Quedas nas vendas afeta resultados da Brasil Insurance

brasil insuranceA Brasil Insurance divulgou lucro líquido ajustado de R$ 14 milhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 57% quando comparado ao terceiro trimestre de 2013. A receita líquida ficou em R$ 58,3 milhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 21,5% sobre os R$ 74,3 milhões do mesmo período do ano passado. A receita, segundo dados publicados no portal da companhia e em informe na CVM e Bovespa, , foi impactada pelo baixo nível de crescimento orgânico. No terceiro trimestre deste ano, as despesas operacionais totalizaram R$ 51,4 milhões, um aumento de 63,6% quando comparadas mesmo período de 2013.

O grupo realizou na última segunda-feira um encontro com os principais clientes em São Paulo para contar como anda o processo de reestruturação desencadeado desde que Edward Lange assumiu o comando da holding, em junho deste ano. A base do processo é dar um tempo no processo de aquisição de corretoras para consolidar as compras feitas desde a criação da holding, em 2007, com 27 corretoras. Desde então, investiu R$ 488 milhões em aquisições. Neste ano, fez apenas uma compra – a da ISM, por aproximadamente R$ 18 milhões, a 52ª empresa integrada à holding. Quando chegou ao mercado, a Brasil Insurance informou que pretendia agrupar 80 empresas.

Enquanto esse processo corre, o grupo amplia o foco de atuação para aumentar as vendas e quer se aliar a pequenas redes de varejo, operadoras de cartões de crédito, times de futebol, entidades de classe e empresas para oferecer seguro.

Venda do setor avança 34,8% em setembro, para R$ 14 bilhões, puxada pelos planos VGBL

Fonte: Jornal do Commercio

A atividade de seguros, nas suas diversas modalidades, voltou a apresentar expressivo crescimento em setembro, como vem ocorrendo desde de junho, depois de um fraco primeiro semestre. As vendas em setembro – de 2013 para 2014 – passaram de R$ 10,439 bilhões para R$ 14,068 bilhões, expansão de 34,8%, o melhor desempenho do ano, como indicam as estatísticas da Superintendência de Seguros Privados (Susep), sem o ramo saúde e VGBL incluso. Sobre agosto, o avanço foi de 7,5% e no acumulado no ano chegou a 12,1%, com receita de R$ 117,700 bilhões. Se excluído da conta o VGBL, um plano previdenciário, o faturamento do setor em setembro desce para R$ 7,714 bilhões, alta de 12% sobre igual mês do exercício anterior.

A captação de receita com a comercialização dos planos VGBL bateu recorde em setembro, ao registrar crescimento de nada menos que 66,5%. Em valores absolutos, o salto foi de R$ 3,687 bilhões, em setembro do ano passado, para os atuais R$ 6,139 bilhões, 43,6% do total do mercado. No ano, contudo, o produto aponta incremento de 10,3%, aos R$ 48,315 bilhões, refletindo as quedas mensais registradas de janeiro a maio.

A evolução do segmento de pessoas em setembro, de 11,9%, ficou próximo a do mercado, se analisado sem a influência do VGBL. A carteira, no todo, faturou no mês R$ 2,285 bilhões, 43,4% através do seguro de vida, que cresceu 16,7%, para R$ 991,3 milhões. O seguro viagem foi o que apresentou crescimento mais expressivo no mês (49,9%), com prêmios de R$ 12,2 milhões. Outra expansão robusta, da ordem de 31,6%, aos R$ 149 milhões, foi verificada no seguro dotal misto, cobertura de sobrevivência que se compromete a pagar o capital segurado ao cliente ao fim do prazo do contrato. O seguro de doenças graves ou terminais registrou igualmente avanço significativo ao captar R$ 48,1 milhões: alta de 23%. Com participação de peso na carteira, o seguro prestamista, que salda financiamento em caso de morte ou invalidez do contratante, cresceu apenas 4,3%, tal como o de acidentes pessoais (4,9%).

Carro e propriedade

Já as vendas do seguro de automóvel, que detém parcela de mercado de 19%, avançou 12% em setembro, no limite da média do mercado (sem VGBL). O faturamento pulou de 2,663 bilhões, em setembro de 2013, para R$ 2,378 bilhões, em setembro último, considerando as coberturas de casco, assistências e responsabilidade civil facultativa. No acumulado do ano, no entanto, a carteira exibe expansão de apenas 7,2%, com prêmios de R$ 22,791 bilhões.

No setor patrimonial, a receita deu salto de 22% em setembro, no confronto com igual mês do ano passado. A receita foi a R$ 1,050 bilhão. O destaque foi o seguro de riscos diversos, que subiu 22,1%, para R$ 131,8 milhões, e o de riscos operacionais, que quase duplicou de tamanho no mês, para R$ 226,7 milhões. O seguro residencial avançou 12%, ao atingir prêmios de R$ 190,1 milhões, mesma performance do seguro empresarial, aos R$ 176,2 milhões. Os riscos de engenharia, ao contrário, sofreram contração de 1,1%, no patamar de R$ 36,6 milhões.

À mercê do rumo da economia, o segmento de transporte foi marcado pela retração de 14,3% em setembro, mês em que a receita encolheu R$ 45 milhões, ao registrar R$ 268,4 milhões, contra R$ 313,2 4 milhões em setembro do exercício passado. O seguro de exportação e importação despencou 50,4% e o de carga em território nacional, 12,8%. A responsabilidade civil do transportador rodoviário foi outro produto que caiu, no caso 6,6%, queda próxima à observada no seguro de roubo de mercadorias.

Na linha ascendente apareceram três outras carteiras de negócios do mercado. A primeira, de garantia contatual, movimentou faturamento de R$ 136,7 milhões em setembro, avanço de 56,5% sobre idêntico mês do ano passado. No ano, acumulou R$ 1,236 bilhão. As garantias do setor público cresceram 60%, enquanto as do setor privado exibiram elevação de 45%. A desenvoltura do ramo rural não ficou tão atrás: cresceu 41%, para R$ 298,3 milhões, com o seguro agrícola respondendo por 53% desse total. Este produto cresceu 78%. No ano, o conjunto da carteira contabilizou expansão de 40,4%, aos R$ 2,193 bilhões.

Embora não na mesma proporção, outro ramo que progrediu bem em setembro foi o habitacional, com aumento de 18,8% e vendas alcançando R$ 228,7 milhões, R$ 36,2 milhões a mais do que em setembro de 2013. No ano, o produto exibiu R$ 1,937 bilhão, alta de 19,7%.

ANS volta a suspender planos; 65 constam na lista

ans logoA Agência Nacional de Saúde (ANS) divulgou, nesta quinta-feira, a suspensão da venda de 65 planos de 16 operadoras de saúde. De acordo com nota publicada no site da ANS, foram mais de 12 mil reclamações registradas pela agência reguladora em três meses, correspondentes a usuários que não conseguiram marcar consultas, exames e cirurgias, e denunciaram os planos de saúde. Nesta quinta-feira, a ANS vai notificar as operadoras denunciadas.

Veja lista de planos suspensos

A suspensão é resultado do 11º ciclo do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento realizado pela agência reguladora. Ao todo, 586 mil consumidores que contrataram esses planos serão beneficiados, segundo a ANS.

As operadoras com planos suspensos podem receber multa que varia de R$ 80 mil a R$ 100 mil, de acordo com informações da ANS. Desde o início do programa de monitoramento feito pela agência reguladora, 1.017 planos de 142 operadoras já tiveram as vendas suspensas por se negarem a oferecer a cobertura prevista.

Ainda segundo a ANS, os planos de saúde que comprovaram melhoria no atendimento ao cidadão nos últimos três meses serão reativados. No total, 81 planos estão autorizados a voltar a funcionar.

Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, compra Duracell por US$ 4,7 bilhões

warren buffettFonte: Dow Jones Newswires

O bilionário investidor americano Warren Buffett vai pagar US$ 4,7 bilhões para comprar a fabricante de baterias Duracell, da Procter & Gamble (P&G), por meio da Berkshire Hathaway. A operação diversifica o leque de produtos do empreendedor ao mesmo tempo em que permite ao grupo detentor da marca a simplificação da estrutura de negócios.

De acordo com os termos do negócio, que deve ser concluído ao longo do segundo semestre de 2015, a P&G vai receber US$ 4,7 bilhões em ações da Berkshire Hathaway. A Duracell teve vendas de US$ 2,2 bilhões em 2013, mas vinha apresentando dificuldades para capturar crescimento. A P&G vai aportar US$ 1,8 bilhão na Duracell para recapitalizar a fabricante de baterias. Essa operação será positiva em termos de economia de impostos, informou a vendedora do ativo.

Atualmente, a Berkshire é a quinta maior acionista da P&G, com 2% do capital da companhia. “A Duracell sempre me impressionou, seja como investidor de longo prazo da P&G, seja como consumidor”, disse Buffett, presidente da Berkshire Hathaway.

Com US$ 50 bilhões em caixa, Buffett tem dito que está à caça de “elefantes” que possam ampliar significativamente as receitas da Berkshire Hathaway. Em outubro, a empresa comprou a quinta maior varejista de automóveis dos Estados Unidos. Já a P&G vem tentando vender a Duracell desde 2007. Em outubro, a companhia chegou a dizer que poderia dividir essa unidade com os acionistas.

Howden Broking adquire corretora Harmonia

O Grupo Howden Broking, parte do Grupo Securitário Hyperion, comprou a Harmonia Corretora de Seguros Ltda (Harmonia), empresa da Hub International Limited. A operação depende de aprovação regulatória. A corretora Harmonia, com sede em São Paulo, continuará a ser presidida por José Conduta. Com mais de uma centena de colaboradores nos seus três escritórios, a Harmonia é especializada na Gestão de Benefícios e em Ramos Elementares. A Howden negociou a aquisição da Harmonia perante a Hub International Limited.

Proposta estabelece limite para taxas em plano de previdência complementar

Fonte: Agência Câmara

A Câmara analisa o Projeto de Lei Complementar 401/14, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que estabelece limite de 5% para as taxas de administração e de carregamento cobradas pelas administradoras de planos de previdência complementar.

A proposta altera a lei que trata do regime de previdência complementar (Lei Complementar 109/01). Segundo Bezerra, com dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), essas taxas na maior parte dos fundos não supera o limite da proposta. Há uma resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que estabelece teto de 10% para as taxas de carregamento.

A taxa de administração incide sobre o patrimônio das reservas do fundo de previdência e não apenas sobre a rentabilidade obtida. Já a taxa de carregamento pode incidir sobre cada aporte ou o resgate de contribuição ou sobre ambos.

De acordo com Bezerra, os participantes dos planos precisam se precaver em relação às taxas incidentes sobre as contribuições e as reservas acumuladas para garantia dos benefícios. “Os encargos cobrados pelas entidades podem corroer até metade do rendimento”, afirmou o parlamentar.

Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), os investimentos dos planos de previdência complementar aberta chegaram a R$ 374,2 bilhões no final do ano de 2013. Já os fundos de previdência complementar fechada, como a Previ do Banco do Brasil, chegaram a R$ 671,3 bilhões de ativos totais no final do 3º trimestre de 2013, de acordo com a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

Tramitação

A proposta tramita em caráter prioritário e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, o texto segue para o Plenário.

Consultoria & Serviços ajudam as empresas a mitigarem os riscos de acidentes, ganhando rentabilidade

ARTIGO

por Alfredo Chaia, Diretor da AIG Consultoria & Serviços

Acidentes de trabalho, como o próprio nome já diz, são fatalidades que acontecem, mas isso não quer dizer que esses acontecimentos não podem ser menos recorrentes. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), todos os anos aproximadamente 270 milhões de acidentes acontecem em todo o mundo. Do total, 2,2 milhões resultaram em mortes.

De acordo com o relatório da OIT divulgado em 2013, 1,3 milhões de acidentes ocorrem no Brasil. Ainda de acordo com o estudo, atualmente, o País ocupa o 4º lugar no mundo em relação ao número de mortes, com 2.503 óbitos, atrás apenas da China (14.924), Estados Unidos (5.764) e Rússia (3.090).

No Brasil, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego e Previdência Social, as áreas com os maiores números de mortes são: Transporte, Armazenagem e Comunicações, com sete óbitos entre 3.855 trabalhadores; a Indústria da Construção, com seis óbitos entre 6.908 trabalhadores e o Comércio e Veículos, com cinco óbitos entre 24.782 trabalhadores.

Desde 2010, com a aplicação do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), as empresas são obrigadas a pagarem mais impostos sobre a folha de pagamento conforme o índice de acidentes de trabalho. Com os custos de capital cada vez mais críticos, a mitigação dos riscos acaba influenciando diretamente nos lucros, pois traz maior rentabilidade. Portanto, investir em segurança passou a ser um investimento e não uma despesa.

Atualmente, existem empresas especializadas em ajudar as Companhias a mitigarem e, eventualmente, eliminarem os riscos, evitando possíveis acidentes e despesas. São as empresas de Consultoria & Serviço que, com a ajuda de engenheiros e técnicos especializados, visitam as Companhias, indicam os principais perigos e as necessárias proteções.

Uma maneira fácil de explicar a atuação da unidade de Consultoria & Serviços é ter como exemplo um pedestre atravessando a rua. O risco que ele corre ao atravessar fora da faixa e entre os carros na via é alto. Já se ele atravessar na faixa de pedestres, o risco se torna baixo. Porém, ao atravessar na passarela, o risco é nulo. A consultoria faz exatamente isso, aponta os riscos e os níveis deles.

O aumento da economia brasileira também contribuiu para uma maior sofisticação da indústria nacional, expondo os empresários a riscos até então desconhecidos. Atualmente, pequenas empresas brasileiras concorrem diretamente com grandes multinacionais em diversos setores e ter uma avaliação dos riscos pode refletir em uma maior competitividade. No Brasil, as empresas que mais procuram a Consultoria e Serviços são: Construção, Manufatura e Logística.

A Consultoria ainda pode ser usada para casos de ampliação da empresa. Muitas vezes, ao expandir uma Companhia no Brasil ou no Exterior, os executivos não estão cientes dos novos e maiores riscos que poderão enfrentar. A Consultoria & Serviços aponta essas ameaças e as melhores maneiras de solucioná-las sem afetar o crescimento da empresa.

Esses serviços são recomendados não somente para empresas que já sofreram acidentes e querem evitar novos danos, mas também para Companhias que nunca sofreram acidentes e pretendem continuar trabalhando em segurança. A Consultoria & Serviços busca reduzir a probabilidade do acontecimento de acidentes, mas atua também na redução da severidade, diminuindo os prejuízos e danos causados às empresas.

CNseg apresenta game de seguros em evento de Microsseguro no México

Caminhoneiro aFonte: Portal da CNseg

“O Caminheiro Estou Seguro!”, nome do game criado para o público infanto juvenil, foi uma das ações institucionais destacadas pela diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, em palestra apresentada nesta quarta-feira (12), na 10ª Conferência Internacional de Microsseguros, realizada na Cidade do México. Sua palestra tratou do “Papel das associações de seguros na proteção do consumidor” e foi assistida por cerca de 400 participantes de 59 países presentes ao encontro promovido pela Fundação Munich Re, Microinsurance Network ((MIN)) e Asociación Mexicana de Instituciones de Seguros (AMIS).

Na palestra, ela explicou que, tendo em vista o grande interesse que os jogos eletrônicos despertam no mundo digital, a CNseg decidiu criar um game para chamar atenção de novos públicos, ampliar seu conhecimento de seguros e exibir a gama de coberturas existentes no mercado, a partir de uma mensagem subliminar.

Para tanto, os idealizadores do jogo- a empresa Guanabara Games- criaram um enredo, no qual um motorista de caminhão vai sendo apresentado a uma série de seguros, à medida que sua viagem progride, tendo a oportunidade de proteger sua família, garantir a segurança de sua renda.

Para marcar mais pontos e crédito, o motorista precisa não só ser prudente, mas também contratar seguros nas diversas fases do jogo. O crédito obtido nas diversas fases é utilizado para comprar seguros, que são somados à pontuação final do jogador. Ele tem a opção de comprar ou não seguros, mas a aquisição garante o maior número de pontos acumulados. A cada seguro coletado ou contratado, a tela do jogo apresenta um breve resumo da cobertura adquirida.

Na prática, a intenção do jogo lúdico é condicionar o usuário a contratar e coletar seguros, não só pelas garantias que eles asseguram, mas também pelo aumento das chances de vitória na disputa.

Em razão da Conferência do México, o jogo da CNseg agora está disponível também em espanhol e em inglês no site da entidade. “O Caminheiro Estou Seguro!” é uma dos projetos inovadores de educação financeira da CNseg.

Microsseguro: Rossi destaca avanços durante conferência internacional

rossi mexicoFonte: Portal CNseg

Em discurso feito na abertura da 10ª Conferência Internacional de Microsseguros, nesta terça-feira, 11, na Cidade do México, o presidente da CNseg e da Federação Interamericana de Empresas de Seguros – FIDES, Marco Antonio Rossi, destacou a crescente importância do microsseguro na indústria mundial de seguros. Nesse sentido, apontou a Conferência como fonte inspiradora para o desenvolvimento de novos produtos voltados à população de baixa renda.

A conferência do México, organizada pela Fundação Munich Re, Microinsurance Network ((MIN)) e Asociación Mexicana de Instituciones de Seguros (AMIS), conta com cerca de 400 participantes, oriundos de 59 países, para avaliar o avanço e discutir as perspectivas dos microsseguros. Serão três dias de relatos de experiências bem-sucedidas e de novos desafios no esforço para ampliar os seguros para pessoas de baixa renda em todo o mundo.

Marco Antonio Rossi considera o “microsseguro uma salvaguarda para o patrimônio da população de baixa renda, que é acumulado com grande esforço. Lembrando o caminho irregular na trajetória de superação da pobreza, Rossi assinalou que, em tempos de aumento de renda, os pobres melhoram a condição de vida, mas, quando encontram impactos e dificuldades financeiras, regridem. Nesse quadro, cabe ao microsseguro contribuir para tornar esse zigue-zague uma linha reta e ascendente, reduzindo o impacto negativo dos imprevistos financeiros na vida da população de baixa renda.

A seu ver, desde a edição da conferência de Munique, ocorrida há 10 anos, na Alemanha, o mundo mudou, sobretudo na universalização dos serviços tecnológicos de comunicação, com destaque para o uso do telefone celular, fenômeno este que abriu caminho para o acesso do seguro às populações de baixa renda, englobando todo o ciclo do mercado segurador, da criação, venda até a indenização.

Em consequência disso, ratificou-se o uso de múltiplos canais de distribuição de produtos para a população de baixa renda, tendo em vista o objetivo de alcançar o consumidor onde quer que ele esteja e a um custo adequado. “Isso significa a reavaliação de antigos paradigmas. Nesta nova perspectiva, corretores tradicionais passam a conviver em harmonia com correspondentes bancários e de microsseguros. Por outro lado, novas abordagens de aproximação com o consumidor final, utilizando centrais de atendimento, internet, telefones celulares, POS e ATMs, entre outras, permitem ampliar a oferta de produtos, atender às demandas e oferecer um atendimento mais ágil, para além da tradicional abordagem pessoal”, lembrou ele.

Na condição também de presidente da Fides, Marco Antonio Rossi citou números relevantes para a indústria de seguros da América Latina. Tomando como base um estudo do Banco Mundial de 2012, ele assinalou que a classe média somava 103 milhões de pessoas na América Latina em 2003, e seis anos depois contava com 152 milhões. Uma expansão de 50% nesse estrato social. “Este contingente é bastante expressivo. No Brasil, a chamada nova classe média brasileira consome cerca de R$ 1 trilhão anualmente, o que a tornaria a 18ª maior nação do mundo na classificação de consumo”.

A seu ver, a indústria de seguros hoje já é capaz de fornecer cobertura adequada a um custo suportável para uma parte considerável desta população. Porém, destacou, essa realidade não apresentaria um espectro tão amplo, não fossem os resultados dos trabalhos e esforços das instituições voltadas para esse tema. “Esforços traduzidos pelo mapeamento detalhado, pesquisas em profundidade, os campos da tecnologia, canais de distribuição, adequação de coberturas e prêmios, capacitação dos canais de venda, simplificação de linguagem, pagamento de sinistros, entre outros”, enumerou ele.

Toda esta experiência compartilhada forneceu e continua fornecendo elementos fundamentais à indústria de seguros, aos seus parceiros e também aos órgãos supervisores de seguros nas suas estratégias de adequação das operações e controles para este novo cenário, acrescentou ele.

Marco Antonio Rossi deixou claro que o seguro é um dos instrumentos capazes de alavancar a melhoria da qualidade de vida da população. Ele está certo de que a queda à metade da pobreza extrema no mundo, constatada no Relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de 2014, tem alguma contribuição dos programas de microsseguros, mas ainda há um largo caminho a percorrer. Mas o mercado está pronto para enfrentar os desafios de buscar novos consumidores e se reinventar para atendê-los, assegurou.

Ainda durante a solenidade de abertura do evento, Marco Antonio Rossi aproveitou para homenagear representantes de instituições mais ativas no desenvolvimento de microsseguros, como o presidente da Munich Re Foundation, Thomas Loster, e Craig Churchill, presidente da Impact Insurance Facility e do Microinsurance Network.

A delegação brasileira chefiada por Marco Antonio Rossi é formada pela diretora executiva da Confederação, Solange Beatriz Palheiro Mendes, a superintendente de Relações com o Mercado, Maria Elena Bidino (CNseg), o gerente Ricardo Tavares (CNseg), Bento Zanzini (BB/Mapfre), Eugênio Velasques e Rodolf Ern (Bradesco Seguros).

SulAmérica recebe título de empresa parceira da cultura carioca

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A SulAmérica recebeu esta semana o certificado de “Empresa Parceira da Cultura Carioca” da Prefeitura do Rio. A companhia é reconhecida pela contribuição à cultura da cidade durante o ano de 2014.

A seguradora investe em cultura há 118 anos, patrocinou por mais de duas décadas o Projeto Aquarius, iniciativa do jornal O Globo em parceira com a ​Orquestra Sinfônica Brasileira, que reuniu milhares de pessoas nas areias de Copacabana.

Atualmente a companhia promove o Circuito SulAmérica de Música e Movimento, iniciativa que visa democratizar o acesso à cultura pelo País. Neste ano foram 150 mil pessoas impactadas e 8800 ingressos distribuídos. Entre os espetáculos patrocinados estão os musicais Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, Tim Maia – Vale Tudo, Os Saltimbancos, Palavra Cantada e Lampião e Lancelote.