José Sergio Bordin teve uma passagem meteórica pela Bradesco Capitalização. Segundo comentários de fontes do setor, ainda não confirmados pelo Blog Sonho Seguro, o executivo deixará o comando da capitalização. Em seu lugar assume Ricardo Alahmar, executivo de carreira, que vinha sendo preparado por Norton Glabes Labes, que deixou a presidência da Bradesco Capitalização em abril de 2014 por ter atingido a idade limite e partiu para novos negócios com sua empresa voltada ao terceiro setor.
Bordin, que era diretor regional do banco antes de assumir a capitalização, assume o lugar de Tarcisio Godoy no comando da Bradesco Auto RE. Godoy, por sua vez, segue para a secretaria do Ministério da Fazenda. A Bradesco Auto RE é responsável pelos seguros de automóvel, de residenciais, de condomínios e de riscos corporativos entre outros do grupo.
Vamos aguardar as confirmações do grupo Bradesco Seguros, controlador de todas as empresas do grupo segurador.
O Google pode estar se movendo para o mercado de seguros de automóveis nos Estados Unidos com um site para consumidores compararem e comprarem apólices, afirmou um analista na quinta-feira (9), conforme a companhia segue deslocando sua atenção para a indústria automotiva.
O gigante de buscas planeja em breve o uso preliminar de seu novo site de comparação de seguros automotivos, o Google Compare, escreveu a analista Ellen Carney, da Forrester, em uma nota. De acordo com Carney, a empresa tem mostrado o serviço para operadoras de seguros há mais de dois anos.
O Google, que atualmente dispõe de um serviço no Reino Unido para usuários compararem 125 opções de seguro de automóveis, ganha uma taxa quando um usuário compra seguros online ou por telefone.
Carney espera que o uso preliminar na Califórnia para o novo serviço comece no primeiro trimestre de 2015. O Google já tem licença para vender seguros de automóveis em 26 estados e está trabalhando com um punhado de seguradoras, incluindo a Dairyland, MetLife e outras, disse ela. O Google afirmou que não comenta especulações.
De acordo com os dados divulgados pela Federação Nacional
de Capitalização (FenaCap), o mercado de títulos de capitalização
distribuiu, entre janeiro e novembro de 2014, R$ 1,085 bilhão em premiações,
19% a mais do que no mesmo período de 2013, o que equivale a R$ 5,7 milhões
em prêmios pagos a clientes contemplados, por dia útil no ano.
No mesmo período, o faturamento cresceu 5,2% em relação ao ano anterior,
atingindo o montante de R$ 19,862 bilhões. “O setor ainda contribuiu para
injeção de recursos na economia, devolvendo, sob forma de resgates, até
novembro, R$ 14 bilhões à clientes que mantiveram seus contratos de
capitalização”, assinala Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap. “Desse
modo, o título de capitalização se transforma em um instrumento financeiro
que ajuda a cultivar a disciplina financeira, oferecendo, ainda, a
oportunidade de concorrer a prêmios em dinheiro”, completa Marco Barros.
O volume das reservas técnicas, montante relativo aos depósitos efetuados
por clientes de títulos de capitalização, e que são devolvidos sob forma de
resgates, cresceu 13,2% no período, em relação ao ano de 2013, ultrapassando
a marca de R$ 29 bilhões.
Finalmente foi divulgada a compra da Catlin, que faz seguro de tudo – de enchentes a sequestros – pelo grupo XL, por US$ 4,2 bilhões. Segundo nota enviada ao blog Sonho Seguro, os acionistas do maior sindicato do Lloyd`s of London, receberão 388 pence em dinheiro e 0,13 para cada ação Catlin, o que valoriza os papéis do Catlin em 715,3 pence por ação com base nos preços de fechamento de ontem. O anúncio oficial do início das conversações foi feito pela Catlin no dia 17 de dezembro. A oferta inicial era de 2,5 bilhões de libras e foi finalizada em 2,7 bilhões de libras.
O acordo visa aumentar a cobertura de riscos específicos, segundo informou em nota o CEO da XL Mike McGavick. A operação combinada gera uma empresa com mais de US$ 17 bilhões de capital e US$ 10 bilhões em prêmio líquido. Em resseguro, o grupo passa a totalizar prêmios de US$ 3 bilhões, passando a constar no ranking dos 10 maiores resseguradores do mundo.
O anúncio fez com que as ações das duas empresas registrassem alta nas bolsas em que operam. Os papéis da Catlin avançaram 4,6%, para 691 pence às 10:38, em Londres, e as ações do grupo XL tiveram valorização de 1,6%, para US$ 35,42 em Nova York ontem, segundo a Bloomberg.
O Catlin Group registrou vendas superiores a US$ 5,3 bilhões em 2013 e tem escritórios em mais de 25 países, inclusive na América do Norte, Ásia, América Latina e outras partes da Europa.
Mike McGavick continuará como CEO will e Stephen Catlin terá um cargo compartilhado entre as duas companhias como Executive Deputy Chairman assim que a operação for concluída. A perspectiva é de que Catlin faça parte do Conselho de Administração. Peter Porrino permanece como CFO.
Depois da Swiss Re divulgar uma prévia das perdas com catástrofes naturais e feitas pelo homem no final de 2014, ontem foi a vez da Munich Re divulgar o seu levantamento sobre o tema. Segundo estudo divulgado ontem, dia 7, as catástrofes naturais registradas em 2014 provocaram menos mortes e danos materiais que nos últimos trinta anos.
As perdas econômicas geradas pelas catástrofes no ano passado chegaram a US$ 110 bilhões, valor menor os US$ 140 bilhões do ano anterior e que a média dos últimos trinta anos, segundo dados coletados pelo blog Sonho Seguro. O ciclone Hudhud, que atingiu a Índia, lidera o ranking de perdas econômicas, com um custo de US$ 7 bilhões. Dos US$ 110 bilhões em perdas econômicas constatados no ano passado, apenas US$ 31 bilhões contavam com apólice de seguro. O desastre natural mais caro, uma tempestade no Japão, segundo maior país em vendas de seguros no mundo, gerou indenizações de US$ 3,1 bilhões.
Os desastres provocaram 7,7 mil mortes, sendo, as inundações na Índia e no Paquistão em setembro as que causaram o maior número de óbitos: 665. O número de mortos registrados nas catástrofes naturais caiu significativamente em relação a 2013 (21 mil) e à média dos últimos anos, e se situa no nível de 1984. O estudo destaca que a temporada de furacões na América do Norte e Central foi relativamente tranquila, com oito furacões violentos contra os 11, em média, ocorridos entre 1950 e 2013.
Como era esperado, Tarcísio Godoy, ex-secretário do Tesouro e que nos últimos sete anos atuou na indústria de seguros, três (2007/2010) como presidente da Brasilprev e quatro (2010 a 2014) como diretor da Bradesco Seguros, foi escolhido secretário-executivo do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, segundo anúncio feito na última segunda-feira, dia 5 de janeiro. Agora a grande expectativa é com o anúncio do comando da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que deverá ser divulgada nos próximos dias. A aposta é de que atual titular, Roberto Westenberger, seja mantido.
A Casa Civil da Presidência nomeou Miriam Mara Miranda para exercer o cargo de chefe de gabinete do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU). Miriam atuava como Superintendente de Relações Governamentais da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (Cnseg), desde junho de 2013, quando foi aberta a sucursal de Brasília.Antes disso, atuou por um ano como diretora de tecnologia, na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A edição de hoje do DOU também traz a nomeação do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Lindolfo Neto de Oliveira Sales para exercer o cargo de chefe de gabinete do ministro da Previdência Social, Carlos Gabas.
O Grupo Caixa Seguros está de cara nova. A Companhia acaba de reformular sua logomarca e passa agora a se chamar Caixa Seguradora. Com as mudanças, a empresa pretende fortalecer ainda mais sua presença no mercado, além de unificar todas as suas atividades em uma única marca – antes separada em cinco empresas: Caixa Seguros, Caixa Previdência, Caixa Consórcios, Caixa Capitalização e Caixa Seguros Saúde.
“A marca única fortalece a identidade da empresa e facilita a relação com parceiros e clientes”, explica Gabriela Ortiz, diretora de Marketing, Estratégia e Comunicação.
Mais do que uma mudança no visual, as novidades representam o amadurecimento que a empresa conquistou nos últimos anos, tanto no modelo de negócios como no posicionamento interno e externo. Para acompanhar esse crescimento, a seguradora construiu em Brasília uma sede própria e já começa 2015 de casa nova.
O mercado segurador brasileiro registrou lucro líquido não consolidado de R$ 15,7 bilhões no período de janeiro a novembro de 2014, 19,9% maior do que os R$ 13,1 bilhões do mesmo período de 2013, segundo dados estatísticos disponibilizados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), nesta quinta-feira, 8 de janeiro. Segundo consolidação feita pelo consultor Luiz Roberto Castiglione, excluindo o resultado de coligadas e controladas, o lucro líquido passa para R$ 9,5 bilhões 21,2% acima dos R$ 7,9 bilhões do mesmo período anterior. A taxa média de retorno do patrimônio líquido anualizada foi de 22,8%, três pontos percentuais acima do registrado em 2013.
De acordo com o estudo enviado pelo consultor para o blog Sonho Seguro, o volume total de prêmios (com VGBL) somou R$ 144,4 bilhões de janeiro a novembro, 10,5% acima dos R$ 130,6 bilhões do mesmo período do ano passado. Excluindo o VGBL, a produção de seguros atingiu R$ 82,2 bilhões, 9,6% acima dos R$ 75 bilhões dos onze meses de 2013.
O índice combinado chegou a 88,59% dos prêmios e contribuições ganhas, uma ligeira piora em relação aos 89,04% dos mesmos em 2013 (quanto mais próximo de 100% pior). “Esse desempenho adveio do segmento de previdência privada (tradicional e VGBL), onde a margem passou de 5,25% dos prêmios ganhos em 2013 para 5,59% em 2014. Já a Margem de Seguros ficou praticamente idêntica em ambos os períodos”, comenta o consultor em seu estudo.
“As despesas administrativas se mantiveram controladas e o resultado financeiro em função do aumento da taxa básica de juros passou a ser robusto. Com isso a rentabilidade da operação foi equivalente a 23,5% dos prêmios e contribuições ganhas contra 20,5% dos mesmos em 2013”, acrescenta.
Segundo Castiglione, “ao que parece a busca pela eficiência operacional chegou no seu limite”. A maior rentabilidade se deveu, em grande parte, ao aumento da taxa básica de juros. “De certo será um ano de rentabilidades adequadas, com distribuição de dividendos e participações em lucros. Todavia, o ano de 2015 deverá ser espinhoso. Vendas com menor ritmo de crescimento, aumentos de custos e tributos e concorrência mais acirrada (predatória).”
Bogotá, capital da Colômbia, virou um destino freqüente para o paranaense Alexandre Malucelli nos últimos meses. Presidente do Grupo J Malucelli, conglomerado de 74 empresas de seguros, energia e comunicação que deve faturar até R$ 3 bilhões em 2014, Malucelli costurou o maior negócio da holding de seguros do grupo: a compra de 51% das ações da colombiana Cardinal. De acordo com Alexandre, a chegada ao mercado colombiano será baseada na expansão do negócio de seguro garantia no setor de grandes obras. Estamos aguardando a Susep daquele País aprovar o negócio para que possamos concluir a operação no segundo semestre de 2015.
De acordo com o executivo, a principal contribuição do Brasil para a operação colombiana será o envio de conhecimento tecnológico e a possibilidade de colocar à disposição a estrutura de resseguros do grupo. A J Malucelli tem como sócio na Cardinal o grupo panamenho Assa, que controla outras seguradoras e a companhia aérea Copa. Após a consolidação dos negócios na Colômbia, Malucelli mira outros países da região. Temos cadastros como seguradora em seis países e pretendemos levar nossas operações para esses lugares nos próximos anos. Temos muito potencial para crescer na área de seguro garantia e também oferecer os serviços de resseguros. Entre os principais destinos estão Panamá, Equador, Chile, Peru, Bolívia e Argentina. A Colômbia foi o segundo plano de Alexandre, no radar, inicialmente, a Argentina era o alvo do grupo com um mercado relevante de seguro garantia, entretanto, a mudança política no País, de 2013 para cá, fez com que a empresa mudasse de idéia.
Capitalizada, após vender 49% de sua participação para o grupo americano Travelers, maior empresa de seguro garantia do mundo, a J Malucelli quer falar cada vez mais espanhol. Em 2014, no acumulado até outubro, a empresa emitiu R$ 313,8 milhões em prêmios e sua área de resseguros, mais R$ 225,8 milhões.
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