AGCS usa blockchain para realizar transações de swap em catástrofes naturais

Economic growths indexA Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), resseguradora do grupo Allianz, através de seu centro de competência Allianz Risk Transfer (ART) e em parceria com a Nephila Capital Limited anuncia que teve êxito na utilização da tecnologia Blockchain de contratos inteligentes para realizar transações de swap em catástrofes naturais. O êxito na realização do teste não apenas demonstra que o processamento transacional e acordos entre seguradoras e investidores podem ser significativamente mais rápidos e simplificados por meio de contratos baseados em Blockchain, mas também, aponta para outros benefícios. Entre eles estão o aumento na negociabilidade de títulos de catástrofes e oportunidades mais amplas de aplicar esta tecnologia em outras transações de seguros.

A tecnologia de contratos inteligentes baseados em Blockchain tem o potencial de facilitar e acelerar o processo de gerenciamento do contrato. Cada contrato validado na infraestrutura aberta compartilhada contém dados e códigos autoexecutáveis inerentes a estes contratos. Quando um evento gatilho (trigger, em inglês) que atende as condições acordadas acontece, o contrato inteligente em Blockchain colhe informações pré-definidas de todos os participantes. Então, automaticamente, ativa e determina os pagamentos das partes contratadas.

“A tecnologia Blockchain aumentaria a confiança, capacidade de auditoria e velocidade para ambas as trocas e obrigações de catástrofes, na medida em que haveria menos processamento manual, autenticação e verificação por meio de intermediários para confirmar legitimidade de pagamentos/transações de e para os investidores”, explica Richard Boyd, diretor de Subscrições da Allianz Risk Transfer, nas Bermudas. “Trocando as intervenções humanas, que atualmente estão incorporadas a todo o processo de transferência de risco, atrasos de atrito e o risco de falha humana são complemente removidos – com efeito radical na velocidade e eficiência do processo e, no caso de títulos, sobre a possibilidade de negociação de tais valores mobiliários”.

Os títulos e swaps em catástrofes são instrumentos financeiros que transferem um conjunto específico de riscos, normalmente de desastres naturais, como furacões e tufões, de uma seguradora ao investidor ou outros seguradores, utilizando gatilhos com parâmetros definidos. No caso de um swap financeiro em catástrofes, o segurador paga um terceiro para assumir o risco financeiro de um evento catastrófico definido, como um furacão na Flórida, em troca de um pagamento ou séries de pagamento. Se o evento acontecer e coincidir com os “gatilhos” pré-definidos, o terceiro é responsável pelo risco financeiro previamente acordado.

Títulos de catástrofe seguem uma abordagem semelhante, mas com múltiplas partes assumindo a exposição da catástrofe por meio de um instrumento financeiro segurado no qual todas as partes investem. Se um evento catastrófico ocorre, os investidores perdem completamente ou parcialmente o capital investido; se não, eles recebem juros na forma de ‘cupons’ de pagamentos periódicos, assim como, ao fim do título, o retorno do capital investido.

Blockchain é uma tecnologia subjacente da moeda digital Bitcoin, mas suas aplicações em moedas criptografadas, contratos inteligentes e livros-razão distribuídos estão sendo exploradas pela indústria de serviços financeiros. A tecnologia de contratos inteligentes permite execução digital dos mesmos, com livros-razão automatizados e distribuídos, que são projetados para serem incorruptíveis. Assim, tendo o potencial de reduzir significativamente a arbitrariedade e funções de validação tradicionalmente realizadas por instituições terceirizadas, como bancos, intermediários e administradores, auditores e câmaras de compensação.

Aplicações mais amplas à Blockchain

A Allianz Risk Transfer e a Nephila trabalharam com diversas companhias para desenvolver a prova do conceito e apresentar as extensões desta tecnologia, tendo relevância por toda a indústria de seguros: por exemplo, na otimização dos processos de pagamentos envolvidos no front internacional para seguradores cativos, onde processos múltiplos são envolvidos na transferência de prêmios de uma corporação à sua própria subsidiária.

Laura Taylor, gerente geral da Nephila, acrescenta: “Nós acreditamos que esta tecnologia nos levará ao futuro dos seguros. Investimos grandes quantidades e estamos muito satisfeitos em estender nossa longa parceria estratégica com a ART no uso da Blockchain”.

“Em nossa jornada para nos tornarmos mais digitais, a Blockchain nos promete a criação mais transparente, mais conveniente e serviço mais rápidos aos nossos consumidores”, diz Solmaz Altin, diretor Digital do Grupo Allianz. “Blockchain obviamente é uma tecnologia fascinante e estamos apenas começando a explorar seus usos em diversas áreas”, diz Michael Eitelwein, diretor de Tecnologias Disruptivas do Grupo Allianz.

Veja abaixo a entrevista concedida por Angelo Colombo, CEO da AGCS no Brasil, ao blog Sonho Seguro:

Essa tecnologia vai ser empregada em contratos no Brasil?
Ainda não existem planos imediatos de aplicação da tecnologia no Brasil ou à América Latina. – Fei Zhang, especialista da Allianz Risk Transfer, do Grupo Allianz.

Como adaptar a tecnologia blockchain em contratos de seguros?
Uma funcionalidade única da Blockchain é de ‘distributed ledger’, que permite as mesmas informações, de forma idêntica e instantânea, a todas as partes envolvidas no contrato de seguro. A transparência em tempo real, combinada com a noção de ‘contrato inteligente’, tem a habilidade de executar ações acordadas e pré-aprovadas. Este processo irá otimizar a velocidade e precisão das transações, minimizando erros e intervenções humanas. – Hisa Judice, especialista da Allianz Risk Transfer, do Grupo Allianz..

Em quais contratos ela traria benefícios e vantagens? Citar ambos (benefícios e vantagens)

Existe um debate considerável sobre quais tipos de contratos de seguro serão os primeiros bons argumentos para linha pessoal, comercial ou de resseguro. Também existe a discussão sobre quando a primeira oferta comercial viável acontecerá. Do ponto de vista tecnológico, existem poucos avanços necessários, que esperamos solucionar imediatamente. A expectativa é que o âmbito legal e regulatório precisará de tempo até alcançar a tecnologia. – Hisa Judice, especialista da Allianz Risk Transfer, do Grupo Allianz.

Que outra tecnologia tem agregado na redução custos?

Tecnologias como Text Analytic e Inteligência Articial poderiam também auxiliar na automação dos processos em seguros, redução de custos e reinvenção de modelo de negócios. – especialista da Allianz Risk Transfer, do Grupo Allianz.

E na comodidade do cliente?

Conforme dito na segunda questão, uma das principais funcionalidades desta nova tecnologia que iriam aprimorar os contratos para clientes seria o acesso a informações idênticas em tempo real, entre todas as partes do contrato. Desta forma, processos e ações pré-acordados seriam trabalhados de forma mais rápida e eficiente, beneficiando tanto o cliente quanto o ressegurador. – Hisa Judice, especialista da Allianz Risk Transfer, do Grupo Allianz.

Há algo que possamos citar em termos de big data em resseguro já em voga no Brasil?

Por conta da indisponibilidade de nosso executivo especialista em Big Data no momento, a AGCS não poderá responder essa questão.

“Sem condições de abrir o capital do IRB agora”

O jornal O Globo informa na edição desta quarta-feira que o novo presidente do IRB Brasil RE, Tarcísio Godoy, não deve conseguir cumprir a missão dada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles: abrir o capital da resseguradora até setembro deste ano. Logo após as primeiras reuniões que manteve ao assumir o cargo, os assessores que estudam como fazer o IPO (sigla em inglês para oferta inicial de ações) já descartaram a possibilidade de realizar a operação ainda neste ano, segundo relataram ao GLOBO fontes a par dos bastidores, sob a condição de anonimato. “Ele ouviu que IRB logonão tem a menor condição de abrir capital agora – confirmou um técnico.”

Paulo Alves é o novo executivo de transportes da XL Catlin no Brasil

paulo alves 2Mais uma novidade entre o vai e vem dos executivos do setor. Paulo Alves, que esteve na Zurich Seguros nos últimos três anos, é agora o novo executivo da XL Catlin para a aérea de transportes no Brasil, ou head de marine, na nomenclatura usual da multinacional. Ele assume a vaga de Mauricio Giuntini, que foi promovido para ser o regional Latam da XL Catlin. Paulo Alves é reconhecido no mercado como um dos principais especialistas nesta área de transporte, que enfrenta um cenário desafiador e que exige especialistas para elevar as vendas, com rentabilidade.

Em recente depoimento, Anne Marie Elder, Chief Underwriting Officer de Marine da XL Catlin para a região das Américas, afirmou que o seguro de transportes (Marine) na América Latina representa mais de 8% do mercado global e continuará a se expandir e se desenvolver nos próximos anos. A região tem interesses comerciais extensivos no transporte de mercadorias e possui uma ampla costa marítima com um pesado tráfego de contêineres.

Golden Cross fecha parceria com Drogarias Pacheco e São Paulo

Release

A Golden Cross acaba de firmar uma parceria com as Drogarias Pacheco e São Paulo. De acordo com o diretor de Marketing da operadora de saúde Cláudio Brabo, a iniciativa busca oferecer descontos para os associados da empresa em todo o Brasil.

O executivo explica que o benefício faz parte do programa de Descontos em Medicamentos da Golden Cross, que, no último ano, possibilitou mais de 200 mil compras com custo reduzido. O acordo começará a valer a partir de hoje, dia 14 de junho.

“Vamos oferecer redução de preço a partir de 30% em genéricos, 20% em medicamentos de marca e 5% em itens de higiene pessoal e perfumaria. Para garantir o benefício, o cliente precisa apresentar a carteirinha da Golden Cross no ato da compra”, afirma Brabo. Os associados podem ter mais informações sobre a parceria pelo site www.goldencross.com.br.

AXA entra no segmento de seguro garantia

axa logoA AXA entrou no mercado de seguro garantia no mercado brasileiro. ‘O principal atrativo do seguro garantia é o preço significativamente mais baixo quando o comparamos com a fiança bancária, principal concorrente do produto. Os custos são bem menores e ainda há a vantagem de o seguro garantia não tomar o limite de crédito que é tomado quando se contrata uma fiança bancária. São duas vantagens muito fortes e a AXA, na condição de um dos maiores players do mundo vai ser também relevante no mercado brasileiro já no curto, médio prazo’, diz Rogério Gonçalves, superintendente de garantia.

A AXA prevê a comercialização do seguro garantia para diversos segmentos. ‘Por se tratar de uma alternativa à fiança bancária, o garantia ganhou espaço graças as suas condições mais competitivas. No caso das empresas públicas, em decorrência da legislação que obriga a apresentação de garantias quando da contratação de serviços e fornecimentos. Já no mercado privado, o crescimento vem ocorrendo à medida que as empresas demandadoras, na condição de garantido, entendem que, além da proteção de seu risco contratual, também é necessário proteger o de seus riscos de responsabilidade e patrimoniais. Portanto, estamos otimistas com o potencial do produto’, conclui Eric Berger, vice presidente de P&C.

Para o segurado, o produto serve como instrumento alternativo a outras formas de garantia que viabilizem a realização das obrigações assumidas por seus fornecedores e prestadores de serviços, de forma a assegurar seus compromissos e mitigar riscos contratuais. Para o tomador, como meio de garantir suas obrigações, perante seus clientes, de forma ágil, com custos adequados e, ainda, sem ocupar suas linhas de créditos junto aos bancos.

Portal Empregos Seguros do Sincor-SP entra na segunda fase

luiz moralesFonte: Sincor-SP

As empresas corretoras de seguros em busca de profissionais já podem consultar o portal Empregos Seguros do Sincor-SP para selecionar os candidatos às vagas disponíveis. Para isso, basta acessar o endereço eletrônico: www.empregosseguros.com.br e fazer o login. Em fração de segundos, estarão à disposição os currículos dos candidatos. O contato com os pretendentes deverá ser feito diretamente pela empresa interessada.

Lançado no começo de abril, o portal Empregos Seguros, numa primeira etapa, apenas cadastrou currículos de candidatos. “O cadastramento está sendo um sucesso. Com o atual cenário de desemprego no País, esse Portal será uma eficiente ferramenta para ajudar na recolocação dos profissionais”, diz o coordenador do departamento Social do Sincor-SP e responsável pelo projeto, Luiz Morales.

O cadastramento de currículo continua e, a partir do dia 15 de junho, as corretoras podem escolher os candidatos para as vagas disponíveis. De acordo com o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, o Portal permite encurtar o caminho para os interessados a ingressarem na corretagem de seguros ou de profissionais em busca de uma recolocação no mercado de seguros. “Com o crescimento do desemprego, este Portal é mais uma oportunidade para as pessoas em busca de trabalho ingressarem numa carreira promissora, que a despeito da crise vem dando provas incontestes de sua força”.

Mario Cavalcante assume diretoria de Auto e Residência da Liberty Seguros

LIBERTY SEGUROSA Liberty Seguros anuncia a chegada de Mario Cavalcante para assumir a diretoria de Auto e Residência da companhia. Com 15 anos de experiência no mercado de seguros, o executivo será responsável pela estratégia, desenvolvimento e lançamentos de produtos e serviços dessas áreas.

Mario é graduado em administração de empresas na UFRJ e tem um MBA em Gestão de Negócios e Tecnologia da Informação pela FGV. Entre 2003 e 2013, o executivo trabalhou na Liberty Seguros, onde passou pelas áreas de desenvolvimento de produtos e property varejo. De 2013 a 2016, foi COO da Willis Towers Watson.

Em 2015, o segmento de Residência da Liberty Seguros cresceu 22,5%, enquanto o crescimento do mercado foi de 6,3%. No caso do segmento Auto, a seguradora é atualmente a 6ª maior do país, com 1 milhão de veículos segurados.

ROE dos resseguradores locais foi de 16,4%, sendo 27,6% para o IRB e 5,9% para as demais

terra brasisNovo estudo da Terra Brasis Resseguros. A resseguradora local, que tem entre seus acionistas o grupo Plural e o braço financeiro do Banco Mundial, divulgou nesta semana a prévia do estudo Terra Report com dados do primeiro trimestre de 2016. O volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras atingiu R$ 2,4 bilhões, alta de 6,5% em relação aos R$ 2,2 bilhões apresentados no mesmo período de 2015.

Do volume cedido, R$ 1,7 bilhão foram colocados nas resseguradoras locais, apenas 1% maior em relação ao primeiro trimestre do ano passado, e R$ 700 milhões colocados nas resseguradoras Offshore, uma quantia 22% maior do que no primeiro trimestre de 2015.

O resseguro aceito pelas resseguradoras locais relacionado a riscos do exterior teve um crescimento perto de 90%, ficando em R$ 318,2 milhões contra R$ 168,3 milhões apresentados no mesmo período do ano anterior.

O levantamento também revela que a sinistralidade das resseguradoras locais ficou em 87% contra 70% do mesmo período de 2015, sendo 91% para o IRB e 82% para o conjunto das outras locais. O Índice combinado da produção bruta, antes da retrocessão, atingiu 102% ante os 88% apresentados entre janeiro e março do ano passado, sendo 103% para o IRB e 101% para o conjunto das outras locais.

O resultado após impostos chegou a R$ 261 milhões, sendo R$ 212 milhões do IRB, no primeiro trimestre de 2016, sendo R$ 193 milhões (R$ 128 milhões do IRB) no mesmo período do ano anterior. Com estes números, o ROE (Return on Equity) do conjunto de resseguradores locais foi de 16,4% (27,6% para o IRB e 5,9% para o conjunto das demais Resseguradoras Locais), sendo que, no primeiro trimestre de 2015, o ROE foi de 13,0% (17,9% para o IRB e 8,5% para as demais resseguradoras locais).

O resultado positivo na última linha foi influenciado pelos positivos Resultados de Investimento apresentado pelas resseguradoras locais no início de 2016.

Seguradora chinesa vai investir em concorrente do Uber

Fonte: Dow Jones Newswires

A China Life Insurance vai aplicar mais de US$ 500 milhões na Didi Chuxing Technology, depois de a Apple fazer um investimento de US$ 1 bilhão na empresa, que lidera o mercado de caronas na China.

A Didi está levantando dinheiro de investidores em uma rodada de financiamento que pode chegar a US$ 3,5 bilhões. O valor da empresa pode ultrapassar os US$ 25 bilhões.

A China Life Insurance, uma seguradora estatal, já investiu no UberChina, entidade independente criada pelo Uber para concorrer com a Didi no ano passado.

Helder Molina, CEO da Mongeral Aegon: a reforma da previdência é urgente

helder molinaO que a Mongeral Aegon, especialista em vida e previdência, pensa sobre a reforma que o governo interino de Michel Temer quer propor a sociedade? O blog Sonho Seguro foi entrevistar o presidente Helder Molina para entender mais deste tema e poder dar mais subsídios para este debate, tão prioritário para o governo, para as empresas e para os indivíduos. Leia abaixo os principais trechos da entrevista do CEO que preside a companhia de 181 anos e que tem como objetivo auxiliar as pessoas com as ferramentas necessárias para que elas planejem um futuro financeiro mais tranquilo.

Como tem visto as discussões sobre a reforma da previdência pelo novo governo?

Este é um assunto mundial. Em particular, é uma questão aguda no Brasil. Nosso país, apesar de ainda jovem, já tem mais despesa com benefícios previdenciários que alguns países com população relativamente mais velha. A reforma da previdência é, portanto, urgente. O mérito do novo governo será levar esta questão para o Congresso. Um dos avanços que tivemos – a reforma da aposentadoria do servidor público – teve origem no governo de Fernando Henrique Cardoso, foi continuado por Lula e finalmente concluído no governo Dilma. O desafio seguinte será reformar a previdência social.

Qual a sua aposta sobre o que realmente entrar na lista de discussões?

Entendo que será o estabelecimento da idade mínima para aposentadoria. O modelo existente hoje foi pensado para uma realidade na qual as pessoas se aposentavam com aproximadamente 65 anos e morriam por volta dos 72 anos. O tempo passado na aposentadoria correspondia, portanto, a aproximadamente 20% do tempo na vida ativa (7 anos divididos por 35 anos de trabalho). Hoje, a realidade nos mostra que as pessoas estão vivendo mais, cada vez mais se aproximando dos 90 anos de idade. O tempo na aposentadoria, portanto, representa agora aproximadamente 70% do tempo na vida ativa (25 anos divididos por 35 anos), ou seja, 3 vezes e meia o que foi no passado.

Em sua opinião, o que realmente deveria ser feito já?

Primeiro a aposentadoria por tempo de serviço sem exigência de idade mínima, tornando possível a aposentadoria aos 55-57 anos de idade. Em segundo lugar, a exigibilidade de uma idade para aposentadoria às mulheres inferior àquela exigida para os homens que, sem entrar no aspecto social da discussão, representa uma disfunção atuarial, uma vez que estatisticamente são elas que dispõem de uma vida mais longa em relação a eles. E, por fim, a possibilidade de uma pessoa jovem ter direito a receber pensão vitalícia diante da morte de seu cônjuge idoso, muitas vezes fruto de um casamento recente. É preciso haver um tempo de reconstrução e adaptação da vida após o sinistro, sem necessidade de um fluxo vitalício de proventos.

Acredita que o mercado privado de previdência está pronto para atender a demanda da sociedade por um plano privado?

Sim, acredito. O grande problema é que o mercado privado está desenvolvido do ponto de vista financeiro e não do ponto de vista previdenciário. Existem, atualmente, poucos profissionais que entendem de previdência. Quem mais vende hoje são os bancos que, em sua maioria, não se preocupam com outros riscos além do financeiro. Exemplos disto são a falta de cobertura contra invalidez e contra morte prematura no início da fase de acumulação dos planos de previdência comercializados pelos bancos. Outro ponto relevante é que hoje o mercado está concentrado na venda de produtos individuais de previdência e não de soluções grupais. Sabemos que o segundo pilar do preparo para a aposentadoria é o do empregador, das soluções corporativas aos seus funcionários. Este pilar complementa os dois outros: a seguridade social e a poupança individual.

O que precisaria ser feito para tornar o setor de previdência aberta mais atrativo e mais acessível?

Ele precisa ser mais atrativo para as empresas a fim de que elas se preocupem com o futuro dos seus funcionários. As companhias já contribuem com o FGTS e com o INSS. A maior parte delas, por serem de pequeno e médio porte, não consegue utilizar as despesas com a previdência de seus funcionários para incentivos fiscais, para abater a base tributária. Outro ponto é que o setor de previdência aberta tem poucos entendedores. As regras são complicadas e complexas. Muitas vezes os profissionais não foram preparados. O governo também precisa ajudar, no sentido da capacitação e educação do mercado.

Como a Mongeral Aegon contribuiu para desenvolver a cultura de vida e previdência no Brasil?

A Mongeral Aegon contribui por meio de desenvolvimento de produtos mais adequados às necessidades do mercado; discussões com as autarquias no sentido de incentivar novas legislações; formação de profissionais (corretores), através de cursos certificados pela Funenseg; promoção do diálogo com o público, por meio das redes sociais e da internet; lançamento e apoio ao Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, que visa mostrar caminhos para os brasileiros viverem mais e melhor, complementando o trabalho desenvolvido nos EUA e na Europa pelos outros dois institutos do grupo dedicados ao mesmo tema; além do intercâmbio de conhecimento entre os mais de vinte países em que a Aegon tem operações.

Sobre a Mongeral Aegon

A companhia está presente em todo o Brasil, com mais de 2 milhões de clientes, para os quais assegura mais de R$ 270 bilhões. Desde 2009, a empresa faz parte do Grupo Aegon, um dos maiores grupos de seguro, previdência e investimentos financeiros do mundo. Nos últimos anos, a expansão dos negócios deu origem ao Grupo Mongeral Aegon, que é formado por, além da seguradora, pelo Mongeral Aegon Fundo de Pensão, pela Mongeral Aegon Investimentos e pela empresa de gestão previdenciária Mongeral Aegon Administração de Benefícios. O grupo está presente em todo o país por meio de 60 unidades de negócios, 1.200 funcionários e 4 mil corretores parceiros. www.mongeralaegon.com.br