A BB Seguridade encerrou 2015 com um lucro líquido de R$ 4,2 bilhões, 21,7% superior ao ano anterior. O lucro líquido ajustado, que exclui o efeito dos eventos extraordinários, atingiu R$ 3,9 bilhões, crescimento de 22,4% na mesma base de comparação. Segundo comunicado do grupo, o resultado foi impulsionado pelo forte desempenho operacional e pela evolução do resultado financeiro (que representou 31,1% do total), tanto nos negócios de seguros, previdência e capitalização, quanto no negócio de distribuição (BB Corretora). O resultado ficou no teto da projeção esperada pela companhia, que estimava um lucro ajustado para o ano entre R$ 3,6 a R$ 3,9 bilhões. A BB Seguridade espera um avanço entre 8% a 12% no seu lucro ajustado para 2016.
O faturamento combinado das coligadas de seguros, previdência e capitalização registrou crescimento de 11,4% sobre 2014, atingindo a marca de R$ 60,2 bilhões em 2015. No período, foram emitidos R$ 16,7 bilhões em prêmios de seguros pelo Grupo Segurador BB E Mapfre, além de receitas de R$ 37 bilhões em contribuições de previdência da Brasilprev e de R$ 6,5 bilhões arrecadados com títulos de capitalização pela Brasilcap.
Os resultados operacionais apresentados nos segmentos de Vida, Habitacional e Rural (BB Mapfre SH1), Previdência (Brasilprev) e Corretagem (BB Corretora), associados à evolução do resultado financeiro em todos os segmentos de negócio, impulsionaram o crescimento do lucro líquido das empresas investidas da BB Seguridade. O grupo destacou a BB Mapfre SH1, que apresentou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão em 2015, o que representa crescimento de 28,0% em relação a 2014, resultado da queda na sinistralidade e da redução das despesas gerais e administrativas.
Depois de rebaixar o rating do Brasil de ‘BB+’ para ‘BB’ em moeda estrangeira e de ‘BBB-‘ para ‘BB’ em moeda local, com perspectiva negativa, a Standard & Poor’s rebaixou os ratings na escala global e na Escala Nacional Brasil da Allianz Global Corporate & Specialty Resseguros Brasil, da Sul América Companhia Nacional de Seguros e da Sul América S.A. A perspectiva desses ratings é negativa, informa o release sobre o tema. Também foram rebaixados os ratings de emissão atribuídos à dívida senior unsecured da Sul América S.A., de ‘brA+’ para ‘brBBB+’.
A Bradesco Seguros teve os ratings na Escala Nacional Brasil também rebaixados. Na listagem CreditWatch com implicações negativas refletindo o possível impacto que o rebaixamento dos ratings soberanos poderá ter sobre os perfis de negócio e financeiro estão Austral Seguradora, Austral Resseguradora, J.Malucelli Seguradora, J.Malucelli Resseguradora e Terra Brasis Resseguradora
Corretor e técnico de seguros, Osmar Bertacini, que ocupa, atualmente, os cargos de presidente da Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS) e de 2º secretário do Sincor-SP, falou como representante de ambas as categorias aos associados do Clube de Internacional de Seguros de Transportes (CIST), dia 18 de fevereiro. Em almoço realizado no Circolo Italiano, ele defendeu a necessidade de especialização dos corretores em outros ramos, como meio de diversificação da carteira.
Apesar de sua grande experiência em seguro de pessoas, ramo em que atua há 54 anos, Bertacini aceitou o desafio proposto pelo presidente do CIST, José Geraldo da Silva, de expor as oportunidades que o seguro de transportes oferece aos corretores. “Trata-se de um ramo nobre, responsável pela terceira maior arrecadação em prêmios no setor, atrás apenas de saúde e automóvel, e que oferece a possibilidade de atuação em diversas modalidades, além de boas chances de remuneração, a começar pela comissão, por volta de 20%”, disse, durante a introdução do tema.
Ele frisou, entretanto, que os corretores não precisam abandonar o seguro de automóvel para atuar em transportes. “Ambos os ramos oferecem oportunidades, porém, o transporte é menos concorrido e bastante rentável”, disse. Atualmente, na matriz de transporte no Brasil, o rodoviário responde por 61% de todas as operações, seguido pelo ferroviário (20%), hidroviário (13%), dutoviário (5%) e aéreo (menos de 1%). Nos Estados Unidos, por exemplo, a liderança cabe ao ferroviário, com 38%, seguido do rodoviário, com 26%.
Mas, Bertacini também orientou sobre a necessidade de especialização. “O ramo é complexo e requer conhecimento do corretor sobre as normas e outras especificidades de cada modalidade, além de noções de técnica de seguro, envolvendo subscrição, precificação e, principalmente, sinistralidade e gestão de riscos”, informou. Ele encerrou sua palestra com uma análise dos principais artigos do Código Civil que se referem à atividade seguradora e, em especial, à atuação dos corretores de seguros.
A Yasuda Marítima, empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo -, criou uma estrutura especial para atender às ocorrências relacionadas ao vendaval que atingiu Porto Alegre (RS) na noite de 29 de janeiro. Na ocasião, a capital gaúcha foi atingida por aproximadamente uma hora de chuvas e ventos que alcançaram cerca de 120 km/hora.
A seguradora mobilizou uma equipe técnica, que inclui profissionais vindos de outros Estados do País, com objetivo de viabilizar imediato atendimento às ocorrências. Os sinistros (acontecimento que ocasiona o prejuízo ao bem do segurado) registrados até o momento representam um aumento expressivo em relação à média geralmente registrada em período semelhante. As ocorrências mais comuns foram os destelhamentos de casas, com danos a telhados, janelas, fachadas etc, bem como danos ocasionados por chuva de granizo, danos elétricos, queda de raios, alagamento e inundação, entre outros.
O vendaval que atingiu Porto Alegre no dia 29, aconteceu em consequências da tempestade classificada como supercélula (quando há uma forte corrente de ar ascendente girando dentro da nuvem) de tempestade, decorrente do calor, que ganhou força ao chegar à cidade. De acordo com o Sistema Ceic-Metroclima, da Prefeitura local, os ventos atingiram 119,5 km/h no Jardim Botânico e, pela violência e longa duração (quase uma hora), a tempestade foi uma das mais intensas das últimas décadas. Mais de 210 mil imóveis ficaram sem luz e várias regiões da cidade foram atingidas. Segundo a Prefeitura, mais de 1,6 mil toneladas de resíduos foram recolhidas até quinta-feira (dia 3) e cerca de 505 trabalhadores e 80 caminhões seguem no trabalho de limpeza.
A contratação da cobertura que garante eventuais danos em decorrência de fenômenos da natureza como vendavais, furacões, tornados, ciclones ou granizo é cada vez mais comum nos seguros residenciais e empresariais. Cerca de 98% das apólices residenciais e 96% das empresariais da Yasuda Marítima contam com coberturas opcionais contra vendaval, furacão, ciclone, tornado e granizo.
Segundo dados do Atlas Brasileiro de Desastres Naturais, do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastre da Universidade Federal de Santa Catarina (CEPED-UFSC), cerca de 98% das ocorrências de tornados entre 1991 e 2012 aconteceram no Sul do Brasil. Isso porque os estados da região são os mais propensos aos efeitos meteorológicos extremos que tornam possível sua formação.
Agnaldo Libonati, Diretor de Sinistros da Yasuda Marítima: “Assim que tomamos conhecimento do vendaval em Porto Alegre, deslocamos profissionais de outras regiões e iniciamos uma verdadeira força-tarefa a fim de agilizar as indenizações. Todas as comunicações que recebemos já foram distribuídos para a equipe, que trabalha com prioridade máxima ao atendimento com o único propósito de indenizarmos os prejuízos no menor prazo possível”.
Em fato relevante enviado nesta quinta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Bradesco, Itaú Unibanco e BB Seguridade informaram terem protocolado pedido de desistência do registro da Oferta Pública de Distribuição Secundária de ações ordinárias de emissão do IRB Brasil RE diante da “atual conjuntura desfavorável do mercado para a realização da oferta”. A União é sócia majoritária do IRB, com 27,4% de participação, seguida de Banco do Brasil e Bradesco (20,4% cada um), Itaú (15%), e dos fundos de pensão e funcionários.
Em entrevista ao Valor, o CEO José Cardoso falou sobre os números de 2015 e expectativas para este ano. Para 2016, o IRB espera um crescimento menor dos prêmios emitidos, na casa dos 20%, mas promete que sua rentabilidade vai continuar na casa dos 30%. “Vamos crescer menos neste ano pois o apetite no exterior deve ser menor e não vamos ver grandes obras ou projetos de óleo e gás”, disse o executivo. “Mas ainda vemos oportunidades, em especial nos seguros de agronegócios e vida”.
Abaixo release divulgado nesta sexta-feira:
O IRB Brasil RE acaba de divulgar o maior lucro líquido recorrente da sua história. Em meio a um cenário macroeconômico desafiador no ano de 2015, o lucro líquido recorrente da companhia foi de R$ 764 milhões, 97% maior se comprado ao ano anterior, de R$ 388 milhões. O retorno sobre o patrimônio líquido, em bases recorrentes, foi de 29%, praticamente o dobro, quando comparado ao índice de 2014 que foi de 15%.
O volume total de prêmios emitidos pelo IRB Brasil RE no ano de 2015 totalizou R$ 4,3 bilhões, um aumento de 35% em relação a 2014. Desse montante, R$ 3,3 bilhões foram prêmios emitidos no Brasil e R$ 1,0 bilhão no exterior, que ampliou sua participação de 11% dos prêmios emitidos para 24% em 2015. Os prêmios emitidos no Brasil avançaram 15%, com as contribuições positivas dos ramos de Property, Rural e Vida.
No exterior, o crescimento foi de 203% no volume de prêmios emitidos, explicado pela estratégia da Companhia de ampliar sua presença na América Latina e fortalecer sua presença no mercado global, bem como pela variação positiva da moeda estrangeira em relação ao Real.
O ano de 2015 foi encerrado com um crescimento nos prêmios retidos de 38%, se comparado a 2014, totalizando R$ 3,0 bilhões. Consequentemente, os prêmios ganhos seguiram a tendência de crescimento e avançaram 27% sobre 2014, totalizando R$ 3,0 bilhões em 2015.
O resultado de subscrição totalizou a marca de R$ 511 milhões, uma expansão de 21% em relação a 2014. Esse resultado positivo foi decorrente do crescimento no volume de prêmios ganhos, com ampliação das contribuições dos negócios das linhas de Property, Rural e Vida.
O resultado financeiro recorrente foi de R$ 880 milhões, um avanço de 67% sobre 2014, ou cerca de R$ 350 milhões em valores nominais. A carteira de investimentos totalizou no final de 2015 aproximadamente R$ 6,2 bilhões, com um retorno nominal de 16% no ano, ante um CDI de 13% no mesmo período, o que gerou um desempenho equivalente a 120% do CDI.
Essa combinação, do crescimento dos resultados operacional e financeiro, aliados a uma gestão administrativa focada na geração de valor, reforçaram a posição do IRB de líder do mercado de resseguros no Brasil. O lucro líquido alcançado pela companhia representou cerca de 80% do lucro total das resseguradoras locais, no período de janeiro a novembro de ano passado, segundo a SUSEP.
Em meio a esse balanço positivo, ainda foi possível promover uma redução nominal de 3% nas despesas administrava do ressegurador, inferior à inflação registrada no ano de 10%, resultado da reestruturação implementada ao longo do ano e pela busca de maior eficiência e geração de valor para os acionistas.
O IRB Brasil RE encerrou o ano de 2015 com uma participação relevante de 34% no mercado total de resseguros no Brasil, mesmo em meio ao aumento da concorrência e diante de um cenário adverso. Para isso, foram determinantes a ampliação da participação do IRB em contratos de grandes clientes e a disciplina na subscrição de riscos por parte da equipe técnica.
Ontem (18) foi comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que o IRB Brasil Re não daria continuidade ao seu processo de abertura de capital, em função das condições adversas do mercado.
Na pauta, envio de informações do Carta Verde, Carta Azul e RCTR-VI-C e codificação de ramos
Mais duas consultas públicas foram abertas pela Susep nesta quinta-feira para receber propostas do mercado sobre novos regulamentos. Uma minuta de circular engloba regras de envio de informações de convênios estabelecidos com seguradoras estrangeiras, referentes aos seguros Carta Verde, Carta Azul e RCTR-VI-C. Neste caso, os interessados terão de se pronunciar em até 15 dias( (4 de março), enviando mensagem eletrônica dirigida ao endereço cgpro.rj@susep.gov.br ou coset.rj@susep.gov.br, devendo ser utilizado quadro padronizado específico, disponível no site da Susep (www.susep.gov.br).
A outra consulta refere-se à minuta de circular sobre codificação dos ramos de seguro e dispor sobre a classificação das coberturas contidas em planos de seguro, para fins de contabilização. As sugestões devem ser enviadas até o dia 1º de março, também por meio de mensagem eletrônica dirigida ao endereço cgpro.rj@susep.gov.br, devendo ser utilizado quadro padronizado específico, disponível na página da Susep na internet.
A Mapfre adquiriu toda a carteira de clientes da operadora Sorriso, segundo informou o jornal Folha de São Paulo nesta quarta-feira. Não foi revelado o valor da transação, que já foi aprovada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A Sorriso tinha 32 mil segurados, segundo dados de dezembro da ANS. Houve queda do número de vidas em carteira de lá para cá, segundo a Mapfre, que diz ter levado cerca de 25 mil clientes. A compradora tem uma quantidade menor de segurados: 4.235 de assistência médica hospitalar. Ambas têm seus principais mercados no Estado de São Paulo.
No período foram distribuídos mais de R$ 1 bilhão em prêmios
Rio, 11/02/2015 – A FenaCap (Federação Nacional de Capitalização) divulgou o balanço das atividades do segmento no ano de 2015. O volume das reservas técnicas, montante relativo aos depósitos efetuados em títulos de capitalização e que retornam aos clientes sob forma de resgates ao fim dos planos, registrou um crescimento de 3,7%, em relação ao ano de 2014, atingindo a marca de R$ 31,058 bilhões.
Os títulos de capitalização da modalidade Incentivo, voltados para pessoas jurídicas, e os títulos para garantia locatícia têm contribuído para a consolidação dos produtos de capitalização como solução de negócios com sorteios – diz Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap. Os títulos da modalidade Incentivo, que já representam 5% no faturamento global do setor, permitem a realização de ações promocionais de vendas ou de fidelização de clientes. “A versatilidade do produto permite sua vinculação a qualquer outro produto de empresas, independentemente de porte ou segmento”, completa Barros. As soluções para garantia locatícia, por sua vez, tiveram um crescimento superior a 6,46% . “O interesse é cada vez maior, pois o produto substitui o fiador nas transações de aluguel residencial e comercial.
Ainda de acordo com o balanço, o setor distribuiu em sorteios um total de R$ R$ 1,061 bilhão aos portadores de títulos em 2015, o equivalente a R$ 4,2 milhões por dia útil em premiações pagas. Outros R$ 17,349 bilhões retornaram à sociedade sob a forma de resgates totais ou parciais.
A instabilidade econômica acabou gerando um novo comportamento nas famílias brasileiras. Agora, o objetivo dos clientes de capitalização é constituir uma reserva financeira para depois utilizar esse montante da melhor forma, assinala o presidente da FenaCap.
Em 2015, a FenaCap em parceria com o Instituto Overview, realizou uma pesquisa qualitativa que mostrou, entre outros resultados, que o principal sonho dos entrevistados, segundo a pesquisa, continua sendo o de comprar a casa própria. A surpresa ficou por conta do segundo lugar na lista dos desejos: o custeio do estudos desbancou a compra do carro, que sempre foi imbatível nessa posição.
O faturamento do setor no ano de 2015 atingiu R$ 21,510 bilhões. “Em função do desempenho da economia no ano de 2015 a receita do segmento ficou dentro do esperado, apresentando um pequeno recuo (-1,65%).
A região Nordeste liderou o ranking de premiações em 2015. Ao todo os clientes contemplados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe dividiram cerca de R$ 125 milhões em prêmios, registrando um crescimento de 20,42% no montante das premiações para a região.
A crise econômica está provocando o aumento de contratações do seguro de Responsabilidade Civil para executivos, conhecido como seguro D&O (sigla em inglês de Directors and Officers Liability Insurance). “Com a crise, as pessoas se tornam mais sensíveis a riscos, o que reflete no aumento da demanda por este produto”, explica a advogada Thabata Najdek, Underwriter Financial Lines na Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS).
Thabata abordará o assunto durante sua participação no seminário “Crise no seguro de Responsabilidade Civil: os reflexos de casos recentes no país”, que APTS promoverá no dia 24 de fevereiro, das 9h às 12h, no auditório da Funenseg, na Rua São Vicente, nº 181. Na ocasião, ela apresentará o tema “Impactos da crise econômica nos seguros de D&O e E&O”.
A advogada também analisará as consequências dos casos de corrupção no D&O, como o aumento de preços e o maior rigor das seguradoras na aceitação do seguro. Ela reconhece que houve considerável aumento de taxas e de restrições nas coberturas, mas esclarece que essas condições não se aplicam a todas as empresas. “Para as empresas com maior risco de corrupção, obviamente, a cobertura está mais restritiva e, em alguns casos, pode haver dificuldade na contratação. No entanto, para as demais empresas, os prêmios continuam baixos e a oferta de coberturas é bem ampla”, diz.
Programação
Seminário “Crise no seguro de Responsabilidade Civil: os reflexos de casos recentes no país”
Data: 24 de fevereiro de 2016, das 9h às 12h
Realização: APTS
Local: Auditório da Funenseg – Rua São Vicente, 181, São Paulo (SP)
1º Painel
۰“Os atos de corrupção e as consequências no seguro de Responsabilidade Civil”. Apresentação: Sergio Barroso de Mello, presidente do GNT de Responsabilidade Civil e Seguro da Associação Internacional de Direito do Seguro (AIDA) e sócio da Pellon & Associados.
2º Painel
۰ “Impactos da crise econômica nos seguros de D&O e E&O”. Apresentação: Thabata Najdek, Underwriter Financial Lines na Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS).
۰ “Seguro de Responsabilidade Civil dos Estabelecimentos e Profissionais da área de Saúde: A complexidade da comercialização e a preservação dos interesses do consumidor”. Apresentação: Thalita de Fátima Barbato Graciolli, gerente de Sinistros da Zênite Assessoria e Consultoria.
Informações e inscrições: (11) 3227 4217 e 3229 6503 ou pelo e-mail: apts@apts.org.br
Nesta terça-feira, 16 de fevereiro, o Programa Porteiro Amigo do Idoso encerraa atual etapa, iniciada em março de 2015. No total, serão 50 turmase 600 horas de aula, totalizando 1.050 porteiros capacitadosao longo de 11 meses. Iniciativa do Grupo Bradesco Seguros,o programa capacita profissionais de portaria que lidam diariamente com moradores longevos a oferecer soluções e cuidados adequados às suas necessidades. As turmas acontecem no Rio de Janeiro – no bairro do Flamengo – e Santo André, de hoje (16) a quinta (18). Desde que foi lançado, em 2010, em Copacabana, bairro com maior concentração de idosos no país, o programa terá capacitado cerca de 1.700 porteiros.
Os porteiros foram apontados como “o melhor amigo do idoso”, em pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 32 países, com 1.500 pessoas da terceira idade. A metodologia de ensino, desenvolvida pelo Senac RJ, inclui uma vivência para que os alunos aprendam a se colocar no lugar dos idosos. Óculos para dificultar a visão, pesos nos pés e aparelho auricular, entre outros artifícios, são utilizados de forma que os porteiros sintam as limitações da idade e reflitam sobre as dificuldades enfrentadas pelos mais velhos.
Lançado há seis anos em Copacabana, no Rio de Janeiro, e dois anos mais tarde em São Paulo (bairro de Higienópolis), a iniciativa – pioneira e inteiramente gratuita – foi estendida, na fase que se encerra esta semana, a novos bairros do Rio de Janeiro — Botafogo, Flamengo e Tijuca —, outros municípios do estado de São Paulo — Campinas, Ribeirão Preto e Santo André —, e dois novos estados: Minas Gerais e Espírito Santo.
“Com a extensão das aulas para novas cidades do país, o programa Porteiro Amigo do Idoso ganhou ainda mais projeção. Esse investimento faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros com ações que incentivem a conquista da longevidade com qualidade de vida, saúde e bem-estar”, explica Eugênio Velasques.
A iniciativa se destaca em um cenário de envelhecimento acelerado. Segundo o último levantamento divulgado pelo IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/2013), até 2050 a população de idosos no Brasil passará dos atuais 13% para 30%, o mesmo percentual do Japão.
O programa Porteiro Amigo do Idoso foi desenvolvido sob a orientação do médico e pesquisador em saúde pública Alexandre Kalache, conselheiro sênior sobre Envelhecimento Global da Academia de Medicina de Nova York (The New York Academy of Medicine) e ex-coordenador de programas de envelhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), onde idealizou o conceito Cidade Amiga do Idoso. Considerado uma das maiores autoridades internacionais em gerontologia, Kalache é consultor do Grupo Bradesco Seguros para questões relacionadas à longevidade.
Pesquisa realizada pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) com os participantes do curso revelou que 86% tiveram suas expectativas superadas, 92% avaliaram o programa como ótimo e 92% o recomendariam a outros profissionais.
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