A Academia Nacional de Seguros e Previdência – ANSP realiza no dia 19 de novembro, em São Paulo, o tradicional Café com Seguro, que terá como tema “Previdência Privada e relação de consumo: súmula 321 do STJ”.
O evento será conduzido pelo coordenador da cátedra de Previdência da ANSP, Wagner Balera, e contará com a participação de Affonso Heleno de Oliveira Fausto, Ana Paula Oriola de Raeffray, Daisson Silva Portanova, Daniel Pulino, Fábio Lopes Vilela Berbel, Jarbas Antonio de Biagi e Maria da Glória Chagas Arruda. Além do Acadêmico e Diretor da ANSP, Fernando Simões.
A súmula em questão afirma que o Código de Defesa do Consumidor é aplicável à relação jurídica entre a entidade de previdência privada e seus participantes, porém as relações entre os participantes e as entidades de previdência fechada e aberta são diferentes e o debate na comunidade jurídica e de previdência é justamente sobre a revisão, manutenção ou revogação desta súmula.
O Café com Seguro será o primeiro evento da ANSP em seu novo endereço: Avenida Paulista 1294 – 4º andar, conjunto 4B – Auditório do Sindseg – SP. As inscrições estão abertas e podem ser confirmadas até 14 de novembro pelo e-mail luciane@anspnet.org.br ou pelo telefone (11) 3333-4067. O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas.
Acacio Queiroz, Chairman da Chubb do Brasil, recebeu o Troféu Hermes 2014 na categoria “Personalidade Paranaense de Destaque Nacional”. Promovido pela revista Seguros em Foco, o prêmio foi criado para valorizar empresas, profissionais e ações que se destacam e contribuem para o desenvolvimento do mercado segurador.
“É muito gratificante receber este reconhecimento na cidade em que nasci e onde comecei minha carreira. Esta premiação coroa os mais de 40 anos de comprometimento e dedicação para o desenvolvimento do mercado segurador”, comemorou o executivo após a homenagem em cerimônia ocorrida no dia 30 de outubro em Curitiba (PR), que completou: “Parabenizo o Júlio Filho e toda a equipe da Revista Seguros em Foco pelo evento maravilhoso e muito elegante. A grande audiência presente participou com entusiasmo a cada entrega de troféu”.
ACE Group anunciou que concluiu a aquisição da carteira de Riscos Patrimoniais e Responsabilidade Civil (P&C) da Itaú Seguros, do Itaú Unibanco, uma transação que tornará a ACE a principal companhia de seguros de P&C no Brasil.
O negócio de P&C da Itaú Seguros consiste em uma ampla gama de seguros de propriedade, responsabilidade civil e transportes para grandes contas corporativas, relacionamento com mais de 600 corretores e 320 funcionários. Esta aquisição se integra às operações existentes da ACE no Brasil, que incluem um negócio estabelecido de linhas comerciais e pessoais de P&C, seguros de acidentes pessoais e saúde complementar, assim como seguros de vida e resseguro. A ACE opera no Brasil desde 1999.
“Itaú e ACE têm negócios complementares e compartilham de uma sólida e disciplinada cultura de subscrição”, comenta Jorge Luis Cazar, Presidente Regional, ACE Latin America. “Clientes e corretores no Brasil contam agora com uma seguradora com maior abrangência local, maior conhecimento técnico e uma rede global para satisfazer todas as suas necessidades de seguro”.
O SUPERINTENDENTE DA SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP, no uso da atribuição que lhe confere o inciso XVI do artigo 36 do Decreto nº 60.459, de 13 de março de 1967, com a redação dada pelo artigo 1º do Decreto nº 75.072, de 09 de dezembro de 1974 e com base no artigo 89 do Decreto-Lei nº73, de 21 de novembro de 1966, combinado com o artigo 4º do Decreto nº 60.459, de 13 de março de 1967, com redação dada pelo artigo 2º do Decreto nº 75.072, de 09 de dezembro de 1974 e, tendo em vista o que consta do Processo Susep no 15414.200203/2014-13, resolve: No – 6.067- Art. 1° Nomear o servidor HUGO LEANDRO ESPÍNDOLA ABRÃO, matrícula SIAPE nº 1323758, para exercer a função de Diretor-Fiscal da CONFIANÇA CIA. DE SEGUROS, CNPJ nº 33.054.883/0001-71, com as atribuições do artigo 65 do Decreto nº 60.459, de 13 de março de 1967, com a redação dada pelo artigo 3º do Decreto nº 75.072, de 09 de dezembro de 1974.
Art. 2° Designar o servidor ARLEI VIEIRA DA SILVA, matrícula SIAPE nº 1294223, para exercer a função de assistente e substituto eventual do Diretor-Fiscal da CONFIANÇA CIA. DE SEGUROS, CNPJ nº 33.054.883/0001-71. Art. 3° Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
O SUPERINTENDENTE DA SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 43 da Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001, com base no artigo 43, combinado com o artigo 44, ambos, da Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001, e tendo em vista o que consta do Processo Susep no 15414.002219/2014-62, resolve: No – 6.068 -Art. 1° Nomear o servidor ARLEI VIEIRA DA SILVA, matrícula SIAPE nº 1294223, para exercer a função de Diretor-Fiscal da GBOEX – GRÊMIO BENEFICIENTE, CNPJ nº 92.872.100/0001- 26, com as atribuições do artigo 65 do Decreto nº 60.459, de 13 de março de 1967, com a redação dada pelo artigo 3º do Decreto nº 75.072, de 09 de dezembro de 1974. Art. 2° Designar o servidor HUGO LEANDRO ESPÍNDO- LA ABRÃO, matrícula SIAPE nº 1323758, para exercer a função de assistente e substituto eventual do Diretor-Fiscal da GBOEX – GRÊMIO BENEFICIENTE, CNPJ nº 92.872.100/0001-26.
Art. 3° Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação
A Fundación Mapfre procura disseminar a importância da segurança no trânsito a partir da ação de atitudes preventivas, auxiliando a conscientização da sociedade sobre a importância desse tema e contribuindo com a redução da incidência dos acidentes de trânsito e suas consequências.
Por isso, a companhia foi selecionada pelo Detran/SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) para integrar o convênio que trata do Programa de Educação para o Trânsito no Ensino Fundamental.
“Com essa parceria, vamos contribuir para a construção de políticas públicas reforçando o nosso compromisso com a formação de uma cultura preventiva, pautada pelo desenvolvimento de ações educativas focadas na conscientização e na disseminação de informações relevantes à sociedade”, reforça Wilson Toneto, presidente da companhia no Brasil.
“A importância de programas como este é desenvolver nas crianças a cidadania e o senso de responsabilidade por um trânsito mais humano e seguro, uma vez que elas serão os futuros motoristas e já participam ativamente do trânsito como pedestres ou passageiros”, avalia Daniel Annenberg, diretor-presidente do Detran/SP.
Focado na capacitação de educadores que desenvolvem trabalhos escolares com os alunos, o programa Educação Viária é Vital é desenvolvido desde 2004 pela Fundación no Brasil. A iniciativa destaca-se por ser uma ação educativa que envolve os alunos em uma ampla pesquisa sobre as condições da circulação viária das comunidades próximas às escolas, incentivando-os a implementar ações que tornem a circulação mais segura, justa e eficiente.
Em 2013, o programa esteve presente em nove estados brasileiros (São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina, Acre, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Paraíba), com a participação de 1.240 professores de 809 escolas e a estimativa de 47.120 alunos beneficiados.
As atividades em parceria com o Detran/SP serão iniciadas em 2015, com um piloto em 20 municípios que prevê a realização de 20 turmas com até 36 profissionais da educação durante o ano, beneficiando 360 escolas e 720 profissionais da educação.
A cerimônia de assinatura da parceria foi realizada na sede do DETRAN/SP, no dia 29 de outubro, com a presença do diretor-presidente do Detran/SP, Daniel Annenberg, e do presidente da Mapfre no Brasil, Wilson Toneto.
A Sul América informar que o Conselho de Administração da Companhia, em reunião realizada no dia 30 de outubro, aprovou a contratação da Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes, para a prestação de serviços de auditoria independente da Companhia e de suas controladas diretas e indiretas durante o período de 5 anos, a partir do primeiro trimestre de 2015, em substituição à KPMG Auditores Independentes, cujos serviços se encerrarão com a auditoria das Demonstrações Financeiras Consolidadas da Companhia referentes ao exercício social que se encerrará em 31 de dezembro de 2014. A mudança dos auditores independentes atende ao rodízio obrigatório estabelecido pela Instrução CVM 308/99, conforme alterada.
Considerado o maior evento do setor de seguros do Rio de Janeiro, o ENCONSEG – Encontro de Corretores de Seguros do Estado do Rio de Janeiro parte para a sua quinta edição com uma programação de alto nível.
Marcado para esta sexta-feira (31 de outubro), no Centro de Convenções SulAmérica (Cidade Nova), das 7:30h às 19:15h, o evento, já tradicional no calendário do segmento segurador no país, espera reunir cerca de 1.500 profissionais da área e os principais players do setor.
Promovido pelo Sincor-RJ, com patrocínio da SulAmérica Seguros e Bradesco Seguros, o V ENCONSEG tem como tema este ano “A atuação de corretores de seguros e seguradoras em um mercado orientado para os clientes” e contará com palestras do presidente do Outback Steakhouse no Brasil Salim Maroun; do presidente da Empresa Olímpica Municipal Joaquim Monteiro de Carvalho; do consultor Yacoff Sarkovas; do jornalista Paulo Henrique Amorim, e do publicitário Clóvis Tavares.
A programação inclui ainda painéis com importantes dirigentes do setor: Henrique Brandão, presidente do Sincor-RJ; Gabriel Portella, presidente da SulAmérica Seguros; Marco Antonio Rossi, Presidente da Bradesco Seguros/CNseg; Paulo Marracini (FenSeg), Marcio Coriolano (FenaSaúde), Osvaldo Nascimento (FenaPrevi), Marco Antonio Barros (FenaCap) e Ricardo Garrido (Vice-presidente do Sincor-RJ).
CREDENCIAMENTO DE IMPRENSA:
Caso queira se credenciar, favor responder este e-mail ou entrar em contato com a Factual Comunicação, através dos telefones (21) 2226-1346 / 2226-1347 / 2226-1349 e falar com Lygia Bittencourt.
PROGRAMAÇÃO | V ENCONSEG:
7h30 às 8h30 – Welcome Coffee e Credenciamento
8h30 às 10h30 – Abertura do Evento: Henrique Brandão – Presidente do SINCOR RJ; Gabriel Portella – Presidente da SulAmérica Seguros; e Marco Antonio Rossi – Presidente da Bradesco Seguros; Autoridades do setor (SUSEP, IRB, ANS).
10h30 às 11h – Palestra Salim Maroun – presidente do Outback Steakhouse no Brasil
11h às 11h30 – Coffee Break
11h30 às 12h15 – Palestra Joaquim Monteiro de Carvalho – Presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM)
12h15 às 14h15 – Almoço
14h15 às 15h15 – Palestra Paulo Henrique Amorim – ‘Perspectivas para o Brasil em 2015’
15h15 às 16h – Palestra Yacoff Sarkovas – ‘Empoderamento do Consumidor’
16h às 16h30 – Coffee Break
16h30 às 18h – Painel das Federações
Participantes: Marco Antonio Rossi (CNseg), Paulo Marracini (FenSeg), Marcio Coriolano (FenaSaúde), Osvaldo Nascimento (FenaPrevi), Marco Antonio Barros (FenaCap), Ricardo Garrido (Vice-Presidente do Sincor-RJ)
A busca por talentos é o maior desafio a ser enfrentado pelos líderes do mundo todo para que seus negócios prosperem. É o que apontou, mais uma pesquisa, a CEO Challenge de 2014, que ouviu 1020 líderes ao redor do mundo para descobrir quais são os seus principais desafios estratégicos e como superá-los. Na Ásia foram ouvidos 458 líderes (47% da amostra); na Europa 105 (10,3%); nos US 233 (22,8%); na América Latina 114 (11.2%) e em outras localidades 89 líderes (8,7%). Deste total 292, são do segmento de manufatura; 105 da indústria financeira e 564, da indústria de serviços. A receita de 92 delas supera os US$ 5 bilhões ao ano; 102 têm receita entre US$ 1bi e US$ 5bi; 205 entre US$ 100 milhões e US$ 1bi e 583 tem receita abaixo de US$ 100 milhões. Como esta é a primeira vez que a pesquisa inclui dados da América Latina via parceria entre a Mercer, Marsh e The Conference Board – que realiza a pesquisa no mundo inteiro – é possível comparar a diferença entre as regiões. Mas sabe-se que entre as 25 iniciativas que os líderes mencionaram estar implantando para atender aos cinco primeiros desafios, 12 deles tem a ver com pessoas.
A Amostra da América Latina reúne empresas que têm receita acima de US$ 5 bi em 10,7% da amostra; entre US$ 1bi e US$ 5 bi, 11,6%; entre US$ 1bi e US$ 100 mi, 32,1%; e abaixo de US$ 100 mi 45,5% da amostra.
Desafios
Globalmente América Latina
Capital Humano Excelência Operacional
Relacionamento com Clientes Capital Humano
Inovação Relacionamento com Clientes
Excelência Operacional Regulamentação do Governo
Regulamentação do Governo Inovação
Muitas empresas no auge da crise cortaram investimentos em treinamento. Esses investimentos terão que voltar com urgência, pois, com relação às pessoas, as empresas apontaram entre um dos mais importantes itens, prover treinamento e oportunidades de desenvolvimento para os colaboradores. Também está na listas destes líderes investir mais na retenção dos talentos-chaves; melhorar os processos e o engajamento dos gerentes na gestão do desempenho e aprimorar os programas de desenvolvimento de lideranças. Também será necessário buscar uma melhora na eficiência dos supervisores na linha de frente. Segundo eles, sem pessoas engajadas e produtivas, não há como manter um negócio, não importa a corporação ou quanto fature ao ano. Qualquer uma está correndo o risco de perder mercado por não criar programas de engajamento eficientes ou não preparar adequadamente sua equipe. A área de Recursos Humanos terá um papel decisivo para colaborar com esse cenário de busca de talentos-chaves e de relacionamento com o mercado e órgãos reguladores.
A pesquisa também apontou que na América Latina, alguns pontos críticos de cenário também podem influenciar nos resultados dos líderes. São eles: Relações Trabalhistas; Volatilidade Econômica e do Câmbio; Diversidade na Liderança Local; Análise de Big Data e Compliance com legislação local relacionada a corrupção e suborno. “Será fundamental, por exemplo, além de criar um programa mega eficiente na gestão de pessoas, também engajar-se com os competidores para influenciar a agenda regulatória em prol do fortalecimento e entendimento da legislação e dos códigos de conduta de negócios”, comenta André Maxnuk, líder da área de Fusões e Aquisições da Mercer.
Perto de completar nove anos de operação no país, a Berkley passa a adotar uma nova logomarca que vai ao encontro do processo de integração da identidade visual do Grupo Berkley. No caso do Brasil, a mudança será baseada na padronização de todas as companhias que atuam na América Latina.
Conforme o presidente da Berkley Brasil, José Marcelino Risden, o Grupo cresceu através da aquisição de empresas e da criação de startups que adotavam identificações próprias. Agora, em sintonia com uma nova linha de comunicação, a América Latina, assim como outras regiões do mundo, terão a mesma identidade, de acordo com o mercado em que atuam.
“A proposta é de unificação. A agilidade e a inovação constituem os principais valores preservados ao longo dos últimos anos de operação no Brasil e fortalecem, ainda mais, nossa marca não só no mercado de seguros brasileiro como no latino-americano, destaca José Marcelino.
O Grupo Berkley é reconhecido entre as 400 maiores empresas norte-americanas e tem conquistado respeito e confiança de profissionais de seguros de diferentes países, através das 47 subsidiárias que representam a marca por todo o mundo.
No Brasil, a companhia iniciou as operações em 2006 com foco em Seguro Garantia e, desde então, tem ampliado suas linhas de negócios com produtos voltados a Riscos Financeiros (Garantia e Fiança Locatícia), Ramos Diversos (Riscos de Engenharia, RD – Equipamentos/Benfeitorias e Eventos), Casualty (Responsabilidade Civil Geral, Responsabilidade Civil Profissional e D&O) e Transportes (Nacional e Internacional).
Como será o amanhã? Esse foi o tema do talk show que encerrou dois dias de debates sobre como o segmento de seguro de Vida e Previdência aberta deve se preparar para ter um futuro sustentável, com produtos adequados, preços acessíveis, consumidores satisfeitos e empresas capitalizadas. “Vocês precisam se comunicar de forma mais acessível, pois eu tive de consultar o manual de economia para entender o resumo do setor que me enviaram para que eu me preparasse para mediar essa discussão”, comentou Paulo Henrique Amorim, mediador do debate.
O comentário do jornalista contribuiu para promover um bate papo leve, sem os rebuscados termos técnicos que até pouco tempo atrás dominavam a comunicação do setor. Isso trouxe otimismo aos 500 participantes presentes no encerramento do VII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, que lutam para explicar à população a importância desses produtos, mas ainda esbarram na burocracia, na regulamentação e no conservadorismo, que dificultam implementar a simplicidade no programa de educação financeira para dois públicos vitais: o corretor de seguros, responsável por levar o produto ao consumidor, e a emergente classe C, ainda pouco familiarizada com jargões do setor.
Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros e vice-presidente da FenaPrevi, que coordenou a organização do evento, afirmou que seu sonho é ver dados de previdência divulgados mensalmente, como hoje acontece na indústria automobilística. “Quando tivermos a imprensa divulgando que tantas pessoas ingressaram no sistema de previdência aberta, que passou a pagar tantas aposentadorias, como uma referência de indicador econômico e social, terei certeza de que conseguimos implementar boa parte do que queremos, que é levar à sociedade a importância do produto com o qual trabalhamos”.
De acordo com os participantes, há um longo caminho a percorrer para que o sonho de Snel se torne realidade. Osvaldo Nascimento, presidente da FenaPrevi, relatou que muito já foi feito desde a criação dos planos PGBL e VGBL. Apesar da difícil nomenclatura, as pessoas já se habituaram a associar as siglas a um plano de previdência. “Os planos estimularam o crescimento da previdência aberta pela padronização, facilitando a venda e fomentando a consciência da cultura de poupar no longo prazo. As empresas de previdência saíram de reservas de R$ 3 bilhões em 2003 para R$ 400 bilhões em 2013. E as projeções de crescimento para os próximos anos são muito otimistas”, comentou.
Com tantas mudanças no mundo e no Brasil, agora é preciso inovar e revisitar o arcabouço de regras do setor, afirmou o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Diogo Oliveira. “O futuro nos remete a uma população mais educada financeiramente e com renda maior, o que cria demanda por produtos de vida e previdência.” Mas é preciso avançar nas discussões para resolver algumas questões importantes. Os desafios envolvem a modernização dos canais de distribuição e questões de “suitability”, termo em inglês que significa adequação, compatibilidade. “O consultor tem de identificar o perfil de risco do cliente para ofertar algo que ele precise e compreenda, considerando-se os riscos. Não é possível mais vender um fundo de renda fixa deixando o investidor pensar que é renda certa. Ele tem de entender que há volatilidade e que o fundo pode apresentar perdas”, frisou Oliveira, acrescentando que o grande objetivo do governo é que a previdência complementar sirva como amortecimento de perda de renda da população na aposentadoria.
Além de incentivar a educação financeira e ter o produto sob medida às necessidades do cliente, é preciso levar o plano de previdência a um número maior de pessoas. A saída para isso, segundo ele, está em tecnologia e redução de custos. “Temos atuado com a edição de regras para pagamentos remotos, via celular, por exemplo, bem como na simplificação das exigências do que tem de constar na papelaria dos produtos. Essas iniciativas facilitam a criação de produtos acessíveis, tanto em relação a preços como em oferta simplificada”, acrescentou.
Rever a questão da tributação dos produtos financeiros é um dos grandes desafios, segundo Oliveira. “Temos muitos títulos no mercado com características semelhantes e que estão submetidos a tributações distintas, criando conflitos quando olhados de forma conjunta. Esse é o ponto que deveríamos atacar na revisão da tributação”, enfatizou. “Consertar isso não é fácil, pois são contratos que estão em andamento e movimentam mais de R$ 1 trilhão. Mas é um desafio que teremos de enfrentar”.
Roberto Westenberger, superintendente da Susep, afirmou que há seis meses, desde que assumiu a autarquia, vem implementando um programa de modernização, solicitado na época de sua nomeação pelo ministro Guido Mantega. A rotina está em simplificar a vida das companhias de seguros ao mesmo tempo em que se aperta o cerco no que diz respeito a proteção do consumidor. “Estamos debruçados também no tema de auto-regulação dos corretores, uma vez que, entre as megatendências para os próximos 20 anos, temos a transferência do poder para o consumidor. Isso exige uma boa oferta por parte dos corretores, que, por sua vez, precisam de bons produtos para convencer o investidor a poupar e se proteger financeiramente dos riscos futuros. Apesar de estarmos felizes por vivermos mais, precisamos ter proteção financeira e seguradoras capitalizadas que assumam parte do risco da longevidade”.
Antonio Cassio dos Santos, ex-presidente da FenaPrevi e ex-CEO para a América Latina do grupo Zurich, alertou para a tendência mundial do setor de Previdência e Vida. Ele citou as consequências do aumento da longevidade e da queda dos ganhos financeiros. “As pessoas estão vivendo mais e a rentabilidade está cada dia mais apertada. O tratamento tributário, algo em debate no Brasil para produtos de vida e acumulação, tende a ser restritivo no mundo em função dos déficits acumulados pelos governos nesses últimos anos de crise financeira. Assim, o grande desafio no mundo está em como gerar lucro capaz de pagar os dividendos que os investidores esperam.”
Nos mercados emergentes, diz Santos, as classes C e D são as mais vulneráveis e que necessitam de cobertura de risco. No entanto, o acesso a essas pessoas é a chave do sucesso da operação. Segundo ele, a inovação na forma de cobrança é fundamental para baratear o custo e assim massificar a venda, tornando a carteira rentável para atrair o corretor. “Temos um céu de brigadeiro nos próximos quarto anos e a regulamentação do agente de vendas vai resolver boa parte da distribuição do mercado”, aposta, acrescentando que investir no cálculo do preço do seguro com base no comportamento das pessoas e não só na idade também é uma tendência para o futuro.
Para finalizar o debate, o presidente da FenaPrevi afirmou que graças ao diálogo entre seguradoras, corretores, clientes, órgãos reguladores e de defesa do consumidor tem sido possível aperfeiçoar o setor. “Temos um superintendente que é conhecedor do setor, o que faz com que as discussões sejam gratificantes. Mas o tripé que garantirá o futuro do nosso setor é a estabilidade da economia, a gestão dos indicadores como emprego e inflação e o respeito aos contratos”.
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