Banco BV e Brasilseg fecham parceria para comercialização de seguro para placas solares

Flávio Suchek, diretor-executivo de Varejo do banco BV.

O banco BV, uma das maiores instituições financeiras do Brasil e líder no financiamento de placas solares, passa a oferecer seguro para sistemas fotovoltaicos financiados por pessoas físicas ou jurídicas junto à instituição. A proteção pode ser contratada no momento da assinatura do financiamento ou posteriormente, desde que os componentes do projeto tenham, no máximo, 10 anos de uso.

O seguro, ofertado pelo BV em parceria com a Brasilseg, empresa da BB Seguros, cobre todos os itens relacionados a placa, como células e vidros fotovoltaicos, molduras e baterias, além de prever indenizações por sinistros de até R$ 3 milhões. A vigência da apólice varia entre 12 e 36 meses, e os custos podem ser diluídos nas parcelas do financiamento.

“O mercado de energia solar está crescendo e ganhando espaço no Brasil. No ano passado, a capacidade instalada dessas placas alcançou 35.420 megawatts de potência, segundo dados da Aneel. Esse volume é superior à potência de duas usinas de Itapu. Como protagonistas do setor, incorporamos em nosso portfólio o seguro de placas solares e marcamos presença em todo o processo: do financiamento à manutenção do projeto”, explica Flávio Suchek, diretor-executivo de Varejo do banco BV, em nota.

Atualmente, o país conta com mais de 3,3 milhões de sistemas solares conectados à rede elétrica, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), que projeta um crescimento de aproximadamente 26% na capacidade de geração para 2025.

Embora o interesse dos brasileiros por geração de energia verde esteja em ascensão, é importante ressaltar que projetos de energia solar são investimentos de alto custo e longa durabilidade, mas o funcionamento adequado do sistema depende da qualidade e da periodicidade da manutenção, que inclui a limpeza dos painéis e a eventual substituição de componentes, e agora, clientes do banco BV podem contar com soluções inteligentes e completas para a preservação desses bens. 

A iniciativa reforça a estratégia de ambas as empresas de consolidar a atuação no segmento de energia renovável, oferecendo soluções alinhadas às necessidades do setor. “Para a Brasilseg, trata-se de um avanço relevante no plano de expansão dos negócios. Buscamos ampliar nossa rede de parceiros a fim de fortalecer nossa presença no mercado e difundir a cultura da proteção no país”, destaca Amauri Vasconcelos, presidente da Brasilseg. 

O produto cobre danos causados por eventos da natureza, como queda de raio, incêndio, vendaval, ciclone e granizo, entre outros fenômenos extremos, além de acidentes elétricos, ocorridos durante a instalação, desmoronamento, roubo ou furto. O seguro também oferece serviços de assistência, como diagnóstico de desempenho na geração de energia, limpeza dos painéis e/ou do local afetado por eventuais acidentes, bem como cobertura provisória de telhados.

“Buscamos sempre oferecer seguros no contexto que faz sentido para o cliente final e ter produtos que vão além do básico para que realmente gere valor. No caso do seguro placa, por exemplo, incluímos também a limpeza anual da placa. Juntamos o útil, o seguro, ao necessário, a limpeza”, comenta Daniel Monteiro, diretor de Seguros, conta e cartão no banco BV.

A parceria para a comercialização do seguro para placas solares teve início em abril para todo o território nacional. A expectativa das duas companhias é de conquistar mercado especialmente nos estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil, onde se concentra a maior parte dos sistemas fotovoltaicos instalados.

Grupo HDI aposta no segmento de vida, com doenças graves e serviços

Fonte: HDI

O Grupo HDI, disponibiliza, por meio de suas marcas HDI e Yelum, uma linha completa de Seguros de Vida, atendendo diferentes demandas e com diversas possibilidades de coberturas e assistências. Entre elas, destacam-se a cobertura de doenças graves, que após o diagnóstico, oferece uma indenização para ser utilizada como o segurado precisar; a assistência de telemedicina, com serviços de pronto atendimento digital para casos de baixa complexidade e descontos em medicamentos, exames e consultas nos laboratórios parceiros; e a assistência funeral, agora ampliada para os pais do segurado.

Com a amplitude de ofertas, o Grupo HDI busca apoiar, cada vez mais, o desenvolvimento e o crescimento dos corretores junto à companhia, promovendo momentos de troca, relacionamento e reforço das melhorias nas soluções oferecidas através dos Encontros Regionais de Vida. Nos meses de abril e maio, a iniciativa passou pelas cidades de Londrina, Maringá, Porto Alegre, Campinas e Goiânia, com a presença do Diretor de Produto Vida, Alexandre Vicente, além das equipes e diretores comerciais de cada região – Rubens Oliboni, Omar Assolari e Paulo Ricardo.

Além dos encontros, o mês de maio foi marcado pelo lançamento da 1ª edição da Campanha Cresça com o Vida em 2025. A iniciativa oferece incentivos de vendas para corretores, filiais e equipes comerciais das marcas Yelum e HDI e distribuirá 54 prêmios a parceiros de todo o Brasil, com valores que chegam a R$ 3.000,00 no cartão Cresça Corretor.

No caso dos operadores – vendedores das corretoras –, há recompensas de até R$ 50,00 por apólice emitida pela Yelum e, para os corretores que se destacarem nas emissões pela HDI, haverá um sorteio vale experiência de até R$ 1.000,00. Assim como nas outras campanhas, todos os prêmios são pagos por meio do cartão Cresça.

“A troca constante com os corretores é essencial para a companhia se manter sempre atualizada e de acordo com as demandas dos clientes”, afirma o diretor de Produto Vida do Grupo HDI, Alexandre Vicente. “Por isso, buscamos garantir que os produtos da companhia atendam às reais necessidades do mercado por meio de um time de especialistas distribuídos pelo Brasil, que identificam as dores das pessoas. Ao priorizar a escuta ativa e a troca de experiências com os nossos parceiros, reforçamos nosso compromisso em desenvolver coberturas cada vez mais aderentes ao perfil de cada segurado”.

Considerando todos os produtos do Grupo HDI, a organização está presente em 98,9% dos municípios do país. A empresa ocupa o 1º lugar em presença nas regiões Sul, Norte e Nordeste e, no ranking da Susep, está em 2º lugar.

A organização pertence à respeitada empresa alemã Talanx, que recentemente investiu mais de US$ 1 bilhão em aquisições no Brasil. A companhia tem a América Latina como alvo estratégico e o país tem papel de grande destaque nesse cenário – sendo, inclusive, a maior operação da Talanx fora da Alemanha. Com o objetivo de ser a melhor seguradora do Brasil, a empresa segue trazendo novidades, oferecendo um dos portfólios de produtos e serviços mais completos para segurados, corretores e parceiros.

Andrina emite primeira Letra de Risco de Seguro (LRS) do Brasil

Marcos Falcao IRB RE

A Andrina Sociedade Seguradora de Propósito Específico (SSPE) emitiu, hoje (30/05), a primeira Letra de Risco de Seguro (LRS) do mercado brasileiro, no valor de R$ 33,7 milhões. A operação, nesse caso, envolve a securitização de riscos de seguro garantia e foi estruturada em conjunto com o Itaú.

“Estamos inaugurando uma nova modalidade de transferência de riscos no mercado local. A emissão das letras de seguro permite que riscos do mercado segurador sejam absorvidos pelo mercado de capitais. No mercado internacional, o grande volume dessas letras são de cat-bonds, também conhecidos como títulos de catástrofe. Dessa forma, ampliamos as fontes de capital para seguradoras e resseguradoras do país, permitindo o aumento de capacidade de todo o setor”, afirma Marcos Falcão, CEO do IRB(Re).

Subsidiária integral do IRB(Re), a Andrina foi a primeira SSPE a receber autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para operar no Brasil, em dezembro do ano passado. Na prática, as SSPE transferem a investidores do mercado de capitais os riscos de seguros, previdência complementar, saúde suplementar, resseguro ou retrocessão de uma ou mais seguradora ou resseguradora, chamadas de contraparte. Isso ocorre via emissão de uma letra de risco de seguro, que securitiza o recebível.

“Com isso, o mercado financeiro passa a ter disponível novas opções de riscos para a carteira de investimentos. Isso porque esses títulos vinculados a seguros e resseguros não são correlacionados com o mercado financeiro tradicional. Ou seja, sua rentabilidade não é afetada por ciclos econômicos ou variações de preços na economia, como taxas de juros e câmbio”, completa Falcão.

A opção por iniciar as operações por uma LRS ligada ao seguro garantia reflete, de acordo com Cesar Cavalcante, presidente da Andrina, a alta demanda por esse tipo de proteção. “Seguiremos buscando novas oportunidades para ampliar e potencializar este novo negócio. A LRS é muito utilizada no exterior e temos uma grande oportunidade de fortalecer nosso mercado, evidenciando e cumprindo com o papel social do setor: proteger a sociedade”, avalia.

Em 2022, a Lei 14.430 autorizou a formação do mercado de LRS no Brasil. “Para pavimentar o caminho até essa primeira emissão, justamente pelo nosso pioneirismo, foi necessária a cooperação com o poder público e outros atores no sentido de estruturar o mercado. De fato, foi feito um grande esforço para que as exigências legais fossem atendidas”, conta Cavalcante, destacando a atuação do Ministério da Fazenda, da Susep e da Receita Federal, além do apoio da B3, Oliveira Trust e dos escritórios Machado Meyer e Mattos Filho.

Segundo o escritório Machado Meyer Advogados, na operação o IRB(Re) cedeu à Andrina SSPE determinados riscos relativos à sua carteira de seguro garantia, os quais foram subsequentemente financiados por meio da emissão de LRS no mercado de capitais local. Essa estrutura, amplamente adotada em jurisdições como Estados Unidos, Reino Unido, União Europeia e Bermuda, foi implementada pela primeira vez no Brasil, conectando de forma inédita os mercados de resseguro e de capitais no país.

A transação representa um marco, abrindo caminho para novas alternativas de financiamento de riscos no Brasil, com potencial de ampliar significativamente a capacidade do mercado local e atrair investidores institucionais para ativos ligados ao setor de seguros.

O trabalho foi liderado pelo sócio Cassio Gama Amaral, com a participação do advogado Andre Filipe Guimarães Fortunato. A assinatura dos documentos ocorreu em 28 de maio de 2025, com a liquidação da operação em 30 de maio. 

MetLife On reúne corretores e traz alertas sobre economia, tecnologia e o papel estratégico do seguro

A oitava edição do MetLife On, realizada em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, reuniu mais de mil corretores de seguros em encontros marcados por reflexões sobre o futuro da economia brasileira, os avanços da inteligência artificial (IA) e o papel estratégico do setor de seguros diante de um mundo cada vez mais incerto.

Com abertura de Ramon Gomez, vice-presidente comercial da MetLife Brasil, o evento reafirmou seu compromisso em promover conteúdos relevantes e conectados às transformações da sociedade e do setor. “Começamos esse projeto com o nome BTS, depois veio o Conecta, e entendemos que precisávamos colocar no centro da discussão os assuntos que realmente preocupam as pessoas”, explicou Gomez. “Selecionamos os temas com muito cuidado, porque acreditamos que o acesso à informação é também uma responsabilidade.”

Segundo ele, o MetLife On não tem o formato de um evento corporativo tradicional. “Fazemos questão de trazer convidados de alto nível, que realmente acrescentem. Este ano, por exemplo, oferecemos uma visão abrangente da conjuntura global e brasileira, com análises que impactam diretamente o nosso mercado.”

Zeina Latif: “Sem reforma, 2027 pode levar a um shutdown da máquina pública”

A economista Zeina Latif, sócia da Gibraltar Consulting, fez uma análise contundente do cenário fiscal brasileiro. Para ela, o próximo presidente — seja na continuidade ou na alternância do poder — terá que iniciar o mandato com uma reforma fiscal ampla e profunda. “As despesas obrigatórias estão crescendo muito mais rápido do que as receitas, e isso está comprimindo os gastos discricionários. Se nada for feito, o país poderá enfrentar uma paralisação da máquina pública já em 2027”, alertou.

Ela citou o acúmulo de precatórios (R$ 200 bilhões até 2026), a política de valorização do salário mínimo, o novo Fundeb e os pisos constitucionais de saúde e educação como pressões adicionais sobre o orçamento. O pagamento de juros da dívida pública, que já consome 7% do PIB, também contribui para o aperto fiscal.

Segundo Zeina, a dívida pública, que era de 68% ao final de 2022, saltou para 72% e deve continuar em trajetória de alta, enquanto a capacidade do Banco Central de reduzir os juros segue limitada pela desconfiança fiscal. “Para que os juros voltem a um dígito, será necessário um novo desenho de política fiscal.”

Ela concluiu que o Brasil tem potencial de crescimento e resiliência internacional, mas só conseguirá avançar com aumento de produtividade e reformas estruturais. “Precisamos investir em educação, qualificação da força de trabalho e melhorar o ambiente de negócios. O contencioso tributário no Brasil representa 75% do PIB, frente a 1% da média mundial. Nossa produtividade é um quarto da americana.”

Zeina Latif respondeu à pergunta de Ramon Gomez sobre o papel estratégico do seguro diante da informalidade e do envelhecimento da população brasileira. “O mundo não anda mais devagar como antes. Vivemos tempos de alta rotação, com eventos geopolíticos, crises sanitárias e desastres ambientais recorrentes. O seguro precisa fazer parte da vida das pessoas e das empresas. É uma proteção necessária diante da imprevisibilidade.” Segundo ela, o mercado de seguros tem papel fundamental não apenas como amortecedor de riscos, mas também como instrumento de estabilidade social e planejamento financeiro em uma sociedade desigual e envelhecida.

Angélica Carlini: “IA transformará os seguros, mas exige governança e preparo”

A advogada especialista em seguros Angélica Carlini trouxe ao evento um olhar jurídico e estratégico sobre a aplicação da inteligência artificial no setor. Com 41 anos de atuação, Carlini alertou para os impactos profundos da tecnologia e a necessidade de preparo ético e técnico das companhias. “A IA pode causar danos físicos, psicológicos e sociais. A regulação europeia já reconhece isso. No Brasil, também teremos mudanças regulatórias com impactos significativos para o setor”, afirmou.

Carlini explicou como as seguradoras já utilizam IA em aplicações como detecção de fraudes, automação de sinistros, subscrição com base em big data e recomendação de ajustes contratuais. Para os corretores, a tecnologia pode ser aliada na personalização de ofertas, gestão de leads e análise de mercado.

Ela defendeu que o uso responsável da IA exige governança com supervisão humana e compromisso com práticas éticas. “A regulação não resolverá tudo. É preciso estar emocional e tecnicamente preparado para o novo. Convivência com inovação exige equilíbrio emocional, controle da ansiedade e disposição para mudar.”

Entre os desafios estruturais, destacou a qualificação da mão de obra, parcerias com desenvolvedores éticos, criação de produtos digitais e híbridos, além de uma aproximação com universidades e centros de pesquisa.

Carlini reforçou ainda que os dados sempre foram a base dos seguros e que os profissionais do setor devem ser capazes de fazer boas perguntas, identificar riscos e tomar decisões com base em informação qualificada — sem abrir mão da mutualidade e da confiança que definem a essência do seguro. “Somos consultores de risco. Vendemos confiança. A mutualidade é o que nos trouxe até aqui. Seguro é sobre solidariedade. E isso não se automatiza.”

Brasil se mantém como destaque e concentra 1 a cada 3 insurtechs da América Latina

A digitalização do setor de seguros segue avançando no Brasil, apesar da retração global no volume de investimentos em startups. De acordo com o estudo Digital Insurance 2025, o país conta, hoje, com 206 insurtechs ativas — um crescimento de 6% em 2024 e o equivalente a um terço de todas as startups de seguros da América Latina. O número, ainda que modesto, ganha relevância diante da queda de 78% nos aportes destinados ao segmento na região no mesmo período e reforça o papel estratégico do Brasil na transformação do mercado ao abrir espaço para modelos mais ágeis, digitais e centrados no consumidor.

A Azos, especializada em seguro de vida, realizou a captação de R$168 milhões em uma rodada Série B liderada pela gestora internacional Lightrock. A operação, que eleva o total captado pela empresa para mais de R$250 milhões desde sua fundação em 2020, teve como objetivo sustentar a expansão nacional da companhia e o desenvolvimento de novos produtos voltados à simplificação do acesso ao seguro no país.

O modelo de negócios com foco na digitalização da jornada do cliente e no uso de inteligência artificial para automação de processos tem resultado em uma trajetória de crescimento acelerado. Para se ter uma ideia, a receita da companhia triplicou em 2023 e fez com que a organização superasse a marca de R$60 bilhões em capital segurado.

Para Rafael Cló, cofundador e CEO da Azos, apesar dos avanços, ainda há espaço para mais expansão, uma vez que menos de um quinto da população brasileira possui seguro de vida, segundo a FenaPrevi. “Nosso objetivo é transformar o seguro de vida em um serviço simples, transparente e adaptado à realidade do brasileiro. A digitalização não é apenas sobre tecnologia, mas sobre permitir que mais pessoas tenham acesso à proteção financeira”, comenta o executivo em nota.

Embora o ambiente macroeconômico ainda imponha desafios como os juros elevados, seletividade dos investidores e menor liquidez para rodadas de crescimento, o segmento de insurtechs tende a se consolidar como uma frente relevante na modernização do mercado segurador. Especialmente no ramo de vida, a combinação entre tecnologia e demanda por proteção financeira tem impulsionado a adoção de produtos mais personalizados, de contratação ágil e com menor custo.

“A alta dos juros naturalmente restringe o apetite por risco no curto prazo, mas também cria espaço para modelos mais eficientes e sustentáveis. As empresas que conseguirem provar valor real ao consumidor, como é o caso do seguro de vida, sairão fortalecidas”, avalia Cló.

A afirmação está de acordo para Guilherme Cardoso, da Lightrock, que acrescenta “mesmo em um cenário de retração no volume global de investimentos em startups, a convicção é de que o mercado brasileiro de seguros, especialmente o de vida, representa uma avenida relevante de crescimento.

A expectativa da Azos é dobrar de tamanho em 2025, com a ampliação do time comercial para outros estados do país, a introdução de novas coberturas e o aprofundamento do uso da tecnologia. “O crescimento precisa vir acompanhado de responsabilidade técnica. Nosso foco é expandir com consistência, mantendo a experiência do cliente como prioridade e aprofundando nossa atuação junto aos corretores parceiros, que seguem sendo fundamentais na distribuição do seguro de vida no Brasil”, afirma o CEO.

O avanço da regulamentação sobre seguros digitais e a maior familiaridade do consumidor com canais online também devem favorecer o segmento nos próximos anos. Para Rafael Cló, o Brasil vive uma oportunidade única de implementar a cultura do seguro em novas camadas da população.

“Há um potencial enorme de inclusão financeira via seguro de vida. Com tecnologia, conseguimos oferecer produtos acessíveis para públicos que antes estavam totalmente à margem do setor. Esse é o verdadeiro impacto que buscamos gerar”, conclui o executivo.

Mapfre: EUA e AL enfrentam desafios enquanto o setor de seguros mantém resiliência global

fatima lima fundación Mapfre

A Mapfre Economics publicou a atualização de seu relatório “Panorama Econômico e Setorial 2025”, no qual detalha as previsões macroeconômicas e de crescimento do setor segurador para o segundo trimestre do ano. Segundo sua visão, em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas e tensões comerciais, a análise destaca cenários diferenciados para os Estados Unidos, América Latina e o mercado segurador global.

Sobre os EUA, o relatório antecipa um crescimento do PIB de apenas 1,9% em 2025 (com um cenário estressado que o reduz para 1,4%), com uma inflação média de 3,0% (que poderia subir para 3,4% no pior dos casos).

Segundo explicam, essa moderação do crescimento está associada a uma menor contribuição do consumo privado e do investimento total, em um ambiente de tensões tarifárias impulsionadas pela nova administração federal. As previsões também apontam para uma inflação persistentemente alta e uma redução mais lenta das taxas de juros por parte do Federal Reserve.

No caso da América Latina, a empresa espera um impacto misto e oportunidades emergentes. “Na América Latina, as consequências da guerra tarifária variam conforme o grau de integração comercial com os Estados Unidos. O México, por exemplo, enfrentará uma desaceleração econômica mais intensa, embora sem entrar em recessão, enquanto economias como Brasil e Turquia manterão suas projeções de crescimento”, aponta o documento.

Além disso, o relatório indica que, apesar dos desafios externos, os fluxos de capital e uma menor volatilidade cambial poderiam oferecer certa estabilidade para a região.

Setor de seguros

O relatório coloca o foco no setor de seguros, destacando sua grande resiliência em meio a tanta volatilidade. “Em nível global, o setor segurador se mantém resiliente apesar do deterioro macroeconômico. Tanto os seguros de Vida quanto os de Não Vida continuam mostrando perspectivas positivas, apoiados por um ambiente de taxas de juros ainda elevadas e crescimento econômico moderado”, aponta o relatório.

Na América Latina, o relatório conclui que o setor segurador será impulsionado pela baixa penetração dos seguros, especialmente em mercados emergentes como o Brasil, e por receitas financeiras derivadas das altas taxas de juros. O México mantém uma perspectiva de rentabilidade positiva, mesmo com um crescimento moderado do PIB.

“Apesar de um ambiente global marcado por riscos geopolíticos, divergências nas políticas monetárias e pressões inflacionárias, também são identificados espaços de oportunidade, especialmente para o setor segurador, que continua se adaptando e mostrando fortaleza estrutural”, comenta como encerramento de suas conclusões.

“Essa é uma forma da MAPFRE contribuir, por meio da MAPFRE Economics, com informação de qualidade para os debates que acontecerão durante a COP30 no Brasil. Ao apresentar exemplos de boas práticas globais, o estudo oferece subsídios valiosos para a formulação de soluções internacionais voltadas à mitigação de riscos climáticos, alinhando-se diretamente aos objetivos da COP 30 de promover justiça climática, adaptação e proteção socioeconômica diante das mudanças ambientais em curso”, comentou Fátima Lima, diretora de Sustentabilidade e Fundación MAPFRE, em sua página no LinkedIn.

Seguros Unimed anuncia parceria com a plataforma Nama

Alex Rocha, superintendente de Gestão do Cliente da Seguros Unimed.

Fonte: Seguros Unimed

A Seguros Unimed acaba de oficializar sua parceria com a plataforma Nama para a implementação de inteligência artificial em sua Central de Atendimento. A solução, que já foi iniciada no ano passado, como projeto piloto, atendendo inicialmente apenas alguns temas do segmento de saúde, agora será expandida para todos os segmentos da empresa, como vida, ramos elementares, previdência e odontologia, com o objetivo de aprimorar a experiência do cliente e otimizar processos internos.

A inteligência artificial generativa permitirá que os colaboradores acessem rapidamente dados completos sobre os produtos, coberturas, benefícios, da Seguradora, em sua base de conhecimento, por meio de um acervo com aproximadamente 3.000 artigos. Isso resultará em respostas mais ágeis, precisas e informativas, o que, consequentemente, elevará a qualidade do atendimento. Além disso, a IA generativa também contribuirá para reduzir o tempo de treinamento de novos colaboradores ligados ao atendimento direto ao cliente, acelerando a curva de aprendizado e tornando o processo mais eficiente.

“Com a IA generativa conseguimos reduzir o tempo de atendimento e melhorar a experiência do cliente. As respostas serão mais rápidas e assertivas e o nível de satisfação será ainda maior. Estamos animados com os resultados conquistados até agora e seguiremos investindo em tecnologia para proporcionar o melhor serviço aos nossos segurados. Essa entrega reforça dois pilares estratégicos e fundamentais para a nossa companhia: inovação e foco no cliente”, afirma Alex Rocha, superintendente de Gestão do Cliente da Seguros Unimed.

“A implementação desta ferramenta de chat generativa, sendo um copiloto com inteligência artificial abarcada em nossa Central de Atendimento, estará disponível para cerca de 200 colaboradores focados no atendimento ao cliente. A solução vem com o objetivo de aprimorar a experiência do cliente e otimizar processos internos no atendimento ao segurado”, complementa Fábio Nogi, superintendente de Inovação e Odontologia da Seguros Unimed.

A Seguros Unimed começou a rodar a parceria com a Nama em caráter de teste, apenas para alguns colaboradores da central de relacionamento com o cliente e para alguns assuntos específicos em 2024 e os resultados foram expressivos. Durante o período, um dos principais benefícios da adoção da ferramenta foi o aumento de 30% na produtividade dos times e o tempo de duração de cada ligação caiu, em média, um minuto, refletindo tanto a agilidade proporcionada pelo sistema quanto a confiança adquirida pelos colaboradores.

FenaCap marca presença em debates sobre inovação e regulação

Principal conferência de negócios e conteúdo do mercado segurador, a Conseguro 2025 foi realizada nesta terça-feira (27/05), em São Paulo, sob o tema “Contribuições do Setor de Seguros para o Futuro do Brasil”. Organizado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros, Previdência Privada, Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), o evento reuniu lideranças e especialistas em torno de temas que moldam o presente e o futuro da atividade. Nesta edição, a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) teve participação em dois painéis, que trouxeram discussões relevantes ao desenvolvimento do segmento no país.

O presidente da FenaCap, Denis Morais, mediou o painel “Tecnologia & Inovação para Diversificação de Produtos e Acesso ao Mercado”, que abordou os impactos da transformação digital nas soluções ofertadas ao consumidor, os desafios da segurança de dados, o uso ético da inteligência artificial e os caminhos para uma modernização inclusiva. 

“A tecnologia e a inovação estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia, não apenas nas empresas, mas também na vida das pessoas. A inteligência artificial, por exemplo, que parecia algo distante, hoje é uma realidade acessível, mas ainda cercada de desafios. Não basta ‘fazer na IA’. Há um ecossistema complexo por trás, que precisa garantir segurança, privacidade e ética no uso das informações”, analisou Denis Morais, acrescentando: “Estamos diante do desafio de personalizar os atendimentos sem comprometer a privacidade dos clientes. Por isso, o diálogo entre o público e o privado é fundamental para avançarmos rumo a uma modernização inclusiva”.

Participaram desta mesa a presidente da Comissão de Inteligência de Mercado da CNseg (Mapfre), Ana Paula Schmeiske; o diretor de Digital, Dados e IA da TIVIT, Daniel Calero; o superintendente Executivo de Negócios/Seguros da Núclea, Eduardo Juliano; o diretor da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Iagê Miola; e Nuno Vieira, sócio de serviços financeiros da EY.

Executivo de negócios da BrasilCap, e Conselheiro Titular do Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados, de Previdência Privada Aberta e de Capitalização (CRSNSP), indicado pela FenaCap, José Antonio Maia Piñero participou do painel “Aperfeiçoamento Regulatório e Competitividade do Mercado Brasileiro de Seguros”. O debate focou nos avanços proporcionados pelo novo marco legal do seguro e nos desafios ainda a serem enfrentados no ambiente regulatório. O executivo citou que é preciso equilíbrio para que o mercado cresça de forma sustentável.

“Regulação e mercado não são opostos, um depende do outro. Não há mercado sólido sem uma estrutura regulatória robusta, e o setor precisa de estabilidade para investir. Decisões abruptas, sem diálogo prévio, travam o crescimento. Por isso, buscamos uma regulação madura, construída com diálogo e foco no longo prazo. A Capitalização, por exemplo, tem crescido de forma consistente, em média 9,5% ao ano, nos últimos três anos. Mas o ritmo das transformações, impulsionado pela tecnologia, exige um debate regulatório constante”, analisou Maia.

A discussão contou ainda com a presença do diretor-executivo da FenaSaúde, Bruno Sobral; do diretor de Supervisão Prudencial e de Resseguros da Susep, Carlos Queiroz;  do deputado federal Hugo Leal; do presidente do IRB(Re), Marcos Falcão, e do presidente do Conselho Diretor da CNseg e membro do Conselho de Administração da Porto, Roberto Santos. 

O Conseguro 2025 reuniu na capital paulista, no World Trade Center, representantes de seguradoras, corretoras, empresas de tecnologia, órgãos reguladores e autoridades públicas para discutir inovação, transição climática, acesso ao mercado, educação financeira e competitividade.

Seguradoras registram recuo de 2,7% no faturamento no primeiro trimestre de 2025

No primeiro trimestre do ano, foram arrecadados R$ 105,37 bilhões, o que representa um crescimento nominal de 2,35% em relação ao mesmo período de 2024. Em termos reais, no entanto, houve queda de 2,77%. Os segmentos de seguros de danos e seguros de pessoas (excluindo o VGBL) arrecadaram, juntos, R$ 52,24 bilhões no período, o que corresponde a um crescimento nominal de 8,11% e real de 3,05% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

No segmento de seguros de danos, o seguro automóvel – responsável por 41% da arrecadação – somou R$ 14,21 bilhões no primeiro trimestre de 2025, valor 6,78% superior ao registrado no mesmo período de 2024 em termos nominais, e 1,77% em termos reais.  

Outro destaque entre os seguros de danos foi o seguro compreensivo (residencial, condominial e empresarial), que apresentou crescimento nominal de 11,91% e real de 6,67% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

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O Boletim apresenta ainda dados sobre indenizações, resgates, benefícios e sorteios, que somaram R$ 20,81 bilhões no mês de março, totalizando R$ 66,58 bilhões no acumulado do ano – o que representa um crescimento real de 11,47% em comparação ao primeiro trimestre de 2024. Esse aumento foi impulsionado principalmente pelos resgates dos produtos de acumulação (VGBL, PGBL e Previdência Tradicional). 

Esses produtos, por sua vez, registraram contribuições de R$ 45,02 bilhões no acumulado até março, o que representa uma redução nominal de 4,68% e real de 9,15% frente ao mesmo período do ano anterior 

No caso dos títulos de capitalização, a arrecadação R$ 8,11 bilhões até março de 2025, com crescimento nominal de 9,77% e real de 4,61% na comparação com 2024. 

As provisões técnicas do setor totalizaram R$ 1,88 trilhão em março de 2025, equivalentes a 15,73% do Produto Interno Bruto (PIB). Em relação a março de 2024, o estoque dessas provisões cresceu 11,91% em termos nominais. 

Diretora da FF Seguros mostra que tecnologia sem humanização não garante crescimento

Em meio ao cenário desafiador que o setor de seguros enfrenta no Brasil — com a chegada do novo Marco Legal de Seguros, a regulamentação das cooperativas de proteção veicular, obrigatoriedade de aportes em projetos ambientais e mais recentemente a cobrança de IOF do VGBL sem aviso prévio —, é preciso muita calma para não deixar escorrer pelos dedos um setor que é tido mundialmente como uma grande oportunidade de investimento por viver atualmente o que podemos chamar de caos, com tantas mudanças necessárias para se adaptar a novas regras da Superintendência de Seguros Privados (Susep). 

A FF Seguros, que acaba de completar 15 anos de operação no país, aposta numa estratégia ousada de crescimento acelerado. O plano inclui expansão tanto no mercado de grandes riscos quanto no varejo, apoiado por uma robusta transformação digital. Mas, se o avanço tecnológico é indispensável, o aspecto humano torna-se ainda mais crítico para garantir que o crescimento seja sustentável num ambiente recheado de desafios regulatórios que potencializam a concorrência entre seguradoras. 

A convicção que orienta todo o plano da subsidiária brasileira da canadense Fairfax Financial Holdings para os próximos anos é: seja qual for a revolução tecnológica, a disrupção regulatória ou o tamanho do caos, o lado humano nunca deixará de ser a principal alavanca de crescimento, de confiança e de transformação, explica Isabel Alves Azevedo, executiva de Pessoas & Transformação da FF Seguros. “Tentar controlar o caos, na maioria das vezes, apenas paralisa”, reflete. “O que o contexto exige da liderança é outra coisa: agir com consistência, ética e coragem — mesmo quando o cenário ainda não oferece garantias.” Ela participou, na semana passada, de um encontro com os colaboradores com foco em compliance e reforça: “No caos, a ética não é o que freia. É o que garante movimento com discernimento.”

A ambição é clara. A companhia projeta uma expansão consistente, lastreada em tecnologia, uso intensivo de dados e inteligência artificial (IA). Mas, nesse ambiente em que algoritmos são capazes de tomar decisões em milissegundos, surge um desafio silencioso, porém vital: como preservar o fator humano, a empatia e o julgamento ético em meio a tamanha velocidade e complexidade?

“A inteligência artificial já é parte do cotidiano das organizações — e vivemos, de fato, uma overdose de ferramentas, plataformas e soluções que prometem eficiência em escala”, afirma. “Mas o verdadeiro diferencial competitivo não está na tecnologia isolada. Está no encontro entre dados precisos e decisões com propósito.” Ela reforça que, em um mundo cada vez mais automatizado, a vantagem está em traduzir dados em decisões que geram sentido — para as pessoas e para os clientes. “É nesse ponto de convergência entre algoritmo e empatia, precisão e contexto, que as empresas constroem aquilo que realmente importa: experiências mais relevantes, relacionamentos mais autênticos e soluções que fazem sentido para quem está do outro lado.”

No novo ciclo que se desenha, liderar não será mais exercer controle sobre processos, mas sim ser um facilitador de diálogos, um curador de significado e de confiança. Esse modelo exige uma mudança radical na forma como as seguradoras tradicionalmente operam. No setor de seguros, onde os modelos atuariais convivem com milhares de variáveis de risco, o excesso de dados não necessariamente traz clareza. Ao contrário, pode tornar o cenário ainda mais enigmático.

“COMPLIANCE NÃO É NORMA, É CONSCIÊNCIA APLICADA. É CULTURA, NÃO BUROCRACIA”

Foi esse raciocínio que norteou a recente Semana de Riscos e Compliance da FF Seguros. Longe de ser uma série de treinamentos burocráticos sobre normas, o evento teve como proposta principal discutir o papel do compliance como vetor de cultura organizacional. “Compliance não é só saber a norma. É ter a consciência de como aquela decisão impacta pessoas, reputação e sustentabilidade do negócio”, resume Isabel. “O maior risco de uma transformação é não ouvir quem vive a consequência.”

A FF Seguros aposta que o grande diferencial competitivo do futuro não estará apenas na capacidade de estruturar dados ou automatizar processos. Estará, sobretudo, na habilidade de construir confiança em tempos de incerteza. A executiva cita uma reflexão da autora Rachel Botsman: a confiança não está em crise, está em transição — saindo das instituições e migrando para as relações humanas. E isso vale tanto para a relação entre seguradora e cliente quanto para os vínculos internos com times e parceiros comerciais.

“Se as seguradoras querem se manter competitivas num mercado que caminha para ter ainda mais players, inclusive as cooperativas agora regulamentadas, elas precisarão oferecer mais do que produtos. Precisarão oferecer segurança, pertencimento e propósito”, avalia Isabel. Num ambiente moldado por regulações cada vez mais complexas — como as exigências do S1 e S2, o debate sobre IOF no VGBL e até a obrigatoriedade de aportes em projetos ambientais —, a agilidade ética torna-se uma competência-chave.

“É decidir rápido, mas sem abrir mão dos fundamentos. É sustentar discernimento sob pressão. É escolher o certo, mesmo quando a solução mais fácil parece justificável. No fim, o que sustenta uma organização não é a norma, é o comportamento diante do imprevisto”, pontua Isabel. “

Tradicionalmente, o mercado de seguros é formado majoritariamente por engenheiros, estatísticos e atuários — profissionais treinados para reduzir incertezas a modelos matemáticos. Mas a FF Seguros percebe que isso não basta mais. “O segurado quer uma experiência sensorial. Ele quer que sua apólice esteja mais próxima da realidade da vida dele”, afirma a executiva. “Não se trata apenas de controlar emoções ou aspectos racionais, mas de integrar os dois.”

“NO FIM, O QUE SUSTENTA UMA ORGANIZAÇÃO NÃO É A NORMA, É O COMPORTAMENTO DIANTE DO IMPREVISTO”

Essa nova lógica é especialmente sensível no segmento de seguros pessoais, onde o risco não é mais só técnico ou financeiro — é também emocional e social. O cliente não quer só saber que está segurado. “A IA pode prever cenários, agilizar respostas, mas o cliente quer mais do que eficiência. Ele quer ser compreendido. É na combinação entre tecnologia e acolhimento que nasce a confiança.”

Se há uma certeza no radar da FF Seguros, é que a liderança do futuro precisará ser antifrágil — capaz não apenas de resistir ao caos, mas de se transformar com ele. “Mover-se com fluidez entre as emoções humanas e a lógica dos algoritmos será uma das habilidades mais estratégicas do futuro. Lidar com pessoas será tão determinante quanto dominar a tecnologia”, afirma Isabel.

Ela faz questão de frisar: “Quem lidera não entrega a decisão ao algoritmo. Usa os dados como referência, não como sentença.” Para a FF Seguros, a transformação não é um projeto com começo, meio e fim. É um processo constante de tradução do mundo em movimento, onde tecnologia e humanidade não competem — se complementam. “O papel da liderança será menos sobre comando e mais sobre curadoria de significado. Sobre garantir que, independentemente da velocidade das mudanças, haja sempre espaço para escuta, clareza e construção coletiva.”

E como não poderia ser diferente, Bruno Camargo, CEO da FF Seguros, acrescenta que a FF Seguros acredita que o impulso virá principalmente da estratégia digital, com a plataforma FF Place, que permite maior eficiência na operação e no relacionamento com os corretores. “Com a digitalização de todos os nossos produtos, a ampliação da oferta de soluções e a integração com o Open Insurance, esperamos não apenas ganhar escala, mas também gerar mais valor para nossos parceiros e clientes tendo a base da companhia preparada para humanizar os dados que a tecnologia nos traz.”