Itaú prevê crescimento de até 4% para as operações de seguros em 2017

O Itaú Unibanco apresentou lucro líquido recorrente R$ 5,817 bilhões no quarto trimestre do ano passado, o que representa aumento de 1,8% em relação ao mesmo período de 2015 em bases pro forma, incluindo o CorpBanca em todo o período analisado. De janeiro a dezembro de 2016, o banco lucrou R$ 22,150 bilhões, com redução de 7%.

Os resultados do Itaú com seguros em 2016 ficaram dentro das projeções iniciais do ano, porém próximo da menor ponta do intervalo. De acordo com o balanço do banco divulgado hoje, o crescimento consolidado de seguros chegou a 4,9%, sendo o intervalo entre 4% e 7%. Considerando-se só o Brasil, o crescimento chegou a 5,9%, dentro do intervalo de 4,5% e 7,5%. Neste ano, as receitas de serviços e seguros totais vão crescer de 0,5% a 4% em 2017. Se considerado apenas o Brasil, a previsão vai de estabilidade a 4%, segundo nota do balanço.

O resultado das operações de seguros, previdência e capitalização antes das despesas com sinistros e com comercialização encolheu 8,9%, para R$ 2,068 bilhões no último trimestre de 2016. O retorno recorrente anualizado de operações de seguros alcançou 143,7% no período, 9,6 pontos percentuais menor em relação ao trimestre anterior. O índice de seguridade, que demonstra a participação do lucro líquido recorrente de Seguros, Previdência e Capitalização em relação ao lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco, atingiu 11,1%, redução de 1,1 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre de 2016.

O saldo das provisões técnicas totais, considerando seguros, previdência e capitalização, atingiu R$ 156,7 bilhões no período, com aumentos de 4,3% em relação ao trimestre anterior e de 18,6% em relação ao quarto trimestre de 2015.

85% das seguradoras não têm política de prevenção contra os efeitos das alterações climáticas nas gestões de risco e de investimento

Fonte: CNseg

A CNseg divulgou uma prévia do resultado da pesquisa realizada pela Susep para saber como as seguradoras que atuam no mercado brasileiro avaliam o impacto das questões ambientais no negócio. A pesquisa eletrônica foi realizada em novembro de 2016, com 130 das 172 seguradoras em atividade, correspondendo a 75,6% do universo total.

Ainda em fase de análise e segmentação das informações, os resultados completos da pesquisa devem ser apresentados ao público em abril, mas em visita à sede da CNseg, quando participaram extraordinariamente de reunião de sua Comissão de Sustentabilidade e Inovação, a assessora do Superintendente da Susep, Natalie Hurtado, e a especialista no tema ambiental na SUSEP, Denise Mantovani de Felipe, apresentaram alguns resultados baseados na pesquisa e em outros estudos anteriores.

Apesar de 80% das empresas ouvidas afirmarem que entendem as questões ambientais como importantes para a estratégia de negócio, 85% delas não têm uma política de prevenção contra os efeitos das alterações climáticas nas gestões de risco e de investimento. 86% das empresas também não tomam qualquer medida para encorajar os segurados a reduzir os sinistros causados por eventos ambientais.
Também são poucas as seguradoras que consideram os impactos das mudanças climáticas e de outros riscos ambientais em seus investimentos. 11%, mais precisamente.

Já em relação às empresas com oferta de produtos para apoiar atividades de baixo carbono, estas correspondem a apenas 18% das entrevistadas, número considerado baixo, assim como os 29% referentes às empresas que incluem cláusulas ambientais nos contratos.

Buscando identificar a porcentagem de seguradoras com política corporativa ou de subscrição de risco relacionadas a aspectos ambientais, a pesquisa chegou ao índice de 19%. Curiosamente, mesmo com 67% das empresas considerando que os desastres naturais são relevantes para o negócio, apenas 51% delas consideram as mudanças climáticas um risco importante.

Entre as conclusões iniciais, a pesquisa identificou que as companhias brasileiras, em geral, ainda abordam as questões ambientais apenas nos processos internos, como nos programas de conscientização da importância da economia de energia, água e outros recursos, ignorando que a maior parte dos possíveis impactos acarretados pelas mudanças climáticas se darão nas operações finalísticas, vinculadas aos investimentos e atividades de subscrição de riscos.

“A preocupação com a sustentabilidade não deve ser apenas uma questão moral, mas também de sobrevivência do negócio, relacionada à solvência de longo prazo das empresas”, afirmou Natalie, para quem as seguradoras brasileiras, particularmente as de maior porte e participação no mercado, não são tão proativas quanto deveriam, dependendo, muitas vezes, de leis ou acordos internacionais para agir.

E para ajudar a tentar mudar esse quadro, durante a visita das representantes da Susep à CNseg, foi discutida a realização de um workshop setorial para fortalecer a preocupação com as questões Ambientais, Sociais e de Governança (ASG), bem como apresentar um pouco da visão e das melhores iniciativas do mercado internacional sobre o tema. Aguardemos.

Federação dos Corretores sugere novo modelo para substituir o DPVAT

Fonte: Fenacor

A Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (FENACOR) começa o ano de 2017 com uma nova bandeira: a ampla revisão e reformulação do modelo atual do seguro DPVAT. A entidade acaba de entregar uma proposta para a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e o Ministério da Fazenda na qual defende a criação do SOAT (Seguro Obrigatório para Acidentes de Trânsito).

De acordo com o presidente da FENACOR, Armando Vergílio, mesmo se tratando de um produto de extrema importância e relevância para a proteção social, o modelo atual do seguro DPVAT, infelizmente, está sob irreversível falência de imagem e estigmatização moral, decorrente de inúmeros problemas como, por exemplo, as diversas formas de fraudes. Para ele, é incontestável a necessidade premente da volta do corretor de seguros na atuação em todas as fases da operacionalização desse seguro.

Armando Vergílio frisa que a maioria dessas fraudes é cometida pelos chamados “DPVATEIROS”. “Na verdade, são intermediários oportunistas e desnecessários, integrantes de uma rede perniciosa, que lesa os beneficiários e as vítimas de acidentes de trânsito, que se estabeleceram e se propagaram exatamente pelo alijamento do corretor desse processo, ou seja, pela ausência deste profissional no processo de atendimento ao segurado e às vítimas das coberturas do DPVAT”, observa o presidente da FENACOR.

Para corrigir essa grave distorção no sistema de operacionalização do Seguro DPVAT, a Federação defende um modelo que dê uma assistência efetiva para as vítimas de acidentes de trânsito e que atenda às necessidades da população. “Nossa sugestão é que seja restabelecida a livre concorrência e a transparência na gestão desse produto. Nesse contexto, é fundamental que o corretor de seguros seja plenamente reinserido nesse processo e possa atuar em todas as etapas junto ao cliente”, aponta Vergílio.

Segundo a proposta da FENACOR, o SOAT irá manter praticamente as mesmas atuais coberturas obrigatórias, mas livremente comercializadas pelas seguradoras e pelos corretores de seguros, de acordo com a necessidade e a conveniência dos proprietários de veículos automotores terrestres. Dessa forma, as coberturas mínimas obrigatórias seriam para danos pessoais, fixadas em lei e disciplinadas pelo CNSP; capital destacado para danos corporais e morte ao motorista, passageiros e pedestres, causados por acidentes de trânsito, invalidez permanente total ou parcial e despesas de assistência médico-hospitalar; e para serviços de ambulância e indenizações ao motorista, passageiros do veículo e a terceiros afetados, por qualquer lesão física, invalidez permanente ou morte por consequência do acidente.

Essa proposta destaca que, além dessas coberturas obrigatórias, os clientes poderão também contar com a opção de contratar outras coberturas adicionais ou complementares.

“Esse novo modelo permitirá também uma vigilância maior na questão das fraudes, além de melhorias e uma maior agilidade na regulação e na liquidação de sinistros, devido à pulverização das seguradoras na comercialização do SOAT. Também teremos a imprescindível e necessária assessoria dos corretores de seguros, com sua extrema capacidade e capilaridade, ou seja, mais de 100 mil profissionais, sendo mais de 40 mil empresas corretoras de seguros, em quase todos os municípios brasileiros”, completa o presidente da entidade.

A FENACOR sugere ainda a urgente criação de um grupo de estudo e trabalho, coordenado pela Escola Nacional de Seguros (FUNENSEG), composto por representantes das entidades do setor e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) – que já esta desenvolvendo estudos sobre o sistema, inclusive com a participação de técnicos da SUSEP. O objetivo é elaborar um novo modelo detalhado e tecnicamente conclusivo, que indique a viabilidade, as especificidades operacionais e os benefícios para a implementação do Seguro SOAT.

MetLife e AES devolverão em dobro serviço cobrado em conta de luz

Fonte: Arena do Pavini

Em reunião realizada no Procon-SP, representantes da AES Eletropaulo e da seguradora MetLife informaram que farão a restituição em dobro de todos os valores pagos indevidamente referentes às cobranças de produtos como seguros de vida e planos odontológicos não contratados que foram cobrados nas contas de energia.

As empresas fizeram um acordo para oferecer os serviços pela conta de luz, mas não deixaram clara a contratação e a cobrança, o que fez com que muitas pessoas que não queriam os serviços pagassem por eles por meses.

As empresas também informaram que suspenderam as vendas e cobranças destes produtos e colocaram telefones à disposição dos consumidores para informações sobre o cancelamento e ressarcimento dos valores: o da AES Eletropaulo é 0800 724 5678 e o da MetLife, 0800 746 3420. Mas, segundo as empresas, mesmo quem não reclamar terá seu dinheiro devolvido.

O Procon-SP informa que caso o consumidor não consiga solucionar o problema junto à concessionária ou seguradora deve registrar sua reclamação no órgão, pelo site, através do canal especial em seu site.

Rádio CNseg: “Máfia das próteses drena cerca de R$ 6 bilhões dos planos de saúde todos os anos”

Release

A Rádio CNseg conversará na próxima quinta-feira com o diretor da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), Pedro Ramos, sobre o seu recém-lançado livro ‘A Máfia das Próteses – Uma ameaça à saúde’. Em linhas gerais, o trabalho denuncia esquemas de corrupção que superfaturam esses produtos e, por meio de conluio com alguns médicos que agem de má fé recebendo percentuais por uso dos mesmos em cirurgias (muitas vezes desnecessárias), prejudicam a saúde de milhões de pacientes da rede pública e privada de saúde. “O resultado é que, além de lesar a saúde e, até mesmo, causar a morte de algumas pessoas, cerca de R$ 6 bilhões são drenados da assistência médica de pacientes dos planos de saúde todos os anos”, alerta o autor durante entrevista ao quadro ‘Por dentro da Saúde Suplementar’.

No programa ‘Fala Presidente’ de hoje, a última entrevista da série ‘Contribuições do Mercado de Seguros’ trata da relação do setor com o Poder Executivo. Para o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, os canais existentes de interlocução precisam aumentar a frequência de relacionamentos. “Estou falando dos ministérios que têm mais a ver com a nossa atividade, como o Ministério da Fazenda, que edita políticas de outras naturezas como as de emprego, de renda, de gastos, que têm a ver com a nossa atividade final, assim como os Ministérios do Planejamento, da Saúde e a Casa Civil.” Nas duas últimas semanas, a Rádio CNseg debateu a relação com o Poder Legislativo e a necessidade de ampliar o entendimento sobre o setor de seguros. Abordou, também, a relação com o Judiciário e a necessidade de as chamadas Câmaras Arbitrais de Conciliação serem uma realidade efetiva.

Ainda na segunda-feira, o quadro ‘Entrevista Especial’ traz um panorama geral da economia brasileira e suas perspectivas em conversa com o economista e professor da PUC-RJ, Luiz Roberto Cunha. Para Cunha, o processo de recuperação da economia é bastante complexo. Ele acredita que medidas como a PEC do Teto dos Gastos, a reforma da Previdência e a redução dos juros têm papel fundamental nessa recuperação. “O investidor tem que acreditar que, no futuro, a dívida publica brasileira será solvente. Sobre a reforma da Previdência, isso não é efetivamente um problema do Brasil, é um problema do mundo. É preciso mudar o regime da Previdência, pois as pessoas estão vivendo mais.” O economista acredita, ainda, em uma piora no emprego. “Ainda existe muita capacidade ociosa na indústria, nos serviços.”

Na terça-feira, o presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados, Danilo Silveira, falará ao ‘Conheça os Seguros Gerais’ sobre o seguro residencial e sua contribuição para a mitigação de riscos. “O seguro residencial é uma importante ferramenta de proteção do seu maior patrimônio, que é a sua casa.” O executivo sugere que o consumidor tenha em mente quais são suas maiores preocupações e que peça o auxílio a um corretor de seguros, além das cotações de mercado. Ele explica, ainda, que um bom seguro com cobertura adequada, com assistências emergenciais e serviço de conveniência, tem um valor médio anual de R$ 350. Em tempos em que a palavra de ordem é sustentabilidade, Danilo Silveira afirma que o seguro residencial vem a ser um grande aliado do consumidor. “Você investiu muito recurso para ter sua casa e vai demorar anos para refazer tudo aquilo que lutou para conseguir.” Ainda na terça-feira, um especialista esclarecerá a dúvida de um ouvinte no programa ‘Qual é a dúvida?’

O quadro ‘Entenda os Seguros de Pessoas’ desta quarta-feira trará o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Edson Franco, que tratará das perspectivas do mercado de Vida e Previdência. Ainda na quarta-feira, em entrevista para o quadro ‘Momento da Inovação’, um dos idealizadores do ‘BB Seguro Residencial na Internet’, Hugo Fuji, falará sobre o projeto criado para os correntistas do Banco do Brasil com o objetivo de melhorar a experiência do cliente interessado em customizar o produto conforme as suas necessidades.

Na quinta-feira, o quadro ‘Sustentabilidade’ trará entrevista com o professor e diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB), Maurício Amazonas, que vai abordar a economia sustentável e de que forma a sustentabilidade impacta a vida tanto de empresas quanto de pessoas. Ele explica que o conceito não deve estar vinculado apenas ao meio-ambiente e que seu conceito é muito mais amplo. “Ser sustentável não é apenas ser ecologicamente correto, ecologicamente equilibrado. Ser sustentável significa algo que tenha condição de permanência, de durabilidade, de ter sustentação e solidez.”

O ‘Minuto da Capitalização’ desta sexta-feira trará o economista e consultor Hélio Portocarrero explicando os títulos de capitalização em outros países e suas diferenças. O título de capitalização no formato institucional peculiar que se conhece é característico do Brasil. No entanto, quando ele é englobado na categoria mais geral de instrumento financeiro conjunto, em que se acoplam um elemento de poupança programada e outro de sorteio, ou seja, de possibilidade de ganho aleatório, a experiência internacional é vasta e nem tão recente. “A primeira experiência conhecida foi na Inglaterra no final do século XVII, e teve um sucesso imediato.” A partir desta sexta-feira, até o fim de março, o espaço ‘Dicas do Consultor’ trará uma série de entrevistas com especialistas que darão orientações sobre a declaração do Imposto de Renda. Encerrando a semana, os quadros ‘Dicas do Consultor’ e o ‘Não Fique Inseguro’, com novas orientações ao consumidor.

Diariamente, a Rádio traz, ainda, boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

Mais de 50% das mulheres não realizam mamografia, segundo pesquisa da Bradesco Saúde

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Principal ferramenta para a detecção precoce do Câncer de Mama, o exame de Mamografia ainda é ignorado por milhares de mulheres. No Dia Nacional da Mamografia (5 de fevereiro), a Bradesco Saúde alerta para o percentual de mulheres que não fazem anualmente o exame. Segundo dados do Comitê de Saúde da seguradora, no último ano, 51,46% das mulheres acima de 40 anos não realizaram a mamografia em 12 meses, conforme protocolo recomendado pela Sociedade Brasileira de Mastologia. Esse percentual cai para 38,75%, quando o período avaliado é de 24 meses passados.

O universo da pesquisa envolve 2,2 milhões de segurados que fazem parte das empresas que participam do Comitê de Saúde. O câncer de mama é o principal causador de morte na população feminina. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 58 mil casos da doença foram diagnosticados no Brasil em 2016.

O futuro requer propósito, sonhos, foco, inovação, agilidade e novos mercados

Absorvendo o conhecimento sobre as palestras sobre futuro, de que “tempo” e “compartilhamento” são as grandes tendências do futuro, republico aqui o conteúdo da matéria, com alguns ajustes, que fiz da palestra em novembro de 2016. Isso porque o especialista em futuro Luis Rasquilha, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), fez a mesma palestra hoje, no 22o Encontro de Líderes, promovido pela CNseg, em Florianópolis (SC). Ele encerrou o evento trazendo aos participantes uma mostra sobre os novos tempos.

– Tenha um propósito claro. Se não tiver, não chegará a 2020.
– Venda um sonho. As pessoas compram sonhos. Ninguém reclama do preço da capsula do café Nespresso, que equivale a um custo de R$ 400 o quilo do café.
– Tenha Foco. O sucesso está mais ligado a renúncias do que a apostas, pois a maioria não tem dinheiro para tudo.
– Crie um ecossistema. Terceirize o que não interessa.
– Construa uma rede de inovação aberta, com reforço na inteligência coletiva e economia do compartilhamento.
– Interaja com o cliente. Escute e observe. Convide-o para entrar e evolua com as suas recomendações.
– Fail Fast. Ou seja, faça rápido o processo e a execução.
– Olhe para a frente. Antecipe movimentos. Crie mercados.

Essas foram as oito dicas dadas por Luis Rasquilha, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), no último painel “Viagem ao Futuro. As transformações do mundo e como se preparar para elas”, proferida no 22ª edição do Encontro de Líderes, que tem como tema Sociedade, Econoomia, Política e Futuro.

“A maneira como se faz negócio hoje não existirá mais em pouco tempo. Essa é uma da certeza. O futuro pertence a aqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos. Adote a inovação estratégica. Inovar significa colocar as ideias novas em ação. Para isso, vocês devem ter ideias que sejam implementáveis”, recomendou ele aos participantes.

O especialista trouxe reflexões importantes para um setor formado por companhias tradicionais de seguros, que começam a ser provocadas por novos entrantes que trazem um jeito diferente de fazer a subscrição do risco, de criar produtos, de se comunicar e de abordar o cliente. “Hoje, todos nós somos dependentes de um mundo conectado. Em 2000, as estatísticas mostram que apenas 6% da população mundial era conectada. Em 2010, 23%. Em 2020 serão 66%. E me pergunto: será que as empresas estão preparadas para o novo modelo de negócios?”.

Para estar, é preciso se reinventar para acompanhar as mudanças do mundo. Segundo dados do palestrante, em 1900 o conhecimento dobrava em 100 anos. Em 2020, dobrará a cada 12 horas. “Isso exige um questionamento constante sobre se a empresa é relevante, se a marca se diferencia ou se a empresa está apenas entendendo inovação como vender mais rápido e mais barato”, frisa. Como exemplo, ele cita gigantes que foram engolidos por startups, como a rede de vídeos locadoras substituída pelo Netflix ou as cooperativas de táxi pelo Uber.

Segundo ele, a discussão hoje não é tecnologia, que está fácil e disponível. Depende da capacidade de ligar os pontos e transformar a informação em um diferencial competitivo. A pergunta inicial era: como se preparar para o que ele chama de quinta onda. Foi quando ele deu as oito dicas, que já citamos no inicio do texto para aquele leitor que prefere um resumo do que chegar ao final de um texto com mais de dois parágrafos.

Para Rasquilha, há dois tipos de inovação. A incremental, que pode ser feita dentro da própria empresa. E a disruptiva, que cria uma nova regra e que não pode ser feita dentro das empresas. “Tem de criar uma nova unidade de negócios para que a inovação não seja contaminada pela cultura tradicional”, explicou. “A startup tem ideia e não tem arcabouço de gestão. E as empresas tradicionais tem arcabouço de gestão e não conseguem implementar a ideia de forma ágil”.

2017 certamente será um ano marcado por fusões e aquisições no mercado segurador

Ninguém nega que 2017 será um ano de grandes fusões e aquisições no mercado segurador mundial. Os boatos surgem quase que diariamente. Nos bastidores, somente neste mês dois rumores envolvendo pesos pesados. Um deles de que a corretora Aon estaria negociando a venda da divisão de benefícios Hewitt para Clayton Dubilier & Rice L.L.C. , por US$ 4,5 bilhões, menos dos US$ 4,9 bilhÕes que pagou, com o objetivo de se concentrar em seguros de bens e responsabilidade e gerenciamento de riscos. Na semana passada, a bola da vez dos boatos foi a alemã Allianz ser a preferida na compra da australiana QBE.

A QBE negou, em nota oficial, que tenha recebido propostas de ser adquirida pela alemã Allianz. O jornal alemão Handelsblatt apontou que o CEO da Allianz, Oliver Baete, encontrou-se com o líder da QBE, John Neal, antes do Natal. “Conversas entre os grupos foi amigável, mas não há nenhuma negociação concreta ainda”, publicou o jornal. Outra fonte, que não foi identificada, informou à agência Reuters na última segunda-feira, 30, que a companhia alemã teria feito uma aproximação informal com a QBE para tentar a aquisição, mas que não tinha estipulado nenhum preço ainda.

Enquanto a QBE nega, a Allianz não comenta. A mídia internacional destaca que no final de 2016, o CEO do grupo alemão disse aos investidores a companhia tem procurado pela aquisição perfeita para fechar o gap que existe na companhia. De acordo com analistas, o grupo está preparado para gastar cerca de 9 bilhões de euros em operação M&A, procurando por alvos atrativos a um preço razoável.

No Brasil, onde a área de saúde é a mais visada por investidores estrangeiros, esses dois cases teriam impactos limitados. A AON acaba de comprar a ADmix, uma corretora especializada em benefícios, e dobrou de tamanho nesse segmento. Foi a maior compra feita pela Aon no Brasil nesse setor, adicionando 2,7 milhões de beneficiários ao 1,3 milhão que já possuía. A Allianz, depois de dois anos arrumando o estrago que a mudança de tecnologia causou, derrubando vendas e lucro, volta com força total para a mídia com muitas novidades. A QBE tem um viés de inovação, com produtos diferentes viabilizados pelo uso de tecnologia de ponta, cresce na área de afinidades e prepara uma plataforma digital que deverá ser um divisor de águas da nova era para o setor de seguros digital no Brasil, se o arcabouço regulatório do setor for modernizado.

Vamos acompanhar. São movimentos interessantes, que tiram todos da zona de conforto e geram ganhos ao consumidor em termos de atendimento, produtos e serviços.

Apenas 14,5% das residências têm seguro, revela estudo da FenSeg

A crise econômica e a alta no desemprego têm sido os principais motivos citados pelos especialistas em segurança para justificar o aumento de roubo e furto em residências. Já os acidentes em residências tem os eventos da natureza, com chuvas e ventos, e também incêndio por explosão de botijões de gás, entre os motivos mais corriqueiros que trazem prejuízo aos proprietários de imóveis.

O conselho é evitar gerar situações de vulnerabilidades, como não dar “sopa” na porta de casa, e investir na manutenção dos equipamentos como botijões de gás nesse momento de crise aguda. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, é importante observar os locais onde se circula, se há outras pessoas. Evitar áreas que potencializem situações de crime.

Esse cenário de risco tem estimulado a compra de seguro residencial. Nos últimos anos, as seguradoras mudaram os produtos, tornando os contratos mais simples, com coberturas mais próximas da realidade de risco dos consumidores. Além, é claro, de conseguirem, com a ajuda da tecnologia, ofertar produtos e serviços aos consumidores com custos mais acessíveis. Isso facilitou a vida dos corretores de seguros, que têm em mãos um produto com mais apelo de venda. O resultado desse empenho se mostra no crescimento das vendas e a proteção das famílias, que conseguem manter a casa de pé mesmo diante de imprevistos.

Dados da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg) revelam que o Índice de Penetração do seguro residencial passou de 13,3% em 2015, para 14,5% em 2016. Esse aumento representou um incremento em torno de 800 mil novas apólices do produto. De acordo com o estudo, no ano passado foram comercializadas 9,9 milhões de apólices, enquanto que no período anterior foram 9,1 milhões. O total de domicílios, nos dois períodos, permaneceu em 68 milhões de unidades.

O total arrecadado com o seguro residencial, em 2016, chegou a R$ 2,4 bilhões e a região Sudeste foi a que apresentou maior participação no período, com 61,3% e prêmio total de R$ 1,5 bilhão. De acordo com o levantamento, a região possui 30 milhões de domicílios e desse total, 6,1 milhões estão cobertos pelo seguro residencial, o que resulta num Índice de Penetração Regional de 20,5%.

A segunda região com maior participação na comercialização do seguro residencial foi o Sul do país, com 22,8% e prêmio total de R$ 568 milhões. Esse resultado representou um incremento de 4,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior, com os prêmios aumentando de R$ 426 milhões em 2015, para R$ 568 milhões em 2016. O valor dos prêmios médios, na comparação com 2015, também aumentou em todo o país, passando de R$ 250,00 para R$ 325,00.

Os seis estados que apresentaram as maiores arrecadações em 2016 foram, por ordem decrescente, São Paulo (R$ 1 bilhão), Rio de Janeiro (R$ 300 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 250 milhões), Paraná (R$ 191 milhões), Minas Gerais (R$ 168 milhões) e Santa Catarina (R$ 126 milhões). Somente Rio de Janeiro e São Paulo representaram 53,79% do total de prêmios arrecadados e a região Sudeste teve uma participação de 84,27% no total geral.

É preciso rever o papel das instituições para se ter uma sociedade mais digna

Fonte: CNseg

Sociedade, economia, política e futuro. Esses foram os quatro temas escolhidos para os debates que acontecem entre os dias 2 e 5 de fevereiro, no 22º Encontro de Líderes do Mercado Segurador, em Florianópolis (SC), organizado pela CNseg. São mais de 300 profissionais que atuam no mercado segurador buscando entender mais sobre esses quatro temas e, assim, construírem, no dia a dia, produtos, serviços e processos essenciais para ditar o crescimento do setor. De acordo com os porta-vozes da CNseg e das quatro Federações associadas, o setor aposta em um crescimento próximo a 10% para 2017, sustentado por inovação, educação, transparência e comunicação.

O pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Samuel de Abreu Pessoa; o professor do Ensino Superior em Negócios, Direito e Engenharia (Insper), Carlos Melo, e o economista e ecologista Sérgio Besserman foram os debatedores do primeiro painel: Sociedade. “Como nos inserirmos na economia global às voltas com a imensa transição e grave crise?”, questionou Besserman, que moderou o painel. “Precisamos nos tornar mais conscientes do que é a sociedade brasileira para enfrentar seus desafios. E isso é uma tarefa árdua, tendo em vista que apenas 2% da atividade do ser humano é consciente e, todo o resto, não”.

O painel buscou se aprofundar no tema sociedade, algo muito complexo em qualquer pais, principalmente no Brasil. Carlos Melo foi o primeiro a abordar o tema e, logo de cara, já disse que se uma sociedade conhece todos os nomes dos ministros do Supremo Tribunal Federal e não consegue escalar um time para disputar campeonatos de futebol, é sinal que a crise é mais profunda do que se possa imaginar. “O Brasil melhorou, as instituições melhoraram, mas estamos longe de estar bem. São as instituições que garantem o desenvolvimento econômico. Se elas funcionam, o desenvolvimento social acontece”, pondera.

“A política é o motor das instituições. Se as instituições funcionassem, não chegaríamos ao ponto que chegamos de ter um impeachment”, argumentou o professor do Insper, para quem a falta de lideranças de qualidade nos grandes partidos brasileiros, o jogo que se moveu para a indicação de um novo relator para a Lava Jato e a aflição do cidadão comum com a falta de sinais de melhora da economia sinalizam que a crise nas instituições é preocupante.

Para ele, há muita volatilidade política e institucional, que gera insegurança, um sinal de ineficiencia institucional. “Uma vez que a sociedade não vê mais o Congresso Nacional com credibilidade, nem como crível para esse desafio, fica-se dependendo de personagens, que são importantes, mas não podem substituir as instituições.” O que fazer, então? Segundo ele, o diagnóstico é ainda precário, apressado e superficial . O engajamento social e a construção de novas liderancas parecem ser fundamentais para a mudança do cenário do país. “Temos de fazer reformas”, enfatizou.

Já Samuel de Abreu Pessoa afirmou que, para se fazer as reformas, é preciso olhar o momento da redemocratização. “Este processo está em construção”, avaliou. Segundo o pesquisador da FGV, as instituições desandaram, com um imenso desvio de rota. Além de instituições bem modeladas, temos de ter modelos mentais mais maduros, defendeu.

Para o economista ortodoxo, o impeachmet de Dilma Rousseff não é um sinal de mau formação das instituições. O estouro fiscal também não. “Ambos são consequências de políticas que têm um modelo mental falho sobre o funcionamento das engrenagens macroeconômicas”, defendeu. Para ilustrar, citou a Coreia do Sul, que enriqueceu passando pela educação, formando uma nova geração nas melhores instituições de educadores e com o governo incentivando a economia, o que gerou a elevação da poupança interna do país em 35%, bem acima dos 15% do Brasil no mesmo período. “O inferno somos nós. Temos que abrir a economia e nos ligar ao mundo.”

Ambos concordam que a sociedade está no meio de uma guerra de atrito, desde o cenário de rediscussão das dívidas dos Estados, como o da discussão do cidadão comum sobre a reforma da Previdência. “Há um processo evolutivo na sociedade brasileira que me gera certo otimismo. Temos sociedades que não aprendem, como a Argentina, que faz escolhas erradas há mais de 70 anos. No Brasil, o excesso de ideologia intervencionista vinda dos pensamentos que norteiam o Partido dos Trabalhadores, que liderou o pais nos últimos treze anos, gerou um aprendizado na classe política”, acredita Pessoa.

O longo prazo é a grande unanimidade entre os debatedores. Eles afirmam acreditar que as coisas vão acontecer, o cenário vai melhorar, mas isso acontecerá no longo prazo. “As reformas vão ser aprovadas, os acordos de dívidas serão fechados, a reforma política também caminhará. “Quem joga, não pode ser responsável pelas regras do campeonato”, defendem os economistas. “Se querem que o Brasil volte à trilha do crescimento, mas desta vez de forma mais sólida e consistente, é preciso entender a sociedade”, finalizou Sérgio Besserman.

No painel “Economia”, Luiz Roberto Cunha, Sérgio Vale e Alexandre Schwartsman enfatizaram a necessidade de o governo persistir no rumo das reformas, já encaminhadas com a aprovação da PEC do Teto dos Gastos e com o projeto de reforma da Previdência, entre outras medidas. Para Vale, da MB Associados, a ação do governo permitiu o retorno a uma normalidade econômica. “A previsibilidade é extremamente positiva. Teremos um crescimento previsível, mas ainda medíocre”, disse ele, que aposta em uma expansão do PIB de 1% este ano, puxado pela boa previsão para a safra agrícola.

Schwartsman, do Insper, aposta num crescimento mais próximo a 0,5%. Segundo ele, “o caminho para o retorno do crescimento não permite desvios”. “Mas há um senão: estamos implantando uma política econômica que não passou pelo teste das urnas. Nas eleições de 2018 e 2022 ela vai ser avaliada de novo”, alertou. Já para Cunha, da PUC-RJ, o governo Temer é caracterizado por “incertezas e oportunidades”.

No painel “Política”, o cientista político Fernando Abrucio, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), afirmou que reforma política não se resume a uma mera reforma eleitoral e que diversos aspectos do sistema político precisam ser aperfeiçoados, como a pouca participação social na vida partidária e o fato de o controle institucional dos governos muitas vezes dificultar a ação dos governantes. Ele destacou ainda o que chamou de “20 anos dourados” vividos pelo Brasil de 1993 a 2013, nos quais o país viveu um raro período de estabilidade política e econômica e de inclusão social.

No mesmo painel, o ex-deputado federal Paulo Delgado disse que a origem da crise econômica atual é política. “O que falta ao Brasil é inaugurar o capitalismo, inserir-se na ordem econômica internacional. O desafio brasileiro é se tornar competitivo.” Em sua palestra, o senador Aloysio Nunes (PSDB) declarou que a fragmentação partidária característica do sistema político brasileiro torna a governabilidade muito custosa do ponto de vista ético, pois os governantes acabam tendo que negociar apoio e cargos com muitas legendas diferentes. Mas ele ressaltou que “o Congresso é vivo e consegue captar o sentimento popular”.