada para instituições financeiras, considerando particularidades como guarda de valores e operações financeiras estruturadas. Ambos são destinados a empresas com faturamento anual mínimo a partir de R$ 1 milhão.
Que tipos de fraude corporativa têm pesado mais na demanda por proteção hoje?
Hellen Fernandes: Entre os casos mais recorrentes estão golpes de engenharia social, manipulação de sistemas e autorizações indevidas de pagamentos. Esses eventos exploram vulnerabilidades tecnológicas e falhas em controles internos, ampliando o impacto financeiro e reputacional. Também observamos casos de extorsão e ameaças de exposição de informações sensíveis. Nossa leitura é que esse risco tende a continuar evoluindo, o que reforça a importância de soluções estruturadas de gestão de riscos.
Qual é o diferencial da solução da Zurich em relação ao que já existe no mercado?
Hellen Fernandes: O principal diferencial está na ampliação da cobertura para fraudes praticadas por terceiros sem envolvimento interno, que hoje representam parcela relevante dos incidentes. Além disso, a solução vai além da indenização, incluindo apoio em investigação e mitigação de impactos. Também adotamos uma abordagem consultiva na subscrição, com análise individualizada dos riscos e atuação próxima a corretores especializados.
Qual é a expectativa da companhia para esse lançamento?
Hellen Fernandes: A expectativa é ampliar a presença da Zurich nesse segmento, que ainda é pouco explorado no Brasil. O foco inicial está em instituições financeiras e empresas com maior maturidade em gestão de riscos, além de companhias de médio e grande porte em setores como indústria, energia, logística e serviços. A distribuição será direcionada por meio de corretores especializados, contribuindo para diversificar a carteira de Linhas Financeiras e fortalecer a oferta da companhia no país.











