Depois de quantificar, agora é a hora de qualificar a comunicação do setor

© Copyright 2010 CorbisCorporationNão ter jornalistas especializados em seguros é a principal queixa dos CEOs de empresas do mercado segurador. Uma pesquisa da BB Seguros com cerca de 30 jornalistas do Brasil revelou que somente três deles se declararam realmente especializados. “Temos mais de 100 notícias no clipping, mas quando peneiramos restam duas ou três relevantes”, comentou um CEO em conversa em off. “Fazemos eventos com pautas interessantes, mas o jornalista da grande imprensa não aparece”, comentou outro CEO.

E por que isso acontece? As respostas mais rápidas apontam para a complexidade do setor, a demora em dar retorno para entrevistas, a pressão de assessorias antes e depois das entrevistas, a falta de conteúdo de interesse público (acionistas, analistas e consumidores) e pelo tema não dar Ibope com leitores e, consequentemente, com os diretores de redação. Mas essas justificativas são muito superficiais. Vale uma boa reflexão para todos.

Não sei nos outros setores, mas se todos os grandes produtores de conteúdo, como Exame, Agência Estado, Globo, Folha e Reuters entre outros passarem a pressionar e punir quem copia e cola o material produzido, como o Valor tem feito, 80% dos sites de seguradoras, sindicatos, corretoras e mídia especializada ficarão totalmente sem notícia para compartilhar ou atualizar a própria página. E quem duvidar, faça um levantamento sobre conteúdo próprio, release e conteúdo de terceiros. Se não receberem mais release, ai a coisa complica de vez. Com certeza se isso acontecesse, iria ajudar a desenvolver uma grande leva de jornalistas especializados em seguros e iria ensinar a todos o quanto é gratificante ter conteúdo de qualidade para formar profissionais de ponta. Pois a notícia existe. Só que ninguém se anima em se aprofundar no tema e publicá-la por falta de estímulo. Pense em quantas teses são defendidas pelos profissionais do mercado. Só isso geraria matéria interessante o ano todo.

Um vice-presidente de uma das maiores seguradoras me perguntou: você acha certo o Valor pressionar as empresas de clipping e não permitir que se reproduza o conteúdo dele? Isso vai contra a internet de hoje. Respirei e pacientemente expliquei como funciona o capitalismo. Que se o Valor não for remunerado pelo conteúdo que produz ele fechará as portas e dai todos ficarão sem conteúdo. Mesmo a seguradora que decide pelo robô do Google onde colocar seus anúncios, não terá mais opções, pois hoje a maioria dos sites, portais e blogs escolhidos pelo Google tem como base o acesso, que é alto em razão das notícias publicadas por Valor, Folha, Estado e Globo clipadas por sites, blogs e portais. Se tirar esse conteúdo, praticamente não resta nada de interessante para o leitor além de releases que massageiam o ego de executivos. Parece que o executivo entendeu a importância de ter conteúdo de qualidade e que é preciso recursos desenvolver bons jornalistas. Recursos para estudar, para pesquisar, para dedicar horas a uma investigação.

Acredito que está quase lá o momento de todos perceberem que comunicação de qualidade é tudo de bom. Nos últimos cinco anos, as seguradoras investiram muito em comunicação, marketing e propaganda. Contrataram assessorias de imprensa, lançaram portais, produziram cartilhas. Agora é o momento de qualificar a quantidade que produziu. Quantas vezes estou em eventos e tenho de apresentar CEOs ou porta vozes destacados para diretores de comunicação e marketing. E jornalistas de grandes veículos para a assessora de imprensa!!!!

Sério, acreditem. Investir em comunicação fora da caixa da publicidade e do marketing traz benefícios incríveis. E portais fantásticos, como Business Insurance, Lloyds List, Asia Insurance Reviews, Insurance Day, Inform, BNAmericas, Reactions. Todos com conteúdo pago. E por isso conseguem se dedicar a produzir reportagens que prendem o leitor do começo ao fim. Que ajudam a criar uma estratégia nova. Mudar um processo. Inovar.

Claro que ter quase todas as empresas da indústria listadas em bolsa ajuda na pauta dos portais estrangeiros. Mas as dez maiores seguradoras no Brasil tem controlador com ações em bolsa em algum continente. E por estar o mercado brasileiro amadurecendo, carece de matérias que difundam o conhecimento, divulguem estudos, análises. Tudo bem ter release. Mas que eles pautem os jornalistas e não seja cobrado que se divulgue na íntegra para aumentar a centimentragem do trabalho da assessoria. Tudo bem ter matéria que infla o ego do executivo. Faz parte. Mas que transmita algo sobre liderança. Enfim, convido a todos pensar à respeito sobre a produção de conteúdo de qualidade.

Uma coisa certa é: não tem almoço grátis, como dizia o economista liberal Milton Friedman. Tudo tem um custo – mesmo que ele não seja visível a olho nu. Agora, se quiser manter essa estatística, de 3 (três) jornalistas especializados para um setor que movimenta mais de R$ 330 bilhões em vendas, tem 115 seguradoras, 122 resseguradoras, 150 mil trabalhadores diretos e 80 mil corretores entre outros dados…Fazer o quê. Se nada for feito, continuará assim. Poucos jornalistas especializados. Só em grandes catástrofes o setor ocupa a grande mídia ou pagando caro para sair em especiais de grandes veículos com matérias próximas de releases.

BC regulamenta transferência de Fapi para outros planos de previdência

O Banco Central do Brasil divulgou decisão para estabelecer regras para a transferência de regatas do Fapi, Fundo de Aposentadoria Programada Individual, que não é mais comercializado pelas companhias de seguros, para a aquisição de renda vinculada a plano de previdência. Veja a íntegra abaixo.

Decisão Conjunta nº 20, de 1º de dezembro de 2015

Estabelece as condições e os procedimentos operacionais necessários para a transferência de recursos decorrente do resgate de cotas de Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) para aquisição de renda vinculada a plano de previdência oferecido por entidades abertas de previdência complementar ou sociedades seguradoras.

A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil e o Colegiado da Superintendência de Seguros Privados, com base no art. 2º da Resolução nº 2.424, de 1º de outubro de 1997, resolvem:

Art. 1º As condições e os procedimentos operacionais necessários para a transferência de recursos oriundos de resgate de cotas de Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) para aquisição de renda vinculada a plano de previdência oferecido por entidades abertas de previdência complementar ou sociedades seguradoras, de que trata o art. 12 da Lei nº 9.477, de 24 de julho de 1997, devem observar o disposto nesta Decisão Conjunta.

Art. 2º A transferência de recursos mencionada no art. 1º deve ser realizada mediante solicitação específica de resgate para aquisição de renda vinculada a plano de previdência, a critério exclusivo do cotista.

§ 1º A solicitação de que trata o caput deve ser protocolizada na entidade administradora do Fapi, contendo, no mínimo, as seguintes informações:

I – nome completo e número de inscrição do cotista no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);

II – valor ou percentual correspondente aos recursos a serem resgatados;

III – denominação do plano de previdência e respectivo número do processo de aprovação pela Superintendência de Seguros Privados (Susep); e

IV – denominação e número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da entidade administradora do plano de previdência.

§ 2º A solicitação mencionada no caput deverá ser acompanhada de declaração da entidade administradora do plano de previdência mencionada no § 1º, inciso IV, contendo, no mínimo, as seguintes informações:

I – manifestação de sua concordância com a transferência dos recursos para a aquisição de renda vinculada a plano de previdência;

II – denominação do plano de previdência em que os recursos serão aportados e respectivo número do processo de aprovação pela Susep;

III – nome completo e número de inscrição no CPF do proponente ou participante do plano de previdência;

IV – denominação e número de inscrição no CNPJ da entidade administradora do plano de previdência; e

V – dados necessários à efetivação da transferência de recursos de que trata o caput e ao envio das informações mencionadas no art. 3º, inciso IV.

Art. 3º A entidade administradora do Fapi deve realizar os seguintes procedimentos, após o recebimento da solicitação de que trata o art. 2º:

I – fornecer imediatamente ao cotista comprovante de recebimento da solicitação;

II – efetivar a transferência de recursos para a entidade administradora do plano de previdência indicada pelo cotista, no prazo máximo de cinco dias úteis após o prazo de resgate previsto no regulamento do Fapi;

III – entregar ao cotista comprovante da transferência dos recursos para a entidade administradora do plano de previdência, no prazo máximo de dois dias úteis a contar da data da transferência; e

IV – encaminhar à entidade administradora do plano de previdência para a qual os recursos serão transferidos, até a data da efetivação da transferência, as informações sobre o critério de tributação escolhido pelo participante e demais informações necessárias para o cálculo do imposto de renda, bem como outras informações necessárias ao cumprimento da regulamentação vigente.

Art. 4º A entidade administradora do plano de previdência deve realizar os seguintes procedimentos:

I – entregar ao proponente ou participante do plano de previdência o comprovante do recebimento dos recursos transferidos pela entidade administradora do Fapi, no prazo máximo de dois dias úteis a contar da data de recebimento dos recursos;

II – apropriar o valor correspondente aos recursos recebidos na provisão matemática de benefícios a conceder ou na provisão matemática de benefícios concedidos, conforme o plano contratado, até o segundo dia útil subsequente à sua efetiva disponibilidade; e

III – confirmar o recebimento das informações referidas no art. 3º, inciso IV, no prazo máximo de cinco dias úteis, a contar da data de seu recebimento.

Parágrafo único. Os recursos financeiros apropriados na provisão matemática de benefícios a conceder de que trata o inciso II do caput devem ser segregados dos demais recursos referentes ao plano de previdência contratado.

Art. 5º As formalidades previstas no arts. 2º, § 2º, inciso V, 3º, incisos II a IV, e 4º, incisos I e III, não se aplicam no caso de resgate de recursos de Fapi para aquisição de renda vinculada a plano de previdência administrados pela mesma sociedade seguradora.

Art. 6º As informações e a documentação relativas às operações realizadas nos termos desta Decisão Conjunta devem permanecer à disposição do Banco Central do Brasil e da Susep por cinco anos a partir da data da transferência.

Art. 7º Esta Decisão Conjunta entra em vigor trinta dias após sua publicação.

ALEXANDRE ANTONIO TOMBINI

Presidente do Banco Central do Brasil

ROBERTO WESTENBERGER

Superintendente da Superintendência de Seguros Privados

AGCS lança nova edição do Global Risk Dialogue

Allianz_ENGLISH_FINAL.inddA Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), resseguradora global do Grupo Allianz, divulga nova edição do seu estudo “Global Risk Dialogue”. A publicação analisa cenários de gestão de crises em temas recorrentes no mundo atual, abordando desde perdas com recalls de produtos, passando por situações que envolvem riscos políticos e terrorismo, até o que acontece quando eventos ao vivo são interrompidos.

Outro ponto explorado no estudo é sobre a tecnologia que está rapidamente se tornando um negócio de bilhões de dólares: veículos aéreos não tripulados (UAVs) ou drones. Até 2024 estima-se que o impacto comercial com o mercado de drones triplique, chegando a cerca de US$ 93 bilhões. O relatório aponta quais os desafios de risco e responsabilidades que estão envolvidos neste tipo de negócio, que ainda carece de dados e regulamentação.

Riscos com inundações, que representam grandes ameaças para as empresas, também são analisados no documento. Além de causar danos materiais à propriedade, podem interromper as operações e trazer danos ao patrimônio. A análise da AGCS mostra que as inundações, resultados de catástrofes naturais, ocupam a 7ª posição na causa de perda para os negócios. O segredo para minimizar prejuízos, segundo a análise, é uma preparação adequada e o aumento da capacidade de resiliência dos locais.

Para download completo do relatório em inglês, acesse aqui.

Confira os artigos em destaque na nova edição do Global Risk Dialogue:

Recall de produtos – lidando com o perigo na era digital
Quando a segurança de um produto entra em questão, o tempo é crucial – especialmente na era das mídias sociais. As decisões precisam ser tomadas rapidamente, mas os que não se preocuparem podem adicionar custos e prejudicar a reputação de uma empresa.

Riscos políticos – focos de crise e inteligência de risco
Cinco anos após os acontecimentos da “Primavera Árabe”, o ambiente político em todo o mundo continua a ser volátil. Mais países estão enfrentando situações que podem representar enormes desafios para a equipe e os ativos das empresas.

Riscos de eventos ao vivo
Concertos ao vivo e festivais são produções cada vez mais elaboradas, gerando enormes quantidades de receitas. Acidentes, cancelamentos e atrasos podem desafiar seriamente o resultado final.

UAVs – desafios de risco e de responsabilidade
Veículos aéreos não tripulados (UAVs) ou drones, como são mais comumente conhecidos, operam cada vez mais na vida cotidiana. A indústria de UAV está rapidamente se tornando um negócio de bilhões de dólares. No entanto, o aumento desse tipo de tecnologia inovadora também traz uma série de desafios de risco e de responsabilidade.

Riscos de inundação – Faurecia
Inundações representam um risco significativo para empresas como a Faurecia, um dos maiores fornecedores de equipamentos automotivos do mundo. Assim como ter o potencial de produzir danos materiais significativos, pode interromper as operações. O segredo para minimizar perdas é uma preparação adequada antes do evento.

Allianz Global Assistance dribla crise e triplica vendas de seguro viagem na Black Friday

Release

Pelo segundo ano consecutivo, a Allianz Global Assistance, líder global em serviços de assistência 24 horas e seguro viagem, participou do já tradicional período de promoções da Black Friday e ofereceu cupons de descontos de até 30% para os turistas que adquiriram seus pacotes de seguro viagem entre 27 e 29 de novembro. Com a ação promocional, a Allianz Global Assistance mais que triplicou o tráfego nos sites da companhia e multiplicou a receita de suas vendas.

Segundo Claudio Andrade, Head de e-commerce da Allianz Global Assistance, o resultado superou a expectativa mesmo com o atual cenário econômico desfavorável do país. De acordo com dados da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), o número de viagens de brasileiros ao exterior deve cair 10% neste ano em relação a 2014.

“Nossos resultados mostram que estamos conseguindo driblar a crise com a oferta de novos produtos e investimentos de marketing. O Brasil ainda representa um grande potencial para o seguro viagem. Estima-se que apenas dois em cada dez brasileiros que viajam no país ou ao exterior contratam o seguro. Para 2016, estamos preparando novidades para atender à demanda do consumidor e acelerar este crescimento”, afirma o executivo.

Um resumo dos bastidores das festas de final de ano de seguradoras e corretoras

Vou colocar aqui um pouco do ”zum zum zum” das conversas em encontros de final de ano do setor. A medida que novas notícias forem surgindo, vou acrescentando neste espaço. Aceito colaborações sobre tendências e fatos que possam interessar ao mercado segurador. Em off ou em on.

aviao iberia– Nesta semana, executivos da BB Seguros se reúnem com os acionistas da Mapfre, na sede do grupo em Madri, Espanha. Na pauta, apresentar o fechamento de 2015 e buscar a aprovação para o orçamento de 2016. 2015 foi um ano bom para o grupo, com crescimento das vendas e da rentabilidade, considerando os resultados em reais. Convertidos em euros, se perde um pouco. Já 2016 é encarado com um ano realmente desafiador. Segundo fontes, a grande vantagem do grupo é que neste ano a seguradora ficou fora da guerra de preço, focando a rentabilidade. O que a deixa em vantagem diante de grupos que reduziram os preços e vão colher os resultados negativos desta prática em 2016. “Apesar de ser um ano com forte competição, alguns players estarão ocupados em equilibrar contas, enquanto nós poderemos seguir na nossa estratégia de praticar preços técnicos com a oferta de produtos e serviços diferenciados, que cada dia mais conquistam e fidelizam clientes qualificados”, disse um dos executivos que faz parte da comitiva que embarcou hoje para Madri.

zeca– O carismático Zeca Rudge acaba de abrir um escritório na rua Hungria, refinado bairro na capital paulista, e vai dividir com a filha, a famosa blogueira de moda Lala Rudge. Ele acaba de voltar de Boston, onde fez cursos em Harvard sobre “conselheiro profissional”. Realmente ele é considerado um ícone em liderança. Comandou as equipes mais prósperas, desde a época de Nacional Seguros, passando por Unibanco, AIG, Unibanco AIG, Itaú. Contagiou duas gerações de executivos com senso de inovação e equipe, e que agora estão espalhados e comandando diversas empresas do setor.

samarco– Seguradoras e resseguradoras já montaram uma grande equipe para administrar os pedidos de indenização do caso Samarco, responsável pelo maior dano ambiental do Brasil causado pelo vazamento da barragem de lama da mineradora em Minas Gerais. Todos já sabem que a liderança em seguros é da ACE, mas o contrato envolve outras seguradoras e várias resseguradoras. Trata-se de um grupo com quase 50 pessoas, entre subscritores, reguladores, inspetores e advogados, dedicados a agilizar o pagamento das indenizações que contam com cobertura de seguro. Esquema parecido só tinha sido montado no caso CSN, que envolvia elevados valores financeiros e diversas seguradoras e ressegurados e se arrastou de 2008 até 2013. Ainda prevalece a tradicional disputa. Os resseguradores pagam a maior parte da conta e por isso querem tomar a frente das negociações. Já as seguradoras afirmam que elas são responsáveis pelo contrato e devem estar a frente da negociação, pois qualquer problema é a imagem da companhia de seguros que será afetada.

btg pactual– Vários executivos estão de olho no desenrolar das negociações do BTG Pactual. Algumas companhias tinham investimentos com o grupo, mas nada que seja significativo dentro da carteira de investimentos. O que mais interessa é a possível negociação do Banco Pan, controlado pelo BTG Pactual. Aparentemente não há interesse nas seguradoras e resseguradoras do grupo. E sim nos contratos. Olham com bons os contratos de seguros de empresas nas quais o grupo tem participação acionária. Afinal, o BTG tinha influência no seguros das empresas que controlava. Tanto do programa de grandes riscos como também de benefícios para os funcionários, como saúde, vida e previdência. Segundo fontes que pediram anonimato, clientes com seguro garantia já pediram para substituir o BTG na apólice.

leilao– Todos querem ser parceiros do Bradesco em riscos patrimoniais. A disputa é grande e aumenta a cada dia. Apesar da aposta recair sobre a suíça Zurich, que tinha ofertado mais de US$ 5,6 bi para comprar as operações mundiais da RSA e declinou da oferta, o apetite da Swiss Re e da americana AIG também está guloso. Sem contar nas japonesas Tokio e Mitsui, com grande apreço pelo país, e da alemã HDI, que perde a rede do HSBC com a venda do banco para o Bradesco, e acaba de montar a HDI Gerling, especializada em grandes riscos. Um caso para acompanhar diariamente.

Cessão de resseguro cresce 11% até setembro, para R$ 7,6 bi, alerta estudo da Terra Brasis

terra brasisA resseguradora Terra Brasis analisou os dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e fez uma análise prévia, encaminhada ao blog Sonho Seguros.

Veja alguns destaques do segmento de resseguro nos nove primeiros meses de 2015:

• O volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 7,62 bilhões, aumento de 11,1% em relação aos R$ 6,84 bilhões apresentados no mesmo período de 2014.

• Neste mesmo critério, o IRB emitiu um volume de prêmio 29% maior do que o apresentado no mesmo período do ano anterior, as demais locais apresentaram um crescimento de 22%, enquanto o volume de resseguro emitido pelas resseguradoras estrangeiras caiu 15%.

• O volume de resseguro aceito do exterior passou de R$ 124,4 milhões para R$ 412,7 milhões, um crescimento expressivo de 232%, que evidencia a estratégia de internacionalização de algumas Resseguradoras Locais visando, entre outros fatores, diversificar seus portfólios.

• A sinistralidade ficou em 80% e o combined ratio encerrou o período em 102%, contra 75% e 100%, respectivamente, do mesmo período do ano anterior, demonstrando uma leve piora desses índices no período analisado.

• O Resultado após impostos foi de R$ 696 milhões (R$ 549 milhões do IRB) tendo sido de R$ 386 milhões (R$ 327 milhões do IRB) no mesmo período de 2014. Com estes números, o ROE (Return on Equity) anualizado do conjunto de resseguradoras locais foi de 15,3% (24,2% para o IRB e 6,4% para o conjunto das demais resseguradoras locais), sendo que no mesmo período de 2014, o ROE foi de 9,8% (15,9% para o IRB e 3,2% para as demais resseguradoras locais).

• O resultado positivo na última linha, apesar da pequena deterioração dos índices técnicos, foi impulsionado pelo excelente Resultado de Investimento apresentado pelas Resseguradoras Locais nos nove primeiros meses de 2015.

SulAmérica comemora 120 anos com saúde e vitalidade

Proporcionar a melhor experiência de marca para o cliente, o corretor e demais públicos está no centro da estratégia de negócios

gabriel portellaGabriel Portella, CEO da SulAmérica, começou o encontro com jornalistas afirmando que o grupo tem motivos de sobra para comemorar. O primeiro deles, claro, é o aniversário. Dia 5 de dezembro a SulAmérica completa 120 anos. Uma história de muitas parcerias, como Bradesco, Banco do Brasil, ING, Aetna, AXA entre outras. A mais recente é com a Healthways, com renomados programas voltados para a qualidade de saúde das pessoas, e outra uma associação com uma das maiores gestoras de ativos do mundo, a Franklin Templeton.

Em números, a seguradora chega aos 120 anos exibindo saúde. O lucro líquido cresceu 69% de janeiro a setembro deste ano, para R$ 429 milhões. Os ativos totais totalizaram R$ 120 bilhões. O patrimônio liquido chegou a R$ 4,4 bilhões até setembro. Em previdência, as reservas chegaram a R$ 5,1 bilhões, e em gestão de ativos, a área mais jovem dentro do grupo, com 20 anos, conta com R$ 29 bilhões administrados. As units se valorizaram 352% desde o lançamento, em 2007, até hoje. O grupo conta com 5 mil colaboradores, 30 mil corretores e 7 milhões de clientes.

E o presidente do conselho e um dos herdeiros, Patrick Larragoiti, que completa 56 anos no dia 6 de dezembro, também transpira boa forma. Vai trabalhar de bicicleta, agora que a nova sede do grupo acaba de mudar para a Rua Pinheiros, bem próximo do Largo da Batata, um local que foi totalmente revitalizado, assim como aconteceu com a matriz no Rio de Janeiro, no bairro Cidade Nova. Além do novo prédio em São Paulo estar em uma região bem servida de ciclovias, está ao lado do metrô Faria Lima para atender aqueles que ainda não aderiram a bicicletas. “Nossos funcionários nos agradecem pela nova casa, principalmente por poderem vir para o trabalho de metro”, conta o presidente. A inauguração na sede será no próximo dia 7 e contará com a presença do governador e do prefeito de São Paulo, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad.

Para manter o grupo saudável para o bicentenário, a filosofia é priorizar a rentabilidade mesmo que tenha de perder market share. “O foco é manter a rentabilidade para termos capital para investir em inovação, qualidade e atendimento”, afirmou Portella. Isso afeta diretamente a carteira de automóvel, conhecida como o produto montanha russa do setor, por ser a forma mais fácil de uma seguradora captar recursos, uma vez que esse é o seguro mais vendido em patrimoniais. “Temos a decisão de não entrar em guerra de mercado e temos mantido a nossa rentabilidade”, informou .

Segundo ele, o grupo procurar regiões novas, com menor concorrência e expostas a menor risco de roubo e colisão. “Temos 43 novas regiões, onde o grupo conquistou uma participação significativa e registra agora bons resultados, com expansão de 9,3% da frota segurada”. Os prêmios registraram alta de 16,5% nos primeiros nove meses, frente a 3,9% do setor. No comparativo com o mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 23,8%. A carteira de automóvel representa 20,4% da receita da companhia, ante 18,1% em igual período do ano anterior, com 1,8 milhão de itens segurados.

Em riscos patrimoniais, o grupo também destaca o crescimento na venda de seguros para pequenas e médias empresas segmentados por ramos de atuação, com escritórios, restaurantes, hotéis, padarias entre outras nichos. “A abordagem ao cliente com coberturas focadas no negócio dele ajudou tanto nós a entender mais o risco e ter preços mais acessíveis , com tornou o seguro mais claro e interessante para o empreendedor”, afirmou Matias Ávila, vice-presidente comercial da SulAmérica, que coordena nove diretorias, 89 unidades de negócios, 640 funcionários.

Em saúde, a companhia colhe os benefícios de investir em prevenção da saúde, em atendimento e na política de privilegiar a rentabilidade mesmo que perca participação. Até setembro, o segmento de saúde e odontológico, as vendas cresceram 15,4%, totalizando R$ 2,9 bilhões, com destaque para os planos coletivos, que tiveram alta de 17,2%. Segundo o vice-presidente do segmento, Maurício Lopes, o destaque continua sendo o desempenho das carteiras de PME e planos odontológicos, com crescimento de 22,9% e 25,5%, respectivamente.

Mas o grande orgulho de Lopes vem do resultado da parceria com a Americana Healthways, dedicada a gestão de saúde. “A idéia é promover qualidade de vida aos nossos segurados identificando o que eles precisam para ter mais saúde a partir do histórico de atendimento”, comentou. Já são mais de 10 mil beneficiários cadastrados com doenças crônicas e que recebem um atendimento especializado de nossa equipe, seja por contato telefônico ou pessoal, desde dieta até acompanhamento de medicações”, conta. “Alguns elogiam e outros pedem para não ligarmos mais. O importante é que estamos tendo um excelente resultado em estimular essas pessoas a melhorar seus hábitos e levar uma vida mais saudável”, diz.

Sem poder falar em perspectivas, Portela finalizou o discurso comentando que espera ainda para este ano a aprovação da venda das duas carteiras, de grande risco para a francesa AXA e de habitacional para a Pan Seguros, já anunciadas no decorrer do ano. “Está tudo certo para termos o okay neste ano. Vamos aguardar. E como podem ver, estamos prontos para 2016. E acreditamos que será um ano desafiador para todos nós”, finalizou o presidente da SulAmérica.

Trabuco fala sobre sucessão, venda de grandes riscos e Bumlai ter sido sorteado em capitalização

Matéria da Reuters, com reportagem de Aloisio Alves, informou que Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, afirmou em reunião Apimec, realizada em São Paulo, que o conglomerado deve definir até o início do ano que vem a venda da carteira de grandes riscos para um grupo internacional, no qual deverá permanecer como acionista minoritário. Também até março próximo a sucessão do presidente da Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi, que morreu na queda de um avião, mais cedo este mês. Rossi era um dos cotados para suceder Trabuco, que deve deixar a presidência-executiva do Bradesco em março de 2017.

Também explicou que não houve irregularidade do Bradesco no caso em que José Carlos Bumlai, empresário preso pela Operação Lava Jato, ganhou 2 milhões de reais num sorteio de título de capitalização do banco feito. O prêmio consta no relatório fornecido por bancos ao órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda.

Com alta da sinistralidade, mercado de D&O está mais criterioso

Fonte: Escola Nacional de Seguros

A sinistralidade do seguro D&O registrou grande aumento no último ano. “Em algumas seguradoras, ela passou de 200% no terceiro trimestre de 2015. Coincidentemente ou não, foi quando aconteceu um grande número de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, inclusive a Operação Lava Jato”, declarou o economista Gustavo Galrão, superintendente de Linhas Financeiras e RC Civil da Argo Seguros Brasil.

Galrão coordenou o seminário Seguro D&O – Análise Detalhada dos Produtos Oferecidos no Mercado e Discussão dos Aspectos Legais e Processuais dos Casos Recentes no Brasil, que aconteceu ontem, dia 24, no Rio de Janeiro (RJ). “Este é um período que o mercado chama de “hard market”, no qual as seguradoras estão mais receosas e, por isso, limitando ou excluindo coberturas”, afirmou o executivo.

Outro efeito desse novo cenário é a alteração do limite de valor da cobertura disponível, segundo a advogada Juliana Casiradzi, gerente técnica de Seguros da Marsh Corretora de Seguros e uma das debatedoras do evento. “A situação se inverteu, porque, agora, o cliente quer contratar um limite maior e a seguradora quer reduzir. Antes, ela oferecia mais e não queria nem mesmo dividir o risco com outras companhias”.

Mas não são apenas as ações anticorrupção que estão afetando o mercado de seguro D&O. Recentemente, a Susep enviou às seguradoras ofício vedando a comercialização de cobertura de danos ambientais embutida no produto. “Isso tem causado muitos questionamentos na renovação do seguro, principalmente após a catástrofe ambiental deflagrada em Mariana”, relatou Mauricio Bandeira, gerente de Financial Lines da Aon Risk Solutions.

“Acredito que a decisão do órgão regulador tenha sido no sentido de fomentar o seguro ambiental ou alocar o prêmio na carteira correta. Mas algumas seguradoras que não oferecem esse produto hoje ficam em desvantagem, ou seja, vão ter que correr para conseguir aprovar e oferecer o seguro ambiental como uma cobertura secundária”, explicou Bandeira, para quem o acidente na cidade mineira irá conscientizar o mercado sobre a importância do produto.

Ainda de acordo com o executivo da Aon Risk Solutions, o mesmo aconteceu no início da crise financeira mundial. “Entre 2007 e 2010, o setor de D&O cresceu quase 50%. Houve uma mudança na percepção de diretores e administradores, que antes não se preocupavam tanto com a possibilidade de serem responsabilizados por alguma decisão. A crise financeira acabou mudando a consciência do mercado”, finalizou.

Também participaram do evento os advogados Álvaro Igrejas, diretor de Riscos Corporativos da Willis Corretora de Seguros, Dinir Rocha, sócio do escritório DR&A Advogados, Cassio Gama, sócio do escritório Mattos Filho Advogados, e Dennys Zimmermann, sócio do escritório TMLaw. As apresentações podem ser baixadas no www.funenseg.org.br/download.

Yasuda Marítima investe na conquista dos sucessores de corretoras

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A Yasuda Marítima, empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo -, recebeu nos dias 25 e 26 de Novembro, em sua sede na cidade de São Paulo, cerca de 20 executivos de todas as regiões do país, os sucessores que devem assumir a frente nos negócios de corretoras da família, as quais são parceiras de longa data. Com o objetivo de debater tendências, apresentar novidades, o funcionamento e a equipe de diversos departamentos que sempre mantém contato com os parceiros corretores, a companhia estabeleceu um formato diferente para o encontro.

Os setores foram transformados em “países”, com decoração e até bandeiras próprias. Logo após uma recepção e workshop, os jovens executivos acompanhados dos diretores Alberto Muller da Silva (Regional Sul), Eduardo David Garcia (Corporativo) , Fernando Grossi (Regional Rio de Janeiro / Norte / Nordeste), Marcelo Braz (Regional Minas / Centro Oeste) e Wilson Matos de Lima (São Paulo) – receberam passaportes personalizados e começaram uma “viagem” pelo Mundo Yasuda Marítima.

A cada “país” (RE, RE Corporativo, RE Massificados, Automóvel, Vida, Transportes e Sinistro), os visitantes carimbaram seus passaportes e conheceram um pouco mais do dia a dia da “localidade” (quantidade de “habitantes”, funcionamento, hábitos locais etc). Os visitantes também puderam conhecer os diretores e técnicos responsáveis por cada “país” e setores como precificação, regulação, controle e prevenção de perdas etc.

Felipe Pacheco veio de Goiânia (GO) representar a corretora Gpax Seguros. Formado em jornalismo, não pensava em entrar para o ramo de Seguros até que em 2013 resolveu aceitar o convite do pai, que administra a corretora, e entrar para os negócios da família. “Nunca tinha visto um evento com este enfoque. Considero a ideia bastante inovadora”, afirma. Formada em Direito, Mariana Machado, da corretora Parmaseg, de Curitiba (PR), também veio de uma família envolvida na área de seguros. “Esse encontro é excelente para a interação com corretores de outras partes do país, algo muito importante para os nossos negócios”, explica.

Para Wilson Lima, diretor Comercial na região de São Paulo, o evento é uma iniciativa para conhecer melhor o futuro do mercado de seguros. “A maioria dos participantes são profissionais jovens que chegam aqui e nos dão sugestões novas. Eles têm uma visão diferenciada muito valiosa para a companhia”, afirma. Marcelo Braz, diretor Comercial na regional Minas e Centro-Oeste, acredita que o encontro, sobretudo, fortalece a instituição seguro. “Aqui a gente debate um futuro melhor para o mercado, vê novas possibilidades, e sempre pensando no que pode contribuir com o desenvolvimento do mercado”, destaca.

Além desse primeiro encontro com sucessores, a Yasuda Marítima realizou no último mês o evento “Café com o Corretor”, que proporcionou um bate-papo com profissionais de algumas corretoras. Durante todo o ano a companhia também possui o programa “Portas Abertas” que recebe corretores que queiram visitar a empresa. “Esse evento com os sucessores é mais uma oportunidade para obtermos um feedback sobre nossa atuação, sobre a integração, produtos e serviços, além de sabermos um pouco mais das demandas desses corretores. Somos uma empresa que quer crescer de fora para dentro, ou seja, é ouvindo nossos parceiros que vamos nos aprimorar”, finaliza Mário Jorge Pereira, diretor executivo Comercial da Yasuda Marítima.