Pedidos maiores de indenização reduz lucro de seguradoras

Fonte: Estadão Conteúdo

O início do ano das seguradoras foi marcado por um desempenho menos favorável do resultado operacional, pressionado pelo aumento da sinistralidade e vendas mais fracas, tudo reflexo da crise que assola o País. Com isso, os números das instituições no período continuaram motivados pelo resultado financeiro. Em alguns casos, porém, a queda da inflação impediu performance melhor desta linha, que daqui para frente tende a ser ainda mais impactada em um eventual corte de juros.

Pesou ainda o aumento de impostos para as seguradoras no âmbito do ajuste fiscal e que não incidiu sobre os balanços do primeiro trimestre de 2015, comprometendo a base de comparação. Essa foi uma das principais justificativas para a BB Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros do Banco do Brasil, ver seu resultado desacelerar fortemente. Ainda assim, a seguradora reiterou a meta de entregar avanço de 8,0% a 12,00% em 2016, mesmo com analistas considerando o intervalo “desafiador” após o desempenho do primeiro trimestre. Para o Credit Suisse, por exemplo, o crescimento da companhia tende a ficar em torno dos 4% neste ano.

A BB Seguridade reportou lucro líquido ajustado de R$ 957,684 milhões no primeiro trimestre, cifra 0,9% maior do que a vista em 12 meses. “O trimestre veio em linha. Vamos entregar o resultado prometido para 2016, mas o intuito não é passar a linha de chegada e entregar um patamar de resultado que, em 2017, seja difícil de manter”, destacou Werner Süffert, diretor de Gestão Corporativa e de Relações com Investidores da seguradora, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Além do impulso da rede de agências do BB, a companhia espera maior contribuição da previdência, na medida em que nos últimos meses se concentrou mais em produtos com aportes mensais que, embora tragam resultado mais recorrente, têm menos impulso para a arrecadação. Trabalha ainda para rentabilizar a carteira de automóvel, cujo resultado operacional foi negativo em mais de R$ 100 milhões no trimestre com o aumento de roubo e furto, principalmente na região Sudeste.

A maior sinistralidade, reflexo da crise no País, também afetou a Porto Seguro, líder do segmento, principalmente em sua marca Azul. Sentiu ainda o efeito da desaceleração das vendas como reflexo de um “ambiente econômico desafiador”. Na marca Porto Seguro, inclusive, viu seus prêmios encolherem 4,3% de janeiro a março em relação a um ano antes. Neste contexto, a aquisição da carteira de seguro de automóveis de luxo da Chubb, de mais de R$ 250 milhões, deve ajudar na recomposição de prêmios.

Apesar disso, o presidente da Porto Seguro, Fábio Luchetti, não espera que o setor melhore seu desempenho nos próximos trimestres, diante da forte competição e da conjuntura econômica. Não há espaço para redução de preços, segundo ele, que acredita em um certo nível de estabilidade nos sinistros daqui para frente. A Porto teve lucro líquido com business combination – que considera o valor de todo o intangível (marca, canal de distribuição) – com o Itaú Unibanco de R$ 238,5 milhões no primeiro trimestre, alta de 4,1% em relação ao mesmo período de 2015.

Na SulAmérica, a forte retração nas vendas de veículos novos e usados fez com que seus prêmios de automóveis encolhessem mais de 13% no primeiro trimestre ante um ano antes, enquanto a sinistralidade piorou 6,7 pontos porcentuais. Como reflexo, reduziu seu market share em 1 p.p. “Não reduzimos preços e, como o viés da sinistralidade é crescente, entendemos que não caberia fazer esse movimento. Por isso, perdemos competitividade nas receitas”, justificou o presidente da companhia, Gabriel Portella, em entrevista ao Broadcast.

Saúde

No seguro saúde, seu principal ramo de atuação, a SulAmérica manteve crescimento, ancorado na política de reajustes de preço. Enquanto a receita desta área cresceu 13,5% no primeiro trimestre ante igual trimestre de 2015, o número de beneficiários aumentou 5,4% na mesma base de comparação, reforçando a estratégia da companhia.

Estudo da Marsh obtido pelo Broadcast mostra que os preços têm subido entre 10% e 20% no seguro saúde. Em relação ao último trimestre de 2015, a SulAmérica conseguiu manter estabilidade no seu número de beneficiários, apesar do elevado índice de desemprego no País. Mesmo com o impulso, seu lucro líquido subiu apenas 2,4% no primeiro trimestre ante janeiro a março do ano passado, para R$ 105,9 milhões.

“Será um ano que não permitirá a ninguém estar desatento. Vamos manter postura de revisão constante dos negócios para mantermos crescimento sustentável”, afirmou Arthur Farme d’Amoed Neto, vice-presidente da SulAmérica.

O mesmo feito no ramo saúde não foi visto na Porto Seguro. A seguradora, além de ter emitido menos prêmios, teve retração de 10,2% na quantidade de vidas seguradas ao final de março em relação a 12 meses antes. De acordo com Luchetti, esse movimento de queda foi “estancado” e a companhia segue focada no segmento. Admitiu ainda que a Porto, assim como outras concorrentes, tem dificuldade de crescer no interior, cujo mercado é dominado pelas Unimeds. Luchetti destacou ainda que a “economia não está fácil” e que, por conta disso, as empresas têm feito downgrade nas coberturas.

Embora tenha impacto nos prêmios e na quantidade de segurados, a maior procura por ajustes nos planos de saúde tem movimentado os negócios, de acordo com Guilherme Perondi, presidente da corretora Lockton. Segundo ele, as empresas, diante de margens mais apertadas e quedas nas vendas, têm optado por planos mais baratos. Hélio Novaes, presidente da também corretora de seguros MDS Brasil, diz que é natural, diante do contexto de crise, que os clientes corporativos olhem para os custos do seguro. Assim, a demanda por reestruturação dos programas de seguro segue crescente.

Apesar do ambiente de recessão no País, a Yasuda Marítima reverteu a trajetória de encolhimento dos prêmios vista em 2015, ao emitir mais de R$ 720 milhões no primeiro trimestre, cifra 11,2% maior em um ano. “Depois de concluirmos a integração de Yasuda e Marítima em 2015, focamos na oferta, serviços e gestão de recursos, em busca de mais eficiência. Mesmo sendo este um ano difícil, esperamos crescimento acima dos 20% no faturamento”, prevê Francisco Caiuby Vidigal Filho, diretor presidente da seguradora, em entrevista ao Broadcast.

Presidente da FenSeg sugere ajustes na resolução do seguro auto popular

Borges: Perder o canal HSBC não vai alterar o nosso market share em automóvel

Borges: Perder o canal HSBC não vai alterar o nosso market share em automóvel
Borges: Perder o canal HSBC não vai alterar o nosso market share em automóvel
Fonte: FenSeg

O Brasil tem hoje 42 milhões de veículos circulantes, entre carros, caminhões e ônibus. Desse total, 37% possuem até cinco anos de uso, 30% representam os veículos com idade entre seis e dez anos e 15% são os que possuem entre 11 e 15 anos. Os veículos com mais de 20 anos estão na casa dos 5%. “Temos que olhar esses outros 63% onde o seguro tem baixíssima penetração”, alertou o presidente da FenSeg, João Francisco Borges da Costa, durante o almoço, em Porto alegre, promovido pelo Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul. O executivo destacou ainda que o mercado e a Federação veem no seguro Auto Popular a alternativa que permitirá o acesso da parte da população que não possui condições financeiras para contratar um seguro normal de automóveis, e admite que o desafio é significativo. “Vislumbramos um mercado potencial de cerca de 20 milhões de veículos, mais do que temos hoje em veículos segurados”, complementou.

João Francisco destacou ainda três ajustes importantes que devem ser realizados na resolução do seguro Auto Popular, divulgada no último dia 1º de abril, as quais estão sendo analisadas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Nesse sentido, ele ressalta a necessidade de ampliação da base de peças a serem utilizadas pelo mercado, incluindo, além das peças usadas, as peças novas que atendam as especificações dos fabricantes de veículos, uma vez que ainda não existe volume de peças usadas disponíveis para atender às futuras demandas. O presidente da FenSeg acentua também que o mercado entende que o prazo ideal de cobertura deve atender somente a veículos com mais de cinco anos e não veículos com qualquer idade, como define o órgão regulador. Outro ponto importante, segundo ele, se refere à garantia da livre escolha do consumidor na hora de procurar por uma rede que atenda os tipos de reparo. O setor gostaria de estar pronto para ofertar uma rede credenciada, específica, treinada e capacitada, assim que o seguro for comercializado. “No momento a FenSeg e o mercado de seguros estão confiantes e aguardam um retorno positivo da SUSEP”, sinalizou.

Perspectivas do Mercado

O momento econômico pelo qual o país está passando é bastante desafiador, e, segundo o presidente FenSeg, falar de perspectivas, nesse cenário, é fundamental para que o mercado de seguros faça a sua parte neste processo, ganhe pujança e participação no cenário social, consolidando cada vez mais, a importância do segmento na economia brasileira e na América Latina. “O Brasil é hoje, sem sombra de dúvida, o maior polo de seguros no Cone Sul”, afirmou o executivo, durante almoço promovido pelo Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (Sindseg-RS), em Porto Alegre.

Dados de janeiro a março de 2016, apresentados pelo executivo, mostram um crescimento real de 1,9% de volume de prêmios arrecadados pelo mercado, basicamente por causa de ramos que não são os tradicionais como o segmento de seguros de automóveis, considerado parte significativa da arrecadação, representando 42,6% do mercado. Porém, João Francisco apontou que a modalidade não está contribuindo de maneira positiva, com uma performance negativa de 3,4%. Já o segmento de seguro Patrimonial teve 2,4% positivos. “Isso foi bastante puxado pelos seguros não ligados a atividades de varejo. O seguro de garantia estendida e os riscos de engenharia tiveram performances negativas”, pontuou o presidente da FenSeg.

Outros dados apresentados apontaram um crescimento de 10,5% no seguro Habitacional. Em seguro de riscos financeiros, o de fiança locatícia teve performance negativa, e Garantia, 17,8% positivo. O que se constata é que grande parte da fiança bancária concedida pelas instituições financeiras (bancos) migrou para a atividade de seguros, tendo em vista a redução dos limites dos clientes. “De certa maneira os bancos preferiram endereçar essas garantias para o segmento de seguro e isso está criando essa performance positiva”, complementou João Francisco. Nos demais ramos, o seguro Rural se destaca, com 34% de evolução positiva. No geral, ele atribui esses resultados às mudanças de calendário. “O fato é que algumas renovações migraram de dezembro para janeiro e impulsionaram os números, de certa maneira”, finalizou João Francisco Borges da Costa.

Zurich divulga queda de 28% no lucro trimestral

zurich_Logo_4c [Konvertiert]O grupo segurador suíço Zurich anunciou ontem lucro de US$ 875 milhões (767 milhões de euros) no primeiro trimestre deste ano, queda de 28% em relação a igual período do ano anterior. Os prêmios de seguro direto atingiram os US$ 17,5 bilhões (15,42 bilhões de euros) nos três primeiros meses deste ano, 6% menos do que o montante observado no primeiro trimestre de 2015, de acordo com comunicado divulgado à imprensa. O resultado operacional diminuiu em 16%, para US$ 1 bilhão (953 milhões de euros). O diretor financeiro da Zurich, George Quinn, explicou que “os resultados alcançados denotam que as medidas postas em prática para melhorar o rendimento da divisão geral de seguros estão funcionando”.

Icatu promove 1ª Conferência “Previdência é Investimento” em BH

Luciano SnelRelease

A Icatu Seguros, maior seguradora independente do país em Previdência Privada e Seguros de Vida, reunirá no dia 18 de maio, em Belo Horizonte, grandes e renomadas gestoras de recursos do país com o intuito de debater as estratégias ativas e diferenciadas de investimentos na previdência privada. A Conferência “Previdência é Investimento”, que será realizada pela primeira vez em Minas Gerais, será no Museu Inimá de Paula, no Centro de BH.

Luciano Snel, presidente da seguradora, e Sérgio Prates, Diretor da Regional Minas Gerais, serão os anfitriões do evento, que deve receber cerca de 100 mineiros, entre clientes, empresários, parceiros e corretores de seguros. Cada um dos palestrantes vai abordar o cenário macroeconômico, as oportunidades, onde investir em 2016, mostrando as vantagens da previdência como investimento. São eles: Pedro Menezes, da Brasil Plural; Guilherme Menconça Paris, da Frankil Templenton Investimentos; Roberto Lira, da Icatu Vanguarda; Julio Callegari, estrategista e responsável por renda fixa no J. P Morgan Asset Management.

Lockton Brasil expande atuação com aquisição da carteira de clientes da Consult Mais

locktonRelease

A Lockton Brasil anuncia a aquisição da carteira de clientes da Consult Mais, uma das maiores consultorias atuariais nacionais e independente, com forte e diferenciada atuação na área de previdência complementar. A equipe da Consult Mais, comandada por Miguel Leôncio e José Roberto Carreta, presta serviços para planos de benefícios de 40 empresas e/ou fundos de pensão, que juntos totalizam ativos da ordem de R$ 1,5 Bilhões e 32 mil participantes. O acordo entra em vigor no dia 1 de junho de 2016 e a expectativa é de que em pouco tempo a gestão dos clientes da Consult Mais esteja totalmente integrada com a Lockton Brasil.

A área de consultoria atuarial é de grande importância para a Lockton Brasil e acrescentará força ao portfólio já bastante variado da empresa. Este tipo de serviço já é prestado pela Lockton em outras partes do mundo, portanto a aquisição unirá a expertise local da Consult Mais com o know-how internacional da Lockton.

“Cada vez mais nossos clientes demandam soluções personalizadas e a expertise técnica da equipe da Consult Mais nos ajudará a desenvolver projetos customizados para eles”, diz Tony Gusmão, CEO da Lockton Brasil. O executivo afirma que a equipe da Consult Mais será absorvida pela Lockton.

A Consult Mais oferece soluções completas de planejamento, desenvolvimento, implantação, administração e acompanhamento de planos de benefícios, além de assessorar empresas em operações de aquisição, fusão, cisão, incorporação de planos, migração ou retirada de patrocínio e reestruturação de benefícios. “Nós da Consult Mais nos diferenciamos pelo “foco” dado ao plano de benefícios, pois além de simplesmente atender as exigências legais, avaliamos atentamente o Plano sob a ótica das necessidades e objetivos da empresa e dos participantes. Identificamos na Lockton essa mesma identidade de foco no cliente e assim temos uma ótima oportunidade de continuar prestando serviços de consultoria atuarial e afins de qualidade com acesso maior à estrutura, ferramentas e tecnologias”, afirma Miguel Leôncio.

A preocupação te consome? Calma, você não está sozinho

duas-a-cada-cinco-pessoas-nos-estados-unidos-dizem-que-se-preocupam-todo-dia-1463065878233_300x420Fonte: Roni Caryn Rabin, The New York Times, traduzida e publicada nos portais UOL e BOL

Sou uma pessoa preocupada. Prazos, meus filhos, todo o tempo que eles gastam on-line –qualquer coisa em que você pensar estará na minha lista de preocupações. Chego a me preocupar quando não estou preocupada. Do que estou me esquecendo de me preocupar?

Acontece que não estou sozinha. Duas a cada cinco pessoas nos Estados Unidos dizem que se preocupam todo dia, segundo estudo divulgado pela Liberty Mutual Insurance, empresa de seguros. Entre os achados no “Relatório Preocupe-se Menos” destacam-se: a geração do milênio preocupa-se com dinheiro; solteiros se preocupam com habitação (e dinheiro); mulheres geralmente se preocupam mais do que os homens e, normalmente, sobre relações interpessoais. A boa notícia: todos se preocupam menos à medida que envelhecem.

“As pessoas têm uma relação de amor e ódio com a preocupação. Em alguma medida, elas pensam que isso as ajuda”, disse Michelle Newman, professora de psicologia e psiquiatria da Universidade Estadual da Pensilvânia, que não participou da redação do relatório.

A crença de que se preocupar ajuda a prevenir coisas ruins é muito mais comum do que se pensa. Pesquisadores dizem que a noção é reforçada pelo fato de que costumamos nos preocupar com eventos raros, como uma queda de avião, e ficamos tranquilizados quando nada ocorre, mas nos preocupamos menos com eventos comuns, como acidentes automobilísticos.

Mas isso não significa que se preocupar seja fútil. “Certo nível de preocupação faz bem. É o que nós chamamos de preocupação produtiva ou instrutiva que pode nos ajudar a tomar medidas para resolver um problema”, disse Simon A. Rego, autor do novo relatório e psicólogo especializado em comportamento cognitivo que trabalha com distúrbios de ansiedade e analisou décadas de pesquisas sobre preocupação para o estudo.

Um estudo publicado em 2002 recrutou 57 jovens adultos e lhes pediu para listar suas preocupações em um diário durante sete dias e classificar cada episódio.

Quando os pesquisadores analisaram os resultados, determinaram que quase 20% das preocupações envolviam a antecipação de um futuro resultado negativo, mas quase metade de todas as apreensões documentadas refletia um processo de resolução de problema. Embora isso possa ser construtivo, pessoas que se preocupavam muito e não conseguiam controlar a inquietação apresentavam menor probabilidade de achar uma solução para seu problema. Os pesquisadores Marianna Szabo, agora na Universidade de Sydney, e Peter F. Lovibond, da Universidade de Nova Gales do Sul, Austrália, concluíram que não conseguir pensar em uma solução pode realmente levar a mais preocupação patológica.

Em 2007, os mesmos pesquisadores tentaram correlacionar aspectos da inquietação com componentes específicos da resolução de problemas, tais como defini-lo, coletar informação, gerar soluções, avaliar e escolher uma solução. Novamente, eles concluíram que quase metade do conteúdo cognitivo dos episódios de preocupação incluíam tentativas de resolver um problema. Assim que as pessoas chegam a uma solução, param de se inquietar um terço das vezes, mas aqueles que consideram difícil parar de se preocupar são os que não se satisfazem com a solução que imaginaram.

“As pessoas terminam presas na preocupação em si. Ela torna-se tão habitual, que eu a chamo de ‘um processo em busca de conteúdo'” disse Michelle.

Esse tipo de preocupação pode fugir ao controle. “Pessoas que se preocupam em excesso têm muitas áreas que incomodam, e se algo desencadear uma apreensão em uma delas, esta pode se infiltrar nas outras áreas e coisas podem se alternar como incêndios descontrolados –depois que um começa, pode botar fogo em outras coisas também”, afirmou Rego.

A preocupação, um processo cognitivo, não deve ser confundida com ansiedade, que geralmente se refere a um estado emocional de mal-estar que também inclui a primeira. Enquanto 38% das pessoas se preocupam todos os dias, a maioria delas não tem ansiedade. O transtorno da ansiedade generalizada, cuja característica principal é a preocupação excessiva e descontrolada, afeta somente de 2% a 5% da população.

O relatório observou que as principais preocupações das pessoas com idades entre 25 e 44 são a vida financeira e a habitação. Diretores da Liberty Mutual Insurance encomendaram o estudo para compreender melhor como os norte-americanos podem “romper o ciclo da preocupação”, já que o setor de seguros foi criado para “auxiliar as pessoas a se aborrecer menos”, declarou Margaret Dillon, vice-presidente da empresa e diretora de relações com o cliente nos Estados Unidos.

Se você estiver preocupado com sua preocupação, o relatório sugere estratégias para enfrentar o problema, tais como:

Dividir para conquistar

Tente bolar uma solução para um problema preocupante dividindo-o em quatro partes: definir a questão, esclarecer suas metas, gerar soluções e experimentar as soluções. O relatório aconselha pegar papel e caneta e anotar as ideias que surgirem. Estudos demonstraram que essa abordagem pode ajudar a reduzir a depressão e a ansiedade.

Pratique a atenção plena

Escolha uma atividade de rotina ou uma parte do dia e tente vivenciá-la completamente. Deixe os temores de lado e tente “viver o momento”.

Programe uma sessão de preocupação

Escolha um horário determinado do dia para ruminar seus problemas. Se uma preocupação entrar na sua mente fora da sessão programada, ignore-a para poder pensar nela durante a hora marcada para isso. Depois, volte para o seu dia.

Tente aceitar a incerteza

Perceba seus pensamentos e classifique-os (como “esse é o pensamento com o qual não consigo lidar”). Livre-se da tensão corporal, desfranza a testa, relaxe os ombros e as mãos.

Previdência é uma das prioridades de Henrique Meirelles

poupancaO equilíbrio das contas públicas é a prioridade de Henrique Meirelles em seu primeiro dia como ministro da Fazenda do governo de Michel Temer. “O déficit público não pode crescer e só serão nomeados profissionais técnicos para os bancos públicos, escolhidos por mim, e essas instituições serão adminstradas como entidades públicas”, comentou ele durante entrevista a teve Globo. “As medidas anunciadas tem de ser implementadas com sucesso. Vamos fazer as coisas como devem ser feitas. Analisar a situação e dentro de mais alguns dias teremos um dignóstico e tomaremos a decisão”, afirmou, enfatizando que não se pode anunciar algo e dois dias depois tomar outra medida. “A credibilidade é fundamental para atrair investimentos”.

Quanto a previdência, que também está sob a guarda de Meirelles, ele afirma que a reforma é urgente para garantir a aposentadoria das pessoas no futuro. Haverá uma idade minima para a aposentadoria. Muitos grupos tem estudos avancados sobre isso. Tudo já é conhecido. O que falta é uma determinação de governo. O caminho está claro. Idade mínima com um caminho de transição.

Para combater o desemprego, a saída é estimular a economia. “Fazer com que a economia volte a crescer e o emprego volte a ser criado. Para isso, tem de se estabelecer a confiabilidade das contas públicas e o estado brasileiro sera solvente no futuro”, afirmou o novo ministro da Fazenda.

Henrique Meirelles deixa o Conselho do Lloyd’s of London após sua nomeação como Ministro da Fazenda do Brasil

henrique meirelleHenrique Meirelles deixou o Conselho do Lloyd’s of London ao ser nomeado hoje como Ministro da Fazenda do Brasil. John Nelson, o Chairman do Lloyd’s of London, disse:
“Em consequencia à sua nomeação como Ministro da Fazenda do Brasil, Henrique Meirelles deixou a posição de Membro do Conselho do Lloyd’s. Eu gostaria de agradecer ao Henrique por sua virtuosa participação e aconselhamento durante seu mandato no Conselho. Estamos muito felizes com sua nomeação como Ministro da Fazenda no governo Brasileiro. Quero parabenizá-lo e desejar-lhe sucesso em suas novas funções “.

O Lloyd’s é o único mercado especializado em seguros e resseguros do mundo, oferecendo uma concentração única de especialização e talento, apoiado por fortes avaliações financeiras e um grande número de licenças internacionais. Frequentemente é o primeiro a segurar riscos novos, incomuns ou complexos, fornecendo soluções inovadoras de seguros e resseguros para riscos locais, entre fronteiras e globais. Sua força se encontra na diversidade e especialização dos corretores e sindicatos que operam no Lloyd’s, apoiados por capital oriundo de várias partes do mundo. Em 2016, mais de 80 sindicatos estão subscrevendo seguros e resseguros no Lloyd’s, cobrindo todas as linhas de negócios oriundos de mais de 200 países e territórios ao redor do mundo. O Lloyd’s é regulado pela Autoridade de Conduta Financeira e Autoridade de Regulação Prudente do Reino Unido.

“Estou confiante na contribuição do setor de seguros para a retomada do desenvolvimento e isso só depende de nós”, enfatizou presidente da CNseg

Coriolano_possiede_gdFonte: CNseg

O atual cenário brasileiro está levando o setor de seguros a enfrentar uma crise bastante séria. A afirmação foi feita pelo presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, durante a cerimônia de posse da diretoria do Sindicato das Seguradoras do Paraná e de Mato Grosso do Sul (Sindseg-PR/MS), em Curitiba. O executivo reconhece que este é um momento muito adverso, mas que, certamente, será superado pelas empresas e corretores que operam no mercado segurador. “Estou confiante na contribuição do setor de seguros para a retomada do desenvolvimento e isso só depende de nós”, enfatizou.

O presidente da CNseg também destacou a história pessoal de João Gilberto Possiede, presidente reeleito, e a sua contribuição para a defesa do mercado de seguros. “Temos o dever de exigir que o Governo nos encare como um setor que pode suportar a retomada do desenvolvimento social e econômico do País. Para isso, precisamos utilizar toda a nossa união representativa para dialogar com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Somente juntos seremos fortes – destacou o presidente da CNseg, para quem a missão da Confederação só será vitoriosa se for ampliada a sinergia com os Sindicatos Regionais e as demais entidades do mercado, também compreendendo os corretores de seguros”, pontuou.

Marcio Coriolano também mencionou as conquistas do Brasil no período de estabilidade econômica. Antes disso, segundo ele, a expressão do nosso mercado segurador no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro era praticamente desconhecida. Na verdade, o setor veio acumulando forças ao longo dos anos, desde 1994, especialmente em função do espírito empreendedor das empresas e da maior inserção da sociedade na proteção dos produtos de seguros. “Não podemos também esquecer que os últimos 12 anos permitiram que o mercado saltasse de patamar. Os principais atributos para esse impulso foram o aumento do rendimento médio dos salários, a maior distribuição regional de renda e riquezas e o crescimento dos índices de emprego. Lamentavelmente, hoje, estamos vivendo um momento de reversão dessas conquistas, que precisam ser recuperadas”, frisou.

João Gilberto Possiede, que foi reconduzido hoje à presidência do Sindseg -PR/MS, ressaltou a importância de o setor de seguros estimular não somente o maior diálogo entre os agentes do mercado, mas também com outras instituições representativas da sociedade civil. Nesse sentido, ele destacou as ações do Sindseg-PR/MS em relação à abertura de canais de comunicação com entidades como a OAB, a Escola de Magistratura, o Sindicato dos Corretores de Seguros e o Detran. Estas iniciativas, inclusive, serviram de modelo para outras regiões do país.

Também presente no evento, o presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), João Francisco Borges da Costa, enfatizou a importância da união dos agentes do mercado para que relevantes ações da agenda do setor sejam implementadas no momento atual do país, como as relacionadas ao combate dos desmontes ilegais de veículos. Sobre o trabalho realizado pelo SindSeg -PR/MS, ele observou que a entidade sempre contribuiu muito para o desenvolvimento do setor de seguros, não somente por suas ações, mas pelos líderes que fez. “O Paraná é um estado dinâmico, que sempre inova e apresenta muito empreendedorismo. A agenda da FenSeg passa, sem dúvida alguma, pela agenda dos sindicatos estaduais”, acentuou.

Perspectiva do mercado de seguros para óleo e gás é desafiadora, diz executivo da JLT Speciality

jlt logoFonte: JLT

Em visita ao Brasil para participar do 7* Seminário de Óleo & Gás da JLT Brasil, o chairman da JLT speaciality, Andrew Barnes, abriu hoje o evento destacando o momento desafiador do mercado de seguros e resseguros para o setor de petróleo e gás. Segundo ele, o mercado vive um momento de queda nas capacidades e de perspectiva de aumento de custos. Nesse cenário, o papel dos brokers tende a se tornar mais relevante para as companhias.

“O número de resseguradores com capacidade maior que US$ 100 milhoes caiu. Em 46 dos 76 mercados que acompanhamos, a capacidade dos resseguradores é menor que R$ 100 milhões”, resumiu.

Para o vice-presidente de Petróleo e Gás da JLT Brasil Resseguros, Adriano Oka, apesar da crise provocada pela queda do preço do barril de petróleo e do impacto da operação Lava-Jato, o mercado de seguros e resseguros do Brasil para o setor de óleo e gás tem sofrido menos que o mercado global. “O recuo no volume de prêmio da industria de petroleo no Brasil é de 20%. No mundo, chega a 40%.

Ainda vamos viver um periodo ainda longo desse ciclo de baixa do petróleo, mas não é desastroso porque, com excessão, de dois grandes momentos de pico, o preço médio do barril se manteve nos níveis que vemos hoje”, disse, apostando na capacidade do setor de se recuperar, embora o cenário seja diferente daquele marcado pela descoberta do pré-sal.