Maioria dos jovens não planeja a aposentadoria

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Segundo o Indicador de Educação Financeira (IndEF) 2014, elaborado pela Serasa Experian e IBOPE Inteligência, 62% dos jovens de 16 a 24 anos não fazem nenhum tipo de contribuição para a aposentadoria. Apenas 31% deste público dizem contribuir com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e 1% com a previdência privada.

“Em geral, a preocupação com o futuro não é uma característica marcante dos jovens. Além disso, uma parcela deles pode estar fora do mercado de trabalho formal e a falta de interesse em contribuir de maneira individual também colabora para o alto índice. Esse comportamento ainda é reforçado pela tendência ao consumo imediatista, que concorre diretamente com o planejamento financeiro e com a falta de comprometimento para a construção de um futuro tranquilo”, diz o superintendente de Serviços ao Consumidor da Serasa Experian, Júlio Leandro.

Para a criação do IndEF foram entrevistadas – no primeiro trimestre de 2014 – 2.002 pessoas maiores de 16 anos de idade, em 140 cidades de todos os Estados brasileiros e do Distrito Federal, incluindo capitais, periferia e interior.

A aposentadoria também não está entre as prioridades das pessoas mais velhas. Isto é, 49% da população de 25 a 34 anos e 46% dos brasileiros de 35 a 44 anos também afirmaram não fazer qualquer investimento para uma vida financeira segura no futuro. Veja abaixo o resultado das outras faixas etárias:

Faixa etária Não planejam aposentadoria
16 a 24 anos 62%
25 a 34 anos 49%
35 a 44 anos 46%
45 a 54 anos 47%
55 e mais 42%

Fonte: IndEF 2014

IndEF 2014
O Indicador de Educação Financeira 2014 (IndEF), apresentado pela Serasa Experian e IBOPE Inteligência, permite conhecer e acompanhar o nível de educação financeira do brasileiro. Com o índice, o Brasil passa a ser o único país do mundo a ter esse tipo de metodologia.

Pelo segundo ano consecutivo, o índice, que trabalha em uma escala de 0 a 10, deu média 6 aos brasileiros. Quanto maior o índice, maior o nível de educação financeira. Este ano, no entanto, os jovens tiveram o pior desempenho. O grupo de 16 a 17 anos apresentou queda em relação à nota do ano passado: de 5,9 para 5,5. Os brasileiros que têm entre 18 e 24 também caíram na comparação com 2013, de 5,9 para 5,8.

Revista de Seguros é totalmente dedicada à FIDES e à América Latina e Caribe

revista_int2A última edição da Revista de Seguros é totalmente dedicada à Federação Interamericana de Seguros (Fides) e ao mercado latino-americano. Produzida pela CNseg, esta edição especial da revista pretende colaborar na compreensão dos temas de interesse da região e do papel da Fides no seu desenvolvimento. Para isso, traça uma panorama econômico, político e social de cada um dos 18 países integrantes do bloco, além de abordar temas como as perspectivas econômicas de curto prazo na América Latina, as oportunidades de negócios na região e a importância da proteção do seguro nas catástrofes climáticas.

Como enorme potencial de crescimento da penetração do seguro, a América Latina e Caribe ainda possuem um prêmio per capta de US$ 300, valor 13 vezes menor que o dos Estados Unidos. E é nesse processo de desenvolvimento do mercado de seguros na região que a Fides se destaca, principalmente a partir da posse, em maio deste ano, de Marco Antonio Rossi na presidência da entidade internacional, acumulando com os cargos de presidente da CNseg e da Bradesco Seguros.

Para ler a íntegra, acesse o link:

Jovens de 18 a 25 anos são os que mais se envolvem em acidentes durante a madrugada

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A maior parte dos acidentes graves na madrugada é causada por jovens motoristas entre 18 e 25 anos. E os acidentes que acontecem no período são mais graves e a maior parte resulta em Indenização Integral do automóvel. É o que mostra estudo realizado pela Liberty Seguros com base em 144.417 mil acidentes de carros no país, entre agosto de 2013 e julho de 2014.

Análise por faixa etária

Dos 144.417 mil acidentes analisados, 9.319 foram provocados por jovens de 18 a 25 anos: 10,8% aconteceram na madrugada, 24,6% pela manhã, 31,6% à noite, 32,9% no período da tarde. Na madrugada, embora seja menor a frequência de acidentes em relação aos demais horários do dia, são mais violentos. Tanto que 13,5% dos 9.319 acidentes com jovens na madrugada resultaram em Indenização Integral do veículo. Outros 82,7% tiveram perda parcial e 3,8% sofreram roubo ou furto. Já no grupo de motoristas com idade entre 26 e 35 anos foram registrados 23.134 colisões. Desse total, 7,0% aconteceram na madrugada e 11,2% resultaram em Indenização Integral.

Severidade dos acidentes

O estudo mostra também que a severidade e o índice das colisões caem de acordo com o aumento da faixa etária do condutor. Os condutores de 36 e 45 anos responderam por 21.817 acidentes. Do total, apenas 5,1% ocorreram na madrugada e 10,1% resultaram na indenização integral do veículo.

Outra faixa etária analisada no estudo da Liberty Seguros é a de 46 a 55 anos. Esses se envolveram em 17.917 das colisões: 4,9% na madrugada e 9,5% sofreram Indenização Integral. Já aqueles com idade acima de 55 anos estiveram em 18.867 ocorrências. Com 3,4% ocorridos entre meia-noite e seis da manhã, resultando em 8,1% de indenização integral do automóvel, de acordo com o levantamento.

Gravidades dos acidentes por período

O levantamento da Liberty Seguros mapeou também os horários mais frequentes dos acidentes e as suas respectivas consequências. Das 144.417 mil ocorrências analisadas, 88,2% resultaram em perda parcial, 7,9% em Indenização Integral e 4,0% em roubo ou furto.

Na madrugada, embora o número de acidentes tenha sido menor, foi seguido de maior severidade. Do total de 6.673 casos no período, 24,9% resultaram em Indenização Integral do veículo. Já no período da manhã foram 7,0% de Indenização Integral dos 42.014 casos. À noite, por sua vez, foram 8,1% dos 39.560 acidentes. E no período da tarde foram computadas 56.170 colisões, sendo que 6,2% delas também resultaram em Indenização Integral.

Frequência e severidade dos acidentes por região

A pesquisa de acidentes de trânsito da Liberty Seguros analisou também as regiões do país que registraram o maior número de acidentes com base na amostra. Dos 144.417 casos, 58.249 (40,33%) aconteceram no Sudeste e 86,41% resultaram em perda parcial e 7,99% em Indenização Integral. No Sul foram 49.707 (34,42%) ocorrências: 89,71% sofreram danos parciais e 7,62% Indenização integral. No Nordeste por sua vez foram 19.664 casos (13,61%): 87,49% com perda parcial e 8,71% em Indenização Integral.

No Centro-Oeste, outra região analisada, dos 12.420 (8,60%) acidentes, 90,56% registraram perda parcial e 7,01% em Indenização Integral do veículo. Por fim, no Norte foram 4.377 (3,03%) casos: 91,01% com perda parcial e 7,15% com Indenização Integral do automóvel.

Ifaseg e QBE são os seguradores oficiais da 42ª ABAV Expo Internacional de Turismo

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A Ifaseg, empresa que gerencia riscos para organizações que movimentam mais de 50% do mercado de turismo do Brasil, e a QBE, um dos 25 maiores grupos seguradores do mundo, são os seguradores oficiais da 42ª ABAV Expo Internacional de Turismo. As empresas são as responsáveis pela proteção do evento por meio do Seguro de Responsabilidade Civil Eventos em condições especiais.

A solução em seguro desenvolvida pela Ifaseg oferece aos expositores cobertura para danos em equipamentos, além de proteção para terceiros entre as fases de montagem, funcionamento e desmontagem dos estandes. O encontro, organizado pela ABAV – Associação Brasileira de Agências de Viagens, estará reunindo cerca de 80 mil pessoas de 60 países, de 24 a 28 de setembro.

No mercado de turismo, a Ifaseg e a QBE lançaram o Trip Protector, produto com proteções inéditas para cancelamento de viagem (adquirida com antecedência), permanência forçada, interrupção de viagem e outros. No segmento, as empresas estão ainda patrocinando a terceira edição do Prêmio Braztoa de Sustentabilidade, organizado pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa). A iniciativa elegerá as melhores ações das organizações da cadeia turística de acordo com o Programa Braztoa de Sustentabilidade, lançado em 2011.

A Ifaseg é especialista na administração e cobertura de riscos associados às atividades do turismo. Neste setor, a empresa lançou o primeiro seguro de Responsabilidade Civil Profissional para operadoras, agências de viagens e respectivos fornecedores. Em 2011, obteve o Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, concedido pela CNSeg, confederação que reúne as companhias de seguros do Brasil. No Brasil, a QBE possui mais de 2,5 milhões de segurados e é líder no ranking de seguros Viagem, de acordo com dados da Susep – Superintendência de Seguros Privados.

Mídias digitais, desafios e oportunidades para o setor de seguros

midias sociaisEstá quase chegando o dia do Seminário Estratégias de Marketing para o Mercado de Seguros e Produtos Financeiros, que acontece nos dias 14 e 15 de outubro de 2014. “O evento promete ser uma excelente oportunidade para as empresas desenvolverem estratégias e ferramentas para utilização de canais digitais para comunicarem-se e fazerem negócios com seus clientes”, garante Alexandre Zamora, do grupo Informa, responsável pela realização do seminário.

Os indicados do blog Sonho Seguro têm desconto de 15% no valor da inscrição. Para receber o conteúdo detalhado, envie um e-mail para alexandre.zamora@informagroup.com.br ou se preferir entre em contato com a Central de Atendimento pelo telefone (11) 3017-6888.

Você também pode se inscrever pelo site: www.informagroup.com.br/mb04025

Chapa 2 do Sincor-RJ intensifica ações e supera dificuldades criadas pela “situação”

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Portas fechadas. Estatuto modificado, associados desconhecidos, obstáculos até para registrar a chapa de oposição. Este é o pano de fundo em que será realizada mais uma eleição para o Sincor-RJ. Desfiliado da Fenacor, desacreditado pelos corretores, perdendo diretores e representantes que não concordam com a conduta da direção, visíveis sinais de decadência e abandono da sede e de atuação e nenhuma luta ou ação eficaz para melhorar as condições dos corretores fluminenses

A Chapa 2, liderada por Amilcar Vianna, que tem ainda Jayme Torres e Roberto Cabral como vice-presidentes, chega com o vigor necessário para seguir em frente, RENOVAR o Sincor-RJ e promover as mudanças necessárias para que a entidade volte a ser uma representação digna dos profissionais que realmente militam na profissão.

“Estamos percorrendo as diversas regiões do Rio de Janeiro para levar a nossa mensagem. Foi assim quando fizemos o lançamento da nossa campanha, em agosto, no auditório da Porto Seguro, com a presença de 50 corretores, que tiveram oportunidade de debater, propor sugestões, participar do processo. Esta é a prática que pretendemos implantar: total participação dos associados”, explica Amilcar.

A convite do presidente do Clube do Endosso, Gilberto Villela, o candidato Amilcar Vianna levou a mensagem de sua chapa aos corretores da cidade de Niterói, um núcleo forte de produção de seguros do estado. E na próxima terça-feira, dia 30 de setembro, ele estará de novo naquela cidade apresentando e debatendo suas propostas com outro grupo de corretores.

No dia seguinte, 01 de outubro, será a vez do presidente do Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros, de Resseguros, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta (IBRACOR), Paulo dos Santos, apresentar as diretrizes deste importante Instituto aos corretores de seguros, em evento promovido pelo Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro, do qual Amilcar é diretor e ex-presidente.

“Desde a desfiliação do Sincor-RJ – único no Brasil nesta condição – o Clube tem se esmerado para tentar suprir às necessidades de informação, reivindicação e mobilização dos corretores de seguros, na medida do possível e dentro de seus escassos recursos e restritas condições. A nossa dedicação e a boa vontade são imensas e os corretores têm reconhecido isso através de uma adesão cada vez maior aos nossos eventos informativos e ações de reivindicação e mobilização da categoria, como ocorreu com o Simples”, afirmou, acrescentando:

“No momento em que um membro da diretoria e membros das representações regionais do Sincor-RJ deixam os seus cargos, manifestam publicamente a decepção com a gestão da qual participaram e aderem à nossa campanha, conforme Rogério Soucasaux, ex-diretor Técnico e de Sinistro, não iremos esmorecer. Vamos seguir firmes e mobilizados o rumo da RENOVAÇÃO. Não temos prêmios valiosos para sortear entre os corretores nas comemorações pelo dia 12 de outubro, mas temos propostas dignas da categoria para que ela possa conseguir com o seu próprio trabalho o que lhe é devido e merecido, tendo como rede de proteção um Sindicato – fortalecido e atento às suas necessidades – para chamar de seu. Este sim, o verdadeiro sentido da vida sindical: o sindicato é dos corretores de seguros associados e não de seus gestores. Essa é a nossa bandeira principal”.

Ainda segundo Vianna, uma recente e inadequada modificação no estatuto do Sincor-RJ só vai permitir que a chapa de oposição (Chapa 2) conheça os eleitores dez dias antes da votação. “Por isso, peço a todos que estejam na condição de associado do Sincor-RJ que se manifestem através do nosso site www.vamosrenovar.com.br. Gostaríamos de convidá-los a participar dos nossos eventos e debates e apresentar suas sugestões. Você é o nosso principal aliado nesta luta pela RENOVAÇÃO”, conclamou Amilcar Vianna.

Reuters: Mapfre fica com Direct Line por US$ 700 milhões

Fonte: Reuters

A empresa de seguros espanhola Mapfre comprará os negócios italiano e alemão da Direct Line, maior seguradora de automóveis do Reino Unido, por 550 milhões de euros (700 milhões de dólares), disse a companhia nesta quinta-feira. “Os ativos italianos e alemães adquiridos são absolutamente estratégicos para a Mapfre, fortalecendo as duas linhas principais de nosso plano de crescimento global, o que nos permite aumentar a nossa presença na Europa”, disse o presidente do conselho da companhia, Antonio Huertas, em um comunicado.

A Mapfre, que financiará a operação com recursos próprios, opera em 47 países, tem mais de 23 milhões de clientes e é um dos 10 maiores grupos de seguros na Europa em termos de volume de prêmios. A Direct Line estava em negociações avançadas com quatro interessados para vender os negócios, disse Huertas em uma conferência sobre a venda, confirmando notícia publicada pela Reuters.

Fontes da indústria disseram que a divisão italiana da Direct Line foi o principal ponto observado pelos interessados, que incluíram a alemã Allianz e a francesa Axa na fase final do processo de venda. Na Alemanha, a Direct Line é a terceira maior competidora no mercado de seguro online de automóvel, com cerca de 600 mil clientes. Os negócios alemão e italiano da Direct Line vêm com prêmios de seguros no valor de 714 milhões de euros e 1,6 milhão de clientes, e valiam 19,5 milhões de euros em lucro antes de impostos em 2013, disse a Mapfre.

Eduardo Giannetti avalia o valor do amanhã no VIII Encontro de RH do Mercado Segurador

cnseg gianettiFonte: CNseg

Como será o amanhã nas relações de trabalho? Eis um tema complexo e que dependerá, primordialmente, dos esforços de todos: governos, empresários e indivíduos. “Somente os três juntos poderão criar um ambiente onde há talentos desenvolvidos e oportunidades”, enfatiza o economista Eduardo Giannetti, na palestra de abertura do VIII Encontro de RH do Mercado Segurador, organizado pela Escola Nacional de Seguros, em São Paulo, nesta quinta-feira, 25.

Ele foi convidado pela Escola Nacional de Seguros há seis meses. “Nosso objetivo é discutir e compartilhar o papel cada vez mais relevante da função de Recursos Humanos nas organizações. Estamos aqui para refletirmos sobre o futuro do trabalho e analisarmos os aspectos da legislação trabalhista que ainda nos tiram o sono”, disse Maria Helena Monteiro, diretora da Funenseg, passando a palavra ao economista e autor do livro “O Valor do Amanhã”.

O economista explicou aos 120 profissionais de RH presentes ao evento a sua tese sobre bônus (ou dividendo) demográfico, com o intuito de frisar que é preciso correr contra o tempo para contribuir para um “amanhã” mais sustentável para a economia brasileira. “O Brasil fez conquistas muito importantes nos últimos 20 anos, como o controle da inflação e o movimento de inclusão social, com 40 milhões de brasileiros que ascenderam para a classe média, mas não à cidadania. A população quer respeito acima de tudo, bem como transporte, saúde, qualidade de vida e poupança previdenciária”. O desafio, aponta, é incorporar o brasileiro numa vida onde seus direitos e sua segurança têm de ser preservados.

Para ele, reduzir a informalidade nas relações de trabalho é essencial para começar a mudança. “São mais de 20 milhões de pessoas sem contrato de trabalho, vivendo sem garantias e direitos, uma vida precária e sem produtividade”, assinalou.

Outro dado interessante é que o Brasil tem mais de 2 milhões de ações trabalhistas por ano. Um recorde mundial. “Um banco privado de varejo me contou recentemente que tem mais ações trabalhistas do que o total divulgado em toda a economia americana”. Segundo ele, o que alimenta isso é ter uma legislação complexa e que não atende mais a realidade do país. “Quando a CLT foi criada, o trabalhador sequer tinha celular”. Gianetti deixou claro que não bastam apenas as reformas na legislação trabalhista consolidada na CLT ou o investimento das empresas em cursos e treinamentos.

A desigualdade nas oportunidades de autorrealização é a raiz dos males brasileiros. “Tudo começa na família. No caráter. Na oportunidade. Temos hoje um balcão de negócios. As faculdades fingem que ensinam e os alunos fingem que estudam”, disse ele, com base nos dados Pisa (Programme for International Student Assessment).

Ele reconhece que o Brasil fez avanços reais nos últimos 20 anos, graças à conquista da estabilidade econômica e das políticas de inclusão social. No entanto, é preciso qualidade e não apenas quantidade. Dados da pesquisa mostram que 36% das pessoas que cursam faculdade no Brasil não são plenamente alfabetizados. “Continuamos, porém, sendo um dos países mais desiguais do planeta. No ranking da distribuição de renda, somos a segunda nação mais desigual do G-20, a quarta da América Latina e a 12ª do mundo”, afirmou. No ranking Pisa, que mede o aprendizado de jovens de 15 anos em 59 países em matemática e leitura, “o Brasil fica na 54ª colocação, considerando-se alunos de escolas de elite com seus pares de outros países”. Ou seja, não é uma questão de escolas públicas sem investimentos. Ou seja, boa parte dos problemas está na desigualdade de oportunidades. “Observamos uma profunda falta de equidade nas condições iniciais de vida, com privação de direitos elementares, que chegam até mesmo a ter água encanada na casa. Em pleno século 21, metade dos domicílios não tem coleta de esgoto, o que pode, além de tudo, causar um distúrbio cognitivo”.

Para ele, a péssima distribuição de renda é fruto de uma grave anomalia: a brutal disparidade nas condições iniciais de vida e nas oportunidades das nossas crianças e jovens de desenvolverem adequadamente suas capacidades e talentos de modo a ampliar o seu leque de escolhas possíveis e eleger seus projetos, apostas e sonhos de vida. “A nova classe média ascendeu ao consumo, mas não ascendeu à cidadania. Essa parcela da população quer essas credenciais, e o poder público tem de atender essa demanda”, frisa.

E esse modelo precisa ser mudado rapidamente, em razão do bônus demográfico. O Brasil vive um momento único que não mais se repetirá. Com a queda da taxa de fecundidade nos últimos anos, a base da pirâmide populacional está se estreitando, o topo ainda está pequeno e a maior parte da população é composta pela População Economicamente Ativa (PEA), o que significa que há poucos idosos e jovens dependentes. “Nós teremos entre 15 anos a 20 anos neste cenário, até que a pirâmide se transforme em um cogumelo, com o aumento do número de idosos dependentes”.
E como tornar essa realidade melhor? Investindo na produtividade. Nos países desenvolvidos, cada cidadão é quatro ou cinco vezes mais produtivo que cada brasileiro, como é o caso da Alemanha e Canadá. A produtividade será melhor se as empresas conseguirem mudar o que o economista chama de “trabalho alienado”.

Se o trabalhador não se sente ele motivado em ser ele mesmo, não vai se engajar em tornar o trabalho mais produtivo e isso é fatal para uma empresa. Em números, eis o que isso significa. Se uma empresa melhorar a sua produtividade em 3,5% ao ano, ao longo de 20 anos ela dobrará o faturamento. Se melhorar 5% ao ano, dobrará em 14 anos. “Ou seja, ganhará seis anos apenas se conseguir aumentar em um ponto percentual e meio o ganho de produtividade se cada membro da organização fizer melhor o que faz diariamente. Se ela estiver alienada, vai repetir e fazer a mesma coisa, sem o ganho. Vendo algum sentido no que faz, o funcionário vai aprimorar a sua capacidade de aperfeiçoamento e esse despertar interno vai gerar riqueza”, explica.

Assim, para ele, o maior desafio dos profissionais de RH é implementar ações que desenvolvam o cérebro de cada trabalhador. “Isso não dá para ser decretado. As pessoas têm de ser “empoderadas” para fazer isso. Eles têm de se sentir participantes do processo e ser reconhecidas por fazer isso. Só que está fazendo a própria atividade sabe o que dá para fazer para melhorar o que vem fazendo”.

Pesquisa – O evento também contou com a participação de Roberto Ciccone, líder da área de Seguros da IBM Global Business Services, que apresentou uma pesquisa global que aponta que entender o negócio ainda é um desafio para o RH. Na parte da tarde, estão sendo realizados debates promovidos pela equipe de advogados do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Morrey Jr. e Quiroga Advogados. As apresentações terão como tema “O futuro nas relações de trabalho”, abordando as questões “A remuneração variável dos executivos”, “O seguro D&O como parte do Pacote de Benefícios” e “Legislação e tendências trabalhistas”. Os aspectos da legislação trabalhista, que muito preocupam a comunidade de Recursos Humanos, também serão debatidos em detalhe durante toda a segunda parte do encontro.

Além de vantagem competitiva, inovação gera bem-estar e realização

Fonte: Portal Cnseg

julio bierrenbachEx-presidente da Real Seguros e da Iochpe Seguradora, tendo também ocupado cargos de vice-presidência na Bradesco Seguros e SulAmérica, Júlio Bierrenbach é bacharel em direito pela UFRJ, estando à frente da Cia das Palestras, com mais de 500 apresentações sobre o mercado segurador e de saúde realizadas nos últimos 15 anos. Além disso, é gerente geral (voluntário) da Associação Palas Athena do Brasil: Sociedade de Estudos Filosóficos, tendo sido eleito em 2002 Personalidade Nacional de Destaque no Setor de Seguros pela Associação Nacional de Previdência e Seguros. Pelo segundo ano consecutivo, Júlio Bierrenbach é também jurado do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, organizado pela CNseg, e entrevistado do Portal CNseg na série de entrevistas com todos os jurados.

Para o senhor, o que é inovação?

Para muita gente inovação é sinônimo de invenção. Embora as invenções sejam uma forma de inovação eu prefiro pensar que inovar é aprimorar um produto ou rotina existente seja no conteúdo ou em sua forma. Fazer o diferente da mesma forma ou fazer de forma diferente o que já tem sido feito.

Quando penso em inovação sempre me lembro do Comandante Rolim da TAM. Servir café quente e coca gelada em avião pode parecer simples mas ele foi o primeiro a inovar nessa prática. E que tal servir um coquetel na sala de embarque?

Vai ver que foi pensando nisso que uma seguradora muito inovadora em nosso país passou a entregar um sanduíche no momento do atendimento de sinistros.

De que forma as práticas inovadoras devem fazer parte da pauta das empresas? Por quê?

A prática inovadora deveria ser o primeiro objetivo de todas as áreas de treinamento e planejamento. Quem não inova se torna obsoleto muito rapidamente. Além da vantagem competitiva que tem aquele que faz primeiro, o ambiente empresarial se torna muito menos árido porque afinal a inovação gera muito bem-estar e realização.

Que setores do mercado de seguros apresentam maior abertura ao investimento e à adoção de práticas inovadoras?

Todos os setores, do mercado de seguros ou de qualquer outro, devem ter enorme abertura para adoção de práticas inovadoras. Pra não falarmos em puro mercantilismo comparemos as diferentes vertentes das religiões cristãs e constatemos que crescem mais aquelas que, não modificando o conteúdo, têm inovado na forma.

Quais são as recentes evoluções percebidas no mercado de seguros no que diz respeito à inovação?

São notáveis as assistências 24 horas, as garantias estendidas. Mas todas as rotinas de aceitação de seguros e de regulação de sinistros foram muito aprimoradas nos últimos anos com a ajuda de novas ferramentas como por exemplo a internet. Haveria muito mais inovação se não houvesse tanta interferência desnecessária do regulador.

XL Group muda-se para escritório mais amplo em São Paulo

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O XL Group anunciou hoje que está mudando suas operações no Brasil para um escritório novo e mais amplo, localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. A mudança foi motivada pelo crescimento das operações de seguro no País e também pelo desejo de estar mais perto de clientes e corretores.

Renato Rodrigues, gerente geral das operações de seguros do XL Group no Brasil, informou que “nosso plano é elevar nossa presença de mercado no país passo a passo, em linha com as necessidades deste mercado em desenvolvimento. Começamos nossas operações com menos de 15 colegas em julho de 2012 e hoje nossa equipe tem mais de 50 profissionais. O crescimento do nosso portfólio reflete uma execução dedicada e bem sucedida de nossa estratégia.”

Ele acrescentou: “Nosso novo espaço expressa a abordagem moderna, corajosa e flexível que adotamos para desenvolver novas soluções de seguros que permitem a nossos clientes fazerem seus negócios avançarem, seja pela criação de novos produtos, pelo lançamento de novos empreendimentos ou pela expansão para novos mercados.”

O novo endereço do XL Group em São Paulo é:

Avenida Brigadeiro Faria Lima, 4300 – 4º andar,

CEP 04538-132 – Itaim Bibi – São Paulo – SP – Brasil