No aniversário de 44 anos, CCS-SP relembra passado histórico

Por Márcia Alves

O aniversário de 44 anos do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) foi comemorado com almoço exclusivo para os associados no dia 25 de outubro, no Circolo Italiano. O mentor Adevaldo Calegari aproveitou o momento para destacar o passado histórico do CCS-SP. Ele relatou que a entidade foi criada com o nobre propósito de dar voz aos corretores de seguros, que estavam impedidos, naquela época, de se manifestarem por meio de seu sindicato, o Sincor-SP.

“A importância do Clube dos Corretores se solidifica e se fortalece a cada ano como uma entidade que privilegia os seus quadros – as melhores cabeças pensantes de São Paulo”, disse. Calegari adiantou que o CCS-SP já está se preparando, desde já, para celebrar os seus 45 anos em 2017. “Muito possivelmente, teremos na Câmara Municipal de São Paulo mais um reconhecimento, como ocorreu por ocasião dos 40 anos do Clube”, disse. Ele convidou os associados para integrarem a comissão responsável pelos eventos comemorativos de 45 anos, que será coordenada pela diretora Luciana Ferreira.

O presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, reconheceu a importância do CCS-SP para o sindicato e para a categoria. “Muitas lideranças surgiram de dentro do Clube dos Corretores e também entidades, como a Fenacor”. Ele citou a edição especial do boletim informativo do Clube dos Corretores, que anunciava em 1975 a criação da Fenacor com a manchete “Nossa Federação existe!”.

A criação do CCS-SP é mencionada, inclusive, na exposição “O corretor de seguros através dos séculos” – que já percorreu 25 cidades e agora foi recebida pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, na qual a visitação estará aberta ao público até 7 de novembro. “Em 1972, profissionais da área criaram, em São Paulo, o Clube dos Corretores de Seguros, onde passaram a se reunir para defender os interesses da classe”, registra uma das referências históricas.

“O Clube dos Corretores é uma instituição que honra a nossa profissão de corretor e que nos tem dado muita alegria”, disse Calegari. Ele falou sobre a iniciativa da atual diretoria de preservar e manter viva a memória do CCS-SP ao transmitir aos novos associados os fatos que levaram à fundação da entidade, a sua trajetória, bem como a cópia do boletim.

Com propósitos em comum, o CCS-SP e Sincor-SP, segundo Calegari, estão alinhados na defesa da categoria. Ele citou a participação do Clube dos Corretores no Fórum de Entidades, promovido pelo Sincor-SP com o objetivo de fortalecer o trabalho de todas em prol das causas do setor. Camillo adiantou, inclusive, que está em estudo a realização de um grande evento com todas as entidades membros do fórum. “Haverá uma grande convergência de interesses”, disse.

O êxito do 17º Conec também foi assunto do almoço do CCS-SP. Camillo fez questão de compartilhar o sucesso do evento com os corretores. “Respeito e reconheço o esforço de todos em todas as edições do Conec, mas este 17º foi ‘O Conec’. Temos de ser superlativos no reconhecimento tanto quanto somos nas exigências e critérios para a realização”, disse. Ele também se referiu a esta edição do Conec como o marco de um novo ciclo.

“Discutimos, pela primeira vez, a criação de uma agenda para o mercado crescer e evoluir; porque crescemos, mas sem a devida evolução”, afirmou. Segundo Camillo, o mercado cresceu, colheu muitos frutos, mas não tantos quanto poderia. Em sua visão, a criação de uma agenda traria os parâmetros necessários para o mercado mensurar o seu crescimento, estabelecer metas e aproveitar todas as oportunidades de seu desenvolvimento.

Além de celebrar o aniversário do CCS-SP, o almoço com a presença de associados serviu também para empossar a diretoria da entidade, reeleita para gestão 2016/2018. O mentor Adevaldo Calegari, o secretário Evaldir Barboza de Paula e a diretora Luciana Ferreira, que foram reeleitos para novo mandato, entregaram placa de agradecimento aos membros da gestão anterior, André Julião, Paulo Bosísio e Paulo de Tarso Meinberg (este último ausente em virtude de problema de saúde).

Em seguida, todos posaram para foto oficial, juntamente com os novos membros, o tesoureiro Flavio Bevilácqua Bosisio e os diretores Jorge Teixeira Barbosa e Paulo Schroeder. Entre os muitos projetos para a nova gestão, Calegari destacou, no encerramento do evento, a modernização do estatuto do CCS-SP, que será conduzida por uma comissão de associados, coordenada pelo secretário Evaldir Barboza de Paula.

Chubb anuncia lucro de US$ 1,4 bi no terceiro trimestre

Durante a sua conferência telefônica com os investidores hoje, o Chairman e CEO da Chubb, Evan Greenberg, anunciou resultado do terceiro trimestre, com ganhos operacionais por ação recorde, resultados de subscrição, e crescimento de receita de prêmios de acordo com as expectativas da companhia.

A receita operacional após os impostos do trimestre foi de US$ 1,4 bilhão, ou US$ 2,88 por ação, comparado com US$ 2,74 no ano anterior. O índice combinado de P&C no trimestre foi de 86%. Os prejuízos com catástrofe foram acima de US$ 144 milhões antes de impostos contra a quantia excepcionalmente baixa de US$ 101 milhões no ano passado. A receita financeira líquida ajustada do trimestre foi de US$ 830 milhões – “um resultado muito bom, principalmente devido ao cenário de baixa de taxa de juros recorde”, declarou Greenberg.

Os valores contábeis e tangíveis por ação subiram 2,4% e 5,5%, respectivamente. Nosso retorno operacional anualizado para o trimestre foi de 12% – “um resultado realmente muito bom”, disse ele.

Os prêmios líquidos de P&C no trimestre caíram 3,5% em uma base de dólar constante. A flutuação cambial foi um dos fatores impactantes. “Quando planejamos a fusão previmos ações de subscrição em alguns portfólios que não alcançariam nossos padrões ou excederiam nosso apetite por riscos”, disse Greenberg. “Essas ações, que incluem cancelar ou ressegurar alguns negócios, reduzem nosso prêmio, mas melhoram nosso perfil, risco/compensação”. Ele acrescentou: “se normalizarmos essas ações de subscrição, incluindo a compra adicional de resseguros, os prêmios líquidos de P&C no período cresceram um pouco acima de 1% em dólares constantes – uma diferença de 4.5 pontos”.

O surgimento de novos negócios não acontece com frequência, entretanto estamos crescendo no mercado de médias empresas, tanto nacional como internacional, como também nas linhas de A&H e pessoais. Com relação às grandes contas e empresas média-altas, “o poder da One Chubb é grandioso, uma vez que combinamos produto e expertise para levar soluções completas aos clientes”, conclui.

Susep muda diretores

Decretos publicados pelo Ministério da Fazenda e assinados por Michel Temer mudam membros da diretoria da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O primeiro dispensa Dilma Costa Rebello do cargo de diretora da autarquia. Em seu lugar entra Paulo dos Santos. Em outro decreto, Danilo Cláudio da Silva é exonerado e entra Cássio Cabral Kelly.

SulAmérica lucra R$ 148,3 milhões no terceiro trimestre de 2016

A SulAmérica fechou o terceiro trimestre de 2016 com lucro líquido de R$ 148,3 milhões, ganho 28,3% menor em um ano, quando divulgou R$ 206,9 milhões. As receitas operacionais alcançaram a marca de R$ 4,4 bilhões, com expansão de 6,8% frente ao mesmo período do ano passado. Arthur Farme d’Amoed Neto, CFO da SulAmérica, destaca que a leitura correta do resultado publicado, excluindo os efeitos de eventos não recorrentes, entre outros, revela que houve um aumento no lucro. “Essa ressalva é importante e está devidamente destacada no material que a companhia preparou para o mercado, na medida em que o investidor quer poder projetar os resultados de forma consistente, e, nessa leitura, o lucro cresceu 6,7%” complementa o executivo.

“Em um cenário de desafios crescentes, temos mantido uma trajetória de expansão, aproveitando oportunidades e promovendo uma maior sinergia entre nossas linhas de negócios”, afirma o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella. “Com uma estrutura operacional atualizada, otimizamos nossos processos e aprimoramos nossa capacidade de controle de custos”, completa o executivo, destacando a melhora de 0,9 ponto percentual no índice de despesas administrativas sobre receitas totais, que alcançou 8,1% no período.

Entre os destaques operacionais do trimestre estão as operações de saúde e odontológico, com alta de 11% em receitas. Com um esforço combinado que visa a manutenção de altos níveis de retenção e o ritmo das vendas novas, todas as carteiras de planos coletivos apresentaram crescimento. O segmento odontológico apresentou novamente desempenho relevante, com altas superiores a 20% em receitas e em número de beneficiários.

No segmento de seguros de automóveis, apesar do cenário mercadológico desfavorável, a companhia retomou a trajetória de crescimento,com alta de 1,1% no trimestre frente a igual período do ano anterior e, mais importante, de 19,5% em relação ao trimestre anterior. A frota segurada acumulou 1,7 milhão de veículos, uma expansão de 2,7% em comparação ao terceiro trimestre de 2015.

Nas demais linhas de negócios, destaca-se o desempenho da SulAmérica Investimentos, que atingiu o expressivo volume de R$ 32,2 bilhões em ativos sob gestão (5,8% vinculados aos fundos de previdência privada da seguradora), o que representa uma marca 11,8% superior ao total administrado no terceiro trimestre de 2015.

Setor segurador pode se tornar um dos principais motores para a retomada do crescimento brasileiro

Fonte: CNseg

Ao fazer abertura do 1º Seminário de Educação em Seguros, realizado nesta quarta-feira, 26, em São Paulo, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, afirmou que o grande projeto da atual administração da Confederação é buscar colocar, dentro do máximo possível, o mercado de seguros no centro das políticas econômicas (ou públicas) do País, tendo em vista seu poder de vir a ser um dos principais motores para o crescimento sustentável, se incentivado.
Em sua fala de boas-vindas aos participantes do encontro promovido pela CNseg e StudioFolha a cerca de 150 participantes, Marcio Coriolano apresentou números do mercado para demonstrar não só a força do setor, que respondeu por uma participação de 6,2% do PIB em 2015, mas como sua musculatura, o habilita a ser um dos players a puxar o crescimento sustentável do País.

Ele lembrou que, com uma receita arrecadada de R$ 365 bilhões em 2015, o mercado brasileiro representou 45% dos prêmios gerados na América Latina no ano passado, tornando-se o primeiro do ranking regional e o 13º no pódio mundial. Mas o consumo per capital baixo – de R$ 1.742, que coloca o País em 44º lugar no mundo – foi outro indicador citado por Coriolano como um sinal de que o potencial do mercado, se estimulado, é enorme.

Alguns ramos que já se destacam hoje, como os de Automóvel, Previdência e Saúde, ainda representam frações se comparados ao todo. No de Saúde, por exemplo, menos de 25% da população está protegida pelas garantiras dos planos privados de saúde, apenas 12, 6 milhões de brasileiros contam com planos de previdência, e somente 14% das residências contam com seguro residencial.
Todos esses nichos podem dar saltos em termos de prêmios nos próximos anos e contribuir para novos saltos de arrecadação, sobretudo, das provisões técnicas, que são aqueles recursos guardados para saldar sinistros. O último dado dá conta de que as provisões já alcançaram R$ 765 bilhões em agosto e poderão atingir ou superar a casa de R$ 1 trilhão até o próximo ano.

Ou seja, o mercado está apto a ser um investidor institucional de grande porte, já que suas provisões são aplicadas em diversos ativos no País, ao mesmo tempo em que serve de anteparo para outros setores econômicos e sociais, ao proteger os respectivos patrimômios dos infortúnios. No ano passado, o mercado pagou em indenizações R$ 235 bilhões, o que corresponde a 1,5 vez o PIB uruguaio.

O presidente da CNseg fez ainda um breve resumo do Programa de Educação em Seguros, destacando as 21 ações que o compõe. Afirmou que todas essas iniciativas poderão contribuir de forma definitiva para melhorar o conhecimento dos produtos, empoderar a decisão de compra do consumidor e puxar para baixo o número de queixas, com a disiminação de informação mais qualificadas.

Os desafios da longevidade e o papel social da capitalização

Fonte: CNseg

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) promoveu, hoje, um amplo debate sobre temas do cenário socioeconômico brasileiro, nos quais o setor de seguros atua ativamente. Em pauta, os desafios trazidos pela longevidade populacional e a necessidade de formação de poupança. Realizado em parceria com o Estúdio Folha, o 1º Seminário Nacional de Educação em Seguros reuniu um público de cerca de 200 pessoas no auditório da Unibes Cultural. Durante a abertura do evento, o presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, afirmou que o principal projeto do triênio da sua gestão é colocar, o mercado de seguros no centro das políticas econômicas (ou públicas) do país, tendo em vista seu poder de vir a ser um dos principais motores para o crescimento sustentável, se incentivado.

Coriolano lembrou que, com uma receita arrecadada de R$ 365 bilhões em 2015, o mercado de seguros brasileiro representou 45% dos prêmios gerados na América Latina, no ano passado, tornando-se o primeiro do ranking regional e o 13º no pódio mundial. O seminário, promovido hoje, é uma das 21 ações transformadoras que compõem o Programa de Educação em Seguros da Confederação e tem como objetivo contribuir de forma definitiva para o esclarecimento do consumidor de seguros e ampliar o conhecimento acerca dos produtos e serviços.

Longevidade – O impacto do envelhecimento populacional na previdência e na assistência à saúde norteou o painel de abertura do evento. O debate, que teve como tema “O desafio da longevidade para a economia brasileira”, contou com a participação do economista e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Paulo Tafner; da presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Solange Beatriz Palheiro Mendes; e do presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Edson Franco.

O presidente do Ipea expôs a urgência de uma reforma da Previdência por meio de números: na década de 1980, o Brasil contava com 66 milhões de pessoas em idade ativa e 7,2 milhões de idosos. Em 2010, eram 126 milhões em idade ativa e 19,6 milhões de pessoas com mais de 60 anos, e as projeções apontam que em 2050 chegaremos a 128 milhões de brasileiros com idade entre 15 e 59 anos e uma população de idosos de 66,5 milhões. “O número de idosos será 3,4 vezes maior do que era em 2010, e teremos 3,6 milhões com 90 anos e mais de 300 mil centenários”, alertou. Ainda de acordo com o economista, o Brasil tem características de países jovens como México e Turquia, mas tem gastos na previdência equivalentes a países como Alemanha e Japão. Entre 2014 e 2015, a Previdência Social apresentou resultado negativo de 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB). “Se não houvesse esse déficit, 2015 fecharia com superávit primário de mais de 2% do PIB”, complementou.

Tafner defende também mudanças no regime de aposentadorias de servidores de municípios, Estados e da União, que só em 2015 apresentaram um déficit de R$ 126,7 bilhões. Ou seja, são apenas 3,5 milhões de indivíduos que geram um déficit de R$ 127 bilhões. Entre os fatores que contribuem para o aumento de todos esses gastos excessivos estão a mudança demográfica e os incentivos inadequados, como regras de elegibilidade, regras de fixação do valor do benefício e acumulação de benefícios. Mantidas as regras atuais, em poucos anos o Brasil estará gastando entre 18% e 21% do PIB com previdência. “As futuras gerações estarão condenadas à pobreza”, concluiu, chamando a atenção para a assistência à saúde e o envelhecimento da população, que em 15 anos aumentou as despesas em 1,7 pontos percentuais do PIB. Com essas taxas de crescimento dos grupos etários, a composição dos gastos vai se alterar, elevando o gasto total, o que deve ocorrer nos próximos 30 anos.

Essa opinião é compartilhada pela presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz. “Nos últimos dez anos, o número de beneficiários com 60 anos ou mais cresceu 55%, enquanto a população entre zero e 19 anos manteve um crescimento de apenas 25,9%”, explicou. De acordo com a executiva, a saúde suplementar conta com 6,1 milhões de beneficiários com mais de 60 anos, o que representa 13% do total. “Idosos têm doenças crônicas, de trato continuado, complexo e caro. Em 2030, os idosos representarão 48% dos gastos com saúde”.

Previdência – O presidente da FenaPrevi, Edson Franco, fez um alerta sobre a crise da razão de dependência no Brasil, que é a relação entre a população inativa e a potencialmente ativa. De acordo com o executivo, em 50 anos essa relação irá passar de 10% para 60%. “Na França essa relação será de 19% para 40%. Esse ritmo está muito acelerado no nosso país, que está envelhecendo antes de ter ficado rico. Teremos menos tempo para nos adaptarmos a esse processo de envelhecimento, e o problema está no crescimento dos gastos com uma população envelhecida. Por isso, defendemos a reforma da Previdência”.

Edson Franco defende dois tipos de reformas: uma paramétrica e de curto prazo e outra estrutural, com foco no futuro e que comtemple quem irá integrar o mercado de trabalho. “Buscamos um modelo de estabilidade financeira e de sustentabilidade com senso de justiça social. É importante eliminar privilégios e concessões de determinadas classes para se chegar a uma previdência única e universal”. Para isso, o presidente da FenaPrevi defende quatro pilares: o pilar social; o pilar da contribuição especifica para o sistema previdenciário; o pilar individual, onde cada indivíduo poupa em regime de coparticipação; e o pilar da previdência complementar.

Educação Financeira e Capitalização – No segundo painel do evento, o diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marcelo Neri, destacou que a capitalização pode exercer um papel fundamental para ajudar as pessoas a incorporarem o hábito de poupar. O Brasil tem 56% da população com acesso a uma instituição financeira. No entanto, quando se analisa o volume de empréstimos, o percentual cai para 6% e apenas 10% tem poupança, índices abaixo da média mundial de 9% e 22%, respectivamente.

Desde o início da crise, segundo ele, o desemprego não pode ser o considerado o grande vilão da perda de renda, e sim a inflação. “Foi a inflação que tirou o poder de compra dos brasileiros nesta crise, de acordo com nossas pesquisas”, afirmou. “A impaciência é um dos pontos-chave do baixo índice de poupança no Brasil. Por isso, a educação financeira é um grande aliado para ajudar as pessoas a entenderem o benefício de controlar essa impaciência”.

O presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), Marco Barros, destacou a importância do segmento está em dar às famílias o sentido maior do habito de poupar. “É importante criar uma reserva financeira, e o produto de capitalização permite mitigar momentos de crise, como o que estamos vivendo hoje, uma vez que é criado um estoque financeiro, com o bônus de concorrer a sorteios”, enfatizou Barros em sua fala, durante o painel. Para ele, a simplicidade do produto Capitalização é uma das razões que ajudam a educar a população para o hábito de poupar. Mas, o mais importante que a simplicidade do produto, acredita o executivo, é o ônus da perda de uma parte da poupança, se sacar antes do fim do contrato, que estimula a disciplina financeira do participante.

“Todo dia, 400 pessoas são contempladas por sorteio. É um circulo virtuoso. Pagamos e as pessoas colocam os valores na economia novamente. É o único segmento em que o sinistro é comemorado”, brincou. Dados recentes divulgados pela FenaCap indicam que as empresas do segmento distribuíram, juntas, R$ 699 milhões em sorteios entre janeiro e agosto de 2016, crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período de 2015, e o equivalente a R$ 4,1 milhões em prêmios por dia útil no período.

A reforma da Previdência é urgente, afirma o pesquisador Paulo Tafner

Precisamos mudar o sistema previdenciário no Brasil. Assim o economista do IPEA, Paulo Tafner, iniciou a sua palestra no 1o. Seminário Nacional de Educação em Seguros, realizado pela CNseg na manhã desta quarta-feira, em São Paulo. Ele mostrou dados assustadores. A conta já não fecha. O rombo é de R$ 127 bilhões, com mais de R$ 20 mil por contribuinte. Hoje, 6 milhões de funcionários contribuem para o regime próprio de previdência social e quase 3,5 milhões de aposentados e pensionistas recebem por esse regime. Atualmente quase 55 milhões de servidores na ativa contribuem para o INSS, dinheiro que vai para pagar os 33 milhões de aposentados e pensionistas. Em uma média geral, esse déficit é de 1,5 mil por contribuinte.

“Estamos mal. Estamos desperdiçando o bônus demográfico. Estamos pobres antes de envelher. Serão 65 milhões de indivíduos a mais para receber o benefício social no futuro. Como faremos se hoje já há esse rombo? Sem citar quem causa esse rombo, o fato é que as regras estão erradas e basicamente o que tem de ser feito é mudar as normas”, sentencia.

Segundo ele, o Brasil trilha um caminho que beira o colapso, uma vez que os recursos arrecadados pelos impostos não voltam para a sociedade sob a forma de boa prestação de serviço, investimento, infraestrutura. “Temos governos que estão atrasando o salário de servidores e em 2017 esse problema tomará proporções gigantescas”, ressaltou o pesquisador Paulo Tafner

A sugestão dada pelo economista do IPEA é ter um novo modelo para novos entrantes, com estrutura em pilares com capitalização e integração com FGTS. Para os atuais trabalhadores, a sugestão é preservar direito dos atuais beneficiários, definir regras de transição para os ativos, estabelecer idade mínima progressiva ate 65 anos, reduzir ate extinguir, as aposentadorias especiais como professores, militares e policiais, bem como reduzir a diferença entre homens e mulheres, desconstitucionalizar a previdência, acabar com a paridade do setor publico e elevar a alíquota previdenciária e aplicar sobre o total dos vencimentos.

Projeto quer parcelamento do seguro DPVAT

Fonte: Agência Câmara

Proprietários de veículos poderão dividir o valor do DPVAT em até três vezes, caso proposta seja aprovada no Congresso.

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados quer instituir o parcelamento do seguro DPVAT em até três vezes, o que deve agradar em especial os proprietários de motos.

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei (PL 2409/15) do deputado Ronaldo Martins (PRB-CE) que torna obrigatório o parcelamento, em no mínimo três prestações mensais e iguais, do Seguro de Danos Causados por Veículos Automotores em Via Terrestre (DPVAT).

As parcelas serão pagas juntamente com as do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), observado o valor mínimo de R$ 50 para cada prestação.

O projeto recebeu parecer favorável do relator na comissão, deputado Vinicius Carvalho (PRB-SP). Ele diz que a proposta beneficia o contribuinte em um momento do ano de gastos elevados. O seguro geralmente é cobrado no início do ano. “É um período do ano em que são cobrados o IPVA, o IPTU, renovação de matrícula, material escolar, que resulta num acúmulo de diversos compromissos financeiros que impacta significativamente o orçamento familiar”, comenta o relator.

Motociclistas

Vinicius Carvalho lembra ainda que o parcelamento beneficiará principalmente os proprietários de motocicletas, que pagam o maior valor do DPVAT (R$ 292,01), geralmente em parcela única. O alto custo fez a inadimplência nesse segmento ser a maior de 2014, chegado a 41,2% entre os donos de motos. “A cobrança parcelada poderá contribuir para a regularização desses veículos, embora o projeto de lei excetue do parcelamento os débitos vencidos”, diz o parlamentar.

Vale lembrar que o seguro DPVAT foi criado para indenizar vítimas de acidentes de trânsito nos casos de morte e invalidez permanente, além de reembolsar despesas médicas e hospitalares. Atualmente, uma resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados, órgão responsável por fixar as diretrizes e normas dos seguros privados, já permite o parcelamento do DPVAT, mas ele é facultativo a cada estado e limita o parcelamento ao valor de R$ 70 por boleto.

Tramitação

O PL 2409/15 tramita em caráter conclusivo e será analisado agora na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovado sem restrição, seguirá diretamente para análise do Congresso.

Mulheres são maioria e mostram sua força no setor de seguros, mas enfrentam desigualdade de oportunidades e ganhos

Elas são maioria no setor de seguros no Brasil ​e obtiveram avanços significativos em sua qualificação para o trabalho. No entanto, ainda convivem com uma desigualdade profunda entre gêneros, que se reflete na distribuição dos cargos de liderança, consequentemente também nas faixas de remuneração. O 2ºEstudo Mulheres no Mercado de Seguros no Brasil, da Escola Nacional de Seguros – que será lançado na sede da instituição, em São Paulo, nesta quarta-feira, 26 – aponta os desafios e gargalos da força de trabalho feminina em um segmento que, apesar da persistente crise econômica, atrai um número crescente de profissionais.

As mulheres respondem, hoje, por 56,3% da mão de obra no mercado de seguros, contra 49% no ano 2000. No entanto, homens, embora minoria, ficam com sete de cada 10 cargos executivos nas empresas seguradoras. De todos os funcionários masculinos de uma seguradora, 4,7% se tornam executivos. Na ala feminina, essa proporção cai para 1,4%. Isto é, a probabilidade de um homem se tornar executivo da empresa é quase 3,5 vezes maior que a de uma mulher.

Nos cargos intermediários, a proporção é semelhante. Em 2015, seis em cada 10 gerentes das empresas seguradoras eram homens. De todos os funcionários masculinos de uma seguradora, 10,6% se tornam gerentes; entre elas, esse índice foi de 5,4%. Logo, a chance de um homem alcançar o posto de gerente é duas vezes maior que a de uma mulher.

A diferença é ainda mais gritante ao se considerar a remuneração da mão de obra feminina neste mercado. Em uma amostra com 18 empresas seguradoras (que representam de 85% a 90% do total de funcionários do setor), o salário médio é de R$ 4.520/mês. Os homens recebem R$ 5.371, em média, contra R$ 3.858 mil para mulheres. Dessa forma, o salário médio das mulheres corresponde a 72% da remuneração dos homens.

Feito com base em dados de 2015, o levantamento foi coordenado pelos professores Maria Helena Monteiro e Francisco Galiza – respectivamente, diretora da área de Ensino Técnico da Escola Nacional de Seguros e consultor da Escola – e ouviu 316 mulheres. É a segunda edição de um estudo realizado pela primeira vez em 2012. A maior parte (45% do total) das entrevistadas tem entre 36 e 45 anos, com uma origem profissional bastante diversa: corretoras, securitárias, órgãos representativos de classe, prestadoras de serviços, empresas de seguros entre outros.

A Capitalização como incentivo ao hábito de poupar

Fonte: CNseg

As empresas de capitalização podem exercer um papel fundamental para ajudar as pessoas a incorporarem o hábito de poupar. A afirmação é de Marcelo Neri, da FGV Social e EPGE, durante sua palestra “Poupança e Conexão com Capitalização”, no 1º Seminário Nacional de Educação em Seguros. O Brasil tem 56% da população com acesso a uma instituição financeira. No entanto, quando se analisa o volume de empréstimos, o percentual cai para 6% e apenas 10% tem poupança, índices abaixo da média mundial de 9% e 22%, respectivamente.
Desde o início da crise, segundo ele, o desemprego não pode ser o considerado o grande vilão da perda de renda, e sim a inflação. “Foi a inflação que tirou o poder de compra dos brasileiros nesta crise, segundo nossas pesquisas”, afirmou ele aos participantes do Seminário.

“A impaciência é um dos pontos chaves do baixo índice de poupança no Brasil”, disse. “Por isso, a educação financeira é um grande aliado a ajudar as pessoas a entenderem o benefício de controlar essa impaciência, como poder usar os recursos poupados para ter uma reserva para uma eventual emergência, que é a principal motivação para a poupança, segundo dados da pesquisa, com 51% das respostas.

De acordo com a apresentação, entre os principais motivos de poupança também está a compra de bens. Com boa parte da população sem acesso a crédito e taxas de juros altas, faz sentido fazer poupança para comprar um bem com um ganho financeiro. “Estou convencido de que os mais pobres têm uma propensão ao consumismo gigantesca”, enfatiza. Mas para eles serem mais sustentáveis no futuro, deveriam ser incitados a poupar. Uma operação de seguro ou de crédito é muito mais complexa do que a poupança por meio da capitalização, que é uma operação simples.

Disciplina financeira – A importância do segmento está em dar às famílias o sentido maior do habito de poupar, disse Marco Barros, presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). ‘É importante criar uma reserva finananceira. E o produto de Capitalização permite mitigar momentos de crise, como o que estamos vivendo hoje, uma vez que é criado um estoque financeiro, com o bônus de concorrer a sorteios”, enfatizou Barros em sua fala, durante o painel.

Para ele, a simplicidade do produto Capitalização é uma das razões que ajudam a educar a população para o hábito de poupar. Mas, mais importante que a simplicidade do produto, acredita Barros, é a punição de perder uma parte da poupança se sacar antes do fim do contrato que estimula a disciplina financeira do participante.

“Todo dia, 400 pessoas são contempladas por sorteio. É um circulo virtuoso. Pagamos e as pessoas colocam os valores na economia novamente. É o único segmento em que o sinistro é comemorado”, brinca o executivo. Dados recentes divulgados pela FenaCap indicam que as empresas do segmento distribuíram, juntas, R$ 699 milhões em sorteios entre janeiro e agosto de 2016, crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período de 2015, e equivale ao pagamento de R$ 4,1 milhões em prêmios por dia útil no período.

Segundo ele, o segmento tem um papel fundamental na economia. “’É um instrumento importante para que inicie um processo de bancarização, para que as pessoas enfrentem crise financeiras momentâneas e tenham um futuro mais sustentável ao mudar a percepção de como as pessoas enxergam a poupança ao longo do tempo.

A jornalista Flávia Oliveira, que mediou o painel, citou pesquisa recente do Banco Central. Trata-se da terceira edição da Série Cidadania Financeira que revelou que mais de 70% da população brasileira faz uso frequente de uma conta bancária e, a maioria (63%) já poupou ao menos uma vez. Com relação à poupança, a pesquisa indica que os brasileiros, em geral, poupam de maneira conservadora: 48% disseram utilizar depósitos em poupança em instituição financeira e, 45%, guardam dinheiro sem buscar nenhuma rentabilidade, seja em casa ou em conta corrente. Os dados deixam claro a necessidade da educação financeira.

“Como viabilizar a educação para sair deste analfabetismo financeiro?”, indaga a jornalista. Neri sugere a educação financeira vinda dos próprios pais e também que a disciplina seja abraçada pelas escolas do ensino médio. Barros, por sua vez, afirma que todo canal é importante para difundir a educação financeira. Além da atitude familiar, a mídia é importante para ensinar o valor do dinheiro no tempo. Dado o tamanho do déficit de produtividade que o Brasil tem, esse processo de educação financeira um processo de muito longo prazo. “Tenho certeza de que no longo prazo as pessoas vão se conscientizar que elas terão de ter capital para ter qualidade de vida no futuro”.