CNseg apresenta game de seguros em evento de Microsseguro no México

Caminhoneiro aFonte: Portal da CNseg

“O Caminheiro Estou Seguro!”, nome do game criado para o público infanto juvenil, foi uma das ações institucionais destacadas pela diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, em palestra apresentada nesta quarta-feira (12), na 10ª Conferência Internacional de Microsseguros, realizada na Cidade do México. Sua palestra tratou do “Papel das associações de seguros na proteção do consumidor” e foi assistida por cerca de 400 participantes de 59 países presentes ao encontro promovido pela Fundação Munich Re, Microinsurance Network ((MIN)) e Asociación Mexicana de Instituciones de Seguros (AMIS).

Na palestra, ela explicou que, tendo em vista o grande interesse que os jogos eletrônicos despertam no mundo digital, a CNseg decidiu criar um game para chamar atenção de novos públicos, ampliar seu conhecimento de seguros e exibir a gama de coberturas existentes no mercado, a partir de uma mensagem subliminar.

Para tanto, os idealizadores do jogo- a empresa Guanabara Games- criaram um enredo, no qual um motorista de caminhão vai sendo apresentado a uma série de seguros, à medida que sua viagem progride, tendo a oportunidade de proteger sua família, garantir a segurança de sua renda.

Para marcar mais pontos e crédito, o motorista precisa não só ser prudente, mas também contratar seguros nas diversas fases do jogo. O crédito obtido nas diversas fases é utilizado para comprar seguros, que são somados à pontuação final do jogador. Ele tem a opção de comprar ou não seguros, mas a aquisição garante o maior número de pontos acumulados. A cada seguro coletado ou contratado, a tela do jogo apresenta um breve resumo da cobertura adquirida.

Na prática, a intenção do jogo lúdico é condicionar o usuário a contratar e coletar seguros, não só pelas garantias que eles asseguram, mas também pelo aumento das chances de vitória na disputa.

Em razão da Conferência do México, o jogo da CNseg agora está disponível também em espanhol e em inglês no site da entidade. “O Caminheiro Estou Seguro!” é uma dos projetos inovadores de educação financeira da CNseg.

Microsseguro: Rossi destaca avanços durante conferência internacional

rossi mexicoFonte: Portal CNseg

Em discurso feito na abertura da 10ª Conferência Internacional de Microsseguros, nesta terça-feira, 11, na Cidade do México, o presidente da CNseg e da Federação Interamericana de Empresas de Seguros – FIDES, Marco Antonio Rossi, destacou a crescente importância do microsseguro na indústria mundial de seguros. Nesse sentido, apontou a Conferência como fonte inspiradora para o desenvolvimento de novos produtos voltados à população de baixa renda.

A conferência do México, organizada pela Fundação Munich Re, Microinsurance Network ((MIN)) e Asociación Mexicana de Instituciones de Seguros (AMIS), conta com cerca de 400 participantes, oriundos de 59 países, para avaliar o avanço e discutir as perspectivas dos microsseguros. Serão três dias de relatos de experiências bem-sucedidas e de novos desafios no esforço para ampliar os seguros para pessoas de baixa renda em todo o mundo.

Marco Antonio Rossi considera o “microsseguro uma salvaguarda para o patrimônio da população de baixa renda, que é acumulado com grande esforço. Lembrando o caminho irregular na trajetória de superação da pobreza, Rossi assinalou que, em tempos de aumento de renda, os pobres melhoram a condição de vida, mas, quando encontram impactos e dificuldades financeiras, regridem. Nesse quadro, cabe ao microsseguro contribuir para tornar esse zigue-zague uma linha reta e ascendente, reduzindo o impacto negativo dos imprevistos financeiros na vida da população de baixa renda.

A seu ver, desde a edição da conferência de Munique, ocorrida há 10 anos, na Alemanha, o mundo mudou, sobretudo na universalização dos serviços tecnológicos de comunicação, com destaque para o uso do telefone celular, fenômeno este que abriu caminho para o acesso do seguro às populações de baixa renda, englobando todo o ciclo do mercado segurador, da criação, venda até a indenização.

Em consequência disso, ratificou-se o uso de múltiplos canais de distribuição de produtos para a população de baixa renda, tendo em vista o objetivo de alcançar o consumidor onde quer que ele esteja e a um custo adequado. “Isso significa a reavaliação de antigos paradigmas. Nesta nova perspectiva, corretores tradicionais passam a conviver em harmonia com correspondentes bancários e de microsseguros. Por outro lado, novas abordagens de aproximação com o consumidor final, utilizando centrais de atendimento, internet, telefones celulares, POS e ATMs, entre outras, permitem ampliar a oferta de produtos, atender às demandas e oferecer um atendimento mais ágil, para além da tradicional abordagem pessoal”, lembrou ele.

Na condição também de presidente da Fides, Marco Antonio Rossi citou números relevantes para a indústria de seguros da América Latina. Tomando como base um estudo do Banco Mundial de 2012, ele assinalou que a classe média somava 103 milhões de pessoas na América Latina em 2003, e seis anos depois contava com 152 milhões. Uma expansão de 50% nesse estrato social. “Este contingente é bastante expressivo. No Brasil, a chamada nova classe média brasileira consome cerca de R$ 1 trilhão anualmente, o que a tornaria a 18ª maior nação do mundo na classificação de consumo”.

A seu ver, a indústria de seguros hoje já é capaz de fornecer cobertura adequada a um custo suportável para uma parte considerável desta população. Porém, destacou, essa realidade não apresentaria um espectro tão amplo, não fossem os resultados dos trabalhos e esforços das instituições voltadas para esse tema. “Esforços traduzidos pelo mapeamento detalhado, pesquisas em profundidade, os campos da tecnologia, canais de distribuição, adequação de coberturas e prêmios, capacitação dos canais de venda, simplificação de linguagem, pagamento de sinistros, entre outros”, enumerou ele.

Toda esta experiência compartilhada forneceu e continua fornecendo elementos fundamentais à indústria de seguros, aos seus parceiros e também aos órgãos supervisores de seguros nas suas estratégias de adequação das operações e controles para este novo cenário, acrescentou ele.

Marco Antonio Rossi deixou claro que o seguro é um dos instrumentos capazes de alavancar a melhoria da qualidade de vida da população. Ele está certo de que a queda à metade da pobreza extrema no mundo, constatada no Relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de 2014, tem alguma contribuição dos programas de microsseguros, mas ainda há um largo caminho a percorrer. Mas o mercado está pronto para enfrentar os desafios de buscar novos consumidores e se reinventar para atendê-los, assegurou.

Ainda durante a solenidade de abertura do evento, Marco Antonio Rossi aproveitou para homenagear representantes de instituições mais ativas no desenvolvimento de microsseguros, como o presidente da Munich Re Foundation, Thomas Loster, e Craig Churchill, presidente da Impact Insurance Facility e do Microinsurance Network.

A delegação brasileira chefiada por Marco Antonio Rossi é formada pela diretora executiva da Confederação, Solange Beatriz Palheiro Mendes, a superintendente de Relações com o Mercado, Maria Elena Bidino (CNseg), o gerente Ricardo Tavares (CNseg), Bento Zanzini (BB/Mapfre), Eugênio Velasques e Rodolf Ern (Bradesco Seguros).

SulAmérica recebe título de empresa parceira da cultura carioca

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A SulAmérica recebeu esta semana o certificado de “Empresa Parceira da Cultura Carioca” da Prefeitura do Rio. A companhia é reconhecida pela contribuição à cultura da cidade durante o ano de 2014.

A seguradora investe em cultura há 118 anos, patrocinou por mais de duas décadas o Projeto Aquarius, iniciativa do jornal O Globo em parceira com a ​Orquestra Sinfônica Brasileira, que reuniu milhares de pessoas nas areias de Copacabana.

Atualmente a companhia promove o Circuito SulAmérica de Música e Movimento, iniciativa que visa democratizar o acesso à cultura pelo País. Neste ano foram 150 mil pessoas impactadas e 8800 ingressos distribuídos. Entre os espetáculos patrocinados estão os musicais Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, Tim Maia – Vale Tudo, Os Saltimbancos, Palavra Cantada e Lampião e Lancelote.

Mongeral Aegon investe para desenvolver mercado local de transferência de risco de longevidade

IMG_0195Um grande mercado se abre para as seguradoras: assumir riscos de longevidade que preocupam fundos de pensão. Com o aumento da expectativa de vida, taxas de juros declinantes, e tendência de menos empregados com carteira assinada, as patrocinadoras de fundos de aposentadoria estão buscando alternativas para manter o equilíbrio entre arrecadação e pagamento de benefícios acordados aos seus funcionários.

“A cura do câncer, por exemplo. Isso traz um grande impacto para os fundos, que calcularam taxas atuariais com base em uma expectativa de que as pessoas morreriam dessa moléstia. E hoje a medicina salva muitas vidas”. explica Nilton Molina, presidente do Conselho da Mongeral Aegon e membro do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC).

Realmente viver mais traz um custo enorme a todos e é preciso se preparar. O risco de longevidade é saber se os planos de pensão públicos e privados terão renda para pagar pensões e aposentadorias por períodos mais longos do que previsto. E esse questionamento tem trazido inquietação sobre a sustentabilidade de sistemas de aposentadoria globalmente. “Claro. É um problema que atinge toda a sociedade. Do trabalhador ao acionista da empresa patrocinadora de um fundo”, ressalta Molina, que há anos busca desenvolver a cultura de gerenciamento de risco previdenciários no Brasil e onde recepcionou, ao lado do filho Helder Molina, CEO da Mongeral Aegon, cerca de 180 profissionais de fundos fechados no II Worshop Transferência de Risco de Fundo de Pensão Mongeral Aegon realizado na terça-feira, um dia antes da realização do 35ª edição do Congresso sobre Previdência Complementar Fechada, promovido pela Abrapp.

Chris Madsen, da Aegon Blue Square Re, revela que a cada ano de expectativa de vida adicional acrescenta cerca de 4% ao passivo de pensão de um plano típico. “A expectativa de vida está aumentando cerca de 2 a 3 anos por década. No caso do câncer, entre 4 e 5 anos por década”, ressalta. “Caso o câncer seja removido como causa de morte, a melboria na taxa de mortalidade média pode aumentar entre 20% a 25%”.

Assim, a medida que a longevidade aumenta, é preciso um valor maior para manter a mesma proporção de renda vitalícia. Esse é um problema que preocupa o mundo. Muitas são as hipóteses financeiras em discussão, principalmente nos EUA, com ativos previdenciários superiores a US$ 17 trilhões, no Japão, com US$ 3,7 trilhões, e nos países da Europa, sendo o Reino Unido o maior, com US$ 2,7 trilhões.

No escopo de alternativas há uma estratégia de investimento mais agressiva, desenvolvimento do mercado de títulos de longevidade, com hedges de taxas de juros, ações e inflação, bem como a retira de patrocínio (conhecido como buy out), e a transferência do risco atuarial e financeiro para um gestor, que pode ser um banco de investimento, uma resseguradora ou uma seguradora (buy in). “Há uma tendência clara nos EUA e no Reino Unido de transferência de risco de fundos corporativos e isso tem a ver com o patrocinador do plano, que cada dia mais se pergunta: Eu, como empresa. tenho de ter foco em coisas que o acionista pode identificar como bom negócio e não com algo que é especialidade do mercado financeiro”, comenta Michael Moloney, sócio da Oliver Wyman.

Segundo ele, cerca de 48% dos patrocinadores de planos empresariais dizem que provavelmente realizarão uma transação de retirada de patrocínio nos próximos dois anos. “Um mercado e tanto para as seguradoras”, diz que citou experiências recentes de transferência e gestão de riscos de longevidade como a da General Motors, da Verizon, da Motorola, e da canadense CPP Investment Board, que adquiriu a resseguradora Wilton Re nos Estados Unidos neste ano.

Na operação conhecida como “buy-out”, os ativos e passivos de um fundo de pensão são transferidos para uma seguradora em troca de um prêmio inicial, explica Molina. O risco total é calculado numa complexa conta atuarial, levando-se em conta taxas de retorno de investimento, risco de longevidade, e inflação para planos indexados a índices. O risco aqui passa a ser do participante, expostos ao risco de falência da seguradora.

Já na opção de transferência de risco via “buy-in”, na qual o fundo mantém seus ativos e passivos e paga um valor à seguradora para assumir possíveis desembolsos de renda vitalícia, o fundo de pensão continua sendo o responsável direto pelos pensionistas. “Ele apenas se livra do risco de sobreviva do participante.

Já o mercado de derivativos, chamado no jargão financeiro de “swap de longevidade”, os bancos de investimentos montam uma estrutura de pagamentos fixos periódicos feitos para um intermediário, que contrata uma seguradora ou resseguradora, em troca do pagamento de benefícios nos casos de participantes longevos. “O fundo se mantém responsável pelos pensionistas e se protege com o hedge”, explica Molina.

Mongeral Aegon HelderEnquanto no mundo esse já é um mercado consolidado, no Brasil ele está em discussão. “Falamos sobre longevidade para ser um parceiro na criação de soluções”, Helder Molina, presidente da Mongeral Aegon, que busca trazer para o Brasil as melhores soluções já encontradas pelo sócio Aegon nos diversos países onde o grupo atua. Para que que as entidades fechadas possam transferir parte de seus riscos ou passivos para o mercado segurador, é preciso que o Conselho Nacional de Previdência Complementar regulamente as normas que já estão em discussão.. “O tema já está sendo debatido entre os reguladores e uma norma poderá ser anunciada até 2015 para disciplinar a venda de títulos conhecidos como life bonds”, prevê Molina.

O mercado de bonds life movimenta trilhões de dólares no mundo e passam por uma readequação regulatória. “Em 2009, JP Morgan, UBS, Credit Suisse, RBS, BNP Paribas e Nomura atuavam com derivativos de longevidade, mas hoje apenas três, Deutsche Bank, Societe Generale e Goldman Sachs”, disse a diretora do European Insurance Solutions Group, do Deustche Bank, Pretty Saggo. Segundo ela, as maiores exigências de capital pela regra conhecida como Basileia 3 determinada pelos reguladores internacionais tirou o apetite dos bancos por esse segmento.

Para Molina, especializado no segmento vida e previdência, o mercado de rendas diferidas deve acontecer antes mesmo do desenvolvimento de life bonds e já está sendo discutido na esfera dos órgãos reguladores. Trata-se de um seguro, que garante renda vitalícia para o participante que sobreviver mais do que o período estimado pelo fundo para pagamento de benefício. “O produto dá visibilidade do risco ao patrocinador ao determinar que se o participante tiver uma sobrevida além da expectativa de vida estimada no contrato, o custo correrá por conta da seguradora”, explica Molina.

Estudo – Segundo estudo de Kathrin Hoppe, especialista em Regulação e Supervisão de Seguros da Geneva Associaton, entidade que reúne os principais CEOs da indústria de seguros do mundo, o papel desempenhado pelos seguradores de fundos de pensão está ganhando mais importância, sobretudo devido ao aumento das populações idosas que hoje vivem muito mais tempo nos países industrializados, em face de condições de vida melhores e tratamento médico melhor. Apenas nos EUA, e desde 2011 no Reino Unido, não há idade legal para aposentadoria, motivando empregadores e empregados a desenvolverem novas formas de emprego, como os “trabalhadores grisalhos”.

Como consequência, os períodos de aposentadoria têm se alongado de forma significativa e os aposentados, por conseguinte, necessitam de mais economias para sustentar seu padrão de vida, escreve Kathrin. Enquanto a geração atual de aposentados ainda se beneficia dos fundos de seguridade social, os quais foram amplamente financiados quando as taxas de natalidade e de participação no mercado de trabalho eram mais altas, a geração mais jovem de hoje terá que contar, em grande parte, com os fundos privados e as economias pessoais.

O estudo revela que os fundos de seguridade social que existem com base em contrato entre gerações têm obrigações de pagamento com um número crescente de aposentados e estima-se que haja redução nos benefícios para beneficiários futuros. Ademais, um número crescente de empregadores passa de planos de benefício definido para planos de contribuição definida, mudando o risco de longevidade relativo a seus empregados.

Parte dessa geração de idosos viverá os últimos anos de vida com algum nível de dependência, necessitando fazer uso de cuidados de longa duração (LTC na sigla em inglês). LTC é um conjunto de serviços prestados diariamente, formalmente ou informalmente, em casa ou em instituições, a pessoas que sofrem de uma perda de mobilidade e de autonomia no dia-a-dia de suas vidas. Embora a perda de autonomia possa ocorrer em qualquer idade, sua frequência aumenta na idade avançada, comenta a autora em seu estudo.

Diferente do que ocorre com as apólices padrão de seguro saúde que pagam originalmente o custo da assistência médica, as apólices de LTC são contratos de longo prazo, concebidos para ajudar as pessoas com dificuldades físicas e/ou cognitivas, que pagam pela assistência nas atividades do cotidiano. Nem todos os sistemas nacionais de seguridade social cobrem os custos médicos e de assistência, e caso os cubra, muitas vezes isso não é suficiente para cobrir os custos reais. Como consequência, as pessoas físicas têm que confiar em suas próprias economias ou nos benefícios sociais. Mais uma vez, em especial no caso da geração mais jovem, que tem uma expectativa de vida ainda maior do que a atual geração de idosos, o cuidar é essencial.

O papel do seguro, portanto, afirma Kathrin, vai muito além do seu papel de investidor financeiro e suporte ao crescimento econômico. Desde já, mas cada vez mais no futuro, a eficácia do acordo entre gerações terá que contar com o seguro como um dos provedores de “produtos de poupança”, complementado por uma redução do risco de longevidade, para a época da aposentadoria. No momento, a penetração desses produtos no mercado ainda é baixa, de modo que o segurador não é somente o provedor, mas desempenha também um papel na criação de conscientização das soluções disponíveis.

Equilíbrio financeiro da carteira de automóvel será debatido na APTS

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Evento trará a análise de dois dos fatores que contribuem para o desequilíbrio do resultado financeiro do seguro de automóvel no âmbito do mercado segurador: a falta de conhecimento do segurado sobre as regras do seguro e as condições que dificultam o ressarcimento contra o causador do dano.

Dia 26 de novembro, a APTS promoverá um debate para discutir o equilíbrio contratual e financeiro do seguro de automóvel sob enfoques pontuais: o consumidor e o ressarcimento. De acordo com a coordenadora do evento, a diretora de Novos Projetos da APTS, Maria Helena Gurgel Prado, ambos os elementos são capazes de desequilibrar o seguro automóvel.

Ela explica que a falta de conhecimento do segurado sobre as regras do seguro é uma das razões para o desequilíbrio do contrato de seguro. “À medida que o segurado não entende o produto que está comprando aumentam as chances de reclamar à justiça e, às vezes, até por situações em que não tem direito”, diz, acrescentando que “o custo interno das seguradoras para a defesa, agrava o resultado”.

Este será um dos assuntos analisados pelo advogado Fernando Martins Chaves, que atua nas áreas de ressarcimento e jurídica da Alfa Seguradora. Ele tratará, ainda, de outras questões, como o problema das cláusulas mal escritas que originam pedido judicial de nulidade e de outros aspectos relacionados ao segurado-consumidor.

Segundo a coordenadora, é certo que o êxito da seguradora no ressarcimento é benéfico tanto para a própria empresa como para o segurado, que volta a ter sua sinistralidade no mesmo patamar anterior ao sinistro. “Será que o segurado sabe, por exemplo, que se colaborar na identificação do causador do sinistro ganhará seus bônus de volta?”.

O tema ressarcimento será analisado pela advogada Darli Polvani Bechara, responsável pela equipe de ressarcimento da HDI Seguros. Em sua palestra, ela abordará o procedimento interno, documentos essenciais ao ressarcimento, testemunhas, boletim de ocorrência, prazo de prescrição e a colaboração do corretor de seguros nesse processo.

Serviço

Debate Bom-Dia “Consumidor e Ressarcimento: o equilíbrio do seguro de Automóvel”

Dia 26 de novembro, das 9h às 11h, na sede da APTS, no Largo do Paissandú, nº 72, 17º andar, conj. 1704, S. Paulo, SP.

Coordenação: Maria Helena Gurgel Prado, diretora de Novos Projetos da APTS e sócia da Prado e Saraiva Advogados

Apresentação:

– Fernando Martins Chaves, profissional das áreas de ressarcimento e jurídica da Alfa Seguradora.

– Darli Polvani Bechara, advogada responsável pela equipe de ressarcimento da HDI Seguros

Informações e inscrições: (11) 3227 4217 e 3229 6503 ou pelo e-mail: apts@apts.org.br

Capitalização: Susep recebe recomendação do Ministério Público

© Copyright 2009 Corbis CorporationFonte: Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Superintendência de Seguros Privados (Susep), responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro, que esclareça ao consumidor quando sociedades capitalizadoras concorrerem em um sorteio com títulos não comercializados, suspensos ou cancelados.

A recomendação é resultado de inquérito civil instaurado na Procuradoria da República no Rio de Janeiro para apurar possíveis irregularidades envolvendo a comercialização de títulos de capitalização, especialmente a possibilidade de a sociedade de capitalização concorrer aos sorteios com os títulos não vendidos.

Dessa forma, o consumidor concorre diretamente com a sociedade de capitalização, já que os títulos que não foram vendidos podem ser sorteados e o prêmio revertido à associação que realizou o sorteio. A prática é disciplinada pela Susep, que define em norma que, para efeito de sorteio, os títulos não comercializados, suspensos ou cancelados pertencem à sociedade de capitalização.

Mas, para a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF (Consumidor e Ordem Econômica), o consumidor deve ter acesso à informação nas Condições Gerais do bilhete, local em que constam todas as informações sobre o produto e direitos e obrigações do titulo de capitalização.

O documento também recomenda que as sociedades capitalizadoras informem na divulgação das premiações apenas a quantidade de consumidores contemplados, descontando da publicidade o número de prêmios ganhos por elas.

A 3ª Câmara de Coordenação e Revisão havia rejeitado pedido de arquivamento de procedimento semelhante que tramitava na PRM/Rio do Sul, em Santa Catarina. Após a devolução pela 3ª CCR, o procedimento foi declinado à PR/RJ e anexado ao atual.

No relatório, o subprocurador-geral da República Antônio Fonseca pontuou que a publicidade que anuncie quantitativo de ganhadores que não represente o número real de subscritores/consumidores, caracterizada pela omissão do fato de que parte daquele contingente de premiados é representado pela própria entidade emitente dos títulos, tem potencial para induzir a erro o público-alvo do produto ou serviço, composto, inclusive, no caso, por consumidores em situação de fragilidade, como idosos.

A Susep também deverá determinar às sociedades de capitalização que informem nas Condições Gerais que o portador do título poderá presenciar o sorteio, quando ele for realizado por elas. Devem ser informados também o tamanho da série na qual o consumidor irá concorrer e a probabilidade de ele ser sorteado. Todas as informações devem estar legíveis e destacadas.

Projeto que agiliza seguro DPVAT em casos de invalidez permanente é aprovado na CMA

dpvatFonte: Agência Senado

Lesões físicas ou psíquicas permanentes decorrentes de acidente de trânsito poderão ser comprovadas por laudo médico, e não apenas por avaliação do Instituto Médico Legal (IML). O objetivo da flexibilização é o de acelerar o recebimento, pelas vítimas de acidentes, do seguro DPVAT. Projeto com esse objetivo foi aprovado nesta terça-feira (11) pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). O texto passará agora por votações nas comissões de Constituição e justiça (CCJ) Assuntos Sociais (CAS) e Assuntos Econômicos (CAE).

Conforme a proposta, o laudo médico pode ser apresentado quando a vítima não conseguir atendimento do IML por deficiência de atendimento e quando não houver estabelecimento médico-legal na cidade onde ocorreu o acidente ou onde a vítima reside. O texto aprovado pela CMA é uma nova redação dada pelo senador Delcídio do Amaral (PT-MS) ao PLS 176/2008, do senador Alvaro Dias (PSDB-PR). A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) leu o relatório durante a reunião.

Delcídio manteve, como regra geral, que o interessado recorra ao IML para receber a indenização do DPVAT por invalidez permanente. “Quando não for possível, admitimos que a parte interessada possa fazer a prova do estado de invalidez permanente e do grau da lesão mediante laudo médico subscrito por profissional devidamente habilitado para a função, sob as penas da lei”, explicou ele.

O substitutivo, que é a nova redação dada pelo relator, aumenta de 90 para 180 dias o prazo para a elaboração de laudo médico. Para justificar a ampliação de prazo, Delcídio afirma que estudos técnicos mostram que seis meses é o tempo necessário para caracterizar invalidez permanente resultante de acidente de trânsito.

E para casos onde seja necessária uma avaliação mais aprofundada das condições da vítima, o senador confere às seguradoras que operam com o seguro DPVAT o direito de realizar perícia médica. Nesses casos, as próprias companhias devem arcar com os custos envolvidos na perícia, vedada qualquer cobrança à vítima que se submeter ao exame. Na avaliação do relator, as medidas preservam o interesse das vítimas de acidentes, sem comprometer a gestão do sistema DPVAT.

Valores

Delcídio também atualizou para R$ 15 mil o valor da indenização em caso de morte e em caso de invalidez permanente, e fixou em R$ 3 mil o reembolso de despesas médicas. Determinou ainda que os valores sejam atualizados anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou outro que venha a substituí-lo.

O texto prevê ainda que consórcio de seguradoras que opera o DPVAT deve enviar anualmente as informações necessárias à elaboração, pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), dos cálculos para fixação dos valores dos prêmios do seguro obrigatório.

O relator aproveitou, no substitutivo, partes de alguns dos nove projetos que tratam do tema e tramitam em conjunto com o PLS 176/ 2008: PLS 457 e 546, de 2009, 575, 576, 682 e 713, de 2011, e 107; 430 e 431, de 2012.

Adiamento

Duas propostas que disciplinam o descarte de medicamentos e de baterias automotivas e industriais não foram votados na reunião desta terça-feira serão incluídos na pauta da próxima reunião da CMA.

O primeiro projeto (PLS 148/2011) obriga fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de medicamentos de uso humano e veterinário a montar sistema de logística reversa, para que os consumidores possam devolver produtos que não serão mais utilizados.

Já o projeto (PLS 537/2011) disciplina o recolhimento e a destinação final de baterias com chumbo ou ácido sulfúrico em sua composição, como as automotivas e as industriais.

Lideranças debatem desafios e oportunidades para o microsseguro no mundo

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As oportunidades e os desafios do microsseguro como ferramenta de inclusão social e financeira em mercados internacionais de seguros serão debatidos durante a 10ª Conferência Internacional de Microsseguros, que teve início hoje, dia 11 de novembro, e será encerrada no dia 13 de novembro, no Sheraton Maria Isabel Hotel & Towers, na Cidade do México.

A Conferência, organizada pela Microinsurance Network (MIN), uma das parceiras da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), reúne cerca de 500 participantes de todo o mundo, entre representantes de seguradoras e resseguradoras, organizações internacionais, ONGs, agências de desenvolvimento, acadêmicos, formuladores de políticas e órgãos reguladores.

O evento foi aberto pelo presidente da CNseg e da Federação Interamericana das Empresas de Seguros (Fides), Marco Antonio Rossi, e terá palestra da diretora executiva da Confederação, Solange Beatriz Palheiro Mendes, que abordará o papel das Associações de Seguro na proteção do consumidor.

Entre os painéis, destaque para o debate sobre as abordagens do segurador global para o microsseguro, que reunirá o diretor de Seguro de Pessoas da BB Mapfre, Bento Zanzini, e o diretor executivo da Bradesco Seguros, Eugênio Velasques. O evento terá também palestra do superintendente da Bradesco Seguros, Rodolfo Ern, sobre o Bradesco Multicanal, criado com o intuito de facilitar a interação com clientes e corretores.

Para o presidente da Fides e da CNseg, a Conferência reforça a importância crescente do mercado de seguros da América Latina. “Essa é uma ocasião importante para estimular o debate sobre os desafios do setor de seguros no continente e seus impactos no desenvolvimento econômico da região”, avalia Rossi, ressaltando que a América Latina está experimentando um crescimento econômico sem precedentes, impulsionado, principalmente, por países como Brasil, México, Colômbia e Peru.

Sobre a Conferência: A 10ª Conferência Internacional de Microsseguros é organizada pela Microinsurance Network (MIN), que tem como missão a promoção do desenvolvimento de serviços de seguros para populações de baixa renda, estimulando o compartilhamento de aprendizados, facilitando a geração e disseminação de conhecimentos. A CNseg, como parceira da instituição, participa dos grupos de trabalho permanentes sobre Educação em Seguros e Proteção do Consumidor.

Serviço:

10ª Conferência Internacional de Microsseguros

Data: 11 e 13 de novembro de 2014

Horário: dia 11 (8h30 às 15h30); dia 12 (8h às 18h30); dia 13 (8h30 às 10h); dia 14 (9h às 14h30)

Local: Sheraton Maria Isabel Hotel & Towers, na Cidade do México.

Allianz comemora sucesso por patrocinar e segurar a F-1

A Allianz foi a seguradora oficial do Grande Prêmio do Brasil de F1 – 2014, realizado no último fim de semana no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. A companhia segurou todo o evento desde a montagem, desmontagem, fornecimento de bebidas, danos com empresas contratadas, acidentes pessoais com o público e prestadores.

Além do seguro, a Allianz teve uma arquibancada exclusiva. Localizada em frente aos boxes, próxima ao ponto de largada, o espaço permitiu que 1.500 convidados da seguradora acompanhassem a competição, além de participarem de ações especiais como o Simulador de F1, onde puderam testar suas habilidades nas retas e curvas de um autódromo virtual; e o Pit Stop Challenge, no qual grupos de três competidores simularam as trocas de pneus de uma réplica de carro de F1, de uma tonelada.

O mais bacana, no entanto, foi levar as crianças da ABA (Associação Beneficente dos Funcionários da Allianz). Lewis Hamilton deu parte de seu tempo para receber um presente emocionante das crianças. Além de sorteios para visitas guiadas aos bastidores da prova, onde percorreram os boxes e visitaram o espaço da Mercedes AMG Petronas, equipe patrocinada pela seguradora. Os convidados também caminharam por todo o Pit Lane, passando em frente às escuderias.

Já no domingo, quando os carros deixaram o box para alinhar no grid de largada, 24 line girls, vestidas de azul com o logo da Allianz, indicaram a posição de cada piloto. 10169278_817326344996232_6736552206971501615_n“Segurar um evento como a F1™ é um motivo de grande orgulho, pois demonstra o know how da companhia em eventos de grande porte. Além disto, estar na F1™ para Allianz é fundamental, pois ela é grande ferramenta de comunicação com público, já que é um esporte de ponta e amado por milhões de pessoas, o que a torna uma ação perfeita para transmitir mensagens de segurança no trânsito”, declarou Felipe Gomes, diretor executivo de Gestão de Mercado e Estratégia da Allianz Seguros.

Foto publicada na página do Facebook da seguradora

Roberto Westenberger participa de bate-papo com mercado mineiro

CONVERSANDO COM A SUSEPRelease

Durante encontro com o mercado mineiro no último dia 7, em Belo Horizonte, o superintendente da Susep, Roberto Westenberger, confirmou a volta da Carteira de Identificação do Corretor. “A carteira vai sair. Esse é um compromisso assumido com os corretores”, garantiu.

O evento, que reuniu corretores e seguradores, foi promovido pelo ClubCor-MG, CSP-MG, Sincor-MG e Sindseg MG/GO/MT/DF. Durante mais de duas horas, o titular da Susep respondeu as questões levantadas pelo público, além expor as metas de sua gestão.
A principal delas, segundo o superintendente, é o projeto de modernização da Susep, “que está em franca execução”. Ele ressalta que “o objetivo é tornar autarquia um órgão mais ágil e eficiente, melhorando a qualidade do atendimento prestado ao mercado e à sociedade”.

O projeto reúne várias ações, entre elas o Laboratório de Produtos. Lançado recentemente, o laboratório será responsável pela inserção do VGBL Saúde no mercado. Westenberger afirmou que a autarquia está atuando junto ao Ministério da Fazenda para viabilizar os incentivos fiscais do produto, tornando-o atrativo aos consumidores.

De acordo com o dirigente da Susep, outros produtos que estão em fase de desenvolvimento são o Universal Life e o seguro de longevidade para fundos de pensão. Para ele, essas iniciativas demonstram a importância que o ramo de seguros de pessoas tem para a atual administração da Susep.

Após o pronunciamento de Westenberger, os representantes das instituições promotoras do encontro Helder Barbosa (ClubCor-MG), Hélio Loreno (CSP-MG), Maria Filomena Branquinho (Sincor-MG) e Luiz Carlos Gomes (Sindseg MG/GO/MT/DF) fizeram um talk show com o superintendente sobre os projetos em andamento e as necessidades do mercado. Houve ainda perguntas da plateia – “sem censura”, como destacou o superintendente. Um almoço encerrou o evento.

Foto: Clóvis Campos