Operações de seguros do Itaú geram lucro de R$ 1,4 bilhão no 1o. TRI

itau seguros logoO Itaú Unibanco divulgou lucro líquido recorrente de R$ 5,235 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa queda de 9,6% na comparação com o mesmo período de 2015. O lucro líquido contábil foi de R$ 5,184 bilhões, frente a R$ 5,733 bilhões nos três primeiros meses de 2015. No primeiro trimestre de 2016, o resultado de operações com seguros, previdência e capitalização das atividades foco, que consistem na oferta de produtos massificados de pessoas, patrimoniais, prestamista, previdência e capitalização, atingiu R$ 1,4 bilhão, praticamente estável em relação ao trimestre anterior e crescimento de 3,5% em relação ao primeiro trimestre de 2015. O índice de sinistralidade das atividades foco atingiu 29,3% nesse trimestre.

Novas regras para o seguro viagem, judicialização da saúde suplementar e regulamentação do Seguro Auto Popular foram os destaques do 4º Seminário

Fonte – CNseg

Durante os debates que permearam a programação do 4º Seminário Direitos & Deveres do Consumidor de Seguros ficou clara a posição, tanto dos órgãos de defesa e direito do consumidor quanto da iniciativa privada e do Poder Judiciário, de que se faz necessária uma maior interação entre os agentes. Grande parte dos palestrantes que compuseram os painéis do evento apontou o fortalecimento do intercâmbio de informações como peça-chave para a construção de uma nova agenda de relacionamento com o consumidor.

Logo na abertura do seminário, a presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e vice-presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Solange Beatriz Palheiro Mendes, disse que eventos dessa natureza são uma fonte de conhecimento e de aperfeiçoamento para a atividade seguradora, ressaltando ainda a importância da proximidade com os Procons.

Em sua fala, Solange apontou, ao lado do diretor de Ensino Superior da Escola Nacional de Seguros, Mario Couto Soares Pinto, e do presidente do Instituto Nacional de Educação do Consumidor e do Cidadão (INEC), José Luiz da Silva, o foco na educação em seguros como ponto primordial para o desenvolvimento do setor. “Estamos convictos de que temos que dar informação à sociedade. Informação e conhecimento significam empoderamento. Desta forma, o consumidor tem que se sentir parte da cadeia produtiva. Ele precisa deter informação para ter o poder e a capacidade de decisão”, pontuou.

Em linha com esse posicionamento, o diretor Geral Executivo da CNseg, Marco Antonio da Silva Barros, disse que a relação do mercado segurador com o consumidor é muito próxima, uma vez que a interação se dá nos momentos de reparação de patrimônio, de mitigação de situações críticas e na entrega de sonhos. “É por meio desses eventos, dessas discussões, que nós podemos cada vez mais ampliar o nosso conhecimento sobre aquilo o que devemos fazer para estarmos cada vez mais presentes e com mais clareza para os nossos consumidores”, afirmou.

Liberdade de escolha

A liberdade de escolha foi o tema central escolhido pelo diretor de Pesquisas e Projetos do Instituto Brasileiro do Direito Público (IDP) e ex-diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), Ricardo Morishita Wada, para conduzir a palestra ‘Liberdade e Igualdade nas Relações Jurídicas de Consumo e de Seguros: desafios para a construção de um novo futuro’. Em sua explanação, Morishita disse que espaços em eventos como este são importantes porque eles reafirmam a defesa do consumidor como um tema de interesse público. Ele defendeu que a liberdade de escolha é um direito tutelado pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), mas fez várias reflexões ao longo da sua apresentação. “O consumidor é livre para escolher? Em qualquer situação? E se houver uma vulnerabilidade? É justo tomar uma decisão sem ter informação?”, questionou, enumerando que a liberdade de escolha pressupõe um ato consciente e livre do consumidor, informação adequada e ausência de coação, constrangimento ou enfraquecimento da posição do consumidor. “A educação tem uma correlação direta com a adversidade ao risco”, frisou.

Seguro Viagem

As novas regras para o produto que entraram em vigor há pouco mais de um mês, no dia 26 de março, nortearam os debates no painel que abordou ‘As novidades regulatórias dos seguros de viagem e o novo modelo das assistências para a promoção de maior confiabilidade e transparência nas relações de consumo’. O diretor da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) e mentor da Comissão de Assuntos Jurídicos da Federação, Washington Luís Bezerra da Silva, disse que, a exemplo de que quando o seguro de garantia entendida foi regulamentado como um produto de seguro, o seguro viagem também passou a trazer mais segurança para o consumidor. “Porque exige uma série de regras que permite uma solvabilidade muito maior para o consumidor”, sinalizou.

Na sequência, os representantes da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Adriana Hennig e Diogo Jorge, destacaram as principais diferenças do produto antes e depois da nova regulamentação e ressaltaram dados globais sobre a utilização do seguro viagem. Segundo eles, nos Estados Unidos, um atendimento médico hospitalar simples não custa menos de US$ 7 mil, por exemplo, e em Cuba, na Venezuela e na Austrália este tipo de seguro é obrigatório em viagens turísticas. Ainda de acordo com eles, no exterior, os problemas podem ser agravados, pois, além de não conhecer as leis e os costumes locais, o viajante pode não ter recursos suficientes para pagar as despesas necessárias. Eles ressaltaram que o seguro viagem deve oferecer, no mínimo, as coberturas básicas de morte acidental e/ou invalidez permanente total ou parcial por acidente. Eles também sinalizaram que o seguro viagem não funciona como o seguro saúde e que todas as coberturas oferecidas possuem um limite máximo indenizável.

O diretor executivo do Procon municipal de Porto Alegre (RS), Cauê Vieira, que também compôs a mesa, disse que a implementação das novas regras representou um grande avanço no direito básico do consumidor, o direito à informação clara e ostensiva. Ele salientou que as empresas precisam se certificar de que o cliente realmente tenha acesso a todas as informações adequadas referentes aos produtos. “Esse é o grande desafio que se apresenta às seguradoras. Adequar o produto às necessidades do cliente é o grande avanço que essa resolução traz. O óbvio muitas vezes precisa ser dito e colocado em letras garrafais”, ponderou.

Saúde Suplementar

Em um universo onde são realizados mais de um bilhão e 200 mil procedimentos ao ano o que representa uma média de três milhões de procedimento ao dia, a judicialização da saúde suplementar e a sustentabilidade do sistema estão entre as discussões que vêm ganhando cada vez mais escala no setor de seguros. Isso porque as discordâncias e os conflitos entre as operadoras de planos de saúde e de seus clientes têm parado cada vez mais nas mãos do poder judiciário.

Neste aspecto, o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Werson Rego, sustentou a sua dissertação sob o pilar de que justiça quer dizer dar a cada um o que é seu por direito. De acordo com ele, está ocorrendo uma transferência de poder que é muito perigosa. “A pior ditadura que existe é a ditadura do judiciário. Se nós deixarmos que cada um dos 17 mil juízes que existem decidam casos concretos de acordo com as suas concepções íntimas de justiça, a gente estabelece o caos”, afirmou, alertando para o fato de que questões que seriam de alçadas de outros poderes da esfera pública estão sendo transferidas para o judiciário. “O Judiciário está virando ordenador de despesas e realizador de políticas públicas, sociais e econômicas. A sua função não é esta. Mercados precisam de estabilidade. Mercados precisam de segurança e de regras claras. Este é que deve ser o principal papel do julgador. Zelar para que as regras do jogo sejam cumpridas da forma que foram estabelecidas pelos poderes competentes. Isso é muito importante na área da saúde suplementar porque ela trabalha com recursos finitos. Ela trabalha com recursos limitados”, assinalou.

Para a presidente da FenaSaúde, a discussão começa pelo modelo de saúde adotado no país, um modelo de saúde pública para todos aqueles que se encontram em território nacional, sendo estes brasileiros ou não. “Convive com este sistema público o sistema privado, que é regido pelas regras do direito empresarial e pelo princípio da livre iniciativa. Portanto, ele tem que estar calcado nos contratos firmados entre as partes, em um equilíbrio contratual. Mas quando se fala de equilíbrio contratual e se fala de saúde, é aí que começa o problema”, destacou. Para ela, o consumidor sempre terá o direito de questionar judicialmente, mas há uma preocupação em relação à indústria de liminares que incentiva cada vez mais comportamentos dessa natureza nem sempre buscando algo que esteja no contrato ou nas coberturas obrigatórias. “Falta compreensão da natureza de mutualidade do sistema”, avaliou, ressaltando que a crescente fila de processos que pedem tratamentos ou medicamentos não cobertos pelos convênios, desequilibra o setor e acaba prejudicando os próprios consumidores. “Se alguns conseguem algo que não contribuíram, esse ônus é repassado a todos os demais”, afirmou, indicando que a principal causa da judicialização é que aquele pleito que não respeita o contrato, que não respeita a regulamentação, será atendido pelo Judiciário. “Então, como resolver isso?”, indagou, informando que não há mais tempo, que o assunto é urgente, que se faz necessária uma rediscussão do modelo de saúde brasileiro atual e que a saúde suplementar está fechando no vermelho.

Seguro Auto Popular

As regras e os critérios para a operação do Seguro Auto Popular no Brasil, por meio da Resolução nº 336 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), foram amplamente debatidas durante o painel que reuniu representantes do setor de seguros, do órgão regulador do setor, a Susep, e do Procon-RS. De acordo com a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o novo produto chega com a possibilidade de suprir um mercado potencial de cerca de 20 milhões de veículos com idades entre seis e 20 anos de uso, que circulam pelo país sem qualquer tipo de cobertura.

Em sua apresentação, o diretor Regional da SulAmérica e vice-presidente do Sindicato das Seguradoras no Rio Grande do Sul (SindSegRS), Gilson Bochernitsani, demonstrou que as seguradoras já possuem uma estrutura de atendimento para os consumidores e rede referenciada pronta e habilitada para receber os carros e repará-los, mas antecipou que ainda não há seguradoras comercializando este produto.

Ele reiterou um dos principais pleitos do mercado segurador em relação à circular da Susep: a oferta de peças que atenda a demanda de sinistros com garantia de qualidade. Segundo ele, além das peças usadas já autorizadas pela Lei Federal 12.977, conhecida como a ‘Lei do Desmonte’, será necessária a utilização de peças genéricas, compatíveis com as peças originais, para que haja uma oferta mínima que atenda aos serviços contratados pelo consumidor e que torne o produto competitivo. “A peça genérica não é uma peça de baixa qualidade até, porque a seguradora irá assumir a responsabilidade sobre o conserto do veículo. Estamos falando de peças do mesmo fabricante da peça original, mas que não tem o ‘selo’ da marca. Será obrigatória a informação sobre a procedência das peças”, elucidou.

O contraponto do painel ficou a cargo da diretora executiva do Procon-RS, Flávia do Canto, que falou sobre a função social do contrato de seguro, mas questionou a proteção ao consumidor na pré-venda. “Eu me preocupo com a fase pré-contratual de como isso será ofertado ao consumidor. Quem dará a garantia sobre a peça genérica?”, indagou, ponderando que trata-se de um produto novo, um produto bom, mas que requer treinamento para as seguradoras e instrução aos consumidores. “A educação ao consumo passa pelos dois pólos, consumidor e fornecedor, e a partir daí conseguiremos harmonizar para que nós, Procons, não precisemos atuar com poder de polícia. Apenas na mediação”, finalizou.

A representante da Susep, Rosana Dias, falou sobre outros pontos que as seguradoras estão questionando como a idade dos veículos que podem contratar o seguro auto popular. “Nós discutimos internamente, com os procuradores e o corpo técnico da Susep, e o nosso entendimento foi de que deve caber ao consumidor decidir se ele irá contratar esse seguro ou não. Ele que decidirá se escolhe por perder a garantia de fábrica, se ele tiver um carro com cinco anos ou três anos de garantia, e optar por uma peça remanufaturada, ou não”, disse, citando ainda que as seguradoras precisarão oferecer, no mínimo, a cobertura contra colisão.

Capitalização

A capitalização pode ser uma primeira experiência para aqueles que buscam adquirir disciplina para acumular. Foi o que disse a advogada especialista em Direito do Seguro, Relações de Consumo e Responsabilidade Civil, Angélica Carlini, sobre o produto, que no Brasil, nasceu em 1929 com a SulAmérica (Sulacap). “A capitalização é um produto em que parte dos pagamentos realizados pelo subscritor é usada para formar um capital que será pago em moeda corrente em um prazo máximo estabelecido. O restante do valor dos pagamentos é usado para custear os sorteios (quase sempre previstos nesse tipo de produto) e as despesas administrativas das sociedades de capitalização”, explicou, enfatizando que o consumidor precisa estar consciente de que ele jamais irá resgatar a totalidade daquilo que ele colocou na ponta do título. “Capitalização não é poupança e não é um produto financeiro. É um produto de acumulação de recursos”, frisou.

O superintendente da SulAmérica Capitalização e presidente da Comissão de Produtos e Coordenação da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), Natanael Aparecido de Castro, alertou para o fato de que a capitalização não pode ser comparada a um jogo. “Há quatro modalidades de capitalização. E elas transitam em uma dualidade. Dependendo do público para o qual se destinam, há um peso maior em acumulação ou em sorteios. Sem dúvidas, a modalidade tradicional, que é basicamente vendida por meio do canal bancário, é a grande responsável pela maior parte do volume do mercado”, informou, dizendo que a transparência na informação que é passada ao consumidor é sempre fundamental.

Para a diretora executiva de Marketing e Canais da Icatu Capitalização e presidente da Comissão de Comunicação da FenaCap, Aura Emília Rebelo Fioretti, a comunicação é um dos grandes desafios dos produtos de capitalização. Segundo ela, o consumidor precisa estar convicto de que o produto escolhido é o certo para o objetivo que está sendo buscado. “Tem três aspectos que precisamos trabalhar na comunicação da capitalização. O primeiro é em relação à expectativa de retorno financeiro que o consumidor quer ter desse produto. O segundo é sobre como acontecem os sorteios e o terceiro aspecto é a questão do resgate, porque se o resgate for feito de forma antecipada ao que se estabelece em contrato, haverá uma penalidade (multa)”, detalhou.

Nas últimas considerações do painel, o diretor da Caixa Capitalização e vice-presidente da FenaCap, Ryvo Matias Pires dos Santos, informou que a Federação está criando um comitê de auto-regulação para aprimoração do mercado.

Boletim Consumidor.Gov

Como uma plataforma de informação, interação e compartilhamento de dados, monitorada pelos Procons e pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça, com o apoio da sociedade, o Consumidor.Gov é um grande canal para soluções de conflitos. Esta foi a opinião da diretora do Procon-PR e presidente da Associação ProconsBrasil, Claudia Francisca Silvano. “A empresa que despreza o Consumidor.Gov, que não adere ao Consumidor.Gov é uma empresa que parou na história. O consumidor de hoje precisa de uma resposta rápida e mais do que isso: uma resposta dada por aquele que criou o problema, que é o fornecedor”, colocou. Segundo ela, o canal é uma das formas pela qual as empresas conseguirão recuperar a confiança do consumidor.

Já a ouvidora da Icatu Seguros e membro das comissões de Ouvidoria e de Relações de Consumo da CNseg, Gabriela Ourivio Assmar, falou sobre o Boletim Consumidor.Gov que a Confederação está desenvolvendo e finalizará ainda este semestre para o mercado de seguros. “A grande democracia que o Boletim traz é um encontro de stakeholders, de atores deste mercado que é interdependente”, falou referindo-se aos 70% das empresas do setor de seguros que já estão cadastradas no Consumidor.Gov. De acordo com ela, essa presença da empresa já demonstra uma credencial de transparência já que este é um canal onde a empresa escolhe se quer participar ou não ao contrário de outros. “Nas redes sociais, por exemplo, o consumidor está se tornando hiper-suficiente, já que a reclamação viraliza e a resposta (da empresa) não viraliza”, pontuou. “Estar no Consumidor.Gov quer dizer: eu sou uma empresa que quer resolver o seu problema”, concluiu.

Na mesma linha, a ouvidora da Bradesco Seguros e membro das comissões de Ouvidoria e de Relações de Consumo da CNseg, Gisele Garuzi Oggioni de Araújo, falou sobre o papel cada vez mais estratégico e importante que as ouvidorias têm dentro das empresas. “As ouvidorias têm o papel de captar o que na relação empresa-mercado não está funcionando bem para melhorar processos. Nós, as empresas, recebemos mais esse recurso que é o Consumidor.Gov de braços abertos”, finalizou.

O evento

A quarta edição do Seminário de Direitos & Deveres do Consumidor de Seguros, promovido pelo INEC e pela revista Consumidor, com apoio da CNseg e da Escola Nacional de Seguros, reuniu, na última sexta-feira, dia 29/4, em Porto Alegre (RS), cerca de 170 pessoas entre representantes do mercado segurador, do poder judiciário e de entidades de Defesa e Direito do Consumidor, que debateram sobre novas propostas e esforços para ampliar a confiabilidade e a transparência nas relações com o “novo consumidor”.

Marcos Ferreira é o novo CEO da Latam Sul e Luis Mateo assume como CEO da Mapfre Brasil

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O Conselho de Administração da Mapfre anunciou nesta terça (3), na Espanha, mudanças na sua estrutura, incluindo movimentações na América Latina. De acordo com comunicado da companhia ao mercado, Marcos Eduardo Ferreira, atualmente CEO do grupo BB e Mapfre nas áreas de Auto, Seguros Gerais e Affinities (Mapfre BB SH2), será o novo CEO da Área Regional LATAM Sul, em substituição a Aristóbulo Bausela. A área, que tem sede na Colômbia, abrange ainda Argentina, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Aristóbulo Bausela assumirá o cargo de CEO da Territorial LATAM, que agrega as Regiões Brasil, LATAM Norte e LATAM Sur, no lugar de Rafael Casas Gutierrez, que irá se aposentar. No lugar de Marcos Ferreira assume Luis Gutiérrez Mateo, atualmente à frente da Mapfre BHDL na República Dominicana.

A nova estrutura obedece ao plano de mobilidade internacional da Mapfre e está em linha com as diretrizes estratégicas e de governança corporativa da companhia. Para “garantir uma transição adequada em todos os níveis da organização e com os nossos sócios, as nomeações terão efeitos somente a partir 01/01/2017”, informou a empresa.

“Trata-se de um processo ligado à evolução do Grupo, que observa o desenvolvimento da carreira dos seus profissionais e suas necessidades estratégicas nas regiões em que atua”, diz Wilson Toneto, CEO Regional da Mapfre no Brasil. “A transição dos executivos será conduzida com toda a tranquilidade, seguindo as melhores práticas de governança, com respeito ao mercado e aos acionistas. É a renovação natural de uma empresa que apresenta oportunidades globais”, informa.

Formado em economia e contabilidade e com especialização pela IESE Business School, Marcos Ferreira ingressou na Mapfre em 1989 como auditor e fez carreira na empresa. Em 2002, foi nomeado vice-presidente da Unidade de Vida e Previdência; em 2005, assumiu como CEO da Mapfre Nossa Caixa Vida e Previdência, cargo que exerceu simultaneamente ao de vice-presidente Comercial de Canais Estratégicos, no período de 2009 a 2011. Em junho de 2011 foi nomeado CEO do Grupo Segurador BB E Mapfre.

Luis Gutiérrez é formado em administração pela Universidad Laboral de Málaga (Espanha) onde também estudou ciências empresariais. Há 28 anos na Mapfre, acumulou sólida experiência no setor de seguros em diversas áreas na Espanha, sede do Grupo, e atuou por um breve período como diretor corporativo de Resseguro na Mapfre Brasil. Em 2012 foi nomeado CEO da MAPFRE BHDL Seguros na República Dominicana.

Susep divulgará pesquisa inédita sobre educação financeira

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgará, no próximo dia 19 de maio, um estudo sobre a educação financeira e seus reflexos no mercado de seguros em vários países. A pesquisa será apresentada durante seminário organizado pelo órgão no âmbito da 3ª Semana de Educação Financeira. O levantamento vai mostrar como vários órgãos supervisores do setor de seguros estão trabalhando o tema em três vertentes, tendo como foco os consumidores, as empresas do mercado e a atuação dos próprios supervisores.

A pesquisa vai mostrar quais iniciativas estão sendo tomadas para orientar os consumidores, as informações prestadas e a formação didática sobre a área financeira. Será mostrado ainda pelo estudo como as empresas do mercado reagiram a essas iniciativas, as mudanças em relação aos clientes e novas condutas adotadas e, por fim, como os próprios órgãos de supervisão passaram a valorizar as boas práticas, ao invés de priorizar ações punitivas.

O seminário contará ainda com a participação da pesquisadora da Universidade de Bristol e especialista em educação financeira da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Adele Atkinson, que vai apresentar um panorama da educação financeira no mundo. O evento contará com vários outros palestrantes, que estarão debatendo a sustentabilidade, consumo e educação para seguros. O seminário será realizado no Prodigy Hotel Santos Dumont, no Rio de Janeiro, a partir das 8h30.

Índice de confiança do setor de seguros sobe 12,8% em abril

armando-vergilioO Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS) – um dos principais termômetros do mercado – subiu 12,8% em abril, de acordo com pesquisa da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor). Esta é a segunda alta consecutiva do indicador, que chegou a 83,4 pontos, a maior média desde dezembro de 2014.

“Abril foi um mês de eventos marcantes no cenário político, como a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Na economia, embora prevaleça um quadro de instabilidade, há algumas notícias positivas, principalmente relacionadas ao comércio exterior e a área rural. No próprio setor de seguros, surgiram novidades como a regulamentação do seguro popular. Então, é natural que esse quadro se reflita no ânimo do mercado”, explica o presidente da Fenacor, Armando Vergilio.

O setor de seguros é responsável por 6% do Produto Interno Bruto (PIB). É uma indústria que emprega mais de 40 mil pessoas, abriga cerca de 95 mil corretores e reúne 112 companhias seguradoras em todo o país. Em 2015, movimentou R$ 92 bilhões em volume de prêmios, crescendo 12%, o que mostra sua força na economia nacional.

O cálculo do ICSS tem por base entrevistas com executivos de mais de 100 companhias, entre corretoras, seguradoras e resseguradoras. O objetivo é avaliar o grau de confiança e as expectativas do mercado. Dessa forma, a Fenacor espera contribuir para o desenvolvimento institucional do setor de seguros e, em especial, das corretoras de seguros.

Os percentuais são calculados a partir de pesquisa realizada pela Fenacor com 100 grandes empresas do setor, que indicam percentuais de 0 a 200 para a confiança na economia, rentabilidade e faturamento. Também foram apurados outros três indicadores: ICSS (de confiança do setor de seguros no Brasil), ICER (Índice de Confiança e Expectativas das Resseguradoras) e ICGC (Índice de Confiança das Grandes Corretoras).

Entre março e abril de 2016, o ICCG registrou a maior variação: 18,2%. Mas ainda não há o que comemorar pelo fato de os índices estarem muito baixos (inferiores a 100 pontos). Segundo a Fenacor, o momento é de continuar trabalhando em novas opções de produtos para os clientes. “É preciso disseminar a mentalidade de busca por novas oportunidades de negócios, indo além do seguro de carros, que respondem por cerca de 50% das vendas do setor. Capitalização, vida e previdência despontam entre as possibilidades de ampliar os ganhos”, analisa Vergilio.

O otimismo permanece entre as corretoras e resseguradoras: 60% e 66% destas empresas, respectivamente, acreditam em melhora ou manutenção de ganhos nos próximos seis meses. Ao todo, 83% das resseguradoras, 68% das corretoras e 51% das seguradoras esperam um crescimento da economia pior ou muito pior nos próximos seis meses. As resseguradoras estão otimistas em relação à rentabilidade do setor pelos próximos seis meses: 75%. Entre as demais empresas, as seguradoras esperam melhora de 51% e as corretoras, de 56%.

Porto Seguro Conecta lança serviço wi-fi sem uso de aplicativo

Fonte: Porto Seguro Conecta

A Porto Seguro Conecta, operadora virtual de telefonia móvel do Grupo Porto Seguro, disponibiliza o serviço Wi-Fi Calling nos planos Conecta+. A tecnologia possibilita aos usuários fazer e receber ligações utilizando uma conexão Wi-Fi da internet, mesmo quando não há sinal de celular, inclusive com o celular em Modo Avião. O serviço é nativo no celular, no próprio discador do aparelho, sem a necessidade de aplicativos.

A tecnologia Wi-Fi Calling se diferencia das outras ligações via Internet porque possibilita a realização de chamadas em HD, que entrega uma experiência de voz ao usuário muito limpa e natural, sobretudo quando se comunica entre sinais de Wi-Fi Calling para Wi-Fi Calling. Isto porque a Porto Seguro Conecta é a única operadora no Brasil que montou o serviço por uma rede IMS (IP Multimedia Subsystem), sendo preparada para chamadas VoLTE, que suportará ligações pela rede 4G, ainda inéditas no Brasil.

Para o usuário, a tecnologia amplia a cobertura de celular e não há qualquer tarifação sobre o serviço, conforme informa Tiago Galli, Superintendente da Porto Seguro Conecta: “nossos planos já incluíam pacote de voz ilimitado, para fixo e qualquer operadora, e não faria sentido que cobrássemos pelo uso do Wi-Fi Calling. A nossa proposta é que os clientes utilizem os serviços da forma que desejarem, sem se preocuparem em contar minutos. O foco está na conectividade plena do usuário em qualquer lugar e a qualquer momento”, diz o executivo.

O serviço ainda possibilita fazer ligações nacionais como se estivesse no seu código de área, eliminando a cobrança de áreas. Em breve, a função estará disponível também para roaming internacional.

O Wi-Fi Calling da Porto Seguro Conecta estará disponível na configuração do aparelho após a atualização do sistema para os clientes que já possuem o chip Conecta compatível ao serviço. Para os novos usuários, os celulares devem ser adquiridos em lojas do varejo, e já vem com a função habilitada. Neste momento, o Wi-Fi Calling da Porto Seguro Conecta está disponível neste momento para Android, na linha de celulares da Samsung (J2, J5, J7, A7, S6, S7 e S7Edge), mas o objetivo é contemplar a maioria das fabricantes e sistemas operacionais.

Sem qualquer custo adicional, o serviço Wi-Fi Calling está disponível nos planos Conecta+ que já oferecem ligações ilimitadas para qualquer operadora e opções de pacotes de internet de 1GB (por R$99,90); 2GB (por R$109,90); 5GB (por R$129,90) e 10GB (por R$199,90), sem limites de velocidade.

Para dúvidas sobre o Wi-Fi Calling ou informações sobre os planos e pacotes da Porto Seguro Conecta, o usuário ou interessado pode contatar a Central de Atendimento no 10544 ou pelos corretores que operam com a Porto Seguro Conecta, ou mesmo pelo site www.portoseguroconecta.com.br.

Mondial Assistance anuncia novo diretor comercial

Fábio LucatoFábio Lucato é o novo diretor Comercial da Mondial Assistance, líder global em serviços de assistência 24 horas. Formado em Engenharia pela Escola de Engenharia Mauá, com pós-graduação em Negociações Internacionais pela FAAP e MBA em Gestão de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, Fábio atua há 10 anos nas áreas Comercial, Financeira e Marketing, ocupando cargos de diretoria. O executivo, que tem passagens por grandes empresas do setor como Flytour American Express Business Travel, Credifibra e GVI Promotora de Vendas, irá se reportar diretamente ao CEO da companhia, Vincent Bleunven.

Escola Nacional de Seguros oferece duas bolsas de estudo integrais de mestrado

funsenseg logoFonte: Escola Nacional de Seguros

A oportunidade, oferecida por meio do Programa de Apoio à Pesquisa da instituição, é direcionada aos brasileiros formados em Ciências Atuariais. Além do custo integral do programa, as bolsas cobrem ajuda de custo mensal de £1.000, e também a passagem aérea de ida e volta para Londres.

Para concorrer às bolsas, os profissionais terão de enviar o formulário de inscrição, currículo, cópias do diploma em Ciências Atuariais, histórico escolar, identidade, CPF, entre outros documentos, até o dia 31 de maio, para o endereço da Coordenadoria de Pesquisa CPES (Av. Rio Branco, 277 – 2º andar Centro – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20040-009). No envelope deverá estar escrito “Programa de Concessão de Bolsas Cass Business School”.

Os currículos serão selecionados pela Comissão Técnico-Julgadora formada pela Escola Nacional de Seguros e os nomes dos candidatos selecionados serão divulgados no dia 1º de julho.

O regulamento com mais informações está disponível no http://www.funenseg.org.br/parcerias-internacionais/bolsas-de-estudo.php.

Planos de saúde: conjuntura do país impacta setor no primeiro trimestre de 2016

Solange (reduzida)Release

A crise econômica no país agravou o cenário de evasão dos beneficiários de seguros e planos de saúde privados. Nos 12 meses terminados em março deste ano, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 1,3 milhão de brasileiros deixaram de ter planos de assistência médica – redução de 2,7%, totalizando, atualmente, 48,8 milhões de vínculos. Segundo a FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) – entidade representativa de operadoras de planos e seguros de assistência à saúde –, o que fez a adesão dos consumidores ao serviço desabar no período se deve, principalmente, à conjuntura macroeconômica no momento, com retração nos níveis de emprego e renda.

Nos 12 meses terminados em março, 1,9 milhão de postos de trabalho com carteira assinada foram extintos no país. Com essa redução, o estoque de empregos atingiu 39,4 milhões neste mês, queda de 4,3% em 12 meses. O subsegmento mais impactado foi justamente o de planos coletivos empresarias, devido ao fechamento de vagas formais. Para se ter uma ideia da recente reconfiguração, o desemprego ultrapassou a marca histórica dos 10% – chegando a mais de 10 milhões de pessoas sem vínculo empregatício em todo o país.

Março pontuou o pior resultado para o mês em 25 anos. Foram fechadas, só neste período, mais de 118 mil vagas com carteira assinada. Mas esse quadro já vinha se agravando: no primeiro trimestre do ano, houve perda de 323 mil vagas – aumento de 397,7% na comparação com igual período do ano anterior.

“Esse bem de consumo sempre foi altamente valorizado tanto pelos trabalhadores, que usufruem um serviço essencial, quanto empregadores, por ser um benefício importante para a retenção de talentos e o aumento da produtividade. Mas, apesar do panorama atual, há forte expectativa quanto à recuperação da economia ainda ao longo deste ano, o que certamente reverterá essa queda na adesão aos planos”, afirma Solange Beatriz Palheiro Mendes, Presidente da FenaSaúde. A expectativa da FenaSaúde é que, antes do fim de 2016, o setor de Saúde Suplementar recupere as perdas de beneficiários, sempre contribuindo para o acesso dos cidadãos ao sistema privado de saúde, desejo da maioria da população.

Minuto Seguros participa de encontro sobre fintech

marcelo blayRelease

A Minuto Seguros, uma das principais corretoras do País e líder no segmento de seguros online, foi representada pelo seu presidente, Marcelo Blay, no 1º Encontro da Editora Executivos Financeiros sobre Fintech. O objetivo foi debater a importância, cada vez mais estratégica, dos jovens empreendedores no aporte de inovações aos negócios de seguradoras, bancos, operadores do mercado de capitais, organizações vinculadas às áreas de crédito e de meios de pagamentos, entre outros players desta indústria.

De acordo com Marcelo Blay, o encontro foi pioneiro em abordar com exclusividade o tema quente do universo das start-ups de tecnologia no Brasil, as Fintechs. “Estes modelos de empresas propõem soluções inovadoras para a área financeira com foco em oferecer a melhor experiência possível ao cliente. Muitas instituições nacionais de grande porte demonstram interesse no assunto, como Porto Seguro, Bradesco, Caixa Econômica e Itaú”, afirma.

Estas e outras grandes corporações estão buscando diferentes tipos de relacionamento com as Fintechs, como incubação, aceleração, parceria, aquisição e prestação de serviços. “Todas querem estar perto de quem está desenhando o futuro. As empresas não querem ser pegas de surpresa por modelos desruptivos, elas preferem se antecipar”, ressalta Blay.

A Minuto Seguros é a grande estrela das Fintechs na área de venda de seguros online, tendo sido pioneira no Brasil na implantação do conceito de venda de seguros pela internet com o apoio de um call center com mais de 150 consultores altamente especializados para ajudar o cliente em todo e qualquer momento, desde a cotação até um eventual sinistro.

Além do Seguro Auto, oferecido no site da corretora, destacam-se também o Seguro Residencial, o Seguro Viagem, o Seguro para Eletrônicos, o Seguro para Pequenas e Médias Empresas e outras soluções para empresas, como Seguro Saúde, de Vida e Odontológico.