Valor Econômico: Esperança X racionalidade

O Jornal Valor Econômico trouxe uma matéria bem interessante sobre títulos de capitalização, um dos segmentos do mercado segurador brasileiro pouco divulgado com clareza.

Segue a integra da matéria escrita pelo jornalista Felipe Datt

Para os críticos, trata-se de um produto de sorte, que remunera menos que a mais conservadora modalidade de investimento, a caderneta de poupança, e é comercializado sem distinção de perfis de clientes por gerentes bancários que precisam atingir metas. Para os defensores, é um instrumento eficiente para disciplinar uma fatia da população que não está habituada a guardar dinheiro, com o bônus de concorrer a prêmios em dinheiro, automóveis, eletrodomésticos, entre outros. Com tantos prós e contras, há apenas dois consensos quando o assunto é o título de capitalização: trata-se de um produto cercado de controvérsias e, definitivamente, caiu no gosto dos brasileiros.

O mercado de capitalização obteve receitas de R$ 21,87 bilhões em 2014, um avanço de 4,3% sobre o ano anterior, segundo dados da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). O crescimento mais tímido da arrecadação, se comparado com as médias de dois dígitos verificadas nos últimos cinco anos, é creditado entre outros fatores a uma economia em desaceleração, com juros e inflação em alta, que prejudicam o fôlego de economizar das classes mais baixas. Também porque o avanço se deu sobre uma base considerada alta. Em 2013, na comparação com o ano anterior, a arrecadação aumentou 26,3%. Ainda assim, em 2009, o faturamento com títulos não passava de R$ 9,8 bilhões.

Nos dois primeiros meses do ano, a receita com títulos de capitalização alcançou R$ 2,9 bilhões, e os resgates, R$ 2,4 bilhões. Na contramão, o saldo de aplicação na poupança no bimestre ficou negativo em R$ 11,8 bilhões. Fevereiro representou ainda uma marca histórica para o setor de capitalização, segundo a FenaCap: as reservas técnicas – montante relativo aos depósitos efetuados por clientes de títulos de capitalização e que são devolvidos sob forma de resgates ao fim dos planos – ultrapassaram a marca dos R$ 30 bilhões, um aumento de 11,2% em relação ao primeiro bimestre de 2014.

O produto é simples em sua concepção. Em linhas gerais, o título de capitalização permite ao cliente poupar, concorrer a prêmios em dinheiro, entre outros, e, ao fim do prazo de vigência do título, resgatar parte ou todo o valor acumulado no período. Durante a vigência do título, o dinheiro terá três diferentes destinos: a cota de sorteio (que custeará as premiações), a cota de carregamento (o montante destinado a pagar as despesas administrativas para o banco ou empresa de capitalização) e a cota de capitalização. Essa última cota corresponde ao dinheiro que o poupador receberá ao fim do prazo de aplicação e da quitação das parcelas.

Tipicamente, os prazos de vigência desses títulos variam de 36 a 48 meses, em média, com produtos com vencimentos em até dez anos. Ao fim do período de vigência, o poupador poderá resgatar 100% do que destinou no período, no caso da modalidade tradicional do título, corrigido pela Taxa Referencial (TR). Ou ainda um percentual a partir de 50% desse montante, no título da modalidade popular, que oferece como contrapartida mais oportunidades de sorteios.

Não faltam argumentos para os que torcem o nariz para o título de capitalização. Uma das principais críticas é que, com uma TR próxima a zero e considerando que o dinheiro não poderá ser resgatado por um período mínimo predeterminado (carência), o poupador não terá rentabilidade sobre o principal aplicado e ainda verá seu dinheiro perder de longe para a inflação acumulada no período. Em outras palavras, comprar um título equivaleria a deixar o dinheiro debaixo do colchão. Some-se a isso a possibilidade de a empresa aplicar penalidades para o caso de resgate antecipado, como o pagamento parcial do que foi aplicado. Além disso, sobre os valores recebidos mediante sorteio está prevista a retenção de 30% de imposto de renda (IR) na fonte, como ocorre com qualquer premiação.

O título de capitalização é um produto que carrega consigo uma taxa de retorno negativa. É um produto de sorte e a pessoa só se dará bem se for sorteada e ganhar prêmios, opina o professor de economia e finanças da Fundação Dom Cabral, Rodrigo Zeidan. Na prática, se a prioridade for a rentabilidade do dinheiro guardado – ou a busca de liquidez no curto prazo -, o título não é o produto adequado.

O próprio Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), em seu site, alerta que os títulos de capitalização funcionam como uma loteria, com a diferença de que, no final de um período estabelecido, o consumidor recebe de volta parte do dinheiro pago, corrigido monetariamente e que eles não devem ser confundidos com uma caderneta de poupança.

Apesar de tantas desvantagens aparentes, alguns fatores ajudam a explicar a popularidade do produto. A possibilidade de concorrer a prêmios em dinheiro durante toda a vigência do título é, de fato, o grande chamariz. Segundo dados da FenaCap, foi distribuído um total de R$ 1,15 bilhão em premiações em 2014, uma média diária de R$ 4,3 milhões. Uma das premiadas foi Renata Pilan, da cidade de Lins, interior de São Paulo. Por influência do pai, que já compra títulos há cinco anos, a contadora de 28 anos fez um aporte único de R$ 5 mil em um título com prazo de 24 meses, em junho de 2013. No ano passado, ganhou dez vezes esse valor em um sorteio. O objetivo, com o título, não era buscar rentabilidade, mas participar dos sorteios, admite.

O objetivo da ganhadora corrobora a opinião do diretor-executivo da FenaCap, José Ismar Torres, de que o título não é um produto voltado para quem busca rentabilidade. Portanto, explica, é um erro compará-lo com investimentos diversos como a caderneta de poupança e diz que os bancos não vinculam a modalidade como um investimento, mas como uma forma de guardar dinheiro e turbiná-lo com eventuais prêmios. A pessoa que compra o produto abre mão da rentabilidade futura em troca da possibilidade de participar de sorteios, afirma. De fato, a poupança hoje rende anualmente TR mais 6,17%.

Outra razão da crescente popularidade é que, além do sorteio, o título desempenha o papel de instrumento de formação de reservas, notadamente para um perfil que não tem o hábito ou a disciplina de fazer uma economia programada e juntar recursos para realizar seus desejos futuros. Há pessoas que precisam poupar e sua personalidade não permite isso. Para aqueles que têm a necessidade de guardar recursos e que precisam de alguém com vara curta para que façam isso, a capitalização pode ser viável, ainda que seja difícil recomendá-la, opina o professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), Roy Martelanc.

Disputado por 17 empresas, a maioria ligada a bancos que aproveitam seus canais de distribuição para disseminar o produto, o mercado brasileiro tem desenhado títulos para atingir perfis de clientes de todas as classes sociais. Isso derruba um mito associado à capitalização: o de que é um produto voltado apenas às classes menos instruídas e mais próximas à base da pirâmide. Um estudo de 2012 da consultoria Fractal com 2 mil pessoas com renda superior a R$ 4 mil mostrou que a capitalização era o segundo destino predileto do dinheiro, atrás apenas da caderneta de poupança.

Vice-líder de mercado, com uma fatia de 24,4% e faturamento de R$ 5,34 bilhões em 2014, a Bradesco Seguros contabiliza no segmento de capitalização uma base de 3 milhões de clientes e 8 milhões de títulos ativos. Os produtos de pagamento mensal, com prazos de vigência que variam de 48 a 60 meses, partem de aportes de R$ 8, com tíquete médio de R$ 30. Mas há também títulos de pagamento único em valores que chegam a R$ 50 mil.

Para as classes C e D, a capitalização é um produto que os estimula a guardar dinheiro. No fim do prazo, a pessoa pega o dinheiro para realizar um sonho e pode até fazer um primeiro investimento financeiro. Já os clientes da classe A são atraídos pelos grandes prêmios, de até R$ 5 milhões, diz o diretor-geral de capitalização do Bradesco, Ricardo Alahmar.

De olho nessa grande variedade de perfis, o segmento começa a ampliar a oferta de produtos. Líder do segmento há quase duas décadas, com faturamento de R$ 6,68 bilhões e fatia de 30,6% do mercado, a Brasilcap, do Banco do Brasil, lançou o Cap Fiador. O produto funciona como uma garantia de aluguel e devolve ao locatário do imóvel 100% do valor pago ao término do contrato. As opções de pagamento variam de R$ 2 mil a R$ 30 mil, com vigência de 12, 15 ou 30 meses e pagamento único do título.

Ofertamos o produto desde 2012 e o crescimento em vendas do título supera 40%. O produto é promissor, porque cerca de 60% da garantia locatícia no Brasil ainda é a fiança pessoal, afirma o diretor comercial, Marcos Coltri. As empresas também começam a ampliar o uso de canais digitais para a venda de títulos. Em 2014, mais de 527 mil títulos foram comercializados pela Bradesco Seguros por internet, telefone e caixa eletrônico. Isso suaviza, em parte, as críticas comuns aos participantes desse segmento de que as vendas de títulos ocorrem mais por insistência dos gerentes do que pelo real conhecimento e interesse do cliente pelo produto. Os bancos estão proibidos de fazer oferta condicionada de produtos, o ‘compre um e leve outro’. Mas nada impede os gerentes de oferecer os títulos, assim como o cliente tem o direito de dizer não, defende Torres, da FenaCap.

Sabe-se, contudo, que o título de capitalização ainda é usado para melhorar negociações com os bancos, como o caso de uma empresa de consultoria que, no mês passado, conseguiu diminuir o juro cobrado numa linha de capital de giro ao aderir ao produto. O gerente deu duas opções para a empresa: fazer uma capitalização ou uma previdência.

Tour virtual pela exposição de Pablo Picasso, patrocinada pela BB e Mapfre

O grupo segurador BB e Mapfre organizou um tour gratuito e interativo, com visão de 360 graus, para que todos possam apreciar os quadros e gravuras da exposição “Picasso e a Modernidade Espanhola”, instalada nos quatro andares do Centro Cultural do Banco do Brasil, em São Paulo. O evento traz dezenas de obras do pintor, vindas direto do Museu Reina Sofía em Madri, e de outros grandes nomes como Salvador Dalí.

A exposição começou em São Paulo em março e vai até 8 de junho. Depois, segue para o Rio de Janeiro. Em São Paulo, já foram mais de 70 mil visitantes em menos de um mês. Ainda há vídeos sobre a exposição e uma explicação do curador espanhol Eugenio Carmona, especialista em Picasso e modernismo.

http://www.picassonobrasil.com.br

Porto Seguro amplia alcance de operadora virtual, informa Valor Econômico

Fonte: Valor Econômico – por Ivone Santana

Manter uma carteira de clientes 100% pós-pagos e com um gasto mensal médio de R$ 100 ê uma conquista invejável para uma operadora de telefonia, setor em que quase 78% dos usuários são do segmento pré-pago. Mas a direção da Porto Seguro Conecta afirma que alcançou esses indicadores. Tratase da única empresa que conseguiu, até agora, ativar uma operadora móvel de rede virtual (MVNO) no país com uma base de clientes relevante: 350 mil linhas de comunicação entre máquinas (M2M) e 30 mil linhas de voz e internet pela rede 3G.

Todos os usuários da Conecta são clientes do seguro automóvel da controladora Porto Seguro. É uma estratégia adotada pelas empresas para fidelizar esse grupo. Como diferenciais em relação às grandes operadoras, donas de infraestrutura, a Conecta oferece bônus e descontos aos clientes do seguro auto. Sempre que o cliente da Conecta paga uma fatura do celular, 10% do valor fica reservado. Ao renovar o seguro do veículo, o resultado acumulado nessa reserva gera um desconto no seguro. Se o cliente tiver cartão de crédito da Porto Seguro, acumula pontos em dobro. Juntando esses bônus, há casos em que o seguro do automóvel acaba saindo grátis para o cliente, afirma Tiago Galli, superintendente da Conecta.

No serviço móvel, um plano básico custa R$ 139,90, com voz, SMS ilimitado e 1 gigabyte de internet em 3G. Além disso, se o celular quebrar, a Conecta oferece outro do mesmo modelo por 30 dias.

A Conecta usa a rede da TIM para oferecer seus serviços. Lançou o piloto comercial em Santos e Campinas, em 2013, no Rio de Janeiro e na Grande São Paulo há quase um ano. Na sexta-feira começou a atender consumidores no Vale do Paraíba, interior paulista.

A infraestrutura do núcleo da rede é da Conecta – por exemplo, cobrança, emissão de fatura, elementos necessários para fazer as chamadas ou navegar na internet e atendimento ao cliente. Os sistemas e equipamentos são instalados no centro de dados da Conecta e se comunicam com os centros da UM por meio de software.

O modelo de operadoras virtuais foi uma aposta da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas que, de modo geral, não deu certo até agora. A Anatel divulgou o serviço em mercados internacionais e sua expectativa original era receber cem licenças em 2012. Até agora, as únicas autorizadas são, além da Porto Seguro, a Datora, Sisteer, Terapar e Virgin Mobile.

A Datora tem acordo com a Vodafone para representá-la no Brasil com M2M. Em janeiro, contava com 3 mil linhas, segundo o portal Teleco. Já a Terapar atendia a 3,5 mil, usando a rede da Algar. A Sisteer assinou acordo com a Telefônica para uso de sua rede, mas ainda está estruturando a operação.

Segundo a Anatel, os planos iniciais de operação de MVNO foram alterados, devido à mudança de direcionamento dada pelo governo italiano à Poste Italiane-parceiro dos Correios na implantação do serviço no Brasil. “Os Correios continuam com a intenção de operar o serviço, desta vez, no modelo credenciado”, afirmou a Anatel em nota. Nos próximos dias, deverá ser realizada tuna audiência pública para apresentação do projeto às operadoras de telefonia móveL

“O modelo deu certo para a Conecta porque temos proposta de valor centrada no que a Porto Seguro faz de melhor, que é o relacionamento com o cliente”, diz Galli, já se preparando para lançar 4G no segundo semestre, mas sem revelar receita e investimentos.

Para o presidente da TIM, Rodrigo Abreu, se a MVNO não tiver um conceito forte de atender a uma comunidade de usuários de modo complementar e diferenciado, perde o sentido. Sem isso, diz Abreu, será difícil ter outras experiências que cresçam muito, como a Conecta.

Travel Ace oferece assistência em viagens para jornalistas

jornalista2A Travel Ace Assistance oferece planos de assistência em viagens profissionais pelo Brasil ou pelo exterior em parceria com veículos de comunicação. “O objetivo é apoiar os jornalistas em seus deslocamentos e também para que eles possam estar seguros no exercício da sua profissão”, comenta a supervisora de marketing da empresa, Ana Paula Oliveira.

Parceria com veículos de comunicação é útil para jornalistas (Imagem: Reprodução)A contrapartida da empresa é difundir os benefícios de viajar com o respaldo de uma assistência específica para o viajante. “Queremos ter formadores de opinião viajando com tranquilidade que nossos produtos oferecem e podendo relatar aos seus leitores”, avisa Ana Paula.

Em 20 países da Europa e em vários outros dos demais continentes, o seguro é obrigatório. O plano de assistência dá ao viajante seguro de extravios de bagagem, assistência odontológica de urgência, atendimento médico provocado por acidentes ou enfermidades, além de outros benefícios.

A Editora Europa é uma das empresas de comunicação que oferecem aos seus jornalistas os planos de assistência durante viagens. Segundo o editor da revista Viaje Mais Luxo, Paulo César Bastos, a parceria é de suma importância. “Sempre achei o serviço extremamente eficaz, rápido e com pouca burocracia. A única vez que me solicitaram foi na Espanha, na imigração, e após conferirem o voucher, me liberaram sem perguntas. Felizmente nunca precisei usar o seguro propriamente dito, mas sempre viajei com mais segurança ao portá-lo”, relata.

Caixa recebe proposta de 16 bancos, informa Agência Estado

jornal estadaoFonte: Agência Estado

Confirmando o interesse dos bancos de investimento, em meio à secura de ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) no Brasil, a Caixa Econômica Federal recebeu propostas de 16 instituições, com sugestões para a estruturação da sua holding de seguros e consequente abertura de capital, conforme confirmou o banco ao Broadcast, serviço de notícias da Agência Estado.

Além dos bancos locais como Itaú BBA, BTG Pactual, Banco do Brasil, Bradesco BBI e Brasil Plural, também enviaram propostas os internacionais Deutsche Bank, JPMorgan, Bank of America Merrill Lynch (BofA), HSBC, Morgan Stanley, Santander, Credit Suisse, Goldman Sachs, Citibank, UBS e Barclays. Os nomes foram confirmados pela Caixa.

Valor de mercado

A Caixa ainda não passou aos bancos o valor de mercado de sua seguradora. Entretanto, estudos preliminares feitos pelo banco apontam, considerando todas as empresas sob o guarda-chuva da Caixa Seguros, que o montante estaria entre R$ 40 bilhões e R$ 70 bilhões, conforme apurou o Broadcast.

O valor de mercado estimado pela Caixa para a holding de seguros se aproxima do atual da BB Seguridade, em torno de R$ 70 bilhões. Desde que abriu capital, há exatos dois anos, a holding de seguros do Banco do Brasil dobrou de valor. Na ocasião, a BB Seguridade levantou cerca de R$ 11,5 bilhões por uma fatia de 33,75% e suas ações foram precificadas a R$ 17,00, centro do intervalo proposto de R$ 15,00 a R$ 18,00.

Conforme os cálculos de uma fonte, se a fatia de mercado a ser colocada à venda da Caixa Seguridade, provável nome de batismo da holding, chegar a 35% e o valor de mercado da seguradora estiver mesmo na casa dos R$ 70 bilhões, seria possível captar cerca de R$ 20 bilhões.

Caso o mercado siga uma trajetória de melhora nos próximos meses, porém, fontes de bancos não descartam que a oferta chegue nos R$ 30 bilhões.

Na semana passada, o nome da Caixa Econômica Federal foi citado na operação Lava Jato, o que, segundo fontes, poderia incluir mais desafios para a abertura de capital da seguradora ainda neste ano. No entanto, executivos lembram que a seguradora tem pontos que contam a favor, como o potencial de crescimento do mercado de seguros no Brasil e ainda o fato de ter capital misto, que poderiam garantir o sucesso da oferta.

A Caixa Seguros é controlada pela francesa CNP Assurances, que detém 50,75% das ações, e pagou US$ 538 milhões pela participação em 2011, num acordo de 20 anos. De acordo com uma fonte, a sócia majoritária já foi procurada sobre o IPO, mas para uma conversa superficial.

Para que a reestruturação e IPO da seguradora sigam adiante, os franceses, porém, precisam concordar. Sob a holding da Caixa Seguridade, estariam, conforme fontes, a Caixa Seguros, que atua em seguros, previdência, consórcio, capitalização e saúde; a Pan Seguros e sua corretora (ambas do ex-Panamericano e que foram adquiridas pela Caixa e pelo BTG Pactual); a Par Corretora, que tentou emplacar um IPO, mas desistiu; A Previsul, especializada em seguro de vida; e a Tempo Dental, com foco em planos odontológicos.

Em 2014, a Caixa Seguros gerou lucro líquido de quase R$ 1,7 bilhão, e R$ 9,6 bilhões em prêmios. No ano, a rentabilidade sobre o patrimônio foi de 35,9%.

STJ aceita uso de seguro-garantia, informa Valor Online

© Copyright 2009 Corbis CorporationFonte: Valor On-Line

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) admitiu, pela primeira vez, o uso de seguro-garantia em execução fiscal. Os ministros resistiam à aceitação desse meio de assegurar o pagamento de cobranças judiciais de tributos porque não estava previsto na Lei de Execuções Fiscais -Lei n a 6.830, de 1980.

Até então, todas as decisões do STJ eram contrárias a grandes empresas. Contudo, em novembro, a Lei n a 13.043 tratou de incluir o seguro-garantia no roll das modalidades previstas na Lei de Execuções Fiscais. E, em decisão publicada no dia 6, a 2- Turma decidiu a favor da aplicação imediata da lei. No caso, definiu que a Fazenda Estadual de São Paulo terá que aceitar o seguro-garantia oferecido pelo Makro Atacadista para fazer frente a uma dívida tributária.

Nas ações de execução fiscal, as empresas são obrigadas a oferecer algum bem em garantia, se quiserem se defender da cobrança perante o Judiciário. O seguro-garantia é usado pelas companhias nessas situações para evitar a necessidade de depósito judicial, de dar bens em penhora ou ainda fazer uma carta-fiança.

Nas discussões que envolvem dívidas tributárias, apenas a União aceitava o seguro-garantia. Estados e municípios resistiam com o argumento de que a modalidade não estava prevista na Lei de Execuções Fiscais, ainda que já esteja no novo Código de Processo Civil (CPC) desde 2006. Cabia ao juiz, portanto, decidir se aceitaria ou não o seguro.

Com a nova lei, a 2ª Turma do STJ foi unânime em aceitar o seguro-garantia. Segundo a decisão, a jurisprudência da Corte, “em atenção ao princípio da especialidade, era no sentido do não cabimento, uma vez que o artigo 9 a da Lei de Execuções Fiscais não contemplava o seguro-garantia como meio adequado a assegurar a execução fiscal”. Contudo, os ministros consideraram que a Lei n a 13.043, de 2014, deu nova redação ao artigo 9ª , inciso nª da Lei de Execuções Fiscais, que passou a expressamente prever a possibilidade de o executado “oferecer fiança bancária ou seguro-garantia”.

Para os ministros, como a norma é de cunho processual, ela possui aplicabilidade imediata aos processos em curso. O relator foi Herman Benjamin.

Segundo o advogado que defendeu a Makro Atacadista no caso, Tércio Chiavassa, sócio do Pinheiro Neto Advogados, essa é a primeira decisão do STJ que passa a adotar a nova lei como fundamento. “Antes o STJ limitava a sua argumentação no sentido de que o seguro-garantia não estava previsto na Lei de Execuções Fiscais”, diz.

Para o advogado, é mais vantajoso para a empresa usar o seguro-garantia, que costuma ser mais barato que a carta de fiança. “Agora não deve haver mais dificuldades com a previsão expressa na lei”, afirma.

O fato de o seguro-garantia não estar previsto na Lei de Execuções Fiscais era “um drama para os contribuintes”, segundo o tributarista Luiz Gustavo Bichara, sócio do escritório Bichara Advogados. “Muitos Estados e municípios refutavam o seguro-garantia e exigiam a carta de fiança.”

Agora com a lei, Bichara tem tentado substituir as cartas de fiança pelo seguro-garantia em processos em andamento. “A nossa argumentação é a de que as duas formas estão previstas na Lei de Execuções Fiscais”, afirma. Para ele, o seguro-garantia pode ser até mais eficaz, já que as seguradoras possuem resseguro.

Para o advogado Breno Ferreira Martins Vasconcelos, do escritório Mannrich, Senra e Vasconcelos Advogados, a decisão do STJ é perfeita ao aplicar a lei imediatamente, já que se trata de questão processual. Ele acrescenta que nos Tribunais de Justiça de São Paulo e do Rio de Janeiro, o uso do seguro-garantia também já tem sido mais aceito após a edição da lei. “Não encontramos mais dificuldade”, diz.

Por meio de nota, a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo informou que a decisão do STJ decorreu de processo antigo, que entrou no STJ em 2014, antes da Lei n a 13.043, de 2014. “A partir da edição dessa lei, a Fazenda Pública do Estado de São Paulo aceita a oferta do seguro-garantia, desde que o devedor comprometa-se a renová-lo sucessivamente, até a satisfação do crédito, sob pena da seguradora realizar o depósito judicial do valor segurado, em caso de negativa da renovação”.

Porto Seguro se une a Health for Pet e lança produto inovador

health petAdoro quem trata bem dos bichos. Só que é preciso ter uma renda mensal para cuidar. Ainda não sei o valor, mas gostei do produto. A Porto Seguro divulgou hoje aos corretores de seguros o lançamento de um produto, fruto da parceria (união societária) com a Health for Pet, empresa que oferece planos de saúde para cães e gatos.

O produto conta com atendimento personalizado e uma equipe pronta para proporcionar aos animais de estimação uma vida com mais saúde e proteção. Atualmente, tem praticamente todos os recursos disponíveis para a medicina humana: tomógrafos, ressonâncias, tratamentos oncológicos e ortopédicos, UTIs veterinárias, entre outros.

Confira alguns dos diferenciais:
– implantação de microchip para registro e acompanhamento do pet;
– PetPhone – serviço de teleatendimento com veterinários de plantão (24 horas por dia);
– DigiPet – prontuário veterinário digital;
– PetHome – atendimento domiciliar;
– PetClub – clube de descontos.
Clique aqui e assista ao vídeo para conhecer mais sobre a Health for Pet.

O produto terá atuação nas seguintes regiões: Grande São Paulo, Baixada Santista e cidade do Rio de Janeiro. Mais detalhes foram prometidos por
Fabio Luchetti, presidente da Porto Seguro, para breve. Aguardemos!!!

JBO Advocacia promove evento “Claims Handling in Latin America” em SP no di 7 de maio

Release

No dia 7 de maio, os profissionais da área de seguro e resseguro têm encontro marcado no seminário “Regulação de Sinistros em Grandes Riscos”, que será realizado no L ‘Hotel, em São Paulo, das 9h às 14h. O evento internacional faz parte do seminário “Claims Handling in Latin America”, promovido anualmente pelo escritório DAC Beachcroft em Miami, Estados Unidos. A edição de 2015 do evento foi trazida ao Brasil pela JBO Advocacia, parceira do DACB, para marcar a sua nova fase de atuação, em novo endereço no bairro de Pinheiros.

De acordo com a JBO, o evento terá como enfoque os sinistros complexos nas áreas de Property, Casualty, Marine, Surety e Financial Lines. Já está confirmada a palestra de Marcia Cicarelli Barbosa de Oliveira, sócia da JBO Advocacia, que abordará o tema “Seguro de Responsabilidade Civil Profissional e a Teoria da Perda de uma Chance”. Os sócios do DACB da América Latina – Chile, México e Colômbia -, bem como de Londres e Madri, também participarão do seminário. Serão abordados, entre outros temas, D&O, Transporte Aéreo, Engenharia, Resseguro e a Nova Lei de Seguros do Reino Unido.

Segundo Marcia Cicarelli, o evento proporcionará um panorama atual da regulação de sinistros nos países latino-americanos e europeus. Além da experiência prática de cada mercado, serão apresentadas a análise de casos relevantes, as normas e legislações locais, clausulados das apólices e conflitos judiciais envolvendo regulação de sinistros em grandes riscos. “Será uma oportunidade única para os profissionais do mercado de seguro e resseguro brasileiro se atualizarem em relação às práticas internacionais”, diz.

Serviço:

Seminário Regulação de sinistros em grandes riscos

Data e local: 7 de maio, no L ‘Hotel, na Alameda Campinas, nº 266, Jardim Paulista, S. Paulo, SP.

Público-alvo: seguradoras, resseguradoras, corretores e reguladores de sinistro

Organização: JBO Advocacia

Inscrições pelo e-mail jbo@jboadvocacia.com.br. Vagas limitadas.

José Luís, ex-Porto Seguro, assume diretoria na Europ Assistance

Jose Luis PortoO executivo José Luís da Silva está de volta ao mercado segurador depois de uma breve parada. O e- diretor estatutário da Porto Seguro Seguros assumiu nesta semana a diretoria estatuária da Europ Assistance com a missão de apoiar na venda, desenvolvimento de novos produtos e marketing. A Europ Assistance está presente em 35 países com faturamento de € 1,4 bilhão e no Brasil atende a 60 clientes corporativos entre montadoras,varejistas, cartões e seguradoras, com 17 milhões de usuários finais sendo 4 milhões no produto assistência a automóveis e 4 milhões no assistência a residencies.

A Europ Assistance cuida de mais de 300 milhões de pessoas ao redor do mundo. Com 8.000 funcionários e 35 empresas locais atuando na área, o Grupo desenvolveu um sistema internacional que coloca em ação sua visão inovadora e pioneira em Care Services, sustentado por uma rede intrínseca de 425 mil parceiros.

Em 1996, a Europ Assistance inaugurou a sucursal brasileira. As atividades da Europ Asssistance Brasil tiveram início na cidade do Rio de Janeiro, com a participação de, aproximadamente, 20 funcionários. Hoje a empresa tem como acionista o Grupo Bradesco Seguros, além do Grupo Europ Assistance. Em 2006 foi inaugurada em São Paulo uma sucursal, onde atualmente estão concentradas as estruturas operacionais e administrativas. A Europ Assistance Brasil é hoje líder no mercado de assistência do país, em um ranking de oito operadores.

Brasilcap patrocina musical sobre Wilson Simonal

A Brasilcap traz de volta ao Rio de Janeiro, a partir do dia 17 de abril, no Teatro João Caetano, o espetáculo que narra a história do dono de uma das mais controversas histórias da música brasileira, Wilson Simonal. Após morrer em uma espécie de exílio artístico, o astro tem sua trajetória contada em ‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’, um dos grandes sucessos da temporada teatral carioca de 2015, sendo visto por mais de 30 mil pessoas, com todas as sessões esgotadas. O êxito foi tamanho que o espetáculo faz nova estreia. Apesar de sua vida polêmica, Simonal tem uma obra atemporal, como comprova o sucesso do musical, que tem texto de Nelson Motta e Patrícia Andrade e direção de Pedro Brício .

Ícaro Silva vem colecionando elogios da crítica no papel-título. O ator já viveu nos palcos outro ícone da música brasileira, Jair Rodrigues, em ‘Elis, a musical’, também da autoria de Nelson Motta e Patrícia Andrade. Ícaro se destacou ainda em ‘Rock´n´Rio – o musical’ e em espetáculos como ‘R & J de Shakespeare’. Para concorrer ao papel-título, mais de 1000 atores mandaram material, sendo selecionados 100 para as audições, onde foi escolhido o protagonista.

Nelson Motta, Patrícia Andrade e Pedro Brício fizeram uma série de reuniões e trocaram muitas ideias até chegarem ao formato final do musical. “Queríamos descobrir que espetáculo fazer, o que focar na história do Simonal. Tem muitas atmosferas dramáticas, porque a vida dele foi assim. Fazemos um resgate do riquíssimo repertório dele, mostrando essa figura improvável, pobre, negro, que se tornou o maior astro popular do país, fazendo música de altíssima qualidade. Ele é um personagem único”, exalta Pedro.

O musical, contudo, não se furta a falar sobre a decadência de Simonal, condenado a um “exílio” involuntário, e toca nos temas polêmicos que cercaram a carreira do artista, sem tomar partido. “Ele é um mistério, não é um herói romântico, pelo contrário. É uma figura contraditória, com múltiplas facetas, mas a peça não faz um julgamento. O espetáculo tem essa riqueza, essa multiplicidade: vai da ascensão absoluta do primeiro artista negro pop à sua total decadência”, define o diretor.

‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’ segue para São Paulo em junho, no Teatro Cetip, para curtíssima temporada até o final de julho. A montagem ainda traz na ficha técnica nomes como Renato Vieira (coreografia) e Rico Vilarouca (projeções), em uma realização da Planmusic, com patrocínio da Cielo e apoio cultural da Bolt e Taesa.

SERVIÇO:

‘S´IMBORA, O MUSICAL – A HISTÓRIA DE WILSON SIMONAL’

Estreia: 17 de abril (sexta)

Temporada: até 31 de maio

Teatro João Caetano

Praça Tiradentes, s/n, Centro

Telefone: (21) 2332.9166 / 2332.9257

Horários

Quinta a sábado – 20h

Domingo – 18h