BB Seguridade investe no Fundo de Investimentos BR Startups

Comunicado

A BB Seguridade, holding que reúne os negócios de seguros, previdência, capitalização e planos odontológicos do Banco do Brasil, vai investir no Fundo BR Startups, criado pela Microsoft Participações e gerido pela MSW CAPITAL. Com o investimento, a BB Seguridade passa a ser o investidor-âncora de Insurtechs, segmento que procura desenvolver a cultura da inovação para a área de seguros.

Interessados em participar da seleção de investimento em startups no segmento de seguros e serviços que possam atender a esse mercado (Insurtech) deverão se inscrever pelo site http://www.fundacity.com/fundo-br-startups/apply/1334 a partir de hoje. Os temas de interesse para este segmento são: produtos de seguridade, marketing e experiência do usuário, educação financeira e planejamento pessoal, Big Data e Analytics, dispositivos da chamada “internet das coisas”, infraestrutura, sistemas, plataformas e inteligência artificial.

O interesse da BB Seguridade está direcionado a empresas que tenham atuação em uma das áreas do seu portfólio de negócios, direta ou indiretamente. Mais do que o investimento financeiro, as empresas poderão dispor da experiência dos principais executivos da BB Seguridade na mentoria e orientação dos negócios. Além disso, poderão contar com apoio operacional e tecnológico e business networking nos mercados em que a holding atua. A diretora de Clientes, Comercial e de Produtos da holding, Angela de Assis, comenta a experiência para a empresa.

“Com a expertise adquirida neste trabalho com o Fundo BR Startups, esperamos que novos insights sejam trazidos para a BB Seguridade, de forma a gerar eficiência em processos e para auxiliar na ampliação do comportamento de inovação dentro da empresa, buscando sempre soluções de seguridade que tenham foco na visão do cliente”, diz Angela.

O BR Startups é atualmente o principal veículo brasileiro de estímulo à inovação externa, por meio da atividade de Corporate Venture, contando com grandes investidores como a própria Microsoft Participações, o Banco Votorantim, a Monsanto, o grupo Algar, a Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (AgeRio) e a Qualcomm. Os investimentos são direcionados a empresas no estágio de pós-aceleração, ou que já tenham um modelo de negócio validado, porém com porte ainda insuficiente para atrair o interesse de investimento de fundos de Venture Capital “Série-A”.

“O Fundo BR Startups tem recebido aporte de grandes empresas que são referência em suas áreas de atuação, ampliando as áreas temáticas para investimento e contribuindo para o desenvolvimento econômico em diversos setores no país. Agora, com a participação da BB Seguridade, o setor de seguros, previdência e capitalização passa a ser alvo de interesse do fundo também”, diz Franklin Luzes, COO da Microsoft Participações.

Moises Swirski, sócio da MSW e Gestor do BR Startups, comenta sobre o novo momento do Fundo com a entrada da BB Seguridade. “Ao contribuir no elo entre a BB Seguridade e a energia criativa das startups, o Fundo se sintoniza com a transformação dos negócios de seguros impulsionada pelo avanço da tecnologia de conectividade e pela capacidade de análise de grandes massas de informação. Essas tecnologias permitirão progressos na gestão proativa de riscos e no design de estratégias eficazes, reduzindo custos e chances de sinistros. E, para as startups, o elo com a grande empresa dá eficácia a sua trajetória de desenvolvimento pelo acesso ao conhecimento, network e visão estratégica de mercado”, diz Moisés.

Sobre o Fundo BR Startups
O fundo BR Startups foi criado pela Microsoft Participações, holding de investimentos lançada em 2013 para realizar investimentos estratégicos relacionados ao fomento à inovação e ao empreendedorismo, em conjunto com grandes Corporações. O fundo é gerido pela MSW Capital, Gestora com experiência na orientação de empreendedores e histórico de sucesso em fusões e aquisições.

Rádio CNseg: especialista explica atuação do mercado de seguros no setor de óleo e gás

Release

A Rádio CNseg aborda nesta semana o tema “Óleo e Gás”, assunto extremamente importante para a economia brasileira por conta da cadeia de produção envolvida. Nesta terça-feira, o programa “Conheça os Seguros Gerais” traz uma análise desse segmento feita pela gerente de Subscrição para o Setor de Petróleo do Grupo Segurador BB&Mapfre, Bruna Rinaldi. A especialista explica a atuação do mercado de seguros no setor, em vista dos leilões de áreas de exploração programados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Segundo ela, o seguro de petróleo abrange todas as etapas de exploração, perfuração e produção. “Depois de definidos os vencedores da concessão dos campos de petróleo, inicia-se o processo de conhecimento do campo, a geologia e o processo de sísmica. Nesse momento ainda não há a necessidade de contratação de um seguro, isso vai conforme a política de seguro de cada companhia”, diz. No mesmo dia, o programa “Qual é a dúvida?” explicará ao ouvinte o que diferencia a capitalização da poupança, em entrevista de Carlos Correa, diretor-executivo da FenaCap (Federação Nacional de Capitalização).

Nesta segunda-feira, a Rádio CNseg traz Entrevista Especial com o cientista político Carlos Melo, do Insper, que analisa a reforma política, o sistema eleitoral e o Estado brasileiro. “De uma forma geral, somos melhores que nós mesmos muitos anos atrás, em relação à nossa tradição de pouca democracia. Mas isso não significa que estejamos bem. Estamos longe de uma plenitude institucional e precisamos lutar por esse aperfeiçoamento.” Melo alerta para a importância de se resgatar a ideia de democracia, em que todos são iguais perante a lei. “Riscar do mapa a ideia de privilégio seria um bom primeiro passo.”

No mesmo dia, o quadro “Fala Presidente” inicia uma série para explicar o que é e como funciona o mercado de seguros. No programa, o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, explica o seguro como “a democratização da proteção do risco”. Segundo ele, o papel das seguradoras é justamente “organizar essa democratização do risco, ou seja, ela oferece a cada um a possibilidade de se integrar a determinados conjuntos grandes de pessoas, as chamadas mutualidades, para que elas possam ter esse acesso”. Coriolano explica também o conceito de mutualidade: “É um conjunto grande de pessoas que podem estar submetidas ao mesmo risco. E como o risco afeta todo mundo, desde que a gente nasce, passando por toda a nossa vida profissional até o final da vida, é mais do que necessário se integrar a um conjunto desses para se precaver de riscos”.

O quadro “Entenda os Seguros de Pessoas” desta quarta-feira explicará como o contribuinte deve declarar o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) no Imposto de Renda. Nesse mesmo dia, a série “Comunicação com o cliente”, exibida no programa “Momento da Inovação”, trará entrevista com o membro da comissão de Ouvidoria de CNseg Emerson Del Re. Ele abordará os impactos causados pelo avanço tecnológico no atendimento ao cliente das empresas de seguros, como o uso de aplicativos (Apps). No programa seguinte (29/3), o executivo abordará a comunicação com o consumidor por meio das redes sociais.

Na quinta-feira, o quadro “Por dentro da Saúde Suplementar” receberá o chefe do Serviço de Clínica e Cirurgia da Coluna Vertebral, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, Edmond Barras. Na última entrevista da série “Escolhas necessárias para o futuro – reflexões para a saúde suplementar”, Barras alerta para a necessidade da segunda opinião médica e como tal providência evita excessos de cirurgias com órteses e próteses. De acordo com o médico, cerca de 860 mil cirurgias de coluna foram realizadas no mundo em 2015. No mesmo dia, vai ao ar o quadro “Sustentabilidade”.

Fechando a semana, é a vez do programa “Minuto da Capitalização” e do espaço “Dicas do Consultor”, que trará Humberto Castro, professor do IBMEC, orientando o contribuinte sobre como declarar ganho de capital no Imposto de Renda.

Diariamente, a Rádio traz, ainda, boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

Tokio Marine Residencial passa a aceitar seguros de plataformas de locação como Airbnb e HomeAway

A Tokio Marine, após oferecer proteção para veículos de transporte por aplicativo, como Uber e Cabify, passa a incluir na cobertura do Seguro Residencial Premiado imóveis disponíveis em plataformas de locação e aplicativos, como Airbnb, HomeAway, HouseTrip, entre outros.

“O Tokio Marine Residencial Premiado é um produto completo, econômico, flexível e inovador. Garantir a proteção desse imóvel, principalmente enquanto estiver locado, é o papel que a Companhia desempenha para que o Cliente possa ter um negócio rentável, sem se preocupar com a segurança dos bens”, explica Arnaldo Bechara, Diretor de Precificação e RD Massificados da Tokio Marine.

Além de ter a facilidade de pagamento em até seis vezes sem juros ou em 12 vezes fixas no cartão de crédito, no Seguro Residencial Premiado, o Cliente da Seguradora conta com vantagens como atendimento VIP para os serviços de assistência 24 horas, consultoria exclusiva de sustentabilidade, serviço de descarte de móveis e equipamentos eletrônicos, help desk ilimitado para computadores e uma completa inspeção domiciliar, com limpeza de ar-condicionado, instalação de telas de segurança para apartamentos, instalação de suporte de TV, caçamba para descarte de entulhos, limpezas de até três caixas d’água, entre outras facilidades.

“Buscamos a todo o momento estar em linha com as mudanças de comportamento e de hábitos de consumo da sociedade. No caso de Seguros para imóveis de locação, inovamos e atendemos a um nicho muito específico, que faz toda a diferença. Os próprios usuários dessas plataformas devem se sentir mais tranquilos sabendo que existe o trabalho de uma empresa forte no mercado prezando por seu conforto e segurança”, reforça Arnaldo.

Crise dos frigoríficos abre discussões no mercado de seguros

Governo minimiza crise da carne e rebate argumentos da PF

A crise dos frigoríficos tem dois impactos no mercado segurador: quais as apólices podem ser acionadas e como funciona o seguro de risco reputacional. Segundo especialistas, vários tipos de apólices podem ser envolvidas em um caso como o trazido à tona com a deflagração da operação “Carne Fraca”, pela Polícia Federal, que investiga vários frigoríficos brasileiros há dois anos.

Entre as coberturas ofertadas pelas seguradoras aos clientes que buscam transferir riscos inerentes aos negócios estão imagem reputacional, directors & office (D&O), crédito, garantia de contratos entre outras. Tanto clientes das marcas investigadas como também dos frigoríficos que não foram citados podem sofrer com os efeitos da falta de credibilidade que se espalhou com as investigações. As ações dos três frigoríficos perderam em um só pregão R$ 5,9 bilhões do seu valor de mercado, quase 10% do valor do setor na bolsa.

Lembrando que prejuízos que tenham comprovação de dolo e fraude estão excluídos de qualquer apólice de seguro em qualquer parte do planeta. Para empresários do setor de seguros, o maior impacto é o risco reputacional. O seguro cobre gastos que as empresas venham a ter para reagir ao risco, como a contratação de equipes de comunicação e de consultores para gerenciar o risco de imagem.

Também neste seguro há cobertura para as perdas financeiras estimadas que não estejam contempladas em outras, como o D&O, contrato que prevê verba para despesas atreladas à gestão da crise, como ações marketing e publicidade ligadas aos executivos envolvidos. O D&O também cobre custas de defesa dos executivos até que se dê a sentença judicial, bem como danos causados aos acionistas. Neste caso a queda do valor em bolsa foi grande logo no primeiro dia.

A apólice de Erros e Omissões também pode cobrir estragos causados por um problema como o dos frigoríficos citados na operação Carne Fraca. Também é possível acionar a cobertura de responsabilidade civil para indenizar perdas causadas e solicitadas por consumidores.

As apólices de seguro reputacional são oferecidas no mercado internacional por um número reduzido de seguradoras e resseguradoras. No Brasil, menos de cinco apólices são citadas pelos segurdores. Segundo os executivos, o interesse existe e aumentou muito depois da crise reputacional vivida pela mineradora Samarco e seus acionistas Vale e BHB, com o rompimento da barragem em 2015.

No entanto, o apetite das seguradoras é restrito. Os especialistas afirmam que o seguro só é vendido para empresas que tenham um programa de compliance impecável e que ele seja realmente colocado em prática. Além disso, o treinamento de funcionários é um dos quesitos mais observados pelas seguradoras. Caso seja comprovado dolo ou omissão, a cobertura é negada.

Como são poucos grupos que ofertam, o capital disponível também é limitado e não atende a necessidade dos grandes grupos, que acabam desistindo do seguro por não mitigar o impacto estimado com evento de grandes proporções. A maior dificuldade dos grupos interessados em comprar a cobertura é definir e avaliar os riscos a que suas reputações estão expostas. A avaliação da perda financeira é feita por um perito, que vai determinar a parcela da perda total que pode ser ligada à crise reputacional.

Segundo o advogado Walter Polido, da Polido e Carvalho Consultoria em Seguros e Resseguros, dificilmente haverá um seguro eficaz para essa situação-limite. “Se tudo ocorreu como anunciado até agora, houve má-fé na administração. A atuação criminosa constitui risco excluído em praticamente todos os tipos de seguros, no Brasil e no mundo”, avalia.

Difícil seria separar uma situação e outra, explica. Única hipótese plausível seria demonstrar que realmente os atos ocorreram sem o conhecimento da Administração das empresas, sem a ordem efetiva de representante legal para que agissem de forma a provocarem o que de fato aconteceu”, comenta.

Ele explica que cada tipo de seguro tem a sua particularidade e, se algum tipo de reclamação de sinistro surgir, então os técnicos deverão se debruçar sobre os textos das apólices e tendo em mente as bases jurídicas daquele determinado contrato de seguro, as quais, através do CC/2002, artigo 762, encontram norma intransponível: “nulo será o contrato para garantir risco proveniente de ato doloso do segurado, do beneficiário, ou de representante de um ou de outro”. Então, o produto do crime e oriundo da administração da empresa jamais poderá ter a responsabilidade decorrente transferida para o contrato de seguro, seja ele qual for. “Seria imoral e antijurídico qualquer tipo de cobertura com este teor, conforme a lei citada”, finaliza.

No final de semana, o governo brasileiro concedeu entrevista coletiva para amenizar os impactos de imagem do setor de carnes, prestando esclarecimentos os mercados internacionais que importam dos frigoríficos locais. O Brasil é o maior exportação de carne do mundo, para inúmeros países. Todo os empresários do setor e membros do governo não podem esquecer que 80% da carne bovina é consumida no Brasil. Ou seja, não basta dar satisfação aos mercados que importam 20% da produção do Brasil. É preciso dar informações e transparência aos consumidores brasileiros. Um grupo pequeno foi fiscalizado. A obrigação é fiscalizar todos para ver se há irregularidades.

Par Corretora torna-se Wiz e diversifica atuação

Comunicado

A Par Corretora apresentou aos principais investidores nacionais sua nova marca e um novo posicionamento no mercado. A empresa agora chama-se Wiz e torna-se uma provedora de soluções. O foco será a identificação de oportunidades e implementação de soluções precisas. A companhia vai combinar serviços financeiros e de seguros para atender as necessidades dos clientes.

A mudança da marca faz parte de um processo evolutivo que começou em 2012, com a entrada de novos investidores, e teve um marco em 2015, quando a empresa realizou o seu IPO (Initial Public Offering). A Wiz tem como principais acionista a Federação dos Funcionários da Caixa (Fenae), a Caixa Seguradora e a GP Investments.

Hoje a companhia é corretora exclusiva da Caixa Seguradora nas agências do banco, mas pode atuar livremente no mercado. Com a nova marca, o contexto da Wiz agora é de ampliação de atuação, passando a ser uma provedora de soluções aos clientes e parceiros. A empresa vai ampliar o leque de ofertas no chamado “mar-aberto”, o livre mercado, diversificando seus canais e atuando no meio digital, sobretudo com o mobile.

O segundo passo anunciado com a nova marca é a diversificação da própria distribuição de serviços. Além de seguros, a Wiz passará a distribuir no futuro serviços financeiros – como abertura de conta corrente, oferta de crédito – atuando como corresponde bancário digital.

Vamos oferecer o serviço certo no momento exato e tendo como posicionamento a solução precisa. Queremos ser a marca de distribuição que melhor conecta clientes e parceiros, vamos contribuir para o encontro entre necessidade e oferta”, afirma o CEO, João Silveira.

A Wiz vem investindo fortemente nos últimos anos em pessoal e tecnologia. O quadro de profissionais triplicou nos últimos anos, chegando a 1600 colaboradores. Em relação à tecnologia, a empresa implementa uma transformação digital que aperfeiçoa as interações com clientes e parceiros e que a permite chegar ao novo posicionamento.

Entre as iniciativas recentes, destacam-se:

Implementação de uma plataforma tecnológica multicanal, como parte do processo de transformação digital, desenvolvida em parceria com o SalesForce.com;

Inauguração, em agosto de 2016, da central remota em São Paulo, com atuação na venda e renovação de produtos de seguros;

Avanços na governança corporativa, conquistados por meio da criação dos Comitês de Auditoria e Transações com Partes Relacionadas, além da instalação da Diretoria de Compliance;

Consolidação do Programa “Tem Mais Caixa”, resultando no contínuo avanço nas penetrações de seguros nas transações financeiras.

O resultado desses investimentos foram apresentados no balanço do quarto trimestre de 2016. A empresa registrou lucro líquido consolidado de R$ 35,6 milhões, o que representa um crescimento de 13,6% em relação ao mesmo período de 2015. A receita líquida avançou 23,5% frente ao trimestre anterior e 11% no ano, chegando R$ 403,7 milhões.

Já a receita bruta alcançou R$ 123,8 milhões no quarto trimestre, crescimento anual de 29,2% – recorde histórico. Enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no acumulado do ano somou R$ 209,9 milhões, alta de 11,1%, com margem de 52,0% ante 51,9% em 2015.

“Este resultado certamente é fruto do trabalho em conjunto com nossos principais parceiros comerciais, a Caixa e a Caixa Seguradora, reafirmando assim a resiliência de nosso principal segmento de atuação e demonstrando que ainda há grande potencial de crescimento a ser explorado neste campo nos próximos anos”, afirma João Silveira.

2017 promete ser um ano de muitas fusões e aquisições em seguros, segundo KPMG

2017 promete ser um ano de muitas negociações na indústria de seguros, segundo estudo da KPMG International divulgado na última quarta-feira. De acordo com o relatório chamado “The New Deal: Driving Insurance Transformation with Strategy-aligned M&A”, 84% das companhias de seguros planejam fazer entre uma e três aquisições em 2017, enquanto 94% planejam pelo menos uma desinvestimento.

Os Estados Unidos são o principal destino nacional para aquisições, com quase um quarto dos 200 entrevistados apostando em fusões, seguido por China, com 12%. Em uma base regional, no entanto, as seguradoras estão mais focadas em aquisições potenciais na Ásia-Pacífico, com 47% dos entrevistados vendo oportunidades de aquisição, seguido pela América do Norte com 21%, de acordo com o relatório. “Este é um pouco de uma estratégia de curto prazo e longo prazo”, disse Ram Menon, principal parceiro mundial da consultoria de seguros KPMG.

“Com a maior participação de mercado no setor de seguros global, os EUA continuam a oferecer uma grande oportunidade para compradores e investidores que procuram a diversificação global de riscos e ganhos. A Ásia, por outro lado, representa um mercado de massa emergente onde as seguradoras podem encontrar variadas oportunidades de crescimento estratégico de longo prazo”.

A Europa Ocidental é vista como a região com mais ativos à venda, liderada pelo Reino Unido, Itália e Espanha, com 48% dos participantes buscando uma oportunidade de alienação para as suas empresas. Um dos entrevistados atribuiu isto principalmente ao impacto da Solvência II na Europa, que delineia um regime de capital baseado no risco para seguradoras e resseguradoras. Continua preocupando também as perspectivas de recuperação econômica na região, de acordo com o relatório. O relatório descobriu que 33% dos entrevistados atribuíram a atividade de M&A ao desejo de transformar o modelo de negócios, enquanto outros 33% querem aprimorar o modelo de negócios existente.

O mau desempenho dos negócios por unidades particulares foi citado como o principal motivador para desinvestimentos por 38% dos entrevistados, enquanto 19% citaram o desejo de vender ativos não essenciais como a razão número um para se desinvestir, de acordo com o relatório. A pesquisa foi encomendada pela KPMG ao Grupo Mergermarket, que entrevistou 200 tomadores de decisão de fusões e aquisições de seguros.

Munich Re prevê queda no lucro e aposta em parcerias com insurtechs

A resseguradora alemã Munich Reinsurance Co. prevê um lucro menor em 2017 do que no ano passado, com os preços fracos e investimento em tecnologia. O lucro líquido esperado está entre 2 bilhões e 2,4 bilhões de euros (2,1 bilhões a 2,5 bilhões de dólares) este ano, contra 2,6 bilhões de euros em 2016. Os preços de resseguro estão caindo há vários anos devido ao aumento da concorrência no setor e à falta de catástrofes naturais nos mercados desenvolvidos, o que geralmente impulsiona a demanda.

“Ainda não vimos o fundo do poço”, disse o presidente-executivo Nikolaus von Bomhard em entrevista coletiva. “Acreditamos que teremos chegado ao fundo em breve”. Seguradoras e resseguradoras têm procurado formas de racionalizar seus negócios em áreas como a automação do processamento de pedidos. As empresas temem o avanço das “insurtechs” e também das empresas de tecnologia e mídia social como a Amazon ou Facebook.

Munich Re e outros, como AXA e Aviva, estão investindo em insurtech. Mudanças na tecnologia exigirão que a Munich Re “estabeleça parcerias que anteriormente não seriam consideradas”, disse o ressegurador em comunicado na quarta-feira, explicando a menor orientação de lucros.

Mercado global de “no life” pode chegar a um CAGR de 5,9% até 2020 com faturamento de US$ 2,71 trilhões

O mercado global de seguros não-vida (seguros gerais e responsabilidade) tem experimentado um forte crescimento nos últimos anos, registrando uma taxa de crescimento anual composta de 5,4% entre 2011 e 2015 para atingir um valor de US$ 2,03 trilhões, de acordo com dados da empresa de pesquisa MarketLine. O relatório da empresa mostra que os valores de mercado aumentaram em todas as regiões.

O crescimento global, entretanto, é impulsionado principalmente pelos aumentos salariais nos EUA e na China, ambos classificados nos três principais mercados do mundo. Como o maior mercado global representando quase 40% de toda a receita, o desempenho dos EUA terá sempre uma enorme influência no espaço de seguros como um todo e crescimento saudável, juntamente com a rápida expansão do mercado chinês cada vez mais influente.

Nicholas Wyatt, analista da MarketLine, afirmou em nota divulgada à imprensa: “O seguro automóvel é o maior segmento do mercado chinês de seguros não-vida, representando mais de 57% do seu valor. Em 2006, um aumento no número de carros na estrada, juntamente com alguns motoristas optando por cobertura mais cara e abrangente, criou um boom que não mostra sinais de parar.

“Nos Estados Unidos, o seguro imobiliário está em ascensão graças a fenômenos climáticos destrutivos, particularmente na Flórida, que responde por aproximadamente 14% de todas as perdas de catástrofes seguradas nos EUA. Em 2016, entre 12 e 17 tempestades foram antecipadas em todo o país com cerca de oito delas previstas para formar furacões.

O valor do seguro de propriedade está crescendo devido à incerteza causada por tais condições climáticas. “O mercado global está previsto para crescer a um CAGR de 5,9% entre 2015 e 2020 para chegar a um valor de US$ 2,71 trilhões e Wyatt acredita que há um grande espaço para o crescimento além disso.

“Seguro automóvel é confortavelmente o maior segmento do mercado e há ainda uma série de mercados consideráveis, amplamente inexplorados. Em países como a Indonésia e a África do Sul, o seguro de responsabilidade civil do automóvel não é um requisito legal e existe a possibilidade de que essas jurisdições possam alinhar a sua legislação com a de outras naç&oti lde;es, o que poderá servir de catalisador para o crescimento do mercado”.

CEO da Tokio Marine mantém otimismo para 2017 em palestra no CCS-SP

Por Márcia Alves

Para orientar seus associados em relação a novas oportunidades de negócios, o Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) convidou para o seu almoço mensal, no dia 14 de março, José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine Seguradora. O mentor do CCS-SP, Adevaldo Calegari, fez questão de registrar que a seguradora tem apoiado a entidade desde o início. “Nos registros históricos do Clube dos Corretores consta a participação da seguradora América Latina, hoje Tokio Marine, desde a fundação, em 1972”, disse.

No encontro realizado no restaurante do Circolo Italiano, Ferrara, acompanhado de demais membros da diretoria da empresa, demonstrou por meio de dados estatísticos que o setor de seguros não apenas resiste à crise econômica, como também permanece em crescimento e com boas perspectivas. Em 2015, quando o IPCA foi de 10,7% e o PIB de -3,7%, o seguro cresceu 4,8% (sem considerar os resultados de saúde e previdência). Em 2016, a economia continuou derrapando, com IPCA de 6,3% e PIB negativo de -3,6%, mas o mercado repetiu o feito e cresceu 2,4%.

Com base na projeção de melhoria de alguns indicadores econômicos, Ferrara aposta no bom desempenho do setor neste ano. A venda de veículos novos, por exemplo, que enfrentou quedas seguidas nos últimos dois anos, deverá crescer 4% neste ano, segundo projeção da Anfavea, passando de 2.039 milhões de unidades para 2.120 milhões. Já a taxa de desemprego, apesar do risco de ainda subir dos atuais 12% para 14% até o final do terceiro trimestre, começa a dar sinais de estabilização. “Por isso, não estou tão pessimista quanto alguns colegas. A retomada será lenta, é verdade, mas sustentável”, disse.

Para reforçar seus prognósticos positivos, Ferrara citou, ainda, a evolução do Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS), medido pela Fenacor. Em queda constante, o ICSS voltou a subir a janeiro deste ano, registrando o seu patamar mais alto, alçando apenas em 2014, quando a situação econômica era melhor. Por fim, ele mostrou as projeções da CNseg, que indicam a possibilidade de crescimento da maioria dos ramos tanto em cenário pessimista quanto otimista: automóvel (3,3% a 6,8%); patrimonial – massificados (7,8% a 8,6%); pessoas coletivo (4,7% a 10,4%); e pessoas individual (22,4% a 34,6%).

As oportunidades

Com a perspectiva de melhoria da economia, resta aos corretores se concentrarem nas oportunidades de crescimento. Mas, onde elas estão? Segundo Ferrara, estão mais próximas e evidentes do que se imagina. No ramo de automóvel, por exemplo, o potencial é grande, com 35,9 milhões de veículos sem seguro. No residencial, ainda há muito campo, com 58,1 milhões de moradias sem seguro. Considerando que menos de 30% das pequenas e médias empresas estão seguradas, a oportunidade é grande: 3,5 milhões de pessoas. “Aqui está o caminho para produzirmos”, disse.

Mas, o caminho do crescimento passa por algumas ações do setor. Ferrara indica três: desenvolver a cultura de seguros, novos canais de distribuição e novos produtos para desenvolver o mercado. Ele garante que as três ações são praticadas pelo Tokio Marine. Recentemente, a seguradora desenvolveu uma plataforma digital, a “Tokio Marine no Varejo”, para que os corretores possam participar da venda de seguros massificados, que atualmente está concentrada em grandes redes varejistas.

A ideia é que os corretores indiquem o ponto de venda e a plataforma faça todo o restante do backoffice. “Pagamos comissão ao corretor que apresentou o ponto de venda e remuneramos o lojista. O corretor ainda pode acompanhar o quanto as lojas que credenciou venderam de produtos e quando tem comissão a receber”, disse. Outra novidade da Tokio Marine é o produto “Auto Roubo + Rastreador”, que oferece preço até 50% menor que a média de mercado, porque não inclui na cobertura básica o reparo do veículo em caso de colisão. “Mas paga o reparo do carro do terceiro e, em caso de roubo e recuperação do veículo do segurado, o custo de reparação. Além do sucesso de vendas, este produto está aumentando a retenção na carteira dos corretores”, disse.

E as novidades não param por aí. Além do seguro auto popular lançado no final do ano passado, a Tokio Marine também já está oferecendo uma linha de produtos de Vida para pessoa jurídica, que inclui o “Simples Vida” e o “Vida Convenções Coletivas”, entre outros. Em breve, a seguradora deverá lançar o “Vida Individual” para pessoa física. O portfólio da empresa é composto por mais de 40 produtos, incluindo grandes riscos, aeronáuticos, linhas financeiras, seguro rural, transporte, riscos diversos etc. “A nossa companhia é completa”, afirmou.

De acordo com Ferrara, corretores e clientes estão satisfeitos com a Tokio Marine. Com base nos dados de 18 pesquisas que medem, entre outros, a satisfação em sinistros, assistência 24 horas e o atendimento ao cliente, a seguradora alcançou o índice de 98% de satisfação geral de clientes e corretores. Com esta boa aceitação, a Tokio Marine subiu no ranking do mercado em 2016, saindo da sétima posição para a sexta, com crescimento de 7,5% em prêmios no período, enquanto o mercado cresceu 2,4% (sem VGBL, Saúde e Previdência).

Encerrando sua apresentação, Ferrara comentou o crescimento da seguradora desde a última vez que participou de almoço do CCS-SP, três anos atrás. “Nos últimos quatro anos, saltamos de R$ 1,6 bilhão em prêmios para R$ 4,1 bilhões. Por isso, quando voltarmos aqui em 2019, teremos alcançado R$ 5 bilhões em prêmios”, previu.

Roubos de carga custaram R$ 6,1 bi à economia entre 2011 e 2016 informa Firjan

Os roubos de carga custaram R$ 6,1 bilhões à economia brasileira entre 2011 e 2016, divulgou ontem a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O prejuízo chega a R$ 3,9 milhões por dia com as ocorrências que se concentram principalmente nos estados do Rio de Janeiro (43,7%) e de São Paulo (44,1%).

As perdas causadas por esse tipo de crime têm crescido ano a ano, assim como o número de casos registrados, que aumentou 86%, de 12 mil em 2011 para mais de 22 mil no ano passado. Com maior risco, as seguradoras têm cobrado taxas adicionais para apólices de cargas que chegam à região metropolitana do Rio, que correspondem a até 1% do valor da mercadoria e têm impacto nos custos finais dos produtos.

Para enfrentar o problema, a Firjan propõe um movimento nacional contra o roubo de cargas, com ações articuladas entre estados, municípios e Governo Federal e Legislativo. Os industriais pedem penas duras para os crimes de roubo de cargas e receptação e consideram importante contratar mais policiais para recompor os quadros das corporações. Proibir a venda dos bloqueadores de sinal de radiocomunicação é outra medida proposta, já que os equipamentos têm sido usados pelas quadrilhas. Com a venda ilegal dos produtos, também ocorre sonegação de impostos, reduzindo a arrecadação do estado.