BB e BB Seguridade definem quem será o novo presidente da BB Mapfre SH1

A vida dos principais executivos da área de seguridade do Banco do Brasil anda agitada. A notícia da vez é: todos querem saber quem a BB Seguridade e o Banco do Brasil vão nomear para ser o novo presidente da divisão de seguros rural, habitacional e vida da BB Mapfre. O BB tem a preferência em indicar o presidente para a BB Mapfre SH1, que reúne as áreas de vida, rural e habitacional, hoje comandada por Roberto Barroso, que vai se aposentar em breve. Já a Mapfre tem a preferência em indicar o presidente da SH2, na qual estão as operações de automóvel, seguros gerais e afinidades. E isso foi feito em maio de 2016, quando foi escolhido o espanhol Luis Gutiérrez Mateo, que tomou posse em janeiro deste ano.

“O nome do sucessor de Barroso está guardado no cofre do Banco do Brasil e a chave está no ministério da Fazenda. Quiçá com o presidente da República Michel Temer”, comentavam alguns executivos em uma roda de conversa animada durante a cerimônia promovida pela Associação Nacional de Seguros Privados (ANSP), no Palácio do Governo, ontem, em São Paulo. A festa reuniu os principais porta vozes do setor e contou com a presença do governador Geraldo Alckmin.

O grupo BB Mapfre completou cinco anos de atuação no mercado segurador brasileiro em 2016. A empresa saltou de 15,7% de market share, em 2011, para algo próximo de 18% de participação de mercado em 2016. A Mapfre, maior grupo segurador da Espanha, no entanto, é apenas uma das várias sócias que o BB tem em seguridade. A BB Seguridade possui 49,99% do capital votante e 74,99% do capital total da BB Mapfre SH1 (vida, rural e habitacional). Já na Mapfre BB SH2, a BB Seguridade possui 49% de seu capital votante e 50% de seu capital total.

A BB Seguridade é a holding que controla os negócios de seguros do Banco do Brasil. Além da BB Mapfre, tem a BrasilPrev em parceria com a americana Principal na venda de planos de previdência privada. O ex-subsecretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional Paulo Valle é o presidente da BrasilPrev desde 2016. Já a BrasilCap tem como parceria a seguradora Icatu. Em fevereiro deste ano, o presidente da BrasilCap, Márcio Lobão, pediu licença da presidência da empresa após ser alvo de uma das operações da Lava Jato, a batizada de Leviatã, que investiga desvios e pagamento de propina em contratos da Hidrelétrica de Belo Monte. Em abril foi reconduzido ao cargo.

No IRB Brasil Re, maior ressegurador do pais, o BB tem 20,4% de participação. Aqui também teve mudanças. O vice presidente de marketing Mario Di Croce, que estava no cargo desde 2010, foi demitido em março para dar lugar a Airton Renato de Almeida Filho, cujo pai é assessor do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Mesmo com vetos dos acionistas privados (Itaú e Bradesco), a indicação de Almeida Filho foi concretizada.

Também faz parte da BB Seguridade a corretora de seguros do BB, responsável por boa parte do lucro da holding. Em recente entrevista a Agência Reuters, Paulo Caffarelli, presidente do Banco do Brasil e que foi um dos executivos que comandou o IPO da BB Seguridade em 2013, na época considerado o maior IPO do mundo, com captação de R$ 11,4 bilhões, disse que o banco submeterá ao conselho de administração proposta de criar uma nova vice-presidência de seguros, que será o ocupada pelo presidente da subsidiária BB Seguridade, José Maurício Pereira Coelho. Segundo o presidente do BB, a medida visa a melhorar a governança do grupo, dado que a subsidiária responde por importante parcela das receitas do conglomerado.

Em 2016, a BB Seguridade divulgou lucro líquido ajustado de R$ 4,107 bilhões, montante 4,1% superior ao registrado em 2015, de R$ 3,945 bilhões. Com esse crescimento, o resultado ficou mais próximo do teto do guidance do exercício, de avanço de 4% a 8%. Para este ano, a BB Seguridade divulgou meta mais conservadora. A companhia espera que seu lucro líquido ajustado cresça de 1% a 5% em relação a 2016. Já os analistas, principalmente os do BTG Pactual, apostam numa melhora do risco-retorno e benefícios que podem ser obtidos com a reforma da Previdência, especialmente pela BrasilPrev, braço de previdência privada do BB em parceria com a americana Principal.

Vamos acompanhar e ver como fica.

Cresce roubo e furto de celulares, revela pesquisa da FenSeg

Os roubos e furtos de celulares segurados em todo o país tiveram um aumento de 64,6% entre 2015 e 2016. Os dados foram levantados pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) com base nas informações fornecidas por sua filiadas. De acordo com os dados das seguradoras, a região que apresentou maior aumento de ocorrências no período foi o Nordeste com 106,8%, seguida da Região Sul, com 73,6% e a Região Sudeste, em terceiro, com aumento de 63%.

A região Nordeste foi também a que apresentou maior aumento no número de aparelhos segurados passando de 265.415 celulares, em 2015, para 480.237, em 2016, representando um crescimento de 81%. Esse aumento explica, em parte, o maior crescimento de roubo e furto de celulares na região. O segundo maior aumento de apólices foi registrado na região Sudeste, que passou de 1.056.044 aparelhos, em 2015, para 1.456.059, em 2016, com aumento de 37,8%. O terceiro maior crescimento de aparelhos segurados foi na região Sul, com 161.996 celulares, em 2015, contra 220.577, em 2016.

A FenSeg ressalta que o levantamento feito leva em conta apenas celulares que tinham seguro contra roubo e furto. A amostragem, no entanto, serve como parâmetro para o crescimento desses crimes em todo o país. Os roubos e furtos de celulares segurados em 2015 totalizou 118.135 aparelhos e em 2016 foram 194.523 aparelhos. O total de aparelhos segurados nos dois períodos são 1.964.406 e 2.558.713, respectivamente.

Líderes das seguradoras acreditam no fortalecimento da indústria, segundo PwC

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Mesmo com taxas de prêmios baixas, das taxas de juros menores e do tímido crescimento econômico em muitos mercados em desenvolvimento, os líderes das seguradoras acreditam no fortalecimento da indústria e de suas empresas. Segundo a 20ª Pesquisa Global com CEOs, da PwC, que ouviu 95 CEOS da área de seguros em 39 países, 80% dos entrevistados do setor estão confiantes que podem atingir o crescimento de receitas ao longo do ano.

A despeito do otimismo com o crescimento, os CEOs de Seguros são os mais preocupados na comparação com líderes de outras 15 indústrias com questões relativas ao ambiente de negócios. Quase 70% deles estão muito preocupados com o excesso de regulação (ante 60% do setor bancário e 54% de Saúde); 45% estão muito preocupados com a mudança no comportamento dos consumidores; e 42%, com o impacto da velocidade doa avanços tecnológicos.

Tecnologia acirra competição – O relatório analisa o crescimento das InsurTechs, startups que unem o mercado de seguros com os benefícios da tecnologia. Trata-se de um fenômeno que preocupa os players do setor. Uma das razões é a diferença de investimentos nas Insurtechs na comparação com as empresas tradicionais – US$ 3,4 bilhões nos últimos 6 anos, número cinco vezes maior do que o investido nas seguradoras.

Contudo, as InsurTech podem se tornar aliadas das empresas do setor de Seguros. Parcerias entre elas permitirão às seguradoras aumentar a inovação, aprimorando processos e reduzindo custos. Além disso, as FinTechs também podem ajudar a melhorar as análises de dados das companhias tradicionais com as ferramentas que elas têm à disposição, facilitando o entendimento do cliente.

As preocupações com os avanços da tecnologia, entretanto, não se resumem à participação das InsurTech no mercado. A pesquisa revela que 28% dos CEOs de seguradoras acreditam que a tecnologia remodelará completamente a competição da indústria nos próximos cinco anos, enquanto 58% afirmam que a tecnologia terá, pelo menos, um impacto significante. Isso ocorre porque as mudanças na área de tecnologia aumentam a digitização e o uso de dados, trazendo, por consequência, um aumento de riscos cibernéticos. Cerca de 80% dos CEOS estão de alguma maneira preocupados com ataques cibernéticos e vazamentos de dados.

Equilíbrio – Para as promessas de crescimento se concretizarem, os CEOS acreditam que é necessário desenvolver as capacidades do negócio, mantendo o foco no consumidor e nos produtos – fatores que exigem investimento contínuo. Manter os custos reduzidos e aumentar a produtividade é fundamental. No entanto, cortar custos, apenas, não garante o crescimento em longo prazo. A chave incluir cada vez mais a transformação digital que, no fim das contas, entrega soluções mais individualizadas e focadas nos clientes por custo-benefício maior.

Ainda segundo a pesquisa, 94% dos CEOs dizem que promovem a diversidade e a inclusão (maior número entre as indústrias pesquisadas).

BB e Mapfre já rediscutem acordo na área de seguros

A coluna Broad, da Agência Estado, traz hoje que o Banco do Brasil e a espanhola Mapfre já começaram a rediscutir o acordo bilionário que possuem na área de seguros. As atividades resultantes do casamento – que tem mais de cinco anos e é previsto para durar 20 – são parte da BB Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros do banco e tem ações listadas em bolsa.

A reavaliação, segue a nota da Agência, deve mudar o modelo da parceria e a iniciativa partiu do próprio BB. Atualmente, BB e Mapfre têm duas sociedades: uma focada no seguro de pessoas, imobiliário e agrícola e outra voltada para automóvel e ramos elementares, que inclui o segmento patrimonial. Juntas, emitiram R$ 15,8 bilhões em prêmios no ano passado, mais do que o dobro dos R$ 7,6 bilhões no início da aliança estratégica. As empresas não comentaram.

Vale lembrar que o CEO mundial da Mapfre está no Brasil para participar do Fórum Brasil Espanha. E também vale lembrar, algo que sempre me chamou muito a atenção, um detalhe… mas que revela muito. Até hoje o grupo não desenvolveu um logotipo “classudo” como uma marca dessa exige. Sempre com algo preparado pelos jornalistas para colocar imagem nas matérias do grupo.

Caixa Seguradora dobra vendas de planos de previdência

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A Caixa Seguradora mais que dobrou as vendas de planos de previdência privada no primeiro trimestre de 2017. De janeiro a março, as vendas de novos planos cresceram 104% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para a diretora de Previdência da empresa, Rosana Techima, as discussões sobre a reforma da Previdência contribuíram para o aumento da procura por alternativas que trazem segurança para a aposentadoria. “Os brasileiros passaram a se preocupar mais, perceberam que precisarão complementar a renda para garantir um futuro tranquilo depois da aposentadoria”, explica a diretora.

Mas esse não é o único motivo do aumento das vendas do produto, que continua muito atrativo para investidores. “Mesmo com a queda da Selic, conseguimos manter a rentabilidade dos fundos alta”, diz Rosana. “Além disso, fizemos um esforço para preparar nossa rede comercial para realizar vendas cada vez mais personalizadas, com os planos adequados às necessidades de cada cliente”.

Dano à reputação, risco exacerbado pelas mídias sociais, é o mais temido pelos executivos

As tendências da economia, da demografia e da geopolítica, juntamente com os avanços tecnológicos rápidos, estão transformando os riscos tradicionais para os negócios globais, acrescentando uma nova urgência e complexidade aos velhos desafios, de acordo com o relatório Global Risk Management 2017, da Aon. A pesquisa, divulgada a cada dois anos, traz um novo cenário de economia, demografia e geopolítica, bem como avanços tecnológicos, com uma nova realidade para empresas de todo o mundo.

Entre os principais riscos:

– Dano à reputação / marca é a principal preocupação das empresas, exacerbada pelas mídias sociais
– Risco político / incertezas é listada entre os 10 principais riscos em grande parte impulsionada pelo tumulto persistente e crescente em todo o mundo
– O crime cibernético ocupa o primeiro lugar nas empresas da América do Norte
– Prevê-se que as tecnologias / inovações disruptivas estejam na lista dos 10 maiores riscos até 2020
– A preparação para o risco encontra-se no seu nível mais baixo desde o início do inquérito em 2007

Dano à reputação e a marca permaneceu como o maior risco classificado pelas empresas. Enquanto produtos defeituosos, práticas comerciais fraudulentas e corrupção continuam a ser as principais ameaças à reputação, as mídias sociais amplificaram muito seu impacto, tornando as empresas mais vulneráveis. Além disso, riscos que são tradicionalmente não seguráveis ​​estão se tornando mais voláteis e difíceis de se preparar e mitigar.

O crime cibernético juntou-se a uma longa lista de causas tradicionais que podem desencadear interrupções de negócios dispendiosos. É agora a principal preocupação entre as empresas na América do Norte, como a freqüência de violações de cyber estão aumentando e planos de resposta a incidentes tornaram-se mais complexas devido à regulamentação e obrigações de divulgação obrigatória. Esta tendência de obrigações de divulgação também está a ser observada internacionalmente, por exemplo, com o Regulamento Geral da UE para a Protecção de Dados entrando em vigor em 2018. Como resultado, as preocupações com a Internet continuarão a ser significativas para as empresas.

O risco político e as incertezas, anteriormente classificado no número 15, agora está no top 10 da lista de risco, ocupando a nona posição. Curiosamente, os países desenvolvidos, tradicionalmente associados à estabilidade política, estão se tornando novas fontes de volatilidade e incerteza. Esta é uma preocupação para as empresas, especialmente aqueles que operam em mercados emergentes. Além disso, de acordo com o estudo, que cobre riscos Político, Terrorismo e Violência Política, o protecionismo comercial está em ascensão, enquanto as classificações de terrorismo e violência política são as mais elevadas desde 2013.

“Estamos vivendo uma realidade desafiadora para empresas de todos os tamanhos em todo o mundo. Há muitas influências emergentes que estão criando oportunidades, mas ao mesmo tempo, criando riscos que precisam ser gerenciados”, disse Rory Moloney, diretor executivo da Aon Global Risk Consulting. “À medida que o cenário de risco para o comércio evolui, as empresas não podem mais confiar unicamente na tradicional mitigação de risco ou táticas de transferência de risco. Elas devem adotar uma abordagem multifuncional para a gestão de riscos e explorar maneiras diferentes de lidar com essas novas complexidades”.

As tecnologias e inovação disruptivas são um risco emergente classificado pelos participantes da pesquisa em vigésimo lugar, mas antecipam que ele estará entre os dez principais riscos até 2020. Com a recente introdução e adoção de novas tecnologias, como drones, carros sem motorista e robótica avançada, as empresas têm uma maior consciência do impacto da inovação. Os entrevistados de várias indústrias – e não apenas do setor de tecnologia – percebem a importância dos potenciais disruptores dentro de sua própria indústria, bem como fora de sua indústria.

O crescimento econômico global moderado ofereceu às organizações motivo de otimismo cauteloso, o que resultou em desaceleração econômica/recuperação lenta caindo para o segundo lugar na lista de 10 principais riscos.

A concorrência crescente subiu para o terceiro lugar. Em muitos casos, a concorrência tornou-se tão feroz que é cada vez mais difícil para os executivos identificar claramente em que indústria e com quais empresas estão competindo.

O dano à propriedade, classificado como o número 10 em 2015, caiu para o número 13. Isso pode refletir mudanças nas prioridades, já que o risco político/incertezas assumiu uma nova urgência.

A distribuição ou falha na cadeia de suprimentos caiu para seu menor ranking desde 2009, caindo do número 14 para o número 19. A interrupção do negócio não é considerada um risco de 10 por parte das empresas do Oriente Médio / África, que historicamente têm visto maior exposição a incidentes que interrompem as operações comerciais.

A incapacidade de atrair ou reter talentos pode se tornar mais pronunciada se as políticas de imigração mudarem na América do Norte e Europa, onde as indústrias de tecnologia têm sido desde há muito tempo com imigrantes talentosos descobertos em vários países do mundo.

Leia o estudo completo, em inglês, aqui

Caixa Seguradora adota assinatura eletrônica para seguro de vida

A Caixa Seguradora adotou a assinatura eletrônica nos documentos de contratação dos seguros de vida. A mudança faz parte da transformação digital da seguradora. O que muda com a assinatura eletrônica? A análise das propostas e o processo de contratação ficam bem mais simples, rápidos e seguros. Antes, as equipes das agências tinham que recolher as assinaturas dos clientes e enviar os documentos assinados por malote. Nesse processo, a aceitação do produto pela seguradora poderia levar até 15 dias. Em breve, a mudança será estendida para todos os produtos da Caixa Seguradora, informa a companhia em nota.

Indústria global de seguro deverá avançar 4,5% durante 2017 e 2018, prevê Munich Re

A indústria global de seguros está pronta para crescer, em média, 4,5% durante 2017 e 2018. É o que aponta a resseguradora Munich Re. A receita de prêmios deverá crescer apenas nominalmente em 2017. Mas um crescimento real ligeiramente acima de 3% é esperado para 2018.

Os prêmios no setor de seguros deverão, portanto, evoluir em conformidade com a economia mundial, que deve mostrar crescimento real de 2,9% em 2017 e 3.1% em 2018. É importante notar que o aumento do crescimento de prêmios será ligeiramente mais alto do que em 2016; excedendo a média de 2% de crescimento nos últimos 10 anos.

A Munich Re atribui essa expectativa de crescimento às melhores perspectivas econômicas nos EUA e em diversos mercados emergentes. Isso deverá compensar fatores negativos, como o declínio do crescimento no mercado chinês.

É esperado que os mercados emergentes asiáticos tenham o melhor potencial de crescimento. A resseguradora afirma que os prêmios de seguros primários deverão chegar ao mesmo patamar que a Europa Ocidental nos próximos anos.

“As economias de muitos mercados emergentes, como Brasil e até mesmo a Rússia, estão passando por uma boa recuperação”, afirma Michael Menhart, economista-chefe da Munich Re. “Esse fator está levando ao aumento de crescimento dos seguros de property e casualty. Na maior parte do mundo industrializado – como a zona do Euro, EUA e Japão – a demanda tem sido impulsionada por um ambiente econômico sólido.

Durante 2017 e 2018, o volume de prêmios na carteira de property e casualty deverá crescer em uma média de 4%. A análise da seguradora é de que a projeção de crescimento ajustada pela inflação será cerca de meio ponto percentual abaixo do crescimento econômico global.

Os mercados emergentes da Ásia, e cada vez mais o Oriente Médio e o norte do continente africano apresentarão as maiores taxas de crescimento. Enquanto os mercados estabelecidos, como a Europa, verão taxas menores de expansão.

Nos seguros de vida, o crescimento dos prêmios, que é direcionado pelos mercados emergentes da Ásia e América Latina é esperado um crescimento de, em média, 4,5% ou um pouco mais do que o crescimento econômico.

Nos mercados asiáticos emergentes, o crescimento nessa carteira será enfraquecido por conta do aumento do volume de prêmios no ano passado na China. Mesmo assim, isso significa um aumento de 10% em termos reais. Na América Latina, os prêmios de seguros de vida deverão crescer quase 8,5% em 2017 e 2018.

As prospecções nos países industrializados continuam nebulosas pelas taxas de juros persistentemente baixas. É possível que o crescimento fique abaixo do crescimento mundial. No entanto, a forte expansão de prêmios nos mercados emergentes irá quase que totalmente compensar isso, levando ao desenvolvimento moderado nesses países com mais penetração.

Com fortes índices de crescimento, os mercados emergentes estão ganhando mais peso perante a indústria de seguros internacional. Eles têm mais participação no volume de prêmios antecipados, que deverá subir de 20% em 2016 para 47% até 2025. A Munich Re explicou que o aumento do padrão de vida e das necessidades de coberturas são dois fatores que contribuem para essa perspectiva.

Os aumentos das taxas de juros e as tendências demográficas poderiam revitalizar o segmento de vida também nos países industrializados, segundo a companhia.

A expectativa é que, até 2025, o market share dos mercados emergentes na Ásia será de 21,4% se aproximando dos números da Europa Ocidental (24,5%), enquanto a América do Norte permanecerá claramente na lderança, com 27,8%.

O estudo pode ser lido, em inglês, aqui

Finanças aprova livre escolha de oficinas para reparos por seguradora

Agência Câmara

A Comissão de Finanças e Tributação aprovou o Projeto de Lei 5097/16, que garante aos contratantes de seguro de veículos o direito de livre escolha das oficinas mecânicas e reparadoras, sempre que for necessário acionar o seguro para cobertura de danos ao veículo segurado ou de terceiros. A proposta acaba com a lista de oficinas credenciadas pelas seguradoras.

O projeto foi apresentado pelo deputado Cabo Sabino (PR-CE) e recebeu parecer pela aprovação do relator no colegiado, deputado Hildo Rocha (PMDB-MA). Rocha concluiu pela não implicação da matéria em aumento ou diminuição da receita ou da despesa públicas, não cabendo pronunciamento quanto à adequação financeira e orçamentária.

No mérito, ele recomendou a aprovação da proposta com emenda que faz constar do texto que as centrais de atendimento devem assegurar o direito de livre escolha da oficina reparadora e não apenas informar sobre esse direito, tal como dispõe o texto original.

Segundo o projeto, a livre escolha tem de ser respeitada ainda que o segurado e a terceira pessoa envolvida no sinistro escolham oficinas diferentes. Neste caso, a seguradora precisa cobrir os serviços nos estabelecimentos diferentes.

A livre escolha garante serviços de mecânica, lanternagem, pintura, de recuperação e limpeza de interior ou outras similares. É exigido que a oficina seja legalmente constituída com esta finalidade e apresente um orçamento compatível com os preços médios praticados pelas empresas do setor.

Na avaliação de Hildo Rocha, o projeto aprimora as regras de funcionamento do mercado de seguros privados no Brasil. Ele destacou que a livre escolha de oficinas já é um direito de todo contratante de seguro reconhecido pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia supervisora do segmento.

“O problema é que essa norma não tem sido suficiente para coibir os abusos por parte das seguradoras. Muitas acabam transformando sua lista de credenciadas — que deveria ser apenas benefício ou comodidade — em um fardo para o consumidor, que costuma ter dificuldade de acionar a seguradora quando não utiliza essa lista”, observou o relator.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Anteriormente, o texto havia sido aprovado também pela Comissão de Defesa do Consumidor.

Sompo lança seguro para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida​

A Sompo Seguros lança um produto que tem como objetivo de atender a Pessoas com Deficiência (PcD) ou mobilidade reduzida, a exemplo de idosos, que necessitam de equipamentos de tecnologia assistiva. O Seguro Equipamentos de Mobilidade indeniza o custo com reparos ou reposição de equipamentos tais como cadeiras de rodas, triciclos com propulsão pelas mãos e próteses em caso de acidentes de causa externa, a exemplo de quedas, impactos, colisões, desabamentos, atropelamentos, assaltos à mão armada etc. Nos próximos meses serão incluídos ao portfólio aparelhos auditivos, dispositivos para escrita para leitura e impressão em braile, entre outros.

Com o lançamento do produto, a Sompo também estabeleceu uma parceria com a AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente, que conferiu à seguradora o selo Empresa Parceira da AACD. “A Sompo trabalha globalmente sob o conceito de buscar inovações em seus produtos e serviços a fim de propiciar bem-estar às pessoas. Criamos um produto que visa trazer mais tranquilidade a um público que não contava até então com suporte em termos de seguro e assistências relacionados a equipamentos que são essenciais em seu dia-a-dia”, comenta Francisco Caiuby Vidigal Filho, presidente da Sompo Seguros.

Além das coberturas, o produto conta com um Plano de Assistência 24 horas com serviços voltados a atender às necessidades específicas de PcDs ou com mobilidade reduzida. Entre os serviços estão: Taxi Emergencial, Despesas Médicas por Acidente, Rede de Cuidadores, Recolocação Profissional, Concierge especializado no atendimento de PcD, Courrier, entre outros. O Plano de Assistência 24 horas conta ainda com serviços como Chaveiro, Conserto de Linha Branca, Reparos Elétricos, Reparos Hidráulicos, Consultoria de Marceneiro, Consultoria de Serralheiro, Troca de Chuveiro, Check-up do Lar e até Apoio Emocional.

A OMS – Organização Mundial da Saúde define como tecnologia assistiva os produtos e serviços de apoio que visam manter ou melhorar o funcionamento e a independência de um indivíduo, promovendo com isso, seu bem-estar. Aparelhos auditivos, cadeiras de roda, dispositivos auxiliares de comunicação e próteses são exemplos de produtos auxiliares. Segundo a agência da ONU – Organização das Nações Unidas, atualmente cerca de um bilhão de pessoas no mundo necessitam um ou mais produtos de apoio. A estimativa é de que, com o envelhecimento da população global e o aumento de doenças não transmissíveis, mais de dois bilhões de pessoas vão precisar de pelo menos um produto auxiliar até 2050, com muitas pessoas da terceira idade precisando de dois ou mais.

Segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 45,6 milhões de pessoas no País são PcD. Além disso, as projeções do instituto são de que a população do País com 65 anos ou mais vai passar de 17,6 milhões em 2017 para 30 milhões em 2030 e 58,5 milhões em 2060.