A capacidade de retomada de uma obra após a ocorrência de um evento inesperado será sempre maior se a apólice de seguro puder oferecer cobertura mais ampla. No mercado brasileiro, o seguro garantia está ainda limitado, na maior parte das vezes, a 5% do valor global do contrato, podendo chegar a 10% em projetos de maior complexidade. “No Brasil, essa modalidade de seguro existe apenas desde 1994. Nos Estados Unidos atuamos há muito mais tempo e, dependendo do estado em que atuamos, temos apólices que chegam a 100% do valor do contrato”, afirma do diretor da Swiss Re Corporate Solutions”, disse o diretor de subscrição de garantia da Swiss Re Corporate Solutions, João Alfredo di Girolamo Filho, em sua palestra no seminário “Seguro Garantia como Instrumento de Desenvolvimento da Infraestrutura Brasileira”, promovida pela Escola Nacional de Seguros na manhã desta quarta-feira, em São Paulo.
Em sua palestra, Girolamo debateu como aprimorar o seguro garantia de maneira a aumentar a estabilidade financeira das empresas que atuam na construção e na gestão de grandes projetos de infraestrutura no Brasil. Segundo ele, o produto deverá desempenhar um papel cada vez mais importante na retomada dos investimentos em infraestrutura no Brasil.
O mercado está em franca expansão e apresentou crescimento de 28% em 2015, mesmo em um ano em que os níveis de investimento foram fracos na economia. O seguro garantia é utilizado para garantir o cumprimento de uma obrigação contratual ou legal como, por exemplo, a de construir um prédio ou de fornecer equipamentos. O mercado chegou a R$ 1,7 bilhão em prêmios emitidos, mas apresenta ainda muito espaço para crescimento, principalmente no setor privado onde o produto possui baixa penetração.
O acompanhamento da execução das etapas do projeto segurado durante a vigência da apólice é uma medida fundamental para dar maior previsibilidade à gestão desse tipo de contrato. “A Swiss Re Corporate Solutions tem longa experiência nesse tipo de risco e está preparada para oferecer cobertura sobre parcelas cada vez maiores dos valores dos contratos em projetos de concessões e de obras públicas, que exigem grandes investimentos e têm impacto crítico sobre o bom funcionamento da economia”, comentou.
Ele destacou que a Swiss Re Corporate Solutions possui uma equipe de acompanhamento experiente e capaz de fazer esse monitoramento. Dessa forma, é possível indicar ou tomar medidas preventivas para resguardar todas as partes quando necessário.
Depois de muita luta para permanecer no cargo disputado por políticos, o superintendente Superintendência de Seguros Privados (Susep), Roberto Westenberger, será exonerado do cargo nesta quinta-feira, com publicação sobre sua saída na sexta-feira no Diário Oficial da União. Em seu lugar entra Joaquim Mendanha de Ataídes, brasileiro, formado em Administração em Marketing pela Universidade Católica de Goiás – UCG, e MBA em Seguros e Resseguros pela Escola Superior de Seguros.
Ingressou no mercado de seguros em março de 1987, tornando-se Corretor de Seguros habilitado em 1989. Vem ocupando desde 1997 vários cargos no Sindicato dos Corretores de Goiás (SINCOR-GO). Cooperado fundador da CREDICOR-GO Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Corretores de Seguros, de Capitalização e de Previdência Privada, onde já foi conselheiro ocupando também o cargo de Diretor Administrativo. Foi Diretor Suplente da Federação Nacional dos Corretores e das Empresas Corretoras de Seguros, de Capitalização e de Previdência privada – FENACOR na gestão (2001 a 2005).
Se seguir na luta de Westenberger, Mendanha terá o desafio de modernizar a Susep. Tem pela frente muitas batalhas e pouco reconhecimento, uma vez que o cargo do órgão fiscalizador do mercado segurador está sempre sendo disputado por políticos que querem apoio das seguradoras.
O grande feito e sonho de Westenberger foi criar uma nova Susep. Para viabilizar seu sonho, há dois meses conseguiu autorização do Ministério da Fazenda para a criação da diretoria de conduta, apelidada de diretoria dos consumidores. Segundo ele, essa estrutura será a base de duas vertentes: a fiscalização prudencial, com foco na saúde financeira dos regulados, e de defesa do consumidor, avaliando as práticas das seguradoras e corretores de seguros com os consumidores.
Que Roberto seja muito feliz em seu novo desafio — o dificil certamente será escolher em qual projeto vai mergulhar de cabeça –, e que o novo titular traga a modernidade para a Susep que o setor precisa nesta era digital. Hoje, as mídias sociais praticamente fazem o papel de regulador por estimularem a transparência e a fiscalização para qualquer setor da economia.
E com certeza teremos muitos eventos para agradecer o que Roberto fez e saber o que Joaquim Mendanha fará.
A Associação Nacional das Resseguradoras Locais (AN-Re), entidade recém criada pelas resseguradoras Austral Resseguradora, BTG Pactual Resseguradora, IRB Brasil Resseguros e Terra Brasis Resseguros, será um fórum para o desenvolvimento de estudos e trabalhos que visem o crescimento e o aprimoramento do mercado de Seguros e de Resseguros no Brasil.
Segundo informou Paulo Botti, CEO da Terra Brasis e diretor presidente da AN-Re, a associação objetiva fomentar um debate aberto e técnico sobre a nossa indústria e contribuir para o desenvolvimento do mercado segurador e ressegurador brasileiros e para isto tem total confiança no apoio, entusiasmo e adesão das demais companhias e entidades do mercado. Além de Botti, compõem a diretoria Jose Carlos Cardoso, vice presidente do IRB Brasil Re e diretor e vice presidente da AN-Re e Bruno Freire, CEO da Austral Re e diretor vice-presidente da associação.
As últimas alterações implantadas em 2015 durante a gestão do Ministro Joaquim Levy flexibilizam gradualmente a Colocação Obrigatória e as operações Intra-Grupo e mantem a Oferta Preferencial de 40%. “Seu resultado básico é recolocar em vigor a regulamentação original de 2008, que sob coordenação da Susep, foi desenvolvida com a participação de todos os setores de nossa indústria e que teve enorme sucesso ao atender seus dois principais objetivos”, diz ele.
O primeiro foi criar incentivos para o investimento nacional e internacional na formação de uma forte, eficiente e competitiva indústria local de resseguros e, ao mesmo tempo atrair o importante mercado mundial de resseguros, de todas as regiões, a fornecer sua capacidade internacional de subscrição para complementar as necessidades de resseguro do mercado brasileiro.
Além das flexibilizações acima, acrescenta Botti, a comissão também criada pelo Ministro Levy no âmbito do Conselho Nacional de Seguros Privados e integrada por representantes do governo e da iniciativa privada, finalizou seu relatório, que deverá ser proximamente divulgado, recomendando alguns ajustes dos quais um dos mais importantes foi a flexibilização para as seguradoras cedentes (não se aplica à Resseguradoras), em alguns ramos, da obrigatoriedade de retenção de 50% do prêmio emitido no ano.
Botti afirma que a Associação Nacional das Resseguradoras Locais considera que deve agora, com o horizonte definido, deixar de discutir mudanças conceituais na regulamentação e passar a planejar o futuro, trabalhando dentro de regras estáveis e duradouras para que o Brasil continue no seu caminho de desenvolver um mercado local de resseguros de alto nível técnico, competitivo e eficiente na sua operação, convivendo com o mercado internacional e colaborando com o nosso mercado de seguros e com o nosso país.
Entre os primeiros passos da AN-Re, Botti destaca:
1 – Como contribuir para o crescimento do mercado de Seguros e consequentemente do mercado de Resseguros no Brasil,
2 – Como fazer o Resseguro colaborar para o crescimento, modernização e estabilização dos seguros de Vida, Saúde e Previdência,
3 – Como viabilizar, para benefício do mercado brasileiro, o potencial que os Resseguros da América Latina possui,
4 – Como sensibilizar nossas autoridades de que a médio prazo precisamos nos aproximar de uma isonomia tributária com a indústria de resseguros de outros países autorizados a operar no Brasil,
5 – Como desmistificar no Brasil a atividade de Resseguros e aprimorar o relacionamento com simetria de conhecimentos entre Seguradoras, Corretoras, e Resseguradoras,
6 – Como melhorar a eficiência operacional do Sistema de Ofertas e Prestação de Contas de Resseguro como um todo,
7 – Como mitigar acúmulos de Cosseguro e de Tomadores de Garantia, que podem levar a eventos catastróficos para o mercado ou a uma deficiência de capacidade de resseguro,
8 – Como viabilizar os Seguros/Resseguros de Riscos Especiais que tem sido constantemente declinados pelo mercado,
9 – Como aprimorar a nossa capacidade de precificar e subscrever de forma tecnicamente mais correta e com maior simetria entre os vários players do mercado,
10 – Como melhor colaborar para o aprimoramento dos recursos humanos da nossa indústria de Resseguros no Brasil,
11 – Como apressar o amadurecimento do Mercado Brasileiro de Resseguros e seu salutar relacionamento com o mercado internacional,
12 – Como entender e contribuir para o conhecimento e mitigação da Catástrofes,
13 – Como se utilizar de maneira construtiva da capacidade do Mercado de Capitais,
14 – Como utilizar métricas/modelos/Big Data,
15 – Como melhor se proteger nas retrocessões,
16 – Como colaborar com o mercado de Seguros em Inovação e Diferenciação,
17 – Como trabalhar em parceria no mercado de Seguros e Resseguros.
“A Associação Nacional das Resseguradoras Locais será um fórum para o desenvolvimento de trabalhos que colaborem para as soluções destes assuntos e de outros que vierem a ser levantados e mais uma vez reiteramos nossos agradecimentos e nossa total confiança em contar com o apoio e o entusiasmo já demonstrados de todas as companhias e Entidades do mercado”, finaliza Botti.
As resseguradoras locais apresentaram um lucro de R$ 262 milhões no primeiro trimestre de 2016, ante um lucro de R$ 193 milhões em 2015. Nesse período, o IRB Brasil RE lucrou R$ 212 milhões e as demais resseguradoras R$ 50 milhões, ante um lucro de R$ 193 milhões em 2015, segundo o mais recente estudo elaborado pela Terra Brasis.
A Associação Internacional de Direito de Seguro (AIDA) organiza, no dia 8 de agosto, um seminário que terá como principal objetivo refletir e discutir os impactos das mudanças climáticas no mercado e nas operações de seguros em Porto Alegre. Realizado na capital gaúcha, o encontro conta com o apoio da Funenseg, do SindsegRS e Sincor-RS.
O seminário ocorrerá em dois painéis. No primeiro, intitulado Mudanças Climáticas na Perspectiva do Mercado Segurador, contará com Alberto Muller, vice-presidente do SindsegRS e diretor regional da Sompo Seguros; e Christopher Brod Spohr, corretor de seguros. A mediação ficará a cargo do presidente do Grupo Nacional de Trabalho (GNT) regional Sul da AIDA, Juliano Ferrer.
Já o segundo painel será mediado pelo presidente do GNT de Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da AIDA, Pery Saraiva Neto e terá a participação da professora doutoranda em Direito/Unisinos, Fernanda Dalla Libera Damacena; e de Ivana Jalowittzki, doutora em arquitetura e pós-doutoranda.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail aida@aidabrasil.org.br ou pelos telefones (11) 3231-1583 e (11) 3159-4968. É necessário levar 1 kg de alimento não perecível no dia do evento.
Serviço
Seminário Mudanças Climáticas, Desastres e Seguros Data: 8 de agosto Horário: das 17h às 21h Local: Auditório da Funenseg em Porto Alegre (Avenida Otávio Rocha 115, 1º andar – Centro)
As perdas provocadas por catástrofes naturais totalizaram US$ 70 bilhões no primeiro semestre deste anos, um aumento significativo de 42% quando comparado ao mesmo período do ano passado, quando os prejuízos somaram US$ 59 bilhões, revela estudo da resseguradora Munich Re. Desse valor, a indústria de seguros pagou US$ 27 bilhões em indenizações aos segurados de janeiro a junho deste ano. No mesmo período do ano anterior, as indenizações totalizaram US$ 19 bilhões. O resultado superou a média (corrigida com a inflação) dos últimos 30 anos, mas ficou abaixo da média registrada na última década.
As catástrofes naturais provocaram 3,8 mil mortes, bem abaixo das 21 mil registradas no mesmo período do ano anterior. Os maiores prejuízos foram provocados por dois terremotos na ilha japonesa de Kyushu em abril, um total de US$ 25 bilhões, dos quais US$ 6 bilhões tinham seguro.
“A boa notícia é que códigos de construção aprimorados e um enfoque mais inteligente por parte dos serviços de emergência e as autoridades oferecem uma proteção muito melhor às pessoas do que era o caso anteriormente”, destacou o autor do estudo, em nota divulgada à imprensa.
Os principais eventos catastróficos observados no primeiro semestre foram incêndios florestais no Canadá, enchentes na Europa e nos Estados Unidos e terremotos no Japão e no Equador. Os incêndios na região canadense de Alberta em maio causaram perdas diretas estimadas em US$ 3,6 bilhões, das quais US$ 2,7 bilhões serão cobertos pela indústria de seguros. Os danos causados por fortes chuvas e enchentes nos Estados Unidos chegam a US$ 12,3 bilhões, das quais US$ 8,8 bilhões estão asseguradas. Na Europa, o valor chega a US$ 6,1 bilhões.
Os terremotos que atingiram a ilha de Kyushu, no Japão, em abril, mataram 69 pessoas e destruíram propriedades estimadas em US$ 25 bilhões, mas apenas US$ 5,9 bilhões contavam com seguro. O estudo destaca também o terremoto no litoral do Equador que matou quase 700 pessoas, com perdas econômicas de US$ 2,5 bilhões e perda segurada de US$ 400 milhões.
Para ver o estudo completo (em inglês ou alemão), com várias tabelas interessantes, acesse o link: https://www.munichre.com/site/touch-publications/get/documents_E-1907832361/mr/assetpool.shared/Documents/5_Touch/_Publications/302-08898_en.pdf
Com coberturas e assistências customizadas, seguro pode ser contratado por proprietários ou locatários desse tipo de imóvel
São Paulo, 19 de julho de 2016 – A Liberty Seguros acaba de lançar o Liberty Apartamento, um seguro pensado para esse tipo de imóvel. O produto pode ser contratado por locatários e proprietários de apartamentos que buscam coberturas customizadas.
O Liberty Apartamento oferece uma série de assistências exclusivas como pagamento do condomínio em caso de perda de renda, danos causados por rompimento de tubulações, roubo de bens em depósito ou bicicletário.
“O lançamento do Liberty Apartamento reforça nosso compromisso em oferecer um portfólio diversificado e com soluções customizadas para os nossos clientes. E também mostra que acompanhamos as tendências como a do crescimento do número de apartamentos no Brasil”, diz Mario Cavalcante, diretor de Seguros Auto e Residência da Liberty Seguros. “Desde o ano 2000, o número deste tipo de imóvel subiu mais de 43%, principalmente na região Sudeste”, explica.
Outras coberturas das quais o segurado poderá usufruir ao contratar este seguro estão dedetização, limpeza e reparos de ar condicionado e até fixação de tela nas janelas. “Além de trazer praticidade para o cotidiano dos segurados, é importante ressaltar a acessibilidade deste tipo de seguro, que no caso de um imóvel de valor médio, fica em torno de R$ 300,00 ao ano”, finaliza o executivo.
Novamente boatos da saída de Roberto Westenberger da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que fiscaliza a indústria de seguros do país, responsável por faturamento próximo de R$ 200 bilhões e reservas acima de R$ 700 bilhões. Desta vez, o nome cotado para ser o xerife do setor é Joaquim Mendanha, presidente do Sincor-GO, casado, pai de três filhos. Ingressou no mercado de seguros em março de 1987, tornando-se corretor de seguros em 1989.
Em encontro realizado na segunda-feira (18/7), na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, fez um panorama dos grandes desafios da sua gestão no ministério. Para uma plateia repleta de empresários e profissionais do segmento de saúde, Barros afirmou que informação, promoção e prevenção à saúde e dialogo são os principais pilares do seu trabalho.
O ministro também defendeu a incorporação de novas tecnologias como ferramenta para diminuir os custos do setor. Na saúde pública, o ministro prometeu fortalecer programas como ‘Mais Médicos’, as ‘Unidades Básicas de Saúde (UBS)’ e as ‘Unidades de Pronto Atendimento (UPA)’. “Modelo do SUS tem que ser mais barato e eficiente”, afirmou.
De acordo com Barros, está em andamento o projeto de centralização de sistemas de informação do SUS, permitindo a integração de diferentes fontes. “Há um grande desafio na atenção básica. A melhor qualidade das consultas permitiria economizar dinheiro”. Segundo o ministro, 50% dos exames pedidos no SUS não são retirados, e 80% dão resultado normal.
No encontro, que contou com as presenças de Solange Beatriz Palheiro Mendes e José Cechin – respectivamente, presidente e diretor-executivo da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) –, o ministro acenou com o possível credenciamento de hospitais públicos para atender também aos planos privados. “O ministro tem uma visão lúcida com relação ao orçamento público. Significa ter a compreensão de que o SUS só pode oferecer o que o próprio sistema dispõe. É impossível dar tudo, a todos, o tempo todo, porque os recursos são escassos. Nesse momento de crise, precisamos trabalhar juntos”, declarou Solange Beatriz.
Com relação à judicialização, o ministro adiantou que está em contato com os ministros do Judiciário para dialogar em busca de soluções que ajudem a coibir os excessos. “Essa é uma medida de extrema urgência”, declarou a presidente da FenaSaúde, que complementa: “Hoje mesmo tivemos a notícia de que a Policia Federal desarticulou um esquema de fraude em compras de equipamentos médicos no Hospital das Clínicas de São Paulo. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 18 milhões aos cofres públicos.”
A executiva se referiu a Operação Dopamina, realizada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal, que apurou fraudes na compra de equipamentos por servidores do Hospital das Clínicas de São Paulo para implante em pacientes com o Mal de Parkinson. De acordo com a investigação, 82 pacientes deixaram de ser atendidos em favor de quem entrou na Justiça seguindo orientação de um cirurgião e do diretor-administrativo do maior complexo hospitalar da América Latina.
A BR Insurance Corretora de Seguros, em complemento ao fato relevante divulgado em 25 de maio de 2016, aprovou, proposta de incorporação de três subsidiárias controladas. Serão incorporadas, caso aprovado em Assembleia a ser convocada, as empresas FMA Mendes de Almeida B.I. Corretora de Seguros Ltda, FRAN Campos de Souza B.I. Corretora de Seguros Ltda e Índico Consultoria de Benefícios e Corretagem de Seguros.
Segundo fato relevantes, tratam-se de corretoras de seguros, subsidiárias controladas pela companhia, cuja principal atividade é a intermediação de seguros, sendo que suas receitas advêm substancialmente de comissões recebidas de seguradoras e operadoras de planos de saúde, pela comercialização de apólices de seguro. Tais corretoras tem relacionamento direto com seus clientes, intermediando a venda de seguros conforme a legislação vigente, não assumindo quaisquer riscos de sinistralidade associados às apólices intermediadas.
As incorporações estão inseridas no plano de otimização da estrutura societária da qual fazem parte a Companhia e as Incorporadas. A Administração acredita que as incorporações irão melhorar a organização de suas atividades em razão da concentração dos investimentos, aumento de eficiência e ganho de sinergias, ganho de eficiência operacional, administrativa, contábil e de gestão, diminuição dos custos operacionais e financeiros, deixando cada uma das Incorporadas de ser uma unidade autônoma para compor uma única estrutura integrada e eficiente.
A Companhia é, nesta data, titular da quase totalidade do capital social das Incorporadas e, até a data da incorporação, será titular de 100% das quotas mediante a aquisição das quotas pertencentes aos demais quotistas, pelos seus respectivos valores nominais. Portanto, as incorporações serão implementadas sem aumento de capital, ou seja, sem emissão de novas ações da Companhia, sendo eliminado os investimentos da Companhia nas subsidiárias em contrapartida à absorção direta dos respectivos ativos e passivos, havendo, assim, mera substituição de expressões contábeis.
Se aprovadas pelos acionistas, as incorporações serão efetivadas no dia da referida Assembleia, pelo valor contábil do patrimônio líquido das Incorporadas com data-base em 31.03.2016, adotando-se todas as providências previstas na legislação em vigor.
As incorporações deverão simplificar a estrutura societária da Companhia, otimizar os custos administrativos, bem como facilitar a integração operacional.A companhia acredita que terá benefícios fiscais já que a carga tributária potencial deverá ser reduzida principalmente em relação às alíquotas efetivas de Imposto de Renda e Contribuição Social, impactadas, por sua vez, pela otimização de créditos tributários oriundos de prejuízos fiscais, base negativa de contribuição social e ágio apurado na aquisição da Índico.
Além disso, a companhia passará a atuar de maneira mais integrada e com maior controle de todos os processos das corretoras incorporadas.
Os custos com a incorporação, incluídas as despesas com publicações, auditores, avaliadores, advogados e demais profissionais contratados para assessoria na incorporação serão da ordem de, aproximadamente, R$ 154.605 (cento e cinquenta e quatro mil, seiscentos e cinco reais).
O Fato Relevante mostra o tamanho do imbroglio que a companhia se encontra. É gigante e está disponível na página da CVM e da BM&F Bovespa, com detalhes minuciosos da operação.
Pressionado pela nova equipe econômica para abrir o capital e, assim, gerar caixa para o Tesouro Nacional, o presidente do IRB Brasil Re (antigo Instituto de Resseguros do Brasil), Tarcísio Godoy, quer fazer a abertura de capital (IPO) ainda este ano, mas encontra resistência no conselho da empresa. De acordo com fontes ouvidas pelo GLOBO, os sócios privados argumentam que haveria uma considerável perda de dinheiro se a empresa começasse agora o projeto de lançar ações em Bolsa. Uma decisão será tomada em reunião do Conselho Diretor, marcada para sexta-feira.
– Isso se chama pressão. O governo está pressionando, porque precisa de caixa, mas os bancos só vão apertar o botão de autorização da operação se tiver clima e for vantajoso. E o clima por lá não está nada bom – comentou uma fonte com conhecimento dos bastidores.
Nos bastidores desse IPO, a presidência – ocupada por Tarcísio Godoy, ex-número dois do Ministério da Fazenda – tem criado polêmica. A percepção de pessoas envolvidas no IPO é que a imagem do presidente afeta o lançamento das ações.
As críticas vão desde a falta de conhecimento da operação demonstrada em conversas com investidores até a insistência em abrir o capital do IRB Brasil Re a qualquer preço ainda neste ano.
RECEPÇÃO DOS INVESTIDORES
Segundo uma fonte, os investidores estão exigindo um desconto na faixa de 15% sobre o valor justo da companhia por algum risco aparente. Uma fonte afirma, sob condição de anonimato, que a indicação de Godoy pelo governo para presidir uma empresa privada gerou um problema de governança.
Na semana passada, Godoy esteve em Londres numa reunião com investidores, e, segundo fontes, a recepção não foi das melhores. De acordo com um executivo que acompanha os bastidores, Godoy mantém um discurso de estatal numa empresa privatizada, o que afasta o dinheiro privado.
Godoy defende que o IRB deveria aproveitar uma janela de tranquilidade no mercado financeiro entre setembro e outubro. Já os sócios privados têm dúvidas quanto à pertinência da operação.
A expectativa inicial era conseguir entre R$ 10 bilhões e RS 12 bilhões. Serão vendidos os 17% do IRB que são da União e 6% que são dos fundos de pensão. Isso pode render até R$ 2 bilhões para o governo federal e ajudar a diminuir o déficit da União.
Procurado, o IRB Brasil Re disse que não comenta rumores de mercado. O IRB esclarece, adicionalmente, que tem praticado os mais elevados níveis de governança corporativa e que, portanto, compete aos seus administradores seguirem estritamente as decisões dos acionistas, e que, assim, a eventual realização de uma importante operação como a abertura de capital por meio de oferta inicial pública depende exclusivamente da decisão e do momento em que os acionistas assim entenderem adequado.
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