BTG Pactual vê 2015 difícil para seguradoras automotivas brasileiras

Fonte: Reuters

Analistas do BTG Pactual disseram nesta quarta-feira que a rentabilidade do setor brasileiro de seguros automotivos pode enfrentar dificuldades após dois anos de melhora nos resultados devido a uma competição mais acirrada. Em nota a clientes, a equipe de analistas liderada por Eduardo Rosman diz esperar que maior concorrência pressione os índices de perdas da maioria das empresas no setor de seguros automotivos e também o retorno sobre patrimônio da líder de mercado Porto Seguro. Em menor escala, as rivais SulAmérica e BB Seguridade também devem ser atingidas, afirmaram.

O índice de perdas é uma medida do total pago e das perdas incorridas em indenizações mais despesas, dividido pelo total de prêmios recebidos. O retorno sobre patrimônio é uma medida de rentabilidade na indústria financeira que expressa quão bem é gasto o dinheiro dos investidores.

Segundo o BTG Pactual, a Porto Seguro é a companhia mais exposta ao setor de seguros automotivos no Brasil. O BTG tem recomendação “neutra” para as ações de Porto Seguro e SulAmérica e recomendação de “compra” para BB Seguridade, que gera mais de 80 por cento das receitas em segmentos com um sólido desempenho recorrente em seguro de vida, aposentadorias, títulos de poupança e taxas de corretagem.

Principais causas de perdas financeiras nos negócios vêm de encalhes de navios, incêndios, acidentes aéreos e terremotos, revela AGCS

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A Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), braço de resseguros do grupo Allianz, lança o relatório Global Claims Review 2014, que destaca o aumento crescente do valor do risco em seguros industriais. No estudo, a resseguradora identifica que aproximadamente 70% dos prejuízos financeiros são gerados por dez principais causas: encalhes de navios, incêndios, acidentes de avião, terremotos, tempestades, lesão corporal, enchente, indenização profissional, defeitos de produto e quebra de maquinário.

Como base para o relatório, a AGCS utilizou informações dos 11 mil maiores sinistros de negócios que atendeu entre 2009 e 2013 em 148 países e que tiveram, individualmente, perdas acima de US$ 136.455. A análise da resseguradora confirma que o setor de óleo e gás é responsável pelas maiores perdas seguradas, com média de US$ 28,4 milhões.

De acordo com dados da indústria, as 20 maiores perdas no setor de seguros em 2013 totalizaram aproximadamente US$ 8,1 bilhões, tendo incidentes do setor de óleo e gás como os maiores prejuízos, representando 40% do total. Já em 2014, 80% das maiores perdas reportadas vieram de acidentes de aviação ou fogo, particularmente, no setor de energia.

Riscos emergentes

A tecnologia, o crescimento econômico, as mudanças climática e social e o rápido desenvolvimento legal e regulatório afetam o risco e tornam os sinistros de seguros mais desafiadores. O aumento dos riscos de catástrofes naturais e mudanças climáticas, a crescente complexidade e interconectividade dos riscos, especialmente, para interrupção de negócios, e as ameaças cibernéticas estarão entre as tendências mais relevantes de risco emergentes.

Perdas por setor:

Aviação

A melhoria na segurança aérea está fazendo as perdas globais diminuírem. No entanto, o custo dos sinistros de aviação está crescendo, impulsionado pelo uso de novos materiais e a complexidade das aeronaves. Embora os acidentes de aviação sejam as principais causas de perda, ​​em termos de número de sinistros e valor, incidentes em terra também são responsáveis ​​por uma parcela significativa de ocorrências.

Energia (Óleo e Gás)

Os custos dos sinistros de energia estão aumentando impulsionados pelos altos valores dos ativos e pela maior complexidade e interligação dos riscos. O crescimento do custo da interrupção dos negócios e riscos emergentes como ataques cibernéticos e novas tecnologias vão criar um cenário mais desafiador no futuro. Incêndio é a principal causa de perdas do setor de energia, seguido de quebra de maquinário, explosões, desastres naturais e interrupção de negócios.

Linhas Financeiras

Em muitos países ao redor do mundo AGCS está vendo um aumento nos pedidos de indenizações profissionais, que são a principal causa de perda em Linhas Financeiras. Uma tendência observada no setor é o de ações coletivas em novas áreas.

Responsabilidade Civil

Sinistros de responsabilidade estão se tornando cada vez mais complexos, caros e internacionais. Apesar de não ser em grande número, danos pessoais ou morte por negligência resultou em mais de 40% dos custos dos sinistros analisados. As reclamações de defeitos do produto estão em alta no volume, enquanto os casos de recall de automóveis se tornam mais frequentes.

Transporte

A crescente negligência da tripulação e os altos custos de remoção dos destroços têm contribuído para o aumento dos custos dos sinistros de transporte marítimo. Apesar disso, a frequência desse tipo de sinistro tem diminuído. As perdas do Costa Concórdia em 2012 levaram os encalhes de navio ao topo da lista das principais causas de prejuízo no setor, apesar desse tipo de evento ser pouco frequente. A negligência da tripulação é, muitas vezes, a razão por trás das perdas, sendo um fator potencial de mais de 60% dos sinistros ou mais de US$ 1,4 milhões.

Propriedade e Engenharia

Os custos dos sinistros estão aumentando com a tendência de valores mais altos e com os riscos cada vez mais interconectados e concentrados em áreas com exposição a perigos naturais. Segundo o relatório da AGCS, incêndio é a principal causa de perdas de propriedade, tanto pelo número quanto pelo valor, com quebra de maquinário como grande condutor de sinistros. Terremoto é a principal causa de perdas de engenharia em valor (65%), enquanto o número de erro humano ou operacional é o mais comum, gerando 30% de perdas por número.

Mercado de saúde manteve ritmo de crescimento e FenaSaúde projeta alta no número de beneficiários em 3% para 2014

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As 26 operadoras associadas à Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) totalizaram 26,9 milhões de beneficiários de planos médicos e exclusivamente odontológicos em junho deste ano, um aumento de 5,1% em relação ao mesmo mês de 2013. As afiliadas são responsáveis pela cobertura de 37,3% dos assistidos pela Saúde Suplementar, representando 2% do total de operadoras ativas no mercado.

Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) referentes a junho apontam que o número de beneficiários dos planos de assistência médica de operadoras do mercado cresceu 3,7% em relação ao mesmo período de 2013, no total de 50,9 milhões de brasileiros cobertos pelo setor privado de saúde. Na avaliação da entidade, o crescimento está dentro do esperado para o segmento, que deve fechar o ano com expansão próxima de 3%.

Nos últimos 12 meses terminados em junho de 2014, o setor de Saúde Suplementar absorveu 3,5 milhões de beneficiários – 1,8 milhões nos planos de assistência médica e 1,6 milhões nos exclusivamente odontológicos, superando 72 milhões de beneficiários. O levantamento mostra, ainda, ritmos de crescimento para os planos exclusivamente odontológicos, com expansão do número de beneficiários em 8,4% na comparação com o mesmo período de 2013, somando 21,1 milhões de pessoas.

“Este crescimento do número de beneficiários da Saúde Suplementar está relacionado à maior competição por mão de obra, o que faz com que pequenas e médias empresas passem a oferecer este tipo de benefício como forma de retenção de seus colaboradores”, explica Marcio Coriolano, presidente da FenaSaúde. De acordo com o Guia Salarial 2013, parceria da consultoria Hays com o Instituto Insper, 94,5% dos empregadores consideram os benefícios não salariais uma ferramenta importante para o recrutamento e a retenção de profissionais.

A análise da FenaSaúde aponta que as seguradoras especializadas em saúde lideraram o crescimento do mercado de planos de assistência médica, com incremento de 7,4% em junho de 2014 em relação ao mesmo período do ano anterior. Cooperativas médicas cresceram 4,6% e medicinas de grupo, 3,9%. Desde junho de 2011, as seguradoras são a modalidade de operadoras que mais avança no mercado de Saúde Suplementar.

A contratação de planos médicos individuais aumentou 2,66% em relação a junho de 2013 – a maior expansão para este tipo de plano registrada desde 2011. O número de beneficiários deste tipo de contratação é de 10,2 milhões nos planos médicos, 19,8% do total de vidas do mercado de Saúde Suplementar.

Grupo Liberty Seguros promove campanha de incentivo à venda de seguros de Vida, Prestamista e Residência

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O Grupo Liberty Seguros promove, entre os meses de setembro e outubro, as campanhas de incentivo à venda: Desafio Vida e Residência para os canais varejo e affinity e Desafio Prestamista para o canal concessionária. Os melhores corretores em cada produto em todas as filiais serão premiados com iPad mini ou Home Theater Blu-ray 3D. No total, serão mais de 300 prêmios distribuídos em todo o Brasil.

As vendas serão avaliadas pelo ranking de produção total no período e crescimento de seguros novos e renovações. “Decidimos lançar campanhas curtas e com premiação rápida, focadas em produtos e, principalmente com um modelo em que todas as filiais tivessem seus melhores corretores premiados. Nosso objetivo é aumentar as vendas e reforçar não só o nosso portfólio de produtos, mas também o dos corretores”, comenta Marcos Machini, vice-presidente Comercial da Liberty Seguros.

Porto Seguro lança serviço de Motorista da Vez para segurados de Curitiba

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A recomendada prática de escolher um motorista que dirija pelo grupo de amigos após o happy hour, uma festa, jantar ou outras ocasiões, inspirou a criação de um benefício do Porto Seguro Auto. O serviço de “Motorista da Vez” oferece aos segurados de Curitiba a comodidade do atendimento de profissionais que vão buscar o cliente e seus acompanhantes. Todos são levados, em segurança, para a residência do segurado.

A iniciativa do Porto Seguro Auto tem como objetivo proteger o cliente dos riscos a que expõe a si e a outras pessoas, se dirigir após o consumo de bebida alcoólica. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), 95% dos acidentes de trânsito no País são causados por falha humana, o que inclui as ocorrências provocadas pela combinação entre álcool e direção.

Outra finalidade do serviço é evitar que o segurado tenha problemas com a Lei Seca. Ainda conforme números da PRF, em 2013 foram registradas nas rodovias brasileiras mais de 38 mil infrações cometidas por motoristas que dirigiam alcoolizados. O crescimento foi de 20% em relação a 2012.

Segundo Marcelo Sebastião, diretor de Auto da Porto Seguro, o serviço de Motorista da Vez também possui proposta educativa em relação à segurança ao volante. “Muitas vezes, são necessárias iniciativas concretas para colocar em prática conhecimentos que as pessoas já têm. Ao oferecer esse benefício aos nossos segurados, queremos facilitar a adoção de um comportamento que ajuda a evitar acidentes e outros problemas”, comenta.

Como funciona

O Motorista da Vez está disponível para segurados Porto Seguro Auto de todo o País. Clientes com a cláusula de serviços Porto Socorro Completo podem fazer duas solicitações durante a vigência do seguro. Já os segurados com Porto Socorro Mais contam com seis atendimentos.

As solicitações são feitas pela Central de Atendimento 333-PORTO (o mesmo que 333-76786), nas opções 2 e 2. O segurado pode, inclusive, agendar o horário em que o “motorista da vez” deverá ir buscá-lo.

O serviço é feito por dois profissionais, que vão até o local do atendimento em pickups*. Um dos motoristas leva o carro do segurado e seus acompanhantes até a residência do cliente. O outro acompanha o trajeto.

Mais informações sobre o Motorista da Vez podem ser consultadas no site www.portoseguro.com.br/motoristadavez

* Consulte regiões onde o atendimento é feito por pick-up.

HSBC divulga nova edição da pesquisa sobre aposentadoria

Saiu a pesquisa mundial do HSBC sobre o tema. O jornal Estado de São Paulo antecipou os dados do estudo. Segundo reportagem publicada na edição do dia 10 de setembro, a nova pesquisa revela que os pais brasileiros são os que menos poupam para a educação dos filhos. O levantamento global do banco HSBC realizado em 15 países apontou que apenas 42% dos entrevistados do Brasil economizam dinheiro para os estudos dos filhos. O resultado brasileiro ficou bem abaixo da média global, que é de 64%.

Veja abaixo a íntegra da reportagem divulgada no jornal O Estado de S. Paulo.

Os pais brasileiros são os que menos poupam para a educação dos filhos. Um levantamento global do banco HSBC realizado em 15 países apontou que apenas 42% dos entrevistados do Brasil economizam dinheiro para os estudos dos filhos. O resultado brasileiro ficou bem abaixo da média global, que é de 64%. Em países asiáticos, onde a cultura da poupança é maior, a economia para a educação dos filhos chega a 85% na Malásia, 81% na China, 81% em Hong Kong e 80% em Cingapura.

O grande fator que explica a baixa poupança dos brasileiros para a educação é a falta da cultura do planejamento de investimentos para o longo prazo. Por muito tempo, a economia brasileira viveu a cultura do juro real (descontado a inflação) elevado, o que mantinha o investidor na zona de conforto e não estimulava a diversificação nos investimentos. A taxa de juros brasileira ainda é alta comparada ao resto do mundo, mas está num patamar mais baixo para o histórico da economia brasileira.

“O custo de oportunidade (com a alta de taxa de juros) atrapalhava a diversificação”, afirma Augusto Miranda, diretor de Gestão de Patrimônio do HSBC. “Um segundo ponto que também pesava era a falta de conhecimento dos produtos. Existiam alguns mitos no cenário de investimento brasileiro. Um dos exemplos é que não se deve aplicar em produtos sem liquidez. A gente ainda tem essa ideia no País, mas cada vez menos”, afirma Miranda. Sem uma poupança expressiva, a maioria dos pais (71%) afirma ter a renda atual como principal fonte para pagar os estudos.

O fato de o brasileiro poupar pouco para a educação dos filhos não significa que ele não dê importância ao ensino. No Brasil, de acordo com o levantamento do HSBC, 83% acreditam no investimento para todas as áreas da educação (fundamental, médio e graduação/pós-graduação). O País só ficou atrás da Índia (90%), Estados Unidos (89%), China (87%) e Indonésia (86%).

Como consequência da baixa poupança, os pais brasileiros são os que mais lamentam não terem guardado dinheiro para a educação dos filhos. Pelo levantamento, 39% dos entrevistados no País lamentam não terem guardado recursos suficientes. Na sequência, apareceram a Índia (34%) e a China (30%). A média global para esse indicador foi de 22%. “Muitas vezes, no dia a dia, as pessoas vão pagando com a renda. Esperam receber o salário e aí fazem o pagamento, e todo mundo fica com o sentimento de que gostaria de ter planejado melhor”, diz Miranda.

A pesquisa também apurou que apenas 7% dos brasileiros acreditam que os filhos podem ajudar a custear os estudos. O resultado brasileiro ficou abaixo da média global (8%) e foi muito inferior ao apurado em outros países, como Taiwan (28%), Estados Unidos (25%) e Reino Unido (19%). “Como o brasileiro enxerga que o filho pode ajudar menos a custear os estudos, os pais deveriam começar a se planejar mais cedo”, diz o diretor do HSBC. A pesquisa foi realizada com 4.592 pessoas. As entrevistas online foram realizadas em dezembro de 2013 e janeiro de 2014 ,com pais que têm pelo menos um filho com menos de 23 anos de idade.

Moody’s revisou a perspectiva do Brasil para negativa e com isso seguradoras tiveram rating alterado

Realmente tempos mais complexos daqui para a frente. Afinal, o mercado segurador está intrinsecamente ligado à economia. Se ela vai mal, o setor sente os efeitos da retração no crescimento, do aumento da violência e da falta de investimento. Um dos sinais é o crescimento mais lento do setor. Outro é a falta de confiança dos investidores, que pode afetar negócios em andamento. Entre as consequências deste cenário, a notícia do dia é que a agência de classificação de risco Moody’s revisou a perspectiva do rating Baa2 do Brasil de estável para negativa. Segundo a Moody’s, a mudança se aplica a todas as classes de ratings do governo brasileiro, ou seja, ratings de emissor, ratings de títulos do governo e “shelf” ratings. O teto soberano em moeda estrangeira e moeda local permanece inalterado. A ação pode implicar em aumento do custo da dívida do país, de estatais e de empresas brasileiras no exterior.

Com isso, a agência mudou a perspectiva de seguradoras brasileiras de estável para negativa. A revisão de estável para negativa foi aplicada às empresas Chubb, Swiss Re Corporate Solutions Brasil Seguros e Munich Re. Os ratings foram mantidos em Baa1/Aaa.br, Baa2/Aaa.br e A3/Aaa.br, respectivamente. A perspectiva do rating da ACE Seguradora continua negativa, enquanto o rating foi afirmado em Baa1 e Aaa.br. “A alteração da perspectiva para negativa dos ratings das seguradoras e resseguradora reflete a mudança da perspectiva para negativa dos ratings do soberano e dos bancos e a relação estreita entre os perfis de crédito das seguradoras/resseguradoras e o soberano. A alteração também considera o impacto negativo indireto de um contínuo baixo crescimento econômico brasileiro na rentabilidade e crescimento das seguradoras”, informou a Moody’s, por meio de um comunicado.

“A Moody’s estima que os indicadores de dívida do governo poderiam ter deterioração adicional, diante de superávits primários declinando no contexto de crescimento baixo do PIB e taxas de juros mais elevadas”, revela a agência. “Embora consideremos que provavelmente qualquer nova administração introduzirá medidas políticas para revert er a trajetória de crescimento, a perspectiva negativa reflete a tarefa crescentemente desafiadora enfrentada pelo próximo governo.”

Antonio Trindade e Luiz Naganime vão blindar clientes Itaú em grandes riscos para a ACE

© Copyright 2010 CorbisCorporationEstou me sentindo hoje a versão feminina do blogueiro Theo Pereira, da novela global Império. Sem a maldade dele, claro, pois meu alvo é apenas informar. Mas como não consegui ainda falar com os executivos, esse post tem mais um caráter de fofoca.

Várias pessoas me contaram que os executivos Antonio Trindade e Luiz Naganime vão comandar a Itaú Seguros Soluções Corporativas, empresa criada para que o banco Itaú efetive a transferência de suas operações de seguros de grandes riscos para a Ace Seguradora, vencedora da concorrência realizada pelo maior banco privado do Brasil, por R$ 1,5 bilhão. Trindade comandava a operação no Itaú e Naganime estava atuando como consultor no último ano e, desde agosto, passou a ser Chief Underwriting Officer Itaú Unibanco. Trabalhou de janeiro de 2005 a junho de 2009 no grupo Unibanco e depois Itaú Unibanco.

Ambos, considerados entre os melhores profissionais do setor, participaram ativamente da construção da maior carteira de programas de grandes riscos no mercado brasileiro. Tudo começou na seguradora do Unibanco em parceria com a AIG. Com a crise financeira em 2008, que levou a AIG a pegar empréstimo de mais de US$ 180 bilhões com o governo americano, a AIG teve de focar na reestruturação mundial e o Itaú Unibanco acabou por comprar a participação da AIG no grupo. Passados quatro anos, o Itaú decidiu vender a carteira e chamou cerca de dez seguradoras num processo de concorrência.

Depois de muita disputa, a ACE foi declarada vencedora em julho passado. Pelo acordo, o Itaú e algumas de suas subsidiárias vão vender a totalidade de suas participações na Itaú Seguros Soluções Corporativas, que tem como clientes grandes e médias empresas, com apólices de altos valores segurados. Segundo o banco, a operação de seguros de grandes riscos possuía no final do ano passado um patrimônio líquido de 364 milhões de reais, ativos de 5,8 bilhões e provisões técnicas de 4,6 bilhões de reais, somando 323 funcionários. “A alienação dessa operação está associada à estratégia do Itaú Unibanco de comercialização de seguros massificados, tipicamente relacionados ao varejo bancário”, disse o banco.

A transferência da seguradora para a Ace vai ocorrer apenas no primeiro trimestre de 2015 e várias seguradoras disputam os clientes do Itaú antes da passagem para a ACE. O grande desafio de Trindade e Naganime será manter os clientes na carteira da Ace. Na disputa temos Allianz, Tokio Marine, HDI Gerling, Zurich e AXA, praticamente todas que disputaram a carteira do Itaú com a Ace.

IFC paga R$ 80 mi por fatia na empresa de seguros Austral – Valor Econômico

valorFonte: Valor Econômico

O International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, fechou a compra de 19,5% da Austral Participações, holding controlada pela Vinci Partners que reúne uma seguradora e uma resseguradora. O investimento do IFC é de R$ 80 milhões.

Alessandro Horta, sócio da Vinci, afirma que o negócio dará à Austral um parceiro ao mesmo tempo financeiro e estratégico. “Além do dinheiro que está investindo, o IFC tem experiência global no segmento e em particular em países com realidade similar à brasileira, que estão em crescimento e ainda têm muito a desenvolver”, diz. A ideia, conta Horta, é aproveitar a parceria para promover uma expansão internacional da resseguradora.

“A plataforma da Austral já é usada em outros países, mas são operações ainda tímidas. O IFC contribuirá com novos relacionamentos e know-how.”

Hector Gomez Ang, diretor do IFC no Brasil, afirma que as conversas começaram no fim do ano passado. O que chamou a atenção do IFC na Austral, diz, foi o fato de ter um sócio com histórico de criação de valor nas empresas em que investe e um time capacitado. IFC e Vinci já eram próximos – ambos são sócios da Equatorial Energia.

A Austral foi criada há quatro anos, com dois negócios separados. Uma seguradora que tem hoje 9% de participação no segmento de seguro garantia, seu principal foco.

Com a parceria do IFC, contam, essa fatia deverá ser consolidada, além de aumentar a operação em outras linhas, como seguro de engenharia e de óleo e gás, que são mais recentes. A Austral Resseguradora tem hoje 5% do mercado e, segundo Horta, a perspectiva é crescer.

A Austral espera gerar prêmios em 2014 próximos a R$ 600 milhões – cerca de R$ 220 milhões na seguradora e R$ 360 milhões da resseguradora. O patrimônio líquido da empresa é de R$ 195 milhões, que combina o investimento inicial mais os lucros acumulados.

Para o IFC, o investimento no setor de seguros é estratégico dentro de seu propósito de desenvolvimento. “Quanto mais desenvolvido o setor de seguros, melhor a alocação de risco na economia e mais eficiente será o uso do capital”, diz Gomez Ang.

Falando especificamente sobre o Brasil, o executivo diz que a estratégia do IFC está ligada à melhor da competitividade, eficiência e financiamento em infraestrutura, colocando o setor privado no segmento. A justificativa para ter participações em algumas companhias por aqui está na ainda baixa penetração do setor. Segundo Gomez Ang, a taxa média de penetração, que divide os prêmios pelo PIB de cada país, apresenta média global de 9%, enquanto no Brasil está em cerca de 3% e em outros mercados emergentes, como Chile e Índia, entre 4% e 5%. “O Brasil ainda é menos desenvolvido nesse ramo, e enxergamos grande oportunidade”, diz.

Horta estima que o segmento tende a amadurecer no país acompanhando a evolução do crédito. “Qualquer tipo de seguro protege contra incertezas. Na medida em que o crédito cresce e as pessoas ou empresas têm algo para pagar no futuro, a eventualidade gera um estresse maior, o que aumenta a procura pelo seguro”, diz.

O IFC encerrou o ano fiscal de 2014 com US$ 1,3 bilhão investido em seguros globalmente, sendo no Brasil US$ 320 milhões, já incluído o valor na Austral. Por aqui a estratégia se divide em produtos de varejo, com a fatia na Sulamérica; uma segunda perna voltada para empresas, com seguro garantia, infraestrutura e agronegócio, em que se insere a Austral Seguradora; além de resseguros, com a Austral Re e a Terra Brasis.

Icatu Seguros vence licitação da Fundação de Previdência Complementar do Estado do Rio de Janeiro

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A Icatu Seguros ganhou a licitação feita pela RJPrev, Fundação de Previdência Complementar do Estado do Rio de Janeiro, para ser a seguradora responsável pela divulgação do plano de benefícios de caráter previdenciário complementar dos servidores do Estado. Além disso, a empresa irá administrar as coberturas de morte e invalidez pelos próximos cinco anos.

Com a finalidade de buscar o equilíbrio do seu sistema previdenciário, o Estado do Rio de Janeiro, com a Lei 6.243, adotou o regime de previdência complementar para seus servidores públicos civis. Com o novo regime, que entrou em vigor a partir de 04 de setembro de 2013, a aposentadoria dos novos servidores passou a ter como limite o teto do INSS. Ou seja, quem desejar se aposentar com uma renda superior ao teto atual de R$ 4.390,24, precisa aderir ao fundo de pensão do Estado, o RJPrev. Vale ressaltar que quem aderir ao plano e tiver salário superior ao teto tem a contrapartida do Governo com igual valor da contribuição, no limite de 8,5% do salário do servidor.

O Diretor Presidente da RJPrev, Halan Morais, enfatiza que o novo servidor, que tomou posse a partir dessa data e ganha acima do teto, precisa entender que agora ele é corresponsável pela sua própria aposentadoria. “Muitos novos servidores já estão aderindo ao plano e buscamos a maior adesão possível para que os funcionários públicos e suas famílias estejam protegidos. Como o sistema é facultativo, quem decidir não participar deve conhecer os impactos dessa decisão na sua aposentadoria” – comenta.

Para incentivar as adesões, a Icatu Seguros usará a sua força de distribuição para divulgar o plano para todos os servidores do Estado do Rio de Janeiro. “Como empresa especialista em Vida e Previdência, está em nosso DNA trabalhar para conscientizar as pessoas sobre a importância de proteger e planejar. Vamos nos valer dessa experiência, da nossa metodologia própria e da nossa exclusiva plataforma de educação financeira para despertar os funcionários públicos para essa nova realidade”- afirma Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros.

A Icatu Seguros também ficará responsável pela gestão da carteira de risco de morte e invalidez do plano da RJPrev. Além disso, a seguradora poderá oferecer para os 160 mil servidores ativos do Estado do Rio de Janeiro, que fizerem adesão à RJPrev, a contratação de coberturas de morte e invalidez.