Operadoras de saúde arrecadam R$ 165,6 bi em planos em 2016

Release

A conta dos planos de saúde não fecha. Em 2016, mais uma vez a velocidade de crescimento do valor das despesas assistenciais foi superior o das receitas, segundo levantamento da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). Enquanto as despesas assistenciais aumentaram em 13,0%; a receita subiu 11,7% no ano passado – disparidade de 1,3%.

A receita dos planos de saúde foi de R$ 165,6 bi e as despesas assistenciais – soma que engloba gastos com exames, consultas, internações e outros atendimentos médico-hospitalares – contabilizaram R$ 137,2 bi. Esse custo não inclui despesas administrativas e de comercialização dos planos.

“Esse continuado descompasso entre receitas e despesas põe em risco a sustentabilidade do segmento. Nesse momento de recuperação gradual e lenta da atividade econômica, buscar o equilíbrio financeiro do setor da Saúde Suplementar é um grande desafio. Temos um quadro de evasão de beneficiários acentuado pelo elevado desemprego que se soma ao aumento do número de procedimentos realizados e a alta inflação médica”, explica Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde.

De acordo com a executiva, as despesas assistenciais, em franca expansão, elevam a sinistralidade – razão percentual entre as despesas assistenciais e receitas – para 84,6%, um ponto percentual acima do de 2015.

Tokio Marine fecha parceria com a FGV para fomentar cultura de seguros

A Tokio Marine fechou uma parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) para a personalização de uma sala de aula na Escola de Administração de Empresas FGV EAESP. A iniciativa marca um novo passo na estratégia da companhia de aproximação com renomadas instituições de ensino visando a disseminação da cultura de seguros no país.

“A FGV tem papel fundamental na educação dos futuros líderes do Brasil e estamos muito felizes por colaborar ativamente com esse processo de formação. Escolhemos firmar uma parceria desse porte por entendermos o papel da instituição na sociedade em termos de educação de qualidade, inovação e comprometimento com o desenvolvimento nacional, sempre com ética e coerência nos serviços fornecidos”, conta José Adalberto Ferrara, Presidente da Tokio Marine.

O programa que a seguradora fechou para patrocínio de uma sala de aula na FGV é válido, inicialmente, por quatro anos, e tem por objetivos impulsionar a exposição da marca entre o público da instituição e viabilizar projetos que garantam mais visibilidade ao mercado segurador. “A ideia é conquistar esses jovens e oferecer a eles a oportunidade de uma imersão no mercado de seguros”.

SulAmérica divulga lucro de R$ 128,6 milhões no primeiro trimestre de 2017

A SulAmérica divulgou lucro líquido de R$ 128,6 milhões no primeiro trimestre de 2017, 21,4% superior ao resultado apresentado no ano anterior. “Começamos o ano de 2017 de maneira positiva. Apresentamos resultados consistentes no primeiro trimestre, provando mais uma vez que as escolhas estratégicas que temos feito nos últimos anos e o investimento permanente na melhoria de riscos e de nossos processos têm se mostrado acertados”, comentou Gabriel Portella na mensagem da administração que acompanha a divulgação dos resultados do trimestre. O retorno sobre o patrimônio líquido médio de 14,7% nos últimos doze meses.

A receita operacional líquida do trimestre foi de R$ 4,3 bilhões, montante 9,7% superior ao reportado no primeiro trimestre de 2016. O índice combinado de 100,9% apresentou melhora de 1,1 p.p. e foi fundamental para o resultado do período. “Nossa operação em diversos segmentos e produtos nos permitiu intensificar o cross selling, ampliar as ofertas aos corretores de seguros e aproveitar as oportunidades nos diferentes mercados em que atuamos”, acrescentou.

As operações de seguro saúde e odontológico foram destacadas pelo executivo, com índice de sinistralidade para um primeiro trimestre citado como o melhor desde 2010. Os planos odontológicos continuaram apresentando desempenho relevante tanto em receitas quanto em número de membros segurados, com aumentos de 22,9% e 15,0%, respectivamente, em relação ao 1T16. O segmento de saúde e odontológico registraram receitas operacionais crescendo 11,5% na comparação com o primeiro trimestre de 2016, alcançando R$ 3,3 bilhões, consolidando a seguradora como uma das maiores operadoras de saúde suplementar do Brasil. Os destaques foram os planos coletivos, com importante aumento nas modalidades PME (+16,2%) e odontológico (+22,9%).

O desempenho do segmento de seguros de automóveis, que tem ciclos mais curtos, continua refletindo um cenário de mercado desafiador, ainda com elevada taxa de frequência de furto e roubo de veículos em algumas importantes regiões do país e lenta recuperação da venda de veículos novos.

Nas outras linhas de negócios, Portella destacou a SulAmérica Investimentos, que encerrou o trimestre com R$ 34 bilhões em ativos sob gestão, dos quais R$ 6,2 bilhões são vinculados aos fundos de previdência privada administrados pela SulAmérica. O resultado financeiro cresceu 11%.

As receitas operacionais totais acumulam R$ 4,3 bilhões (+9,7%). O grupo conta com 3 milhões de seguradora em saúde e odonto, 5,6% maior do que no período anterior. A frota segurada avançou 1,6%, para de 1,7 milhão.

AGENDA: IBDS debate o conteúdo do projeto de lei 3.555/2004 nesta sexta

O Instituto Brasileiro de Direito de Seguro (IBDS), Ernesto Tzirulnik Advocacia (ETAD) e o Departamento de Direito Econômico da FDUSP, realizam amanhã o encerramento do Curso de Direito do Seguro, com debates sobre o conteúdo do projeto de lei 3.555/2004 (atual PLC 29/2017).

Local: Auditório do 1º andar do Largo São Francisco
Data: sexta-feira, 5 de maio 2017
Horário: a partir das 14:00

Abertura (14:00 às 15:00)
José Eduardo Cardozo
Ernesto Tzirulnik

Painel I (15:00 às 16:30)
Seguro de vida (Ayrton Pimentel)
Responsabilidade civil (Walter Polido)
Regulação de sinistro (Carlos Zoppa)

Intervalo – 16:30 às 17:00

Painel II (17:00 às 18:30)
Seguro e ordem econômica (Alessandro Octaviani)
Seguro de grandes riscos e contrato de adesão (Ministro Ruy Rosado)
Resseguro (Paulo Piza)

Painel III (18:30 às 19:30)
Paralelo do PL 3.555/2004 com o direito português (Maria Inês de Oliveira, Coimbra)
Paralelo do PL 3.555/2004 com o direito francês (Luc Mayaux, Lyon)

JLT debate o setor de óleo e gás no dia 17, no Rio

A corretora JLT realiza o seu tradicional Seminário Óleo & Gás da JLT, no qual abordará retomada de investimentos no setor, no dia 17 de maio, no Hotel Prodigy Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A proposta é que especialistas em seguros e regulação analisem o atual cenário global do setor. “Com empresas e países melhor adaptados ao novo cenário de custos e às novas demandas de compliance, questões ambientais e de política externa despontam como as principais preocupações dos agentes”, diz o vice-presidente da JLT Resseguros, Adriano Oka, coordenador do evento.

Segundo ele, a programação foi definida para que os participantes possam reunir informações sobre esse novo contexto, que considera os primeiros meses de governo de Donald Trump e a nova política climática dos Estados Unidos, questões internas da União Europeia, como o chamado Brexit, mas principalmente a concorrência entre países produtores, como Brasil, Argentina, México e Irã.

“O pré-sal é uma grande oportunidade e as mudanças regulatórias recolocaram o país na disputa por investimentos”, completa o coordenador do evento. Este é um novo momento para o setor de óleo e gás e o seminário da JLT tem como objetivo estimular um novo olhar para a indústria. “Acreditar no futuro é preciso. Empreender felicidade será fundamental. Descobriremos ‘como’ juntos”, completa Oka.

Serviço

Seminário de Óleo & Gás da JLT Brasil 2017

Local: Hotel Prodigy Santos Dumont, no Rio de Janeiro

Data: 17 de maio de 2017

Horário: 14h

Programação

13h30 – Credenciamento 14h – Abertura 14h30 – “Retomada da competitividade brasileira: o papel da regulação ambiental”

Marcio Pereira – sócio do escritório Schmidt Valois

15h10 – “Incertezas políticas, ciclos econômicos e transição energética: qual o futuro do Brasil?”

Luís Eduardo Duque Dutra – Professor Adjunto da Escola de Química – UFRJ

16h – Coffe Break 16h20 – “Um novo olhar para a indústria de óleo e gás”

Pedro Salomão – consultor

18h – Coquetel

ThinkSeg estampa a camisa do Fluminense

A thinkseg, plataforma mobile de seguros, teve sua marca estampada no uniforme dos atletas do Fluminense durante o clássico FLA-FLU (Flamengo versus Fluminense) que aconteceu no estádio do Maracanã no último domingo (30) e também estampará no próximo domingo, quando será decidido o título do Campeonato Carioca. A parceria para os dois jogos, domingo passado e próximo domingo, prevê também ativações nas redes sociais do Flu. Segundo o portal Lance, o pagamento para este tipo de patrocínio sempre depende da importância da partida que a empresa irá estampar a camisa. Para o jogo de domingo, o mercado paga em torno de 100 mil por partida, informou o site esportivo.

A dupla Fla-Flu lucrou com a bilheteria do primeiro jogo da final do Estadual, informa o Lance. O Tricolor, que saiu derrotado por 1 a 0 e era o mandante do confronto, recebeu R$ 285.954,90. O clube da Gávea levou para casa R$ 235.351,67 pois teve que arcar com os custos do exame antidoping (R$ 6.680,00) e teve R$ 42.743,24 penhorados. Os 40.898 torcedores que foram ao Maracanã no último domingo geraram uma renda de R$ 1.660.605,00, que cobriram as despesas de mais de R$ 1 milhão. O custo operacional do estádio, de R$ 417.734,70, foi o mais alto dos custos.A Federação do Estado do Rio de Janeiro, a Ferj, veio logo em seguida. Os cofres da entidade receberam R$ 162.070,50 pela realização do clássico Fla-Flu.

A presença da thinkseg no uniforme dos atletas representa o início de um trabalho de nacionalização e divulgação da marca no meio esportivo. “Aproveitamos um dos maiores clássicos do mundo, o emblemático FLA-FLU, que é histórico e grandioso, para mostrar o futuro trazido pela inovação tecnológica da thinkseg. Apresentamos ao País o que há de mais moderno no setor de seguros com um APP, que quando baixado no celular, acompanha o jeito da pessoa dirigir, dando a ela descontos no preço do seguro do carro”, diz o CEO da thinkseg, André Gregori.

O patrocínio entre a thinkseg e o Clube foi firmado no último mês para as duas partidas da final FLA-FLU. A expectativa é que o prazo possa se estender. Pedro Abad, presidente do Fluminense acredita que é uma parceria promissora e com vastas possibilidades de sucesso.

“Quisemos aproveitar o vínculo com o Fluminense para compartilhar a paixão do torcedor de um FLA-FLU no Maracanã. O patrocínio da thinkseg a times de futebol se justifica pelo apoio e ênfase da thinkseg às atividades esportivas”, afirma André Gregori em nota envida à imprensa. Com foco na nacionalização da marca, a plataforma mobile de seguros também prospecta apoio a mais times em outros estados: Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Riscos cibernéticos em debate no dia 25

A Associação Internacional de Direto de Seguro realizará no dia 31 de maio um evento sobre “Os Riscos Cibernéticos e a Responsabilidade Civil”. Já estão abertas as inscrições para o evento que acontecerá no auditório do SindsegSP em São Paulo.

A programação conta com a palestra do Dr. Fernando Carbone da Kroll Associado, da Dra. Mariana Ortiz da Generali Seguradora, da Dra. Maria da Glória Faria, Presidente do Grupo Nacional de Trabalho de Novas Tecnologias da AIDA e da Dra. Mariana Menescal, Relatora do tema Riscos Cibernéticos no Grupo Nacional de Trabalho de Responsabilidade Civil e Seguro.

Sérgio Ruy Barroso de Mello, presidente do Grupo Nacional de Trabalho de Responsabilidade Civil e será o mediador da palestra.

O evento conta com o apoio do Sindseg SP e é promovido pelo Grupo Nacional de Trabalho de Responsabilidade Civil e Seguro e do Grupo Nacional de Trabalho de Novas Tecnologias.

SERVIÇO:

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail aidabrasil@aida.org.br ou pelos telefones 3231-1583 e 3159-4968.

Sobre o evento:

Data: 31/05/2017

Horário: 9h às 12h

Local: Avenida Paulista, 1.294 – 4ª andar

Daniel Ramos é o novo diretor de operações da Tokio Marine

Com mais de 30 anos de experiência na área de Tecnologia & Operações e ampla vivência em gestão de equipes em grandes corporações, Daniel Ramos é o novo diretor de operações da Tokio Marine. O executivo entrou na companhia em 2010 com a missão de contribuir para a estruturação e implementação da área de operações e tecnologia da informação. Desde então, atuou no gerenciamento de mais de 680 projetos e 800 iniciativas tecnológicas e operacionais. Agora, assume a diretoria com os grandes desafios de manter os níveis de serviços de atendimento ao Cliente e de satisfação de Corretores, Assessorias e Segurados acima de 95%.

Segundo o executivo, outros desafios importantes de sua gestão são garantir que os prazos e compromissos acordados com Corretores, Clientes e Órgãos Reguladores sejam respeitados; incrementar a eficiência e excelência operacional por meio da melhoria contínua da qualidade e produtividade dos departamentos; implementar inciativas e projetos estratégicos de T.I.; identificar e desenvolver novos canais e serviços digitais para Parceiros de Negócios e Segurados, além de tornar Digital os processos que ainda não estão automatizados nas centrais de emissão, atendimento e suporte comercial, entre outros.

“Temos metas bastante agressivas quanto à satisfação dos nossos Corretores e Clientes e temos certeza de que a vasta experiência de Daniel em estruturação de equipes de alta performance e excelência operacional vai permitir que sejamos cada vez mais reconhecidos pela excelência no atendimento”, afirma o diretor executivo de operações, tecnologia e sinistros da Tokio Marine, Adilson Lavrador, a quem o executivo responde.

Itaú Seguridade divulga lucro recorrente de R$ 777 milhões

O Itaú Unibanco obteve lucro líquido ajustado de R$ 6,1 bilhões no primeiro trimestre, número 19,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O lucro líquido contábil foi de R$ 6 bilhões de janeiro a março, com alta de 9,2% em relação ao período anterior. O produto bancário, que contabiliza as rendas das operações bancárias e de seguros, totalizou R$ 26,9 bilhões, com leve alta de 0,3% em relação ao primeiro trimestre de 2016.

Na Itaú Seguridade, o lucro líquido recorrente atingiu R$ 777 milhões no primeiro trimestre de 2017, aumento de 20,9% em relação ao trimestre anterior e permanecendo praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior.

O lucro líquido recorrente das atividades foco foi de R$ 708 milhões no primeiro trimestre de 2017, 19,7% maior em relação ao trimestre anterior, devido principalmente às menores despesas não decorrentes de juros, redução concentrada no segmento de seguros, e às maiores receitas de prestação de serviços, principalmente em previdência. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o lucro líquido recorrente permaneceu praticamente estável.

As demais atividades de seguros apresentaram, no trimestre, lucro líquido recorrente de R$ 70 milhões, aumento de 35,3% em relação ao trimestre anterior, devido principalmente à maior margem financeira gerencial e às menores despesas de comercialização.

O saldo das provisões técnicas totais, considerando seguros, previdência e capitalização, atingiu R$ 164,5 bilhões no período, com aumentos de 5% em relação ao trimestre anterior e de 19,5% em relação ao primeiro trimestre de 2016.

Seguros – No primeiro trimestre de 2017, o lucro líquido recorrente das
atividades foco de seguros atingiu R$ 417 milhões, aumento de 33,1% em relação ao trimestre anterior, influenciado basicamente por menores despesas não decorrentes de juros, principalmente nas carteiras de seguros de vida e seguros atrelados a crédito, e menores sinistros retidos.No primeiro trimestre de 2017, os prêmios ganhos das atividades foco de seguros atingiram R$ 978 milhões, redução de 2,5% em relação ao trimestre anterior. Atividades foco consistem na oferta de produtos massificados de Pessoas, Patrimoniais, Prestamista, Previdência e Capitalização. As demais atividades de seguros correspondem aos produtos de Garantia Estendida, Saúde, nossa participação no IRB e outros.

Considerando apenas as atividades foco de seguros, que inclui a participação de 30% na Porto Seguro, o market share em prêmios ganhos em relação ao mercado total foco de seguros foi de 12,1% no acumulado de 2017. No primeiro trimestre de 2017, os sinistros retidos das atividades foco de seguros alcançaram R$ 254 milhões, com redução de 11% em relação ao trimestre anterior, influenciado principalmente pela redução dos sinistros nas carteiras de seguros de vida e seguros atrelados a crédito.

O combined ratio, que indica a participação das despesas decorrentes das operações de seguros em relação à receita de prêmios ganhos, atingiu 59,2% no período, apresentando redução de 6,1 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior influenciado principalmente pela redução das despesas administrativas e de comercialização. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve redução de 6,9 pontos percentuais.

Previdência – A captação total dos planos de previdência no trimestre atingiu R$ 6.853 milhões, aumento de 3,8% em relação ao trimestre anterior. Em comparação ao primeiro trimestre de 2016, houve aumento de 39,5%, principalmente em captação de VGBL. O lucro líquido recorrente do segmento de Previdência atingiu R$ 217 milhões no primeiro trimestre de 2017, aumento de 5,9% em relação ao trimestre anterior, devido principalmente ao aumento de 5,8% na receita de taxa de administração e à redução de 11,1% nas despesas não decorrentes de juros, basicamente em função dos custos de comercialização.

Capitalização – A captação líquida do primeiro trimestre de 2017 alcançou R$ 3.972 milhões, aumento de 83,7% em relação ao primeiro trimestre de 2016. O lucro líquido recorrente do produto capitalização atingiu R$ 73 milhões no primeiro trimestre de 2017, aumento de 0,7% em relação ao trimestre anterior e de 4,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Porto Seguro divulga lucro de R$ 216 milhões no primeiro trimestre

A Porto Seguro divulgou ontem que registrou lucro líquido de R$ 216 milhões no primeiro trimestre de 2017, uma redução de 10% em relação ao mesmo período de 2016. De acordo com nota da empresa, nos primeiros três meses deste ano, o resultado foi impactado pelo cenário recessivo e pela queda na taxa de juros. Contudo, a Porto Seguro afirma, na nota, que já vê sinais de recuperação na economia, com a inflação controlada e melhoria nos indicadores de confiança do País.

Segundo nota do balanço, no seguro de automóvel, a empresa encontra um ambiente mais competitivo, que associado a redução nas vendas de veículos novos e a política da Porto Seguro de reajustes de preços com foco em rentabilidade, pressionaram o crescimento dos prêmios. Por outro lado, afirma, a estratégia de diversificação dos negócios impulsionada pelo desempenho dos produtos de Vida, Previdência e dos negócios Financeiros e Serviços, compensou parcialmente a queda do resultado financeiro no período. O resultado operacional aumentou 22% no primeiro trimestre de 2017, ante igual acumulado do ano passado. As despesas administrativas aumentaram 2% e as despesas operacionais reduziram 10%, ambas abaixo da inflação do período, “fruto dos esforços para aumentar a produtividade da empresa”.

Na operação de seguros, os prêmios auferidos reduziram 1%, basicamente em decorrência da redução nas vendas nos seguros de Auto (-3%). O índice combinado aumentou ligeiramente (+0,2 ponto percentual), atingindo 99,1% no primeiro trimestre. A sinistralidade dos seguros de Automóvel aumentou 2 ponto percentual, em função da desaceleração dos prêmios, devido a recomposição tarifária e do aumento na frequência de roubo e furto de veículos. No entanto, a sinistralidade total permaneceu relativamente estável (+0,1 ponto), compensada principalmente pelo decréscimo do índice nos seguros de Vida (-3,7 pontos), Porto Empresarial (-3,1 pontos) e Odontológico (-14,1 pontos).

As receitas das empresas financeiras e de serviços cresceram 19% no trimestre, intensificadas principalmente pela expansão dos negócios de Cartão de Crédito e Financiamento. O indicador de inadimplência das operações de crédito (> 90 dias) encerrou o trimestre com o menor patamar dos últimos quatro anos (2,4 pontos percentuais melhor em relação à média de mercado).

A rentabilidade das aplicações financeiras superou o benchmark, favorecida pelas posições em renda variável e pelos ativos de Juro Real + Inflação. A rentabilidade trimestral da carteira (ex previdência) foi de 3,4% (112% do CDI). Entretanto, o resultado financeiro reduziu 13% no trimestre, afetado pela redução do CDI médio (-7% em relação a 2016).