Prudential do Brasil conclui compra da carteira de vida empresarial do Itaú Unibanco

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A Prudential do Brasil Seguros de Vida anunciou hoje a conclusão da compra de uma carteira do negócio de seguro de vida em grupo do Itaú Unibanco Holding S.A. A transação foi aprovada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O negócio adquirido é líder em seguro de vida em grupo no Brasil, com aproximadamente R$362 milhões em prêmios líquidos emitidos em 2016 e mais de 1.900.000 vidas individuais cobertas por contratos de vida em grupo, em setembro de 2016. O negócio adquirido fornece produtos de seguro de vida em grupo e de acidentes pessoais para clientes corporativos, principalmente por meio de uma rede de corretores de seguros.

“Estamos muito satisfeitos em expandir a presença da Prudential no Brasil. Essa transação permite à companhia proteger ainda mais a segurança financeira dos brasileiros por meio dos benefícios do seguro oferecido pelos empregadores”, disse James Weakley, presidente da Prudential International Insurance para as regiões da Europa e América Latina.

“O negócio que adquirimos do Itaú é um complemento natural para a nossa bem-sucedida operação de seguro de vida individual”, disse Marcelo Mancini Peixoto, presidente & CEO da Prudential do Brasil. “Estou ansioso para trabalhar em conjunto com a nova equipe de vida em grupo que está se juntando à Prudential”.

A carteira foi transferida para uma seguradora recém-criada, a IU Seguros S.A., que será renomeada como Prudential do Brasil Vida em Grupo S.A. A Prudential do Brasil Vida em Grupo é agora integralmente controlada pela Prudential do Brasil Seguros de Vida S.A.

Aproximadamente 80 funcionários também foram transferidos junto com a carteira. A Prudential do Brasil Vida em Grupo S.A. será administrada por Carlos André Guerra, que se juntou à companhia em dezembro de 2016 como vice-presidente de Vida em Grupo. Guerra se reportará à Marcelo Mancini Peixoto. Para garantir uma experiência tranquila e eficiente aos nossos clientes, o Itaú prestará alguns serviços de transição para a Prudential do Brasil Vida em Grupo por aproximadamente um ano.

Cristiane Porto Rodrigues assume como gerente geral para atividades de seguros de arte no Brasil

A AXA nomeou Cristiane Porto Rodrigues como Gerente (Country Manager) para as atividades de seguros de arte no Brasil. Ela veio para a AXA há mais de um ano, como gerente de contas. Em seu novo cargo, será responsável por todos os aspectos das atividades da AXA ART no Brasil, incluindo desenvolvimento de negócios, avaliação de riscos e subscrição, com foco no fortalecimento do engajamento com colecionadores de arte, galerias e museus brasileiros. Cristiane é brasileira, especialista em seguros com mais de 18 anos na indústria e formada em Administração de Empresas.

“Ser uma empresa membro do Grupo AXA global nos oferece acesso a um vasto portfólio de produtos e serviços dos quais nossos clientes podem se beneficiar. Com a AXA ART, especializada na proteção de arte e colecionáveis, a AXA Brasil tem acesso à expertise da empresa e passa a ter Cristiane como ponto focal no Brasil, oferecendo soluções para proteger os ativos dos nossos clientes”, afirma Philippe Jouvelot, Presidente e CEO da AXA Brasil.

“O mercado de arte brasileiro representa um segmento vital e importante das nossas operações nas Américas”, complementa Christiane Fischer, presidente e CEO da AXA ART Américas. “Queremos ser a escolha de colecionadores, museus e negociadores que procuram aconselhamento e serviços em todos os aspectos do seguro de arte”, diz.

André Gregori conta em entrevista ao BNAmericas sobre o novo conceito de seguro que desenvolve no Brasil

Em entrevista ao portal BNAmericas, André Gregori conta como está incluindo o Brasil na rota mundial das insurtechs que vem revolucionando o mercado mundial de seguros. Antes de iniciar a plataforma de seguros Thinkseg, André Gregori passou 15 anos trabalhando na indústria de seguros do Brasil, a última liderando a área de seguros e de resseguros do Banco BTG Pactual.

Agora ele inova ao investir em uma plataforma de seguros que muda o conceito de relacionamento com o cliente: sem burocracia, sem palavras complicadas, o que possibilitará a venda por corretores e a compra do seguro pelo cliente com apenas alguns cliques.

Segundo a reportagem da BNAmericas, a Thinkseg vai ser um elo entre clientes, corretores e seguradoras. “Este projeto acabou se transformando um pouco ao longo do tempo porque começamos a entender que o mercado ainda não estava pronto para uma seguradora que é completamente digital”, explicou ele a jornalista. Assim, a thinkseg (com “t” minúsculo mesmo) mudou e passou a ser uma plataforma tecnológica que reúne todos.

Gregori, no entanto, não se limita a função de mero distribuidor. “Eu cuido de todo o processo, de subscrição para serviços de sinistros. Então, somos como uma seguradora, mas não fornecemos diretivas diretamente. As políticas são fornecidas por meio de nossos parceiros”, disse ele ao portal BNAmericas.

Para ser diferente, o aplicativo desenvolvido pela thinking captura dados de driver e também da vida do consumidor. Se a pessoa faz esportes, quantos passos dá no dia, se anda de bicicleta entre outros dados importantes para cotar um seguro como o estilo de motorista de carro: como freia, que velocidade anda, quantas vezes passa por uma luz vermelha, quantas vezes muda de faixa etc. “Então, se uma pessoa está muito ansioso, em teoria, eles poderiam ter um problema de saúde”, explica ele ao portal.

O aplicativo já está em teste. A thinking escolheu cerca de mil clientes que trazem feedback e possibilitam os ajustes para o lançamento previsto para breve. São duas seguradoras nacionais, três internacionais e uma pequena empresa. Entre os seguros ofertados há de animais de estimação, viagem; vida, todos com algum diferencial. O seguro de viagem, por exemplo, cobre o básico, como algum tipo de problema de saúde enquanto você está viajando, como também se o seu avião está atrasado, se o vôo é alterado ou cancelado. “É para toda a experiência de viagem”, afirma Gregori ao portal BNAmericas.

A entrevista completa pode ser lida no portal apenas por assinantes.

Edson Franco debate reforma em evento do CVG-RJ

Comunicado CVG-RJ

De acordo com o presidente da FenaPrevi, Edson Luís Franco, a reforma previdenciária nos moldes em discussão no país não será suficiente para resolver a insustentabilidade do sistema que garante a aposentadoria dos brasileiros – pelo menos não a longo prazo. O executivo foi o convidado especial do primeiro almoço-palestra do Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ), no dia 28 de março, no Centro do Rio.

Franco afirmou que o custo é o verdadeiro problema da Previdência Social, e que o déficit em suas contas é apenas um sintoma. “Hoje, 45% dos gastos federais são destinados à seguridade social, enquanto a saúde, por exemplo, consome apenas 14%. Se nada for feito, essa proporção vai a 75% dentro de 25 anos, e vamos ter que tirar recursos de saúde, educação, infraestrutura e de todo o resto”, alertou.

Isso porque a taxa de relação entre a renda média no Brasil e o valor médio da aposentadoria passa dos 90%. Ou seja, as pessoas se aposentam ganhando quase o mesmo que quando eram ativas. “A insolvência do sistema de repartição simples, sem idade mínima, se agrava ainda por conta do processo de transformação demográfica pelo qual passa o país, que combina aumento da expectativa de vida e redução da taxa de natalidade”, completa o presidente.

Com base em pesquisa da Credit Swiss, Franco explicou ainda que o envelhecimento da população nacional tem ocorrido de forma bem mais acelerada em comparação ao que aconteceu na França, por exemplo. “Enquanto o país europeu enriqueceu durante o processo, atingindo o bônus demográfico quando a maioria de sua população tinha idade economicamente ativa; o Brasil vive essa transformação em paralelo ao encolhimento de seu PIB, e desperdiça esse bônus com o desemprego”, diz.

Para o executivo, a reforma ideal envolveria, portanto, a revisão da divisão da responsabilidade entre Estado, empresa e indivíduo. O modelo defendido pela FenaPrevi é o do Banco Central, dividido em quatro pilares que fazem composições com os sistemas de repartição e de acumulação individual.

O primeiro garantiria renda aos idosos com situação socioeconômica desfavorecida, sem necessidade de contribuição; o segundo seria similar ao INSS, gerando renda de aposentadoria por repartição; o terceiro teria como base a acumulação de parte das contribuições obrigatórias em contas individuais, em regime de capitalização, e o restante destinado a coberturas de morte prematura e invalidez; e o último, representado pela previdência complementar.

“O papel do segmento de Previdência Privada é alertar as pessoas sobre essa realidade em que o Estado não consegue sustentar o mesmo nível de benefícios previdenciários que até então sustentava, além de oferecer produtos que, de alguma forma, minimizem os impactos disso na vida dessas pessoas – não só a dos idosos, mas também a dos jovens que vão precisar cuidar deles”, aconselhou Franco.

Em sua palestra, ele também falou sobre as frentes em que a federação vem trabalhando para alcançar esses objetivos, e fez um balanço dos segmentos de Previdência Privada e Pessoas em 2016. Após a apresentação, ele recebeu placa de agradecimento do CVG-RJ, além do título de sócio honorário.

Compuseram a mesa diretora do evento o convidado especial, o presidente do Clube, Marcello Hollanda, e o vice-presidente, Carlos Ivo; o presidente do Sincor-RJ, Henrique Brandão; do Ibracor, Gumercindo Rocha Filho; do Conselho Consultivo do CVG-RJ, Olívio Américo; e da Prudential, Marcelo Mancini.

Várias personalidades do mercado marcaram presença no evento. Entre eles, os líderes Renato Campos, diretor executivo Escola Nacional de Seguros; Antonio Santa Catarina, presidente do CVG-ES; Mauro Lapa, presidente Grupo Lapa; Claudio Brabo, diretor comercial e de marketing da Golden Cross; Jayme Torres, presidente do CCS-RJ; Paulo Pereira, presidente da Fenaber; Amilcar Vianna, diretor de saúde da Fenacor; e ex-presidentes do CVG-RJ, que hoje fazem parte do Conselho Consultivo.

Dados do bimestre trazem “novo gás ao setor”, afirma Márcio Coriolano

No editoral da quinta edição da Carta do Seguro, Márcio Coriolano, presidente da CNseg, comenta que o ano começou com resultados auspiciosos para o mercado de seguros, trazendo novo gás para o setor. Em fevereiro, o crescimento nominal do mercado, no acumulado em 12 meses, foi de 10,63% em relação a igual período de 2016.

O que chama a atenção é que o setor vem, consistentemente, acelerando sua expansão. A arrecadação em 12 meses atingiu R$ 244,4 bilhões, relativos ao desempenho das carteiras de seguros gerais, vida, previdência complementar aberta e capitalização, destaca. Os ramos que contribuíram para o crescimento em 2016 são os mesmos que impactaram o mês de fevereiro, no acu- mulado de 12 meses. Os seguros de pessoas continuam os grandes propulsores do mercado. Os planos de risco indi- vidual tiveram taxa elevada, de 26,84%.

O VGBL manteve aumento expressivo: 25,49%. Outros destaques foram cré- dito e garantia (20,73%), seguro rural (18,11%) e habitacional (11,01%). Na outra ponta continuam o seguro de automóvel (- 1,30%) e a capitalização (-2,57%). “Esses dados apontam para a manutenção das nossas expectativas. Até agora, não há nada no radar que possa mudar, estruturalmente, a economia no primeiro semestre, apenas no segundo. Para o final do ano, calculamos um crescimento nominal do mercado de seguros entre 9% e 11%”, afirma.

Setor está otimista com dados do bimestre

por Lauro Faria, Economista da Escola Nacional de Seguros

A Susep divulgou recentemente os dados do primeiro bimestre de 2017, de modo que já é possível ter uma boa visão do que se passa no mercado de seguros no ano em curso. A ANS, por sua vez, ainda não divulgou os dados do acumulado de 2016. Os produtos de seguros, previdência complementar aberta e capitalização tiveram arrecadação total de R$ 37,5 bilhões, valor 15,6% superior ao dado do primeiro bimestre de 2016 e em linha com o ritmo de crescimento verificado no último trimestre de 2016.

Como tem ocorrido ultimamente, o grande destaque foram os aportes ao VGBL, que somaram R$ 16,1 bilhões, um acréscimo de 40,4% frente ao mesmo períodode2016. É de se notar também a reação positiva do grupo de produtos de risco dos seguros de pessoas,cujos prêmios somaram R$ 5,1 bilhões (+11,9% sobre o primeiro bimestre de 2016), sendo destaque nesse grupo o seguro prestamista, que obteve prêmios de R$ 1,4 bilhão, com uma taxa de acréscimo em 12 meses de 34,5%.

Os seguros gerais continuaram em queda, com prêmios diretos de R$ 11,4 bilhões no primeiro bimestre de 2017 e variação de -1,2% ante o mesmo período de 2016. Há que notar, contudo, ser esse resultado fortemente condicionado pela queda de 37% do prêmio do DPVAT (segundo ramo mais importante do grupo) determinada administrativamente pelo CNSP.

Sem contar o DPVAT, o grupo de seguros gerais teve boa recuperação, com arrecadação de R$ 9,6 bilhões e crescimento de 5,9% sobre o primeiro bimestre de 2016. No grupo, houve acréscimos importantes de prêmios de seguros de linhas financeiras e garantia de obrigações (+38,1% em 12 meses) e rural (+80,6% em 12 meses). Os aportes aos títulos de capitalização se mantiveram praticamente estáveis no bimestre janeiro/fevereiro de 2017 em comparação com o mesmo período de 2016, o que não deixa de ser bom resultado, depois de seguidos períodos de decréscimo.

Os dados de arrecadação indicam, assim, que o mercado de seguros, previdência aberta e capitalização acompanha a relativa melhora da economia nacional que se observa desde fins do ano passado. Juros, câmbio e inflação caíram, e os dados de produção mostraram ritmo bem menor de redução. Desse modo, as expectativas apuradas pelo Banco Central para 2017 apontam para uma inflação abaixo da meta de 4,5%, crescimento do PIB real de 0,48% e crescimento da produção industrial de 1,22%. Em particular, essas expectativas parecem ratificadas pela recuperação dos prêmios de seguro prestamista, que, como se sabe, pela própria natureza, está ligado à expansão das vendas a crédito. O nível de emprego, porém, deve demorar mais algum tempo para se recuperar.

Oaumentonaarrecadação,entretanto,teve pouco efeito sobre os índices de lucratividade junto das seguradoras. No agregado, a sinistralidade foi de 47,2% no primeiro bimestre de 2016, e o índice de despesas de comercialização, de 27,7%. O resultado financeiro caiu 4,8% sobre igual período de 2016, e o resultado patrimonial, 16,7%. O lucro líquido das seguradoras atingiu 2,8 bilhões, com queda de 6,7% ante o primeiro bimestre de 2016. Com isso, a rentabilidade do patrimônio líquido foi de 3,3% no bimestre (ou 19,7%, se anualizada linearmente).

O destaque regulamentar na virada do ano foi a Resolução 344, pela qual o CNSP fixou as regras e os critérios para estruturação, comercialização e operacionalização de um novo produto _ o Seguro de Vida Universal, que junta cobertura de risco e capital de acumulação. Nesse produto, o segurado pode receber de volta como poupança parte dos prêmios pagos no fim da vigência da apólice, em caso de não ocorrência do sinistro.

O produto interessa também por sua natureza de longo prazo, com mínimo de cinco anos de contrato, e pela flexibilidade de prêmios e coberturas, que se torna ainda mais importante em fases de incerteza como a que vivemos. De fato, no mercado brasileiro de seguros de pessoas, faltava um seguro misto com tais características.

Além disso, os grupos de seguros de pessoas e de planos e seguros de saúde podem ter alento adicional em 2017 se for regulamentado o projeto de lei, já aprovado na Câmara dos Deputados, do VGBL Saúde, que visa a permitir ao segurado complementar a renda de aposentadoria e ajudá-lo nos seus gastos de saúde quando for desligado do plano empresarial por demissão ou por aposentadoria. Os recursos sacados são isentos de Imposto de Renda se utilizados para pagamento do plano de saúde; e, caso contrário,têm tratamento idêntico ao do VGBL.

O projeto pretende ainda estimular o empregador a contribuir total ou parcialmente para o custeio desses seguros ao fixar que tais contribuições não integrarão a remuneração dos empregados e dirigentes para efeitos trabalhistas, previdenciários e de contribuição sindical nem a base de cálculo para as contribuições do FGTS. A matéria segue para exame do Senado Federal.

ANS recebe contribuições de toda a sociedade

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) começa a receber nesta sexta-feira (31/03) as contribuições para a consulta pública que trata da proposta de Resolução Normativa sobre coparticipação e franquia nos planos de saúde. O envio das sugestões pode ser feito até o dia 02/05 através do formulário eletrônico disponibilizado no portal da ANS juntamente com a documentação sobre o assunto.

A proposta de normativa foi debatida durante audiência pública realizada no dia 20/03, no Rio de Janeiro. Na ocasião, estiveram presentes mais de 170 participantes representando 94 entidades, entre órgãos de defesa do consumidor, prestadores, operadoras de planos de saúde e demais instituições relacionadas ao setor.

Com a resolução, a ANS quer dar mais segurança e transparência aos mecanismos de coparticipação e franquia, instrumentos de regulação que podem ser utilizados pelas operadoras nos produtos que disponibilizam ao mercado. A proposta define e determina regras de uso para esses mecanismos, prevê o estabelecimento de um percentual máximo de coparticipação a ser cobrado sobre os valores dos procedimentos e obriga as operadoras a disponibilizarem informações para orientar o beneficiário antes, durante e depois da contratação de um plano em que seja utilizado esse tipo de instrumento.

A comercialização de produtos com coparticipação ou franquia é uma opção das operadoras de planos de saúde, não sendo, portanto, obrigatória. O tema está em debate na ANS desde 2010. Atualmente, 33% dos planos de saúde comercializados utilizam esses mecanismos e 50% dos beneficiários têm planos com coparticipação ou franquia.

Lloyd’s divulga lucro e abertura de escritório em Bruxelas por conta do Brexit

O Lloyd’s of London, o mercado de seguros mais antigo do mundo, obteve lucro antes dos impostos de US$ 2,6 bilhões, registrou índice combinado de 97,9% e retorno sobre o capital de 8,1% em 2016. “As condições permanecem extremamente desafiadoras para o mercado com contínua pressão descendente nos preços enquanto capitais tradicionais e alternativos permanecem sendo atraídos para a indústria de seguros e resseguros”, afirmou a CEO Inga Beale em nota.

O nível de sinistros importantes do ano foi de US$ 2,8 bilhões e este foi o quinto maior desde 2000, com boa parte creditada as indenizações decorrentes do Furação Matthew e dos incêndios de Fort McMurray.

“Dadas às circunstâncias em que estamos operando, é vital que a Corporação do Lloyd’s faça tudo o que estiver ao seu alcance para apoiar o mercado e tornar a plataforma atraente, demonstrando, ao mesmo tempo, uma boa relação custo/benefício”, comentou na nota.

Segundo ela, o foco coletivo deve ser fornecer aos nossos clientes os produtos que eles querem, envolvendo inovação e modernização. “O mercado demonstrou quão bem reage a um ambiente de risco em rápida mutação com o aumento considerável de coberturas de riscos cibernéticos durante 2016, um exemplo perfeito. É crucial que, ao longo de 2017, nós continuemos demonstrando que o Lloyd’s é o lar da criatividade e especialização”.

O Brexit também fez parte do discurso de Inga. “Hoje nós também confirmamos que, seguindo a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, o escritório de uma subsidiária do Lloyd’s será aberto em Bruxelas, com o propósito de estar pronto para subscrever negócios para a temporada de renovações de 1º de Janeiro de 2019”.

Enquanto o Lloyd’s permanecerá sediado em Londres, a nova empresa subscreverá riscos de todos os 27 Estados da União Europeia e três Estados da Área Econômica Europeia depois que o Reino Unido deixar a U.E., proporcionando aos clientes e parceiros acesso às soluções inovadoras do Mercado do Lloyd’s. “Isto irá assegurar que o mercado Lloyd’s poderá continuar a fazer negócios com a Europa ininterruptamente quando o Reino Unido deixar a U.E.”

O Lloyd’s continua sendo classificado como A (excelente) pela A.M. Best, AA- (muito forte) pela Fitch e A+ (forte) pela Standard & Poor’s.

Einstein e Fundación Mapfre lançam projeto social na comunidade de Paraisópolis

No próximo dia 5 de abril às 10h, o Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis (PECP) abre suas portas para lançar o projeto social em parceria a Fundación Mapfre, que levará oficinas de orientação para as comunidades do entorno do Hospital Municipal da Vila Santa Catarina – Dr. Gilson de Cássia Marques de Carvalho, localizado no Jabaquara, zona sul de São Paulo e da Comunidade Paraisópolis, localizada na Vila Andrade, também na zona sul, a respeito da gestação saudável, aleitamento materno exclusivo, primeiros cuidados com o recém-nascido e sexualidade na adolescência, de modo a estimular os indivíduos a serem atuantes nesse processo e a potencializar a mulher como principal figura para as mudanças comportamentais da família em prol da sociedade.

Desastres e catástrofes causam prejuízos de US$ 175 bi em 2016

Pelo menos deste ranking de desastres e catástrofes de 2016 o Brasil não participa. Nem do ranking das 40 maiores catástrofes do mundo. Os desastres e catástrofes naturais em 2016 provocaram danos avaliados em US$ 175 bilhões, quase o dobro de 2015 (US$ 94 bilhões), de acordo com o relatório anual Sigma, publicado nesta terça-feira pela Swiss Re. O custo ficou acima da estimativa divulgada em dezembro pela Swiss Re, de US$ 158 bilhões.

Deste valor, US$ 54 bilhões foram pagos pelas seguradoras em indenizações aos seus clientes que tiveram perdas, ou seja, 42% a mais que em 2015.No ano passado as catástrofes foram menos letais, no entanto, com 11 mil vítimas, contra mais de 26 mil em 2015.

O estudo revela que 2016 foi o ano de maiores custos em termos de danos econômicos relacionados com catástrofes desde 2012. Isto se explica pelo grande número de catástrofes importantes, incluindo terremotos, tempestades, inundações e incêndios florestais” em todas as regiões do mundo.

Foram contabilizadas 327 catástrofes em todo o mundo, 191 delas provocadas pela natureza e 136 pelo homem. A Ásia foi o continente mais afetado pelas catástrofes, com 128 episódios registrados. O terremoto que afetou a ilha japonesa de Kyushu em abril de 2016 provocou o maior prejuízo econômico, avaliado em entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões.

Os terremotos também abalaram outros países, como o Equador, também em abril.O tremor provocou a morte de 673 pessoas e um prejuízo econômico de quatro bilhões de dólares – apenas US$ 500 mil tinham cobertura de seguro. Kurt Karl, economista chefe da Swiss Re, destacou que “algumas regiões tiveram uma reação melhor graças a uma boa cobertura”.

Metade dos custos sob cobertura de seguro em 2016 estavam na América do Norte, afetada por violentas tempestades, mas onde as residências contam com seguro em general. As fortes chuvas de abril no Texas foram o evento mais caro para as seguradoras no continente.

Quase 86% dos danos, ou seja, US$ 3 bilhões dos US$ 3,5 bilhões tinham cobertura. Os incêndios florestais no Canadá em maio e junho também contavam com uma boa cobertura dos seguros: US$ 2,8 bilhões dos US$ 4 bilhões em danos tinham seguro.

No caso do Japão, apenas 20% das perdas do terremoto de abril contavam com alguma cobertura. O furacão Matthew foi a catástrofe mais letal: 700 mortos, principalmente no Haiti. O fenômeno, que aconteceu em outubro, provocou danos de US$ 12 bilhões e US$ 4 bilhões foram cobertos pelas seguradoras.

As inundações também provocaram muitos prejuízos. Na China, as cheias na bacia do rio Yangtse em julho do ano passado resultaram em custos de US$ 22 bilhões, o maior prejuízo por inundações no país desde 1998. As seguradoras, no entanto, cobriram apenas US$ 400 milhões. Dos US$ 4 bilhões de prejuízos com as inundações de maio e junho na Europa, US$ 2,9 bilhões contavam com cobertura.

O estudo pode ser acessado em quatro línguas aqui