Liberty Seguros eleva lucro para R$ 83 milhões em 2014

Carlos MagnarelliInovar deixou de ser uma estratégia para ser uma missão da equipe Liberty Mutual nos 29 países onde atua. Praticar um preço justo é o caminho mais sustentável para conquistar clientes e corretores e por isso o tema entrou no DNA da equipe e os resultados já podem ser vistos no balanço financeiro de 2014 da subsidiária brasileira. O lucro líquido saiu de R$ 40,7 milhões em 2013 para R$ 83 milhões em 2014, com retorno sobre o capital de 10,9%. “É a primeira vez desde sua chegada no Brasil, em 1996, que a Liberty apresenta um índice combinado (que mede a eficiência operacional de uma seguradora) inferior a 100%”, disse Carlos Magnarelli, que deixou a vice-presidência financeira para assumir o cargo de CEO com a promoção da Pablo Barahona para COO América Latina e Ibéria da Liberty International.

O faturamento registrou avanço de 7,7%, para R$ 2,6 bilhões, mesmo considerando-se que a seguradora optou por sair de médios riscos, apostando suas fichas nas pequenas empresas. “Apesar de o mercado segurador registrar crescimento de 12%, estamos em linha com o desempenho do nosso portfolio de produtos, composto por seguro de automóveis, riscos patrimoniais e apólices de vida. Foi um ano competitivo e nosso foco foi crescer com rentabilidade. Apostamos na qualidade do serviço prestado que ofertamos e inovamos dia a dia para agradar e conquistar consumidores e corretores ”, comenta Magnarelli.

A Liberty foi a seguradora oficial da Copa 2014 e o patrocínio tem o carimbo de “sucesso” pelo retorno obtido com o reconhecimento da marca. Parte do bom desempenho de 2014 é creditada às ações ligadas ao evento esportivo. O grupo encerrou o ano passado com mais de 1,3 milhão de clientes em carteira, sendo 1 milhão em seguro de carro. “Somos a sexta maior seguradora em automóvel e a décima maior seguradora do Brasil em seguros gerais”, enumera o executivo.

Um dos produtos que pode alavancar as vendas do mercado é o Auto Consciente, que pode custar cerca de 50% mais barato do que o produto com cobertura compreensiva. O seguro cobre danos físicos e materiais a terceiros e ainda conta com serviços de assistência 24H, ressaltou. “Ele indeniza, por exemplo, um terceiro que precisou parar de trabalhar em função de um acidente de carro, cobertura que não está dentro do DPVAT. Com a divulgação do produto e investimento na maior consicentização da sociedade quanto a riscos causados por acidentes automobilísticos, a Liberty pretende chegar a que não podem ou não querem adquirir os produtos convencionais de seguro de carro.

O segmento frotas apresentou um crescimento relevante, de 18%. O bom desempenho, segundo Magnarelli, é creditado ao investimento em TI. “Implementamos um novo workflow, que nos ajudou a quadriplicar o número de cotações em 2014”. Em 2014, o grupo investiu cerca de R$ 14 milhões em TI para aprimorar desde a emissão até o pagamento de sinistros. A expectativa é investir o mesmo montante neste ano.

Um dos exemplos citados por Patrícia Chacon, diretora de marketing e estratégia, foi o pioneirismo em implantar a central de atendimento por meio do SkypeConnect aos corretores e em breve também será lançado para todos os clientes da companhia. “A idéia é reduzir o custo para nossos parceiros e, para nós, a satisfação do cliente é a métrica mais importante para medir nossos resultados ”, diz.

O grupo, que conta com 69 filiais e 13 mil corretores cadastrados, também destacou em seu balanço o apoio a comunidade com o projeto Sinal Livre de Mobilidade Urbana. Segundo Karina Louzada, superintendente de Comunicação e Marca Institucional da Liberty Seguros, o principal objetivo é a difusão de boas práticas para estimular o engajamento e a conscientização dos brasileiros para uma locomoção mais segura ancoradas nos pilares da mobilidade verde, fluidez e segurança no trânsito.

Os executivos ressaltaram a importância do investimento no desenvolvimento em pessoas e parceiros. “Claro que tudo isso só foi possível porque temos pessoas comprometidas”, ressalta Magnarelli. Uma das metodologias do ano passado com retorno destacado foi o “empoderamento” dos funcionários na base. “Em 2014, por exemplo, implementamos 340 melhorias sugeridas pelos nossos funcionários, sendo que nos anos anteriores apenas os gestores eram envolvidos nas estratégias”, conta.

A filosofia aplicada no Brasil vem da construção de centros de excelência, que contam com a participação de gestores do mundo todo. O grupo Liberty Mutual é dividido em quatros grandes blocos: seguros pessoais nos Estados Unidos, seguros de empresas nos Estados Unidos, riscos especiais para todo o mundo e, por fim, operações internacionais.

pablo barahona “A inovação faz parte do dia a dia do grupo, que desenvolveu três centros de excelência para apoiar as unidades nos países onde atua”, conta Pablo Barahona. O primeiro é focado no desenvolvimento de estratégias para apoiar todas as unidades do grupo. “Temos subsidiárias que estão prontas para crescer com rentabilidade e outras que precisam de apoio para desenvolver o mercado em que atuam, como China, Índia e Rússia, por exemplo, pois são mercados enormes e que requerem muitas estratégias diferentes”, explica.

Outro centro de excelência visa melhorar a capacidade de precificação, uma vez que as decisões de uma seguradora tem como base um banco de dados como ferramenta para aprimorar a oferta justa. O terceiro centro de excelência é voltado ao aprimoramento do processo de indenizações. “O sinistro é a alma do negócio de uma seguradora. Investir para atender de forma rápida e primorosa nossos clientes, corretor e consumidores, é um fator determinante do sucesso empresarial”, resume Barahona, que está feliz de poder contribuir com o crescimento das subsidiárias do grupo Liberty na América Latina e Ibéria.

A região responde por 79% do faturamento da Liberty International, que acumulou prêmios de US$ 4,3 bilhões no terceiro trimestre de 2014 (os dados finais de 2014 serão divulgados em breve). Dos US$ 3,4 bilhões da região AL e Ibéria, a Venezuela é o maior mercado na região sob a tutela de Barahona, com faturamento de US$ 1,1 bilhão, seguido por Brasil, Espanha, Colômbia, Portugal, Chile e Equador. “As companhias tem muita similaridade, em termos de portfolios, língua e canais de distribuição, e estão bem posicionadas, o que facilitará muito o meu dia a dia. O meu desafio é dar continuidade ao sucesso que todos tem tido ate agora”, brinca Barahona, feliz de manter sua base no Brasil. “Se você me perguntar onde quero estar daqui a 30 anos, vou te dizer: no Brasil. Apesar dos atuais desafios macroeconômicos, o país continua sendo o melhor para um grupo segurador estar”, finaliza o COO da América Latina e Ibéria da Liberty International.

AIG patrocina programa esportivo em parceria com Colégio Porto Seguro

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O Brasil pegou gosto pelo rúgbi. Patrocinada pela AIG, a New Zealand Women’s Sevens, desembarca no Brasil e participa do lançamento do Programa +Esporte +Valores do Instituto ALMA Rugby, na Escola da Comunidade, mantida pelo Colégio Visconde de Porto Seguro. A visita do time é para disputar a segunda etapa do Circuito Mundial Feminino de Sevens, que ocorrerá em 07 e 08 de fevereiro, na Arena Barueri, em São Paulo.

A New Zealand Women´s Sevens tem a AIG como patrocinadora e parceira oficial de seguros desde 2012. O patrocínio engloba toda a New Zealand Rugby (NZR) incluindo outros times nacionais, o All Blacks, Maori All Blacks, All Blacks Sevens, New Zealand Black Ferns (time feminino de quinze) e New Zealand Under 20 (menores de 20 anos).

O Programa +Esporte +Valores será lançado pelo melhor time de rúgbi de sete do mundo em 04 de fevereiro, na Escola da Comunidade, mantida pelo Colégio Porto Seguro. O evento, patrocinado pela AIG, irá atender 40 jovens de até 18 anos e tem como missão engajar os alunos com os valores e habilidades do rúgbi dentro e fora de campo, ou seja, respeito, trabalho em equipe, disciplina, cavalheirismo e diversão/prazer de viver.

“Acreditamos firmemente que, por meio da prática esportiva, os jovens podem aprender importantes valores de cidadania, que poderão contribuir de forma decisiva na sua vida. A intenção da AIG com essa ação é incentivar uma educação baseada nesses valores, onde os jovens poderão vicenciá-los em uma atividade atrativa. Desta forma, estaremos contribuindo para fazer deles verdadeiros cidadãos, no sentido mais amplo da palavra”, afirma Paride Della Rosa, CEO da AIG no Brasil.

Segundo o idealizador do Programa Giuliano Passini, essa modalidade esportiva é baseada em princípios importantes na formação dos jovens cidadãos. “Sou apaixonado por rúgbi e sempre soube que o esporte possui regras e valores que devem ser estritamente seguidos para atingir o sucesso. Por isso, pensamos em criar um Instituto que tivesse o rúgbi e seus valores como ferramenta para engajamento dos jovens na mudança de comportamento”.

Atualmente, a Escola da Comunidade disponibiliza cerca de 1.700 bolsas e educação de qualidade a alunos de baixa renda moradores, principalmente, de Paraisópolis e da Vila Andrade. São cursos de Educação Básica, Educação para Jovens e Adultos (EJA) e cursos extras, como artesanato.

“É um privilégio para os alunos terem a oportunidade de conhecer um esporte internacional e, ao mesmo tempo, aprenderem princípios morais importantíssimos por meio dele, como respeito e disciplina”, afirma a vice-diretora da Escola da Comunidade, Rachel Braun.

Galo de Ouro da Mongeral Aegon premiará vencedores em clima de “Oscar”

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Nos 180 anos da seguradora e 40 anos da campanha, participação de corretores é recorde e cerimônia acontecerá em Cancun Na próxima sexta, dia 6, a Mongeral Aegon conhecerá quem serão os vencedores do Galo de Ouro 2014. A edição comemorativa de 40 anos de uma das mais tradicionais campanhas do mercado irá reconhecer mais de 70 pessoas, em uma festa para 350 convidados, em Cancun, no México.

O momento é marcado por recordes para a empresa: para além dos resultados numéricos, em 2014 a Mongeral Aegon ultrapassou 1 milhão de clientes e contou com a participação de 2.500 profissionais de todo o Brasil na campanha, sendo 2.300 corretores. Outra novidade é o formato da cerimônia, que, assim como no Oscar, só vai revelar o “galista”, como é denominado o grande vencedor de cada uma das 13 categorias, na hora do evento. Cada premiado recebe o tradicional troféu Galo de Ouro, um cruzeiro pelo Caribe com direito a acompanhante, e um prêmio de R$ 10 mil líquido de impostos. Os demais Destaques recebem medalhas pelo desempenho.

O diretor comercial da Mongeral Aegon, Osmar Navarini, reforça a importância das campanhas de incentivo para os profissionais. “Temos um modelo de negócios onde o ativo mais importante são as pessoas, reconhecer e valorizar nossos corretores parceiros é a garantia de longevidade da empresa”. Clube dos Parceiros Será ainda realizado na quinta-feira, 5 de fevereiro, o 4º Encontro do Clube de Parceiros, que reúne os principais parceiros de negócios da Mongeral Aegon. Este ano, o tema do encontro será os 180 anos da empresa e a apresentação do livro comemorativo, lançado em homenagem à data. “Desenvolver boas parcerias é uma das principais características da Mongeral Aegon, com uma participação importante no crescimento da companhia”, destaca Osmar.

20º Encontro de Líderes do Mercado Segurador

Fonte: CNseg

O 20º Encontro de Líderes do Mercado Segurador, que acontecerá entre 5 e 8 de fevereiro, no Tivoli Ecoresort, Bahia, reunirá, além de líderes do mercado segurador aludidos no nome do evento, representantes do governo, órgãos reguladores, meio acadêmico e outros segmentos da economia para debaterem tendências, desafios e perspectivas relacionadas com o setor de seguros.

Logo no primeiro dia, a antropóloga Mirian Goldenberg fará uma apresentação sobre o processo de envelhecimento, a expectativa das pessoas em relação a este e a realidade vivenciada.

Debatendo os desafios futuros relacionados à mobilidade, longevidade e segurança, o secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame; os economistas Sergio Besserman e Ana Amélia Camarano; e o engenheiro Moacyr Duarte.

A programação do evento também conta com um painel reunindo os presidentes da Federações associadas à CNseg: Paulo Marraccini (FenSeg), Osvaldo do Nascimento (FenaPrevi), Marcio Coriolano (FenaSaúde) e Marco Barros (FenaCap). O presidente da CNseg, Marco Antonio Rossi, também participa, falando na abertura do evento.

Willis apoia ida de deficientes físicos ao topo da maior montanha da América

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Para a Willis, uma das maiores consultorias e corretoras de seguros do mundo, a palavra de ordem é resiliência – capacidade de superar, de se recuperar após adversidades, de se adaptar às novas condições. É por isso que a Willis abraçou a iniciativa da Warfighter Sports Aconcágua, expedição que desafia ex-combatentes com do exercito americano com deficiencias fisicas a escalarem o Aconcágua, montanha mais alta do mundo fora da Ásia, prevista para terminar esta semana.

Com patrocínio da AIG, a expedição tem a Willis como co-patrocinadora por trabalhar conceitos que estimulam a construção da resiliência humana, assim como outros eventos já promovidos pela corretora. A Warfighter Sports Aconcágua reúne heróis de guerra que tiveram suas vidas completamente modificadas em tragédias, para um desafio que poderia parecer impossível – mas não é. O primeiro herói a chegar ao topo da montanha foi Calton Carlson, 24 anos, que teve as duas pernas amputadas enquanto servia a marinha norte-americana.

A expedição mostra que os riscos e as adversidades são inevitáveis, mas que são superáveis quando as pessoas estão preparadas para eles. De acordo com Dominic Casserley, CEO da Willis Group, “vivemos em um mundo cada vez mais frágil e em constantes mudanças. A Willis está na linha da frente, ajudando pessoas e empresas a se reconstruírem quando algum desastre acontece”.

A equipe do Warfighter Sports é formada por combatentes duas gerações diferentes, feridos em três guerras. O objetivo do desafio é testar os limites de resistência, mas também aumentar a consciência das habilidades de guerreiros americanos que se feriram defendendo a pátria. O mais experiente dos membros da expedição é o sargento Kirk Bauer (66), amputado acima do joelho após ser ferido na Guerra do Vietnã. Atualmente, Kirk é o diretor executivo de Esportes para Deficientes dos EUA, cargo que ocupa há 32 anos.

Desenvolvido pela Disabled Sports, uma das maiores organizações desportivas para pessoas com deficiência e mais atuante nos Estados Unidos, o desafio deve terminar ainda esta semana com a chegada dos quatro participantes ao topo do Aconcágua, localizado na Argentina a 6.962 metros de altitude, o equivalente a 22.837 pés. Para seguir a expedição, com acesso às fotos e aos boletins diários, acesse: http://www.disabledsportsusa.org/aconcagua/

SulAmérica tem novo limite para contratação do seguro residencial

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A SulAmérica ampliou de R$ 2,5 milhões para R$ 1f0 milhões o limite para contratação da coberturas básicas dos seguros residenciais. O aumento de 300% em relação ao último valor estabelecido pela companhia em março de 2014 oferece mais autonomia para a cotação direta de seguros por meio do cotador on-line disponibilizado pela companhia a todos os corretores parceiros.

A mudança contempla as coberturas básicas contra incêndio, queda de raios, explosão, tumultos e já está em funcionamento permitindo, inclusive, o recálculo para negociatas salvas antes da implantação. “O mercado tem trabalhado para aumentar este limite e atender com mais agilidade os corretores. E essa mudança no processo de contratação de imóveis com valores superiores impactará positivamente os clientes, simplificando o processo operacional da companhia e reduzindo o prazo de retorno das cotações, além de permitir que os corretores acessem com mais facilidade uma nova camada de potenciais clientes”, afirma o diretor de Auto e Massificados, Eduardo Dal Ri.

A plataforma de cotação atualmente concentra a base de cálculo para seguros das categorias Residencial, Empresarial e Condomínio. Os corretores que ainda não são parceiros da SulAmérica podem solicitar o cadastro pelo site http://goo.gl/Q

BB Seguridade, a cria supera o criador

Segundo nota divugalda pelo portal Infomoney, menos de dois anos após marcar sua estréia no pregão da BM&FBovespa, a BB Seguridade superou na segunda-feira seu controlador, o Banco do Brasil, em valor de mercado. Após alta de 2,04% da ação, a BB Seguridade fechou o dia avaliada em R$ 60 bilhões. Enquanto isso, a ação do BB recuou 2,2%, fazendo o valor de mercado cair a R$ 57,8 bilhões, informa o portal Infomoney.

internautas disseram que jamais comprariam seguro pela web, revela pesquisa

Fonte: Agência Brasil

A pesquisa Consumo Virtual no Brasil, divulgada nesta terça-feira (3) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostra que o brasileiro está mais seguro em relação às compras pela internet. De acordo com a pesquisa, feita entre os dias 5 e 8 de janeiro com 678 pessoas das 27 capitais que usaram sites de vendas no ano passado, 93% dos entrevistados, ou nove entre dez consumidores, estão satisfeitos com esse tipo de consumo.

A sondagem revela que 93% dos consultados fazem compras pela internet há mais de três anos. Eles também buscam fornecedores que sejam consagrados no mercado. “Quarenta e nove por cento escolhem o site porque procuram marcas conhecidas. Os clientes já sabem usar sites de comparação e se pautam pelos sites de reclamação. Com isso, a gente vê que o consumidor já busca elementos para tomar decisões mais informadas. E isso acaba dando confiança”, disse à Agência Brasil o gerente financeiro do SPC Brasil, Flávio Borges.

Os compradores mais assíduos sãos os mais escolarizados – 41% têm pós-graduação, estão na faixa de 35 anos a 49 anos e pertencem às classes sociais A e B (34%). Segundo Borges, isso mostra uma questão já esperada, que é a inserção mais tardia das classes C, D e E nesse tipo de comércio. Por outro lado, comprova a maior disponibilidade de crédito e acesso aos meios de pagamento das classes A e B. Apesar disso, ele destacou que a participação das classes C, D e E já é significativa no total de compradores (52%) e tende a crescer. Dois em cada dez consumidores fizeram sua primeira compra virtual nos dois últimos anos e desses há um percentual maior de pessoas das classes C, D e E, “o que confirma a inserção tardia desses clientes”, explicou Borges.

Comodidade de comprar sem precisar sair de casa foi a principal vantagem listada por 74% dos consultados, além de preço considerado mais baixo do que nas lojas físicas (50%). “A gente vê que grande parte das vantagens – economia de tempo, facilidade na comparação com concorrentes, está relacionada com economia”. Mesmo que não compre pela internet, o cliente pode usar essa comparação para barganhar um preço mais baixo na loja física. “Ele acaba economizando dinheiro de um jeito ou de outro”.

Entre as desvantagens, 68% citaram não poder levar o produto na hora da compra, outros 68% reclamaram não poder experimentar, 37% alegaram não poder ver, tocar nem cheirar o produto e 23% indicaram o prazo de entrega demorado. A falta de segurança de não receber o produto ou ser lesado por algum tipo de falsificação foi apresentada por 6% dos consumidores. Frete grátis (23%) e indicações de amigos e parentes (22%) são fatores considerados para a escolha do site de vendas.

Os itens mais comprados pela internet no ano passado pelos brasileiros foram eletrônicos (61%), livros (47%), calçados (44%), roupas (42%) e eletrodomésticos (36%). Em contrapartida, os internautas disseram que jamais comprariam pelo sistema virtual seguros (25%), artigos para animais (19%), calçados (17%), roupas (16%) e comida pronta (15%). A rejeição por calçados e vestuário é explicada pelo fato de não poder experimentar ou por receio em caso de troca.

O acesso à internet para o consumo é feito ainda predominantemente por computador (desktop) (44%) ou por notebook (32%). Entretanto, o uso de meios móveis é crescente, com o smartphone chegando a 20%. O cartão de crédito é apontado como principal meio de pagamento em compras virtuais por 78% dos entrevistados, sendo que o percentual sobe para 83% entre os mais escolarizados. Em seguida, aparece o boleto bancário (54%). Em ternos de gênero, a pesquisa não mostra divisão acentuada. “Está meio a meio”. Flávio Borges disse, porém, que quando se olha os dados de pessoas que entraram mais recentemente nesse mercado, “a gente vê que há mais mulheres do que homens: 17% das mulheres passaram a usar a internet entre um e cinco anos, enquanto 12% dos homens entraram mais recentemente. Existe uma entrada maior feminina, embora essa entrada das mulheres no mundo virtual seja também mais tardia”, disse.

A pesquisa mapeou 22 produtos mais consumidos e constatou que os livros são os itens preferidos para aquisição nos próximos seis meses, com 52% do total, seguidos de eletrodomésticos (47%), passagens de avião, ônibus, trem ou navio (47%), reservas em hotéis ou pousadas (41%) e ingressos (40%).

Principais destaques do Itaú Unibanco em “Seguridade”

itau seguros logoO Itaú Unibanco obteve lucro líquido contábil de R$ 20,2 bilhões em 2014, com crescimento de 29% em relação ao ano anterior. O banco decidiu apresentar uma nova abertura do resultado de seguros, que contempla o resultado das companhias de Seguros, Previdência e Capitalização, entre “Atividades Foco” e “Demais Atividades”. No entanto, apesar do esforço, ainda é difícil olhar o resultado de seguridade dentro das operações do maior banco privado brasileiro.

O caderno de resultados de 2014 informa:

O índice de seguridade atingiu 13,5%.

A estratégia é de atuação no modelo de bancassurance, com foco na comercialização de seguros massificados de pessoas e patrimoniais, tipicamente relacionados ao varejo bancário com clientes.

O resultado com as operações de seguridade atingiu R$ 6,8 bilhões, acima dos R$ 6,6 bilhões do ano anterior, antes das despesas com sinistros e com comercialização.

Expectativa de crescimento de seguridade para 2015 é entre 9% e 11%.

A venda da carteira de grandes riscos para a ACE produziu um efeito contábil, antes de impostos, de R$ 1,1 bilhão no lucro do período do Itaú Unibanco Holding.

Os R$ 584 milhões recebidos da Via Varejo em razão da rescisão antecipada dos acordos operacionais relativos à oferta do seguro de garantia estendida nas lojas Ponto Frio e Casas Bahia, não tiveram impactos relevantes nos resultados do Itaú.

A priorização de vendas em canais de baixo custo como nossa estratégia de distribuição gerou impactos positivos em nossa rentabilidade. Nossos canais prioritários passaram a representar 57,2% das vendas a correntistas, com um crescimento de 22,5% em relação ao mesmo trimestre de 2013. As vendas em caixas eletrônicos continuaram a crescer e apresentaram no quarto trimestre de 2014 aumento na representatividade de 10,0 pontos percentuais em comparação com o mesmo período do ano anterior. No canal mobile, o crescimento foi de 25,7% em relação ao terceiro trimestre de 2014, e na internet o número de itens vendidos cresceu 49,7% em comparação com o quarto trimestre de 2013, com participação cada vez mais relevante da Loja Virtual de Seguros, iniciativa inovadora no mercado segurador bancário.

Seguros – O lucro líquido cresceu 43% em 2014 (o texto divulgado não informa para quanto) frente a 2013. A evolução dos prêmios ganhos foi de 4,9% em relação a 2013, para R$ 6 bilhões (não incluindo participação na Porto Seguro, da qual o banco detém 30% de seu capital). As provisões técnicas de seguros atingiram R$ 5,9 bilhões em 31 de dezembro de 2014. Os sinistros retidos alcançaram R$ 2 bilhões no acumulado de 2014, uma redução de 3,3% em relação a 2013, influenciada principalmente devido aos menores sinistros no ramo de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT). Neste exercício, também tivemos a venda das operações de grandes riscos e o distrato das operações de garantia estendida com a Via Varejo. O crescimento das vendas de seguros em canais digitais foi de 42,9% em 2014 em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 15,4% do total de novas apólices. Destaque para nossa Loja Virtual de Seguros, que, além dos seguros de acidentes pessoais, residencial e viagem, passou a ofertar seguros empresariais e de automóveis. As vendas a correntistas cresceram 21,6% e os produtos prestamista e cartão protegido cresceram 27,7% e 29,2% respectivamente, em relação ao ano anterior.

Previdência – A captação dos planos totalizou R$ 17,5 bilhões de janeiro a dezembro de 2014. As receitas com taxas de administração atingiram R$ 1,16 bilhão e as provisões técnicas cresceram 16,8% no mesmo período, somando R$ 103,7 bilhões em 31 de dezembro de 2014.

Capitalização – A arrecadação com títulos de capitalização atingiu R$ 2,3 bilhões de janeiro a dezembro. As provisões técnicas de capitalização alcançaram R$ 3 bilhões em 31 de dezembro de 2014, e Nos canais digitais, o total de títulos vendidos cresceu 85,5% durante o ano de 2014, comparado a 2013. Em capitalização, apresentamos um aumento de 2,9% nos títulos vigentes em 2014 em relação a 2013. Em 2014, revisamos a estratégia de vendas a correntistas em agências, resultando em um aumento da venda de títulos de capitalização em 31,1%, quando comparado ao ano de 2013.

Loja Virtual – Para garantir a melhor oferta para clientes correntistas e não correntistas nos canais eletrônicos, o Itaú ampliou a loja virtual de seguros. Conhecidas como “nossas pontocom”, permitem monitoramento de todas as operações digitais de Seguros, Itaucard e Pessoa Física em tempo real, além de acompanhamento de vendas minuto a minuto.

Facebook – Com 7,5 milhões de fãs, o perfil no Facebook é o maior do mundo no segmento e, com 402 mil, o maior do país no Twitter. No YouTube, os conteúdos gerados pelo banco já tiveram mais de 144 milhões de visualizações, o melhor resultado dentre todas as empresas no Brasil, em qualquer segmento.

Empresas com melhor gestão de riscos erram menos ao projetar resultados

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A Aon, em parceria com a Universidade Wharton, da Pensilvânia (EUA), divulgou recentemente relatório com novas percepções sobre a importância da maturidade de riscos para as empresas. Realizado no decorrer de 2014, o estudo questionou 50 companhias de capital aberto dos Estados Unidos sobre suas práticas de gerenciamento e seus resultados financeiros. Enquanto as organizações que ficaram no topo da escala em relação ao planejamento estratégico de riscos obtiveram uma redução de 20% nos erros de previsão orçamentários, as piores colocadas registraram aumento de 17,5%.

Segundo Alexandre Botelho, diretor da área de consultoria em gestão de riscos da Aon Brasil, o estudo comprova que cada vez mais a gestão de riscos se torna uma ferramenta indispensável para evitar prejuízos e aproveitar oportunidades de agregar valor à operação. “As empresas que compreendem com muita clareza a complexidade dos riscos diretos e indiretos a que estão expostas tendem a ter uma maior precisão sobre sua margem de lucro e resultado operacional”, argumenta.

O levantamento mostra também que as companhias mais preparadas apresentaram redução de 2,5% na volatilidade no preço dos papéis no mercado financeiro, ao passo que as menos preparadas obtiveram aumento de 2,9%. “Quando o mercado está em alta, empresas com processos menos estruturados também podem ter um bom desempenho. Mas, em um cenário adverso de crise financeira ou catástrofe natural que possa afetar a economia do país, a queda nas ações de companhias mais preparadas chega a ser de 36 a 90% menor em relação às outras”, afirma Botelho.

Esta pesquisa é parte de um levantamento mais amplo de dados globais da Aon em parceria com a Wharton, no qual foram ouvidas 700 companhias de capital aberto. A análise completa da base de informações também evidencia que, quando a alta direção participa ativamente da gestão de riscos e não apenas delega, o engajamento da empresa é significativamente maior. “Consequentemente, a diretoria também consegue empregar uma melhor comunicação com a equipe administrativa encarregada pelas estratégias de gestão de riscos”, acrescenta o executivo.

Empresas com alto índice de maturidade de riscos apresentam, entre outras características, uma cultura de riscos que envolva todos os níveis da organização. “O entendimento e comprometimento com o gerenciamento de riscos no patamar da diretoria é um fator crítico para a tomada de decisões e geração de valor”, explica.

De acordo com Botelho, o desafio nos próximos anos para as empresas é incorporar em suas estruturas organizacionais eficientes programas de gestão de riscos, já que a tendência cada vez mais é de que as companhias despreparadas fiquem sujeitas a prejuízos em qualquer intempérie que impacte o negócio. “No atual contexto, em constante mutação, a capacidade para antever oportunidades, compreender e responder eficazmente aos riscos é essencial para o bem-estar operacional e financeiro das companhias. A ausência dessa prática provavelmente fará com que as organizações fiquem para trás em relação as que a aplicam em seu planejamento estratégico”, complementa.