Novo estudo do Lloyd’s destaca implicações de longo alcance dos ataques cibernéticos

ciberEstudo

O Lloyd’s e o Centro de Estudos de Risco da Universidade de Cambridge estão lançando hoje um novo relatório, Business Blackout. Esse relatório em conjunto é o primeiro a examinar as implicações de um grande ataque cibernético para os seguros, usando a rede elétrica dos Estados Unidos como exemplo.

Este relatório apresenta um cenário onde hackers derrubam partes da rede elétrica dos EUA deixando 15 estados americanos, incluindo Washington DC, no escuro e 93 milhões de pessoas sem energia. Especialistas preveem que tal cenário resultaria num aumento nas taxas de mortalidade já que sistemas de saúde e segurança falhariam, o comércio sofreria, pois os portos não poderiam operar, haveria interrupção no fornecimento de água uma vez que as bombas elétricas não funcionariam e caos nas redes de transportes, devido ao colapso da infraestrutura.

O impacto total na economia americana está estimado em $ 243 bilhões, aumentando para mais de $1 trilhão na hipótese mais extrema do cenário. Esta simulação de ataque cibernético mostra o amplo leque de sinistros que poderiam ser desencadeados pela interrupção na rede elétrica americana, com um valor total em sinistros pagos pela indústria de seguros estimado em $ 21,4 bilhões, podendo aumentar até $71,1 bilhões na versão mais extrema do cenário.

Falando sobre o novo relatório, Tom Bolt, diretor de gerenciamento de performance do Lloyd’s, disse: “Este cenário mostra o enorme impacto e estrago que poderia resultar de um grande ataque cibernético nos EUA. A realidade é que o mundo moderno, digital e interconectado cria condições para danos significativos, e sabemos que existem pessoas mal-intencionadas com habilidades e interesses em causar danos.”

“Como seguradores, precisamos pensar nestes tipos de riscos complexos e interconectados e nos certificar de que fornecemos seguros inovadores e completos contra riscos cibernéticos, de modo a proteger empresas e governos. Este tipo de seguro tem potencial para ser uma ferramenta valiosa para melhorar o gerenciamento e a resiliência contra riscos cibernéticos.” “Governos também tem um papel a cumprir. Precisamos que eles ajudem a compartilhar dados, para que possamos avaliar precisamente os riscos e proteger as empresas.”

Santander recomenda compra para seguradoras e espera alta de 25%

Fonte: Infomoney

A equipe de análise da Santander Corretora divulgou relatório em que comenta o setor de seguros no Brasil. Os analistas da instituição financeira decidiram recomendar compra para os papéis da Sul América (SULA11) e BB Seguridade (BBSE3) e manutenção para a Porto Seguro (PSSA3).

Em relação à Sul América, a corretora comenta que, apesar da habitual sazonalidade fraca no segundo trimestre, os dados da Susep (órgão regulador de seguros) mostram uma melhoria sólida para a empresa no seguro automotivo, com crescimento dos prêmios acima do setor e expectativa de índice de sinistralidade em baixos níveis.

A tendência favorável no segmento automotivo, combinada com a receita da companhia, deve ajuda-la a registrar um lucro líquido razoável, na visão dos analistas. Eles estimam um preço-alvo de R$ 17,00 por ação para o papel – o que totaliza um potencial de valorização de 12,21% em relação ao fechamento do dia 7 de julho de 2015.

SulAmérica transfere carteira de seguro habitacional para a Pan Seguros

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A Sul América S.A. (BM&FBOVESPA: SULA11) (“SulAmérica”) vem a público informar que sua controlada indireta Sul América Companhia Nacional de Seguros (“SALIC”) celebrou nesta data com a Pan Seguros S.A. contrato visando a cessão e transferência de parte da sua carteira de Seguro Habitacional em Apólices de Mercado (“SH/AM”), constituída pela apólice coletiva de SH/AM contratada pela Caixa Econômica Federal (“CEF”), na qualidade de estipulante (“Apólice CEF”).

A operação ora comunicada foi negociada pelo preço de R$ 60 milhões, sujeito a determinados ajustes futuros conforme as condições estipuladas no contrato de cessão. Os prêmios emitidos em 2014 na Apólice CEF foram de R$83 milhões.

O Seguro Habitacional tem por objetivo cobrir, de acordo com os termos da Apólice e da regulamentação aplicável, danos físicos ao imóvel adquirido, construído ou reformado por meio de financiamento imobiliário, bem como, em casos de morte ou invalidez permanente do segurado, a quitação junto ao agente financeiro, do saldo devedor da dívida relativa ao referido financiamento.

A operação está alinhada com os objetivos estratégicos da SulAmérica e os recursos líquidos que vierem a ser obtidos quando de seu fechamento contribuirão para suportar o crescimento orgânico da Companhia nos demais segmentos em que atua. A SulAmérica continuará operando normalmente as demais apólices que emitiu no ramo SH/AM.

A efetivação da transferência ora informada está condicionada ao cumprimento de determinadas condições precedentes previstas no contrato, incluindo a aprovação prévia da Superintendência de Seguros Privados de acordo com a regulamentação aplicável.

Rio de Janeiro, 8 de julho de 2015.

Arthur Farme d’Amoed Neto

Diretor de Relações com Investidores

Seguradora Líder-DPVAT paga 186 mil indenizações no primeiro trimestre de 2015

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De janeiro a março de 2015, foram pagas 186.029 indenizações do Seguro DPVAT em todo o Brasil, o que corresponde a um aumento de 15% na comparação com o mesmo período do ano anterior, aponta o Boletim Estatístico da Seguradora Líder-DPVAT. Nos últimos anos, o número de pedidos de indenização por Morte vem diminuindo: queda de 5% no comparativo com o primeiro trimestre de 2014, mas a quantidade de indenização por Invalidez Permanente aumentou em 20%, principalmente, em relação aos acidentes com motos. Do total de indenizações, 6% (11.760) são referentes a indenizações pagas por Morte e 15% (28.279) por reembolso de despesas médicas (DAMS).

Mais de 145 mil pessoas receberam indenização por Invalidez Permanente no primeiro trimestre de 2015. Em 2014, foram 121,7 mil. Os acidentes com motos corresponderam a 80% das indenizações dessa cobertura, confirmando uma tendência já verificada em levantamentos anteriores.

As estatísticas da Seguradora Líder-DPVAT mostram, ainda, que os homens continuam sendo a maioria esmagadora das vítimas de trânsito: 75% do total dos acidentados segurados. Quando analisado o tipo de vítima, verifica-se que 64% (119.747) são motoristas, 19% (34.575) passageiros e 17% (31.707) pedestres.

A faixa etária mais atingida no período foi a de 18 a 34 anos, representando 52% do total das indenizações pagas, o que corresponde a 96.639 indenizações. Em seguida, vem a faixa etária de 35 a 64 anos, representando 38% das indenizações (71 mil). A faixa de 0 a 17 anos equivale a 6% (11.139), enquanto a faixa de 65 anos ou mais, 4% (7.011) das indenizações pagas no período analisado.

Como solicitar o Seguro DPVAT

Criado em 1974, o Seguro DPVAT, administrado pela Seguradora Líder-DPVAT, indeniza todas as vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, sem necessidade de apuração da culpa, seja motorista, passageiro ou pedestre, e o prazo para solicitação da indenização é de até 3 anos a contar da data do acidente, para os casos de Morte ou reembolso de despesas médicas (DAMS), e no caso da Invalidez Permanente este prazo tem início na data da ciência da invalidez pela vítima.

A vítima ou os herdeiros legais não precisam contratar nenhum tipo de atravessador. Solicitar o Seguro DPVAT é gratuito e existem pontos oficiais, como as agências dos Correios. A própria vítima ou beneficiário pode ir a um ponto oficial de atendimento em posse da documentação completa para dar entrada no benefício. Com a documentação correta, a indenização é paga em até 30 dias.

São três tipos de coberturas para o Seguro DPVAT: Morte (R$13.500); Invalidez Permanente (até R$13.500, variando conforme gravidade da lesão) e Reembolso de Despesas Médicas e Hospitalares – DAMS (até R$2.700, de acordo com despesas efetivadas e comprovadas).

Para saber qual é a documentação necessária, locais oficiais de atendimento ou informações sobre o andamento do pedido, a vítima pode ligar, gratuitamente, para o telefone 0800 022 12 04 ou pelo site www.dpvatsegurodotransito.com.br

Inscrições para o Selo ENEF terminam no dia 12 de julho

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Desde o dia 12 de maio, quando foram abertas as inscrições para o Selo ENEF, programa que reconhecerá iniciativas que contribuam para disseminar ações alinhadas à educação financeira e que estejam em consonância com os critérios estabelecidos pela Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF) do Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF), 48 instituições já se cadastraram para obter o reconhecimento do Selo e 34 projetos foram inscritos. No próximo domingo, dia 12 de julho, termina o prazo para cadastro das propostas que pode ser feito por meio do site www.vidaedinheiro.gov.br .

Membro do CONEF desde 2010, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdências Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) participa dessa mobilização multissetorial em torno de ações de educação financeira no Brasil, coordenando a execução e definindo planos, programas e ações da ENEF, ao lado de outras instituições. Para a diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, é necessária uma mudança de comportamento para um consumo financeiro mais responsável da população. “A educação financeira é um instrumento fundamental para que consumidores e investidores possam desenvolver habilidades e segurança para se tornarem mais preparados a verificar oportunidades de mercado e ter consciência dos riscos assumidos”, avalia.

Para o Selo ENEF, as iniciativas de educação financeira poderão ser apresentadas por órgãos ou entidades, públicas ou privadas, de forma individual ou em conjunto. É importante ressaltar que uma iniciativa é um conjunto de ações coordenadas e continuadas que contribuem para o alcance dos objetivos da ENEF. O selo será concedido à iniciativa e não às ferramentas educacionais de forma isolada e terá a validade de quatro anos. O processo de concessão será realizado e revisto a cada dois anos.

Os interessados poderão inscrever iniciativas de educação financeira que tenham metodologia pedagógica de desenvolvimento adequada ao público beneficiário. De acordo com o regulamento, as iniciativas poderão envolver ações à distância ou presenciais, deverão ser gratuitas ao público-alvo e não terão objetivo de promoção comercial de produtos ou serviços. Podem ser abordados conteúdos como: cidadania, consumo responsável, orçamento pessoal e familiar, poupança e investimento, crédito, autonomia, prevenção, planejamento financeiro, empreendedorismo, defesa do consumidor/investidor, sistema financeiro nacional, educação fiscal e mudança da condição de vida.

A ENEF foi instituída pelo Decreto nº 7.397 como política de Estado permanente e tem como objetivo contribuir para o fortalecimento da cidadania ao fornecer e apoiar ações que ajudem a população a tomar decisões financeiras mais conscientes. A CNseg também apoia a Semana Nacional de Educação Financeira, promovida pela ENEF desde 2014.

O CONEF

O CONEF é formado por representantes das seguintes instituições: Ministério da Fazenda; Ministério da Educação; Ministério da Previdência Social; Ministério da Justiça; Banco Central do Brasil (BCB); Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Superintendência de Previdência Complementar (Previc); Superintendência de Seguros Privados (Susep); Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (Anbima); BM&FBOVESPA S.A – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros; Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg); e Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN).

A AEF-Brasil

A AEF-BRASIL é uma associação sem fins lucrativos, criada por quatro entidades do mercado financeiro, a Anbima, a BM&FBOVESPA S.A, a CNseg e a FEBRABAN, com objetivo de auxiliar o governo na implantação da ENEF. Essas quatro entidades financiam todas as despesas administrativas da AEF-BRASIL, que tem convênio com o CONEF para desenvolver os projetos e ações previamente aprovados pelo órgão.

Marcos Couto vai para o conselho e Gibran Marona assume Tempo Assist

A Folha de S.Paulo informa que a Tempo Assist, que atende seguradoras e financeiras, tem um novo presidente-executivo. Gibran Marona assume o cargo no lugar de Marcos Aurélio Couto. O novo executivo atuou nos últimos cinco anos como vice-presidente da Tempo USS, braço do grupo. Couto passa a ser presidente do conselho de administração.

Webinar Sinistro Protector está disponível no porta da seguradora

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Aqueles que não conseguiram acompanhar o webinar realizado ou que gostariam de assistir novamente, podem acessar todo conteúdo apresentado disponível no link da inscrição do evento.

O Protector, solução online referência em Seguros de Responsabilidade Cívil Profissional, promoveu hoje (07/07), seu segundo Webinar Protector exclusivo sobre a área de Sinistros. O treinamento online contou com mais de 80% de interação e 100% de aceitação do público.

Com 1 hora de duração, Rafael Fragnan, Gerente de Sinistros da Argo Seguros Brasil, apresentou aos corretores uma visão geral sobre as possibilidades de ocorrências de sinistros dos Produtos Protector no Brasil, abordando as principais características gerais, potenciais de riscos e exemplos de reais de sinistros ocorridos. “O nosso webinar teve um grande alcance de inscritos presentes e tivemos mais de 80% de interação. Cada vez mais sentimos a importância de estarmos presentes por meio dos web seminários com nossos parceiros, não somente para mostrar o mercado atual, mas também para esclarecer todas as dúvidas. Ficamos felizes pelo o alto nível de aceitação que tivemos”, comenta Rafael Fragnan.

Os corretores Protector puderam ainda participar durante o webinar dando a sua opinião referente ao conteúdo apresentado. A maior parte que esteve presente considera que o tempo de resposta ao segurado (58,8%) é o fator mais importante em relação a área de sinistro, seguido pela qualidade técnica da equipe responsável (23,5%) e coerências nas informações apresentadas (17,6%).

Comissão rejeita rastreador obrigatório em auto

Fonte: CNseg

Após a rejeição pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio nesta semana, o Projeto de Lei 1019/15 que torna obrigatória a instalação de rastreadores em veículos recém-saídos de fábrica, produzidos no Brasil ou importados, dependerá de votação plenária, por ter perdido o caráter conclusivo na Câmara dos Deputados.

O parecer do relator na Comissão, deputado Mauro Pereira (PMDB-RS), foi pela rejeição da matéria, já que, para ele, a proposta viola a privacidade do cidadão.

No relatório, o parlamentar assinalou que o Ministério Público Federal (MPF) já contestara a Portaria 253/09 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que obriga os fabricantes a instalar nos veículos sistema de localização, que “disponibilize informações de posicionamento geográfico”, devendo ser ativado mediante conhecimento e anuência por escrito do proprietário.

Tanto que o MPF propôs ação civil pública contra a União, perante o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com o objetivo de compeli-la a não exigir dos fabricantes de veículos automotores a instalação obrigatória de equipamento com a função de rastreamento/localização. O Ministério Público alega que o “Estado, reconhecendo a sua ineficiência no combate ao crime, quer instituir um mecanismo de controle da liberdade individual de seus cidadãos”. “Nosso entendimento vai ao encontro do que justificou o MPF”, afirmou Pereira. “Não cumpre ao Estado interferir na esfera particular do indivíduo e decidir por ele como proteger seu bem”, complementou.

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Bradesco e Santander fazem oferta pelo HSBC

Fonte: Agência Estado

O Bradesco e o Santander podem ter sido os únicos bancos a fazerem uma oferta vinculante pelo HSBC Brasil, conforme fontes ouvidas pelo Broadcast. O Itaú Unibanco pode ter ficado de fora da última fase de disputa, de acordo com as mesmas fontes, e não teria feito um novo lance, confirmando a expectativa do mercado de que seu apetite pelo ativo era baixo. O prazo para envio das propostas terminou hoje.
A melhor oferta garantirá ao vencedor negociar o HSBC no Brasil que soma cerca de R$ 168 bilhões em ativos, segundo os dados mais recentes do Banco Central com exclusividade, quando ocorre o processo de due diligence (investigação e auditoria das informações). A expectativa é que a transação seja concluída até agosto, conforme cronograma divulgado pelo Goldman Sachs, assessor financeiro da negociação.

O Bradesco segue como favorito a comprar o HSBC, na opinião de diversas fontes de mercado. Isso porque adquiri-lo significa encostar em seu principal concorrente, o Itaú, em ativos, praticamente eliminando a distância erguida desde a fusão com o Unibanco. Se o comprasse, considerando dados do primeiro trimestre, ultrapassaria R$ 1,2 trilhão em ativos, perto do R$ 1,295 trilhão do Itaú ao fim de março. Há ainda oportunidades, conforme fontes, de explorar o público de renda mais elevada, a forte presença do banco na região Sul do País e também a oferta de seguros, hoje, nas mãos da alemã HDI e pouca explorada quando comparada à atuação da seguradora do Bradesco.

Já o Santander teria, segundo executivos de mercado, apetite um pouco menor. Uma fonte diz que o banco não considera fazer loucura para levar o HSBC, mas que somente o espanhol poderia assumir a tarefa desempenhada pela instituição inglesa para seus clientes aqui e no exterior. Motiva seu interesse, de acordo com fontes, a oportunidade de acelerar seu crescimento no País fora a menor sobreposição de agências. O espanhol chegou ao Brasil em 1982 e o pulo do gato por aqui foi em novembro de 2000, ao pagar R$ 7,5 bilhões pelo Banespa. Depois disso, comprou o ABN AMRO, que por sua vez já havia consolidado Real, Sudameris e América do Sul.

O Itaú teria optado, conforme fontes, não seguir na disputa pelo HSBC Brasil pelo fato de o ativo agregar menos valor à sua operação. Além de o banco já atuar mais fortemente no segmento de alta renda que seus outros concorrentes, ainda está envolvido na fusão com o chileno CorpBanca, cuja conclusão está prevista somente para 2016. Até o fim da noite, porém, alguns executivos ainda tinham dúvidas em relação à sua real desistência.

Fontes e analistas de mercado acreditam que as ofertas vinculantes devem ter ficado próximas do valor patrimonial do banco, de mais de R$ 10 bilhões. Embora alguns cálculos indiquem teto de até R$ 14 bilhões, especialistas lembram que a instituição que adquirir o HSBC no Brasil terá de desembolsar outros bilhões de reais para repaginar a rede física e ainda ajustar a operação que, além de rentabilidade negativa, deu prejuízo no ano passado. Há ainda a incógnita de quem arcará com os custos das demissões que geralmente ocorrem em processos de M&A (fusão e aquisição, na sigla em inglês).

O comprador vai levar somente a operação de varejo, conforme informou o banco inglês em 09 de junho, durante reunião com investidores, em Londres. O HSBC pretende manter a estrutura de atacado no Brasil para atender grandes companhias no País nos moldes de outros estrangeiros presentes.

Na primeira rodada de ofertas, as não vinculantes, que indicam o interesse do comprador, mas não os obrigam a adquirir o ativo pelo preço ofertado, o Bradesco teria oferecido cerca de R$ 10 bilhões para ficar com o ativo, conforme antecipou o Broadcast, no início do mês. O Santander ficou próximo e teria, segundo fontes, oferecido entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões. Já o Itaú, de acordo com as mesmas fontes, teria feito um lance de R$ 8 bilhões.

No mês passado, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, confirmou que o banco iria fazer uma oferta vinculante para comprar o HSBC Brasil em julho. Sem revelar o quanto o banco estaria disposto a desembolsar pelo ativo, ele disse que o tamanho do cheque seria definido praticamente na última hora. Fizemos uma oferta (não vinculante) e estamos analisando. A segunda oferta só será feita em julho pelo calendário do vendedor. Como está na segunda fase de avaliação de dados e de números, o tamanho do apetite, da vontade, do cheque será definido praticamente na última hora, disse Trabuco, na ocasião.

De saída do varejo bancário brasileiro, o HSBC já acertou, inclusive, o fim do patrocínio de naming rights da casa de shows que leva seu nome, em São Paulo. O banco informou ao Broadcast que o direito de batismo do local se encerra no dia 25 de agosto de 2015, até quando vigorarão os benefícios aos correntistas do HSBC.

Sobre o envio das propostas vinculantes, o banco não se manifestou. Bradesco, Santander e Itaú também preferiram não comentar o assunto.

Anfavea divulga resultados da indústria automobilística no semestre

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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, apresentou na segunda-feira, 6, os resultados de junho e do primeiro semestre da indústria automobilística. O levantamento aponta produção de 184 mil autoveículos no sexto mês do ano, que comparada com as 210,4 mil unidades fabricadas em maio significa queda de 12,5%.

Na análise com junho do ano passado, quando 215,9 mil unidades foram produzidas, a retração foi de 14,8%. Com estes resultados, a indústria encerrou o primeiro semestre com recuo de 18,5% frente ao mesmo período de 2014: foram 1,27 milhão de autoveículos produzidos este ano contra 1,56 milhão no ano anterior.

Os dados do acumulado do licenciamento mostram também retração de 20,7% na comparação dos 1,31 milhão de veículos deste ano com os 1,66 milhão do ano passado. Em junho de 2015, o licenciamento registrou 212,5 mil unidades, decréscimo de 19,4% se comparado com as 263,6 mil de 2014, mas estável na análise com maio deste ano, quando 212,7 mil unidades foram vendidas.

Já as exportações apresentaram resultado positivo no comparativo mensal. Em junho 48,1 mil veículos deixaram o País, o que representa alta de 17,9% frente as 40,8 mil unidades de maio e de 96,8% se confrontado com junho de 2014 com 24,4 mil unidades. No semestre o crescimento foi de 16,6%, com 197,3 mil unidades exportadas este ano e 169,3 mil no ano passado.

Para Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, os dados resultam de uma série de fatores:

“O País passa por um cenário de baixa confiança dos investidores e consumidores, restrição ao crédito e expectativa pela conclusão dos ajustes na economia. Porém, acreditamos que os anúncios de algumas medidas, como o Plano Nacional de Exportações e o Plano Safra, são parte de uma agenda positiva. E neste contexto, esperamos também que o anúncio programado para hoje do Programa de Proteção ao Emprego, como instrumento adicional para a garantia dos postos de trabalho, terá impacto positivo”.

Caminhões e ônibus
As vendas de caminhões encerraram junho com aumento de 2,7% ao se comparar as 6,2 mil unidades no mês com as 6 mil licenciadas em maio. No comparativo contra junho de 2014, a retração foi de 41,6%, com 10,6 mil unidades naquele período. Nos seis primeiros meses do ano a queda foi de 42,3%, quando comparados os 37,3 mil produtos licenciados este ano com os 64,6 mil no ano passado.

No comparativo entre a produção dos primeiros semestres de 2015 e 2014, os números indicaram baixa de 45,2%: foram 41,6 mil unidades fabricadas neste ano e 76 mil em 2014. A produção de junho encerrou com 5,3 mil unidades, contração de 35,5% com relação as 8,2 mil no mesmo mês do ano passado e de 14,3% contra as 6,2 mil de maio.

Nas exportações o resultado ficou acima em 9,3%, na comparação das 10,2 mil unidades no acumulado deste ano contra as 9,3 mil de 2014. Os números da análise mês a mês mostram que junho, que registrou 2 mil caminhões exportados, foi 8,1% menor do que maio – 2,1 mil – e 26,1% maior do que as 1,6 mil do mesmo mês de 2014.

As vendas no segmento de ônibus em junho ficaram estáveis em relação a maio, ambos com 1,4 mil unidades. No comparativo contra junho do ano passado, com 2 mil unidades, foi registrada baixa de 26,3%. No acumulado a contração chega a 27,7%, com 9,7 mil este ano e 13,4 mil no ano passado.

Os produtores de chassis fabricaram 1,8 mil unidades em junho, o que representa diminuição em 22,4% frente as 2,3 mil de maio e de 29,2% contra as 2,5 mil de junho do ano passado. No semestre a queda foi de 27,8%: 13,9 mil unidades este ano e 19,2 mil em 2014.

As exportações acumuladas do segmento apontam expansão de 1,5% – foram 3,3 mil este ano e 3,2 mil no ano passado.

Máquinas agrícolas e rodoviárias
No segmento de máquinas autopropulsadas as vendas chegaram a 4,4 mil unidades no sexto mês do ano, o que significa aumento de 6,9% sobre as 4,1 mil de maio e redução de 24,8% se comparado com igual período de 2014, com 5,9 mil unidades. No acumulado deste ano, que soma 24,7 mil unidades, a baixa é de 25,1% contra as 33 mil unidades vendidas no ano passado.

Ainda no período acumulado do ano, a produção recuou 24,4%, ao comparar as 30,5 mil unidades de 2015 ante as 40,4 mil do ano anterior. Somente em junho deste ano 3,7 mil máquinas foram fabricadas, o que significa diminuição de 36,4% frente as 5,8 mil de maio e de 36,6% com relação as 5,8 mil de junho de 2014.

As exportações em junho, com 1,1 mil unidades, avançaram 16,9% quando comparado com o mês anterior, que registrou 942 unidades, mas caiu 9% com relação as 1,2 mil de junho do ano passado. No acumulado a retração foi de 18,4%: foram 5,4 mil máquinas em 2015 e 6,6 mil no ano passado.