O grupo Omint vai começar a atuar em uma nova frente de negócios: a de seguros. A empresa está investindo 30 milhões de reais na operação que começa em julho. Líder em planos de saúde de alto padrão, a companhia é dona de um faturamento de 973 milhões de reais por ano e possui uma carteira de 120.000 pessoas espalhadas pelo país.
E é essa base que deve ser o grande diferencial da companhia em relação à concorrência – uma grande quantidade de pessoas de alta renda que já usam os serviços da Omint. Com a venda de seguros de vida e viagem para empresas, no segundo semestre, o intuito é incrementar as opções já oferecidas pela empresa hoje, com planos sob medida.
Planos de seguro de vida individual entrarão no leque em 2016. A projeção é de que a nova área atinja em patamar de prêmios de 60 milhões de reais por ano em três anos de atividade. “Estimamos que a Omint Seguros responda por 1/3 do faturamento do Grupo Omint no Brasil em até dez anos”, diz André Coutinho, diretor geral do grupo.
Em 2012, a Omint criou a Premium Assistance, especializada em assistência em viagem, empresa que agora se torna a Omint Seguro Viagem. Para a venda do novo produto, a seguradora usará a base de 2.500 clientes já atendidos pelo Grupo no segmento de planos de saúde.
“Mas também vamos buscar oportunidades fora da base do grupo, com foco nos mercados de São Paulo, interior de São Paulo e Rio de Janeiro” diz Coutinho. Ampliar a parceria com os atuais 170 corretores especializados para 300 também está no plano.
O grupo Bradesco Seguros obteve R$ 1,283 bilhão em lucro liquido no primeiro trimestre do ano, o que representou 30% do ganho do banco, que reportou lucro líquido contábil de R$ 4,2 bilhões, um crescimento de 6,3% com relação ao resultado do quarto trimestre de 2014 e de 23,3% frente ao mesmo período do ano anterior. A alta do ganho do braço segurador, segundo nota do balanço obtida pelo blog Sonho Seguro, se deve basicamente ao aumento no faturamento; a manutenção do índice de comercialização; a melhora no resultado financeiro; a redução no índice de eficiência administrativa, mesmo considerando o acordo coletivo da categoria, em janeiro de 2015; compensado, em parte pelo aumento de 1,6 ponto percentual no índice de sinistralidade; e pela redução no resultado patrimonial.
Os prêmios emitidos de Seguros, Contribuição de Previdência e Receitas de Capitalização totalizaram R$ 13,6 bilhões no 1o trimestre de 2015, evolução de 19,1% em relação ao mesmo período de 2014, desconsiderando o convênio DPVAT, influenciado pelos produtos de “Vida e Previdência”, “Saúde” e “Capitalização”, que apresentaram evolução de 26,5%, 19,7% e 11,0%, respectivamente. As provisões técnicas alcançaram R$ 157,2 bilhões, apresentando uma evolução de 14,2% em relação ao saldo de março de 2014.
“O volume de crédito cresce a taxas sustentáveis e compatíveis ao risco, enquanto a inadimplência mantém-se em patamares historicamente reduzidos e controlados. O cenário para os setores bancário e de seguros no Brasil continua bastante promissor”, informa o banco no relatório de divulgação dos resultados.
Veja abaixo o release distribuído aos jornalistas:
Faturamento do Grupo Bradesco Seguros cresce 20% no 1º tri, atingindo R$ 13,5 bilhões
O Grupo Bradesco Seguros, líder do mercado segurador brasileiro com atuação multilinha e presença em todas as regiões do país, fechou o primeiro trimestre de 2015 com crescimento de 19,4% sobre igual período do ano anterior e faturamento de R$ 13,5 bilhões nos segmentos de seguros, capitalização e previdência complementar aberta. Desde 2006, o Grupo Segurador registra crescimento médio anual acima de 14%.
O lucro líquido registrou evolução acima de 23% na mesma base de comparação, com Retorno sobre o Patrimônio Líquido Ajustado de 27,3%.
Na comparação com o mesmo período de 2014, os segmentos de Vida e Previdência, Saúde e Capitalização apresentaram evolução de dois dígitos – 26,5%, 19,7% e 11%, respectivamente.
“A expansão no primeiro trimestre do ano ocorreu de forma consistente e homogênea em nossas linhas de negócios, mantendo o padrão que tem caracterizado nosso crescimento nos últimos anos”, afirma o Presidente do Grupo Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi.
Ainda de acordo com Rossi, “a estratégia do Grupo Bradesco Seguros contempla uma estrutura multirramo, com aprimoramento da visão única de clientes e corretores, rapidez e dinamismo no atendimento, ampla cobertura para seguros de vida, saúde e patrimônio, maior eficiência da força de vendas e redução de custos operacionais”.
De janeiro a março de 2015, os ativos financeiros do Grupo Segurador cresceram 15,3%, totalizando R$ 170 bilhões, equivalentes a cerca de 30% do total administrado pelo mercado segurador brasileiro.
O volume de provisões técnicas também apresentou considerável aumento, alcançando R$ 157,2 bilhões, contra R$ 137,7 bilhões no mesmo período de 2014. O total pago em indenizações e benefícios atingiu R$ 10,4 bilhões, evolução de 13,1% sobre o período anterior.
No segmento Saúde, todos os produtos apresentaram crescimento, com destaque para a Carteira de Pequenas e Médias Empresas, que expandiu 38,8% em faturamento, atingindo mais de 950 mil vidas.
Já no segmento Vida, a evolução atingiu 13%, favorecida pelo desempenho do Seguro Individual, que cresceu 17,6%, e do Prestamista (seguro que prevê a quitação de uma dívida, no caso de morte, invalidez ou desemprego involuntário do segurado), com 24,1%.
Merece destaque a melhora do Índice de Eficiência Administrativa, de 4,7% para 4,1% – quanto menor o índice, melhor a performance -, que reflete, sobretudo, o benefício gerado com a racionalização de gastos.
O Santander, que no Brasil tem parceria com a Zurich na venda de seguros, abriu a safra de balanços do primeiro trimestre de 2015, com lucro líquido gerencial de R$ 1,633 bilhão no primeiro trimestre de 2015, crescimento de 14,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Nesta quarta-feira é dia da SulAmérica e do Bradesco apresentarem seus resultados. O Bradesco, que apresentará os resultados antes da abertura do mercado, sempre traz grande destaque para as empresas de seguros do grupo, por entender a importância do seguro para o Brasil e também pelo forte resultado de seguridade nos resultados do conglomerado, chegando a 30% nos últimos períodos divulgados. Já a SulAmérica apresentará seus resultados após o fechamento do mercado.
Veja abaixo a agenda de divulgações que envolve o mercado de seguros:
29 de abril: Bradesco (com telefonferência no dia 30) Odontoprev, SulAmérica (teleconferência no dia 30)
4 de maio – Banco Pan
5 de maio – Banco Itaú Unibanco e Porto Seguro
6 de maio – BTG Pacutal
7 de maio – BB Seguridade (com teleconferência no dia 8)
14 de maio – Banco do Brasil, Paraná Banco e Qualicorp
A presidente Dilma indicou Karla Santa Cruz Coelho para exercer o cargo de diretora da Agência Nacional de Saúde Suplementar na vaga decorrente do término do mandato do diretor André Longo Araújo de Melo. Atualmente, Karla é gerente de assistência à saúde da ANS.
Uma medida, publicada hoje (29) no Diário Oficial da União pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), obriga as operadoras de planos de saúde a informar aos consumidores as peculiaridades e características de todos os tipos de planos disponíveis no mercado. O objetivo é facilitar a compreensão e eliminar dúvidas dos clientes na hora da contratação. De acordo com a Resolução Normartiva 376, os esclarecimentos serão prestados aos consumidores que já têm planos e também aos novos usuários, na hora da adesão.
As operadoras terão que disponibilizar as informações sobre os planos e os respectivos contratos de maneira fácil, rápida e acessível aos consumidores. Entre os dados que serão exigidos das operadoras, com detalhes, estão o tipo de acomodação, de contratação e a área de abrangência. Outros aspectos que a resolução destaca dizem respeito à rescisão, carência e cobertura dos planos.
A diretora-presidenta substituta da ANS, Martha Oliveira, disse à Agência Brasil que a medida integra um projeto amplo que será desenvolvido ao longo do ano, no sentido de aprimorar a informação ao consumidor, o que a ANS está chamando de “empoderamento do beneficiário”. A norma entrará em vigor a partir de janeiro de 2016. A ideia é municiá-lo de informações que possam contribuir para auxiliá-lo em suas escolhas na saúde suplementar.
Martha Oliveira acrescentou que tanto na identificação quanto na hora em que estiver negociando, o consumidor terá de receber as informações em linguagem “diferenciada, organizada e consolidada” sobre os tipos de contratação que vai ter à disposição e as características desse contrato.
“Porque a gente vê que essa é uma das principais demandas de dúvida que a pessoa tem na hora de contratar. Não sabe qual é a diferença de um plano individual para um plano coletivo por adesão, um plano coletivo empresarial, o que tem de característica em um que não tem em outro. Às vezes, ela vê que o preço é diferenciado, mas e aí, o que isso tem na regulamentação, na legislação? O que os planos trazem de diferença uns dos outros? É isso que a gente está levando para essas pessoas, obrigatoriamente”, explicou a diretora-presidenta substituta da ANS.
As operadoras terão que fornecer aos usuários esse material impresso ou dispor as informações em sua página na internet, em espaço onde o cliente tenha acesso fácil. Os dados deverão ser disponibilizados também por meio de aplicativos para tablets e celulares.
Para reforçar o relacionamento com os Parceiros de Negócios e conhecer as demandas para oferecer produtos e serviços cada vez mais adequados à realidade local, a Tokio Marine Seguradora realiza seu primeiro Fórum em parte do Nordeste. Entre os dias 4 e 7 de maio, o presidente da Companhia, José Adalberto Ferrara, e os diretores Valmir Rodrigues, Marcelo Goldman, Adilson Lavrador, Alexandre Vieira e João Melo visitarão Corretores e Assessorias que atuam em Aracaju (SE), Recife (PE), Natal (RN) e Salvador (BA). Nesta última cidade, a diretoria da Companhia participará do jantar de 56 anos do Clube dos seguradores da Bahia, que terá Ferrara como convidado especial e palestrante oficial. A ação é inédita e demonstra a importância da região para a Seguradora.
Em 2014, a Regional Nordeste elevou sua produção em 27% em relação ao ano anterior, com destaque para as carteiras de Automóvel, Residencial, Condomínio, Riscos de Engenharia, Garantia e Empresarial. “O excelente desempenho se deve a uma série de fatores e nosso foco na melhoria da qualidade do relacionamento com os Parceiros de Negócios responde por grande parte desse crescimento acelerado. O Fórum fortalece ainda mais essa nossa proximidade com os Corretores”, afirma o Superintendente Regional Nordeste da Tokio Marine, Ronaldo Dalcin.
Segundo o executivo, no ano passado a Seguradora reforçou as visitas consultivas aos Corretores e Assessorias para discutir dados de mercado, propor ações focadas na região e oferecer ferramentas para melhor atendimento ao cliente final. “A iniciativa gerou um grande aumento de negócios na base e maior produtividade dos Corretores”, explica Dalcin.
Neste ano, o Superintendente explica que a Companhia continuará trabalhando fortemente para ser uma Seguradora desejada pelos Corretores no Nordeste, por conta de suas facilidades e qualidade de produtos e serviços. “Acreditamos no potencial imenso de negócios nessas cidades e, por isso, vamos continuar atentos para a solidificação e ampliação de nossas parcerias no Nordeste do Brasil. Estamos muito felizes em promover este Fórum”, conclui Dalcin.
Programação:
– 04/05 (Segunda) Aracaju: Encontro com Corretores
Local: Radisson | Salão Palma + Mandacaru
Endereço: Rua Dr. Bezerra de Menezes, 40 – Atalaia – Aracaju / SE
– 05/05 (Terça) Recife: Encontro com Corretores
Local: Arcádia Boa Viagem
Endereço: Av. Boa Viagem, 802 – Boa Viagem – Recife / PE
– 06/05 (Quarta) Natal: Encontro com Corretores
Local: Versailles Recepções | Salão Trianon
Endereço: Rua: Cel Milton Freire, 2919 – Capim Macio – Natal / RN
– 07/05 (Quinta) Salvador: Jantar em comemoração aos 56 anos do Clube de Seguradores da Bahia.
Local: Fiesta Bahia Hotel | Salão Íris
Endereço: Av. Antônio Carlos Magalhães, 741 – Itaigara – Salvador / BA
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou nesta terça-feira a decisão de acionistas de diversas seguradoras estrangeiras por elevarem o capital, totalizando R$ 497 milhões. As decisões foram tomadas em assembléias realizadas no final do ano passado e só agora foram aprovadas pelo órgão regulador.
Zurich – aumento de R$ 149,6 milhões, para R$ 1,59 bilhão
Allianz – aumento de R$ 110 milhões, para R$ 490 milhões
AGCS – aumento de R$ 103 milhões, para R$ 248 milhões
AIG – aumento de R$ 72 milhões, para R$ 608 milhões
AXA – aumento de 31,1 milhões, para R$ 77,8 milhões
Kyoei – aumento de R$ 1,1 milhão, para R$ 20 milhões
Fonte: Valor Econômico – Especial Segurança Privada
Fazer seguro de mercadorias em trânsito, uma medida que costumava ser um dos principais problemas no dia a dia de embarcadores e transportadores, agora se tornou um fato corriqueiro. A mudança se deve a três mudanças registradas nesse mercado: aumento da concorrência no segmento, com seguradoras de peso disputando os contratos; o gerenciamento de risco já é uma atividade praticamente consolidada na área; e a política de negociação em tempos de crise leva em conta o quesito fidelidade.
A perspectiva de crescimento do segmento de transporte descola do otimismo geral do mercado segurador, com projeções ainda na casa de dois dígitos. Isso porque o seguro de cargas está diretamente associado à economia. Se o consumo diminui, o volume de mercadoria embarcada é menor e, consequentemente, o valor do seguro, cobrado sobre o valor embarcado, cai. “A previsão é de um valor embarcado menor e pressão por redução de custos. A boa notícia é que temos novos competidores e apetite das grandes seguradoras pelo segmento “, afirma Eduardo Michelin, diretor de transportes e logística da Willis.
Em 2014, o seguro de transporte movimentou vendas de R$ 2,1 bilhões, avanço de apenas 3% em relação ao ano anterior, enquanto o mercado segurador como um todo cresceu 10%. O esforço dos executivos se concentra em manter os clientes e controlar a sinistralidade. O volume de indenizações pagas em 2013 consumiu 59% do valor arrecadado dos clientes. No ano passado, esse índice subiu para 75%. “E 2015 não vai ser diferente. Há uma grande pressão por redução da taxa do risco pelas grandes e médias empresas. É hora de investir no relacionamento e no gerenciamento de risco”, ressalta Ricardo Guirao, da corretora Aon.
Segundo Rafael Rodrigues, diretor de multiprodutos e transportes da Allianz, a maior seguradora do segmento, acidentes representam 48% das perdas e roubo, 62%. Atravessamos um momento de ajustes, com investimentos em banho maria, inflação e taxa de juros em alta, desemprego avançando, crédito caro e desvalorização do real. “Produtos que antes não eram visados para roubo estão mais caros e, portanto, entram na lista de desejos das quadrilhas, o que aumenta o risco das seguradoras”, explica Salvatore Junior, diretor de transportes e relacionamento da Argo Seguros.
Fabiano Rossetto, diretor comercial da Generali, a sétima maior do ramo, também está preocupado em manter a rentabilidade da carteira. “Temos enfrentado problemas como roubos, acidentes e perdas por problemas de infraestrutura deficitária e até mesmo por falta de acesso ao Porto de Santos, acarretando em atrasos logísticos e operacionais para usuários, lembrando que este não é um problema só de Santos. O gargalo portuário se repete em todo o país”, afirma.
Para fechar no positivo diante de uma equação de vendas em baixa, sinistros em alta e forte concorrência, o segredo está na parceria, afirma Felipe Smith, diretor executivo de produtos pessoa jurídica da Tokio Marine. A meta é crescer dois dígitos neste ano. No primeiro trimestre a meta foi cumprida, com o avanço de 10%, estimulado, principalmente, pelo transporte internacional, que gera maior valor de prêmio em razão da alta do dólar. “Nossa filosofia é ser uma seguradora parceira e não apenas emitir apólice e pagar sinistro. Atuamos junto com o cliente, mesmo os ligados a cargas visadas, em medidas para melhorar o risco com ações simples, mas que geram valor a todos”, disse o diretor da quarta maior seguradora em transporte.
Todos concordam que mesmo com esse cenário mais perturbador, os preços seguem com viés de baixa. Além do forte apetite das seguradoras localmente, há farta capacidade de resseguro no mercado mundial para transportes. O estudo “Safety & Shipping”, da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), que analisa as perdas no setor de transporte marítimo em cargas acima de 100 toneladas brutas, mostra tendência de perdas em queda. Em 2014, apenas 75 ocorrências foram reportadas pelo mundo, tornando esse ano o mais seguro para o setor em comparação aos últimos 10 anos. As perdas diminuíram 32% comparadas ao ano anterior, o que é bem abaixo da média dos últimos 10 anos, quando foram registradas 127 ocorrências.
Uma pesquisa sobre acionamentos do seguro automóvel feita pelo grupo BB e Mapfre revelou que a maior parte dos acidentes envolvendo enchentes ocorre no estado de São Paulo, que responde, sozinho, por 33,36% do total de ocorrências nacionais.
O estado é seguido por Santa Catarina (11,25%), Rio Grande do Sul (9,06%), Paraná (8,33%), Rio de Janeiro (7,28%) e Minas Gerais (5,96%). Juntos, correspondem a 75,24% do total dos sinistros ocorridos no Brasil como consequência de enchentes.
O levantamento foi feito pelo Centro de Experimentação e Segurança Viária (CESVI) e leva em consideração a base de dados do GRUPO de janeiro de 2011 a dezembro de 2014. No período analisado, a companhia totalizou 7.917 ocorrências de sinistros por motivo de enchente – incidência que vem caindo, com registro de decréscimo de 40,52% nos casos de sinistros no último ano.
A região Sudeste é a que possui maior frequência de veículos atingidos por enchente, sendo responsável por 49,33% do total de sinistros. É seguida pela região Sul (28,64% dos sinistros) que, em alguns meses, supera a região Sudeste no número de casos de sinistros.
O Nordeste vem em seguida, respondendo por 10,87% dos casos, seguido pela região Centro-Oeste, com 8,71%, e pela região Norte, com 2,46%. As regiões Sudeste e Sul, juntas correspondem a 77,96% dos casos registrados em todo país. O estudo revela, ainda, que os acionamentos por enchentes acontecem, em sua maioria, nos meses de janeiro, fevereiro, março, julho, novembro e dezembro e não ocorrem, necessariamente, nos grandes centros urbanos.
A capital São Paulo, por exemplo, maior cidade brasileira em volume de veículos (mais de 5,4 milhões, o que representa 30% da frota nacional, segundo dados do Detran), contribuiu, no período pesquisado, com 25% do total de acionamentos do estado, enquanto as capitais Boa Vista (RR) e Macapá (AP) contribuíram com 100% dos casos dos seus estados. Manaus (AM) e Aracaju (SE) vêm na sequência, com 95% e 93% do total de casos em seus estados, respectivamente.
“O que pode explicar esse fenômeno é a frequência com que ocorrem os alagamentos em algumas cidades. São Paulo, por exemplo, têm seus pontos de alagamento mapeados pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), o que faz com que as pessoas evitem esses locais e busquem rotas alterativas. Quanto a outras cidades, não existem estatísticas fidedignas a respeito dos pontos de enchente, o que certamente poderia contribuir para a redução da frequência de sinistros”, opina Jabis Alexandre, diretor geral de Automóveis do grupo BB e Mapfre.
Outro dado curioso apontado na pesquisa diz respeito à variação do custo médio de reparo dos veículos danificados por ocorrência de enchente. Os valores variaram de R$ 1,4 mil e R$ 2,6 mil (Alagoas e Tocantins, respectivamente) a R$ 19,8 mil e R$ 21,8 mil (Distrito Federal e Roraima). O “ponto fora da curva” é o estado do Ceará, com um custo médio de R$ 28.193,28. “Primordialmente, as variações de preços estão relacionadas a uma maior ou menor oferta local de serviços no atendimento da frota, o que impactaria o preço, bem como a questões logísticas, por exemplo, o transporte de peças necessárias aos reparos”, pontua Alexandre.
O calço hidráulico é o problema mais comum apresentado pelos veículos sinistrados. Ele ocorre quando uma grande quantidade de água entra pela admissão de ar do motor e não permite que o cilindro realize a compressão, causando assim danos em componentes internos. “Alguns itens do motor, se reparados logo após o contato com a água, podem voltar a funcionar. Quando, ao contrário, os reparos demoram, elas oxidam, condenando o componente”, explica o diretor do BB e Mapfre.
Outra agravante, segundo o estudo, é o fato de veículos antigos, ao contrário dos novos, não terem seus circuitos impressos das unidades de controles eletrônicos protegidos com vernizes e resinas, o que dificultaria o processo de oxidação. Apenas 7% da frota analisada na pesquisa estaria livre de danos em caso de enchente. A compra das peças que geralmente são danificadas em um caso de calço-hidráulico, como jogos de pistões, de bielas, de anéis, de bronzinas, de válvulas de admissão, de válvulas de escapamento e árvore de manivelas, pode chegar a 6% do valor do automóvel, excluindo a mão-de-obra e insumos. De acordo com o estudo, o custo médio nacional para conserto de veículos avariados por enchentes é de R$ 10,4 mil.
Será lançada na próxima quinta-feira, dia 30 de abril, a 5ª edição do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, promovido pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). A data marcará a abertura das inscrições, que irão até 30 de setembro. A premiação, criada em 2011, busca estimular e reconhecer os trabalhos que contribuem para a inovação no mercado de seguros.
Poderão participar aqueles que forem colaboradores de empresas de seguros, previdência privada e vida, saúde suplementar, capitalização, resseguros, corretoras e corretores de seguros e resseguros autônomos. Os projetos concorrerão nas categorias “Produtos e Serviços”, “Processos” e “Comunicação”. A avaliação será feita pela Comissão Julgadora em duas etapas, sendo a primeira de julgamento individual dos trabalhos.
Este ano, a segunda fase foi ampliada, dando a 15 finalistas a oportunidade de defender seus projetos presencialmente. A mudança permite o conhecimento mais detalhado de um maior número de projetos concorrentes. Ao final do processo, os três primeiros colocados de cada categoria serão premiados.
Para auxiliar e inspirar os interessados em participar da premiação, a CNseg promoverá, ao longo do período de inscrições, uma série de eventos voltados à inovação. A expectativa é de que o total de trabalhos concorrentes seja ainda maior que o recorde de 78, registrado em 2014. O aumento, de 41,3% em relação à edição anterior, reafirma a importância do Prêmio dentro e fora da Confederação, que vê na iniciativa uma maneira de reforçar o papel do setor como agente fundamental do desenvolvimento socioeconômico do país.
Gerenciar riscos é uma tarefa cada dia mais prioritária diante de tanta volatilidade financeira, política, social, climática e tecnológica. As perdas são cada dia mais significativas, principalmente as provocadas por mudanças no clima, pelas organizações em busca de redução de custos e novas tecnologias, nas regras pelas autoridades governamentais e poder jurídico, no comportamento das pessoas para se adaptarem aos novos tempos entre tantas outras. Sem contar que ainda com os riscos tradicionais, como ataque de harckers, roubos, incêndios, chuvas, alagamentos, fornecedores, câmbio, manifestações sociais entre outros que já contam com políticas definidas de mitigação dentro das principais corporações.
Lidar com tais perdas exige profissionais especializados. E foi dentro deste contexto que nasceu a Solutions Gestão de Seguros, fundada em abril de 2001, por Sérgio Frade. Natural de Belo Horizonte, casado e com dois filhos, o diretor-presidente tem 35 anos de experiência na área de seguros e concedeu a seguinte entrevista ao blog Sonho Seguro:
A Solutions completa 14 anos neste mês. Como você vê o gerenciamento de risco hoje em dia, após tanta inovação trazida pela tecnologia?
A tecnologia é um facilitador para otimizar o processo de gerenciamento de riscos nas empresas. Os diversos programas surgidos nos últimos tempos tem facilitado muito a estruturação gerenciamento de riscos, integrando diversos setores de uma empresa e permitindo o controle e acompanhamento. Se a empresa não tem condição de apresentar dados e fatos que comprovem sua preocupação e ações constantes no controle dos principais riscos a que está submetida, o custo do seguro pode se tornar insustentável.
A tecnologia ajuda a ter uma negociação melhor com as seguradoras/resseguradoras?
A implantação de uma boa gestão de seguros e riscos, suportada por um eficiente sistema de acompanhamento e armazenagem de dados presentes e históricos, se pagará muito rapidamente com as vantagens operacionais e financeiras obtidas em negociações de seguros, trazendo uma segurança grande para a gestão da empresa como um todo. Em tempos de crise, a redução de custos é algo prioritário dentro dos grupos empresariais.
Como vê a importância dada pelas empresas às recomendações do gestor de risco?
Empresas conscientes de seus riscos trabalham para “nunca” necessitarem acionar uma apólice de seguro, porém os riscos inerentes ao processo podem ser monitorados e controlados, mas não eliminados. Desta forma, negligenciar os investimentos e manutenção no controle de riscos poder levar a situações indesejáveis, sendo, portanto, indispensável a participação do gestor de riscos na avaliação dos programas de contenção de despesas. Devemos lembrar que os segurados sempre participam das despesas de sinistros, podendo ser através da franquia, riscos ou despesas não cobertas e até insuficiência de coberturas. Sinistros são despesas inesperadas e obviamente aumentam os custos e reduzem a lucratividade. Infelizmente, muitas empresas, generalizaram o corte de despesas numa atitude de risco não aconselhável.
Quais são os principais riscos para uma empresa com uma economia em recessão?
O turnover de profissionais em determinadas áreas pode afetar a segurança dos riscos devido a descontinuidade das ações planejadas, bem como a redução de investimentos em segurança e especialmente em manutenção. Adiar investimentos e negligenciar manutenção pode trazer sérios problemas para uma empresa.
Como a crise de racionamento de água e energia pode afetar o dia a dia dos gestores de risco?
O fundamental é revisar / reforçar o plano de contingências tanto para o fator água, como energia. A simples falta de água (racionamento) não é acidente que possa fundamentar um pedido de indenização do seguro. O racionamento levará a um plano de paralização que deverá levar em consideração os critérios técnicos para tal. A falta de água pode afetar o combate a incêndio. Nem todos os riscos estão perto do mar, como verificamos no recente sinistro ocorrido em Santos. O fornecimento de energia é outro fator relevante. Muitas atividades dependem substancialmente de energia.
Você acha que o médio e pequeno empresário brasileiro está preocupado com riscos?
O pequeno e médio empresário via de regra não tem um controle efetivo de todos os riscos inerentes ao seu negócio. Costuma contratar seguros básicos, sem muitos critérios, as vezes somente para cumprir exigências contratuais, oferecendo portanto elevada exposição a riscos que podem inviabilizar sua permanência no mercado.
Quais os riscos que ainda passam despercebidos pelas empresas de grande porte?
Riscos profissionais decorrentes de ações de prestadores de serviços. Muitas empresas ainda não verificam adequadamente se os prestadores de diversos serviços possuem coberturas de seguros para cobrir eventuais falhas profissionais na prestação de serviços. Podemos citar serviços advocatícios, de despachantes aduaneiros, engenharia, contadores, auditoria, de sistemas e até corretagem de seguros.
Como avalia esses seis anos de abertura do mercado de resseguro do Brasil ?
O mercado ganhou velocidade nas operações de colocações de riscos, com efetivo processo de subscrição dos riscos que anteriormente era baseado nos critérios do ressegurador oficial. Contudo a exposição direta aos riscos tem levado as seguradoras agir com maior prudência com relação a determinados riscos (excluídos), não ocorrendo com aqueles foco de negócios. Para estes, a concorrência é ferrenha, desprezando-se inclusive os critérios técnicos e diminuindo a rentabilidade. O mercado ainda não está estabilizado. Penso que ainda passará por acomodação, com a saída de algumas seguradoras do mercado.
Os gerentes costumam expressar certa frustração em relação a inovação esperada antes da abertura em serviços, produtos e clausulados. Como avalia isso?
De fato, a inovação ainda está aquém do esperado. Pouco se fez ainda em termos de melhoria de clausulado, novos produtos e serviços. A competição acirrada, com margem reduzida, retirou o foco da melhoria esperada. O foco tem sido rentabilidade a qualquer preço: restrição de coberturas, limites e franquia.
O que pode melhorar, na sua opinião ?
Maior investimento por parte das seguradoras em conhecer os riscos, investir de forma planejada em banco de dados. Hoje, todos estão focados em melhorar ou garantir a rentabilidade dos negócios existentes, sem tempo em investir num planejamento adequado de mercado, de negócios.
Trajetória Profissional: Sérgio Frade iniciou sua carreira profissional na Açominas (hoje Gerdau), integrando a equipe de gerenciamento de riscos e seguros, desde a fase de implantação da usina Siderúrgica em Ouro Branco (MG) até a sua entrada em operação. Graduado em Ciências Contábeis, com pós-graduação em Marketing, possuí diversos cursos na área de seguros e gestão de empresas, dos quais se destacam: Contabilidade Gerencial (FDC), Prime-Game (General&Cologne Re), Ciclo de Estudos de Políticas e Estratégias (ADESG) e “Free Marketing Training” (Chubb da Colômbia). Atuou como gerente da Filial da Chubb do Brasil Cia de Seguros entre 1991 e 1996; superintendente da Itaú Seguros em Minas Gerais entre 1996 e 1999, período em que acumulou por nove meses a superintendência de vendas da Bemge Seguradora – pós-privatização; e superintendente da Unibanco-AIG Seguros nos Estados da Bahia e Minas Gerais entre 1999/2000.
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