Clube Santuu será a MGA da Akad Seguros para atuar em seguros de bike do país

O Clube Santuu iniciou como MGA da Akad Seguros para o segmento de seguros de bicicleta. Essa parceria reúne produtos, processos, carteiras, inteligências, pessoas, canais e, claro, ciclistas.

Segundo Rodrigo Del Claro, fundador e CEO da Santuu, os corretores vão contar com ainda mais tecnologia e com um portfólio exclusivo de produtos. Agora, temos um leque de opções que nenhuma outra seguradora de bike oferece no Brasil.

A Akad Seguros passa a contar com mais de 1,5 mil bike shops como pontos de apoio, geradores de leads e parceiros. Herda, de imediato, 7 anos de know-how técnico e relacionamento no mercado de bikes, ganhando agilidade, capilaridade e robustez.

O Clube Santuu passa de 50 para mais de 10 mil corretores cadastrados e se une à empresa pioneira em seguros de bicicleta. Assim, fortalecemos nossa operação junto a quem tem solidez de mercado e um time verdadeiramente especializado em seguros, sejam eles de bike ou não.

E os ciclistas? Vão concentrar todos esses benefícios na palma da mão. No nosso Clube Santuu, terão acesso ao melhor seguro de bike do mercado, além de produtos e serviços essenciais para todas as etapas do uso da bicicleta.

“Este é um marco histórico tanto para a Santuu Bike Ecosystem quanto para o mercado de bicicletas brasileiro. Nosso objetivo não é apenas liderar. Queremos inovar, ser pioneiros, disruptivos. Queremos entregar o melhor para todos os milhões de ciclistas do Brasil, hoje, já somos mais de 100 mil clientes fiéis”, afirma Del Claro.

AIG lidera programa de resseguro da Air India com acidente fatal nesta quinta, 12

A AIG está à frente do programa de resseguro de aviação da Air India, que será acionado após a queda fatal de um avião de passageiros da companhia, pouco depois de decolar do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia. O voo 171 seguia para o aeroporto de Gatwick, em Londres, no Reino Unido. Havia 230 passageiros (169 indianos, 53 britânicos, 7 portugueses e 1 canadense) e 12 tripulantes a bordo.

Segundo informações obtidas pela Insurance Insider, o programa da Air India, estruturado pela Willis, é composto por uma apólice primária com participação de seguradoras locais, seguida de resseguro no mercado londrino. Há também uma cessão obrigatória de 5% à GIC Re (General Insurance Corporation of India), conforme exigido pela legislação indiana.

Historicamente, cerca de 85% das perdas envolvendo a Air India são suportadas por seu programa de resseguro internacional. Fontes do setor explicam que, devido à complexidade regulatória e fiscal da Índia, muitos grandes players globais de aviação optam por não participar diretamente dessas coberturas, o que faz com que o painel de seguradoras da Air India seja mais enxuto e com maior concentração de risco por linha subscrita — diferente de outras companhias aéreas de porte similar. Isso significa que qualquer sinistro relevante tende a gerar impacto expressivo para os participantes da apólice.

A aeronave envolvida — um Boeing 787-8 Dreamliner — foi avaliada em aproximadamente US$ 80 milhões. O voo AI171, que fazia a rota entre Ahmedabad (Índia) e o aeroporto de Gatwick (Londres), caiu pouco após a decolagem. A Air India confirmou que havia 169 cidadãos indianos, 53 britânicos, um canadense e sete portugueses a bordo.

As causas do acidente ainda estão sendo apuradas. No entanto, considerando o perfil internacional dos passageiros e a área densamente povoada onde ocorreu a queda, fontes indicam que a exposição a perdas por responsabilidade civil pode ultrapassar centenas de milhões de dólares.

Nos últimos anos, a Air India enfrentou sinistros de grande porte, incluindo acidentes fatais em 2017 e 2020. O desastre de hoje ocorre em meio a uma sequência de acidentes aéreos graves registrados nos últimos seis meses, o que tem pressionado o mercado de seguros aeronáuticos a revisar premissas de longo prazo sobre precificação e gestão de riscos.

Nem a AIG nem a Willis comentaram oficialmente sobre o caso até o momento.

Governo publica nova regra para IOF em VGBL; Fenaprevi falará em coletiva as 14h30

O governo federal publicou ontem (11/6) um novo decreto alterando as regras de incidência do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre aportes em planos de previdência privada do tipo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), uma medida que afeta diretamente seguradoras e entidades abertas de previdência.

O setor arrecadou R$ 58,8 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, segundo dados da Fenaprevi, um recuo de 8,2% quando comparado ao volume observado nos quatro primeiros meses de 2024. O VGBL representou 63% dos planos comercializados no período. O mapeamento aponta que cerca de 7% da população adulta no país (11,2 milhões de pessoas) possui pelo menos um plano de previdência. Ao todo, são quase 14 milhões de contratos, sendo 80% na modalidade individual e 20% em contratação coletiva.

Até então, todos os aportes em VGBL eram isentos de IOF. Com a publicação do Decreto nº 12.466/2025, passa a incidir alíquota de 5% de IOF sobre aportes mensais acima de R$ 50 mil por CPF, realizados em planos com cobertura por sobrevivência — caso do VGBL. A nova regra já está em vigor.

O decreto estabelece ainda que o recolhimento do imposto será feito diretamente pelas seguradoras ou entidades de previdência. Essas instituições também poderão repassar o valor ao participante, caso não consigam fazer a cobrança diretamente no momento da aplicação.

A medida gerou forte reação do setor, com críticas de que a mudança foi feita de forma repentina e sem debate prévio. Segundo a Fenaprevi, a faixa acima de R$ 50 mil responde por cerca de 80% das contribuições em planos VGBL, o que provocou uma queda imediata de até 80% nas captações desde o anúncio original da cobrança, no final de maio. Havia expectativa de que o governo recuasse ou revisasse o limite, o que se confirmou parcialmente com o novo decreto.

O novo texto traz um ajuste importante: a alíquota de IOF de 5% continua valendo, mas passará a incidir somente sobre o valor que exceder os R$ 50 mil. Ou seja, se o participante aplicar R$ 70 mil em um mês, o imposto incidirá apenas sobre os R$ 20 mil excedentes, e não sobre todo o aporte. A Fenaprevi ainda pressiona por um aumento do limite mínimo para algo entre R$ 300 mil e R$ 600 mil, o que estaria em negociação com o Ministério da Fazenda.

Segundo fontes do governo, novas atualizações podem ocorrer até 30 de junho. Já a Fenaprevi reforça que a medida é desalinhada com a natureza do VGBL, que funciona como um instrumento de planejamento financeiro e sucessório de longo prazo, e que, com o novo imposto, pode perder competitividade frente a outras aplicações financeiras.

O objetivo da coletiva é apresentar o posicionamento do setor segurador brasileiro em relação ao novo pacote, e destacar os impactos da medida sobre os consumidores, investidores e a população brasileira, desestimulando a população na poupança e planejamento de longo prazo. Participarão da coletiva o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, a o presidente da Fenaprevi, Edson Franco.

Empresas de leasing vencem processo bilionário contra seguradoras por aviões retidos na Rússia

Fonte: The Guardian

Empresas de leasing de aeronaves venceram um processo multibilionário contra seguradoras, relacionado a aviões retidos na Rússia após a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.

O tribunal superior de Londres decidiu a favor de seis empresas de leasing — entre elas a AerCap, da Irlanda, e a Dubai Aerospace Enterprise (DAE) — que moveram um processo de US$ 4,7 bilhões (£ 3,4 bilhões) em uma das maiores disputas de seguros já julgadas no Reino Unido. Em uma sentença de 230 páginas divulgada nesta quarta-feira, o juiz John Butcher decidiu que os aviões foram “perdidos” em março de 2022, o que permite às empresas de leasing recuperar os prejuízos com suas seguradoras de “riscos de guerra” — AIG, Lloyd’s, Chubb e Swiss Re —, já que a causa da perda foi “um ato ou ordem do governo russo”.

A decisão representa um duro golpe para as seguradoras, que enfrentam também um processo separado de £ 2,5 bilhões em Dublin. Os dois casos foram chamados de “mega julgamentos” e envolveram centenas de advogados e profissionais jurídicos.

Segundo o juiz Butcher, a questão central era se a causa da perda dos aviões foi uma decisão comercial das companhias aéreas russas — hipótese em que a responsabilidade caberia às seguradoras “all risks” — ou se foi resultado de um ato ou ordem do governo russo — caso em que as seguradoras de riscos de guerra também seriam responsáveis.

As sanções impostas pelo Ocidente forçaram as empresas de leasing a encerrar seus contratos com companhias russas até 28 de março de 2022, o que inicialmente levou o setor a prever prejuízos de até US$ 10 bilhões. Mas Butcher concluiu que “as aeronaves foram perdidas” porque a Rússia já havia apreendido os aviões antes do prazo das sanções — a perda teria ocorrido em 10 de março de 2022, quando uma lei russa proibiu a exportação de aeronaves e peças de aviação do país.

Inicialmente, houve pressão para que Moscou devolvesse os aviões “roubados”, mas o governo russo recusou. Muitos aviões foram re-registrados unilateralmente na Rússia e revendidos a companhias aéreas locais, sem o consentimento dos proprietários originais.

O juiz também afirmou que as seguradoras não estavam impedidas pelas sanções da União Europeia ou dos EUA de indenizar os autores da ação pelas perdas.

O julgamento em Londres, concluído em fevereiro, tratou de 147 aeronaves e 16 motores avulsos que as empresas não conseguiram recuperar após o início da guerra.

A AerCap, maior empresa de leasing de aeronaves do mundo, moveu ação relativa a 116 aeronaves e 15 motores, enquanto a DAE buscava recuperar perdas relativas a 22 aeronaves — segundo os documentos judiciais, três foram recuperadas, mas o restante foi “perdido” na Rússia em 10 de março de 2022. As demais companhias envolvidas no processo foram a Falcon e a Genesis (ambas de Dubai), a Merx Aviation e a KDAC Aviation Finance — todas com escritórios em Dublin.

Butcher descreveu o caso como “um litígio excepcionalmente exigente” e disse esperar que as partes consigam chegar a um acordo com base em suas conclusões.

O escritório de advocacia Herbert Smith Freehills Kramer, que representa a AerCap, afirmou que a sentença garantiu US$ 1,035 bilhão para a empresa, “além de recuperações substanciais já obtidas em acordos anteriores”.

O tribunal superior da Irlanda foi informado no mês passado de que todos os casos em Dublin estavam sendo resolvidos ou já haviam sido objeto de acordo.

Mercado global de seguros pode crescer a uma taxa anual de +5,3% nos próximos dez anos

De acordo com o relatório Allianz Global Insurance Report 2025, publicado pelo time da Allianz Research, divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Trade, líder mundial em seguro de crédito, estima-se que a indústria global de seguros tenha crescido +8,6% em 2024.

Em termos absolutos, o volume global de prêmios crescerá 5,3 trilhões de euros nos próximos dez anos. A maior parte desse crescimento virá do seguro de vida (2,05 trilhões de euros). Mais da metade desse volume adicional de prêmios será gerado na Ásia e na China (1,07 trilhão de euros), mais do que na América do Norte (416 bilhões de euros) e na Europa Ocidental (351 bilhões de euros) juntos. No seguro P&C, cerca de 40% dos prêmios adicionais de 1.522 bilhões de euros virão da América do Norte. No seguro de saúde, esperamos prêmios adicionais de 1.743 bilhões de euros, a maioria proveniente do mercado dos EUA.

O crescimento do seguro de P&C (Property & Casualty) foi de +7,7% no ano passado, um pouco abaixo do registrado no ano anterior (+8,3%). Vale destacar que o crescimento foi impulsionado principalmente pelo maior mercado, a América do Norte, onde a receita de prêmios aumentou +8,2%. Mais da metade dos prêmios globais são emitidos nesta região. Enquanto a receita de prêmios na Europa Ocidental aumentou +6,0%, o mercado asiático foi menos dinâmico, crescendo apenas +4,0%. Por isso, ainda é menor que o mercado da Europa Ocidental.

Excluindo-se a China, todos os outros mercados de seguros (resto do mundo) registraram crescimento de +17,1% no segmento de P&C, impulsionado por fortes aumentos (em grande parte inflacionários) de cerca de +24% na Europa Oriental e na América Latina. No entanto, devemos considerar que grande parte do alto crescimento nesses mercados pode ser explicada pelo crescimento nominal acelerado em mercados de alta inflação, como a Turquia e a Argentina.

O seguro de vida cresceu +10,4% em 2024, superando os outros dois segmentos e crescendo também mais rápido que em 2023 (+8,2%). O principal motor foi novamente a América do Norte, que cresceu impressionantes 14,4%. Com as taxas de juros atingindo novos patamares, houve uma corrida por anuidades. As taxas mais altas também levaram a um aumento na receita de prêmios na Europa Ocidental (+7,1%).

O seguro saúde cresceu +7,0%. A demanda permaneceu muito forte, especialmente na Ásia (+12,6%). Isso reflete a ainda baixa penetração de seguros (prêmios em % do produto econômico) na região, que está abaixo de 1% em todos os mercados, exceto Taiwan.

Mas e no Brasil? Os dados apresentados nas tabelas abaixo (apêndices A e B do relatório) indicam um cenário de destaque especialmente para os seguros P&C. Em 2024, essa modalidade lidera em prêmios totais, com €22,4 bilhões, alta densidade per capita de €103 e maior penetração no PIB (1,3%).

Mesmo assim, embora menores em valor absoluto, seguro de vida e seguro saúde apresentam taxas de crescimento anuais compostas mais expressivas, especialmente no período de 2014 a 2024, com +11,5% e +12,0%, respectivamente. De 2025 a 2035, a expectativa é de crescimento anual composto de +11,1% e +9,8%, e de prêmios totais estimados em 2035 de €31,0 bilhões e €34,7 bilhões, respectivamente, indicando o potencial de expansão desses mercados. Por sua vez, o segmento P&C deve continuar crescendo de forma robusta, embora em ritmo ligeiramente menor, com prêmios totais esperados de €49,0 bilhões em 2035.

No geral, espera-se que o mercado global de seguros cresça a uma taxa anual de +5,3% nos próximos dez anos, um pouco acima do crescimento da produção econômica. Para a Alemanha, o crescimento total previsto é de +4,5% (PIB nominal: 3,0%). Para P&C, é esperado um crescimento anual de +4,5% até 2035. O segmento apresentará taxas de crescimento sólidas em quase todos os mercados, já que a necessidade crescente de proteção é um fenômeno global. A Allianz Research também mantém uma visão otimista sobre o seguro de vida, que pode esperar um crescimento anual de +5,0%, impulsionado por taxas de juros mais altas. Ásia e China continuam sendo os motores do crescimento, impulsionados pela necessidade de previdência privada diante das mudanças demográficas aceleradas. O menor segmento, o seguro saúde, deve continuar sendo o mais dinâmico, com um crescimento anual de +6,7%. A Ásia, em particular, ainda tem muito espaço para crescer.

Calor extremo já mata mais que enchentes, terremotos e furacões somados, aponta Swiss Re

O calor extremo, muitas vezes subestimado entre os desastres naturais, já é hoje o maior responsável por mortes relacionadas ao clima no mundo. Segundo o novo relatório SONAR 2025, publicado pela Swiss Re, o número anual de vítimas fatais atribuídas a ondas de calor pode chegar a 500 mil — superando o total combinado de mortes causadas por enchentes, terremotos e furacões.

“Calor extremo era considerado um ‘risco invisível’, pois seus impactos não são tão visíveis quanto os de outros desastres naturais. Mas os números mostram que estamos diante de um dos maiores perigos globais”, alerta Jérôme Haegeli, economista-chefe do Grupo Swiss Re. “É essencial que entendamos o custo humano, econômico e social desse fenômeno.”

O relatório destaca que ondas de calor têm se tornado mais intensas, frequentes e duradouras. Dados recentes indicam que, desde a década de 1960, esses eventos se tornaram três vezes mais comuns nos Estados Unidos, um grau mais quentes e com duração média um dia maior. Julho de 2024, por exemplo, registrou os três dias mais quentes da história da Terra.

Essas condições extremas impactam diretamente a saúde humana, provocando estresse térmico, exaustão, insolação e até falência de órgãos, além de agravar doenças cardiovasculares e respiratórias. Idosos e gestantes estão entre os grupos mais vulneráveis.

Mas os efeitos do calor não se limitam à saúde. O estudo da Swiss Re revela que diversos setores estão sob risco:

  • Energia e telecomunicações: datacenters e redes terrestres de comunicação enfrentam falhas devido a sistemas de resfriamento sobrecarregados ou danificados.
  • Agricultura: colheitas são comprometidas, aumentando a insegurança alimentar.
  • Indústria e trabalho: cresce o número de pedidos de indenização por exposição de trabalhadores a calor extremo.
  • Incêndios florestais: a combinação de altas temperaturas e ventos fortes eleva o risco de queimadas. Entre 2015 e 2024, as perdas seguradas com incêndios florestais somaram US$ 78,5 bilhões, segundo o Swiss Re Institute.

Além disso, novos riscos emergentes, como fungos tóxicos que prosperam em ambientes quentes e úmidos, começam a preocupar a comunidade médica e científica.

Outro alerta do relatório é o crescimento dos riscos de responsabilidade civil associados ao clima. Empresas e governos têm sido alvo de processos por não adotarem medidas adequadas para proteger populações e ambientes frente ao aumento das temperaturas.

Em um caso emblemático de 2021, uma ação judicial nos EUA buscou US$ 52 bilhões de compensação de empresas de combustíveis fósseis, responsabilizando-as por eventos climáticos extremos.

Essas ações legais, cada vez mais frequentes, impactam diretamente o setor segurador ao aumentar as demandas de cobertura e as reservas para sinistros de responsabilidade civil. Além do calor extremo, o relatório SONAR 2025 mapeia riscos estruturais que vêm se intensificando no ambiente global:

  • Aumento de incidentes com inteligência artificial (IA): os registros de falhas, usos indevidos ou consequências não previstas da IA cresceram mais de 60% entre 2023 e 2024. Um terço desses casos está ligado a falhas nos próprios sistemas.
  • Desconfiança institucional: a erosão da confiança em governos, empresas e instituições representa um risco transversal que pode afetar desde a governança de riscos climáticos até a adesão a políticas públicas.
  • Tendências demográficas e de mortalidade: mudanças nos perfis populacionais e de longevidade também trazem novos desafios para os modelos atuariais do setor.

“O ambiente de riscos está mais interconectado do que nunca. O mercado segurador precisa olhar além dos riscos isolados e entender como as grandes tendências globais estão redesenhando o futuro”, afirma Patrick Raaflaub, Chief Risk Officer do Grupo Swiss Re.

A publicação do SONAR 2025 reforça o papel central que o setor segurador e ressegurador pode desempenhar na adaptação às mudanças climáticas, oferecendo não apenas proteção financeira, mas também inteligência de dados e sinalização de riscos.

Para isso, será necessário aprimorar modelos climáticos, repensar produtos e incluir variáveis emergentes nas apólices. As seguradoras também precisarão participar ativamente de fóruns públicos e privados para garantir que políticas climáticas levem em conta o papel fundamental do seguro na mitigação de riscos.

A Swiss Re alerta que ignorar o avanço dos riscos relacionados ao calor extremo pode custar muito caro — em vidas humanas, perdas econômicas e na estabilidade de sistemas essenciais como saúde, energia, alimentação e finanças.

Machado Meyer assessora Zurich Seguros em parceria com a Havan para distribuição de seguros

O escritório Machado Meyer Advogados assessorou a Zurich Minas Brasil Seguros S.A. na renovação de sua parceria comercial com a Havan S.A. para a distribuição de seguros. A conclusão da negociação permitirá a extensão do prazo de uma das parcerias mais bem-sucedidas dos últimos anos no mercado de seguros massificados e, além disso, ampliará a oferta de seguros aos milhões de clientes da Havan.

De acordo com Thomaz Kastrup, sócio que liderou os trabalhos, “a operação demonstra mais um investimento do Grupo Zurich, certamente motivado pela confiança na plataforma de vendas da Havan e na boa relação comercial entre os dois grupos econômicos”. A operação marca, ainda, a contínua consolidação do Grupo Zurich no Brasil, com sua forte tradição de investir no varejo brasileiro como impulsionador da democratização do seguro no país.

A estruturação e negociação dos contratos e da parceria comercial contou com a atuação dos sócios Thomaz Kastrup e Gabriela Abdalla Fajnzylber, com a participação do advogado André Fortunato.

O acordo reforça a importância do varejo para o contínuo desenvolvimento do mercado segurador, aproximando produtos de seguros à base de consumidores e democratizando o acesso a soluções de proteção e planejamento financeiro.

Zurich patrocina a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo

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A Zurich será, pela terceira vez seguida, a seguradora oficial da 29ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, reconhecida como a maior do mundo. A companhia fornecerá cobertura de responsabilidade civil, que assegura as mais de três milhões de pessoas esperadas para o evento, com proteção destinada a possíveis danos a terceiros durante toda a programação oficial. O desfile principal ocorrerá em 22 de junho de 2025, na Avenida Paulista. 

O patrocínio da Zurich à iniciativa está alinhado à sua estratégia institucional de promoção da equidade, do respeito às diferenças e do fortalecimento de políticas inclusivas. O tema da edição deste ano, do envelhecimento sob o mote “Memória, Resistência e Futuro”, ressalta a importância de ampliar os direitos e a representatividade da comunidade.

Além disso, com o mote “Ouse, encoraje-se e seja você”, a Zurich levará colaboradores para acompanhar o desfile direto de um dos trios elétricos da Parada LGBT+, com direito a um café da manhã especial na filial da Zurich na Paulista antes do evento. 

Carlos Toledo, diretor executivo de Pessoas & Cultura da Zurich Seguros, destaca que a parceria reflete os valores fundamentais da organização. “Nossa atuação vai além do patrocínio. Apoiar a Parada é uma forma de expressar nosso posicionamento institucional em prol de uma sociedade mais justa, inclusiva e segura para todos.” 

Diversidade como valor corporativo

Reconhecida por suas práticas de inclusão no ambiente de trabalho, a Zurich figura entre as melhores empresas do país para profissionais LGBT+, segundo o ranking Great Place to Work (GPTW) 2025. Entre as seguradoras, a companhia o ocupa a primeira colocação. 

Entre as políticas implementadas estão benefícios acessíveis a todos os colaboradores, como licença parental estendida sem distinções de gênero ou orientação sexual, liberdade de vestimenta e diretrizes específicas de apoio e acolhimento de pessoas trans. 

A empresa também mantém o grupo de afinidade PRIDE, voltado à promoção de um ambiente de troca, escuta e conscientização sobre temas relacionados à diversidade sexual e de gênero. Em relação aos seis colaboradores selecionados para participar do trio, cinco serão do PRIDE.

Durante o mês do orgulho, a Zurich intensifica ações de engajamento interno com palestras, treinamentos, reforço do manual de acolhimento para pessoas trans, entre outras ações. Ainda haverá a venda de produtos exclusivos do PRIDE, como bonés e camisetas na Zurich Store, que é uma loja de produtos sustentáveis exclusiva para colaboradores.  

No entanto, como reforça Toledo, a atuação da companhia não se limita a datas comemorativas: “A construção de uma cultura verdadeiramente inclusiva exige constância e comprometimento. Nossas iniciativas são permanentes e fazem parte da identidade organizacional da Zurich.” 

Seguro de Vida empresarial da Bradesco cresce mais de 240% no primeiro trimestre de 2025

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A Bradesco Vida e Previdência registrou, no primeiro trimestre de 2025, aumento de 242,2% nos prêmios emitidos em sua carteira de Seguro de Vida para pequenas e médias empresas frente ao mesmo período de 2024, atingindo um faturamento de R$ 84 milhões. Recentemente, a companhia ampliou seu portfólio no segmento, lançando o Seguro Empresarial Flexível Resgatável, que oferece proteção para sócios, dirigentes e funcionários e alia proteção à gestão financeira, além de possibilitar resgate total do valor acumulado.

Trata-se de um produto pioneiro no mercado, com uma solução inédita e inovadora que se adapta às necessidades específicas de cada cliente. Assim, a Bradesco Vida e Previdência amplia e fortalece seu portfólio de soluções PJ, que atende de maneira estratégica as necessidades de pequenas, médias e grandes empresas.

Amar é… seguir o companheiro na rotina de exercícios?

Namorar um(a) atleta pode ser desafiador. Exercícios e esportes, provavelmente, passarão a fazer parte da rotina do casal. Com a proximidade do Dia dos Namorados, o médico de família da rede Meu Doutor Novamed, da Bradesco Seguros, Marcelo Amorim, analisa, na entrevista abaixo, os benefícios e desafios de quem busca cumprir a rotina de treinos de forma compartilhada com o parceiro. A motivação do casal, com o incentivo mútuo para realizar as atividades, é um dos diversos benefícios. Manter o foco na atividade física e respeitar os limites de cada corpo está entre as dicas do médico para fazer da companhia um estímulo positivo para uma vida mais saudável.

1) Quais são os principais benefícios de casais que se exercitam juntos, tanto na motivação quanto na saúde física e emocional?

As vantagens de treinar acompanhado do parceiro ou parceira são diversas. Pode haver mais motivação e, com isso, mais adesão, regularidade e consistência nos treinos. A presença de um parceiro pode incentivar a superação de limites dentro de uma competição saudável, pois, geralmente, nos acostumamos a fazer menos da nossa capacidade quando não há um incentivo.

Ter alguém por perto durante os treinos, especialmente aqueles que envolvem pesos ou exercícios com risco de lesões, pode também proporcionar mais segurança, pois um parceiro de treino pode ajudar a corrigir a sua postura e técnica durante os exercícios, minimizando o risco de traumas.

Por fim, treinar em casal, assim como com amigos ou conhecidos, pode tornar o treino mais agradável e divertido, além de promover a socialização e a construção ou consolidação de relacionamentos. 

2) Quais os riscos ou desvantagens mais comuns dessa prática, especialmente quando há diferença de preparo físico entre os parceiros?

A presença de outra pessoa, com a possível pressão de manter uma conversa ou interação podem impactar na concentração. Treinar acompanhado pode, ainda, lhe obrigar a adaptar o treino ao nível de energia e ritmo do parceiro. 

3) Há tipos de treinos ou modalidades mais indicadas para casais com ritmos ou objetivos diferentes? Como alinhar metas sem prejudicar o rendimento?

Não existe um “melhor” treino, pois a escolha depende dos objetivos, estilo de vida, gosto pessoal, tempo e recursos disponíveis. Se o objetivo é perder peso, pode-se optar por treinos de alta intensidade ou exercícios aeróbicos. Se o objetivo é ganhar massa muscular, a musculação é a melhor opção. Ao se treinar junto, devem-se alinhar metas que sejam exequíveis, sem prejudicar o rendimento, sendo crucial definir metas realistas e flexíveis, focar no processo de melhoria e não apenas nos resultados, e adaptar a rotina de treino à disponibilidade e nível de condicionamento físico. As metas devem ser específicas. Por exemplo, em vez de melhorar a resistência, defina correr cinco quilômetros em 40 minutos. Essas metas também devem ser mensuráveis, como aumentar a carga de cinco quilos em três meses, e alcançáveis (desafiadoras, mas não impossíveis). Importante serem relevantes. A meta deve estar alinhada com seus objetivos de bem-estar e saúde, e ter um prazo. Estabeleça prazos para cada meta, criando uma sensação de urgência e progresso.

4) Para casais que só conseguem se exercitar juntos nos fins de semana, ainda assim vale a pena? Há benefícios mesmo com essa limitação?

A realização de volumes mensuráveis de atividade física, consistentes com as recomendações das diretrizes (ao menos 150 minutos por semana de exercícios moderados a vigorosos), está associada a um menor risco de mais de 200 doenças, com efeitos proeminentes nas condições cardiometabólicas. Essa é a afirmação de um estudo publicado em setembro de 2024 pela revista Circulation, da American Heart Association (AHA). Independentemente de a atividade física seguir um padrão de fim de semana ou ser distribuída de forma mais uniforme ao longo da semana, os benefícios gerais são basicamente semelhantes. O que se deve fazer é adequar a duração e intensidade dos treinos de finais de semana para a recomendação mínima semanal.