Índice de Confiança do Setor de Seguros tem alta de 62,2% no ano

Comunicado Fenacor

O Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS) – um dos principais termômetros do mercado – fechou os primeiros oito meses do ano com alta acumulada de 62,2%. Em agosto, o índice marcou 108,8 pontos, o que não acontecia desde 2014. Foi o sétimo mês de alta consecutiva, segundo levantamento da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor). O resultado reforça o otimismo do empresariado em relação ao cenário econômico e ao ambiente de negócios do Brasil.

“O ICSS de agosto confirma a expectativa de recuperação da economia, apesar da crise prolongada. Os próprios dados da Susep relativos ao primeiro semestre do ano são bons. Com arrecadação total de R$ 113,9 bilhões, o mercado de seguros caminha para a retomada do crescimento. Outros indicadores seguem essa tendência, como o Índice de Confiança de Serviços (ICS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que teve sua sexta alta no ano”, destaca o presidente da Fenacor, Armando Vergilio.

Os resultados do ICSS são calculados a partir de pesquisa realizada pela Fenacor com 100 grandes empresas do setor, que indicam percentuais de 0 a 200 para a confiança na economia, rentabilidade e faturamento. Também foram apurados outros três indicadores: ICSS (de confiança do setor de seguros no Brasil), ICER (Índice de Confiança e Expectativas das Resseguradoras) e ICGC (Índice de Confiança das Grandes Corretoras).

A pesquisa da Fenacor também apura a expectativa das empresas em relação ao crescimento da economia pelos próximos seis meses. Todos os três segmentos do mercado (seguradoras, corretoras e resseguradoras) registraram alta dos seus índices de confiança: 90%, 92% e 83%, respectivamente.

Quanto ao faturamento, 88% das corretoras; 80% das seguradoras e 92% das resseguradoras esperam um cenário mais favorável nos próximos seis meses. Na análise da rentabilidade, o otimismo segue em alta: 80% das corretoras; 75% das seguradoras e 75% das resseguradoras confiam na manutenção ou melhora dos índices atuais.

O setor de seguros é responsável por 6% do Produto Interno Bruto (PIB). É uma indústria que emprega mais de 40 mil pessoas, abriga cerca de 90 mil corretores e reúne 112 companhias seguradoras em todo o país. Em 2015, movimentou R$ 350 bilhões em volume de prêmios (considerando resseguros e a saúde suplementar), crescendo 11,6%, o que mostra sua força na economia nacional.

Coriolano defende a implementação de programa de análise de impacto regulatório

marcio coriolano 3Comunicado

O Brasil perde muito ao não implantar um programa de análise de impacto regulatório ou de impactos legais, a exemplo do que existe em países mais desenvolvidos, como no Canadá. “Isso deveria ocorrer em todos os setores econômicos, especialmente em mercados regulados. A sociedade brasileira ganharia muito nesse sentido”. A afirmação foi feita hoje pelo presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araújo Coriolano, durante palestra no painel “A política nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário: como é a relação institucional e política entre os poderes no Governo Federal e o papel do Judiciário na formação das políticas públicas”, no 1º Seminário Internacional de Relações Governamentais e Compliance, organizado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).

Para o executivo, implementar um programa de análise de impacto regulatório facilitaria muito as relações governamentais e de compliance no Brasil. “É preciso entender que a introdução de novos benefícios em setores regulados tem que ser a melhor solução para a sociedade e não apenas para indivíduos”, frisou. O presidente da CNseg ressaltou ainda que o setor de seguros caracteriza-se por uma extrema transversalidade, uma vez que tem uma interação sistemática, no âmbito público, com todos os poderes da República, nos três níveis de Governo, com especial destaque para as autoridades reguladoras.

Segundo Coriolano, o setor tem um intenso relacionamento com a sociedade civil, as entidades de defesa do consumidor, trabalhando sempre a intenção de prestar o melhor serviço possível. “Afinal, as nossas atividades tratam de poupança popular e das expectativas e angústias de milhões de brasileiros”, afirmou o executivo, enfatizando que o setor de seguros protege patrimônios e rendas da ordem de R$ 300 bilhões anuais, valor agregado maior do que indústrias como a automobilística e farmacêutica.

“Pela sua importância, e por tratar de poupanças das pessoas, o setor de seguros, comparado a todos os segmentos econômicos, é o mais regulado pelos governos, tanto no Brasil quanto no restante do mundo”, ressaltou Marcio Coriolano, acrescentando que a regulação compreende normas de acesso das empresas ao mercado, de exercício de suas atividades e de apuração de responsabilidades pelo seu descumprimento.

Sustentabilidade nas operações

O seguro é uma atividade muito especializada, que precisa ter o amparo científico e técnico para que possa ter a sustentabilidade que a sociedade precisa. “Em relação ao acesso, para que sejam garantidos riscos de vulto a que estamos nos referindo, é preciso capital e estruturas societárias adequadas. E, como a escala de proteção de riscos é uma premissa da atividade, a concentração de mercado a acompanha, sendo requerida regulação específica”, esclareceu.

Em sua palestra, Marcio Coriolano lembrou que o setor segurador é muito sensível a demandas políticas, dos reguladores e da sociedade organizada. Nesse sentido, segundo ele, a CNseg vem atuando, por meio de diversas frentes de trabalho com os Três Poderes e entidades de defesa do consumidor, com o objetivo de esclarecer, debater e propor ações com a intenção ampliar o conhecimento acerca do setor de seguros. “Nem sempre as demandas de cada um dos interessados no nosso setor são aderentes aos princípios, conceitos e melhores práticas securitárias. Então, é preciso esclarecer, refletir, sempre com o intuito de zelar pela poupança pública que administramos”, explicou o presidente da Confederação.

O Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ricardo Cueva, também integrante do painel, abordou o tema Judicialização da Saúde. De acordo com o ministro, o protagonismo do Judiciário vem aumentando nos últimos anos. “O Judiciário está se repolitizando, na medida em que assumiu um papel político acaba interferindo na criação e no controle de políticas públicas”, analisou Cueva. Na sua avaliação, o Judiciário tem assumido um papel “muito mais ativo na concretização dos valores previstos pela Constituição Federal. “Hoje o Judiciário deixa de ser apenas um juiz, para dizer o que é certo ou errado, para passar a atuar na adequação entre meios e fins”, observou, citando uma pesquisa a qual indica que a União, no ano passado, gastou R$ 1 milhão com ações judiciais. O estado de São Paulo por sua vez despendeu o mesmo valor e, os planos de saúde, R$ 1,2 bilhão. “A situação é dramática na área de saúde. É preciso que se faça alguma coisa”, afirmou o ministro do STJ.

Também compuseram a mesa o presidente da Codeplan, Lucio Rennó, e a Subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência da República, Mariangêla Fialek. O 1º Seminário Internacional de Relações Governamentais e Compliance será encerrado amanhã, dia 2 de setembro. Entre os destaques do segundo e último dia de evento, estão as palestras sobre “O Governo do futuro e o futuro do governo: relações público-privadas no século XXI”, “A defesa de interesse no meio digital: como influenciar o mundo político e de causas” e “As relações governamentais no Brasil”.

Fundación Mapfre e HCor lançam no Brasil a campanha Mulheres pelo Coração

coracaoPara conscientizar a população feminina sobre a importância da prevenção de doenças cardiovasculares, a Fundación Mapfre e o HCor – Hospital do Coração lançam a campanha Mulheres pelo Coração. A iniciativa, criada pela Fundación na Espanha, busca alertar o público feminino sobre esse problema global. As doenças cardiovasculares, geralmente associadas ao público masculino, têm atingido cada vez mais mulheres no mundo.

No Brasil, de acordo com o DATASUS, 30,41% das mortes de mulheres são causadas por doenças do aparelho circulatório. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças cardiovasculares causam o dobro do número de mortes em relação a todos os tipos de câncer que atingem o aparelho reprodutor feminino – o maior alvo de preocupação de mulheres em relação à saúde preventiva.

Além dos fatores de risco já conhecidos, como tabagismo, sedentarismo e maus hábitos alimentares, a saúde coronariana do público feminino também é prejudicada pelo estresse acentuado em decorrência da dupla jornada de trabalho, na vida profissional e em casa.

“A prevenção e promoção da saúde são fatores-chave que devem ser considerados por toda a sociedade. Pensando nisso, a Fundación Mapfre mantém um posicionamento ativo nessa área, articulando iniciativas capazes de disseminar conhecimento e informação para um número cada vez maior de pessoas e incentivando a adoção de hábitos de vida saudáveis entre diferentes públicos”, reforça Wilson Toneto, CEO da Mapfre Brasil.

Com o objetivo de disseminar práticas preventivas e alertar sobre os riscos desses males entre o público feminino, a campanha Mulheres pelo Coração montará tendas em locais de grande circulação de pessoas, que contará com a expertise dos profissionais do HCor. Uma equipe multidisciplinar, formada por enfermeiros, nutricionistas e psicólogos, realizarão exames de colesterol total, circunferência abdominal, orientação nutricional e testes para avaliar o nível de estresse.

Para as participantes, serão distribuídas a revista ‘Pela Saúde do Coração’, um guia prático com dicas e orientações sobre saúde cardiovascular da mulher, elaborada sob a supervisão do cardiologista Leopoldo Piegas, codiretor da Unidade Coronariana (UCO) do HCor. Espera-se, com essas ações, impactar um público de mais de 26 mil pessoas.

“Esta Campanha visa destacar a importância de conhecer ferramentas práticas para o controle e a manutenção da saúde cardiovascular das mulheres. Para cumprir este objetivo, o HCor contribuirá com o seu know-how adquiridos nestes 40 anos”, conta Dra. Bernardete Weber, superintendente de Qualidade e Responsabilidade Social do HCor.

Calendário Mulheres pelo Coração

Criada e promovida em 2014 pela Fundación Mapfre na Espanha, a campanha já impactou milhares de mulheres. No Brasil, a iniciativa está alinhada a uma das áreas de atuação da entidade: a promoção da saúde.

Para disseminar as informações ao maior número possível de pessoas, a campanha marcará presença em dois eventos esportivos direcionados especialmente ao público feminino: a Corrida Vênus 15k, realizada no dia 4 de setembro, no Jockey Club, em São Paulo, e a Corrida W21k – Women’s Half Marathon, prevista para o dia 16 de outubro, no campus da Universidade de São Paulo (USP).

Durante os meses de setembro e outubro serão realizadas ainda seis palestras sobre doenças cardiovasculares, com a distribuição do guia em hospitais do SUS (na Bahia, Ceará e Alagoas) que mantém parceria com o Hospital do Coração.

E, para encerrar as atividades previstas para o ano, a Fundación e o HCor marcarão presença, no dia 4 de novembro, no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo, oferecendo orientação para as mulheres que passarem pelo local ao longo do dia.

Procurando emprego? Mongeral Aegon seleciona profissionais de vendas para parceria na região de Caxias do Sul

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A Mongeral Aegon, uma das cinco maiores seguradoras independentes do Brasil, está expandindo sua atuação em Caxias do Sul e abre oportunidades de parceria para pessoas interessadas em atuar no segmento de seguros de vida e previdência como consultores de benefícios autônomo.

Podem se inscrever profissionais que queiram iniciar uma nova carreira como corretores, já que a seguradora oferece programa completo de formação para a profissão, em parceria com a Escola Nacional de Seguros (Funenseg), e corretores já habilitados pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). É necessário ter ensino médio completo comprovado e residir, preferencialmente, nas cidades Caxias do Sul, Farroupilha, São Marcos e Flores da Cunha. É desejável ter experiência em vendas.

Entre os atrativos de atuar na profissão em parceria com a Mongeral Aegon estão: formação, treinamento e desenvolvimento profissionais, possibilidade de ganhos financeiros ilimitados, suporte de profissionais dedicados e participação no programa de relacionamento da empresa. Serão até seis meses de formação, nos quais os selecionados participarão de atividades práticas que os ajudarão no exercício profissional.

Os interessados devem acessar o site Seleção Mongeral Aegon (www.selecao.mongeralaegon.com.br/viviane-atarao) para efetuar o cadastro e participar das etapas online, em que conhecerão mais sobre a empresa e a profissão de corretor de seguros. Os cadastros devem ser realizados até o dia 21/09.

Mitsui Sumitomo Seguros investe em tecnologia e escolhe a TIVIT para gestão das operações de TI

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A Mitsui Sumitomo Seguros pertencente ao grupo MS&AD que está entre os 10 maiores do mundo, firmou parceria com a TIVIT, empresa líder em serviços integrados de Tecnologia na América Latina, em busca de um parceiro de tecnologia que a apoiasse em sua estratégia de crescimento. Entre os serviços de infraestrutura contratados, destacam-se as soluções de cloud computing, segurança da informação, governança e automatização de processos.

Com o novo ambiente tecnológico, o avanço na segurança e disponibilidade foi significativo. “Nós escolhemos a TIVIT, pois tínhamos a necessidade de contar com um parceiro que garantisse a estabilidade do ambiente de TI, nos desse segurança, escalabilidade e que possuísse expertise no mercado seguros. Deste modo, podemos focar em outras ações estratégicas para o negócio e ganhar competitividade”, afirma Giuliano Borro, Diretor de Tecnologia e Operações da Mitsui Sumitomo Seguros.

Fujioka Takeshi, Superintendente de Tecnologia da Informação da Mitsui Sumitomo Seguros ressalta que “a operação brasileira segue os padrões mundiais de governança do Grupo MS&AD e a TIVIT é o melhor parceiro para atingirmos nossos objetivos pois podemos contar com seus processos operacionais altamente qualificados”.

O processo de transição do ambiente de TI ocorreu em duas fases. Na primeira delas, a TIVIT assumiu a gestão da infraestrutura de tecnologia da seguradora, que possuía, até então, um modelo de gestão terceirizada.

Na segunda fase, o ambiente de missão crítica passou a contar com Disaster Recovery para todas as aplicações. Paralelo a isso, foram implantadas importantes ações proativas de sustentação para o plano de crescimento do ambiente de TI e foram criados indicadores de performance que dão à seguradora maior visibilidade sobre a governança e apoiam diretamente a tomada de decisão. Além disso, a seguradora também contratou em uma terceira localidade, posições de trabalho para casos de desastre com o prédio da matriz, dando assim continuidade de forma contingencial as atividades das áreas vitais da companhia.

“Ao entender a criticidade e as peculiaridades do mercado de seguros, implementamos uma solução que possibilitasse um avanço na infraestrutura tecnológica e também um processo de melhoria contínua da operação. Assim, os ganhos em governança e em escalabilidade já estão gerando resultados e melhorando a satisfação tanto para os clientes internos quanto externos”, ressalta Carlos Gazaffi, vice-presidente de Gestão de Tecnologia da TIVIT.

Os recursos de cloud computing permitem à Mitsui Sumitomo Seguros escalar e flexibilizar a disponibilidade de seus recursos para campanhas específicas, proporcionando uma utilização sob demanda de sua capacidade computacional. Outro ganho foi na agilidade das cotações já percebida pelos corretores. Na prática, agora é possível gerar cotações de forma mais rápida e com um maior volume. “Os corretores já estão percebendo a evolução do nosso ambiente de TI, que está impactando positivamente sua rotina de trabalho. Estes parceiros são cruciais para o sucesso do nosso negócio, por isso estamos muito satisfeitos com os resultados das mudanças”, finaliza Giuliano Borro, diretor de Tecnologia e Operações da Mitsui Sumitomo Seguros.

Chubb nomeia novo Senior Vice President Accident, Health & Life para a América Latina

A Chubb anunciou a nomeação de José Sosa a Senior Vice President Accident, Health & Life para a Chubb América Latina. No cargo, se reportará diretamente a Jorge Luis Cazar, Regional President da Chubb América Latina, e a Ed Levin, Division President Accident & Health para a Chubb Overseas General.

O executivo juntou-se à Chubb em maio deste ano como COO e Underwriter Manager de Accident & Health para a América Latina. Antes da Chubb, trabalhou na AIG onde foi Head of Consumer Lines para a América Latina. Antes dessa função ele ocupou vários cargos de liderança na Zurich Insurance na Venezuela, Europa, Brasil e Estados Unidos.

Sosa se especializou em negócios de seguros na Escola de Comércio de Essen, na Alemanha, e é bacharel em Administração pela Universidad Metropolitana e Mestre em Finanças pelo Instituto de Estudios Superiores de Administración, ambos na Venezuela.

Allianz Global Assistance firma parceria exclusiva com a agência de intercâmbio Egali para a venda de seguro viagem

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A Allianz Global Assistance, líder global no segmento de seguro e assistência viagem, que no Brasil atua como representante de seguro da Allianz Seguros, firmou em 19 de agosto, uma parceria exclusiva com a agência de intercâmbio Egali, considerada uma das maiores empresas do setor da América Latina. O acordo foi assinado na sede da empresa, em Porto Alegre, entre os executivos Fábio Lucato, diretor Comercial da Allianz Global Assistance e Cristiano Martins, Diretor de operações da Egali.

A partir de 30 de Agosto de 2016 todos os estudantes que fecharem pacotes de intercâmbio com a agência poderão adquirir um dos diversos planos ofertados pela Allianz Global Assistance, podendo assim aproveitar a sua estadia no exterior de forma tranquila e segura, garantindo uma experiência incrível e um aprendizado para a vida toda.

“Estamos muito otimistas com essa nova parceria e temos certeza de que juntos podemos oferecer a melhor qualidade do mercado em termos de serviço, atendimento e assistência aos nossos clientes”, afirma Fábio Lucato, diretor Comercial da Allianz Global Assistance.

Criada em 2007, a Egali está presente em todo território brasileiro, com 91 escritórios espalhados pelo país, além de 16 unidades no exterior. Oferece cursos voltados a diversas faixas etárias para destinos como Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Alemanha, África do Sul, Inglaterra, Irlanda e Canadá.

Soluções para enfrentar a crise na saúde

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A discussão em torno do impacto da crise para o sistema de saúde envolve vários setores da sociedade. Por essa razão, a Proteste Associação de Consumidores realizou, na última terça-feira (30/8), em São Paulo, o XIV Seminário Internacional Proteste de Defesa do Consumidor, que reuniu especialistas do Brasil e do exterior para debater os impactos para o setor de saúde suplementar e para o SUS.

As ações do setor regulado para superar a crise foram apresentadas por Sandro Leal, superintendente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). De acordo com Leal, emprego e renda são os principais combustíveis do mercado de saúde suplementar e o atual cenário econômico motivou a saída de 1,7 milhão de beneficiários, nos últimos doze meses. “A saúde suplementar desacelerou em sintonia com a retração da atividade econômica”, analisou.

Segundo Sandro, essa situação é preocupante, porque a saúde suplementar segue as regras do mutualismo, que tem como princípio a solidariedade entre pessoas com um interesse em comum. “Para viabilizar o acesso aos serviços, os interessados se associam em uma carteira de beneficiários, contribuindo para um fundo comum, administrado pelas operadoras de planos de saúde”, explicou. “Com a crise, o cobertor ficou menor. Com menos beneficiário, tem menos gente para dividir”.

Para o superintendente da FenaSaúde, o momento exige novas regulações com critérios de custo/benefício para que sejam avaliados os impactos regulatórios previamente à edição de novas regras. Em sua avaliação, uma das saídas para contornar a crise econômica é o desenvolvimento de novos produtos, como planos com coparticipação, franquia, acumulação e desenho de produtos mais acessíveis. Leal também defende o controle de custos, a redução de desperdícios e a coibição de fraudes.

Planos individuais – Durante o evento, foi apresentada a pesquisa Proteste com usuários de planos individuais. De acordo com o levantamento, 61% dos entrevistados já tentaram contratar um plano de saúde nos últimos dois anos; 49,6 % têm pré-disposição de readquirir e 81% não encontraram dificuldade para contratar o plano. A pesquisa foi realizada em julho em todo o Brasil.

O seminário ainda debateu o panorama da saúde e seus reflexos para o consumidor, que contou com a participação de Paulo Furquim, coordenador do Centro de Estudos em Negócios do Instituto de Pesquisa (Insper); e José Antônio Sestelo, pesquisador do Grupo da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Programa Educar para Proteger está de volta às aulas

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Belo Horizonte, agosto de 2016. As atividades da oitava edição do programa Educar para Proteger começam a ser realizadas nas escolas púbicas. O objetivo do programa é despertar o interesse dos estudantes sobre a importância de pensar na própria segurança de forma preventiva e consciente. Para isso, agentes selecionados e treinados realizam oficinas pedagógicas para alunos do ensino médio de escolas públicas de Minas Gerais. Além da capital mineira e cidades da Região Metropolitana, a ação também acontece em instituições do Sul de Minas, Triângulo Mineiro, Zona da Mata, Região Centro-oeste, Região Leste e Norte. Neste ano, 45 escolas participarão do projeto.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros e Capitalização dos Estados de Minas Gerais, de Goiás, do Mato Grosso e do Distrito Federal (Sindseg MG/GO/MT/DF), Augusto Frederico Costa Rosa de Matos, a iniciativa busca despertar a cultura de seguro e com isso incutir valores na formação dos jovens. “É importante conscientizá-los e incentivá-los a ter uma mudança de atitude em relação à segurança e à prevenção de acidentes. Isso só é possível com conhecimento e adoção de novos valores morais”, destacou.

As oficinas de mobilização acontecem durante o período letivo, nos horários escolhidos pela escola. A agente Tânia Mara Lage participa desde a primeira edição e se diz animada para a volta às aulas. Ela conta que o desafio é fazer com que jovens de 14 a 19 anos reflitam sobre medidas de segurança que precisam tomar para ter uma vida estável. “O objetivo é os fazer pensar para além da segurança pública, sobre a importância de possuir atitudes responsáveis de forma a guiar da melhor maneira possível suas vidas”, explica.

Segundo a agente, o segredo para despertar a atenção dos alunos para a importância do tema é promover sua participação na aula. “Não dou palestra, realizo dinâmicas e incentivo o debate e a reflexão”, completa Tânia Lage. Além das dinâmicas, são também utilizados recursos como imagens de situações de risco e os alunos assistem a um vídeo de conscientização. Ao final do encontro, os participantes são estimulados a participar de concurso cultural, produzindo uma redação sobre o tema ‘O Seguro morreu de velho. Mas como foi que ele viveu?’. Os três melhores autores de cada cidade participante são premiados com um iPad, um smartphone e um tablete, respectivamente.

Dilemas e paradoxos da saúde suplementar em debate

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Afinal, qual é a saúde que podemos ter? Foi essa questão que abriu as discussões do seminário ‘A Saúde que podemos ter’ realizado pela Associação Comercial do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (29/8). O evento reuniu dezenas de especialistas e empresários do setor para debater o contexto da saúde no Brasil, suas urgências e como melhorar esse cenário.

Para responder a pergunta, Solange Beatriz Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), se utilizou dos números do setor, destacou que a saúde suplementar deve ter qualidade e promover segurança e conforto, e, ainda, ressaltou que deve caber no orçamento das empresas e dos cidadãos: “Somente no primeiro semestre de 2016, as despesas assistenciais chegaram a R$ 50 bilhões. Pagamos 1,2 bilhão de procedimentos ao ano. Esses gastos devem ser claros e previsíveis. Hoje, vivemos uma total ausência dessa previsibilidade”.

Na avaliação da presidente da FenaSaúde, o foco precisa ser no combate aos desperdícios: “Por exemplo, um stent coronariano pode variar de R$ 4 mil a R$ 22 mil. São enormes desperdícios também na utilização de exames, como de ressonância magnética. No Brasil, a taxa de utilização desse procedimento está em 102 por 1000 pessoas, enquanto que a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima esse número em 50”.

Solange Beatriz Mendes também participou do debate sobre os dilemas e paradoxos da saúde suplementar no Brasil, no qual defendeu que, no setor, o acesso ao tratamento deve ser de modo a garantir presteza, segurança e qualidade, além de evitar desperdícios. “É preciso conter o avanço descontrolado dos custos, pois não permite que a renda dos brasileiros arque com a saúde desejada”, explica.

De acordo com a executiva, é necessário trazer o consumidor para a discussão: “Acredito que os beneficiários precisam entender o valor da saúde, não só o valor para a prevenção, mas também o custo dessa saúde”. No decorrer do debate, a presidente da FenaSaúde foi questionada sobre a viabilização de recursos para a saúde suplementar. Nesse momento, Solange Beatriz afirmou que é preciso colocar em prática um plano indutor de políticas do setor; defendeu flexibilidade na regulação; alertou que a maioria das operadoras já registrou bem mais que 80% de sinistralidade; e falou sobre hierarquização com direcionamento à atenção primária.

Mesa-redonda – Também presente no seminário, José Cechin, diretor-executivo da FenaSaúde, participou do painel sobre ‘Fundamentos da saúde brasileira e suas consequências – com foco na integralidade’ e abordou o ‘Financiamento da saúde brasileira e suas consequências’. Na mesma linha de argumentação da presidente, o diretor da Federação reforçou questões que aceleram os custos na saúde suplementar, entre os quais, os preços dos dispositivos. “Há itens cujos os preços aumentaram mais de dez vezes em relação ao IPCA. Essa disparidade é um sintoma de que não há concorrência nesse mercado distribuidor.”, afirma.

Cechin também alertou sobre a dificuldade de a Lei Orçamentária Anual manter a dotação para a saúde em termos reais diante do atual cenário econômico das restrições fiscais. “Isso porque, sem reformas profundas, o número de beneficiários da Previdência cresce a mais de 3,5% ao ano e, portanto também a despesa.”

Os principais agentes da cadeia produtora de saúde, seja no âmbito privado ou público, participaram dos debates. Nomes como: José Carlos Abrahão, presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); Floretino Cardoso, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB); Paulo Chapchap, diretor-presidente do Hospital Sírio Libanês; Fernando Boigues, presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro (SINDHRIO); e Luis Teixeira, secretário estadual de Saúde (RJ), entre outros representantes de diversas entidades.

O presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Paulo Manoel Protasio, se comprometeu a disseminar os temas debatidos durante o seminário, com mais de duas mil associações comerciais espalhadas pelo país. “Os empresários brasileiros são responsáveis pelo pagamento de 80% dos planos de saúde, que são os planos empresariais. Informar é muito importante para combater a elevação dos custos”, resume.