Seguro de vida pode garantir continuidade dos negócios no campo

No dia 25 de julho foi comemorado o Dia Mundial da Agricultura Familiar, que é um dos pilares da economia brasileira. Hoje, mais de 15 milhões de pessoas trabalhando diretamente no setor, segundo o último Censo Agropecuário do IBGE. 

Mas, a continuidade e o sucesso dos negócios que atravessam gerações no campo ainda é um desafio. Um estudo recente do Banco Mundial revelou que apenas 30% das empresas familiares conseguem chegar à terceira geração, e uma parcela ainda menor, sobrevive à sucessão de três gerações.  

Diante desse cenário, o seguro de vida pode ser uma ferramenta estratégica para garantir a continuidade das operações da fazenda e, consequentemente, a manutenção da renda da família quando o proprietário vier a faltar. “Por ter liquidez imediata, o produto fornece recursos para a transição da gestão para os herdeiros, a fim de garantir uma mudança mais suave e segura entre gerações”, explica Alessandro Malavazi, superintendente sênior da Bradesco Vida e Previdência. 

O seguro de vida possui, ainda, benefícios que podem aumentar a eficiência na transferência patrimonial, como impenhorabilidade e isenção de Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), quando pago aos beneficiários. “Todos estamos sujeitos a imprevistos. Contar com um seguro de vida e um planejamento sucessório adequado pode garantir a proteção de um patrimônio que foi conquistado ao longo de uma vida e oferecer mais tranquilidade para aqueles que ficam”, pontua Malavazi.

Sinistralidade do setor de seguros cai 11,6 p.p. em maio

O índice de sinistralidade registrado pelo mercado de seguros em maio teve redução de 11,6 pontos percentuais (p.p.) na comparação com o mesmo mês em 2024, encerrando em 43,8%. O acumulado de janeiro a maio ficou em 42%, o menor dos últimos cinco anos, como mostra a 53ª edição do Boletim IRB+Mercado, divulgada hoje (24/07) pela plataforma IRB+Inteligência. O segmento Vida terminou o período com sinistralidade em 27,6%, menor taxa desde 2018.

De acordo com o Boletim IRB+Mercado, em maio, o mercado segurador cresceu 6,1% em relação ao mesmo mês de 2024, impulsionado pelo segmento de Vida, que apresentou a maior variação positiva do mês (8,6%). Ao todo, o setor arrecadou R$ 18 bilhões em maio. No acumulado do ano, os prêmios emitidos somam R$ 88,3 bilhões, alta de 8,3% frente ao mesmo período de do ano anterior.

O volume de prêmios cedidos em resseguro chegou a R$ 11,8 bilhões nos cinco primeiros meses de 2025, alta de 12,7% ante o mesmo período de 2024. Já o lucro líquido das seguradoras totalizou R$ 3,2 bilhões em maio, resultado 35,5% superior ao de maio de 2024. A análise considera base de dados atualizada pela Susep, órgão regulador do setor, na segunda-feira (21/07).

Vida faturou R$ 6,4 bilhões no mês

O segmento Vida, responsável por cerca de 36% do resultado do setor, faturou R$ 6,4 bilhões. O desempenho se deve, principalmente, aos seguros de vida, que avançaram 9,8%. No acumulado do ano, o aumento do faturamento foi de 9,4%.

A contratação de seguros de automóvel registrou crescimento de 4,8% em relação ao mesmo mês de 2024 e faturamento de R$ 5 bilhões. No acumulado de janeiro a maio, o avanço do prêmio emitido foi de 5,8%. Nesse período, a taxa de sinistralidade manteve-se estável, encerrando em 59,8%.

Nos primeiros cinco meses do ano, o Corporativos de Danos e Responsabilidades cresceu 11,6%. Com faturamento no mês de R$ 3,4 bilhões, o segmento evoluiu 8,1% em maio de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em maio, a sinistralidade recuou 7,4 p.p., atingindo 61,3%. No acumulado do ano, porém, a taxa aumentou 6,2 p.p. e encerrou em 45,1%.

Por sua vez, os seguros Individuais Contra Danos tiveram faturamento de R$ 1,6 bilhão no mês. A sinistralidade apresentou queda de 6,8 p.p. nos cinco meses de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior, encerrando em 30,1%, menor índice desde 2018.

O segmento Rural registrou a terceira retração consecutiva, com queda de 3,4% em relação a maio de 2024. No acumulado de janeiro a maio, o setor apresentou recuo de 2,9%. Nos cinco primeiros meses do ano, a sinistralidade retraiu 8,7 p.p., alcançando a menor taxa da série histórica: 36,5%.

Crédito e Garantia registrou em maio a sua primeira retração no ano, com variação negativa de 5,8%. Apesar da queda mensal, no acumulado até maio, a trajetória de crescimento continua positiva, com alta de 13,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Quanto à sinistralidade, nos cinco primeiros meses do ano houve um aumento de 10,5 p.p. frente a 2024, encerrando o período em 42%.

AlperTech abre inscrições para seu programa de aceleração de startups

Estão abertas as inscrições para a 7ª edição do AlperTech Startups, programa de aceleração da Alper Seguros que conecta empresas inovadoras a oportunidades reais de crescimento. A iniciativa já acelerou mais de 30 startups desde 2019 e agora procura novos negócios com produto validado, receita recorrente e potencial de escalar em setores estratégicos para o mercado corporativo.

A proposta é clara: apoiar startups com soluções práticas para os desafios das empresas, oferecendo mentorias com executivos da Alper, acesso a clientes estratégicos e a possibilidade de realizar uma prova de conceito (POC) por três meses, tudo sem contrapartida de equity.

As áreas de interesse abrangem seguros, saúde, gestão de RH, pagamentos e crédito, logística, agro, jurídico e tributário, mobilidade, inteligência artificial para empresas, dados e análises, cibersegurança e plataformas digitais de relacionamento.

“Desde a primeira edição, buscamos startups que entreguem soluções com impacto direto no dia a dia das empresas. Mais do que acelerar ideias, queremos impulsionar negócios que possam ser aplicados nas operações da Alper e de nossos clientes”, afirma Patricia Fumagalli, VP da AlperTech.

A aceleração é gratuita, com 12 meses de acompanhamento estratégico e foco em resultados concretos. Segundo Fumagalli, o programa é parte essencial da cultura de inovação da companhia: “A cada ciclo, renovamos nosso compromisso com o ecossistema de inovação, somado a nossas demais soluções que agregam valor às áreas de negócio. Esse movimento já nos trouxe reconhecimentos importantes: em 2024, recebemos o primeiro lugar na categoria Seguros do Ranking 100 Open Startups, a única corretora a ser reconhecida por atuação em inovação aberta.”

Lucas Melo, fundador da Straloo e participante da última edição do programa, afirma: “O mais importante para a Straloo foi a estruturação de um modelo prático de go-to-market conjunto. Isso nos permitiu montar estratégias e parcerias reais, utilizando nossa solução com clientes da própria Alper.”

Entre as startups que já passaram pelo programa estão Orienteme, Carbigdata, Suridata, Linha Direta, Kiddle Pass e Straloo. 

As inscrições vão até o início de agosto, por meio do site oficial: https://startups.alpertech.com.br/

SERVIÇO

7ª edição do AlperTech Startups

Programa de aceleração da Alper Seguros

Duração: 12 meses, com POC de 3 meses

Sem exigência de equity

Inscrições: startups.alpertech.com.br

Instituto de Longevidade MAG lança Amparo Jurídico especializado no público 50+ em seu portfólio

O Instituto de Longevidade MAG, entidade com 9 anos de atuação em assuntos voltados ao envelhecimento e planejamento financeiro, firma parceria com o escritório Jairo Cândido Advogados Associados para levar assistência especializada a pessoas idosas no âmbito jurídico, cobrindo situações como casamento, divórcio, união estável, Lei Maria da Penha e violações do direito do consumidor, entre outras. Os serviços estão disponíveis aos associados do Instituto de Longevidade. 

“Com o avançar da idade, muitos longevos acabam enfrentando situações delicadas, principalmente no âmbito jurídico. O objetivo desta nova solução é acolher e oferecer direcionamento para momentos de vulnerabilidade, os orientando para resolução de conflitos. Desta forma, levamos ao idoso mais cuidado e autonomia para essa fase da vida”, comenta Antonio Leitão, especialista em Gerontologia e gerente do Instituto de Longevidade MAG.

O benefício atende aos associados nos campos de direito civil e direito do consumidor. O atendimento inicial é realizado por telefone, de segunda a sexta, das 8h30 às 17h30, podendo ser acionado quantas vezes for necessário, sem que isso gere custos a mais. 

Os benefícios para associados do Instituto de Longevidade MAG têm por objetivo tornar o envelhecimento uma experiência segura e ativa para os longevos. Os beneficiários da associação possuem acesso aos conteúdos do portal, guias e informativos, além de obterem Seguro de Vida da MAG Seguros, SAF individual, Clínica Online 24h, Assistência Residencial, descontos em medicamentos. A associação oferece ainda mais de 200 Cursos de Requalificação e de Educação financeira aos usuários, que vão desde idiomas e Pacote Office a planejamento a longo prazo da própria independência financeira, entre outros. Com valores que variam de R$31 a R$135, a idade mínima para ingresso ao programa é de 50anos, entretanto aposentados e pensionistas podem se associar a partir dos 18 anos.

Seguros nas telas: filmes e séries que fazem da trapaça o coração da trama

por Denise Bueno

Um dos principais argumentos do falecido Mathias Molina, diretor da redação da Gazeta Mercantil, para me convencer a cobrir seguros logo no inicio da carreira, foi: o seguro é tão fascinante, que pauta os principais enredos de filmes em todo o mundo. Além, claro, de você aprender um pouco de todos os segmentos da economia mundial e das finanças pessoais das famílias. Pois, sem exceção, todos contratam seguros e por isso este mercado é essencial para a sustentabilidade das finanças corporativas, governamentais e das pessoas. Não à toa, o maior investidor do mundo, Warren Buffett, fez fortuna com a sua seguradora Berkshire.

E assim me convenceu e aqui estou na cobertura deste setor há mais de 30 anos. E fazendo jus ao que o Molina falou há tres décadas, hoje, com a ajuda da AI, trago uma matéria sobre filmes e séries que citam o seguro de forma mais relevante, pois indiretamente as palavras “apólice e indenização” estão em praticamente TODAS as produções.

Se você quer entender a mente humana em situações-limite, preste atenção nos contratos e nas cláusulas: o diabo mora nos detalhes. O tarifaço de Donald Trump, por exemplo. Traz perdas bilionárias para o mundo. Fábricas paradas a espera de uma solução para o impasse entre o governo Trump e o governo Lula. Mas as perdas não contarão com seguro para aqueles que excluíram cobertura de risco político.

Somente cobertura de lucros cessantes não dá conta deste problema, pois ela exige que haja um dano material concreto, como explosão, incêndio, roubo, danos no transporte. Brigas de políticos não tem cobertura. Muitos acham este tarifaço algo bobo e que tudo acabará em pizza, mas as perdas são relevantes e já estão sendo computadas. E em alguns anos veremos o papel do seguro desde triste momento mundial contado num documentário, filme ou série.

O seguro, na vida real, é algo técnico, burocrático, até entediante na vida real. Mas na ficção, ele ganha outra cor. É uma promessa de proteção que, quando quebrada, revela as fraquezas humanas: ganância, desespero, ego. É o tipo de elemento narrativo que conecta temas existenciais com conflitos concretos. Além disso, fraudes sempre trazem drama: existe a construção do plano, a tensão da execução, o risco da descoberta — e quase sempre, a queda.

Filmes e séries que exploram fraudes e seguros não estão apenas contando histórias de crime: estão examinando como lidamos com medo, perda, risco e sobrevivência. Seja um golpe mal planejado ou uma crítica ao sistema, o seguro é mais do que pano de fundo — é gatilho narrativo e espelho social.

De golpes de seguro mirabolantes a esquemas de fraude corporativa, o cinema e a televisão sempre tiveram um caso de amor com personagens que manipulam sistemas — especialmente quando o sistema em questão é o de seguros. O motivo é claro: o seguro, por definição, lida com risco, perda e morte. Elementos perfeitos para criar tensão dramática, dilemas morais e reviravoltas inesquecíveis.

Seguem alguns relembrados pela AI. Pena que foi só até 2022. Tem novas séries fantásticas atualmente que podemos citar, mas ficará para o próximo post. Vou fazer um levantamento nas próximas semanas. Se lembrar de algum, me manda que vou acrescentando neste post ao longo do tempo.

Double Indemnity (1944)

Tema: Fraude de seguro de vida
Por que é importante: Este clássico noir de Billy Wilder praticamente fundou o subgênero “fraude de seguro como enredo principal”. Um vendedor de seguros se envolve com uma mulher casada para matar o marido dela e embolsar a apólice de seguro com cláusula de “indenização dupla”. A tensão cresce conforme a investigação se estreita — e a culpa também.
Tropo dominante: O plano perfeito que dá errado.
Curiosidade: O filme é baseado em um caso real de 1927.

The Insider (1999)

Tema: Seguros, ética corporativa, denúncia
Por que é importante: Embora não seja uma fraude no sentido tradicional, o filme mostra como uma empresa de tabaco manipula informações sobre os efeitos colaterais do cigarro. O protagonista, um executivo que rompe o silêncio, enfrenta ameaças à sua reputação, à sua vida e até à apólice de seguro de sua família.
Tropo dominante: O herói solitário contra o sistema.
Relevância atual: Em tempos de fake news e corporativismo agressivo, o filme segue extremamente atual.

Fargo (Filme de 1996 e Série 2014)

Tema: Sequestro falso e seguros de vida
Por que é importante: No filme dos irmãos Coen, um vendedor de carros endividado arma o sequestro da própria esposa para extorquir o sogro milionário — e considera o seguro de vida como plano B. Já na série, diversas temporadas abordam fraudes, golpes e sinistros de seguro como parte do pano de fundo do crime no interior dos EUA.
Tropo dominante: Pessoas comuns fazendo escolhas desastrosas.
Estilo: Mistura de humor negro com violência absurda.

The Rainmaker (1997)

Tema: Negligência de seguradora
Por que é importante: Baseado em romance de John Grisham, o filme acompanha um jovem advogado enfrentando uma grande seguradora que nega cobertura médica a um paciente com leucemia. O caso se transforma numa batalha moral e judicial.
Tropo dominante: David contra Golias, com um contrato nas mãos.
Mensagem: O seguro pode ser tanto salvador quanto vilão, dependendo de quem o administra.

Breaking Bad (2008–2013)

Tema: Seguro de saúde como motivação do crime
Por que é importante: Walter White decide fabricar metanfetamina depois de ser diagnosticado com câncer e perceber que seu seguro não cobre os custos do tratamento. O ponto de partida da série é uma crítica direta ao sistema de saúde americano.
Tropo dominante: O sistema falha, o indivíduo radicaliza.
Transformação: De vítima do sistema para arquétipo do anti-herói.

Pain & Gain (2013)

Tema: Fraude de seguros e identidade
Por que é importante: Baseado em eventos reais, o filme segue um grupo de fisiculturistas que sequestram um empresário para forçá-lo a assinar papéis de transferência de bens, incluindo seguros. A comédia ácida expõe a fragilidade dos sistemas burocráticos.
Tropo dominante: Golpistas burros em busca de fortuna.
Tom: Humor negro e crítica social.

Ozark (2017–2022)

Tema: Lavagem de dinheiro, fraudes financeiras e seguros
Por que é importante: Embora o foco da série seja lavagem de dinheiro, vários episódios exploram fraudes contábeis, empresas fantasmas e manipulações de seguros para justificar movimentações suspeitas.
Tropo dominante: Família de fachada, crime como rotina.
Narrativa: O seguro aqui é usado como ferramenta de encobrimento e manipulação.

The Secret Life of Walter Mitty (2013)

Tema: Seguros e imaginação escapista
Por que é importante: Walter Mitty é um funcionário de longa data de uma seguradora que avalia riscos em fotografias. O filme brinca com a ironia: alguém cujo trabalho é prever perdas vive com medo de arriscar. Quando embarca numa jornada real, o seguro vira metáfora de tudo que ele deixou de viver.
Tropo dominante: O herói relutante desperta.
Leitura alternativa: O seguro como prisão mental e social.

Swiss Re Corporate Solutions celebra parceria com Bradesco Seguros e segue otimista, apesar de cenário desafiador no Brasil


No dia 3 de julho, a Swiss Re Corporate Solutions (SRCS) celebrou oito anos da joint venture com o Grupo Bradesco Seguros. “Temos uma parceria marcada por forte alinhamento cultural e foco no cliente. A relação próxima entre as duas instituições fortalece não apenas a companhia, mas os resultados alcançados no mercado brasileiro”, afirma Guilherme Perondi, CEO da operação no Brasil.

O canal de distribuição do Bradesco representa hoje 35% das vendas da SRCS no Brasil, sendo um crescimento expressivo, de 60%, via distribuição de varejo do Bradesco. “Nos reunimos na Suíça para comemorarmos a parceria, com conversas que consolidam ainda mais o desejo dos sócios de avançarem em soluções patrimoniais para as empresas brasileiras”, comentou.

Desde sua fundação, a parceria tem permitido uma oferta crescente de soluções inovadoras. Em maio, foi lançado o Seguro de Responsabilidade Civil Profissional, que amplia o portfólio com coberturas específicas para 11 categorias profissionais — incluindo médicos, advogados, engenheiros e arquitetos. A apólice, voltada a pessoas físicas e jurídicas com faturamento de até R$ 50 milhões por ano, oferece coberturas de até R$ 5 milhões, com proteção para falhas na prestação de serviços.

A atuação da SRCS segue firme em diferentes ramos. De janeiro a maio de 2025, foram R$ 685 milhões em prêmios emitidos — um crescimento de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior, mesmo com o mercado expandindo apenas 7%, considerando apenas os ramos em que a companhia atua, reflexo principalmente do desaquecimento do agro. O balanço do primeiro semestre deve ser publicado no final de agosto.

Entre os destaques está o desempenho da cobertura de Responsabilidade Civil Profissional, que cresceu 80%, reforçando a demanda por proteção em segmentos como PME, engenharia e saúde. Produtos digitais também têm sido aprimorados, com soluções específicas para reformas, obras civis, cyber e responsabilidade civil geral. Já os seguros de grandes riscos tiveram desempenho em linha com o mercado, ou seja, fraco diante do cenário marcoeconômico complexo, enquanto segmentos como Patrimonial cresceram 20%. Apesar do bom desempenho, a sinistralidade do mercado subiu de 45% para 51%, puxada por eventos como incêndios e inadimplência de empresas ocorridos no primeiro semestre.

Perondi destaca que o cenário macroeconômico ainda impõe desafios — juros elevados inibem investimentos em infraestrutura, e a suspensão parcial do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) compromete a expansão do seguro agrícola. Segundo dados do MAPA, cerca de R$ 445 milhões do orçamento do PSR para 2025 foram bloqueados ou contingenciados, afetando diretamente a capacidade de proteção ao setor rural.

Ainda assim, a perspectiva de longo prazo é positiva para o segundo semestre. Segundo o executivo, os ativos brasileiros estão baratos, o que atrai investidores estrangeiros para os grandes projetos de infraestrutura, como túnel Santos Guarujá, ampliação das linhas de metros, entre outros, que exigem um programa de seguros parrudo.

Na pauta de médio prazo, a Swiss Re discute com o mercado a necessidade de um programa estruturado para cobertura de catástrofes naturais no Brasil, em modelo de parceria público-privada. Eventos como enchentes, geadas e queimadas — os chamados riscos secundários — já representam 40% das perdas seguradas globalmente, e vêm ganhando intensidade. Estudo do Swiss Re Institute aponta que as perdas seguradas por catástrofes naturais podem alcançar US$ 145 bilhões em 2025, podendo ultrapassar US$ 300 bilhões em anos extremos.

A urbanização crescente também eleva os riscos. “Se um furacão passar hoje por uma região densamente povoada, as perdas serão muito maiores do que no passado”, pontua o CEO, destacando que não há solução privada que cubra isoladamente tais eventos — a resposta precisa envolver políticas públicas e adaptação da infraestrutura urbana, diz, fazendo eco ao trabalho institucional comandado pela CNseg, a confederação das seguradoras.

No cenário global, o crescimento econômico previsto para 2025 é de apenas 2,3%, abaixo dos 2,8% de 2024, com desaceleração do comércio internacional e aumento do protecionismo. Esse ambiente também afeta o setor de seguros, que deve ter crescimento de prêmios de apenas 2%, frente aos 5,2% de 2024. A perspectiva é de leve retomada para 2,3% em 2026.

Apesar do ambiente desafiador, a Swiss Re Corporate Solutions segue investindo em tecnologia, novas coberturas e desenvolvimento de talentos. A companhia vem intensificando a formação de novos profissionais para suprir a lacuna deixada por aposentadorias, promovendo cursos e iniciativas para atrair jovens ao setor de seguros e resseguros. “Acreditamos no Brasil e na América Latina como regiões estratégicas. Os desafios são reais, mas as oportunidades são ainda maiores no médio e longo prazo”, ressalta Perondi.

Questões regulatórias também fazem parte da agenda da empresa, que tem acompanhado de perto os desdobramentos da nova legislação, com o marco legal de seguros que entra em vigor em dezembro próximo, e se engajado em discussões com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), seguradoras e corretores. Um dos temas em pauta é a uniformização de questionários e critérios regulatórios na subscrição de riscos.

Para Perondi ter um questionário padronizado é um passo importante para tornar o mercado mais eficiente e ampliar o acesso a seguros por pequenas e médias empresas. Mas, por outro lado, há grande resistência de que o questionário seja padronizado, uma vez que a concorrência está acirrada e cada qual quer mostrar a sua expertise para o cliente, sem compartilhar com concorrentes. Algo similar como vem sendo dito pelos especialistas em AI.: quem tiver o melhor prompt obterá melhores respostas da indigência artificial generativa.


Chubb registra lucro de US$ 2,97 bilhões no 2º trimestre, alta de 33%

A Chubb Ltd. divulgou um lucro líquido de US$ 2,97 bilhões no segundo trimestre de 2025, um aumento de 33,1% em relação ao mesmo período de 2024. No acumulado dos seis primeiros meses de 2025, o lucro líquido foi de US$ 4,30 bilhões, uma queda de 1,7% em relação aos US$ 4,37 bilhões do primeiro semestre de 2024. O índice combinado de property/casualty nos seis meses subiu para 90,4%, contra 86,4% no mesmo período do ano anterior. Os prêmios líquidos emitidos no semestre cresceram 4,9%, totalizando US$ 26,84 bilhões. Já a receita líquida de investimentos aumentou 9,4%, para US$ 3,13 bilhões.

O crescimento dos prêmios e a ampliação da margem de subscrição impulsionaram os resultados, junto com o forte desempenho nos segmentos de mercado intermediário e pequenas empresas na América do Norte, afirmou o presidente do conselho e CEO, Evan G. Greenberg, durante a teleconferência de resultados realizada nesta quarta-feira.

Os prêmios líquidos emitidos aumentaram 6,3% no trimestre, totalizando US$ 14,2 bilhões. O índice combinado de seguros patrimoniais e de responsabilidade (property/casualty) melhorou para 85,6%, ante 86,8% no mesmo trimestre do ano anterior.

Os prêmios líquidos emitidos de property/casualty no trimestre cresceram 5,2%, atingindo US$ 12,39 bilhões. Especificamente na América do Norte, os prêmios líquidos emitidos em property/casualty aumentaram 4,1%, somando US$ 5,72 bilhões.

A receita de subscrição em property/casualty subiu 15%, para US$ 1,63 bilhão. Já a receita de investimentos líquidos antes dos impostos cresceu 6,8%, alcançando o recorde de US$ 1,57 bilhão.

As perdas com catástrofes, antes e após impostos, líquidas de resseguro e incluindo prêmios de restabelecimento, totalizaram US$ 630 milhões, contra US$ 580 milhões no ano anterior.

Greenberg destacou que, no mercado norte-americano de seguros patrimoniais e de responsabilidade corporativa, os negócios de curto prazo para grandes contas se tornaram bastante competitivos, com “muito mais capital perseguindo o segmento de seguros patrimoniais”, o que tem levado a uma queda nos preços, embora os termos e condições tenham se mantido estáveis.

Por outro lado, os segmentos de middle market e pequenas empresas permanecem mais disciplinados e organizados, com as taxas continuando a subir, segundo o executivo.

O segmento de seguros de responsabilidade (casualty) segue em alta em todas as áreas, tanto para grandes contas quanto para o mercado intermediário. Já as linhas financeiras continuam com um cenário de preços mais baixos, observou Greenberg.

Fundación MAPFRE destinará 265 mil euros para projetos de pesquisa na edição de 2025 do Auxílio à Pesquisa Ignacio H. de Larramendi

fatima lima

A Fundación MAPFRE, está com inscrições abertas para a edição de 2025 do Auxílio à Pesquisa Ignacio H. de Larramendi, iniciativa global voltada ao fomento e desenvolvimento científico e tecnológico de estudos para a melhoria e qualidade de vida. A iniciativa contempla projetos nas áreas de saúde e seguros e previdência social, com investimento total de até 265 mil euros. Os interessados podem se inscrever até o dia 17 de outubro, por meio da plataforma oficial da instituição.

A convocatória é internacional e aceita projetos enviados em espanhol, inglês ou português, realizados por pesquisadores individuais ou equipes de pesquisa, vinculados ou não a universidades, hospitais, centros de pesquisa ou empresas. Na área da saúde, o valor do auxílio pode chegar a 30 mil euros brutos por projeto, já na área de seguros e previdência social, o auxílio é de até 15 mil euros.

“O Auxílio à Pesquisa Ignacio H. de Larramedi representa o compromisso da Fundación MAPFRE com a inovação social e o incentivo ao conhecimento científico. Por meio do nosso apoio, podemos transformar em realidade pesquisas que geram impacto na comunidade acadêmica e institucional”, comenta Fátima Lima, representante da Fundación MAPFRE no Brasil.

As linhas temáticas dos projetos de pesquisa para saúde são: 

  • Estratégias e educação para a mudança de hábitos: prevenção da obesidade, incentivo da atividade física e bem-estar emocional (incluindo o uso adequado de novas tecnologias).
  • Educação em manobras de emergência para a população em geral.
  • Avaliação de danos corporais: avaliação das consequências de um evento (traumáticou acidental, negligência médica, agressão ou doença) sobre a saúde do indivíduo e seu impacto nas atividades essenciais da vida diária e outras atividades específicas de desenvolvimento pessoal (dano moral, perda de qualidade de vida).
  • Gerenciamento de saúde: qualidade e segurança clínica.
  • Longevidade e influência do estilo de vida

Já para a área de seguros e previdência social, são:

  • Seguros
  • Gerenciamento de riscos: riscos emergentes
  • Novas tecnologias em seguros
  • Previdência Social: pensões, poupança, investimento, liquidação patrimonial e Economia sênior (economia da longevidade)

Os projetos selecionados receberão apoio por até 12 meses. As propostas devem ser submetidas exclusivamente pela ferramenta online da Fundación MAPFRE, disponível na Área de Registro no site oficial. O regulamento completo, modelos de protocolo e instruções detalhadas sobre o processo de inscrição estão disponíveis no site:

www.fundacionmapfre.com.br/premios-bolsas/ignacio-h-de-larramendi

CNseg: seguro rural se torna vital para cafeicultores do Rio em meio ao avanço do semiárido

O agravamento das mudanças climáticas e a intensificação de eventos extremos, como secas prolongadas, têm imposto novos desafios à produção cafeeira no Brasil. Nesse cenário, o Seguro Rural se consolida como um instrumento indispensável para a sustentabilidade da atividade agrícola, especialmente para os cafeicultores das regiões Sudeste e Sul do país.

Entre janeiro e abril de 2025, o setor segurador, de acordo com dados da Confederação Nacional das Seguradoras, desembolsou cerca de R$ 2 bilhões em indenizações no âmbito do Seguro Rural, alta de 8% em relação ao ano anterior, demonstrando a importância dessa proteção para mitigar perdas em lavouras atingidas por adversidades climáticas. O café, cultura de alta sensibilidade a variações de temperatura e precipitação, está entre as mais impactadas, e, por isso, entre as que mais demandam cobertura.

A urgência do tema se intensifica diante da recente inclusão das regiões Norte e Noroeste Fluminense no Mapa do Semiárido, oficializada pelo Governo Federal. O clima semiárido é marcado por baixa precipitação, altas temperaturas, chuvas irregulares e longos períodos de estiagem.

“Nos últimos anos, estas regiões vêm experimentando menos chuva, temperaturas médias mais altas e maior evaporação, aumentando o risco climático para qualquer atividade agrícola”, alertou Glaucio Toyama, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). O Noroeste Fluminense é o principal polo cafeeiro do Rio de Janeiro, responsável por cerca de 70% a 80% da produção estadual, composta majoritariamente por café arábica de alta qualidade. Há destaque crescente para cafés especiais, reconhecidos por premiações nacionais e internacionais.

O Senado Federal aprovou, nesta semana, o Projeto de Lei 1.440/2019, que amplia a delimitação do Semiárido brasileiro, incluindo os 22 municípios das regiões Norte e Noroeste Fluminense na área reclassificada. Com a mudança, agricultores dessas regiões passam a ter direito ao Benefício Garantia-Safra, mecanismo de proteção contra perdas ocasionadas por estiagens e outros eventos climáticos adversos.

Para a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a iniciativa terá um impacto econômico de R$ 22 milhões por ano, destravando o acesso ao crédito rural e estimulando investimentos na cadeia produtiva agroindustrial nas duas áreas geográficas. O PL se baseia em critérios técnicos apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Toyama acredita que, a proteção de riscos climáticos, através de seguros, proporciona mais tranquilidade para o sistema, e os agricultores podem investir em tecnologia, insumos, infraestrutura e práticas agrícolas resilientes, elevando a produtividade e reduzindo riscos. “A cadeia produtiva agroindustrial envolve todos os segmentos ligados ao agronegócio: desde o plantio e manejo agrícola até a indústria de processamento, armazenagem, transporte e comercialização dos produtos. A iniciativa cria um ambiente mais atraente e seguro para investidores, acionando um ciclo virtuoso: mais crédito leva a mais investimentos, que aumentam o valor agregado dos produtos e geram novos negócios”.

A decisão, respaldada por dados da Embrapa e da Sudene, reconhece o avanço da aridez em municípios tradicionalmente produtores de café e outras culturas de base familiar. A nova classificação permitirá que os agricultores dessas localidades tenham acesso a políticas públicas voltadas ao semiárido, mas também acende um alerta sobre a necessidade de fortalecer os mecanismos de gestão de risco, como o seguro rural.

O deputado federal Wladimir Garotinho (PP-RJ) também reforçou essa pauta no Congresso ao apresentar o PL 1.440/2024, que trata de incentivos ao desenvolvimento sustentável em áreas atingidas por estiagens severas. A proposta menciona o seguro rural como peça estratégica para manter a renda do agricultor e garantir segurança alimentar no campo.

“O Seguro Rural deixa de ser uma alternativa e se torna uma necessidade diante das volatilidades climáticas que estamos enfrentando. Ele assegura a continuidade da produção e protege o cafeicultor da quebra total em anos de intempéries”, destaca Glaucio Toyama. Além de proteger o patrimônio do produtor, o seguro é também uma ferramenta de estabilidade econômica, evitando o colapso de cadeias produtivas inteiras e reduzindo a pressão por renegociação de dívidas ou auxílios emergenciais.

Com a perspectiva de um futuro climático mais incerto, ampliar o acesso ao Seguro Rural e garantir recursos estáveis para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) se torna ainda mais urgente para que o café brasileiro continue sendo referência mundial, mesmo em tempos de solo seco e clima imprevisível. Até setembro deste ano, antes do início do plantio da próxima safra, o Governo Federal apresentará um novo modelo de seguro rural. 

Coberturas de invalidez e doenças graves já representam 53% das vendas da Azos Seguros

A conta da longevidade está chegando e para muitos brasileiros está vindo em forma de boleto de plano de saúde. No último ano, planos individuais chegaram a subir mais de 25%, segundo a ANS. Para os planos coletivos por adesão, que representam mais da metade dos contratos ativos no país, os aumentos superaram 30% em muitos casos. Esses números ganham ainda mais relevância diante da curva demográfica brasileira: segundo o IBGE, a expectativa é que, até 2070, cerca de 40% da população tenha mais de 60 anos. Ou seja, viver mais está deixando de ser exceção, mas o custo para isso já virou um desafio concreto.

É nesse cenário, com planos de saúde cada vez mais caros e limitados, que o seguro de vida começa a entrar no radar como alternativa estratégica de proteção financeira para situações inesperadas. Ao contrário da ideia tradicional de que seguro só serve em caso de falecimento, as coberturas em vida permitem indenizações em casos como diagnóstico de doenças graves, invalidez e internações, aliviando o orçamento quando ele mais precisa de fôlego.

Segundo Rafael Cló, CEO da Azos Seguros, insurtech focada em soluções para o seguro de vida, esses produtos não substituem o plano, mas funcionam como uma importante rede de apoio complementar, especialmente em momentos de maior vulnerabilidade. 

“Estamos vendo um movimento claro de amadurecimento do consumidor em relação à proteção financeira. O aumento nos custos com saúde, principalmente entre a população mais velha, tem feito muita gente buscar alternativas para não depender exclusivamente de um plano de saúde. Coberturas em vida, como invalidez e doenças graves, já representam 53% da nossa base. Além disso,  92,5% dos nossos sinistros pagos hoje já são referentes a coberturas em vida, o que mostra que o seguro está sendo usado na prática e fazendo a diferença”, comenta.

Além de oferecer uma rede de proteção, o seguro também pode ser uma peça importante na educação financeira de longo prazo, ao incentivar a disciplina no planejamento e permitir que recursos estejam disponíveis para emergências de saúde sem depender exclusivamente de planos caros ou da rede pública.

“Muitas vezes, um seguro, com valor acessível por mês, cobre tratamentos ou despesas que poderiam comprometer uma reserva de emergência inteira. Não se trata de substituir o plano de saúde, mas de somar alternativas. Quanto mais ferramentas tivermos para lidar com a longevidade, melhor”, complementa Rafael.

O tema ganha urgência ao analisarmos também o  número de diagnósticos de doenças graves cada vez mais comuns abaixo dos 50 anos.  Para se ter uma ideia, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças cardiovasculares, câncer e AVC estão entre as principais causas de morte prematura no mundo.

”Repensar o modelo tradicional de proteção se tornou necessidade. Soluções como o seguro de vida com cobertura em vida oferecem suporte real em momentos críticos, garantindo que o cuidado com a saúde não venha acompanhado de um colapso financeiro”, conclui Rafael Cló, CEO da Azos Seguros.