A Prudential do Brasil anuncia hoje seus novos executivos. Carlos André Guerra assume como novo vice-presidente de Vida em Grupo e Humberto Madeira será o novo vice-presidente de Compensation e Consultoria de Franquia.
Carlos Guerra é formado em direito, administração de empresas e pós-graduado em mercado de capitais pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC/RJ). Tem experiência de 23 anos na área de seguros. Passou por grandes companhias ao longo da sua trajetória profissional, entre elas: IBM Brasil, Banco Icatu, Itaú Unibanco e Seguradora Líder DPVAT e atuou nas áreas de previdência complementar aberta e fechada, seguros e capitalização no Brasil e no exterior.
Guerra sempre esteve atento ao crescimento e ao desenvolvimento do mercado segurador brasileiro, com passagem nas principais entidades do setor como a Associação Nacional da Previdência Privada (ANAPP), Sindicato das Entidades Abertas de Previdência Privada no Estado de São Paulo (SINDEPP-SP), Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FENAPREVI), Sistema Nacional de Seguros Privados (CRNSP), entre outras. Ele também responde pela presidência do Conselho de Ética do Mercado Segurador.
O novo vice-presidente começará a trabalhar na Prudential do Brasil no dia 19 de dezembro e será responsável pela operação de Vida em Grupo, que se encontra em processo de aprovação na Superintendência de Seguros Privados (Susep). “A vinda do Guerra para a companhia trará uma contribuição fundamental para o novo negócio. Sua experiência no mercado de seguros e em operações de vida em grupo será de grande importância” declarou Marcelo Mancini, Presidente e CEO adjunto da companhia.
Já a história do Humberto Madeira na Prudential do Brasil começou em 1999, quando participou do segundo grupo de corretores a comercializar o seguro de vida individual da Prudential do Brasil no país. Em 2008, depois de receber por quatro vezes o maior reconhecimento oferecido pela seguradora aos corretores e como consequência de seu sucesso empresarial, foi convidado a integrar o quadro de funcionários da Prudential do Brasil como Diretor Regional & Comercial (RCMO) de Minas Gerais. Em 2014, Madeira foi promovido a diretor de Parcerias Comerciais. No ano seguinte, o executivo passou uma temporada na Polônia como expatriado, onde exerceu o cargo de vice-presidente do Modelo Life Planner.
Nesta nova atividade, Humberto será o vice-presidente de Compensation e Consultoria de Franquia, responsável pelas áreas de Compensation & Franquia, Consultoria de Campo e Consultoria às Agências. “Estou muito feliz em ter o Humberto de volta às nossas operações na Prudential do Brasil, sabendo que sua experiência agregará muito aos nossos desafios futuros.” afirma Mancini. Antes de ingressar na Prudential do Brasil, Humberto trabalhou em empresas como Rhodia, Vale Refeição e Listel S.A.
A Liberty Mutual Insurance anunciou hoje que assinou um acordo definitivo para adquirir a Ironshore Inc., uma das principais empresas especializadas em linhas especiais da Fosun International Limited. A transação deverá fechar no primeiro semestre de 2017, após aprovações regulamentares. Após o fechamento, a Liberty Mutual adquirirá uma participação de 100% na Ironshore. O preço de compra equivalerá ao valor contábil tangível real de 1.45 vezes o Ironshore no final de 2016 e estima-se que seja de aproximadamente US$ 3 bilhões. O preço de compra está sujeito a ajustes de preços de fechamento.
Uma vez fechada a transação, a Ironshore continuará operando com a mesma equipe de gerenciamento e marca, mas como parte da maior organização Liberty Mutual, que tem foco no crescimento de suas operações de linhas especializadas. “Estamos satisfeitos por incorporar a Ironshore e sua equipe de gerenciamento comprovada liderada pelo CEO Kevin H. Kelley”, disse David H. Long, presidente e CEO da Liberty Mutual Insurance.
“A Ironshore possui um histórico de seguro de risco especializado global e diversificado rentável e é um complemento ideal para a Liberty Mutual, proporcionando escala adicional, expertise, inovação e relações de mercado para nossos negócios globais de especialização avaliado em US$ 5 bilhões”.
A Ironshore, que foi fundada em 2006, tinha prêmios brutos de US$ 2,2 bilhões em 2015 e é uma das dez maiores seguradoras de riscos em excessos e excedentes nos EUA. A empresa, com aproximadamente 800 empregados, tem escritório em 15 países, com base nos Estados Unidos, Bermudas e Londres.
“A combinação de Ironshore e Liberty Mutual é uma proposta vantajosa para ambas as empresas”, disse Kevin H. Kelley, CEO da Ironshore. “A Ironshore passará a fazer parte de outra empresa “A” com um alcance global, um sólido balanço, ampla base de clientes e uma capacidade muito maior para gerar crescimento lucrativo”.
Barclays Capital Inc. atuou como consultor financeiro e Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom LLP prestaram assessoria jurídica à Liberty Mutual Insurance na transação.
Corretores e consultores de riscos comemoram o maior acordo de leniência do mundo assinado pelo Grupo Odebrecht com o Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba e que envolve acordos de delação premiada com 77 executivos e ex-funcionários do conglomerado. O grupo pagará um total de R$ 6,7 bilhões como multa civil, com pagamentos que serão realizados anualmente e no prazo máximo de 20 anos.
O acordo, que envolve órgãos reguladores do Brasil, dos Estados Unidos e da Suíça, é um passo decisivo para que o conglomerado possa voltar a contratar com o Poder Público e deixe de ser considerado inidôneo. “Esperamos com esse acordo que o grupo volte a ser entre os 5 maiores compradores de seguros do país”, Rodrigo Protásio, CEO da JLT RE.
A expectativa é de que a construtora volte a participar das novas licitações de concessões e de obras públicas. “A Odebrecht é responsável pelas grandes obras de geração de energia, construção de submarinos, aeroportos entre outros. Poderão exercer papel fundamental a partir do próximo ano nas novas e necessárias obras de infraestrutura-estrutura.
Nas contas de Protásio, a Odebrecht tem a capacidade de gerar mais de R$ 200 milhões em prêmios anuais para o mercado de seguros no Brasil. Os seguros garantia de contratos e de riscos de engenharia estão entre os principais beneficiados pela retomada das obras de infraestrutura. “A Odebrecht é uma empresa altamente capacidade tecnicamente e com filosofia de gerenciamento de riscos e de obras com padrão top mundial,” afirma Protasio.
Já Caio Timbó, diretor financeiro da LTSeg, não está tão otimista. “Acho precoce criar expectativa em cima da operação, pois a Odebrecht é apenas uma das construtoras envolvidas na Lava Jato, investigação que atingiu todo o mercado de construção civil e secou o crédito para o setor e isso descapitalizou o setor público”, afirmou. “Com o acordo, a construtora pode tomar crédito, mas isso não significa que ela vai conseguir o crédito no custo que precisa para retomar ou iniciar projetos”.
O consultor de riscos Alvaro Trilho ressalta que os seguros de risco de engenharia e de garantia, que estavam praticamente paralisados, voltam a ter negócios. “Com a retomada das obras, que ainda deve demorar um período, o seguro de performance volta a ser emitido. Com isso, se tem um impacto também no seguro transporte, para peças e equipamentos das obras, mas é um impacto marginal e que deverá ter efeito apenas no final de 2017”, conclui Trilho.
A Saraiva formaliza nova parceria para ampliação e aprimoramento de seu portfólio de seguros de roubo, quebra e garantia estendida com a Sura. Atualmente, o portfólio de serviços de seguros da Saraiva conta com os seguros de roubo, furto qualificado e quebra acidental, além da Garantia Estendida, que proporciona extensão da garantia do fabricante por mais 12 ou 24 meses. Entre os produtos elegíveis aos dois serviços estão itens de tecnologia, como, por exemplo, notebook, smartphone, tablet, fones de ouvido ou mouse.
Com o início da operação da Seguros SURA, além do seguro de roubo, furto qualificado e quebra acidental [Proteção Mais Saraiva], a rede passa a oferecer também o seguro de roubo e furto qualificado [Proteção Saraiva]. Ambos os serviços são válidos por um ano. Em caso de sinistro, o cliente recebe um produto igual ou similar ao contratado no seguro, caso o item eventualmente tenha saído do mercado.
Atualmente, o seguro pode ser contratado apenas no ato da compra do produto, porém a partir de novembro, tanto o Proteção Mais Saraiva, quanto o Proteção Saraiva poderão ser adquiridos em até 30 dias após a compra do item. O mesmo vale para a Garantia Estendida, que a partir do próximo mês pode ser contratada até 60 dias antes do término da garantia do fabricante. Além disso, com a parceria da Sura, o cliente Saraiva passa a ter uma central de atendimento exclusiva para abertura de sinistro e esclarecimento de dúvidas.
De olho nos 34 projetos de infraestrutura anunciados pelo governo de Michel Temer em setembro, corretores, seguradores e resseguradores debatem entre si, e também com governo, investidores e construtoras, as bases para construir as condições dos seguros de garantia e de riscos de engenharia para ofertar ao mercado. “São vários os aspectos debatidos e que podem alterar substancialmente o seguro garantia para contratos públicos”, informa Roque Melo, diretor técnico da JMalucelli, a principal seguradora em garantia.
Lançado com exclusividade, o produto é voltado para quem não tem seguro de veículo e o preço pode ficar até 30% abaixo da média de valor do seguro tradicional
A Azul Seguros, empresa do Grupo Porto Seguro, é a primeira a oferecer o seguro popular, que será lançado em dezembro para São Paulo, capital, e região metropolitana. “Desenhamos um produto que possibilita a diminuição no preço do seguro em até 30% e deverá atrair a população que não possui seguro de automóvel por conta do orçamento pessoal mais apertado”, afirma Luiz Pomarole, diretor geral de Auto da Porto Seguro. De acordo com a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNseg), estima-se que 70% dos veículos que circulam no Brasil estão descobertos.
Ao lançar esse produto, a Azul Seguros estimula a inclusão securitária, incentiva novas oportunidades de negócio e contribui para a sustentabilidade do setor, pois utiliza peças de desmontagem. A redução de preço se tornou possível porque a Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou recentemente as seguradoras a utilizarem peças de desmontagem em consertos de veículos, oriundas de empresas de desmontagem credenciadas. A modalidade permite ainda a utilização de peças de reposição não originais novas similares às dos fabricantes de veículos. “Nosso objetivo é oferecer um seguro para automóveis mais em conta sem perder na qualidade no momento do reparo e também nos serviços oferecidos”, explica Felipe Milagres, diretor da Azul Seguros.
O serviço poderá ser realizado em oficinas referenciadas ou de livre escolha, com peças fornecidas pela Renova Ecopeças, empresa da Porto Seguro que possui experiência de três anos no segmento de desmontagem de veículos, que garante a procedência e a qualidade. Já em casos de reparos de freios, suspensão, amortecedores e pneus, que são itens de segurança, serão utilizadas peças novas.
Segundo Milagres, o uso das peças de desmontagem e das peças novas não originais pelas seguradoras deve ser comunicada aos segurados. “A comunicação será clara, com informações suficientes e destacadas a respeito da procedência das peças”, finaliza. A inovação vai possibilitar que o seguro fique mais acessível e seja customizado para as pessoas que ainda não possuem proteção para os seus veículos.
O Seguro Azul Seguro Auto Popular é destinado aos automóveis com importância segurada de até R$ 60 mil, com data de fabricação a partir de cinco anos ou mais. O produto, que pode ser parcelado em até 10 vezes iguais, oferece cobertura básica para colisão, roubo, furto, indenização de 80% a 90% da tabela Fipe, assistência 24 horas e guincho em até 100 km. Há também as coberturas de Responsabilidade Civil Facultativa (RCF), com indenização de R$ 25 mil; e opcional de Danos Morais e Estéticos Facultativo, com indenização de R$ 5 mil ou R$ 10 mil.
Aprovada pelo Conselho Diretor da Confederação, a nova Comissão de Gestão de Riscos terá em seu radar temas relevantes para o mercado, incluindo ORSA (auto avaliação de solvência e risco), questionário de risco, regras de utilização para fator reduzido de capital, modelos internos, outros temas ligados a capital de risco e ajustes no PLA (patrimônio líquido ajustado), com reflexo direto na solvência das empresas.
A Circular Susep 521, de julho de 2015, estabeleceu que as empresas deverão implantar suas Estruturas de Gestão de Riscos, as quais deverão prever processos, metodologias e ferramentas para identificar, avaliar, mensurar, tratar e monitorar, tanto em nível individual como agregado, todas as exposições a riscos atuais e emergentes. Isto tornou latente e irrevogável a necessidade de um fórum permanente e robusto que pudesse discutir e acompanhar estes temas de forma mais eficiente, explicou a superintendente de Acompanhamento Técnico da CNseg, Karini Madeira.
Em paralelo à implementação desta estrutura organizada pela CNseg, ela lembra que, pela Circular 521, também é exigido das empresas nomear, até 31 de dezembro de 2016, um Gestor de Riscos, com a suficiente qualificação e experiência, que será responsável por supervisionar continuamente os processos e procedimentos relacionados à gestão de riscos da entidade.
Karini acrescenta que, na Comissão, as discussões não se limitarão àquelas exigidas no âmbito da Susep. “Com a criação da Comissão, queremos ensejar a troca de experiências entre estes profissionais, contribuindo para a implementação de estruturas sólidas de gestão de risco, além de criar um grupo coeso e fortalecido, que possibilite o debate com os órgãos reguladores mais amadurecidos e alinhados com o planejamento estratégico da CNseg”, afirma.
Composição
A comissão seguirá o Regimento Interno das Comissões Temáticas da CNseg. Logo será composta por até oito membros indicados por cada Federação e pela própria CNseg. E é muito provável que os futuros integrantes saiam do antigo Grupo de Trabalho de Gestão de Risco.
A expectativa é que grupo se reúna ainda no primeiro trimestre de 2017. Em parceria com a Susep, o grupo discutirá um documento de orientação, nos mesmos moldes de outros já publicados pela autarquia, que ajudará as associadas na implantação da estrutura de Gestão de Risco, além de debates e troca de experiências no âmbito da própria comissão.
Novo estudo da Swiss Re: Global insurance Review and Outlook para 2017/18. A economia global deverá crescer moderadamente nos próximos dois anos, apoiando o crescimento contínuo nos volumes de prêmios de seguros, afirma o estudo. Prevê-se que o crescimento dos prêmios no segmento global de seguros gerais (ou ramos elementares ou não vida, no jargão do setor) recue ligeiramente de 2,4% em 2016 em termos reais para 2,2% em 2017 e voltem a avançar 3% em 2018. No setor da vida, os prêmios globais deverão crescer 4,8% em 2017 e 4,2% em 2018. Os mercados emergentes, em especial a Ásia emergente, serão o principal impulsionador do crescimento dos prêmios nos segmentos de seguros gerais e de vida.
“A indústria de seguros enfrenta ventos contrários, com crescimento econômico moderado e ainda ampla capacidade nos mercados criando um ambiente de preços desafiador”, diz Kurt Karl, economista-chefe da Swiss Re. “No entanto, os volumes de prêmios continuam a crescer, tanto nos mercados avançados como emergentes, juntamente com a actividade económica e um aumento da taxa de penetração de seguros, particularmente nos mercados emergentes”.
Entre as principais economias, espera-se que os EUA cresçam um pouco mais de 2% em termos reais ajustados à inflação nos próximos dois anos. A eleição de Donald Trump como presidente eleito não foi explicitamente incorporada na previsão dos EUA, mas este desenvolvimento é improvável que tenha um grande impacto nos mercados de seguros nos próximos dois anos, escrevem os autores do estudo.
A área do euro e o Reino Unido deverão crescer cerca de 1% e 1,5%, respectivamente, enquanto o Japão deverá crescer menos de 1%. A China deverá crescer em torno de 6,5%. A política monetária se manterá acomodativa nos próximos dois anos, mesmo que se espera que os EUA aumentem gradualmente as taxas. Espera-se que outros bancos centrais mantenham intactas suas taxas de política e políticas de flexibilização quantitativa. Com as taxas de arrecadação do Fed, as taxas de rendibilidade das obrigações de dívida pública dos Estados Unidos a 10 anos aumentarão provavelmente, elevando ligeiramente os rendimentos na Europa.
Mercados emergentes devem impulsionar o crescimento de seguros gerais
Prevê-se que o volume de prêmios do setor não-vida aumente 2,2% em termos reais em 2017, depois de 2,4% em 2016 e de 3% em 2018. Prevê-se que o crescimento dos prêmios nos mercados emergentes aumente de forma constante, passando de 5,3% em 2016 para 5,7% em 2017 e 6,7% em 2018. Uma melhoria nos preços das matérias-primas e o reforço da atividade econômica estimularão a procura de seguros das regiões emergentes. A Ásia emergente provavelmente terá o maior crescimento nos prêmios não-vida, com previsão de ser de quase 8% em 2017 e 9% em 2018. Um fator contribuinte serão as oportunidades de investimento apresentadas pelo programa One Belt One Road da China, que deverá gerar Um aumento na demanda por seguros comerciais.
O ambiente de preços no setor não-vida global continua a ser um desafio. Os preços nas linhas comerciais continuam a deteriorar-se em todas as regiões, mas a um ritmo mais lento. Em contraste com muitas outras linhas comerciais, no entanto, as taxas de seguro cibernético continuar a endurecer, mas em um ritmo lento e poderia nivelar em breve.
A maior conscientização dos riscos associados aos ataques cibernéticos e às violações de dados está aumentando a demanda por soluções de seguros relacionadas e representa uma oportunidade de crescimento significativo para o setor não-vida. Até à data, a rentabilidade não-vida tem sido sustentada por baixas perdas por catástrofes naturais e libertações de reservas. Assumindo que as perdas médias de catástrofes naturais e a diminuição das liberações das reservas, o retorno sobre o capital próprio (ROE) deverá diminuir de 8% em 2015 para cerca de 6% em 2016-18.
No resseguro não-vida, o crescimento global de prêmios deverá ser de 2,7% em 2017 e de 2,9% em 2018, com base no aumento das cotas dos mercados emergentes.
No setor de vida, espera-se que o crescimento de prêmios seja significativamente mais forte do que no de seguros gerais. Prevê-se que os volumes globais de prêmios de vida aumentem 5,4%, 4,8% e 4,2% em 2016, 2017 e 2018, respectivamente. A expectativa é de que os prêmios de mercado avançados cresçam 2,1% em 2017 e 2018, mas o principal motor será novamente os mercados emergentes, onde a estabilização do crescimento económico, o crescimento das populações, a urbanização e uma classe média ascendente sustentam uma perspectiva positiva.
Prevê-se que os prêmios de vida dos mercados emergentes cresçam 14,9% em 2017 e 10,9% em 2018, sustentados por um crescimento robusto dos produtos de poupança, em especial nos países emergentes da Ásia. A China fará uma forte contribuição com o governo visando um aumento na penetração de seguros para 5% até 2020, de 3% em 2014.
O ambiente de baixa taxa de juros em curso continua a colocar problemas para as seguradoras de vida. Em termos de rentabilidade, o ROE para o setor caiu de 13% no início de 2015 para 10% no ano passado, à medida que os retornos dos investimentos enfraqueceram e as pressões de preços aumentaram.
As seguradoras de vida estão ajustando as carteiras de produtos e ativos em uma tentativa de aumentar a lucratividade, mas levará tempo para isso ter um efeito material no perfil de risco geral e nos lucros das seguradoras.
No resseguro de vida, espera-se que o crescimento global de prêmios seja de aproximadamente 1,5% em 2016 e 1% nos anos de 2017 e 2018, principalmente devido ao crescimento muito baixo nas economias avançadas, onde a maior parte das cessões se originam. O crescimento do prêmio de resseguro nos mercados emergentes deverá ser de 8% ou mais.
A perspectiva para o setor brasileiro de seguros é estável, porém a do rating permanece negativa, segundo relatório especial publicado no dia 1o. de dezembro pela Fitch Ratings. De acordo com o comunicado, a perspectiva negativa dos ratings do setor brasileiro de seguros reflete a dos ratings soberanos do Brasil (Issuer Default Rating (IDR) – Rating de Probabilidade de Inadimplência do Emissor ‘BB’/Perspectiva Negativa) e as restrições relacionadas ao país.
Por outro lado, a perspectiva do setor de seguros continua estável por ser um dos poucos que resistiu à deterioração significativa do ambiente operacional em 2015 e 2016. A Fitch acredita que o setor continuará sendo resiliente e manterá métricas de crédito adequadas em 2017.
A agência de classificação espera que o crescimento de prêmios permaneça moderado pelo segundo ano consecutivo, em 2017, apesar das expectativas de estabilização econômica e da retomada de crescimento. Isto devido ao fato de que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deverá ser modesto (1,2%, pelas projeções da agência), e a taxa de desemprego tende a permanecer elevada. Até setembro de 2016, o crescimento total de prêmios (exceto no segmento de saúde) foi de 7,3% no comparativo anual (10,6% em 2015). Esta é a menor taxa de crescimento da última década e está abaixo da inflação de 8,5% no período.
A Fitch acredita que a lucratividade do setor de seguros permanecerá sólida em 2017, apesar de uma provável queda das taxas de juros, o que pressionaria seus resultados financeiros e do crescimento moderado dos prêmios. O retorno sobre ativos médios (ROAA) do setor (excluindo o ramo de saúde), que caiu para 1,7% até setembro de 2016 em função do aumento da alíquota de contribuição social (média de 2,0% entre 2012 e 2015), deverá se posicionar entre 1,5% e 2,0%.
Para a Fitch, a tendência de elevação da alavancagem do setor persistirá em 2017, uma vez que o aumento da demanda por produtos de previdência deve permanecer sólido. A Fitch espera que as seguradoras brasileiras avaliadas pela agência consigam atender às exigências de aumento de capital mínimo em 2017, quando terão que alocar capital para os riscos de mercado.
A Fitch espera que os principais indicadores de crédito das resseguradoras locais permaneçam estáveis e adequados em 2017. Até junho de 2016, estes indicadores se mantiveram sólidos, com ROAA de 3,8% (média de 3,0% entre 2012 e 2015).
O relatório completo “Perspectiva 2017: Setor Brasileiro de Seguros (Resiliente ao Crescimento Mais Lento e à Esperada Redução das Taxas de Juros) está disponível em ‘www.fitchratings.com’ e em ‘www. fitchratings.com.br’.
Proporcionar a melhor experiência de marca para o cliente, o corretor e demais públicos está no centro da estratégia de negócios
2016 foi um ano conturbado para toda a economia, mas a SulAmérica comemora os resultados obtidos até setembro. Gabriel Portella, CEO da seguradora, citou muitos motivos para comemorar o desempenho obtido no ano, apesar de tantas notícias ruins, sendo a mais recente e impactante a morte das 71 pessoas que estavam a bordo do avião que levava o time Chapecoense de São Paulo para Medellin. “Estamos consternados e prestando todo nosso apoio a nossa sucursal de Chapecó e todos os moradores da cidade”, comentou.
Mesmo querendo evitar, a palavra crise surge em todas as perguntas dos jornalistas durante o almoço de final de ano com os executivos da SulAmérica. Apesar dos percalços que o segmento de saúde enfrenta, como a perda de mais de 1,5 milhão de clientes até outubro em razão do elevado índice de desemprego, esse tem sido um ramo positivo para o grupo. O crescimento da área de saúde, maior nicho dentro do mix da companhia, chegou a 20% até setembro. “Podemos dizer que esse resultado foi excepcional diante do momento que o Brasil vive”, enfatizou Portella.
Ampliar a sinergia dos produtos, incluir a co-participação em 80% dos clientes em contratos acima de 1 mil vidas, investir em processos para ter uma gestão equilibrada e foco no controle de custos, principalmente com a compra direta de material e equipamentos foram itens citados para justificar o bom desempenho em saúde, enumerou Maurício Lopes, vice-presidente de saúde.
“Na SulAmérica, apesar do movimento recessivo da economia, conseguirmos fazer que a carteira de odontológico batesse quase 850 mil vidas até setembro, alta de 20% em prêmios e em beneficiários”, informou. A carteira de saúde também apresentou crescimento de 13% em prêmio e de 4% em beneficiários”, disse. O segmento de odonto, segundo ele, segue com boas perspectivas em 2017, pois o mercado pode avançar com o ambiente de melhoria previsto para a economia a partir do segundo semestre. “Se a economia melhorar, mais seremos positivamente surpreendidos no final do ano que vem. Quanto mais emprego, melhor para todos”.
Lopes cita também a parceria com a Healthways. “A parceria já traz frutos para todos na cadeia de saúde, principalmente para o consumidor”, enfatiza o executivo. O grupo já investiu R$ 70 milhões no programa da Saúde Ativa em 2015 e outros R$ 90 milhões em 2016. Boa parte dos recursos foi usada para fazer as pessoas mudarem hábitos, inclusive alimentares, que respeitem as condições de saúde atuais. “São 66 mil pessoas monitoras no Saúde Ativa e os resultados são visivelmente surpreendentes para empresas e segurados, comentou.
A consolidação do mercado de saúde, que vem acontecendo e deve ser intensificada em 2017, é acompanhada de perto pela SulAmérica. A medida que a barra regulatória sobe, com exigências de reservas financeiras e normas como o rol de procedimentos obrigatórios pela Agência Nacional de Saúde (ANS), coloca ainda mais pressão no mercado. Há cerca de 70 companhias no alvo da ANS.
Há muitas empresas com volume de vidas abaixo de 20 mil vidas, o que torna o movimento de fusões e aquisições mais evidente. “Se a economia piorar, essa tendência andará mais rápido. Se melhorar, dará mais longevidade aos players do mercado. Estamos atentos a esse movimento, mas temos ganhado muitos clientes que optam por empresas mais consolidadas no setor”, afirmou.
Em automóvel, segunda maior carteira da SulAmérica, as perspectivas de mercado também são positivas. São 1,7 milhão de veículos segurados, com índice de retenção de 70% num cenário de extrema competição. A venda de produtos mais econômicos, como o Auto Compacto, que chega a custar até 15% menos do que o produto tradicional, tem 40% das verdas para novos segurados”, informou Arthur Farme, vice presidente de controle e relações com investidores da SulAmérica.
Em previdência o otimismo também é evidente. “Toda a discussão em torno da reforma da Previdência traz mais consciência à população, que passa a buscar mais informações sobre planos privados, possibilitando que as empresas ofertem produtos diferenciados”, disse Marcelo Mello, vice-presidente de investimentos, vida e previdência.
2017 traz vários desafios para todo o mercado segurador, sendo dois bem relevantes. As projeções dos principais economistas projetam queda de quatro pontos percentuais entre o inicio e fim de 2017, num momento em que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) faz exigências de capital ao determinar para dezembro o prazo finalização do risco de mercado dentro do pacote de gestão de capital por risco. Isso fará com que as seguradoras calibrem em que áreas querem ser mais agressivas e o quanto de capital estão dispostas a aportar para equilibrar o risco. “Para umas linhas de negócios será um momento mais difícil, para outras não. Pode ser que a decisão seja investir menos, mas não deixar de investir”, afirmou Portella.
Segundo o presidente, com todo o apocalipse previsto para 2016 a seguradora continuou contratando e investindo em serviços produtos, sem tirar o olho das novidades digitais trazidas pelas fintechs em todo o mundo. “É um processo complexo equilibrar os cenários, mas investir é fundamental, sem esbanjar. O empate é a vitória e bola na linha é gol. A estratégia é respeitar o cenário como ele é, mas não vamos ficar parados esperando os impactos deste processo político que o Brasil enfrenta. Os empresários seguem com desafios. Alguns são maiores para uns segmentos e há benefícios para outros”, pondera Portella.
O conselho de administração da SulAmérica autorizou em reunião realizada em novembro a emissão de R$ 350 milhões a R$ 500 milhões em debêntures não conversíveis em ações. Os recursos obtidos com a emissão serão integralmente usados para reforço e adequação dos níveis de liquidez disponíveis da companhia, bem como para fins corporativos diversos.
No quesito inovação, ele afirma que o grupo tem feito muita coisa dentro de casa. “Quanto a ter um ambiente de startup dentro ou fora ainda não temos uma decisão. Estamos estudando várias propostas para otimizar nosso plano de investimento”, afirmou. No mundo das insurtechs, startups dedicadas a seguros, a escolha tem sido dividida entre fora e dentro das companhias. Alguns especialistas acreditam que a cultura organizacional tradicional pode contaminar o desenvolvimento dos projetos. Outros já acreditam que a experiência é enriquecida com a convivência entre dois mundos diferentes.
O grupo segue desenvolvendo diversos aplicativos e parcerias. Em novembro, a SulAmérica firmou parceria inédita com o Waze para que a seguradora forneça novos serviços aos usuários do aplicativo, por meio de pop ups e banners. A iniciativa tem o objetivo de tornar a plataforma ainda mais proveitosa, passando a ser um canal de informações diferenciadas ao motorista, além das funções usuais de cálculo de rota de acordo com o trânsito.
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