Bradesco Vida e Previdência lança produto popular para incentivar cultura de previdência privada

Jorge nasser

A Bradesco Vida e Previdência está lançando o Prev Classic 3 em 1, produto inovador que reúne as vantagens da previdência complementar, seguro de vida e sorteios mensais. Com uma contribuição mensal de apenas R$ 79, o participante acumula, em dez anos, um saldo mensal de R$ 10 mil em valores atuais, que pode ser resgatado de uma só vez. Os recursos são aplicados em um fundo de renda fixa com garantia de rentabilidade de IPCA acrescido de juros de 2,5% ao ano.

A cada cinco anos, 50% da reserva líquida do fundo são revertidos para o plano, aumentando, assim, a reserva aplicada. No que diz respeito ao benefício de risco, em caso de falecimento do segurado durante o período de acumulação de recursos, sua família receberá integralmente o valor de R$ 10 mil de uma só vez. Além disso, o Prev Classic 3 em 1 habilita o participante a concorrer a sorteios mensais também no valor de R$ 10 mil, pela Loteria Federal.

“Trata-se de um produto com característica popular que tem como principal objetivo estimular a educação financeira e a cultura de Previdência Complementar no Brasil, principalmente no segmento com renda até R$ 4 mil, que no Banco Bradesco representa um universo de 21 milhões de clientes. O Prev Classic 3 em 1 tem como grande diferencial a garantia ao participante de rentabilidade na formação de reserva, aliada às vantagens do Seguro de Vida e da Capitalização”, explica Jorge Nasser, diretor-geral da Bradesco Vida e Previdência e da Bradesco Capitalização.

O novo produto, que será comercializado nas agências do Banco Bradesco, também assegura ao cliente a participação no Clube de Vantagens Bradesco Seguros, com acesso a ofertas e benefícios exclusivos, incluindo descontos em uma ampla gama de produtos e serviços.

Datafolha: só 10% tem planos de previdência privada

Semana mais curta, porém intensa e decisiva para a Reforma da Previdência. Às vésperas da eleição da reforma da Previdência, que será votada na comissão da Câmara na quarta (texto principal) e na quinta-feira (com as mudanças dos parlamentares), o governo avisou que não irá tolerar traições, referindo-se aos que votaram contra a reforma Trabalhista. Alguns dos que votaram contra foram afastados do governo, com desonerações de apadrinhados políticos publicadas hoje no Diário Oficial. A expectativa da votação da Reforma da Previdência na comissão especial é boa por parte do governo. Ontem Temer se reuniu com parlamentares para acertar alguns pontos.

A Folha trouxe no último domingo pesquisa do Datalhafolha. Só 38% dos entrevistados na pesquisa do Datafolha dizem aplicar em poupança e outros investimentos, e só 10% têm planos de previdência privada – tipo de investimento de longo prazo que costuma ser usado para o momento da aposentadoria. Os porcentuais se elevam com a escolaridade e o nível de renda do entrevistado. Possuem plano de previdência privada 22% dos que terminaram a faculdade, contra 5% dos que só concluíram o ensino fundamental. A taxa é de 27% entre os que ganham mais de 10 salários mínimos e de 4% abaixo dos 2 salários mínimos.

Em todos os casos, a minoria poupa. Apenas entre os profissionais liberais a previdência privada alcança mais da metade dos entrevistados. A situação melhora para investimentos em geral. A maioria dos mais escolarizados e dos mais ricos faz poupança, e o índice chega a 72% dos profissionais liberais, 56% dos empresários e 53% dos estagiários e aprendizes.

Em parte, informa a Folha, o baixo índice de poupança pode estar relacionado às regras mais benevolentes do sistema previdenciário brasileiro, de acordo com estudos internacionais. Países em que o valor dos benefícios na aposentadoria é menor do que a renda do trabalhador da ativa apresentam índices maiores de poupança. São exemplos Canadá, com taxa de reposição de 43%, Estados Unidos e Coreia do Sul, ambos com 45%, segundo a OCDE.

A taxa de reposição no Brasil é de 74% para quem ganha o salário médio do país, diz a OCDE. Para quem recebe o mínimo, porém, o benefício equivale a 100% da renda. Trabalho dos economistas Ricardo Brito e Paulo Minari, do Insper, sugere que a taxa é ainda maior no Brasil, por causa do FGTS. Somados, os recursos “são mais que suficientes para manutenção do consumo; inclusive com folga financeira para aumentar o padrão de vida, doar aos familiares mais jovens, antecipar a aposentadoria, ou mesmo assimilar um corte significativo dos benefícios”, escrevem.

Seguro-viagem de cartões de crédito ajuda, mas não é para todos

Matéria explicativa e que ajuda muito na hora de decidir sobre o seguro viagem.

Fonte: O Globo On-Line

Usar o seguro-viagem embutido no cartão de crédito vale a pena? A pergunta é uma das mais frequentes durante o planejamento da viagem, e com motivo. O benefício embutido em algumas categorias de cartões consegue representar uma boa economia, mas também pode oferecer cobertura insuficiente, dependendo dos planos do turista.

Tem direito ao seguro do cartão de crédito o cliente que efetuou o pagamento total do valor de algum meio de transporte de empresas registradas oficialmente (avião, trem, navio de cruzeiro) ou adquiriu essas passagens via programas de fidelidade ou milhagem com pontos de compras feitas com o próprio cartão. O benefício é estendido ao cônjuge do titular e para filhos menores de 24 anos.

Serviços à parte

Apesar da aparência gratuita, o seguro faz parte da cartela de serviços pagos com a anuidade do cartão. E não é para todo mundo. Nas principais empresas do mercado, esses serviços estão disponíveis apenas para portadores das bandeiras superiores.

Nos cartões Mastercard, o benefício é válido apenas para as categorias Platinum e Black, cujos usuários têm direito a despesas médicas pagas no valor até US$ 25 mil por pessoa, remoção médica de emergência até US$ 50 mil e repatriação de restos mortais de até US$ 25 mil. Nos cartões Visa, a categoria Platinum dá direito a cobertura de até US$ 50 mil em assistência médica e até US$ 100 mil em internação, remoção de corpo ou retorno antecipado. Na categoria Infinite, esses valores são de US$ 100 mil, para as duas situações. Para quem viaja para os países Schengen, na Europa, as empresas oferecem cobertura de até € 30 mil.

Em relação aos seguros por morte ou invalidez por acidente e outras doenças que não as preexistentes, as apólices dos cartões de crédito têm prêmios parecidos com os produtos mais caros das seguradoras, em valores que vão de US$ 500 mil a US$ 1,5 milhão. Os cartões mais superiores, como Visa Infinite e Mastercard Black, também dão reembolso para cancelamento de viagem, algo que, na maioria das seguradoras, é preciso contratar em serviço à parte, e seguro para proteção de objetos na bagagem. Outra vantagem é o seguro para o veículo alugado com o mesmo cartão, desde que o cliente não contrate o seguro oferecido pela locadora. Na Visa, esse benefício é válido também para categoria Gold.

Comprovante é exigência

Desde a regulamentação do serviço de assistência de viagens, em 2016, ficou determinado que todo passageiro deve viajar levando um documento que comprove o seguro. Por isso, quem pretende usar o benefício dos cartões deve baixar certificados nos sites das operadoras.

Para a advogada especializada em direito do viajante, Luciana Atheniense, tão fundamental quanto viajar com um seguro é se informar sobre a cobertura que ele oferece.

— Não importa o tipo de seguro, é importante que se saiba exatamente o que ele cobre. Vejo muitos casos de gente que diz “ah, não vou contratar na agência porque já tenho o do cartão de crédito”, e só descobre quando se depara com o problema, em outro país.

Além disso, acrescenta Luciana, é preciso especial atenção para seguros específicos, como de esportes radicais, que devem ser contratados à parte:

— Nem sempre a seguradora aceita pagar por um tratamento de um cliente que quebrou a perna esquiando se isso não havia sido acertado com antecedência.

O que fica de fora: quem precisa de cobertura extra

A cobertura oferecida pelos seguros de cartões de créditos costuma se assemelhar à dos planos mais básicos oferecidos pelas seguradoras. Mas há casos especiais em que o turista deve contratar um seguro específico, como para atividades radicais ou viagens longas.

Esportes radicais. Apólices convencionais não cobrem acidentes de pessoas que se expõem deliberadamente ao risco, como os praticantes de atividades como snowboard, esqui, bungee jump e voo de asa-delta. Nesses casos, é preciso contratar um seguro específico para esportes de aventura. É o ideal para quem viaja para lugares como Alpes, estações de esqui na América do Sul, nos EUA ou na Nova Zelândia.

Viagens longas. Os períodos máximos de cobertura oferecidos pelos cartões são de 30 ou 60 dias. Por isso, quem viaja para um mochilão ou um período sabático, com roteiros que podem durar alguns meses ou até um ano, é preciso contratar um seguro para períodos estendidos. Quem viaja para fazer intercâmbios ou cursos também precisa de um seguro específico para isso, que costuma ser oferecido nas agências especializadas.

Gestantes. Complicações na gravidez não são cobertas pelas apólices dos cartões de crédito, assim como das seguradoras (que são consideradas condições de saúde preexistentes). Mas algumas destas têm seguros especiais para viajantes grávidas, em geral até a 32ª semana de gestação, já que a partir desse período os médicos recomendam que as mulheres não viagem mais de avião.

Mapfre: vendas crescem, porém lucro cai

Toneto: Acreditamos que as diversas medidas de revisão técnica adotadas em nossa carteira de Auto e a melhora do cenário macroeconômico devem gerar efeitos positivos em nossos resultados locais em 2018

A Mapfre obteve no Brasil um volume de prêmios de R$ 4,2 bilhões (1,3 bilhão de euros) no primeiro trimestre de 2017, que representa 4,7% de crescimento em moeda local o que garante ao Brasil a manutenção na segunda posição de receitas entre os países que compõem o grupo.

O grupo destaca a evolução do negócio de seguros gerais, com um volume de prêmios de R$ 1,6 bilhão (485 milhões de euros), de vida, R$ 1,2 bilhão (365 milhões de euros), e autos, R$ 1,1 bilhão (352 milhões de euros). Houve uma melhora de 1,6 ponto percentual do índice combinado, que está em 98,5%. Esta melhora foi fortemente influenciada pela carteira de seguros de agronegócio, uma vez que em 2017 não ocorreram eventos climáticos de grandes proporções diferente do ocorrido em 2016.

O resultado atribuído totalizou R$ 90,2 milhões (27 milhões de euros), 21,8% menor que o primeiro trimestre de 2016, impactado principalmente pelo aumento da sinistralidade de automóvel em 1,4%, transportes em 10,8% e pela redução do resultado financeiro em 12,8%.

Segundo o CEO da Mapfre no Brasil, Wilson Toneto, “o crescimento de 4,7%, sobre o primeiro trimestre de 2016, decorre principalmente dos seguros de agronegócio e riscos industriais, que tiveram um crescimento de 48,2% e 44,4%, respectivamente. O seguro de agronegócio foi impulsionado pela consciência do agricultor sobre a importância do produto, e pelo custeio antecipado.

Quanto a riscos industriais, o desempenho decorre dos programas plurianuais de grandes empresas”, afirma Toneto. “De maneira geral, o Grupo no Brasil segue investindo fortemente em projetos de eficiência operacional, aprimoramento dos serviços a nossos clientes e distribuidores, e na melhora da subscrição dos riscos e já observa melhoras na tendência dos resultados e projeta encerrar o semestre com crescimento nos resultados”, conclui o CEO.

No mundo, o lucro líquido da Mapfre durante o primeiro trimestre de 2017 aumentou 7,5%, atingindo 206 milhões de euros, marcado pelo bom comportamento de seus três mercados principais (Espanha, Brasil e Estados Unidos) que junto a Mapfre RE, seguem impulsionando o crescimento do negócio. A receita do grupo foi de 7,9 bilhões de euros, cifra que representa um aumento de 8,1% em relação ao ano anterior, e os prêmios registraram um aumento de 9,2%, chegando a um total de 6,7 bilhões de euros. O patrimônio líquido ficou em 11,2 bilhões de euros, um aumento de 7,2% em relação ao ano anterior. E os ativos totais subiram 6,6%, situando-se em 69,7 bilhões de euros.

Estudo da Zurich sinaliza o impacto do risco político no PIB mundial

Algumas organizações melhoraram significativamente na construção de suas avaliações de risco, mas ainda uma clara maioria das empresas não tem total visibilidade de sua gestão de risco político. Isso é o que revela o novo estudo “Our World Transformed: Geopolitical Shocks and Risks” (Nosso mundo transformado: choques e riscos geopolíticos), que está em sua terceira edição e resulta de uma colaboração entre o Zurich Insurance Group, o Atlantic Council, com sede em Washington, e o Pardee Center da Universidade de Denver. O estudo analisa os riscos globais e seus impactos no crescimento econômico global. O primeiro relatório, publicado em setembro de 2015, focou os riscos cibernéticos. Um segundo, sobre a evolução dos riscos demográficos, foi publicado em setembro de 2016.

O fracasso da governança nacional é colocado por executivos em 37 países entre os três principais para fazer negócios. Os choques e as surpresas dos últimos anos mostram quão facilmente as premissas sobre mercados liberais, relações internacionais, conflito e democracia podem ser abaladas. A volatilidade geopolítica tornou-se um fator chave da incerteza, e é esperado que ela permaneça nos próximos anos.

Em 2017, Zurich trabalhou com o Conselho Atlântico para desenvolver insights sobre os riscos selecionados com conseqüências geopolíticas e interconexões. No relatório, os estudiosos examinaminaram os riscos crescentes de protecionismo, crise energética e escassez de água e alimentos. Enquanto a ameaça de um crescente protecionismo é uma característica diária das notícias, uma crise energética resultante do agravamento da situação no Oriente Médio ou da disseminação da escassez de água também poderia perturbar o mundo.

Os riscos geopolíticos estão inter-relacionados e precisam de ser analisados ​​holisticamente no contexto de outros riscos. Entender as conexões entre os diferentes tipos de riscos é um passo vital para gerenciá-los e evitar surpresas, citam os autores do estudo. Existem numerosas interconexões exploradas no material divulgado: a escassez de água e de alimentos é talvez a mais inter-relacionada, mas a escalada das tensões China-EUA aumentaria muito o risco de protecionismo ea escassez de energia e água seria agravada pelo aumento das barreiras comerciais. Há também interconexões entre água e energia, na medida em que os sistemas de água exigem muitas vezes fontes de energia para poderem operar.

Cenários são um dispositivo crítico para mapear as formas de riscos podem balão em crises em grande escala. Os cenários podem mostrar como os riscos isolados podem desencadear dezenas de outros. Ninguém pode ignorar “grande impacto, mas pequena probabilidade” cenários. Com demasiada frequência, esses “cisnes negros” têm indelevelmente reformulado a paisagem geopolítica.

Para cada cenário, o estudo mede possíveis resultados em termos de consequências para o produto interno bruto global (PIB), a pobreza extrema, o crescimento da classe média ea estabilidade dos países – a nível global e, em casos específicos, em nível regional e nacional. No quadro é possível perceber que o avanço do protecionismo reduziria em US$ 18 trilhões do PIB global até 2035. Em outro quadro, os autores mostram que o crescimento do Brasil poderia perder até três pontos percentuais caso o aumento do protecionismo resulte em um conflito comercial aberto entre os Estados Unidos e a China.

A comparação dos cenários geopolíticos e dos seus impactos proporciona uma melhor percepção da escala dos diferentes riscos. O estudo concentra-se nos riscos globais. Mais conjuntos regionais de riscos – como a evolução da Europa – também poderiam ter consequências globais, mas foram excluídos, a fim de focalizar melhor os riscos globais em grande escala.

Ao concluir a análise de cada cenário, os autores deste estudo esboçaram possíveis estratégias de gerenciamento de risco que governos e empresas poderiam usar para mitigar as conseqüências negativas dos riscos. É importante que as empresas, bem como os governos, compreendam os gatilhos, as tendências e os cenários a serem observados e se preparem para as possíveis conseqüências de qualquer desses riscos. Isso deve ajudar os conselhos e gerentes de risco a entender melhor o impacto potencial de vários riscos geopolíticos sobre seus ativos financeiros e físicos, operações, incluindo cadeias de suprimentos e pessoas.

Bradesco Seguros lucra R$ 1,3 bi no primeiro trimestre, o que representa 29,6% do ganho do banco

A Bradesco Seguros registrou lucro liquido de R$ 1,3 bilhão gerado pelas atividades de seguros, previdência e capitalização, representando 29,6% do total do ganho do banco. O ganho ficou estável ao mesmo periodo do ano passado, quando lucrou R$ 1,38 bilhão. Os prêmios emitidos de seguros, contribuição de previdência e receitas de capitalização atingiram o montante de R$ 17,9 bilhões no primeiro trimestre de 2017, evolução de 18,2% em relação ao mesmo período de 2016. As p rovisões técnicas alcançaram R$ 229,4 bilhões, apresentando uma evolução de 25,4% em relação ao saldo de março de 2016. O crescimento das vendas foi influenciado pelos produtos de “Vida e Previdência”, “Saúde”, “Capitalização” e “Auto/Re”, que apresentaram evolução de 29,2%, 10,6%, 7,7% e 2,6%, respectivamente, segundo nota divulgada pelo banco.

Certificação de obras públicas é solução do governo para viabilizar seguro garantia

Por Márcia Alves

O secretário da Coordenação de Projetos da Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Tarcísio Gomes de Freitas, destacou a importância do seguro garantia nos projetos que serão executados por meio de concessões, Parceria Público-Privada (PPP) e privatizações. “Para nós (secretaria), o seguro garantia é absolutamente necessário”, disse ele durante debate promovido pela Câmara Espanhola de Comércio, dia 19 de abril, em São Paulo.

Na ocasião, o secretário comentou o sucesso dos recentes leilões realizados pelo governo e reforçou o propósito de acelerar as parcerias com o setor privado até 2018. Dentre os 90 projetos que irão a leilão para privatizações ou concessões, a expectativa do governo é concluir boa parte já nos próximos dias. Nessa nova fase da PPI, a previsão é de que R$ 45 bilhões sejam aplicados nos projetos nas áreas de energia, transporte e saneamento.

Realizado no formato de “roda-viva”, o evento contou com uma bancada de debatedores composta por representantes de segmentos da indústria e da área jurídica. Coube à sócia da Schalch Sociedade de Advogados, Debora Schalch, uma das debatedoras, expor ao representante do governo algumas preocupações do setor de seguros com as mudanças no seguro garantia decorrentes da aprovação do Projeto de Lei 6814/2017.

O PL, que está em trâmite na Câmara dos Deputados, prevê o aumento do percentual de garantia dos atuais 10% para até 30% e traz novas responsabilidades às seguradoras, como o dever de fiscalizar, auditar e concluir as obras paradas. “Independentemente de as seguradoras estarem ou não preparadas para essas novas responsabilidades, o que nos preocupa é a quantidade de obras públicas paradas – mais de 5 mil, segundo dados do Tribunal de Contas de União”, disse.

Debora Schalch observou que as mudanças previstas no PL 6814/2017 foram inspiradas no modelo norte-americano, no qual as seguradoras oferecem 100% de garantia. “Ocorre que esse modelo está vigor há 100 anos nos Estados Unidos e as seguradoras já estão habituadas com o step-in. No Brasil, a própria lei de licitações vigente traz óbices para que a seguradora possa contratar ou subcontratar para concluir a obra”, disse.

Com base na sua experiência em sinistros de grandes obras, a advogada informou que tem estudado a fundo as causas da paralisação dos empreendimentos públicos, constatando que os problemas começam antes da fase de licitação. “Na maioria dos casos, os editais e precificações são falhos e resultam na licitação de projetos com dados muito preliminares e que não se confirmam no curso das obras. Evidentemente, ao longo da contratação haverá uma série de desvios que mudarão completamente o projeto”, disse.

Novo modelo de seguro

No contexto atual, segundo Debora Schalch, os 10% do valor do contrato indenizados pelo seguro garantia são insuficientes para cobrir os custos de conclusão da obra. Por isso, ela quis ouvir a opinião do secretário Tarcísio Freitas sobre a nova modelagem do seguro garantia proposta pelo PL6814/2017. “Esse novo formato pode ser eficaz? Em relação às obras paradas, a secretaria tem algum projeto?”.

Tarcísio Freitas ressaltou a necessidade do seguro garantia, mas disse que o seguro sozinho não funciona. “Tem de vir atrelado à certificação de obras, algo que é bastante comum em outros países”. Para ele, a certificação independente dará segurança ao gestor, ao financiador, e, principalmente, ao segurador. O secretário adiantou que um grupo de trabalho na secretaria, encarregado da política de certificação, incluirá o seguro garantia entre as suas demandas.

Já em relação às mudanças no seguro, o secretário considerou o PL uma grande evolução, diante da necessidade de reformulação da Lei de Licitações. “Os 30% talvez seja um patamar a partir do qual a seguradora não terá mais interesse em indenizar, mas sim em resolver o problema, ou seja, concluir a obra”, disse.

Sobre as obras paradas, explicou que a questão não é tratada no âmbito da secretaria, que cuida apenas de parcerias com investidores. Em seguida, argumentou longamente sobre as prováveis causas da paralisação de obras, destacando entre os principais motivos o orçamento.

Segundo ele, muitas obras possuem rubricas fictícias no orçamento referentes a procedimentos que podem ou não se concretizar, em virtude, por exemplo, da dificuldade de obtenção do licenciamento ambiental. “Existe uma irresponsabilidade absurda na lei orçamentaria. No final das contas se inicia uma série de procedimentos que não tem condições de ter continuidade”, disse.

Para o secretário, uma possível solução seria a regulamentação do artigo 165 da Constituição Federal, que trata da Lei Complementar de Finanças. “Esta lei não existe até hoje, mas deveria existir e tratar desse assunto, porque a questão da boa lei orçamentária é a previsibilidade. O mercado tem de saber o que vai acontecer para se preparar”, concluiu.

BB e BB Seguridade definem quem será o novo presidente da BB Mapfre SH1

A vida dos principais executivos da área de seguridade do Banco do Brasil anda agitada. A notícia da vez é: todos querem saber quem a BB Seguridade e o Banco do Brasil vão nomear para ser o novo presidente da divisão de seguros rural, habitacional e vida da BB Mapfre. O BB tem a preferência em indicar o presidente para a BB Mapfre SH1, que reúne as áreas de vida, rural e habitacional, hoje comandada por Roberto Barroso, que vai se aposentar em breve. Já a Mapfre tem a preferência em indicar o presidente da SH2, na qual estão as operações de automóvel, seguros gerais e afinidades. E isso foi feito em maio de 2016, quando foi escolhido o espanhol Luis Gutiérrez Mateo, que tomou posse em janeiro deste ano.

“O nome do sucessor de Barroso está guardado no cofre do Banco do Brasil e a chave está no ministério da Fazenda. Quiçá com o presidente da República Michel Temer”, comentavam alguns executivos em uma roda de conversa animada durante a cerimônia promovida pela Associação Nacional de Seguros Privados (ANSP), no Palácio do Governo, ontem, em São Paulo. A festa reuniu os principais porta vozes do setor e contou com a presença do governador Geraldo Alckmin.

O grupo BB Mapfre completou cinco anos de atuação no mercado segurador brasileiro em 2016. A empresa saltou de 15,7% de market share, em 2011, para algo próximo de 18% de participação de mercado em 2016. A Mapfre, maior grupo segurador da Espanha, no entanto, é apenas uma das várias sócias que o BB tem em seguridade. A BB Seguridade possui 49,99% do capital votante e 74,99% do capital total da BB Mapfre SH1 (vida, rural e habitacional). Já na Mapfre BB SH2, a BB Seguridade possui 49% de seu capital votante e 50% de seu capital total.

A BB Seguridade é a holding que controla os negócios de seguros do Banco do Brasil. Além da BB Mapfre, tem a BrasilPrev em parceria com a americana Principal na venda de planos de previdência privada. O ex-subsecretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional Paulo Valle é o presidente da BrasilPrev desde 2016. Já a BrasilCap tem como parceria a seguradora Icatu. Em fevereiro deste ano, o presidente da BrasilCap, Márcio Lobão, pediu licença da presidência da empresa após ser alvo de uma das operações da Lava Jato, a batizada de Leviatã, que investiga desvios e pagamento de propina em contratos da Hidrelétrica de Belo Monte. Em abril foi reconduzido ao cargo.

No IRB Brasil Re, maior ressegurador do pais, o BB tem 20,4% de participação. Aqui também teve mudanças. O vice presidente de marketing Mario Di Croce, que estava no cargo desde 2010, foi demitido em março para dar lugar a Airton Renato de Almeida Filho, cujo pai é assessor do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Mesmo com vetos dos acionistas privados (Itaú e Bradesco), a indicação de Almeida Filho foi concretizada.

Também faz parte da BB Seguridade a corretora de seguros do BB, responsável por boa parte do lucro da holding. Em recente entrevista a Agência Reuters, Paulo Caffarelli, presidente do Banco do Brasil e que foi um dos executivos que comandou o IPO da BB Seguridade em 2013, na época considerado o maior IPO do mundo, com captação de R$ 11,4 bilhões, disse que o banco submeterá ao conselho de administração proposta de criar uma nova vice-presidência de seguros, que será o ocupada pelo presidente da subsidiária BB Seguridade, José Maurício Pereira Coelho. Segundo o presidente do BB, a medida visa a melhorar a governança do grupo, dado que a subsidiária responde por importante parcela das receitas do conglomerado.

Em 2016, a BB Seguridade divulgou lucro líquido ajustado de R$ 4,107 bilhões, montante 4,1% superior ao registrado em 2015, de R$ 3,945 bilhões. Com esse crescimento, o resultado ficou mais próximo do teto do guidance do exercício, de avanço de 4% a 8%. Para este ano, a BB Seguridade divulgou meta mais conservadora. A companhia espera que seu lucro líquido ajustado cresça de 1% a 5% em relação a 2016. Já os analistas, principalmente os do BTG Pactual, apostam numa melhora do risco-retorno e benefícios que podem ser obtidos com a reforma da Previdência, especialmente pela BrasilPrev, braço de previdência privada do BB em parceria com a americana Principal.

Vamos acompanhar e ver como fica.

Cresce roubo e furto de celulares, revela pesquisa da FenSeg

Os roubos e furtos de celulares segurados em todo o país tiveram um aumento de 64,6% entre 2015 e 2016. Os dados foram levantados pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) com base nas informações fornecidas por sua filiadas. De acordo com os dados das seguradoras, a região que apresentou maior aumento de ocorrências no período foi o Nordeste com 106,8%, seguida da Região Sul, com 73,6% e a Região Sudeste, em terceiro, com aumento de 63%.

A região Nordeste foi também a que apresentou maior aumento no número de aparelhos segurados passando de 265.415 celulares, em 2015, para 480.237, em 2016, representando um crescimento de 81%. Esse aumento explica, em parte, o maior crescimento de roubo e furto de celulares na região. O segundo maior aumento de apólices foi registrado na região Sudeste, que passou de 1.056.044 aparelhos, em 2015, para 1.456.059, em 2016, com aumento de 37,8%. O terceiro maior crescimento de aparelhos segurados foi na região Sul, com 161.996 celulares, em 2015, contra 220.577, em 2016.

A FenSeg ressalta que o levantamento feito leva em conta apenas celulares que tinham seguro contra roubo e furto. A amostragem, no entanto, serve como parâmetro para o crescimento desses crimes em todo o país. Os roubos e furtos de celulares segurados em 2015 totalizou 118.135 aparelhos e em 2016 foram 194.523 aparelhos. O total de aparelhos segurados nos dois períodos são 1.964.406 e 2.558.713, respectivamente.

Líderes das seguradoras acreditam no fortalecimento da indústria, segundo PwC

Release

Mesmo com taxas de prêmios baixas, das taxas de juros menores e do tímido crescimento econômico em muitos mercados em desenvolvimento, os líderes das seguradoras acreditam no fortalecimento da indústria e de suas empresas. Segundo a 20ª Pesquisa Global com CEOs, da PwC, que ouviu 95 CEOS da área de seguros em 39 países, 80% dos entrevistados do setor estão confiantes que podem atingir o crescimento de receitas ao longo do ano.

A despeito do otimismo com o crescimento, os CEOs de Seguros são os mais preocupados na comparação com líderes de outras 15 indústrias com questões relativas ao ambiente de negócios. Quase 70% deles estão muito preocupados com o excesso de regulação (ante 60% do setor bancário e 54% de Saúde); 45% estão muito preocupados com a mudança no comportamento dos consumidores; e 42%, com o impacto da velocidade doa avanços tecnológicos.

Tecnologia acirra competição – O relatório analisa o crescimento das InsurTechs, startups que unem o mercado de seguros com os benefícios da tecnologia. Trata-se de um fenômeno que preocupa os players do setor. Uma das razões é a diferença de investimentos nas Insurtechs na comparação com as empresas tradicionais – US$ 3,4 bilhões nos últimos 6 anos, número cinco vezes maior do que o investido nas seguradoras.

Contudo, as InsurTech podem se tornar aliadas das empresas do setor de Seguros. Parcerias entre elas permitirão às seguradoras aumentar a inovação, aprimorando processos e reduzindo custos. Além disso, as FinTechs também podem ajudar a melhorar as análises de dados das companhias tradicionais com as ferramentas que elas têm à disposição, facilitando o entendimento do cliente.

As preocupações com os avanços da tecnologia, entretanto, não se resumem à participação das InsurTech no mercado. A pesquisa revela que 28% dos CEOs de seguradoras acreditam que a tecnologia remodelará completamente a competição da indústria nos próximos cinco anos, enquanto 58% afirmam que a tecnologia terá, pelo menos, um impacto significante. Isso ocorre porque as mudanças na área de tecnologia aumentam a digitização e o uso de dados, trazendo, por consequência, um aumento de riscos cibernéticos. Cerca de 80% dos CEOS estão de alguma maneira preocupados com ataques cibernéticos e vazamentos de dados.

Equilíbrio – Para as promessas de crescimento se concretizarem, os CEOS acreditam que é necessário desenvolver as capacidades do negócio, mantendo o foco no consumidor e nos produtos – fatores que exigem investimento contínuo. Manter os custos reduzidos e aumentar a produtividade é fundamental. No entanto, cortar custos, apenas, não garante o crescimento em longo prazo. A chave incluir cada vez mais a transformação digital que, no fim das contas, entrega soluções mais individualizadas e focadas nos clientes por custo-benefício maior.

Ainda segundo a pesquisa, 94% dos CEOs dizem que promovem a diversidade e a inclusão (maior número entre as indústrias pesquisadas).