Edson Franco debate reforma em evento do CVG-RJ

Comunicado CVG-RJ

De acordo com o presidente da FenaPrevi, Edson Luís Franco, a reforma previdenciária nos moldes em discussão no país não será suficiente para resolver a insustentabilidade do sistema que garante a aposentadoria dos brasileiros – pelo menos não a longo prazo. O executivo foi o convidado especial do primeiro almoço-palestra do Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ), no dia 28 de março, no Centro do Rio.

Franco afirmou que o custo é o verdadeiro problema da Previdência Social, e que o déficit em suas contas é apenas um sintoma. “Hoje, 45% dos gastos federais são destinados à seguridade social, enquanto a saúde, por exemplo, consome apenas 14%. Se nada for feito, essa proporção vai a 75% dentro de 25 anos, e vamos ter que tirar recursos de saúde, educação, infraestrutura e de todo o resto”, alertou.

Isso porque a taxa de relação entre a renda média no Brasil e o valor médio da aposentadoria passa dos 90%. Ou seja, as pessoas se aposentam ganhando quase o mesmo que quando eram ativas. “A insolvência do sistema de repartição simples, sem idade mínima, se agrava ainda por conta do processo de transformação demográfica pelo qual passa o país, que combina aumento da expectativa de vida e redução da taxa de natalidade”, completa o presidente.

Com base em pesquisa da Credit Swiss, Franco explicou ainda que o envelhecimento da população nacional tem ocorrido de forma bem mais acelerada em comparação ao que aconteceu na França, por exemplo. “Enquanto o país europeu enriqueceu durante o processo, atingindo o bônus demográfico quando a maioria de sua população tinha idade economicamente ativa; o Brasil vive essa transformação em paralelo ao encolhimento de seu PIB, e desperdiça esse bônus com o desemprego”, diz.

Para o executivo, a reforma ideal envolveria, portanto, a revisão da divisão da responsabilidade entre Estado, empresa e indivíduo. O modelo defendido pela FenaPrevi é o do Banco Central, dividido em quatro pilares que fazem composições com os sistemas de repartição e de acumulação individual.

O primeiro garantiria renda aos idosos com situação socioeconômica desfavorecida, sem necessidade de contribuição; o segundo seria similar ao INSS, gerando renda de aposentadoria por repartição; o terceiro teria como base a acumulação de parte das contribuições obrigatórias em contas individuais, em regime de capitalização, e o restante destinado a coberturas de morte prematura e invalidez; e o último, representado pela previdência complementar.

“O papel do segmento de Previdência Privada é alertar as pessoas sobre essa realidade em que o Estado não consegue sustentar o mesmo nível de benefícios previdenciários que até então sustentava, além de oferecer produtos que, de alguma forma, minimizem os impactos disso na vida dessas pessoas – não só a dos idosos, mas também a dos jovens que vão precisar cuidar deles”, aconselhou Franco.

Em sua palestra, ele também falou sobre as frentes em que a federação vem trabalhando para alcançar esses objetivos, e fez um balanço dos segmentos de Previdência Privada e Pessoas em 2016. Após a apresentação, ele recebeu placa de agradecimento do CVG-RJ, além do título de sócio honorário.

Compuseram a mesa diretora do evento o convidado especial, o presidente do Clube, Marcello Hollanda, e o vice-presidente, Carlos Ivo; o presidente do Sincor-RJ, Henrique Brandão; do Ibracor, Gumercindo Rocha Filho; do Conselho Consultivo do CVG-RJ, Olívio Américo; e da Prudential, Marcelo Mancini.

Várias personalidades do mercado marcaram presença no evento. Entre eles, os líderes Renato Campos, diretor executivo Escola Nacional de Seguros; Antonio Santa Catarina, presidente do CVG-ES; Mauro Lapa, presidente Grupo Lapa; Claudio Brabo, diretor comercial e de marketing da Golden Cross; Jayme Torres, presidente do CCS-RJ; Paulo Pereira, presidente da Fenaber; Amilcar Vianna, diretor de saúde da Fenacor; e ex-presidentes do CVG-RJ, que hoje fazem parte do Conselho Consultivo.

Dados do bimestre trazem “novo gás ao setor”, afirma Márcio Coriolano

No editoral da quinta edição da Carta do Seguro, Márcio Coriolano, presidente da CNseg, comenta que o ano começou com resultados auspiciosos para o mercado de seguros, trazendo novo gás para o setor. Em fevereiro, o crescimento nominal do mercado, no acumulado em 12 meses, foi de 10,63% em relação a igual período de 2016.

O que chama a atenção é que o setor vem, consistentemente, acelerando sua expansão. A arrecadação em 12 meses atingiu R$ 244,4 bilhões, relativos ao desempenho das carteiras de seguros gerais, vida, previdência complementar aberta e capitalização, destaca. Os ramos que contribuíram para o crescimento em 2016 são os mesmos que impactaram o mês de fevereiro, no acu- mulado de 12 meses. Os seguros de pessoas continuam os grandes propulsores do mercado. Os planos de risco indi- vidual tiveram taxa elevada, de 26,84%.

O VGBL manteve aumento expressivo: 25,49%. Outros destaques foram cré- dito e garantia (20,73%), seguro rural (18,11%) e habitacional (11,01%). Na outra ponta continuam o seguro de automóvel (- 1,30%) e a capitalização (-2,57%). “Esses dados apontam para a manutenção das nossas expectativas. Até agora, não há nada no radar que possa mudar, estruturalmente, a economia no primeiro semestre, apenas no segundo. Para o final do ano, calculamos um crescimento nominal do mercado de seguros entre 9% e 11%”, afirma.

Setor está otimista com dados do bimestre

por Lauro Faria, Economista da Escola Nacional de Seguros

A Susep divulgou recentemente os dados do primeiro bimestre de 2017, de modo que já é possível ter uma boa visão do que se passa no mercado de seguros no ano em curso. A ANS, por sua vez, ainda não divulgou os dados do acumulado de 2016. Os produtos de seguros, previdência complementar aberta e capitalização tiveram arrecadação total de R$ 37,5 bilhões, valor 15,6% superior ao dado do primeiro bimestre de 2016 e em linha com o ritmo de crescimento verificado no último trimestre de 2016.

Como tem ocorrido ultimamente, o grande destaque foram os aportes ao VGBL, que somaram R$ 16,1 bilhões, um acréscimo de 40,4% frente ao mesmo períodode2016. É de se notar também a reação positiva do grupo de produtos de risco dos seguros de pessoas,cujos prêmios somaram R$ 5,1 bilhões (+11,9% sobre o primeiro bimestre de 2016), sendo destaque nesse grupo o seguro prestamista, que obteve prêmios de R$ 1,4 bilhão, com uma taxa de acréscimo em 12 meses de 34,5%.

Os seguros gerais continuaram em queda, com prêmios diretos de R$ 11,4 bilhões no primeiro bimestre de 2017 e variação de -1,2% ante o mesmo período de 2016. Há que notar, contudo, ser esse resultado fortemente condicionado pela queda de 37% do prêmio do DPVAT (segundo ramo mais importante do grupo) determinada administrativamente pelo CNSP.

Sem contar o DPVAT, o grupo de seguros gerais teve boa recuperação, com arrecadação de R$ 9,6 bilhões e crescimento de 5,9% sobre o primeiro bimestre de 2016. No grupo, houve acréscimos importantes de prêmios de seguros de linhas financeiras e garantia de obrigações (+38,1% em 12 meses) e rural (+80,6% em 12 meses). Os aportes aos títulos de capitalização se mantiveram praticamente estáveis no bimestre janeiro/fevereiro de 2017 em comparação com o mesmo período de 2016, o que não deixa de ser bom resultado, depois de seguidos períodos de decréscimo.

Os dados de arrecadação indicam, assim, que o mercado de seguros, previdência aberta e capitalização acompanha a relativa melhora da economia nacional que se observa desde fins do ano passado. Juros, câmbio e inflação caíram, e os dados de produção mostraram ritmo bem menor de redução. Desse modo, as expectativas apuradas pelo Banco Central para 2017 apontam para uma inflação abaixo da meta de 4,5%, crescimento do PIB real de 0,48% e crescimento da produção industrial de 1,22%. Em particular, essas expectativas parecem ratificadas pela recuperação dos prêmios de seguro prestamista, que, como se sabe, pela própria natureza, está ligado à expansão das vendas a crédito. O nível de emprego, porém, deve demorar mais algum tempo para se recuperar.

Oaumentonaarrecadação,entretanto,teve pouco efeito sobre os índices de lucratividade junto das seguradoras. No agregado, a sinistralidade foi de 47,2% no primeiro bimestre de 2016, e o índice de despesas de comercialização, de 27,7%. O resultado financeiro caiu 4,8% sobre igual período de 2016, e o resultado patrimonial, 16,7%. O lucro líquido das seguradoras atingiu 2,8 bilhões, com queda de 6,7% ante o primeiro bimestre de 2016. Com isso, a rentabilidade do patrimônio líquido foi de 3,3% no bimestre (ou 19,7%, se anualizada linearmente).

O destaque regulamentar na virada do ano foi a Resolução 344, pela qual o CNSP fixou as regras e os critérios para estruturação, comercialização e operacionalização de um novo produto _ o Seguro de Vida Universal, que junta cobertura de risco e capital de acumulação. Nesse produto, o segurado pode receber de volta como poupança parte dos prêmios pagos no fim da vigência da apólice, em caso de não ocorrência do sinistro.

O produto interessa também por sua natureza de longo prazo, com mínimo de cinco anos de contrato, e pela flexibilidade de prêmios e coberturas, que se torna ainda mais importante em fases de incerteza como a que vivemos. De fato, no mercado brasileiro de seguros de pessoas, faltava um seguro misto com tais características.

Além disso, os grupos de seguros de pessoas e de planos e seguros de saúde podem ter alento adicional em 2017 se for regulamentado o projeto de lei, já aprovado na Câmara dos Deputados, do VGBL Saúde, que visa a permitir ao segurado complementar a renda de aposentadoria e ajudá-lo nos seus gastos de saúde quando for desligado do plano empresarial por demissão ou por aposentadoria. Os recursos sacados são isentos de Imposto de Renda se utilizados para pagamento do plano de saúde; e, caso contrário,têm tratamento idêntico ao do VGBL.

O projeto pretende ainda estimular o empregador a contribuir total ou parcialmente para o custeio desses seguros ao fixar que tais contribuições não integrarão a remuneração dos empregados e dirigentes para efeitos trabalhistas, previdenciários e de contribuição sindical nem a base de cálculo para as contribuições do FGTS. A matéria segue para exame do Senado Federal.

ANS recebe contribuições de toda a sociedade

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) começa a receber nesta sexta-feira (31/03) as contribuições para a consulta pública que trata da proposta de Resolução Normativa sobre coparticipação e franquia nos planos de saúde. O envio das sugestões pode ser feito até o dia 02/05 através do formulário eletrônico disponibilizado no portal da ANS juntamente com a documentação sobre o assunto.

A proposta de normativa foi debatida durante audiência pública realizada no dia 20/03, no Rio de Janeiro. Na ocasião, estiveram presentes mais de 170 participantes representando 94 entidades, entre órgãos de defesa do consumidor, prestadores, operadoras de planos de saúde e demais instituições relacionadas ao setor.

Com a resolução, a ANS quer dar mais segurança e transparência aos mecanismos de coparticipação e franquia, instrumentos de regulação que podem ser utilizados pelas operadoras nos produtos que disponibilizam ao mercado. A proposta define e determina regras de uso para esses mecanismos, prevê o estabelecimento de um percentual máximo de coparticipação a ser cobrado sobre os valores dos procedimentos e obriga as operadoras a disponibilizarem informações para orientar o beneficiário antes, durante e depois da contratação de um plano em que seja utilizado esse tipo de instrumento.

A comercialização de produtos com coparticipação ou franquia é uma opção das operadoras de planos de saúde, não sendo, portanto, obrigatória. O tema está em debate na ANS desde 2010. Atualmente, 33% dos planos de saúde comercializados utilizam esses mecanismos e 50% dos beneficiários têm planos com coparticipação ou franquia.

Lloyd’s divulga lucro e abertura de escritório em Bruxelas por conta do Brexit

O Lloyd’s of London, o mercado de seguros mais antigo do mundo, obteve lucro antes dos impostos de US$ 2,6 bilhões, registrou índice combinado de 97,9% e retorno sobre o capital de 8,1% em 2016. “As condições permanecem extremamente desafiadoras para o mercado com contínua pressão descendente nos preços enquanto capitais tradicionais e alternativos permanecem sendo atraídos para a indústria de seguros e resseguros”, afirmou a CEO Inga Beale em nota.

O nível de sinistros importantes do ano foi de US$ 2,8 bilhões e este foi o quinto maior desde 2000, com boa parte creditada as indenizações decorrentes do Furação Matthew e dos incêndios de Fort McMurray.

“Dadas às circunstâncias em que estamos operando, é vital que a Corporação do Lloyd’s faça tudo o que estiver ao seu alcance para apoiar o mercado e tornar a plataforma atraente, demonstrando, ao mesmo tempo, uma boa relação custo/benefício”, comentou na nota.

Segundo ela, o foco coletivo deve ser fornecer aos nossos clientes os produtos que eles querem, envolvendo inovação e modernização. “O mercado demonstrou quão bem reage a um ambiente de risco em rápida mutação com o aumento considerável de coberturas de riscos cibernéticos durante 2016, um exemplo perfeito. É crucial que, ao longo de 2017, nós continuemos demonstrando que o Lloyd’s é o lar da criatividade e especialização”.

O Brexit também fez parte do discurso de Inga. “Hoje nós também confirmamos que, seguindo a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, o escritório de uma subsidiária do Lloyd’s será aberto em Bruxelas, com o propósito de estar pronto para subscrever negócios para a temporada de renovações de 1º de Janeiro de 2019”.

Enquanto o Lloyd’s permanecerá sediado em Londres, a nova empresa subscreverá riscos de todos os 27 Estados da União Europeia e três Estados da Área Econômica Europeia depois que o Reino Unido deixar a U.E., proporcionando aos clientes e parceiros acesso às soluções inovadoras do Mercado do Lloyd’s. “Isto irá assegurar que o mercado Lloyd’s poderá continuar a fazer negócios com a Europa ininterruptamente quando o Reino Unido deixar a U.E.”

O Lloyd’s continua sendo classificado como A (excelente) pela A.M. Best, AA- (muito forte) pela Fitch e A+ (forte) pela Standard & Poor’s.

Einstein e Fundación Mapfre lançam projeto social na comunidade de Paraisópolis

No próximo dia 5 de abril às 10h, o Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis (PECP) abre suas portas para lançar o projeto social em parceria a Fundación Mapfre, que levará oficinas de orientação para as comunidades do entorno do Hospital Municipal da Vila Santa Catarina – Dr. Gilson de Cássia Marques de Carvalho, localizado no Jabaquara, zona sul de São Paulo e da Comunidade Paraisópolis, localizada na Vila Andrade, também na zona sul, a respeito da gestação saudável, aleitamento materno exclusivo, primeiros cuidados com o recém-nascido e sexualidade na adolescência, de modo a estimular os indivíduos a serem atuantes nesse processo e a potencializar a mulher como principal figura para as mudanças comportamentais da família em prol da sociedade.

Desastres e catástrofes causam prejuízos de US$ 175 bi em 2016

Pelo menos deste ranking de desastres e catástrofes de 2016 o Brasil não participa. Nem do ranking das 40 maiores catástrofes do mundo. Os desastres e catástrofes naturais em 2016 provocaram danos avaliados em US$ 175 bilhões, quase o dobro de 2015 (US$ 94 bilhões), de acordo com o relatório anual Sigma, publicado nesta terça-feira pela Swiss Re. O custo ficou acima da estimativa divulgada em dezembro pela Swiss Re, de US$ 158 bilhões.

Deste valor, US$ 54 bilhões foram pagos pelas seguradoras em indenizações aos seus clientes que tiveram perdas, ou seja, 42% a mais que em 2015.No ano passado as catástrofes foram menos letais, no entanto, com 11 mil vítimas, contra mais de 26 mil em 2015.

O estudo revela que 2016 foi o ano de maiores custos em termos de danos econômicos relacionados com catástrofes desde 2012. Isto se explica pelo grande número de catástrofes importantes, incluindo terremotos, tempestades, inundações e incêndios florestais” em todas as regiões do mundo.

Foram contabilizadas 327 catástrofes em todo o mundo, 191 delas provocadas pela natureza e 136 pelo homem. A Ásia foi o continente mais afetado pelas catástrofes, com 128 episódios registrados. O terremoto que afetou a ilha japonesa de Kyushu em abril de 2016 provocou o maior prejuízo econômico, avaliado em entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões.

Os terremotos também abalaram outros países, como o Equador, também em abril.O tremor provocou a morte de 673 pessoas e um prejuízo econômico de quatro bilhões de dólares – apenas US$ 500 mil tinham cobertura de seguro. Kurt Karl, economista chefe da Swiss Re, destacou que “algumas regiões tiveram uma reação melhor graças a uma boa cobertura”.

Metade dos custos sob cobertura de seguro em 2016 estavam na América do Norte, afetada por violentas tempestades, mas onde as residências contam com seguro em general. As fortes chuvas de abril no Texas foram o evento mais caro para as seguradoras no continente.

Quase 86% dos danos, ou seja, US$ 3 bilhões dos US$ 3,5 bilhões tinham cobertura. Os incêndios florestais no Canadá em maio e junho também contavam com uma boa cobertura dos seguros: US$ 2,8 bilhões dos US$ 4 bilhões em danos tinham seguro.

No caso do Japão, apenas 20% das perdas do terremoto de abril contavam com alguma cobertura. O furacão Matthew foi a catástrofe mais letal: 700 mortos, principalmente no Haiti. O fenômeno, que aconteceu em outubro, provocou danos de US$ 12 bilhões e US$ 4 bilhões foram cobertos pelas seguradoras.

As inundações também provocaram muitos prejuízos. Na China, as cheias na bacia do rio Yangtse em julho do ano passado resultaram em custos de US$ 22 bilhões, o maior prejuízo por inundações no país desde 1998. As seguradoras, no entanto, cobriram apenas US$ 400 milhões. Dos US$ 4 bilhões de prejuízos com as inundações de maio e junho na Europa, US$ 2,9 bilhões contavam com cobertura.

O estudo pode ser acessado em quatro línguas aqui

Fátima Lima é reeleita para compor o conselho mundial dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros

A diretora de Marketing e Sustentabilidade da BB Mapfre, Fátima Lima, acaba de ser reeleita para compor o conselho mundial dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros – um compromisso entre as principais seguradoras mundiais e a Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep-FI, na sigla em inglês).

“Espero continuar contribuindo para o amadurecimento da agenda de sustentabilidade na indústria brasileira de seguros, para que possamos nos antecipar aos desafios e às oportunidades globais como as mudanças climáticas e a transição para uma economia de baixo carbono”, reflete Fátima Lima.

“Para entregar instrumentos de proteção eficientes à sociedade, é necessário que o setor inove em produtos e serviços, considerando também as questões socioambientais e tecnológicas”, completa a executiva. Atualmente, o PSI conta com 95 signatários, que representam 20% dos prêmios globais e mais de 14 trilhões de dólares em ativos sob gestão.

Entre os 26 países com empresas signatárias, o Brasil é o país com mais conselheiros participantes do conselho (três, no total) e com o maior número de seguradoras signatárias (11), que representam 60% do mercado nacional – além de contar com a adesão de duas instituições apoiadoras (CNseg e Susep).

A executiva mantém uma participação setorial ativa. Além de integrar o board do PSI, Fátima também preside a Comissão de Sustentabilidade e Inovação da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização). Também é membro da Cátedra de Sustentabilidade da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência).

Fundación Mapfre abre inscrições para Concurso Internacional de Contos

Toneto: Acreditamos que as diversas medidas de revisão técnica adotadas em nossa carteira de Auto e a melhora do cenário macroeconômico devem gerar efeitos positivos em nossos resultados locais em 2018

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A Fundación Mapfre abre inscrições para a quinta edição do Concurso Internacional de Contos, iniciativa realizada em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI). Neste ano, os participantes, jovens e crianças entre 6 e 18 anos, têm até 31 de dezembro para cadastrar seu texto com o tema “Solidariedade”.

Por meio do programa, os estudantes devem retratar nas histórias o seu dia a dia, questões que envolvam sua visão de mundo, de valor humano e o impacto que isso traz à sociedade. Após a inscrição, os contos passam por votação pela internet aberta ao público até o dia 31 de dezembro.

Nesta edição, os participantes concorrem a prêmios como laptops, tablets, câmeras digitais, bicicletas e materiais educativos destinados a escola do aluno vencedor. Além dos alunos, são premiados também as escolas e seus professores, educadores, pais e responsáveis. “Ao definir “Solidariedade” como tema, o objetivo da Fundación Mapfre é estimular a criatividade dos estudantes e fazer com que eles reflitam sobre a importância da empatia e o papel de cada um por uma sociedade melhor”, comenta Wilson Toneto, CEO da Mapfre Brasil.

Os 20 contos mais votados de cada país, sendo contos do Ensino Fundamental e de do Ensino Médio, são avaliados por um júri para escolha do melhor de cada categoria. No total, serão premiados os dois melhores contos nacionais e que posteriormente, concorrem internacionalmente.

O Concurso é direcionado para estudantes de escolas públicas ou privadas, de organizações não-governamentais e demais espaços educativos. As inscrições devem ser feitas por um adulto responsável, podendo ser um dos pais ou educador, que podem inscrever-se pelo site www.concursodecuentos.fundacionmapfre.org.

Premiados 2016

Em parceria com a Fundación MAPFRE, o gerente da sucursal de Itapetininga (SP), Eduardo Righi Ferrari, entregou o primeiro prêmio da 4ª edição do Concurso de Contos, com o tema “Eduque seu Mundo”, na categoria I (6 a 11 anos), a estudante Kauanny Pinheiro Delgado, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Prof. Messias Sodré, de Itararé (SP). Já o diretor territorial, Antonio Edmir Ribeiro, da sucursal de Sete Lagoas (MG), premiou na categoria II (12 a 18 anos), a aluna Clarice Rodrigues de Souza, do Colégio Diocesano Dom Silvério, em Sete Lagoas, pelo texto “A cidade da Solidão e as Tecnologias”.

Não somos pagadores; somos compradores, diz presidente da FenaSaúde em alerta sobre escalada de custos em debate sobre OPME

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“Aproximadamente 10% do total das despesas assistenciais refere-se a despesas com Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME)”, destaca a presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Solange Beatriz Palheiro Mendes, chamando a atenção para o acelerado crescimento dos custos desse segmento. A afirmação foi durante encontro de lideranças do setor no ‘4º Fórum Saúde do Brasil: Transparência e Prevenção’, realizado nos dias 27e 28 de março, em São Paulo.

A executiva participou do painel sobre OPME – pautado por discussões em torno da urgência de se tomar medidas concretas para coibir a atuação da chamada Máfia das Próteses. Segundo a presidente da FenaSaúde, na saúde suplementar a obrigatoriedade para a cobertura de OPME é somente para os procedimentos que necessitam de colocação ou retirada de produtos médicos implantáveis e que constam no Rol da ANS. E faz uma ressalva sobre a necessidade imperativa de adotar novas práticas e ações definitivas para combater a escalada e a alta dos preços.

“Temos que reduzir os custos já. Um parafuso pedicular, por exemplo, sai da fábrica custando U$ 100. O valor na comunidade europeia é de U$200 e no Brasil, U$2.000. Não somos pagadores; somos compradores. E como comprador daquele serviço, precisamos zelar por aquele mútuo, no qual todos vocês contribuem ao depositarem a mensalidade todo mês. Não posso pagar a conta cegamente”, analisa.

De acordo com Solange Beatriz, a saúde suplementar passa por um momento crítico. “Perdemos um 1,5 de vidas no ano passado. Este setor gastou cerca de R$ 130 bilhões pra dar atendimento a 50 milhões de pessoas e entregar 1,5 bilhão de procedimentos por ano. São 440 mil médicos e 1,5 milhão de profissionais de enfermagem que prestam serviços a mais de mil operadoras. Portanto, é um setor altamente complexo”, destaca.

Segundo a presidente da FenaSaúde, no caso das OPMEs, os maus profissionais devem ser afastados, embora a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) só regule os planos de saúde. “A lei só alcançou as operadoras de planos de saúde. Justamente o final dessa cadeia”, afirma.

A executiva também chama atenção para o relatório produzido pelo Grupo de Trabalho Interinstitucional sobre Órteses, Próteses e Materiais Especiais (GTI-OPME). “A grande responsabilidade está no médico que indica o material a ser usado. Urge que as Faculdades de Medicina se empenhem na formação desse profissional do ponto de vista humanista e comportamental. Não teremos saúde suplementar em pouco tempo, porque a população não conseguirá pagar esses custos acrescidos pelas más práticas de alguns desses profissionais”, concluiu.

Também participaram do debate, Pedro Ramos, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge); e Gláucio Pegurin Libório, presidente do Conselho de Administração do Instituto Ética Saúde. Pedro Ramos defende acordos feitos diretamente com a indústria, o que dificulta a má conduta de empresas que praticam preços extorsivos e que dão margem à corrupção. A Abramge, com apoio da FenaSaúde, processa, nos Estados Unidos, 11 companhias estrangeiras fornecedoras de produtos para a saúde. Já Glaucio Liborio considera que a corrupção no setor envolve não só médicos e distribuidores de produtos, mas também os hospitais e alguns planos de saúde.

O ´4º Fórum Saúde do Brasil: Transparência e Prevenção’ foi promovido pelo jornal Folha de São Paulo e patrocinado pela FenaSaúde, Amil e Abimed (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde).