Valor Econômico: Trabuco segue cotado para liderar Fazenda

IMG_0364Fonte: Valor Econômico

por Cristiano Romero, editor-executivo e escreve às quartas-feiras

A presidente Dilma Rousseff ainda pode convidar o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, a comandar o Ministério da Fazenda, em substituição a Guido Mantega. Na longa conversa que teve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há duas semanas, ela indicou que faria o convite ao executivo “durante ou depois da reunião do G-20”.

Trabuco, portanto, ainda não foi convidado, como chegou a ser noticiado. Quem deu a notícia não errou nem mentiu: aos interlocutores mais próximos, o presidente do Bradesco disse, “por elegância”, que não quer nem pretende assumir a Fazenda. Na verdade, ele não foi convidado. E se for, como espera Lula, aceitará a oferta.

No encontro da Granja do Torto, o ex-presidente da República não levou uma lista de nomes. Esses apareceram “naturalmente” durante o colóquio com Dilma. São eles: Trabuco, o ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles e o ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa.

Presidente do Bradesco ainda pode ser convidado

Não é do feitio de Lula, nem caberia, impor nomes à presidente. O que ele fez – e faz nas reuniões com sua sucessora – é dar opinião. Quando falaram de Barbosa, por exemplo, o ex-presidente fez questão de dizer que gosta dele, mas que seu nome é “insuficiente” para este momento. Voltará à carga com opinião contrária se a presidente insistir, mas não há o que fazer: a decisão, soberana, é dela.

O momento, acredita Lula, exige um nome que acalme o mercado de imediato. Para o ex-presidente, Trabuco e Meirelles possuem esse perfil. Já Barbosa terá que provar todo o tempo que tem apoio da presidente para agir. Ademais, ele foi um dos artífices da “nova matriz econômica”, aquela que produziu baixo crescimento, inflação alta, vulnerabilidade externa e deterioração fiscal.

Lula saiu da conversa de duas semanas atrás com Dilma com a impressão de que ela gostaria de nomear Barbosa para a Fazenda. De qualquer maneira, ela deu a entender que, primeiro, chamaria Trabuco. Não foi uma promessa, mas uma sinalização e, no entender de Lula, não para atender a uma exigência sua, mas por julgar necessário.

Presidente e ex-presidente ficaram de conversar no retorno da viagem a Brisbane, Austrália, onde Dilma participou do encontro do G-20. Uma novo contato entre os dois poderia ocorrer, portanto, ontem, hoje ou na sexta-feira – amanhã, Lula tem agenda em Foz do Iguaçu (PR) e em Montevidéu.

Preocupado com a crise econômica que se avizinha, o ex-presidente acha que Dilma tem dois grandes problemas para enfrentar antes de iniciar o novo mandato – a economia e o escândalo da Petrobras -, mas só possui condições de resolver um deles: o primeiro. “Ela não pode errar agora por causa da crise da Petrobras”, comentou um interlocutor comum aos dois. “Lula acha que o governo pode se salvar via economia.”

O temor é que a turbulência provocada pela nova fase da operação Lava-Jato produza uma crise sem precedentes. O governo só terá condições de enfrentá-la se encaminhar a economia, ou melhor, se reverter uma crise que se aproxima rapidamente. Lula viveu algo parecido em 2005, quando estourou o escândalo do mensalão: num dado momento, ele tinha apenas os bons resultados na economia – inflação cadente e PIB em aceleração – para se contrapor às denúncias de corrupção. Tanto que, em 2006, apesar do escândalo, foi reeleito.

A crise da Petrobras está fora do controle do governo. É um assunto para a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça. Já a deterioração econômica está na sua alçada. Depende (ainda, enquanto é tempo) apenas das decisões de Brasília. “Ninguém cobra que ela resolva o que não pode, mas ninguém aceita que não resolva o que pode. O benefício de resolver o que pode é que, assim, pode resolver o que não pode”, brinca um aliado de Dilma e Lula.

Em favor de Nelson Barbosa há o fato de que, desde que deixou o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, em meados de 2013, mudou algumas de suas opiniões. Filiou-se ao prestigioso Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), talvez, o mais antigo think-tank do país, de perfil liberal; fez críticas veladas e abertas à política e à equipe econômicas lideradas por Guido Mantega; e, principalmente, reconheceu que é preciso fazer um ajuste fiscal razoável – cujas medidas resumiu, em apresentação recente, num título curioso (“Doze Trabalhos Fiscais”, uma referência óbvia aos “12 Trabalhos de Hércules”).

Não passou despercebido, há alguns meses, durante reunião na Anbima (entidade que reúne bancos e gestoras de investimento), comentário de Barbosa sobre a surpreendente decisão do Banco Central de reduzir os juros no fim de agosto de 2011. O movimento, batizado depois pelo mercado de “cavalo de pau” e que deu início ao processo que levou a taxa Selic real ao menor patamar da história, foi considerado “desastroso” por Barbosa. Feita a posteriori, a crítica foi acertada, afinal, o movimento do BC resultou de fato num fracasso retumbante.

Lula gostaria também de ver Meirelles no governo. Mas pesam contra o convite ao ex-presidente do BC dois fatos: Dilma possui diferenças com ele e sua nomeação faria o mercado entender que quem manda no governo é Lula e essa imagem é rejeitada pela presidente com todas as forças. É por isso que Lula quer desfazer a ideia de sua influência. Para ele, mais importante é que Dilma consiga governar, do contrário, ninguém salvará o projeto de poder do PT. A probabilidade de Meirelles vir a assumir depende do cenário de crise – quanto maior for a confusão, mais chances ele terá de voltar a Brasília.

A quem lhe pergunta o que fará se Dilma não ouvir seus conselhos desta vez, como, aliás, fez nos últimos três anos, o ex-presidente diz: “Não vou brigar. Vou me afastar”.

Lula esperou desistência de Dilma

Em maio, quando tudo indicava que a presidente Dilma caminhava para ser derrotada na eleição de outubro, o ex-presidente Lula decidiu tratar da possibilidade de fracasso em vários encontros com a candidata. Lula achava que, de tanto discutir o assunto com ela, Dilma desistiria de concorrer. O ex-presidente estava prontíssimo para assumir a candidatura, mas decidira antes, para desgosto de muitos petistas, que não forçaria a presidente a renunciar. “O direito é dela”, justificou.

Insurance Meeting: vem aí o seguro eletrônico

Fonte: seguros.inf.br

A tecnologia será utilizada pela Susep em projeto que visa a alterar significativamente a forma de fiscalização e acompanhamento do mercado de seguros. O anúncio foi feito pelo titular da autarquia, Roberto Westenberger, em palestra na edição 2014 do Insurance Meeting, tradicional evento do mercado, que a CNSeg realizou neste final de semana, no Club-Med de Angra dos Reis (RJ). “Em breve, teremos a supervisão eletrônica do mercado, baseada no uso intensivo da tecnologia. Nossa intenção é fazer o plugamento on line com todas as bases de dados existentes hoje, repensando as formas de comunicação”, adiantou Westenberger.

O “seguro eletrônico”, como esse projeto é tratado no âmbito interno da Susep, deve, inclusive, acabar com os atuais FIPs (Formulários de Informações Periódicas), quando estiver totalmente implantado. Isso porque, como haverá acompanhamento constante dos dados das empresas do setor, será possível detectar eventuais problemas com mais facilidade. “Poderemos resolver esses problemas quando ainda houver tempo para a correção”, observou o superintendente da Susep. O projeto prevê ainda que cada operação das empresas do mercado seja transmitido em “real time” para centrais de registros da Susep.

Além disso, consumidores de seguros, títulos de capitalização e planos de previdência complementar poderão consultar a base de dados e as estatísticas do mercado serão aprimoradas.

Um grupo de trabalho foi criado pela Susep, no último dia 10 de novembro, para desenhar esse projeto. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 180 dias. Assim, em meados de 2015, o “seguro eletrônico” começará a ganhar forma. A implantação deve ocorrer no segundo semestre de 2016.

Mongeral Aegon amplia atuação no Nordeste

Release

A Mongeral Aegon Seguros e Previdência inaugura três novas unidades na região nordeste parte do seu plano de expansão orgânica pelo país. Após ganhar novos escritórios em Cuiabá, Juiz de Fora e interior de São Paulo, no primeiro semestre, a empresa abre unidades em São Luís (MA), Teresina (PI) e Aracaju (SE). A companhia que já pertence ao grupo das dez maiores seguradoras independentes já vinha atuando no nordeste por meio de representantes comerciais parceiros. A partir destas inaugurações, passa a estar presente em 26 estados e em mais de 60 cidades.

Além de dar seguimento ao seu plano de expansão com objetivo manter o crescimento superior a 20% ao ano, as novas unidades buscam reforçar a presença em uma região que vem apresentando forte crescimento econômico. O Nordeste alcançou um aumento de 3% do produto interno bruto registrado em 2013, o que representa mais que o triplo da média do país e possui uma população com potencial de compra de R$ 450 bilhões, segundo dados do Instituto Data Popular. A estratégia segue também o propósito da companhia de ajudar as pessoas a assumirem a responsabilidade pelo seu planejamento financeiro e a regionalização contribui para este trabalho, facilitando o conhecimento das peculiaridades de cada região.

CNseg é uma das representantes do Conef de 2015 a 2017

© Copyright 2010 CorbisCorporationQue bom. Mais seguro, previdência, capitalização e saúde suplementar nos programas de educação financeira do Brasil. Isso porque a Cnseg, confederação que representa as seguradoras, é uma das entidades escolhidas para representar a sociedade no Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef).

Banco Central do Brasil

Comitê Nacional de Educação Financeira

Deliberação nº 15, de 27 de agosto de 2014

Divulga as entidades escolhidas para representar a Sociedade Civil no Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF).

O COMITÊ NACIONAL DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA (CONEF) torna público que, em sessão ordinária realizada em 27 de agosto de 2014, com base no § 2o do art. 3o do Decreto nº 7.397, de 22 de dezembro de 2010, e tendo em vista o disposto nos arts. 5º, inciso IV, 9º, 12 e 31, parágrafo único, do Regimento Interno do CONEF, instituído pela Deliberação CONEF nº 1, de 5 de maio de 2011, decidiu:

Art. 1º Ficam divulgadas as seguintes entidades escolhidas para representar a sociedade civil no CONEF:

I – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima);

II – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa);

III – Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg); e

IV – Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Parágrafo único. A representação de que trata o caput será exercida no período de 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2017.

Art. 2º Esta Deliberação entra em vigor na data de sua publicação.

CARLOS ALBERTO DE PAULA

Presidente do Comitê

Enfim, juntas: Susep e Previc publicam normativo de portabilidade entre fundos de previdência abertos e fechados

Instrução Conjunta nº 1de 14 de novembro de 2014

Dispõe sobre as regras de portabilidade de recursos de planos de benefícios de Entidades Abertas para planos de benefícios de Entidades Fechadas de Previdência Complementar, e vice-versa, e dá outras providências.

A SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP e a SUPERINTENDÊNCIA NACIONAL DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR – PREVIC, considerando o disposto no art. 14, inciso II, e no art. 27 da Lei Complementar n° 109, de 29 de maio de 2001, no uso da atribuição que lhe confere o art. 34, inciso XI, do Decreto n° 60.459, de 13 de março de 1967, e o art. 2º, inciso III, do Anexo I do Decreto n° 7.075, de 26 de janeiro de 2010, resolvem:

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES COMUNS

Art. 1° Dispor sobre as regras de portabilidade de recursos de planos de benefícios de Entidades Abertas – EAPC para planos de benefícios de Entidades Fechadas de Previdência Complementar – EFPC, e vice-versa.

Art. 2° Considerar-se-ão, para efeito desta Instrução, os seguintes conceitos:

I – contrato: instrumento jurídico firmado entre a pessoa jurídica contratante e a EAPC que tem por objetivo estabelecer as peculiaridades da contratação do plano coletivo e fixar os direitos e obrigações da pessoa jurídica contratante, da EAPC, dos participantes, dos assistidos e dos beneficiários;

II – EAPC: entidade aberta de previdência complementar e a sociedade seguradora autorizada a operar planos de previdência complementar aberta;

III – EFPC: entidade fechada de previdência complementar autorizada a operar planos de previdência complementar fechada;

IV – entidade cedente: EAPC ou EFPC responsável pela cessão dos recursos financeiros do participante, acumulados no plano originário;

V – entidade cessionária: EAPC ou EFPC responsável pelo recebimento dos recursos financeiros do participante no plano receptor;

VI – participante: pessoa física que contrata ou, no caso de contratação sob a forma coletiva, adere ao plano;

VII – plano originário: plano de benefícios de previdência complementar aberta ou fechada de onde os recursos financeiros serão portados;

VIII – plano receptor: plano de benefícios de previdência complementar aberta ou fechada para onde os recursos financeiros serão portados;

IX – portabilidade: direito legalmente garantido ao participante de movimentar recursos financeiros para outros planos de benefícios, na forma regulamentada;

X – recursos financeiros: valores relacionados ao direito do participante no plano originário para fins de portabilidade; e

XI – regulamento: instrumento jurídico que contém o conjunto de regras que definem as condições, os direitos e as obrigações dos participantes e dos patrocinadores, instituidores ou averbadores do plano, conforme o caso.

Art. 3° Os recursos financeiros portados serão movimentados, em moeda corrente nacional, diretamente da entidade cedente para a cessionária, ficando vedado seu trânsito, sob qualquer forma, pelo participante ou pela pessoa jurídica patrocinadora, instituidora ou averbadora, quando for o caso.

Art. 4° A portabilidade dar-se-á mediante requerimento do participante à entidade cedente, contendo as seguintes informações:

I – identificação do participante;

II – denominação do plano originário;

III – número de registro no Cadastro Nacional de Planos de Benefícios – CNPB ou número do Processo Susep, conforme o caso, do plano originário;

IV- identificação da entidade que administra o plano receptor;

V – número de registro no Cadastro Nacional de Planos de Benefícios – CNPB ou número do Processo Susep, conforme o caso, do plano receptor;

VI – data em que o plano receptor foi contratado ou data de adesão do participante ao plano;

VII – dados da conta corrente bancária titulada pela entidade que administra o plano receptor, para a qual a entidade cedente deverá transferir os recursos;

VIII- valor a ser portado, informando o respectivo percentual dos recursos financeiros do plano originário;

IX – regime tributário, de alíquotas progressivas ou regressivas, a que estão sujeitos os recursos a serem portados; e

X – declaração de concordância, por parte da entidade cessionária, em recepcionar os recursos.

§ 1° As informações constantes dos incisos IV, V, VI e VII, bem como a declaração de concordância em recepcionar os recursos, prevista no inciso X, deverão ser obtidas previamente pelo participante junto à entidade cessionária.

§2° A entidade cedente deverá emitir o Termo de Portabilidade e encaminhá-lo ao participante no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis, contados da data do protocolo do requerimento, contendo as seguintes informações, além das constantes dos incisos I a X do caput:

I – data de cálculo dos recursos financeiros a serem portados;

II – valor dos recursos financeiros a serem portados, posicionado na data de cálculo;

III – critério de atualização do valor a ser portado, referente ao período entre a data de cálculo e a data da transferência dos recursos ao plano de benefícios receptor; e

IV – no caso de adoção do regime de tributação por alíquotas regressivas, informações sobre as datas e valores dos aportes vertidos ao plano, em moeda da época, disponibilizadas em meio magnético indexável.

§ 3° Na hipótese de discordância das informações constantes do Termo de Portabilidade, o participante poderá apresentar contestação no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis, e a descrição do seu entendimento, devendo a entidade cedente apresentar a resposta ao participante ou novo Termo de Portabilidade retificado, no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis contados da data de protocolo da contestação.

Art. 5° A portabilidade de que trata esta Instrução aplica-se, observada a regulamentação pertinente a cada segmento, aos planos que possuam benefícios estruturados no regime financeiro de capitalização.

Art. 6° A entidade cedente dos recursos deverá:

I – finalizar o processo de portabilidade, incluindo a transferência dos recursos, até o 10° (décimo) dia útil subsequente à data do protocolo do requerimento ou da contestação do participante, se houver, observado o disposto no § 3° do art. 4°; e

II – prestar à entidade cessionária, dentro do prazo estabelecido no inciso anterior, todas as informações necessárias ao fiel cumprimento das disposições legais e regulamentares, inclusive de ordem tributária, e de eventuais condições de vesting a que continuarão sujeitos os recursos portados, quando se tratar de EAPC.

Art. 7° A entidade cessionária deverá, no prazo máximo de 7 (sete) dias úteis, contados a partir da data de recepção dos recursos, emitir documento ao participante contendo informações sobre a data do recebimento dos recursos financeiros, o valor e o plano receptor.

CAPÍTULO II

DAS DISPOSIÇÕES ESPECÍFICAS APLICÁVEIS ÀS ENTIDADES ABERTAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

Art. 8° No caso de portabilidade de EAPC para EFPC, respeitado o prazo máximo definido no inciso 1 do art. 6º, deverão ser observados os seguintes critérios:

I – quando prevista a reversão de resultados financeiros durante o período de diferimento:

a) na portabilidade total, o saldo da provisão técnica de excedentes financeiros será portado concomitantemente com o valor da provisão matemática de benefícios a conceder; e

b) na portabilidade parcial, o saldo da provisão técnica de excedentes financeiros será portado proporcionalmente ao valor da provisão matemática de benefícios a conceder.

II – a portabilidade total será efetivada com base no valor da provisão matemática de benefícios a conceder e da provisão técnica de excedentes financeiros, calculados, na forma da regulamentação em vigor, até o prazo máximo referente ao segundo dia útil do mês subsequente a data de entrega do Termo de Portabilidade; e

III – a portabilidade parcial será efetivada considerando o valor ou percentual estipulado pelo participante, e com base no valor da provisão matemática de benefícios a conceder, calculado, na forma da regulamentação em vigor, até o prazo máximo referente ao segundo dia útil do mês subsequente a data de entrega do Termo de Portabilidade:

a) ao valor de que trata o inciso II deverá ser adicionado o da parcela proporcional do saldo da provisão técnica de excedentes financeiros, com base no critério estabelecido naquele inciso;

b) no caso de portabilidade parcial, deverá ser observado, para fins de resgate das quotas de FIEs, os respectivos valores estabelecidos pelo participante;

c) é vedado à EAPC deduzir do valor portado o ressarcimento de eventuais déficits por ela cobertos devido à insuficiência de recursos no saldo da provisão técnica de excedentes financeiros.

Art. 9° No caso de a EAPC ser cessionária de recursos, deverão ser observados os seguintes critérios:

I – não se aplicam períodos de carência aos recursos portados;

II – os recursos portados para planos do tipo PGBL serão aplicados pela EAPC no(s) FIE(s) segundo os percentuais previamente estabelecidos pelo participante, quando do preenchimento da documentação relacionada à portabilidade e entregue junto à entidade cessionária; e

III – a integralidade dos recursos portados deverá ser utilizada para a contratação de renda mensal vitalícia ou por prazo determinado, cujo prazo mínimo não poderá ser inferior ao período em que a respectiva reserva foi constituída, limitado ao mínimo de quinze anos.

CAPÍTULO III

DAS DISPOSIÇÕES ESPECÍFICAS APLICÁVEIS ÀS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

Art. 10. O requerimento de que trata o art. 4° será acompanhado do Termo de Opção, no qual o participante tenha optado pelo instituto da Portabilidade, nos termos da legislação aplicável.

Art. 11. A data de cálculo do valor a ser portado, constante do inciso I do § 2° do art. 4º, corresponderá à data de cessação das contribuições para o plano de benefícios, ressalvado o disposto no parágrafo único.

Parágrafo único. Na hipótese de portabilidade após opção do participante pelo benefício proporcional diferido, o valor a ser portado corresponderá àquele apurado para portabilidade na data da cessação das contribuições para o benefício pleno programado, acrescido de eventuais contribuições específicas para incremento do benefício decorrente da opção, atualizado na forma prevista no regulamento do plano de benefícios, o qual também disporá sobre o custeio das despesas administrativas e de eventuais coberturas de risco incorridas no período.

Art. 12. O regulamento do plano de benefícios disporá sobre o critério de atualização do valor a ser portado, no período compreendido entre a data base do cálculo e a efetiva transferência dos recursos ao plano receptor.

Art. 13. No caso da EFPC ser a cessionária dos recursos, os planos de benefícios deverão manter, até a data de elegibilidade ao benefício pleno, ou até a data da concessão de benefício sob a forma antecipada, controle em separado entre os recursos portados e o direito acumulado pelo participante no plano de benefícios receptor.

Parágrafo único. A obrigatoriedade de recepção de recursos portados não se aplica aos planos em extinção, assim considerados aqueles aos quais o acesso de novos participantes esteja vedado, e que possuam apenas assistidos em gozo de benefício de prestação continuada.

Art. 14. Sem prejuízo do disposto no art. 13 desta Instrução, a EFPC que administra o plano receptor deverá manter no exigível atuarial registro contábil específico dos recursos recepcionados de outros planos em decorrência de portabilidade, à exceção da parcela utilizada para pagamento de aporte inicial porventura previsto no regulamento e nota técnica atuarial do plano receptor.

Art. 15. No caso da EFPC ser a cessionária dos recursos, o regulamento do plano de benefícios disporá sobre o critério de atualização dos recursos portados de outros planos de previdência complementar.

CAPÍTULO IV

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 16. Os prazos de que trata esta norma serão idênticos para todos os participantes do plano ou, no caso de planos coletivos, para aqueles sujeitos ao mesmo contrato, sendo responsabilidade da entidade cumpri-los e fazê-los cumprir, devendo os registros de portabilidade, participante a participante, serem mantidos à disposição da fiscalização da Superintendência de Seguros Privados – Susep, na sede da EAPC, e da fiscalização da Superintendência Nacional de Previdência Complementar – Previc, na sede da EFPC, pelo prazo estabelecido em regulamentação específica de cada autarquia, conforme o caso.

Art. 17. As disposições desta Instrução se aplicam, obrigatoriamente, a toda e qualquer portabilidade de planos de benefícios de EAPC para planos de benefícios de EFPC e vice-versa, que seja solicitada após o início de sua vigência.

Art. 18. No caso de descumprimento das disposições da presente Instrução, aplicar-se-ão as normas de aplicação de penalidades previstas para cada um dos segmentos das entidades.

Art. 19. Esta Instrução entra em vigor em 90 (noventa) dias a contar da data de sua publicação.

ROBERTO WESTENBERGUER

Superintendente de Seguros Privados

CARLOS ALBERTO DE PAULA

Diretor-Superintendente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar

Ações da CNseg são compartilhadas no México

Fonte: portal da CNseg

A diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, listou as principais ações da entidade em termos de proteção do consumidor e de educação financeira durante a 10ª Conferência Internacional de Microsseguros, realizada semana passada (de 11 a 13), na Cidade do México. Ao participar do painel “O papel das associações de mercado na proteção do consumidor”, a palestrante assinalou que as entidades de seguros de todo o mundo têm desafios comuns, sobretudo após os desdobramentos da crise financeira internacional de 2008, procurando transformar em realidade a sustentabilidade dos mercados, tema que domina o discurso dos órgãos reguladores de seguros em todo o mundo, ao lado de tratamento justo dos segurados.

Antes de compartilhar algumas das ações institucionais da CNseg, Solange Beatriz apresentou um quadro atual da sociedade brasileira e da conjuntura econômica, para demonstrar que a abordagem do seguro à população de baixa renda no País ocorre ao lado de ações de políticas públicas com objetivos semelhantes, algo que, naturalmente, influencia o desenvolvimento do setor.

Ao destacar o ambiente de proteção social do País- seguro desemprego, FGTS, previdência social pública com aposentadoria por invalidez ou tempo de contribuição, seguro para o trabalhador rural e outras medidas assistenciais, e os mais recentes benefícios, como o Bolsa Família, este responsável direto pela drástica redução da miséria extrema, e o “Minha Casa, Minha Vida”, que gerou redução no déficit habitacional – ela assinalou que este contexto diferencia o Brasil de outros países que possuem magapopulações e enfrentam o desafio de ampliar a penetração do seguro, em especial entre as classes de menor renda. Nesse quadro, ela afirma que o seguro (em particular o microsseguro) deve ser compreendido como uma ferramenta complementar ao conjunto de políticas públicas. Este processo também ocorre na área de saúde, tendo em vista que o Brasil é um dos poucos países do mundo a garantir acesso universal e gratuito para toda a população.

Para ela, o Brasil obteve avanços econômicos e sociais nos últimos anos, gerando impactos sensíveis na vida cotidiana da população. “Fomos capazes de passar pela crise financeira internacional sem maiores abalos e observamos um crescimento substancial do salário mínimo, que triplicou entre 2004 e 2014”, lembrou. Das ações de educação financeira ou de proteção ao consumidor, Solange Beatriz citou a participação ativa da CNseg na Semana Nacional de Educação Financeira, uma mobilização dos setores públicos e privados para divulgar procedimentos que ajudem as pessoas a administrar melhor seus recursos financeiros; e, no campo institucional, o diálogo permanente com o órgão regulador do mercado, algo fundamental para um marco regulatório mais equilibrado, como ocorrido no caso da legislação do microsseguro; ou a campanha de esclarecimento do Seguro Garantia Estendida, por exemplo. Todas essas ações destinadas a projetar para a sociedade a imagem de um setor responsável e comprometido com a proteção dos interesses dos consumidores.

Para Nelson Barbosa, desafio do novo governo Dilma é retomar o crescimento rápido da economia

nelson barbosaFonte: O Globo

Cotado como um dos possíveis nomes para comandar a equipe econômica, o ex-secretario executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse nesta sexta-feira em São Paulo, durante o 35º Congresso Brasileiros dos Fundos de Pensão, que os principais desafios da presidente Dilma Rousseff em seu segundo mandato serão fazer a economia voltar a crescer mais rapidamente, com maior taxa de investimento, trazer a inflação para o centro da meta, recuperar a capacidade fiscal do governo e manter a inclusão social, aumentando a oferta de serviços públicos como saúde e educação, além da transferência de renda.

“Essa é basicamente a plataforma que foi colocada na reeleição do governo, tem pautado suas ações, e eu concordo plenamente com isso. É preciso ajustar a macroeconomia à nova dinâmica do Brasil e do mundo”, afirmou Barbosa. Perguntado se foi convidado ou sondado para substituir o ministro Guido Mantega, da Fazenda, o ex-secretário executivo da pasta disse que não recebeu o convite e nem vai alimentar especulações sobre isso.

“Não recebi o convite e não vou mais alimentar especulações da imprensa ou boatos de Brasília. Essa é uma decisão da presidente Dilma, a quem dei meu apoio na reeleição. Tenho certeza que ela vai fazer um ótimo segundo mandato”, afirmou Barbosa, garantindo que continua dedicado a sua carreira na Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde é professor.

Quando perguntado sobre qual ajuste fiscal seria possível em 2015, Barbosa respondeu que “não está no governo e, portanto, não vai fazer ajuste fiscal”. Mas lembrou que este ano a economia está crescendo perto de zero, o que traz impacto para o resultado fiscal. “O ideal seria que superavit primário fosse sempre o maior possível. Mas ele também é consequência do nível da economia. É sempre muito difícil falar num número para 2015, por causa da volatilidade da receita. O que tem sido sinalizado e até discutido pelo mercado é que é necessário recuperar a trajetória fiscal de longo prazo. Não é o primário de um ano, é uma sequência de primários, garantindo que a dívida pública vai parar de crescer e eventualmente voltar a cair. Esse é um trabalho para ser feito em mais de um ano, dois três anos. Mas o primário de 2015 certamente será mais elevado do que neste ano”, afirmou.

O ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda afirmou que a presidente enfrentou uma conjuntura muito desfavorável em seu primeiro mandato, tanto internacional como climática, o que trouxe reflexos para a economia. “E apesar dessas dificuldades, o governo conseguiu manter a economia gerando empregos, em volume considerável, com baixa taxa de desemprego, e preservando o bem estar da população brasileira.”

Ele disse que o governo enfrentou esses desafios da maneira possível e, por isso, foi reeleito. Barbosa disse, durante sua palestra no Congresso da Abrapp, que os órgãos reguladores de fundos de pensão e seguros, como a Susep e a Previc, poderiam se fundir, transformando-se numa autarquia ou numa agência reguladora. “Essa é uma discussão que já vem do final do governo Lula. Poderia ser uma autarquia ou agência, é uma discussão de direito administrativo. Um cuida de previdência aberta e outro de fechada. É uma discussão que eu lancei para reflexão. Não é uma medida para ser tomada de uma mês para outro, mas para ser discutida”, afirmou.

Operações de seguridade respondem por 30% do resultado do grupo JMalucelli

Release

O Paraná Banco divulgou hoje os resultados do terceiro trimestre de 2014. O Lucro líquido recorrente consolidado atingiu R$ 35,3 milhões no 3T14 e R$ 111,3 milhões no 9M14, equivalente a um crescimento de 13,5% e 9,2% na comparação com o mesmo período de 2013, respectivamente. A carteira de crédito total apresentou um crescimento de 23,4% no acumulado do ano encerrando o terceiro trimestre com saldo de R$ 3,4 bilhões.

O grupo segurador respondeu por 30% do resultado consolidado da Companhia no 3T14. A JMalucelli Seguradora permanece líder do mercado de seguro garantia com participação de 24% e apresentou um crescimento de
15,1% e 26,1% do lucro no 3T14 e 9M14, respectivamente, comparando ano a ano.

Destaque para o crescimento de 62,1% da carteira de crédito Empresarial,
quando comparado ao 3T13, atingindo o montante de R$ 682,3 milhões, como também a carteira de crédito consignado do setor público com crescimento de 14,4%, totalizando R$ 2,5 milhões e a carteira de crédito
imobiliário que atingiu R$ 35,8 milhões.

O crescimento das carteiras veio acompanhado da excelente qualidade
dos créditos, com apenas 2,2% da carteira total vencida acima de 90 dias versus 3,0% no 3T13, juntamente com a redução de 11,9% na despesa de provisão no 3T14 e 6,2% no 9M14. A elevada capitalização contínua sendo uma marca do Paraná Banco que encerrou o 3T14 com um Índice de Basileia de 31,4%.

Meios Remotos, perspectiva ou realidade? Para Eugênio Velasques, realidade

Três dias de debates sobre como usar a tecnologia para atrair mais e mais clientes para a indústria de seguros, dona de um faturamento anual de quase R$ 300 bilhões. Essa é a proposta da 8a. edição do Insurance Meeting Service, que acontece neste fim de semana (14 a 16 de novembro), em Angra dos Reis. O blog Sonho Seguro entrevistou Eugênio Velasques, presidente da Comissão de Microsseguros e Seguros Populares da CNseg e mentor do evento para contar um pouco mais sobre qual o papel da tecnologia dentro da estratégia do setor em estar entre os dez maiores mercados de seguros do mundo nos próximos anos. “Em um mundo onde a tecnologia tem um papel cada vez mais determinante em qualquer ramo de negócios, sobretudo no relacionamento com os clientes, o evento pretende deixar um legado para a indústria de seguros avançar cada dia mais na sofisticação do atendimento ao consumidor em todos os canais de relacionamento”, diz o executivo, que também é diretor da Bradesco Seguros.

eugenio velasquesNo Brasil, o preço ainda é um fator de decisão de compra. Quais as prioridades das seguradoras para ofertar um produto com preço acessível a todos os públicos, do perfil de alta renda ao do microsseguro?

Concordo com afirmativa de que preço ainda é um fator de decisão de compras no Brasil. Mas quem busca diferenciais encontra nas diversas ofertas hoje disponibilizadas pelas seguradoras. A acirrada concorrência tem estimulado investimentos significativos em uma grande variedade de produtos para conquistar os clientes. Por isso está cada dia mais difícil estabelecer o critério “preço” para decisão somente pela avaliação absoluta na comparação de custos. A decisão para o público de alta renda ainda continua sendo a avaliação custo benefício e também a credibilidade, solidez e garantia oferecida pela seguradora, bem como dos serviços praticados por ela ou pelas corretoras. Ainda considerando o portfólio tradicional, as pessoas possuem bens, sonhos, desejos e necessidades de proteção que levam praticamente as seguradoras terem várias opções de produtos para que um deles se encaixe na melhor relação custo benefício daquele cliente ou família. Já no seguro de automóvel sempre passamos muitas vezes pela avaliação somente do valor, o que leva esse segmento a ter cada vez a busca da excelência em serviços e agilidade e efetividade desde a emissão até a regulação de sinistros.

E no microsseguros?

No segmento de microsseguros a comparação de preços também acaba sendo possível, pois os produtos são muitos simples, mas para este público o que fará a diferença será a forma e o momento certo de uma oferta que realmente faça sentido para que este cliente pague por aquilo que é oferecido. Para isso, necessitamos cada vez mais investir na educação financeira deste mercado.

Há um perfil de público que não em importa de pagar um pouco a mais para ter um serviço diferenciado. Em termos de tecnologia, quais as novidades para atender a esse consumidor mais exigente?

Podemos dizer que para todo o público que é alvo da indústria de seguros, com exceção do mercado de menor renda, se torna cada dia mais exigente. Eles cobram por pagar mais por meio da exigência em qualidade, não só em serviço diferenciado, como principalmente na segurança da instituição que ele está optando em ter como fornecedora do produto. Porém pagar mais tem um limite e voltamos novamente a equação custo benefício. Nesta hora, não só a tecnologia, mas toda a cadeia produtiva, terá de ter um processo enxuto para que o produto possa chegar a um preço acessível ao consumidor, sem sacrificar as margens de rentabilidade da operação. A tecnologia, nestes tempos de pessoas cada vez mais sem tempo, deverá oferecer comodidade, conveniência e convergência visando facilitar cada vez mais a vida de segurados e dos corretores. A fidelização destes certamente passará por uma análise criteriosa e será um fator determinante de compra.

Há uma previsão de quanto o setor investirá em tecnologia em 2015 (e quanto investiu em 2014 ou últimos anos)?

Não temos como consolidar os números dos investimentos feitos em tecnologia na indústria de seguros, mas podemos dizer que investimos mais de uma dezena de bilhões de reais e que isto tende a crescer por mais uns 3 ou 4 anos.

O setor tem investido muito em preparar novos canais de distribuição para estar onde o cliente quer ser atendido. Quais as principais novidades lançadas em 2014 e quais as previstas para 2015?

O setor tem investido no desenvolvimento de novos canais de distribuição como principalmente em canais de atendimento. Mas como você mesmo afirma, quem vai definir onde quer ser atendido ou onde quer comprar o seguro é o cliente. Cabe às seguradoras e corretoras demonstrarem aos seus clientes as facilidade de interação, comunicação e resolutividade que elas oferecem. Estamos em uma fase de consolidação de lançamentos feitos nos três últimos anos, tais como utilização de telefonia celular móvel e POS, mas neste ano tivemos lançamento de venda de seguro tradicionais em “vending machines”. O aperfeiçoamento do uso de tabletes, andróides, celulares, além da utilização mais intensa da internet, das ATM’s, POS entre outros para prospecção e atendimento serão os grandes desafios de 2015 e 2016, bem como o lançamento de produtos adequados a estas novas soluções. O nosso evento tem com tema central esses desafios.

E quanto ao investimento em criar “apps” que criam conveniência e interação com o consumidor, quais as principais novidades lançadas em 2014 e quais as previstas para 2015?

Temos os chamados “apps” ainda em uma fase muito inicial e ele são comparáveis aos nossos sites nos anos 90. Ajudam a conhecer as seguradoras, seus produtos e, principalmente, são usados como convivência e instrumento de comunicação com os segurados e corretores. Ainda passaremos um bom tempo com os nossos principais parceiros utilizando outras tecnologias, pois precisamos de tempo da desenvolver e testa os “apps” e também aguardar as máquinas se tornarem mais populares e acessíveis. A funcionalidade da internet hoje está nos “apps” de amanhã e também discutiremos isto no Insurance Service Meeting.

Bradesco continua líder do setor na América Latina

FullSizeRenderO mercado segurador da América Latina mostrou sua fortaleza em 2013 em um difícil contexto internacional. As seguradoras que atuam na região alcançaram um crescimento global com volume de prêmios de 3,7%, até 125.511 milhões de euros, conforme destaca o estudo publicado pela FUNDACIÓN MAPFRE, pelo 12º ano consecutivo, onde é analisado detalhadamente o negócio dos 25 maiores grupos seguradores na região.

A valorização do euro em relação às moedas destes países influenciou no menor crescimento do volume de prêmios expressos em euros para estes grupos, frente aos aumentos experimentados em moeda local. Este efeito foi mais significativo no caso do mercado brasileiro, devido ao peso importante no ranking das companhias brasileiras ou de multinacionais com grande presença neste mercado.

O Bradesco lidera, por mais um ano, o ranking total de prêmios com lucros de 9.914 milhões de euros e share de 7,9%. O grupo brasileiro aumentou seu volume de prêmios 7,5% em moeda local, mas, a forte valorização do euro frente ao real resultou em uma queda de 5,4%.

O grupo Mapfre, por sua vez, teve alta de 7,9%, com 8.875 milhões de euros, graças às fortes taxas de crescimento em moeda local de suas filiais na região que compensaram o efeito negativo da taxa de cambio. Graças a este crescimento a Mapfre supera no ranking o Itaú Unibanco, e ganha share (de 6,8% para 7,1%). Os prêmios do Itaú Unibanco tiveram queda de 6,1% em moeda local e 17,2% em euros, que explica a queda de posição para o 3º lugar.

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O negócio Não Vida, na América Latina, atingiu um volume total de 67.569 milhões de euros, 7% a mais em relação ao ano anterior. Os 25 maiores grupos da região registraram share Não Vida de 60,6%, e apresentaram aumento de 5,3%. O ranking Não Vida continua liderado pela MAPFRE, que, com 6.404 milhões de euros em 2013, acumula 9,5% dos prêmios.

Com relação ao negócio de Vida, novamente em 2013 o ranking esteve liderado por três grupos brasileiros, encabeçados pelo Bradesco. No conjunto, o setor alcançou um volume de prêmios de 57.942 milhões de euros, sem mudanças em relação ao ano anterior, a MAPFRE se mantém no 6º lugar do ranking, com um crescimento de 11,6% no volume de prêmios, até 2.471 milhões de euros.

O ranking publicado pelo Instituto de Ciências do Seguro, da Fundación Mapfre, foi elaborado a partir dos dados dos Órgãos Reguladores dos distintos países e incorpora comentários sobre os principais movimentos empresariais produzidos no mercado segurador da região.

Consulte a versão completa do Relatório:

http://www.mapfre.com/documentacion/publico/i18n/catalogo_imagenes/grupo.cmd?path=1080436